Blog do Eliomar

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Jô Soares lança em novembro sua autobiografia

Por Euler de França Belém, do Jornal Opção:

Sabe o José Eugênio Soares, que fará 80 anos no dia 16 de janeiro de 2018? Ninguém, exceto a Barsa e a Wikipédia, sabe quem é o sr. José Eugênio Soares. Mas quem não sabe quem é Jô Soares? Todos sabem, é claro. Trata-se de um artista múltiplo, raro.

A enciclopédia lista: humorista (é o que faz melhor), apresentador (nos últimos anos, ao entrevistar os outros, entrevistava, na verdade, a si mesmo), escritor (mediano, mas não necessariamente ruim), artista plástico, dramaturgo, diretor teatral, ator, músico. Uma verdadeira raposa, diria Isaiah Berlin.

Entre os romances de Jô Soares estão “O Xangô de Baker Street” e “O Homem Que Matou Getúlio Vargas”. Nenhum excelente, nenhum ruim. Nenhum mal escrito. Todos best sellers. Um Rubem Fonseca menor, digamos.

Nada bonitão, mas, charmoso e inteligente, Jô talvez seja um dos mais célebres latin lovers gordos da história. Namorou várias mulheres bonitas e casou-se com algumas delas, como Teresa Austregésilo, Sílvia Bandeira, Cláudia Raia e Flávia Junqueira.

No humor, era um páreo para Chico Anysio. “Viva o Gordo” era divertidíssimo. Claro, Jô Soares não morreu. Mas parou de fazer humor. Embora no seu extinto programa de entrevista, o “Programa do Jô”, não deixasse de fazer algum humor.

Jô Soares era um grande entrevistador, mas parece ter descoberto, com o tempo, que, na falta de grandes entrevistados, sobretudo populares, tinha de se comportar como uma espécie de segundo entrevistado. Acabou que não era a entrevista do entrevistado que era interessante, e sim como Jô Soares o entrevistava, as piadas que fazia. O “Programa do Jô” morreu em parte por causa da idade do entrevistador, que parecia desmotivado, mas também porque o programa havia se tornado uma espécie de circo.

Para contar suas múltiplas facetas de doutor Moriarty do humor e de tudo mais, Jô Soares vai publicar, em novembro, pela Companhia das Letras, o livro “O Livro de Jô — Uma Autobiografia Desautorizada”. O livro foi escrito com o apoio do jornalista e editor Matinas Suzuki Jr. e sairá em dois volumes. Best seller à vista.

(Foto – Divulgação)

“Cartas a um jovem político”, o novo livro de FHC, chega às bancas neste mês de agosto

O que o jovem que pretende entrar na política deve fazer para se preparar? O que precisa ler, estudar e aprender? Em quais disciplinas deve investir e que capacidades terá que desenvolver? Essas foram as perguntas que levaram o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso a escrever “Cartas a um jovem político”, um conjunto de textos sobre a sua experiência e a de antecessores e sucessores no mais alto cargo do país, informa a assessoria de imprensa da Editora Civilização.

“Não se trata de um livro panfletário, nem seu objetivo era estar colado a fatos concretos, embora trate deles de vez em quando. O propósito era mostrar como se desenvolve a vida política em países democráticos que, contudo, mantêm traços de uma cultura política corporativista e clientelista, dando margem, com certa frequência, à corrupção”, escreve Fernando Henrique, na apresentação da nova edição, que está chegando às livrarias neste mês de em agosto.

Lançado pela primeira vez em 2006, o livro foi revisto e, segundo o ex-presidente, muitos dos desafios apontados nos textos ganharam dimensão ainda maior, como o tema da corrupção. Ele adverte, logo no início, que a política não é “um mundo de gratificações sem esforço nem alheio a incompreensões” e que o político deve saber que “o julgamento que vale é o da História”. Ao leitor, avisa que o livro não é um tratado de ciência política, mas cartas em tom coloquial, como uma conversa, em que ele compartilha ideias a partir de suas convicções, pontos de vista e referências.

Na carta que abre o volume, Fernando Henrique dá o primeiro conselho: o político investido em um cargo público deve saber lidar com a sociedade em rede, mediada em tempo real pela mídia. “Hoje, para ter chance de sucesso, o político precisa dominar os meios de comunicação de massa. Isso não significa ter poder sobre eles, no sentido de controlar o que fazem. Mas é indispensável saber lidar com eles: estar familiarizado com seu funcionamento, conhecer seus ritmos, respeitar suas práticas, aprender como agem e reagem”.

Para o autor, ser flexível e ter visão global são dois requisitos fundamentais para atuar na política. Na obra, dá dicas de leituras, cita Winston Churchill e Franklin Roosevelt como grandes estadistas, reflete sobre o poder e a vida depois de ter estado no topo, fala sobre a política partidária brasileira e como lidar com o Congresso e a necessidade de alianças, lembra as trajetórias de Getúlio Vargas e Juscelino Kubistchek, dois ex-presidentes muito criticados em vida e endeusados após a morte e valoriza o conhecimento da História como requisito para bem governar, entre outros.

(Foto – Folha)

Seminário faz releitura sobre o livro “O Cearense”

O livro “O Cearense”, de Parsifal Barroso, relançado no começo deste mês, será tema de seminário no próximo dia 28, no auditório Castelo Branco, da reitoria da UFC, instituição na qual o autor foi professor. O seminário terá abertura do reitor Henry Campos e do presidente do Instituto Myra Eliane e neto de Parsifal Barroso, Igor Queiroz Barroso. O evento é gratuito.

Na ocasião, o conceito de cearensidade será tema das palestras do professor Josênio Parente, da Universidade Estadual do Ceará e docente aposentado da UFC, da escritora e professora da UFC, Ângela Gutierrez, e da escritora Ana Miranda.

Considerado um dos primeiros estudos do que se passou a ser conhecido posteriormente como o conceito de “Cearensidade”, o livro destaca características tão conhecidas e destacadas hoje, como a tenacidade do cearense em enfrentar obstáculos, por ter sido forjado em um ambiente natural tão difícil por conta da seca; o fato de costumeiramente deixar sua terra natal para tentar a vida fora, em uma diáspora que o leva a ser conhecido como “o Judeu brasileiro”; e até mesmo alguns aspectos físicos, como a característica “cabeça-chata”.

“O seminário será mais uma maneira de possibilitar ao público uma aproximação com essa obra tão importante sobre o nosso povo. ‘O Cearense’ é um livro de vanguarda que esmiúça diversos aspectos de nossa cultura e formação enquanto povo. Mais do que isso, a obra representa a valorização de algumas de nossas características mais importantes. Um verdadeiro resgate de nossa autoestima”, destaca o Igor Queiroz Barroso, presidente do Instituto Myra Eliane e neto de Parsifal Barroso.

 

Livro “Pau Pereira” tem lançamento com grande presença de políticos cearenses

Personalidades da política cearense, acadêmicos e público em geral prestigiaram neste sábado (19), no Bar Flórida, no Centro, o lançamento do livro “Pau Pereira”, de autoria do ex-deputado federal Iranildo Pereira, conhecido no passado como o “Incendiário do MDB”, e um dos líderes do processo da anistia política.

A apresentação da obra foi feita pelo ex-governador Lúcio Alcântara. Ao preço de R$ 20, por unidade, toda a arrecadação da venda dos livros será doada para uma creche de sua cidade, Santana do Cariri. Iranildo é um caririense que nunca se esqueceu de suas origens.

(Fotos: Paulo MOska)

Associação Cearense de Imprensa abre espaços para o lançamento do livro “Abstrações”

O jornalista Eduardo Fontenele lançará neste sábado, a partir das 10h30min, na sede da Associação Cearense de Imprensa (ACI), o livro “Abstrações”. A publicação já foi lançada em todo o Brasil pela editora Autografia. Tem 133 páginas e versões impressa e eletrônica.

Eduardo Fontenele escreveu, ao longo de mais de dez anos, ainda sem a intenção de publicar, os 23 contos que compõem o livro. São temas variados.

Estimulado por pessoas próximas que conheceram e avaliaram o trabalho, Eduardo buscou uma editora. Conseguiu na terceira tentativa. “Abstrações” é seu livro de estréia.

 

Mercado dos Pinhões terá anoitecer de autógrafos

O Mercado dos Pinhões será palco, neste sábado, a partir das 17 horas, da Feira de Artes, Moda e Design, que contará com o evento Anoitecer de Autógrafos. O objetivo é aproximar os que frequentam o local de escritores e agitadores culturais da cidade.

Nesta primeira edição do projeto, Alan Mendonça, Ricardo Kelmer e Ana Carla Dubiela que ali permanecerão até as 21 horas atendendo ao público e divulgando suas publicações.

SERVIÇO

*Mercado dos Pinhões – Praça Visconde de Pelotas, 41 – Centro.

História do Ceará nos séculos XVIII e XIX é retratada em livro

Nesta sexta-feira, às 19 horas, no auditório do prédio-anexo da Assembleia Legislativa, Pedro Luiz Cândido de Oliveira, pesquisador de história regional, lançará o livro “Sesmarias do Tempo – de Portugal ao Sertão do Brasil, notícias aventurosas de quatro homens entre os séculos XVIII e XIX”.

O livro é uma investigação genealógica, sociológica e histórica que conta a saga de quatro gerações de homens, desde Portugal, passando por Pernambuco até chegar ao sertão do Centro-Sul do Ceará, tendo como pano de fundo as grandes transformações do Brasil e do Ceará naqueles séculos. Do apogeu ao declínio dos ciclos do açúcar, da pecuária, do algodão, as mudanças e conflitos políticos.

A publicação traz novas informações históricas e elucida mistérios genealógicos de séculos. É ricamente documentado, sendo resultado de vários anos de pesquisa em fontes primárias (civis e eclesiásticas), fontes da tradição oral, na historiografia existente e também de viagens de pesquisa a Pernambuco e Portugal.

Nas vidas e peripécias desses quatro homens antigos, podem ser vislumbradas as camadas da história do Ceará e do Nordeste. O trabalho de investigação e o esforço imaginativo para recapturar aquele mundo deslembrado, suas cores próprias, sua dinâmica peculiar, as misteriosas inter-relações existentes e, olhando ainda mais de cima, o momento histórico em que viveram, buscando ver o que viam e pensar o que pensavam.

DETALHE – O livro está sendo elogiado por críticos renomados, que o leram em primeira mão.

(Foto – Ilustrativo)

Livro aborda a tragédia da Boate Kiss

Será nesta quina-feira, às 19 horas, na sede do Sindicato dos Jornalistas, a sessão de autógrafos do livro Guerreiros de Santa Maria, de autoria do escritor e jornalista Paulinho Oliveira.
A publicação aborda a Tragédia de Santa Maria (o incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria – RS, no dia 27 de janeiro de 2013, que matou 242 pessoas e feriu outras 600) e a luta dos guerreiros (pais, parentes e amigos das vítimas fatais, bem como os sobreviventes da tragédia) para vencer seus traumas e por justiça.
Paulinho Oliveira, para escrever o livro, fez pesquisas em órgãos de imprensa e conversou com quem teve contato direto com a tragédia, inclusive pessoalmente, quando visitou Santa Maria em agosto de 2013. Em 1º de maio de 2014, o livro foi lançado oficialmente na Feira do Livro de Santa Maria.
SERVIÇO
*Sindicato dos Jornalistas do Ceará – Rua Joaquim Sá, 545, Dionísio Torres.
(Foto – Divulgação)

Concurso Nacional quer revelar Novos Poetas

Estão abertas, até 5 de setembro próximo, as inscrições para o Concurso Nacional Novos Poetas, o Prêmio CNNP 2017. Podem participar do certame todos os brasileiros natos ou naturalizados, maiores de 16 anos. Cada candidato pode inscrever-se com até dois poemas de sua autoria, com texto em língua portuguesa.

O tema é livre, assim como o gênero lírico escolhido. Serão 250 poemas classificados. A classificação dos poemas resultará no livro Prêmio CNNP 2017. Antologia Poética. O certame está entre os mais destacados concursos literários da língua portuguesa.

SERVIÇO

*Inscrições gratuitas.

*Até 5 de setembro pelo site: www.cnnp.com.br

Grupo Cultural Chocalho comemora o Dia do Escritor

Será nesta terça-feira, às 9 horas, a solenidade em comemoração ao Dia do Escritor, promoção do Grupo Cultural Chocalho. A programação se desenvolverá n Casa José de Alencar, tendo à frente o coordenador da entidade, Auriberto Cavalcante.

Na abertura, haverá palestra do professor Batista de Lima sobre o tema “A produção literária e os escritores da década de 80 até hoje”. Além de imortal da Academia Cearense de Letras, Batista é professor universitário e poeta.

Às 10 horas, haverá homenagens. No roteiro, entrega do Troféu 33 anos de Ousadia a personalidades como Ubiratan Aguiar, Linhares Filho, Marcos Gomide, Luiz Haroldo Serra Júnior e Cid Carvalho.

DETALHE – Nós também estamos entre homenageados com o Troféu Responsabilidade Sócio-Cultural e Ecológica, ao lado deArtur Bruno (Sema), Lúcio Alcântara, Museu do Caju e Editora Premius. O Clube do Bode, Pingo de Fortaleza, José Rangel e Dimas Carvalho estão entre os que receberão o diploma Destaque Cultural.