Blog do Eliomar

Categorias para Mulheres

Desigualdades impactam diagnóstico precoce do câncer de mama no país

O Brasil deve registrar quase 60 mil novos casos de câncer de mama em 2019, e a prevenção a consequências mais graves dessa doença com o diagnóstico precoce esbarra em desigualdades regionais e de escolaridade. Ao participar, hoje (7), do lançamento da campanha Outubro Rosa, do Instituto Nacional de Câncer (Inca), a chefe da Divisão de Pesquisa Populacional do instituto, Liz Almeida, pediu atenção a essa disparidade e apresentou dados.

A última Pesquisa Nacional de Saúde sobre o tema, de 2013, mostra que, entre as brasileiras de 50 a 69 anos, passa de 80% o percentual das que fizeram mamografia nos últimos dois anos, se forem levadas em conta apenas as que têm nível superior. Entre as mulheres sem instrução ou com nível fundamental incompleto, esse percentual cai para cerca de 50%, e chega a menos de 30% na Região Norte.

“Em cada região precisamos dar uma atenção diferenciada a questões como grau de informação, qual é a possibilidade de acessar os exames preventivos e o tratamento. Temos que olhar de forma desigual para uma situação de desigualdade e tratar essa situação de forma desigual”, explicou a pesquisadora.

Mesmo entre as capitais há grande desigualdade na busca pela mamografia. Dados de 2018 da pesquisa Vigitel, do Ministério da Saúde, mostram que em Boa Vista, Rio Branco, Fortaleza e Macapá, menos de 70% das mulheres de 50 a 69 anos fizeram mamografia nos últimos dois anos. Já em Salvador, esse percentual chega a 86%, e também superam os 80% Curitiba, Porto Velho, Palmas, São Paulo Porto Alegre e Vitória.

“O mais importante é prestar atenção e estudar em cada região quais são os pontos mais críticos, e trazer essa população para também discutir soluções muito particulares”, disse a pesquisadora. “Não é tirar uma ideia mirabolante da carteira. É ver com a população quais são as mais prováveis soluções”, acrescentou.

Diagnóstico

Quando diagnosticado em seu estágio inicial, o câncer de mama pode ter mais de 90% de chances de cura, além de permitir tratamentos menos agressivos e maior possibilidade de preservação da mama. No ano 2000, 17,3% dos casos eram diagnosticados nos estágios iniciais, e, em 2015, o percentual subiu para 27,6%.

Apesar dos avanços, permanece um cenário desigual. Enquanto no Sul e no Sudeste diagnosticam cerca de 30% dos casos em estágio inicial, no Nordeste somente 12,7% dos casos eram descobertos precocemente. A campanha lançada hoje pelo Inca destaca que toda mulher precisa estar atenta à prevenção do câncer. A ação será veiculada em diversas mídias para reforçar a necessidade do diagnóstico precoce, e todo o material pode ser consultado no site do instituto.

Diagnosticada com câncer de mama em 2015, Valquíria dos Reis, 51 anos, participou do lançamento e destacou a importância de tentar manter a autoestima e buscar apoio em outras mulheres que enfrentam o câncer. Depois da remissão da doença, ela disse que mudou de profissão de secretária para DJ, adotou um estilo de vida mais saudável e manteve a participação nos grupos de apoio e redes de solidariedade.

“A alimentação foi a primeira coisa que eu tive que mudar. Tive que passar a descascar mais e desembalar menos”, disse, sobre o consumo de produtos industrializados. A DJ aconselhou: “Confie nos médicos. Esqueça pesquisas na internet”.

Prevenção

O Ministério da Saúde recomenda que mulheres com 50 a 69 anos realizem a mamografia de rotina, uma vez a cada dois anos. Dois terços dos casos são diagnosticados em mulheres com mais de 50 anos, e um terço em mulheres mais jovens, que também devem ficar atentas a qualquer alteração em seus corpos. É mais difícil detectar o câncer de mama em mulheres abaixo dos 40 anos por meio de mamografia, já que a densidade dos seios dificulta a precisão do exame. Diante disso, a recomendação é se familiarizar com a aparência dos seios e relatar quaisquer alterações ao médico.

Segundo o Inca, os principais sinais e sintomas da doença são caroço (nódulo), geralmente endurecido, fixo e indolor; pele da mama avermelhada ou parecida com casca de laranja, alterações no bico do peito (mamilo); saída espontânea de líquido de um dos mamilos; e pequenos nódulos no pescoço ou na região embaixo dos braços (axilas).

Homens

O câncer de mama em homens representa 1% dos casos, mas eles costumam ser mais agressivos. Segundo o Inca, em 2017, a doença matou 16,7 mil mulheres e 203 homens no Brasil. Em 2019, a estimativa do instituto é que 600 novos casos de câncer de mama sejam diagnosticados em homens.

Uma série de fatores ligados ao estilo de vida urbano e contemporâneo contribui para que a incidência da doença esteja em alta no mundo. Se exercitar de três a quatro horas por semana, evitar a obesidade e moderar o consumo de álcool estão entre os comportamentos que podem reduzir o risco.

O sedentarismo e a obesidade, somados ao maior envelhecimento populacional do país, estão entre as razões para o Rio de Janeiro ser o estado com a maior incidência e também a maior mortalidade por câncer de mama no Brasil. Segundo Liz, esses problemas de saúde são mais frequentes na população fluminense.

“O Rio de Janeiro é o campeão de inatividade física, de obesidade nas mulheres e de, nos momentos livres, ficar no computador, tablet, celular. Então, não estamos fazendo o dever de casa”.

Por ano, mais de 2 milhões de casos são descobertos no mundo, e 627 mil mulheres morrem vítimas da doença. Se os países forem divididos em cinco grupos, de acordo com a incidência de câncer de mama, o Brasil está no segundo grupo mais afetado pela doença, que é mais incidente nos países desenvolvidos. Já em relação à mortalidade, o Brasil está no segundo melhor grupo, com 13 casos de óbito para cada 100 mil mulheres, índice que é melhor que o de países desenvolvidos como a França e o Reino Unido. “Nosso sistema de saúde, apesar de todos os problemas, está salvando muitas vidas”, disse a pesquisadora do Inca.

(Agência Brasil)

Caminhões da coleta de lixo aderem ao Outubro Rosa

Os caminhões que realizam a coleta do lixo em Fortaleza aderiram à campanha Outubro Rosa, que conscientiza para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama e também do câncer de colo do útero.

A iniciativa agradou a população que tem parabenizado os garis durante o período da coleta.

O diagnóstico precoce do câncer de mama aumenta a sobrevida das mulheres em comparação com o diagnóstico de tumores em fase avançada.

A mamografia é o principal exame para detectar o tumor em fase inicial e é recomendada a cada dois anos em mulheres na faixa etária de 50 a 69 anos. A periodicidade do exame varia de acordo com a idade, o quadro clínico e histórico familiar.

Vacinação de grávidas ficou abaixo da média

Tema que encerrou a Jornada Nacional de Imunizações, nesse sábado (7), a vacinação de gestantes foi apontada por especialistas como fundamental para proteger bebês contra doenças que podem infectá-los antes de chegar o momento da imunização. As coberturas vacinais entre grávidas, apesar de terem se elevado ao longo dos últimos anos, continuam abaixo das metas estabelecidas.

O calendário nacional de vacinação do Ministério da Saúde recomenda que as gestantes estejam em dia com a vacina contra a hepatite B, que se vacinem nas campanhas anuais contra a gripe e que tomem também a vacina dTpa, que previne a difteria, o tétano e a coqueluche.

Dados apresentados no encontro pelo Programa Nacional de Imunizações mostram que a vacinação de grávidas contra o vírus influenza ficou em 84,6% na campanha de 2019 – abaixo da meta de 90%. No caso da a vacina dTpa, a cobertura em 2018 foi de 62,81%, também inferior aos 95% pretendidos.

A vacinação de gestantes com a dTpa no Brasil começou em 2014, como uma reação ao aumento de casos de coqueluche, que tem incidência considerável entre bebês menores de 2 meses – idade mínima para tomar a primeira dose contra a doença. A partir de 2017, a vacina passou a ser recomendada para gestantes a partir da 20ª semana como forma de proteger o recém-nascido.

(Agência Brasil)

Luizianne Lins é designada relatora da Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher

A deputada federal Luizianne Lins (PT) foi designada relatora da Comissão Permanente Mista de Combate à Violência contra a Mulher para os próximos dois anos.

Já a deputada Elcione Barbalho (MDB-PA) foi eleita, por aclamação, vice-presidente da comissão para o mesmo período.

Luizianne Lins, que foi relatora da comissão no biênio passado (2017-2018), anunciou que apresentará seu relatório na próxima reunião do colegiado, no dia 18.

Ela também falou sobre a importância do trabalho desenvolvido. “A luta é grande pela emancipação das mulheres e contra a violência, expressão mais cruel do machismo e do patriarcado na nossa sociedade”.

(Foto – Paulo MOska)

Maria da Penha – Luiz Pontes diz que há um abismo entre a lei e a dura realidade

“Infelizmente, entre o enunciado da lei e a dura realidade social ainda há um abismo”. A observação é do presidente do PSDB no Ceará, Luiz Pontes, sobre os 13 anos da Lei Maria da Penha, nesta quarta-feira (7), que também reconheceu as iniciativas da lei na busca da valorização da mulher.

“Mesmo com os avanços, a luta pelo fim da violência doméstica permanece um problema que exige empenho, pois deixa marcas não apenas na mulher, mas também em crianças e jovens”. disse Luiz Pontes, ao apontar a importância da lei como um mecanismo primordial para proteção da família. “Nesses 13 anos, estou convencido de que nunca será perdido qualquer esforço na prevenção e repressão da violência contra as mulheres e que ainda há muito o que fazer”, completou.

Entre os desafios citados por Luiz Pontes estão a ampliação do número de Delegacias Especializadas da Mulher e a criação de casas-abrigo para as vítimas de violência doméstica. Luiz Pontes lembra que a interiorização de delegacias especializadas ainda é uma meta a ser alcançada no Ceará, que dispõe apenas de dez delegacias para atender ao público feminino.

Show vai comemorar 13 anos da Lei Maria da Penha

A Lei Maria da Penha vai completar 13 anos no próximo dia 7 de agosto.

Para marcar a data o cantor, compositor e repentista Tião Simpatia fará show na Casa da Mulher Brasileira, a partir das 14 horas. Tião é autor da musica “Lei Maria da Penha” que, inclusive, virou cordel para se popularizar em todo o Nordeste do País.

Ele fará show comemorativo, que vai contar também com a presença da própria Maria da Penha, a farmacêutica que dá nome à lei, além de autoridades, convidadas e o público.

SERVIÇO

*Casa da Mulher Brasileira – Rua Tabuleiro do Norte com Teles de Sousa S/N – Couto Fernandes.

*Mais Informações – (85) 3108.2992.

(Foto – Divulgação)

Elas por elas – Bem vinda, Larissa!

204 1

Em artigo sobre a filiação da vereadora Larissa Gaspar ao PT, a professora Fátima Bandeira, da Secretaria Estadual de Mulheres – PT/CE, aponta que “Larissa é militante, desde sua adolescência, nos movimentos sociais e particularmente, no campo das esquerdas”. Confira:

No Brasil, como de resto, no mundo inteiro, o machismo está para além do preconceito contra a mulher. É um problema estrutural. A ideologia machista está impregnada nas raízes culturais da sociedade, seja no sistema econômico e político, seja nas religiões, na mídia ou na família.

Mas, preservando o devido recorte geopolítico, vamos tratar apenas do nosso torrão, o nosso Ceará, conhecido como a terra de Iracema, a índia que habita nosso imaginário, descrita pelo romantismo de José de Alencar como “a virgem dos lábios de mel, que tinha os cabelos mais negros que a asa da graúna, e mais longos que o talhe de palmeira” e não como uma mulher guerreira que abandona sua tribo para lutar pela liberdade de amar.

Segundo os dados do Monitor da Violência, o Ceará, em 2018, ocupou a vice-liderança nas estatísticas de mulheres assassinadas, com 447 homicídios dolosos, embora apenas 26 registros tenham sido considerados feminicídios. E esta é outra discussão que precisamos fazer, mas que não vou abordar agora.

Citei esses dois exemplos de como se manifesta a cultura machista para tratar de um caso que parece menor, se levarmos em conta a situação das mulheres de uma maneira geral, mas que reflete bem como o machismo está entranhado no nosso cotidiano.

Há alguns meses a vereadora de Fortaleza, Larissa Gaspar, vinha dialogando com a secretaria estadual de mulheres do Partido dos Trabalhadores sobre a possibilidade de sua filiação. Larissa é militante, desde sua adolescência, nos movimentos sociais e particularmente, no campo das esquerdas. Tem sido, na Câmara Municipal de Fortaleza uma caixa de ressonância das nossas pautas e da nossa luta. Tem um mandato reconhecido por todas as organizações de mulheres. Larissa optou finalmente, no último dia 4 de julho pela filiação ao PT.

Desde que se tornou pública sua vinda para o partido, manifestações machistas e a misóginas tem questionado, de forma desonesta, a legitimidade da sua filiação. Nos últimos meses, mais de seis mil pessoas se filiaram ao Partido dos Trabalhadores, em Fortaleza. Dessas, muitas inclusive, para se candidatar à Câmara Municipal em 2020. E não vimos ninguém questionar ou analisar o histórico desses novos filiados.

Por que esse questionamento com a filiação da Larissa? A primeira coisa a esclarecer é que a filiação da vereadora está tramitando nos termos do estatuto do partido, seguindo todas as regras. E neste sentido, qualquer filiado poderá pedir sua impugnação. Entretanto, é preciso que haja algo na conduta da vereadora, que a desabone. O que temos visto até agora é puro preconceito. Preconceito por ser mulher, preconceito, por ser uma liderança, preconceito por não aceitar que essa jovem mulher tenha se destacado num ambiente predominantemente, dominado por homens, como é o caso da política e possa ser mais uma vez eleita, ocupando uma suposta vaga de algum homem do PT. É disso que se trata de verdade. E aqui nos cabe pedir a nossos companheiros atuais vereadores uma posição clara e firme sobre a parceria que tem com Larissa na CMF. Eles são os mais credenciados a apontar algo que a desabone nesses três anos de mandato. Cabe também cobrar dos demais dirigentes do nosso partido, uma manifestação objetiva que encerre essa falsa polêmica. Nada impede a filiação da vereadora. E dizemos isso com profundo conhecimento das normais internas do partido, como filiada, militante e dirigente do PT há quase trinta anos.

Até agora, o debate sobre a filiação da Larissa tem sido tratado, nos escaninhos, como uma questão das mulheres, ainda como reflexo do machismo que também existe no PT, apesar de nos orgulharmos, nós mulheres petistas, dos avanços que conseguimos, sendo o mais emblemático, a paridade na direção.

Nossa vida cotidiana como mulheres militantes políticas, não é fácil. Nada nos é dado, tudo conquistamos com muita garra e muita luta. Essa é só mais uma. E temos certeza que vamos continuar lutando muito para enfrentar e um dia derrotar o machismo. Larissa é muito bem-vinda ao PT e nós mulheres temos certeza que ela só agrega ao nosso partido.

Fátima Bandeira, Secretaria Estadual de Mulheres – PT/CE

Plenário mantém na reforma da Previdência regra sobre reconhecimento do tempo de contribuição

O Plenário da Câmara dos Deputados rejeitou, por 334 votos a 155, o destaque do PSB à proposta da reforma da Previdência (PEC 6/19) e manteve no texto regra que limita o reconhecimento de tempo de contribuição ao Regime Geral de Previdência Social somente ao mês para o qual o segurado tenha feito a contribuição mínima mensal exigida. Isso afetaria trabalhadores temporários e intermitentes que não conseguem contribuir sobre um salário mínimo.

Novas regras

Os deputados analisam hoje destaques que podem alterar o texto-base da reforma da Previdência, aprovado ontem na forma do substitutivo do deputado Samuel Moreira (PSDB-SP).

O texto-base aumenta o tempo para se aposentar, limita o benefício à média de todos os salários, aumenta as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS e estabelece regras de transição para os atuais assalariados.

Na nova regra geral para servidores e trabalhadores da iniciativa privada que se tornarem segurados após a reforma, fica garantida na Constituição somente a idade mínima: 62 anos para mulher e 65 anos para homem. O tempo de contribuição exigido e outras condições serão fixados definitivamente em lei. Até lá, vale uma regra transitória.

Para todos os trabalhadores que ainda não tenham atingido os requisitos para se aposentar, regras definitivas de pensão por morte, de acúmulo de pensões e de cálculo dos benefícios dependerão de lei futura, mas o texto traz normas transitórias até ela ser feita.

Quem já tiver reunido as condições para se aposentar segundo as regras vigentes na data de publicação da futura emenda constitucional terá direito adquirido a contar com essas regras mesmo depois da publicação.

Pensão e mulheres

Mais cedo, o Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 344 votos a 132 e 15 abstenções, emenda do DEM à proposta da reforma da Previdência (PEC 6/19).

Apesar de apoiada inicialmente por partidos de oposição, como PT e PDT, a emenda passou a receber críticas desses partidos e também da bancada evangélica sobre o item que permite o recebimento de pensão em valor inferior a um salário mínimo.

Um acordo entre a maior parte dos partidos da Maioria viabilizou a aprovação da emenda com uma posterior emenda de redação especificando que poderá ser paga pensão por morte inferior a um salário mínimo se esta não for a única fonte de renda formal recebida pelo dependente.

No caso da acumulação de uma aposentadoria de um salário com uma pensão, por exemplo, essa pensão poderá ser menor que um salário mínimo se o cálculo pela média resultar nesse valor inferior. A pensão, assim, poderá resultar em valor a partir de R$ 479,04.

A emenda também permite o acréscimo de 2% para cada ano que passar dos 15 anos mínimos de contribuição exigidos para a mulher no Regime Geral de Previdência Social. O texto-base, aprovado ontem, previa o aumento apenas para o que passasse de 20 anos.

(Agência Câmara Notícias)

Países Baixos confirmam presença inédita na decisão do Mundial da França

Com um gol de Groenen, aos 9 minutos do primeiro tempo da prorrogação (0 a 0 no tempo normal), os Países Baixos venceram a Suécia e garantiram presença inédita no Mundial Feminino de Futebol, disputado na França.

Países Baixos e Estados Unidos disputam o título no domingo (7), a partir do meio-dia. No sábado (6), Suécia e Inglaterra entram em campo na disputa do terceiro lugar.

(Foto: Reprodução)

Estados Unidos vencem a Inglaterra e confirmam hegemonia no futebol feminino

Semifinalista em todas as oito edições do Mundial Feminino, os Estados Unidos seguem para a quinta decisão do título, ao derrotarem a Inglaterra na tarde desta terça-feira (2), por 2 a 1. Christen abriu o placar, Ellen empatou para as inglesas e Morgan fez o gol da classificação, todos no primeiro tempo.

Das quatro finais que disputou, a equipe norte-americana conquistou três títulos, perdendo em 2011 para o Japão, em cobranças de pênalti.

Em uma final inédita, os Estados Unidos aguardam o vencedor de Países Baixos e Suécia, na tarde desta quarta-feira (3). A final do Mundial Feminino da França ocorrerá no domingo (7), às 16 horas, horário de Brasília.

(Foto: Reprodução)

Larissa cobra mais políticas para as mulheres

“Enquanto a publicidade institucional do Município já foi suplementada em 30% do previsto, não vemos campanhas de enfrentamento à violência contra a mulher, não há capacitação profissional para as mulheres e nem moradia digna para as mães e chefes de família, que são maioria nessa cidade e nesse País”.

A observação é da vereadora Larissa Gaspar, nessa segunda-feira (1º), na Assembleia Legislativa do Ceará, durante sessão solene ao primeiro ano de atividades da Casa da Mulher Brasileira no Estado. Larissa apontou que pouco mais de um por cento do Orçamento Municipal foi destinado às políticas públicas para as mulheres.

A parlamentar também cobrou a implementação de dois projetos que ainda não saíram do papel: a criação do Fundo Municipal dos Direitos da Mulher, aprovado desde 2017 na Câmara Municipal, e da Procuradoria da Mulher, no legislativo municipal. Nesse caso, um projeto de decreto legislativo foi apresentado pela vereadora em 2018, mas ainda aguarda inclusão da presidência pra entrar em pauta.

A solenidade da Casa da Mulher atendeu requerimento da deputada Augusta Brito (PCdoB), procuradora especial da Mulher no Legislativo Estadual, subscrito pelo deputado Carlos Felipe (PCdoB).

(Foto: Divulgação)

Inglaterra vence Noruega e se torna a primeira semifinalista do Mundial Feminino

A Inglaterra derrotou a Noruega por 3 a 0 em jogo disputado nesta quinta-feira (27) no estádio Océane, em Le Havre, e se tornou a primeira semifinalista da Copa do Mundo de Futebol Feminino.

A seleção inglesa buscou a vitória desde o início. Com isso, conseguiu abrir o placar logo aos 2 minutos de jogo. Parris tocou para Bronze, que avançou pela direita, deixou para trás a lateral adversária e cruzou da linha de fundo para o meio da área. A artilheira White furou, mas Scott apareceu logo atrás para marcar.

A Inglaterra conseguiu ampliar, aos 39 minutos, após jogada de Parris, que recebeu passe, invadiu a área adversária e tocou para White, que sozinha escorou para o fundo das redes.

No segundo tempo, aos 11 minutos, a lateral Bronze marcou um golaço. Em cobrança de falta ensaiada ao lado da área da Noruega, Mead cobrou para trás e Bronze chutou de primeira da intermediária para marcar o terceiro gol da Inglaterra.

Agora a Inglaterra aguarda o vencedor da partida entre França e Estados Unidos, que será amanhã (28) em Paris, para saber quem será seu adversário nas semifinais.

(Agência Brasil)

Itália e Países Baixos avançam no Mundial Feminino

O Mundial da França de Futebol Feminino definiu na tarde desta segunda-feira (25) as duas últimas equipes nas quartas de final da competição. Itália e Países Baixos garantiram presença na próxima fase, após derrotarem a China (2 a 0) e o Japão (2 a 1), respectivamente.

Apesar dos dois gols, a Itália chegou a levar sufoco das chinesas, que não conseguiram eficiência nas finalizações.

Já os Países Baixos chegaram à vitória somente nos acréscimos, em cobrança de pênalti.

As duas equipes se enfrentam no sábado (30) por uma vaga nas semifinais. Os outros jogos das quartas de final são França x Estados Unidos; Noruega x Inglaterra e Alemanha x Suécia.

(Fotos: Reprodução)

EUA e Suécia – Mundial Feminino segue sem surpresas e favoritas avançam às quartas de final

As norte-americanas eliminaram na tarde desta segunda-feira (24) a Espanha, após vitória por 2 a 1, pelas oitavas de final do Mundial da França de Futebol Feminino. Mais cedo, sem favoritismo, a Suécia também avançou às quartas de final, ao vencer o Canadá, por 1 a 0.

Com os resultados, os Estados Unidos enfrentam a França, enquanto as suecas jogam contra as alemãs.

Nesta terça-feira (25), Itália x China e Países Baixos x Japão definem as duas últimas vagas às quartas de final.

(Foto: Reprodução)

8.6% de chances – Em um Mundial sem surpresas, Brasil tenta ser a primeira “zebra” em 40 jogos

Com 39 jogos já realizados, o Mundial de Futebol Feminino, disputado na França, perde o “charme” pela ausência de surpresas em campo. As equipes consideradas mais fortes não decepcionaram em campo, enquanto os jogos sem favoritismo não fugiram de placares apertados.

Na tarde deste domingo (23), diante das donas da casa, o Brasil tentará ser a primeira grande surpresa do Mundial, ao superar o melhor futebol das francesas, além da baixa probabilidade de vitória – apenas 8.6% -, segundo sites de apostas online, que apontam ainda a França com 56.4% de chances de vitória e 34.8% de empate.

O vencedor de França e Brasil aguarda nas quartas de final a Espanha ou os Estados Unidos, que jogam na tarde desta segunda-feira (24).

(Foto: Arquivo)

Senado avalia inclusão, no currículo escolar, da prevenção à violência contra as mulheres

Um projeto que inclui conteúdo relacionado à prevenção da violência contra a mulher nos currículos da educação básica é um dos 16 itens na pauta da Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) na terça-feira (25).

Dados do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) apontam que só em 2018 foram registrados mais de 4,4 mil casos de feminicídio no Brasil.

Autor do projeto (PL 598/2019), o senador Plínio Valério (PSDB-AM) defende que a ideia é reforçar, desde cedo, questões como respeito e igualdade.

— Para que o aluno aprenda que tem que respeitar a mulher, que mulher não é mercadoria, é uma pessoa igual ao homem. Que as diferenças que existem são biológicas e quando a mulher diz não, é não — explicou.

A matéria tem voto favorável da relatora, Daniella Ribeiro (PP-PB), para quem atuar na formação de crianças e adolescentes nas escolas de educação básica é uma estratégia importante para a promoção de mudanças culturais mais profundas. Para a senadora, a iniciativa também pode incentivar o empoderamento das meninas.

— Educar as meninas para saberem sobre os seus direitos, sobre a possibilidade de não permitir que recebam agressões achando que isso é natural ou normal — defendeu.

Violência

Daniella baseia seu relatório em dados da pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e do Datafolha, com base em registros de 2018.

“Segundo o levantamento, 536 mulheres foram vítimas de agressão física a cada hora no ano passado. Nove mulheres foram vítimas de algum tipo de agressão de natureza sexual a cada minuto. Já 12,5 milhões foram vítimas de ofensa verbal, como insulto, humilhação ou xingamento, enquanto 1,6 milhão sofreram espancamento ou tentativa de estrangulamento; 3,9 milhões foram assediadas fisicamente em transporte público e 6 milhões sofreram algum tipo de assédio sexual no ambiente de trabalho”, enumera o relatório.

A pesquisa apurou ainda que 76,4% das mulheres que sofreram violência relataram que o agressor era alguém conhecido — em 23,8% dos casos, o agressor era o cônjuge, namorado ou companheiro. E 42% delas indicaram a própria casa em que vivem como o local da agressão.

A comissão terá a decisão final sobre a matéria, a menos que haja recurso para apreciação no Plenário do Senado.

(Agência Senado)

3 a 0 – Alemanha é a primeira classificada às quartas de final do Mundial Feminino

A Alemanha não encontrou dificuldades para golear a Nigéria, por 3 a 0, na tarde deste sábado (22), pelo Mundial Feminino da França, e se classificar para as quartas de final da competição, quando aguarda por Suécia ou Canadá.

Já no primeiro tempo, as alemãs já venciam por 2 a 0, após abrir o placar aos 20 minutos com Popp. Sete minutos depois, Debrirtz, de pênalti, ampliou. Na segunda etapa, aos 37 minutos, Schuller definiu a vitória.

Neste domingo (23), a partir das 16 horas, o Brasil enfrenta a França.

(Foto: Reprodução)

Fifa pressiona Irã para permitir mulheres em estádios de futebol

O presidente da Fifa, Gianni Infantino, aumentou a pressão para que o Irã permita que mulheres compareçam a estádios de futebol para assistir aos jogos da seleção iraniana pelas eliminatórias da Copa do Mundo na República Islâmica neste ano.

Em uma carta à Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) vista pela Reuters, Infantino pediu que se entregue à Fifa um cronograma que resulte na permissão para que as mulheres comprem ingressos para as partidas, que começam em 5 de setembro.

“Embora estejamos cientes dos desafios e das sensibilidades culturais, simplesmente temos que continuar progredindo, não somente porque o devemos às mulheres de todo o mundo, mas também porque temos a responsabilidade de fazê-lo, conforme os princípios mais básicos estabelecidos nos Estatutos da Fifa”, escreveu Infantino ao presidente da FFIRI, Mehdi Taj.

“Eu ficaria muito grato se você pudesse informar a Fifa, o mais cedo que lhe for conveniente, mas não depois de 15 de julho de 2019, sobre os passos concretos que tanto a FFIRI quanto as autoridades públicas iranianas tomarão a partir de agora para fazer com que todas as mulheres iranianas e estrangeiras que queiram fazê-lo consigam comprar ingressos e assistir às partidas”.

A FFIRI não respondeu de imediato a um pedido de comentário sobre o assunto.

Embora estrangeiras tenham tido acesso limitado aos jogos, as iranianas não podem ir aos estádios quando times masculinos estão jogando desde a Revolução Islâmica de 1979.

Surgiram sinais de que a situação está mudando quando um grupo de mulheres teve permissão para assistir à final da Liga dos Campeões da AFC em Teerã, em novembro.

Infantino estava presente no Estádio Azadi quando o Persépolis enfrentou o japonês Kashima Antlers diante de mais de 1 mil torcedoras em uma “seção familiar”.

A medida veio depois de esforços combinados de grupos de pressão de dentro e de fora do Irã apoiados por jogadores veteranos e pelo ex-técnico da seleção Carlos Queiroz.

Esperava-se que o avanço, que veio depois que Infantino debateu o tema com o presidente iraniano, Hassan Rouhani, levasse a novas concessões na nação islâmica conservadora, mas as torcedoras não tiveram acesso a partidas desde então.

(Agência Brasil)

Mundial Feminino – Brasil vence Itália e se contenta com melhor terceiro colocado

A seleção brasileira feminina de futebol derrotou a Itália, por 1 a 0, na tarde desta terça-feira (18), no Mundial da França. O gol foi marcado pela atacante Marta, de pênalti, aos 29 minutos da segunda etapa.

Com o resultado, o Brasil garantiu a classificação à próxima fase, como a equipe de melhor campanha entre as terceiras colocadas de cada grupo.

O Brasil agora aguarda no mata-mata a Alemanha ou a França.

(Foto: Reprodução)