Blog do Eliomar

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Montanhista Rosier Alexandre fará palestra na UFC

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O montanhista Rosier Alexandre fará palestra na próxima segunda-feira, às 18h30min, na última edição deste ano do projeto Café com CI. Ele abordará o tema “Qual é o seu Everest?”, no Auditório Rachel de Queiroz (Bloco Ícaro de Sousa Moreira, na área 2 do Centro de Humanidades – Campus do Benfica).

Rosier Alexandre foi o primeiro montanhista do Norte e Nordeste do Brasil a escalar os 6.962 metros do Aconcágua, a maior montanha da Terra fora da Ásia. Ele já escalou a maior montanha de cada um dos seis continentes, o maior vulcão do planeta e diversas outras montanhas na Cordilheira dos Andes.

O palestrante nasceu na zona rural, descendente de uma família de agricultores, e com os pais trabalhou no campo até os 15 anos. Ao deixar a agricultura, foi engraxate e vendedor de frutas. Mas tinha o sonho de escalar uma grande montanha, e preparou-se para alcançar o objetivo, como declarou em entrevistas.

 

Montanhista cearense contará sua luta pela sobrevivência durante escalada no Everest

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O montanhista Rosier Alexandre fará palestra nesta quarta-feira, às 10 horas, no auditório do NUTEC (Campus do Pici). Ele abordará o tema “Qual o seu Everest?”.

Rosier falará da sua experiência vivida na escalada ao Everest, quando viu vários amigos perdendo a vida e, mesmo em condições extremamente adversas, encontrou forças não apenas para sobreviver e seguir em frente, mas, principalmente, para ajudar a salvar e resgatar vítimas.

SERVIÇO

*NUTEC – Rua Professor Rômulo Proença s/ número, Campus do Pici.

*Mais informações – (85) 31012452 ou (85) 31012871.

Montanhista cearense é resgatado no Nepal

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O montanhista cearense Rosier Alexandre foi resgatado do Nepal, nesta segunda-feira, 27, após o terremoto que atingiu o País e provocou uma avalanche no monte Everest, onde ele realizava uma expedição. Rosier e o filho, Davi, saíram do Campo 1 de helicóptero e telefonaram para a família por volta das 3h37min.

“Rosier e Davi passam bem e estavam juntos no Campo Base procurando equipamentos que foram abandonados no ato da avalanche”, informou a assessoria do montanhista, em comunicado no Facebook. Rosier relatou que viu um cenário de guerra após a destruição no Campo Base.

De lá, a expedição deve seguir para o Gorak Shep, vilarejo próximo ao Everets onde os alipinistas devem permanecer nos próximos dias, ainda conforme a assessoria de imprensa Projeto Sete Cumes.

Em abril do ano passado, Rosier também estava no Everest quando uma avalanche deixou 16 guias mortos. Destes, três nepalenses integravam a equipe do montanhista cearense. O acidente foi considerado mais fatal da história da montanha mais alta do planeta.

O cearense embarcou no dia 28 de março para a última fase do Projeto Sete Cumes, que visa a subida dos maiores picos de todos os continentes do mundo. Só falta o Everest para Rosier completar a meta.”

(POVO Online)

Montanhista cearense retoma expedição para o Everest

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O montanhista cearense Rosier Alexandre embarcará, nesta segunda-feira, com destino a Kathmandu, capital do Nepal. Serão 40 horas de voo, com chegada prevista para a noite de 1º de abril. Além de mais de 200 itens entre roupas, bastões de trekking, piquetas, capacetes e botas, ele levará Davi (22), o filho mais velho.

Davi acompanhará o pai até o Campo Base, que fica a 5.350m de altitude, de onde partirá rumo ao Everest. Rosier tentou essa expedição ao Everest no ano passado, mas acabou interrompida pela avalanche que vitimou 16 pessoas.

Na chegada em Kathmandu, Rosier vai se reunir com a equipe de montanhistas e com o norte americano Garrett Madison – que esteve seis vezes no cume do Everest nos últimos dez anos. Madison acompanhará a expedição. A equipe de Rosier conta com montanhistas de diferentes nacionalidades: um japonês, um alemão, uma guatemalteca e um norte- americano.

* A caminhada para o Campo Base do Everest deve começar dia 4 de abril e a previsão de chegada será dia 14 de abril.

Montanhista Rosier Alexandre agenda palestra na Fiec

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O montanhista cearense Rosier Alexandre dará palestra, às 19 horas da próxima terça-feira, no auditório da Fiec, sobre o título “Expedição Everest 2014 – O que aprendi”. Hora de compartilhar os 39 dias de expedição que realizou para escalar o Monte Everest. Seria a última etapa do Projeto Sete Cumes, que acabou adiada por causa de avalanche que vitimou 16 pessoas.

“Nesta palestra, vamos contar como foi conviver com os Sherpas, povo nativo do Nepal, pessoas simples, mas com a alma cheia de crenças e grande riqueza espiritual. Como foi conviver com a morte tão de perto, com a dor de tantas pessoas, com o sentimento de perda, com a expectativa e ansiedade de continuar ou adiar a expedição”, diz Rosier.

Ele vai apresentar fotos e vídeos durante a palestra e expor seus planos para 2015. Ele adianta que a nova expedição já tem data marcada.

Montanhista cearense a um passo do Everest

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Do montanhista cearense Rosier, que desbrava o Everest, recebemos a seguinte nota, em tom de relato de sua aventura. Confira:

Caro Eliomar de Lima

Cheguei a Kathmandu no dia 31 de março, segunda-feira, às 12h45, hora local (4 horas no Brasil) – isso mesmo, hora fracionada, a hora oficial é +8h45 em relação ao Brasil. Não foi fácil chegar aqui. Decolei de Fortaleza no último dia 29, sábado, às 8 horas, e fiz uma peregrinação por São Paulo, Barcelona, Singapura e Bangkok. Somente 40 horas após decolar do Brasil, pousei em Kathmandu, capital do Nepal, a maior cidade do país e está a 1.370m de altitude.

Kathmandu é a meca dos montanhistas, e é o ponto de chegada de todos aqueles que desejam escalar o Everest e diversas outras montanhas. Depois de dois dias de voo, mais de 25 mil kilômetros voados. Agora estou a exatos 157 km em linha reta do cume do Everest, o meu grande sonho, algo em torno de 55 dias é o que me separa do topo do mundo. Na chegada, vi a Cordilheira do Himalaia que estava a direita do avião, mas o tempo levemente nublado não permitia identificar o Everest. Mas eu sabia que ele estava ali pertinho. E o melhor: me dando as boas-vindas. Eu me emocionei e o meu coração bateu mais forte.

Estou hospedado no tradicional Hotel Yak & Yeti, que abrigada a maioria dos montanhistas. Desde o estacionamento, com muitas faixas de boas-vindas até a recepção lotada de grandes mochilas bagageiras por aqui, respiramos o Everest. São montanhistas de todos os continentes e de todos os portes e experiências, algo em comum, todos com o mesmo sonho: colocar os pés no topo do mundo.

Na terça aproveitei o dia para fazer um city tour. Conheci alguns templos indus, diversas estupas budistas, com destaque para Swayambhu uma das mais reverenciadas pelos budistas. Além da poluição das ruas sem asfalto, aqui respiramos um ar diferente, uma espiritualidade que transcende os julgamentos que podemos fazer. Supera as nossas crenças e nos leva a algumas reflexões. Aqui não cabe juízo de valores, mas admiração por um povo que insiste em cultivar uma profunda espiritualidade.

Assisti a algumas solenidades de cremação que ocorrem na beira do rio, algo muito simples e objetivo. Quando a família chega ao local com o corpo em uma padiola, colocam-no sobre uma pedra, uma espécie de altar, tiram suas roupas e colocam diversas camadas de finas toalhas, respigam água no corpo, começando pelo rosto, e depois o restante do corpo. Jogam ainda um pó vermelho sobre as toalhas e, em seguida, o corpo é colocado de volta na padiola e levado para a pedra crematória, onde é colocado sobre a pilha de toras coberto com capim seco, e um homem, com uma tocha na mão, faz diversas voltas em torno do corpo antes de finalmente atear fogo. Sempre começando pelo lado da cabeça. Sem sombra de dúvidas, é uma cena forte para nós ocidentais. Porém, para os nepaleses, muito natural e rotineira e ocorre em praça pública em meio ao trânsito de muitas pessoas que circulam, e, se quer, se dão ao trabalho de olhar. A cremação dura em média três horas e é concluída com a limpeza da pedra e todos os restos de cinzas, carvão e as partes do corpo são “varridos” para dentro do rio. A pedra é lavada para ficar disponível para o próximo processo.

Todo este ritual ocorre na margem do rio sagrado Pashupatinath, onde também fica o templo Pashupatinath, dedicado ao deus Shiva. Aqui também conheci os Sadhus – os homens sagrados, e ainda recebi a bênção de um deles, nem precisaria dizer, mas foi a bênção mais rápida e barata que já ganhei. Não precisou conquista nem muita conversa, apenas US$ 1.

Na quarta-feira, dia 2 de abril, caminhei pelas ruas do distrito Tamel, ruas lotadas de vendedores “good price”, gente caminhando, carros, motos e riquixás, todos dividindo um mísero espaço com muitas buzinadas e poeira de sobra. Lojinhas minúsculas que vendem desde incensos até equipamentos eletrônicos de última geração, passando por equipamentos de escalada em alta montanha.

Ora Katmadu me lembra La Paz, ora me lembra Jacarta, na Indonésia. Mas vejo e entendo que este lugar é único e não cabe qualquer comparação, simplesmente é Kathmandu!
Cá estou eu, muito feliz e a caminho do meu, do nosso, grande sonho.
Com um abraço do tamanho do Everest.

* Rosier Alexandre. 

Montanhista Rosier Alexandre e suas aventuras no Aconcágua

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O montanhista cearense Rosier Alexandre lançará, às 18h30min desta quinta-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), o livro “Sentinela de Pedra – A conquista do Aconcágua.”

A publicação expõe as dificuldades de Rosier para alcançar o topo do Aconcágua, além de servir como importante instrumento para elevar a autoestima.

Montanhista cearense já se prepara para escalar o Everest

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O montanhista cearense Rosier Alexandre já está em ritmo de treinamento físico intenso. Além de ter o acompanhamento de um educador físico, um médico e uma nutricionista, a maratona de treinos está em 2 horas por dia, seis dias por semana. Ele se prepara para nova expedição, que ocorrerá entre abril e maio de 2014.
Segundo Rosier, será a mais difícil e a que também exigirá maior técnica, tempo, esforço físico e psicológico do montanhista: o Everest (8.848 metros), a maior de todas as montanhas da terra.

O Projeto Sete Cumes consiste na escalada da maior montanha de cada continente (Europa, Ásia, África, Oceania, América do Norte e América do Sul, além da Antártica), e Rosier está partindo para a última etapa.

DETALHE – Bom ressaltar que até hoje pouco mais de 200 pessoas no mundo realizaram este desafio.