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Americana é a primeira mulher a vencer importante prêmio de matemática

Pela primeira vez, uma mulher será agraciada pelo Prêmio Abel de Matemáticas 2019, segundo a Academia Norueguesa de Ciências e Letras. A pesquisadora norte-americana Karen Uhlenbeck, de 76 anos, estuda equações derivadas parciais. O trabalho dela também estabelece as bases para modelos geométricos contemporâneos em matemática e física.

Referência também na luta pela igualdade de gênero nas ciências e matemática, Karen Uhlenbeck é co-fundadora do programa Women and Mathematics do Instituto (WAM), criado em 1993 para recrutar e capacitar mulheres para liderar em pesquisa matemática em todas as fases de suas carreiras acadêmicas.

Atualmente, Karen Uhlenbeck é pesquisadora visitante em pesquisas na Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, membro associado no Instituto de Estudos Avançados (IAS).

A norte-americana é uma das fundadoras do Instituto de Matemática Park City (PCMI) que se destina à formação de jovens pesquisadores e na promoção da compreensão mútua dos interesses e desafios da matemática.

O Prêmio Abel reconhece contribuições para o campo da matemática. A escolha do vitorioso é baseada em recomendações do Comitê Abel, composto por cinco matemáticos reconhecidos internacionalmente.

(Agência Brasil)

Olimpíada Internacional de Matemática começa nesta segunda-feira no Rio

A 58ª Olimpíada Internacional de Matemática será iniciada nesta segunda-feira (17), no Rio de Janeiro, reunindo mais de 600 estudantes de 112 países. É a primeira vez que o evento é realizado no Brasil e a quarta vez que passa pela América do Sul, desde que foi criado em 1959. A promoção, a ser encerrada na terça-feira (18), terá seis estudantes de ensino médio de cada país. Para eles, serão apresentados seis problemas matemáticos de difícil resolução.

De acordo com o diretor do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa), Marcelo Viana, os participantes têm um dia para resolver os três primeiros e outro dia para resolver os demais.

Ele diz, ainda, que “são seis problemas muito difíceis, que exigem uma concentração notável. É o tipo de problema que você tem que ter uma inspiração meio divina para resolver. E, é claro, além da inspiração, o treinamento também faz a diferença”, explica.

Aqueles que conseguirem melhor pontuação serão premiados com uma medalha de ouro, prata ou bronze, dependendo do total de pontos obtidos (o máximo é 42 pontos). Os estudantes que não conseguirem medalha, mas se acertarem integralmente pelo menos uma questão, ganharão menção honrosa.

Além das premiações individuais, há um ranking entre os países. No ano passado, o Brasil ficou na melhor colocação de todas as participações, iniciadas em 1979: 15º lugar. Este ano, Viana acredita que os brasileiros têm tudo para conseguir algo melhor.

“A gente espera que o espírito de jogar em casa ajude. Mas não é só isso. Este ano, a gente organizou bem melhor o treinamento. Nós oferecemos um treinamento mais caprichado, com apoio de escolas do Rio e de São Paulo. No ano passado, a olimpíada foi em Hong Kong. Por falta de organização e recursos, nossos garotos voaram para Hong Kong praticamente na véspera. E depois de 30 horas de viagem, todos ainda voltaram com medalhas. Foi realmente uma façanha”, finalizou Viana.

(Agência Brasil)