Blog do Eliomar

Categorias para Medicina

Telemedicina garante rapidez no atendimento a doentes cardíacos

Um serviço de telemedicina que emite laudos de exames de eletrocardiograma à distância garante rapidez no atendimento e diagnóstico para pacientes com doenças cardíacas nas unidades de saúde pública em todo o país. Esta parceria entre o Hospital do Coração (HCor) e o Programa de Apoio ao Desenvolvimento Institucional do SUS (Proadi-SUS) contribui para um menor índice de mortalidade.

Um aparelho semelhante a um smartphone transmite o exame eletrocardiograma do paciente para a Central de Telemedicina do HCor. O sinal do equipamento é enviado via telefonia celular ou internet. Na central, os dados dos exames são analisados por cardiologistas de plantão e um laudo deve ser emitido em até dez minutos para os socorristas do Samu e UPAs. O laudo apontará a normalidade ou não da atividade cardíaca.

Para o cardiologista Fábio Taniguchi, coordenador da Telemedicina do HCor, a agilidade em tratamentos cardíacos salva vidas. “Os primeiros minutos são fundamentais em casos de infarto e arritmias. Cerca de 50% das mortes por infarto acontecem nas primeiras 24 horas após o evento cardiovascular. Estamos fornecendo tecnologia de ponta e atendimento especializado para salvar vidas”, disse.

São 285 unidades de saúde que contam com o serviço de telemedicina – sendo 91 em Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e 194 em Unidades de Pronto Atendimento (UPA). Desde 2009, quando o programa começou, já foram realizados cerca de 1 milhão de laudos, uma média de 22 mil por mês.

O cardiologista destacou que a telemedicina atende a uma demanda de um país extenso como o Brasil. “É uma solução bastante interessante considerando a falta de especialistas nos locais. A gente não pode esquecer que o Brasil é um país de dimensões continentais e, quando nós estamos em áreas mais remotas, o profissional mais especializado não está nessas regiões”, disse.

Além da emissão rápida do laudo por especialistas, a Central de Telemedicina do HCor dá apoio na condução de casos clínicos complexos. “Na complexidade, nós também entramos em contato com essas unidades auxiliando no tratamento, propondo uma discussão do caso para a melhor conduta de cada paciente quando se faz necessário”, disse Taniguchi.

“O que observamos é que o apoio que nós damos, seja ele no diagnóstico seja na troca de informações e auxílio à conduta do caso, sempre é muito interessante e sempre proveitoso”, disse ao acrescentar que a telemedicina deve ser realizada dentro dos padrões já aprovados pelo Conselho Federal de Medicina.

(Agência Brasil)

OMS mostra que 5 pessoas morrem a cada minuto por erro médico

Relatório da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostra que todos os anos milhões de pessoas sofrem as consequências, muitas vezes fatais, de erros médicos. As vítimas são sobretudo pessoas de camadas sociais mais pobres.

Em entrevista em Genebra, o chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, informou que “morrem por minuto cinco pessoas devido a tratamento inadequado”.

Outro representante da organização, Neelam Dhingra-Kumar, comentou que se trata de “um problema global”, muitas vezes explicável por uma hierarquia demasiadamente rígida nos sistemas de saúde, em que médicos ou enfermeiros mais jovens não se atrevem a falar, ou funcionários encobrem erros cometidos por temer represálias.

Ainda segundo a OMS, quase metade (40%) dos pacientes sujeitos a tratamento ambulatório sofre os efeitos de erros médicos, percentual que baixa significativamente nos hospitais, embora permaneça, ainda assim, em preocupantes 10%.

A pesquisa mostra que anualmente 2,6 milhões de pessoas morrem nos 150 países de baixo ou médio rendimento devido a tratamentos médicos errados.

Os erros médicos abrangem desde diagnósticos errados a medicamentos errados, desde radiações inapropriadas a infecções hospitalares. A esses e outros erros possíveis são acrescentadas, por exemplo, a amputação de um membro quando a indicação era de amputar outro, ou a operação de um hemisfério cerebral quando a indicação era de operar o outro.

A ideia de que os erros médicos podem ser justificados por medidas de contenção financeira é contestada pelos peritos da OMS, mostrando que, pelo contrário, os sistemas onde os pacientes são, com frequência, vítimas desses erros acabam por gastar mais dinheiro para remediar os danos.

O exemplo inverso é o dos hospitais Medicare, nos Estados Unidos, que teriam poupado o equivalente a cerca de 25 bilhões de euros entre 2010 e 2015 devido a melhores controles de segurança, para evitar os erros. A Alemanha é também apontada como um bom exemplo na prevenção dos erros médicos.

(Agência Brasil)

Bolsonaro deve receber alta em até seis dias, diz cirurgião

O médico Antônio Luiz de Vasconcellos Macedo, cirurgião-chefe que realizou hoje (8) a operação de correção de hérnia incisional no presidente da República, disse que Jair Bolsonaro deverá receber alta médica em torno de cinco ou seis dias. De acordo com ele, após isso, o presidente deverá estar apto a viajar em sete a dez dias, a partir deste domingo.

“A cirurgia transcorreu muito tranquila, não houve nenhuma sutura intestinal, não houve sangramento, a gente imagina que após a alta, se tivermos a alta em cinco dias, ele deve viajar em sete dias, mais tardar em 10 dias”, disse o cirurgião em entrevista coletiva no início da tarde de hoje no hospital Vila Nova Star, na capital paulista, onde ocorreu o procedimento.

Segundo o primeiro boletim médico divulgado hoje após a cirurgia, Bolsonaro apresenta quadro clínico estável. A correção de hérnia incisional foi feita com a técnica de herniorrafia incisional com implantação de tela, e foi bem-sucedida. Teve início às 7h35 e foi concluída às 12h40.

O cirurgião ressalvou que a operação demorou mais do que o previsto em razão de o intestino no presidente da República estar fortemente aderido na parede abdominal. “Normalmente uma hérnia não demora tudo isso que demorou. Mas aí a gente não contava que tinha aderido tudo de novo em relação a cirurgia de 28 de janeiro. Isso teve de ser feito com muito cuidado, você não pode machucar o intestino em hipótese nenhuma. Teria sido melhor se [a cirurgia] fosse com duas horas, teria sido mais fácil”, disse.

O médico apontou ainda que a hérnia desenvolvida por Bolsonaro decorreu do ferimento da facada e das cirurgias posteriores. “Houve uma lesão grave da parede abdominal que ficou muito fraca. Além disso, durante a facada ele desenvolveu uma peritonite, no dia 12 de setembro do ano passado ele foi operado já aqui em São Paulo dessa peritonite. Isso infectou muito a parede, deixou a parede muito enfraquecida, o que necessitou [agora] da correção dessa hérnia”.

Segundo o médico, há uma pequena chance, de aproximadamente 6%, de haver uma recidiva da hérnia, ou seja, o problema voltar a ocorrer no mesmo local. O cirurgião, no entanto, diz que encontrou tecidos em boa condição e que a probabilidade de isso ocorrer é muito pequena.

“O tecido que nós conseguimos unir e reforçar é um tecido mais musculoso, mais forte, mais nutrido, então é difícil de se imaginar que vai haver recidiva. Ele [Bolsonaro] está do ponto de vista clínico, do ponto de vista geral, muito bem, não tem sinais de cansaço, de esgotamento de nada”, disse.

(Agência Brasil)

Comissão inicia terça-feira debate sobre MP que cria programa substituto do Mais Médicos

A MP 890/2019, que cria o programa Médicos pelo Brasil para substituir o Mais Médicos, será tema de debate em audiências públicas, marcadas para a próxima semana, na comissão mista que analisa a medida provisória.

A medida tem como objetivo suprir a demanda de médicos no país, além de formar especialistas em medicina de família e comunidade. Ao todo, serão oferecidas 18 mil vagas, sendo 13 mil em municípios de difícil acesso. 55% das oportunidades serão em municípios do Norte e Nordeste, em áreas mais pobres. O edital com as primeiras vagas deve ser publicado em outubro.

O programa será aberto a médicos brasileiros e estrangeiros formados fora do Brasil, desde que façam o exame que permite um diploma obtido no exterior ser reconhecido no país, o Revalida. Quem entrar para o novo programa vai substituir gradativamente quem está hoje no Mais Médicos e será contratado pelas regras da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT – Decreto-lei 5.452, de 1943). Para concorrer, o candidato deverá ter registro válido um Conselho Regional de Medicina (CRM).

Na terça-feira (27), o debate contará com a presença do vice-presidente do Conselho Federal de Medicina (CFM), Mauro Luiz de Britto Ribeiro, e da secretária especial de Saúde Indígena do Ministério da Saúde, Silvia Nobre Waiãpi, além de representantes do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), do Conselho Nacional de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) e do Ministério da Saúde.

Para a reunião de quarta-feira (28) foram convidados o professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), Raul Cutait, e representantes do Conselho Nacional de Saúde (CNS), da Comissão Nacional de Residência Médica (CNMR), da Associação Brasileira de Educação Médica (Abem) e da Sociedade Brasileira de Medicina de Família e Comunidade.

O novo programa vai mudar a forma de seleção de profissionais. Antes, bastava fazer a inscrição pela internet. Agora, o candidato vai ter que fazer uma prova escrita e, quem for aprovado, já vai poder trabalhar. Porém, o candidato selecionado deverá passar por um curso de especialização em medicina da família nos primeiros dois anos. O governo espera que a medida ajude a atrair profissionais em áreas de baixa cobertura de saúde pública.

(Agência Senado)

SBP: Brasil desativou 16 mil leitos pediátricos desde 2010

Um levantamento feito pela Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) mostrou que nos últimos nove anos o Brasil desativou 15,9 mil leitos de internação pediátrica, aqueles destinados a crianças que precisam permanecer no hospital por mais de 24 horas. Segundo a SBP, dados obtidos no Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (CNES), mantido pelo Ministério da Saúde, indicam que em 2010, o país dispunha de 48,8 mil leitos no Sistema Único de Saúde (SUS). Em 2019, segundo dados relativos ao mês de maio, o número baixou para cerca de 35 mil.

A pesquisa também mostra que os leitos disponíveis nos planos de saúde ou em unidades privadas caíram em 2.130 no mesmo período, com 19 estados perdendo leitos pediátricos nessa rede. São Paulo desponta com a maior queda: ao todo foram 762 unidades encerradas, seguido do Rio Grande do Sul (-251) e Maranhão (-217).

Segundo os dados, os estados das regiões Nordeste e Sudeste foram os que mais sofreram com a redução de leitos de internação no SUS, com 5.314 e 4.279 leitos a menos, respectivamente. Em seguida estão as regiões Sul (-2.442 leitos), Centro-Oeste (-1136) e Norte (-643).

São Paulo foi o estado que mais perdeu leitos de internação infantil entre 2010 e 2019, com 1.583 leitos pediátricos desativados. No sentido contrário dois estados tiveram aumento no número de leitos SUS: Amapá, que saltou dos 182 leitos pediátricos existentes em 2010 para 237 no fim do ano passado, e Rondônia, foi de 508 para 517.

Entre as capitais, São Paulo lidera o ranking dos que mais perderam leitos na rede pública (-422), seguidos por Fortaleza (-401) e Maceió (-328). Três capitais, Salvador, Macapá e Manaus, conseguiram elevar a taxa de leitos, o que sugere que o grande impacto de queda tenha recaído sobre as demais cidades metropolitanas ou interioranas dos estados.

Infraestrutura precária

Segundo a presidente da SBP, Luciana Rodrigues Silva, as informações coincidem com o panorama de limitações e precária infraestrutura que se apresenta àqueles que diariamente atuam nos serviços de assistência pediátrica. “A queda na qualidade do atendimento tem relação direta com recursos materiais insuficientes. Essa progressiva redução no número de leitos implica obviamente em mais riscos para os pacientes, assim como demonstra o sucateamento que se alastra pela maioria dos serviços de saúde do país”, disse.

De acordo com Luciana, entre os agravos que mais têm levado as crianças a precisar de internação estão as doenças respiratórias, com prevalência acentuada nos períodos de outono e inverno, como bronquiolites, crises de asma e pneumonias. Os problemas gastrointestinais, casos de alergias e as chamadas arboviroses, também de ocorrência sazonal, completam a lista que contribuem para o crescimento dessa demanda.

UTIs neonatais

De acordo com a SBP, levando em conta o número de prematuros que nascem no Brasil (912 por dia), faltam pelo menos 2.657 leitos intensivos neonatais em todo o Brasil, sendo que o ideal seria haver no mínimo quatro leitos para cada grupo de mil nascidos vivos.

“Atualmente, no entanto, dados do Cadastro Nacional de Estabelecimento de Saúde (Cnes) indicam a existência 9.037 leitos do tipo no país, públicos e privados, que correspondem a 3,1 por mil nascidos vivos. Se considerados apenas os leitos oferecidos no SUS, esta taxa cai para 1,6 leitos por mil 1.000, considerando as 4.764 unidades existentes”, diz a SBP.

Entre os estados, o pior resultado apurado pela SBP consta em Roraima, onde os 12 leitos de UTI neonatal disponíveis compõem a taxa de 1,02 leito por mil nascidos vivos. Na segunda pior posição, o Amazonas, com 1,29 leito por um milhar, seguido do Acre, onde o mesmo grupo de recém-nascidos tem 1,34 leito. Na outra ponta, três unidades da federação atingiram a taxa mínima preconizada pelos pediatras: Rio de Janeiro, com 5,53 leitos por mil nascidos vivos; Espírito Santo, com taxa de 4,82 leitos; e Distrito Federal, com 4,22.

Ministério da Saúde

Por meio de nota, o Ministério da Saúde informou que, de 2010 a maio de 2019 foi registrado aumento de quase três vezes no número dos leitos complementares no SUS, incluindo os de Unidade de Terapia Intensiva (UTI), passando de 10.787 para 30.855, dos quais 4.764 de UTI Neonatal e 2.525 leitos de UTI Pediátrico. Os leitos de UTI são os de maior complexidade, que exigem estrutura e esforço de profissionais, além de serem destinados a pacientes em casos graves.

“O Ministério da Saúde, nos últimos anos, investiu na expansão de leitos pediátricos e neonatais para atendimento de maior complexidade, destinados a pacientes graves e que exigem maior estrutura e esforço de profissionais. O crescimento da oferta de leitos de cuidados intermediários e intensivos para esses casos foi de 25% entre 2010 e 2018, totalizando atualmente mais de 11,6 mil leitos no SUS, de julho de 2010 a março de 2019”, diz a nota.

Segundo o Ministério, a habilitação de novos leitos deve ser solicitada pelos gestores locais. A habilitação e a liberação de recursos são feitas mediante apresentação de projetos, que são analisados pela pasta. “O gestor local também tem autonomia para ampliar o número de leitos com recursos próprios, a partir de sua avaliação em relação a demanda e necessidade e capacidade instalada de oferta assistencial. A habilitação de leitos pelo Ministério da Saúde assegura recursos adicionais para o custeio do serviço”.

(Agência Brasil)

Programa que vai rever Mais Médicos será lançado na próxima semana

O ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, afirmou que será lançado na próxima semana o programa que vai reestruturar o Mais Médicos.

“A Casa Civil e a Presidência da República deram o OK. Na semana que vem, a gente lança o Médicos pelo Brasil, que é o novo programa que vai rever o programa Mais Médicos”, disse.

Segundo o ministro, o dia do anúncio na próxima semana depende da agenda do presidente Jair Bolsonaro. “Isso também é reforçar a atenção primária. É basicamente direcionado para a atenção primária, praticamente voltado para o que a gente chama de Brasil profundo, as cidades mais vulneráveis”, destacou.

Ele acrescentou que nas cidades do interior é onde, muitas vezes, as campanhas públicas têm “menos apelo”. “É no interior do Brasil que eu tenho mais dificuldades para usar capacete para motocicleta”, exemplificou.

(Agência Brasil)

Proposta obriga que shoppings mantenham serviço de emergência médica

O Projeto de Lei 1759/19 obriga os centros comerciais instalados no território nacional a manterem serviços de atenção às emergências médicas e disponibilidade de ambulância para atendimento aos consumidores. A exigência prevista na proposta é para centros comerciais superiores a 10.000 metros quadrados de área edificada.

Pelo texto, o atendimento deve ser realizado por pessoal devidamente treinado e durante todo o horário de funcionamento do centro comercial e os serviços deverão possuir equipamentos, insumos e medicamentos suficientes e adequados às intervenções mais comuns em casos de urgência e emergência.

UTI móvel

A proposição exige que esses estabelecimentos de que trata esta lei disponham de ambulâncias tipo UTI móvel para a remoção tempestiva do paciente para unidades de saúde e hospitais nos casos de maior complexidade, após a prestação dos serviços de primeiros socorros.

O projeto estabelece ainda que os centros comerciais que infringirem a previsão lega estará sujeita os infratores às sanções previstas na legislação específica, sem prejuízo das sanções penais e cíveis.

O autor do projeto, deputado Chiquinho Brazão (Avante-RJ), afirma que quanto maior o tempo de espera por atendimento, maiores as probabilidades de ocorrência de óbito.

“Os locais que recebem grandes aglomerados de pessoas, como os centros comerciais, conhecidos no Brasil como “shopping centers”, enfrentam chances elevadas de vivenciar situações emergenciais médicas e que demandam uma rápida intervenção de primeiros socorros”, diz Brazão.

O projeto, que tramita conclusivamente, será analisado pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria, Comércio e Serviços; de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Obrigatório há 5 anos, teste da linguinha é alvo de disputa

Um teste físico simples, teste da linguinha, que verifica se o bebê recém-nascido tem ou não anquiloglossia – popularmente chamada de língua presa – é alvo de disputa entre profissionais. De um lado, pediatras acreditam que o exame físico feito após o parto é suficiente para identificar a anquiloglossia e pedem a revogação da lei que tornou o teste obrigatório. Do outro, fonoaudiólogos defendem uma capacitação para que quem examine a criança esteja atento também a isto.

Hoje (20), considerado o Dia Nacional do Teste da Linguinha, faz cinco anos que a Lei 13.002/2014, que torna o exame obrigatório, foi aprovada no Brasil.

De acordo com a conselheira da Comissão de Saúde do Conselho Federal de Fonoaudiologia, Mércia Quintino, cerca de 4% a 10,7% das crianças nascem com a língua presa. “O diagnóstico deve ser feito o mais cedo possível. A anquiloglossia leva a dificuldade na amamentação e, depois, dificuldade de mastigar alimentos sólidos, que são um desafio maior”, afirmou.

Mércia explica que o objetivo inicial é evitar o desmame precoce. “A gente sabe que a amamentação é importante e que muitas mães não têm condições de comprar leites industrializados. A fase da amamentação parece simples, mas é um momento complicado para a família, tem que ter todo o incentivo positivo para que dê certo”, disse.

Pedido de revogação

Este ano, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) pediu ao Ministério da Saúde a revogação da lei. Para os pediatras, quando o bebê nasce já é feito um exame físico completo da criança e a língua presa é facilmente identificada nesse exame, não sendo necessário um protocolo específico para a execução do teste.

“O teste é um passo burocrático desnecessário com redundância absoluta do exame do recém-nascido, que já é feito pelo pediatra na sala de parto”, diz a presidente do Departamento Científico de Otorrinolaringologia da SBP, Tânia Sih.

De acordo com Tânia, a maior parte dos casos de língua presa não demanda cirurgia, são níveis menos graves cujos efeitos na fala e na mastigação podem ser anulados com exercícios. “É raríssimo ter a língua superpresa, que é quando a língua adquire um formato de coração. Esses casos impactam no aleitamento materno e na fala. Para que ter fonoaudiólogo para constatar o que o médico já viu? Temos outros gastos mais urgentes para ser feitos com saúde”, defende.

Já Mércia defende que é necessário haver uma capacitação. Segundo ela, o exame não precisa ser feito necessariamente por um fonoaudiólogo, mas por um profissional que esteja atento a isso na hora de examinar a criança.

Em nota, o Ministério da Saúde não comentou o pedido da SBP.

(Agência Brasil)

Mais Médicos: 1,9 mil profissionais começam a atuar na próxima semana

Os médicos selecionados devem comparecer aos municípios entre os dias 24 e 28 de junho para início das atividades nas unidades de saúde de todo o país

A partir da segunda-feira (24), mais de 6 milhões de pessoas que vivem nas áreas mais vulneráveis do Brasil já poderão contar com reforço profissional do Programa Mais Médicos. O Ministério da Saúde publicou nesta quarta-feira (19) o resultado final da primeira fase dos médicos selecionados neste 18º ciclo do programa.

De acordo com as regras previstas no edital nº11/2019, 1.975 profissionais foram selecionados para atuar na Atenção Primária das unidades de saúde de mais de mil municípios, localizados nos 26 estados, além de 10 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEIs).

Os profissionais devem se apresentar nos municípios entre a segunda-feira e sexta-feira (28) para o início das atividades de atendimento à população.

(Agência Saúde)

Mortes por insuficiência cardíaca aumentam em adultos mais jovens

As taxas de mortalidade devido à insuficiência cardíaca estão aumentando, e esse aumento é mais proeminente entre os adultos com menos de 65 anos, considerados como morte prematura, segundo um estudo da Northwestern Medicine.

O estudo utilizou dados da ampla gama de dados online dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças para Pesquisa Epidemiológica, que inclui a causa de morte subjacente e contribuinte de todas as certidões de óbito de 47.728 milhões de indivíduos nos Estados Unidos de 1999 a 2017. Pesquisadores analisaram a taxa de mortalidade ajustada por idade para adultos negros e brancos entre 35 e 84 anos que morreram de insuficiência cardíaca.

O estudo mostrou, pela primeira vez, que as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca vêm aumentando desde 2012. O aumento das mortes ocorre apesar dos avanços significativos nos tratamentos médicos e cirúrgicos para insuficiência cardíaca na última década.

O aumento no número de mortes prematuras por insuficiência cardíaca foi maior entre homens negros com menos de 65 anos de idade, e estima-se que 6 milhões de adultos nos Estados Unidos tenham insuficiência cardíaca. É a principal razão pela qual os adultos mais velhos são admitidos em hospitais.

“O sucesso das últimas três décadas em melhorar as taxas de mortalidade por insuficiência cardíaca está agora sendo revertido, e é provável que seja devido às epidemias de obesidade e diabetes”, disse Sadiya Khan, professora assistente de medicina na Escola de Medicina da Universidade Northwestern Feinberg e cardiologista da Northwestern Medicine.

“Dada a população em envelhecimento e as epidemias de obesidade e diabetes, que são os principais fatores de risco para a insuficiência cardíaca, é provável que esta tendência continue a piorar”, disse ela.

Dados recentes mostram que a expectativa média de vida nos Estados Unidos também está diminuindo, o que compõe a preocupação de Khan.

No próximo passo, os pesquisadores vão tentar entender melhor o que causa as disparidades na morte cardiovascular relacionada à insuficiência cardíaca.

O estudo foi publicado na segunda-feira no Diário do Colégio Americano de Cardiologia.

Northwestern Medicine é uma colaboração entre a Northwestern Memorial Healthcare e a Escola de Medicina Northwestern da Universidade Feinberg, que inclui pesquisa, ensino e assistência ao paciente.

(Agência Brasil)

Roberto Cláudio entrega neste sábado Medalha Iracema a Otho Leal Nogueira, Pio Rodrigues e Mauro Benevides

O prefeito Roberto Cláudio entrega na manhã deste sábado (13), a partir das 9h30min, no Teatro São José, no Centro, a Medalha Iracema 2019. Este ano, a solenidade homenageará o empresário Pio Rodrigues, o ex-senador Mauro Benevides e o médico e professor universitário José Otho Leal Nogueira.

Os homenageados foram escolhidos em reconhecimento ao trabalho desenvolvido por cada um para a vida e o progresso da Capital cearense. A medalha é a maior comenda do Poder Executivo Municipal. Este é o segundo ano em que a Prefeitura de Fortaleza concede a outorga. A entrega faz parte das comemorações do aniversário da Capital que hoje completa 293 anos.

Em 2018, foram homenageados o cantor e compositor Raimundo Fagner, a jornalista Adísia Sá e o professor e arquiteto Liberal de Castro.

José Otho Leal Nogueira

O médico José Otho Leal Nogueira nasceu em 21 de maio de 1939. Ele foi aprovado em primeiro lugar no vestibular para a Faculdade de Medicina da Universidade Federal do Ceará em 1957, tendo se graduado em 1963.

Fez residência em clínica médica no Hospital das Clínicas da Universidade Federal do Ceará.

Professor adjunto de clínica médica da UFC; Preceptor de clínica médica do Hospital Geral Dr. César Cals, aprovado por concurso público em primeiro lugar; Preceptor de residentes e internos de medicina do Centro Universitário Christus, com atuação na Santa casa de Misericórdia.

Possui uma série de trabalhos científicos e estudos de caso publicados em diversas revistas como na Revista Centro Médico Cearense, Revista da Faculdade de medicina da UFC, Jornal Brasileiro de Medicina, Revista Brasileira de Hematologia

Mauro Benevides

Atual Deputado Federal, Carlos Mauro Benevides nasceu em 21 de março de 1930, na cidade de Fortaleza. Bacharel em Letras pela Faculdade Católica de Filosofia do Ceará (1950) e Bacharel em Ciências Jurídicas e Sociais pela Faculdade de Direito da Universidade Federal do Ceará (1952).

Jornalista Profissional, sindicalizado – inscrição nº 041, Advogado, inscrito na OAB no Conselho Seccional do Ceará – inscrição nº 782 e Administrador, registrado no Conselho Regional de Administração CE/PI.

Ingressou na vida pública em 1955, como Vereador, e desde então somaram-se 14 mandatos eletivos: Vereador de Fortaleza, Deputado Estadual, Senador da República e Deputado Federal. No desempenho de tais mandatos alçou-se à Presidência da Assembleia Legislativa, do Senado Federal e Congresso Nacional. Na simultaneidade das funções legislativas foi Líder da Maioria, Presidente da Comissão do Distrito Federal. Ainda como Senador, elegeu-se Segundo Secretário da Mesa, na gestão do saudoso Petrônio Portela. No Executivo, exerceu, interinamente, a Governadoria do Ceará, quando Presidente do Legislativo Estadual e a Presidência da República, na qualidade de dirigente máximo do Senado, substituindo o igualmente saudoso Itamar Franco, que tivera de se ausentar para participar, em Montevidéu, de Encontro do MERCOSUL.

Como membro do Congresso Nacional integrou o Parlamento Latino-Americano, representando o nosso País, na Costa Rica, em missão da OEA.

Pio Rodrigues Neto

O empresário Pio Rodrigues Neto nasceu em 1o. de novembro de 1952, na cidade de Fortaleza. Casado com Stella Beatriz Holanda Rodrigues Rolim, pai de quatro filhos, com formação em Engenharia Civil pela Escola de Engenharia da Universidade de Mackenzie – SP em 1976. Atualmente o empresário ocupa o cargo de Diretor Vice-Presidente do Grupo C. Rolim.

Exerceu ainda os cargos de Presidente da CDL gestões 1990/1994, Vice-presidente da CDL gestão 1994/2016, Presidente do Instituto CDL gestão 2009/2011, Presidente da ONG – Ação Novo Centro gestão 2001-2005.

O empresário já foi homenageado com comendas nacionais e internacionais. Em 1987, foi eleito o Lojista do Ano. Em 1994 recebeu a Medalha Boticário Ferreira, da Câmara Municipal de Fortaleza. Depois, em 2007, 2016 e 2017 ganhou como Construtor do Ano. Em 2011, recebeu o prêmio New Millennium Award – XXIII Troféu Internacional da Construção em Paris, por ser destaque na qualificação técnica de seus serviços e pelas

Contribuições a níveis acadêmicos, socioeconômico, de sustentabilidade ambiental e desenvolvimento do setor. Em 2018, recebeu o Troféu ADECONCE – Prêmio Condomínios.

(Com informações da Assessoria de Comunicação da Prefeitura de Fortaleza)

Mais Médicos: inscrição para formados no exterior será na próxima semana

Os médicos brasileiros formados no exterior, mas sem registro, no país terão os dias 13 e 14 para fazer inscrição nas vagas em aberto do programa Mais Médicos.

Os candidatos deverão entrar no site do programa e indicar em quais municípios desejam realizar o atendimento à população.

O processo ocorrerá na próxima semana. No dia 13, o Ministério da Saúde irá divulgar os municípios com vagas remanescentes em aberto. Nos dois dias seguintes, os médicos que obtiveram diplomas no exterior, mas não têm registro no Brasil escolherão a cidade de sua preferência entre as que disponibilizaram vagas.

No dia 19, será divulgada a lista dos inscritos, das vagas ocupadas e dos municípios contemplados. De acordo com o Ministério da Saúde, os profissionais sem registro vão passar por um “módulo de acolhimento”, onde serão oferecidas aulas e haverá avaliação pela equipe do programa, com aplicação de exames e outras formas de verificação da condição de atuação dos inscritos.

(Agência Brasil)

Mais Médicos: 1.462 profissionais não se apresentaram aos municípios

O Ministério da Saúde divulgou nessa sexta-feira (11) um balanço que informa que 1.462 profissionais com registro no Brasil e inscritos na segunda chamada do Programa Mais Médicos não se apresentaram nas localidades escolhidas. De acordo com a pasta, 1.087 profissionais se apresentaram aos municípios no prazo definido – entre 7 e 10 de janeiro.

A próxima chamada do programa está prevista para ocorrer nos dias 23 e 24, quando brasileiros graduados no exterior terão a chance de selecionar municípios de alocação pelo site do programa. Nos dias 30 e 31 de janeiro, médicos estrangeiros poderão acessar o sistema e optar por localidades com vagas em aberto.

(Agência Brasil)

Inscritos no Mais Médicos devem se apresentar até hoje aos municípios

167 1

Profissionais com registro no Brasil inscritos na segunda chamada do programa Mais Médicos têm até hoje (10) para se apresentar aos municípios.

Médicos que decidirem não comparecer mais às atividades devem informar ao município onde trabalhariam. A cidade fica encarregada de comunicar a desistência ao governo federal.

A etapa contou com 2.549 vagas em 1.197 municípios e 34 Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI). Ao todo, 1.707 profissionais com registro brasileiro escolheram localidades.

Segundo o Ministério da Saúde, candidatos que desistirem dos postos terão as vagas colocadas de volta ao edital do Mais Médicos. O sistema será atualizado com as vagas disponíveis para os profissionais formados no exterior.

A previsão é que a lista de médicos brasileiros homologados que deram início às atividades seja publicada no próximo dia 14.

Seleção

O ministério lançou, desde novembro, editais para a substituição de 8.517 cubanos que atuavam em 2.824 municípios e 34 distritos sanitários especiais indígenas (DSEI).

Inicialmente, concorreram apenas médicos brasileiros com registro no país. Um novo edital, em andamento, seleciona também profissionais formados no exterior.

Revisão

O ministro da Saúde, o médico Luiz Henrique Mandetta, disse que pretende revisar o Mais Médicos e rebateu a afirmação de que faltam profissionais no Brasil.

Segundo ele, o país conta com aproximadamente 320 faculdades de medicina e 26 mil médicos graduados em 2018, com previsão de aumento desse contingente em 10% ao ano até chegar a 35 mil profissionais formados.

“Quem forma essa quantidade toda de profissionais? Muitos deles endividados pelo Fies [Fundo de Financiamento Estudantil] e muitos formados em escola pública. Não temos uma proposta ou política de indução para que eles venham para o sistema público de saúde” disse.

(Agência Brasil)