Blog do Eliomar

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Vítimas de violência doméstica, brasileiras ganham o direito de voltar ao país

Duas brasileiras que sofriam violência doméstica por parte dos maridos estrangeiros conseguiram na Justiça o direito de voltar ao país trazendo as filhas. Legalmente é necessária uma autorização dos pais dos menores, mas nesses casos, o documento foi dispensado. De acordo com a Defensoria Pública da União (DPU), os casos não são isolados. Histórias como essas “estão se tornando cada vez mais comuns” e refletem a necessidade de uma maior divulgação sobre como mulheres em situação de violência podem conseguir ajuda.

Nos dois casos, as mulheres tiveram os nomes omitidos para garantir a segurança. Uma delas é mãe de uma menina de 3 anos, com quem vive num abrigo em Londres, sem renda e separada do ex-marido italiano. A outra é mãe de duas meninas, de 6 e 15 anos, e vive em Atenas com o pai das crianças, de nacionalidade egípcia.

As duas foram assistidas pela Defensoria Pública da União no Distrito Federal, que conseguiu decisões liminares favoráveis na Justiça Federal para que as mães embarcassem para o Brasil sem a necessidade de autorização prévia dos ex-maridos.

(Agência Brasil)

Campanha Chega de Fiu Fiu quer o fim do assédio a mulheres em locais públicos

A Campanha Chega de Fiu Fiu quer tornar visível esse assédio para desnaturalizar uma situação que, na prática, é mais uma violência de gênero. Uma das ações da campanha foi a produção de uma pesquisa na internet, com a participação de aproximadamente 7,7 mil mulheres. O resultado mostrou que 99,6% delas já haviam sido assediadas. Cerca de 81% disseram ter deixado de sair para algum lugar com medo de sofrer assédio e 90% trocaram de roupa pensando no lugar que iriam por receio do assédio.

A defensora pública Ana Rita Prata, coordenadora auxiliar do Núcleo de Promoção e Defesa dos Direitos da Mulher, destaca que o assédio é qualificado penalmente. “É uma contravenção penal, a importunação ofensiva ao pudor, cuja pena é multa. Há também a caracterização de crime como ato obsceno”, explicou. Nos casos em que for verificada a violência física, pode ser caracterizado o crime de estupro. Ela destaca que a responsabilização do agressor é importante e um direito da vítima, mas que é fundamental tratar do tema de forma a conscientizar a sociedade sobre a questão. “A responsabilização de uma pessoa não vai mudar um contexto social”, ponderou.

A próxima fase da campanha Chega de Fiu Fiu é reunir recursos, por meio de um site de financiamento colaborativo, para a produção de um documentário. A ideia é usar óculos especiais, com uma microcâmera que filme mulheres circulando pelas ruas. Em casos de assédio, elas devem questionar os homens sobre esse comportamento.

(Agência Brasil)

Pesquisa retrata violência contra a mulher entre jovens no espaço virtual

A pesquisa que retrata violência contra mulheres, com foco nos jovens, divulgada nesta quiarta-feira (3), pelo Instituto Data Popular, alerta para a violência sofrida no espaço virtual, segundo a representante da ONU Mulheres no Brasil, Nadine Gasman. Os dados mostram que, por exigência do parceiro, 19% dos jovens já tiveram de excluir um amigo de uma rede social e 17% pararam de conversar com um amigo virtualmente.

A pesquisa Violência contra a Mulher: o Jovem Está Ligado? foi encomendada pelo Instituto Avon e ouviu cerca de duas mil pessoas entre 16 e 24 anos nas cinco regiões do país.

“Ainda não falamos do espaço virtual como um espaço reconhecível socialmente, de relacionamentos. Esse tipo de pesquisa nos permite perceber que esse é um espaço onde as relações estão se dando entre os jovens e os mesmos padrões que são dão na realidade se dão também no mundo virtual”, disse Nadine Gasman.

A representante da ONU Mulheres observa ainda que, apesar de reconhecer comportamento machista na sociedade, parte dos jovens reproduz esses valores de acordo com o apresentado na pesquisa. “O que é surpreendente é que você tem quase metade dos jovens aprovando valores do machismo na questão do controle e na possibilidade das mulheres de saírem sós e se vestir. Isso provoca surpresa porque era esperado que essas situações fossem ultrapassadas pelos jovens”, observou.

A pesquisa apontou que 76% dos entrevistados, dos dois sexos, acham incorreto que a mulher tenha vários “ficantes” e 38% concordam que a mulher que tem relações sexuais com vários parceiros “não é para namorar”. Revela ainda que 68% das mulheres disseram já ter levado uma cantada ofensiva e 31% foram assediadas fisicamente em transporte público.

Na enquete entre os homens que vivenciaram a violência doméstica, 64% praticaram algum tipo de agressão a alguma companheira. Dos jovens entrevistados, 43% disseram já ter visto a mãe ser agredida pelo parceiro e 47% afirmaram que interferiram em defesa da mãe. Nadine Asman considera esses dados preocupantes pois estudos demonstram que pessoas que são testemunhas dessa violência são mais propensas a serem agressoras ou agredidas.

(Agência Brasil)

“Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”

A Prefeitura de Fortaleza, por meio da Coordenadoria de Políticas para as Mulheres da Secretaria de Cidadania e Direitos Humanos (SCDH), realiza na terça-feira (25), das 8h às 17h, no Shopping Benfica uma nova ação da campanha “Fortaleza diz não à violência contra a mulher!”.

A ação inclui Cine Debate do filme Nunca Mais, palestra sobre os Impactos da Violência Psicológica para as Mulheres e stand de sensibilização com psicólogas, assistentes sociais e advogadas do Centro de Referência e Atendimento à Mulher em Situação de Violência Francisca Clotilde.

No dia 25 de novembro, Dia Internacional de Luta pelo Fim da Violência contra a Mulher, a Prefeitura de Fortaleza vai celebrar a data com ações educativas e informativas de prevenção à violência contra as mulheres. Uma das metas das atividades é promover a Lei Maria da Penha e o acesso aos serviços do CRM Francisca Clotilde e da Casa Abrigo Margarida Alves, especializados no atendimento às mulheres em situação de violência.

Durante todo mês de novembro, a Coordenadoria de Políticas para as Mulheres realiza oficinas socioeducativas, blitze nos terminais e caminhada nas comunidades. A campanha passou pelos bairros Parangaba, Siqueira, Messejana, Edson Queiroz, Conjunto Palmeiras, Montese e Papicu.

(Prefeitura de Fortaleza)

Deputadas se mobilizam para impedir entrada no Brasil de instrutor de estupro

foto Julien Blanc

Deputadas federais participaram da mobilização para impedir a entrada no Brasil do suíço Julien Blanc. Ele ficou famoso depois que seus vídeos incentivando a prática do estupro por meio das redes sociais foram divulgados na internet.

O suíço é instrutor executivo da Real Social Dynamics (RSD), empresa norte-americana que promete ensinar a se conquistar mulheres utilizando métodos considerados machistas e pautados por violência, intimidação e humilhação. A RSD se define como “a maior empresa de treinamento para encontros do mundo” e promete a seus clientes reverter a situação quando mulheres dizem não às investidas sexuais e métodos para “ativar a prostituta que existe dentro delas”.

A deputada Iriny Lopes (PT-ES) lembrou que a conduta de Julien Blanc é contrária ao interesse nacional. Ela informou que o incentivo à prática de estupro é crime previsto pelo Código Penal.  “A Constituição brasileira permite a proibição da entrada de estrangeiros que são considerados pessoas que podem causar mal ao País, como é o caso do Blanc que é um estimulador da violência contra a mulher.”

A deputada Maria do Rosário (PT-RS) encaminhou ofício ao Ministério das Relações Exteriores solicitando que seja negada a entrada de Julien Blanc no Brasil. Segundo a parlamentar, o palestrante é conhecido por exaltar a cultura do estupro.

(Agência Câmara Notícias)

Gonzaguinha de Messejana segue como referência no atendimento em Fortaleza

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foto rc e eron

Um ano após conquistar o Prêmio Ceará Gestão Pública – categoria Bronze (250 pontos) – o Gonzaguinha de Messejana conquistou esta semana a modalidade Prata (500 pontos). A unidade foi a única em Fortaleza a ser submetida à avaliação.

Em setembro deste ano, o Gonzaguinha de Messejana completou 28 anos e inaugurou as novas instalações do Posto de Coleta de Leite Humano Zilda Arns, além de passar a contar com a Sala de Apoio à Mãe Trabalhadora que Amamenta (SAMTA). Em junho, após convênio entre a Prefeitura de Fortaleza e a Universidade de Fortaleza (Unifor), o hospital teve ampliada a sala de parto.

“São dois anos seguidos de muito trabalho e nossa gratidão a todos os funcionários e colaboradores que fazem do nosso Gonzaguinha, exemplo de excelência na assistência materno-infantil na grande gestão do prefeito Roberto Cláudio”, comemorou o diretor executivo do Gonzaguinha de Messejana, o oftalmologista Eron Moreira.

Itamaraty diz que há fatos suficientes para negar visto a Julien Blanc

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty, informou nesta quinta-feira (13) que “existem elementos suficientes que recomendam a denegação” do visto ao americano Julian Blanc, conhecido por ensinar técnicas de como “pegar” mulheres. Por meio da assessoria de imprensa, o ministério diz que instruiu suas representações diplomáticas e consulares no exterior a consultar Brasília sobre eventual pedido de visto.

Julian Blanc tem conferências agendadas para janeiro de 2015 no Rio de Janeiro e em Florianópolis. As palestras motivaram um abaixo-assinado na internet que registra mais de 277 mil assinaturas. A petição é direcionada ao Itamaraty e à Polícia Federal e pede que a entrada de Blanc no Brasil seja barrada. As técnicas ensinadas por Blanc são consideradas desrespeitosas e incentivam o estupro. Ele chegou a ser expulso da Austrália.

Até a noite dessa quarta-feira (12), o Itamaraty não tinha “decisão definitiva sobre o tema”. Nesta quinta-feira, a pasta diz: “Caso uma solicitação de visto seja recebida por qualquer embaixada ou consulado no exterior, existem elementos suficientes que recomendam a denegação. Para tanto, o Itamaraty acompanha o assunto em coordenação com o Ministério da Justiça e a Secretaria de Políticas para as Mulheres”.

(Agência Brasil)

Americano que ensina como “pegar” mulheres pode ser barrado no Brasil

O Ministério das Relações Exteriores, o Itamaraty informou, por meio da assessoria de imprensa, que ainda não foi tomada decisão sobre a concessão ou não de visto para Julien Blanc, da Real Social Dynamics, no país. O americano é conhecido por ensinar técnicas de como “pegar” mulheres, como diz em seu site.

As técnicas, consideradas desrespeitosas, motivaram um abaixo-assinado na internet, que, até a noite dessa quarta-feira (12), tinha mais de 210 mil assinaturas. De acordo com a petição, o americano tem conferências agendadas para janeiro de 2015 no Rio de Janeiro e em Florianópolis (SC).

“Suas aulas que ensinam homens a ‘pegar mulheres’, exaltam a cultura do estupro, crimes de agressão emocional e física contra mulheres, o racismo e o profundo desrespeito pelas mulheres”, diz o abaixo-assinado.

A petição é direcionada ao Itamaraty e à Polícia Federal e pede que a entrada de Blanc no Brasil seja barrada. O Itamaraty disse que não foi tomada “nenhuma decisão definitiva sobre o tema” e que “não existe instrução para os postos [embaixadas, consulados], até o momento”.

Em nota, divulgada na noite dessa quarta-feira, a Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência da República (SPM-PR) diz que “é radicalmente contra qualquer tipo de violência contra as mulheres e pela defesa dos direitos delas”.

(Agência Brasil)

Meninas do Ceará devem tomar segunda dose contra HPV para garantir proteção

Para garantir 100% de proteção contra o HPV (Papiloma Vírus Humano), que provoca o câncer do colo do útero, as meninas de 11 a 13 anos precisam tomar todas as doses previstas na vacinação: a segunda, seis meses depois da primeira, e a terceira, de reforço, cinco anos depois. Mais de 2,2 milhões de meninas já tomaram a segunda dose da vacina contra o HPV desde o início da nova fase da campanha, em 1º de setembro. O número representa 45% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos. No Ceará, já foram cerca de 124,9 mil adolescentes, 51% do público total.

A segurança da vacina é reforçada pelo Conselho Consultivo Global sobre Segurança de Vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS). O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do vírus (6, 11, 16 e 18), com 98% de eficácia. Os subtipos 16 e 18 são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer do colo do útero em todo mundo e os subtipos 6 e 11 por 90% das verrugas anogenitais.

(Site da Agência Saúde)

Meninas adolescentes precisam tomar a segunda dose da vacina do HPV

O Ministério da Saúde, por meio das secretarias estaduais e municipais, tenta identificar as meninas de 11 a 13 anos que ainda não tomaram a segunda dose da vacina contra o papiloma vírus humano (HPV). Dados da pasta indicam baixa adesão neste segundo momento da cobertura vacinal.

No primeiro mês de aplicação da segunda dose, 914 mil adolescentes foram imunizadas. O número representa 18,4% do público-alvo, formado por 4,9 milhões de meninas de 11 a 13 anos. A vacinação da segunda dose começou no dia 1º de setembro.

O último balanço do governo mostra que, desde 10 de março, quando a imunização passou a ser ofertada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), 4,5 milhões de meninas receberam a primeira dose da vacina, o que representa 92,6% do público-alvo.

O SUS oferece a vacina quadrivalente, que confere proteção contra quatro subtipos do HPV (6, 11, 16 e 18). Os últimos dois subtipos são responsáveis por cerca de 70% dos casos de câncer de colo de útero em todo o mundo.

Cada adolescente deve tomar três doses da vacina para completar a proteção: a segunda, seis meses após a primeira e a terceira, cinco anos após a primeira dose.

(Agência Brasil)

Assembleia Legislativa adotará o tom rosa nos debates desta 6ª feira

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A campanha “Outubro Rosa”, que está chegando ao final, será tema de audiência pública nesta sexta-feira, a partir das 10 horas, na Assembleia Legislativa. O evento atende a um requerimento das deputadas Eliane Novais (PSB) e Fernanda Pessoa (PR).

“O Outubro Rosa, por exemplo, trabalha para o fortalecimento da importância do diagnóstico precoce e pela luta por acesso de qualidade, em tempo hábil e eficiente, ao tratamento da doença”, explica Eliane Novais.

O encontro, com certeza, ganhará um jeito de balanço.

Pesquisa mostra que mulheres são sub-representadas e estigmatizadas no cinema

Mulheres em postos de comando, ocupando cargos como a Presidência da República ou ganhando prêmios pelo desempenho acadêmico podem até ser mais comuns nos dias atuais. No entanto, ainda não é essa a representação feita sobre as mulheres no cinema, segundo a publicação Preconceito de Gênero sem Fronteiras: Uma Pesquisa sobre Personagens Femininos em Filmes Populares em 11 Países, feita pelo Geena Davis Institute on Gender in Media, a Organização das Nações Unidas (ONU) Mulheres e a Fundação Rockefeller.

A pesquisa destaca que, embora as mulheres sejam metade da população do mundo, dos 5.799 personagens falantes ou nomeados na tela, 30,9% são do sexo feminino. No caso dos filmes de ação ou aventura, essa participação é ainda menor: elas são 23% dos personagens com falas. Já em relação aos protagonistas, apenas 23,3% das tramas tinham uma menina ou uma mulher no papel principal.

O estudo, que analisou produções exibidas entre janeiro de 2010 e maio de 2013 na Austrália, China, França, Alemanha, Índia, Rússia, Coreia do Sul, no Reino Unido, Japão e Brasil – considerados os territórios mais rentáveis para a indústria cinematográfica – constatou ainda que a sexualização “é o padrão para personagens femininos em todo o mundo”. O estudo mostra que a chance de uma pessoa do sexo feminino aparecer com roupas sensuais ou nua é duas vezes maior que a do sexo masculino.

Além disso, adolescentes estão propensas a serem apresentadas como jovens adultas e é comum que as mulheres sejam representadas como magras e atraentes. Enquanto os homens magros são 15,7% do total analisado, a participação de mulheres magras chega a 38,5%.

No caso do Brasil, a pesquisa destaca que a participação das mulheres nos filmes fica em 37,1% – percentual maior que a média mundial. No entanto, o país ganha quando o assunto é a sexualização das mulheres e também na caracterização delas como magras.

Torcida do Vozão em festa: alvinegra é eleita Miss Brasil

foto miss ceará melissa gurgel

A estudante de Design de Moda e torcedora do Ceará Sporting, Melissa Gurgel, 20, foi eleita Miss Brasil, na madrugada deste domingo (28), no Centro de Eventos, em Fortaleza. Modelo há cinco anos, a torcedora alvinegra de 1,69 metro de altura e 57 quilos agora disputa o título de Miss Universo, a ser realizado no fim do ano, nos Estados Unidos.

Melissa Gurgel representou o Estado do Ceará, após vencer o concurso, em agosto, como representante do município de Maracanaú. A paulista Fernanda Leme ficou na segunda colocação do Miss Brasil, seguida pela potiguar Deise Benício.

Aborto clandestino no Brasil mata 20% das mulheres

A Anistia Internacional defendeu nessa quarta-feira (24) que o aborto seja tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos, e não criminal. No Brasil, estimativas apontam que em torno de 1 milhão de mulheres fazem abortos clandestinos todos os anos, e 200 mil morram em consequência da operação. De acordo com o cientista político e assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil, Maurício Santoro, a criminalização da prática também é um problema muito grave de discriminação socioeconômica.

“A gente sabe que nos casos em que as mulheres são presas porque abortaram, são os feitos em casa. Ela procura o hospital depois, e acaba respondendo a processo. Então, aquelas que têm condições de procurar uma clínica clandestina, de melhor qualidade, não são criminalizadas, porque não sofrem as consequências de um aborto mal feito. Essa é uma das perversidades do aborto ilegal”, segundo Santoro.

Ele cita levantamento feito no estado do Rio de Janeiro, de 2007 a 2011, no qual foram encontradas 334 mulheres que sofreram processos criminais por terem abortado. Muitas delas moradoras no interior, na Baixada Fluminense e no subúrbio carioca.

(Agência Brasil)

Mulheres com formação técnica são maioria no mercado de trabalho

As mulheres com formação técnica são maioria no mercado de trabalho, representam 55%, segundo a Relação Anual de Informações Sociais (Rais) do Ministério do Trabalho e Emprego, em 2013. Elas chegaram a 2,9 milhões no mercado formal, que inclui indústria, construção, comércio, serviços e agropecuária.

A participação, no entanto, varia com a área, a maioria está no setor de serviços, com 2,5 milhões. Na indústria e construção, são 238 mil e representam 25% do total de técnicos.

“Existem muitas barreiras, ainda culturais ou preconceituosas, sobre algumas profissões. Tem-se a ideia de que são trabalhos tipicamente masculinos, em função até da história da profissão de base, de que tem que fazer muito esforço”, diz o gerente de Estudos e Prospectivas da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Márcio Guerra.

Ele ressalta, no entanto, que esse cenário tem mudado e as mulheres chegam a ser maioria em setores como o de eletroeletrônica, “onde existe nível de perfeccionismo no trabalho, de concentração e detalhe. A mulher tem todas estas características e pode se destacar cada vez mais a medida que vai acessando a qualificação”.

(Agência Brasil)

Policlínica da mulher

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Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (16):

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), mandou para licitação a primeira policlínica que ficará sob a responsabilidade da gestão municipal. Será construída num terreno do Hospital da Mulher, no bairro Jóquei Clube.

Segundo RC, o projeto custará cerca de R$ 12 milhões, recursos assegurados pelo Ministério da Saúde. “Vamos implantar uma policlínica em cada regional. Essas policlínicas oferecerão consultas e, principalmente, exames de imagem como ultrassom, tomografia e endoscopia”, explica o prefeito.

O equipamento deve entrar em funcionamento no primeiro semestre de 2015.

Falta de mulheres na política agrava desigualdade de gênero no Brasil, diz Pnud

A baixa representação das mulheres na política agrava a desigualdade de gênero no Brasil. A avaliação consta do Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, divulgado nesta quinta-feira (24) pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

Além de apresentar o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) 2013, com 187 países pesquisados, o Pnud divulgou o Índice de Desigualdade de Gênero (IDG) para 149 países. O indicador é elaborado com base em cinco dados: taxa de mortalidade materna, taxa de fertilidade na adolescência, proporção de mulheres no parlamento nacional, percentual de mulheres e homens com educação secundária e a taxa de participação de mulheres e homens no mercado de trabalho.

De acordo com o Pnud, o Brasil ficou em 85º lugar no IDG, com nota 0,441. O indicador varia de 0 a 1, com o valor mínimo atribuído a sociedades com menos disparidades entre homens e mulheres. A Eslovênia, no Leste Europeu, foi considerado o país com menor desigualdade de gênero, com IDG de apenas 0,021, seguida por Suíça (0,030) e Alemanha (0,046). As últimas posições ficaram com Afeganistão (0,705), Chade (0,707) e Iêmen (0,733).

No caso do Brasil, a taxa de mortalidade materna é de 56 mulheres a cada 100 mil nascidos vivos; e a taxa de fertilidade na adolescência, de 70,8 mulheres a cada mil mulheres entre 15 e 19 anos. Na educação, existem progressos, com as mulheres se qualificando um pouco mais que os homens. A parcela da população adulta com educação secundária é 51,9% entre as mulheres e 49% entre os homens.

(Agência Brasil)

Imprensa mexicana pressiona embaixada para libertação de presos em Fortaleza

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foto méxico pan cecilia romero

Dois dos maiores jornais impressos do México, o Récord e o La Jornada, pressionam a embaixada mexicana no Brasil para a libertação de quatro mexicanos que se encontram presos no Instituto Penal Francisco Hélio Viana de Araújo, em Pacatuba, na Região Metropolitana de Fortaleza. Os mexicanos Sérgio Israel Eguren Cornejo, 35, deputado pelo Partido Acción Nacional (PAN); Sérgio, Angel Rimak Eguren Cornejo, 34 (publicitário e irmão do deputado); Mateo Codinas Velten, 35 (engenheiro); e Rafael Miguel Medina Pederzini, 31, são acusados de assediar uma brasileira e espancamento do marido e do cunhado da vítima.

Os dois jornais destacam a versão de uma prisão ilegal, diante da falta de provas, e cobram mais empenho da embaixadora Beatriz Paredes.

No entanto, o site do Partido Acción Nacional (Pan), a qual integra o deputado mexicano, sequer cita o incidente. Pelo contrário. A presidente do partido, Cecilia Romero, cobra “respeito às mulheres, independente da procedência”.

Costa Rica registra aumento da violência doméstica em jogos da seleção

Enquanto a seleção da Costa Rica enfrentava a Grécia pelas oitavas de final da Copa do Mundo, no último domingo (29), o país registrou 20 ligações com denúncias de violência familiar por hora. Segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Mulheres costa-riquenho (Inamu), durante os jogos da Copa do Mundo são registrados, em média, 150 casos a mais de violência doméstica, grande parte relacionada ao consumo de álcool.

Para evitar as agressões, a Força Pública da Costa Rica tem aumentado o patrulhamento pelas ruas do país e faz uma campanha contra a violência, alertando para o consumo excessivo de álcool. “Cartão vermelho para a violência contra as mulheres”, diz o slogan da ação.

Os jogadores da seleção costa-riquenha, conhecidos como Los Ticos, se engajaram na causa e fazem, por meio de fotos nas redes sociais, uma campanha contra as agressões domésticas. Álvaro Saborío e Celso Borges postaram em seus perfis no Facebook fotos em que seguram uma folha com a frase “Não à violência. Cuidemos Juntos!”. Em outra foto, todos os jogadores da seleção aparecem mostrando a mesma mensagem.

(Agência Brasil)

PMDB Mulher realiza seminário sobre Comunicação e Marketing Político

Mulheres peemedebistas participam do seminário “Estratégias de Comunicação e Marketing Político”, na manhã desta sexta-feira (6), a partir das 9 horas, no Hotel Vila Galé, na Praia do Futuro. O presidente estadual do partido e pré-candidato ao Governo do Ceará, Eunício Oliveira, fará a abertura do seminário.

Segundo dirigentes do partido, o evento tem como propósito destacar o papel da mulher na política, além de mostrar a mulher como importante ferramenta nas transformações sociais que o Ceará e o Brasil necessitam. Entre os palestrantes, está Gilberto Musto, autor do livro “O Mapa do Voto”.