Blog do Eliomar

Categorias para Olimpíadas 2016

Pelé nega ter presenciado irregularidade na eleição da Rio 2016

O ex-jogador Pelé prestou depoimento nesta terça-feira (5) como testemunha de defesa de Carlos Arthur Nuzman, ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), e negou ter presenciado qualquer negociação de compra de votos para eleger o Rio de Janeiro como sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Ele atuou como embaixador da candidatura da capital fluminense e integrou comitivas para apresentar o país a membros do Comitê Olímpico Internacional (COI). Pelé foi ouvido pelo juiz federal Marcelo Bretas por videoconferência em processo derivado da Operação Unfair Play.

“Se houve alguma conversa nesse sentido, foi em particular. Eu não estive em nenhuma”, disse o rei do Futebol, durante audiência em que participou por videoconferência, atendendo convocação da 7ª Vara Federal Criminal, localizada no Rio. Ele respondeu perguntas por aproximadamente 30 minutos.

O juiz Marcelo Bretas e os advogados fizeram deferências ao ex-jogador e manifestaram admiração. Pelé, por sua vez, manifestou preferência por ser chamado pelo seu apelido em lugar de seu nome, Edson Arantes do Nascimento, e também pediu para não ser chamado de senhor

Carlos Arthur Nuzman é réu juntamente com Leonardo Gryner, ex-diretor-geral de operações do Comitê Rio 2016, e Sérgio Cabral, ex-governador do Rio de Janeiro. O Ministério Público Federal os três e o senegalês Lamine Diack, ex-membro do Comitê Olímpico Internacional (COI), e o filho dele, Papa Massata Diack, ex-dirigente da Federação Internacional de Atletismo (IAAF) de terem participado de um esquema que teria pago suborno de US$ 2 milhões (R$ 7,5 milhões), com objetivo de garantir, pelo menos, o voto de um dos delegados da África a favor do Rio.

Pelé lembrou que foi convidado para integrar a delegação do Rio de Janeiro na escolha da sede dos Jogos, feita em Copenhague, na Dinamarca, por Nuzman e Cabral, mas negou ter relação pessoal com os dois acusados. “Nunca tive um contato mais íntimo com eles, nem com seus familiares”, garantiu o ex-jogador.

Questionado se teve contato com o senegalês Lamine Diack, à época presidente Federação Internacional de Atletismo, ele respondeu positivamente. “Era apaixonado pelo Brasil, pelo futebol e pelo Pelé”. No entanto, negou que tenha presenciado qualquer tipo de negociação para compra de votos. “Essa conversa aí pode ter ocorrido em particular”, respondeu. Pelé também afirmou que Nuzman se dedicou muito pela candidatura.

O ex-jogador contou que foi convidado para participar da candidatura pelo ex-governador Sérgio Cabral e que não negaria um pedido para representar o Brasil. Ele disse ter integrado comitivas em viagens tanto antes da escolha do Rio como cidade-sede, como depois. Segundo ele, nessas agendas, se relacionava também com outras personalidades engajadas na campanha e citou o ex-jogador Bebeto e os músicos Marisa Monte e Seu Jorge. Entre alguns países citados, lembrou de Senegal, Estados Unidos e Inglaterra. Também confirmou ter presenciado o anúncio da escolha em 2009, em Copenhague. Segundo ele, houve euforia dos brasileiros.

Como desdobramento da Operação Unfair Play, Nuzman chegou a ficar preso por 15 dias em outubro do ano passado, mas foi solto após obter um habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e responde ao processo em liberdade.

Procurado pela Agência Brasil, o advogado Nélio Machado, responsável pela defesa do ex-presidente do COB, avaliou de forma positiva o depoimento de Pelé e disse que “aos poucos, a denúncia vai se esfacelando e a inocência de Nuzman vai se confirmando”. A defesa de Sérgio Cabral também não retornou aos contatos da reportagem.

Antes de Pelé, depôs Maria Elisabeth da Silva, que trabalhou entre 2002 e 2016 com Leonardo Gryner, que era seu chefe no Departamento de Marketing do COB e depois no Comitê Organizador do Rio 2016. Ela atuou na promoção institucional da candidatura e posteriormente dos Jogos Olímpicos. Disse que não é amiga íntima de Gryner, com quem sempre teve um relacionamento estritamente profissional. E classificou Gryner com uma pessoa correta. “Tem um conhecimento enorme de esporte e de jogos, uma pessoa muito criativa”.

Pela manhã, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também depôs como testemunha no processo a afirmou não ter havido trapaça na votação que elegeu o Rio de Janeiro como sede dos jogos. Como está preso na Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, Lula também respondeu aos questionamentos por videoconferência.

(Agência Brasil)

Nuzman deixa a cadeia para cumprir prisão domiciliar

O ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, deixou, na tarde desta sexta-feira (20), a Cadeia Pública José Frederico Marques, em Benfica, onde cumpria prisão preventiva decretada pelo juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio.

Em nota, a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap) informa que recebeu a documentação da Justiça referente ao habeas corpus concedido a Nuzman. A decisão judicial foi cumprida imediatamente, e o interno foi solto nesta tarde, diz o comunicado.

Ontem (19), em julgamento de um habeas corpus, a 6ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) colocou em prisão domiciliar o ex-dirigente do COB.

Nuzman vira réu

No mesmo dia em que recebeu habeas corpus do STJ determinando sua ida para o regime de prisão domiciliar, Nuzman virou réu com o ex-governador Sérgio Cabral. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, pelo juiz Marcelo Bretas, em processo resultante da Operação Unfair Play, que investiga o pagamento de propina pelo direito do Brasil de sediar os Jogos Olímpicos de 2016.

(Agência Brasil)

Justiça Federal nega pedido de habeas corpus para Nuzman

O desembargador federal Abel Gomes, da Primeira Turma Especializada do Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), negou ontem (11) pedido de habeas corpus do ex-presidente do Comitê Olímpico do Brasil (COB), Carlos Arthur Nuzman, preso na Operação Unfair Play.

Os advogados pretendiam revogar determinações da 7ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro. A primeira instância decretou a prisão temporária – depois convertida em preventiva – e ordenou busca e apreensão na casa do acusado, determinando o bloqueio e indisponibilidade de bens e a apreensão do seu passaporte. As medidas de investigação foram realizadas em atendimento a acordo de cooperação jurídica internacional com o governo francês.

Nuzman é investigado por suposta compra de votos do Comitê Olímpico Internacional (COI) para eleição da cidade do Rio de Janeiro para sediar os Jogos Olímpicos de 2016. Na acusação, o réu também está envolvido no esquema de corrupção na gestão do ex-governador Sergio Cabral. O mérito dos pedidos de habeas corpus ainda será julgado pela Primeira Turma Especializada do TRF2.

A defesa do ex-dirigente do COB sustenta que ele nunca exerceu qualquer cargo público e que a denúncia não aponta atos de corrupção específicos nem ligações com agentes públicos supostamente beneficiados com o pagamento de propina. A defesa alegou ainda abusividade na condução do procedimento de busca e apreensão, que foi acompanhada por autoridades francesas e por vários órgãos de imprensa.

Na decisão, o desembargador federal Abel Gomes considerou que as decisões da primeira instância estão devidamente fundamentadas e que elas apontam o envolvimento de Nuzman na assinatura de contratos com empresas já relacionadas com o esquema criminoso envolvendo Sérgio Cabral. O magistrado destacou não haver “a cabal ilegalidade das decisões impetradas”, para justificar a concessão das liminares pedidas pela defesa. E acrescentou: “o fato de as autoridades francesas eventualmente acompanharem a diligência de busca e apreensão, o qual também não está confirmado, não é causa de nulidade ou, por si só, gerador de prejuízo evidente ao paciente”, concluiu o magistrado.

(Agência Brasil)

PF prende Carlos Nuzman, presidente do Comitê Olímpico Brasileiro

O presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB) e do Comitê Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, foi preso, na manhã desta quinta-feita (5), na Zona Sul do Rio. A prisão foi feita por agentes da Polícia Federal, que também tentam cumprir mandado de prisão contra Leonardo Gryner, diretor-geral de operações do comitê Rio 2016. A informação é do Portal G1.

A ação é um desdobramento da Unfair Play, uma menção a jogo sujo e que é mais uma etapa da Lava Jato no Rio de Janeiro. O objetivo é cumprir mandados contra suspeitos de comprar jurados da eleição da cidade sede da Olimpíada de 2016.

Em março, o jornal francês “Le Monde” havia denunciado que, três dias antes da escolha da cidade, houve pagamento de propina a dirigentes do Comitê Olímpico Internacional.
No mês passado, o Ministério Público Federal (MPF) pediu o bloqueio de até R$ 1 bilhão do patrimônio de Carlos Arthur Nuzman, do empresário Arthur Cesar Soares de Menezes Filho, o “Rei Arthur”, e de Eliane Pereira Cavalcante, ex-sócia do empresário. O objetivo, segundo procuradores, era reparar os danos causados pelo trio devido às proporções mundiais da acusação.

Organização criminosa internacional

De acordo com o Ministério Público, as fronteiras internacionais não limitaram a atuação da organização criminosa do ex-governador Sérgio Cabral. Para os procuradores, “trata-se de um esquema altamente sofisticado, que agia internacionalmente com desenvoltura e uma engenhosa e complexa relação corrupta”. Prova disso é que, para alcançar o atual estágio da investigação, o MPF teve que realizar pedidos de cooperação jurídica internacional com nada menos que quatro países diferentes: Antígua e Barbuda, França, Estados Unidos e Reino Unido.

Durante as investigações, o Ministério Público Francês colheu substancioso material para demonstrar que houve compra de votos para escolha da sede dos Jogos Olímpicos de 2016. Um dos votos foi comprado de Lamine Diack, então presidente da Federação Internacional de Atletismo e então membro do Comitê Olímpico Internacional, por meio de seu filho, Papa Massata Diack.

Heitor Férrer: Copa 2014 e Olimpíadas foram uma inversão de prioridade no País

Em pronunciamento, nesta terça-feira (05), na Assembleia Legislativa, o deputado estadual Heitor Férrer voltou a bater duro na “inversão de prioridades feita nos investimentos do Brasil”. Ele lamentou tantos gastos bilionários feitos em infraestrutura para a realização da Copa do Mundo de 2014 e das Olimpíadas de 2016, hoje eventos sob investigação da Polícia Federal na Operação Lava-Jato.

Para Heitor, um absurdo que deixou no abandono “obras importantíssimas para a população” como a transposição das águas do Rio São Francisco e a construção da Linha Leste do Metrô de Fortaleza, com custos bem inferiores aos dos dois eventos. “Essas obras seguem sem previsão de conclusão, o que é absurdo”, completou.

O parlamentar concluiu que esses grandes eventos que o Brasil sediou “tiveram motivação clara de desviar dinheiro público sob o pretexto de deixar um legado ao povo brasileiro, sendo que foram gastos bilhões para estas duas competições e nenhum resultado social positivo foi obtido.”

Juca Kfouri não deve indenizar Carlos Nuzman por noticiar suposta fraude

Quem ocupa cargo público está sujeito a críticas da imprensa, desde que elas não configurem os crimes de injúria, difamação ou calúnia. Com base nesse entendimento, a 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro negou pedido de indenização do presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Arthur Nuzman, em ação contra o jornalista Juca Kfouri. A informação é da assessoria de imprensa do TJ do Rio de Janeiro.

Nuzman moveu ação contra cinco textos que Kfouri publicou em 2012 em seu blog, no portal Uol, e em sua coluna no jornal Folha de S.Paulo. Neles, o jornalista relata a demissão de nove funcionários do Comitê Rio-2016, que organizou as Olimpíadas no Brasil, pelo uso de informações confidenciais do Comitê Londres-2012. Segundo Juca Kfouri, Nuzman — que presidiu o comitê — tentou impedir que tais fatos fossem revelados.

Mas o dirigente esportivo se sentiu ofendido pelos textos, e foi à Justiça. Na ação, ele requereu indenização por danos morais no valor de R$ 100 mil. O pedido foi negado em primeira instância, e ele recorreu.

Os magistrados confirmaram a sentença. “O direito de crítica do recorrido é inerente à atividade jornalística e está umbilicalmente ligada ao direito fundamental à livre manifestação do pensamento, vedada à prática de injúria, difamação e calúnia”, escreveu o relator, desembargador Fernando Fernandy Fernandes

Além disso, Fernandes ressaltou que a atividade de Nuzman à frente do COB e do Comitê Rio-2016 possuem “relevantíssimo caráter público”. Dessa maneira, é papel da imprensa informar a sociedade sobre seus atos, apontou o magistrado. E isso, para ele, inclui denunciar eventuais irregularidades da gestão. O relator foi seguido por todos os seus colegas da 13ª Câmara Cível.

(Foto – Francisco Ucha)

Nos tempos da euforia nacional

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (5):

Aparentemente, a capacidade do brasileiro de indignar-se havia chegado ao ápice com a série de delações de criminosos confessos no âmbito da Lava Jato e outras investigações paralelas. Qual nada. Eis que o jornal francês Le Monde nos apresenta a sólida suspeita de que a escolha do Rio de Janeiro para ser a sede das Olimpíadas 2016 foi comprada. O fato pode ser a cereja apodrecida em cima de um imenso bolo de lama.

Em resumo, o fato é o seguinte: três dias antes da escolha do Rio, ocorrida em outubro de 2009, em Copenhague, empresas do brasileiro Arthur Cesar de Meneses Soares Filho transferiram US$ 2 milhões para a família de Lamine Diack, então presidente da Associação Internacional das Federações de Atletismo e membro do Comitê Olímpico Internacional (COI).

Investigado no âmbito da Operação Calicute, o braço carioca da Lava Jato, Arthur mantinha relações pessoais com o então governador Sérgio Cabral e prestava serviços para o Estado do Rio. De tão influente, o empresário recebera a alcunha “Rei Arthur”. Pois é.

No clima de tudo pode, na onda da ideia de eterna impunidade, no rastro de um infeliz método político que vingava à época, certamente a ideia central era a seguinte: a escolha do Rio demandaria bilhões e bilhões em obras. Com isso, dezenas de milhões e milhões em propina. Portanto, pagar alguns poucos milhões de dólares de jabaculê para garantir a vitória da candidatura carioca era apenas um pequeno investimento para estrondosos retornos financeiros.

Não há como não lembrar-se do verso do compositor Chico Buarque na bela Vai Passar: “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”.

As tenebrosas transações foram percebidas pelo então presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, que defendia a candidatura de Chicago. Barack, assim como o então presidente Lula, estava na solenidade que definiu a escolha do Rio. Chicago foi eliminada já na primeira rodada. Obama foi duramente criticado pela imprensa dos EUA por ter ido ao evento e fracassado.

A candidatura do Rio derrotou ainda Madri e Tóquio. Porém, em outubro do ano passado, Obama deu uma entrevista ao New York Magazine cujo conteúdo teve baixa repercussão no Brasil. O então presidente dos EUA expôs com muita clareza suas, digamos, suspeitas de que a escolha do COI sofreu, digamos, influências externas. Vejam:

“Um comitê (dos EUA) muito eficiente foi para Copenhague para fazer sua apresentação. Michelle tinha ido com eles e eu recebi uma chamada indicando que todos pensavam que, se eu fosse lá, teríamos boa chance de conseguir e que valeria a pena fazer um dia de viagem até lá. Assim, decidimos viajar”.

“Subsequentemente, fomos informados de que as decisões do COI são similares às da Fifa: um pouco arranjadas. Não passamos da primeira fase, apesar de que, por todos os critérios objetivos, a candidatura americana era a melhor”. Na entrevista, Obama relatou que sua delegação sabia que Chicago não tinha vencido antes mesmo de os votos terem sido abertos.

Era o Brasil grande em ação. Era o gigante que havia acordado e que daria as cartas no jogo das nações. Era o colosso que reivindicava vaga permanente no Conselho de Segurança da ONU. Hoje, além dos escândalos escancarados, resta a prisão para alguns e a expectativa do sol quadrado para outros.

R$ 100 milhões – Perde validade MP que destina recursos para Olimpíadas e Paralimpíadas

Venceu no último dia 25 o prazo para tramitação no Congresso Nacional da Medida Provisória 722/2016. Essa MP ainda pode ser reeditada pelo governo federal, mas somente a partir do início de fevereiro de 2017, na próxima sessão legislativa do Congresso.

O texto original destinava R$ 100 milhões para divulgação de medidas de prevenção e combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor do vírus da dengue, zika e febre chicungunha, durante os Jogos Olímpicos e Paralímpicos no Rio de Janeiro. Os recursos, porém, foram bloqueados por liminar. A outra parte do crédito extraordinário, de R$ 80 milhões, destinou-se ao Ministério do Esporte para a implantação de infraestrutura dos eventos esportivos.

A MP estabelecia que os recursos de R$ 100 milhões seriam compensados por meio do cancelamento de uma dotação para o Ministério de Minas e Energia. Já os R$ 80 milhões foram remanejados dentro do próprio Ministério do Esporte.

A medida já havia sido aprovada na Comissão Mista de Planos e Orçamentos Públicos (CMO) e no Plenário da Câmara dos Deputados. Faltava a votação no Plenário do Senado.

De acordo com o artigo 62 da Constituição Federal, quando uma medida provisória tem o prazo de tramitação vencido, ela pode ser reeditada, mas não na mesma sessão legislativa. Portanto, essa MP só poderá ser reeditada a partir do início de fevereiro de 2017, na próxima sessão legislativa do Congresso Nacional.

Ademais, com o prazo de tramitação vencido, agora a Comissão Mista encarregada de analisar a MP terá que elaborar projeto de decreto legislativo que discipline as relações jurídicas já ocorridas durante a vigência da MP.  De acordo com o Artigo 11 da Resolução 1/2002 do Congresso, caso o decreto legislativo não seja editado em até 60 dias contados a partir do vencimento, as mudanças trazidas pela MP durante a vigência serão mantidas.

(Agência Senado)

Ortopedista cearense lança livro sobre Jogos Olímpicos

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O ortopedista cearense José Roberto Campos de Barros, que integrou a delegação médica do Brasil na Rio 2016, lançará, nesta quinta-feira, em Brasília, o livro “Olimpo, Olímpia e Jogos Olímpicos”.

Trata-se de um levantamento histórico sobre as Olimpíadas, com pesquisa na Grécia e uma coletânea de fotografias captadas ou feitas pelo autor.

José Roberto deverá lançar o livro também em belo Horizonte (MG).

(Foto – Paulo MOska)

Nadador que forjou assalto perde patrocinador

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“O nadador americano Ryan Lochte, envolvido no caso de falsa declaração de assalto durante os Jogos Olímpicos do Rio, perdeu seu primeiro patrocinador nesta segunda-feira (22). A Speedo USA anunciou que não apoiará mais o atleta. Além da marca de materiais esportivos de natação, Lochte também conta com patrocínio da marca de colchões Airweave e da grife de roupas Ralph Lauren, que ainda não se manifestaram.

“Como parte da decisão, a Speedo USA doará US$ 50 mil dólares do valor pago a Lochte à Save The Children, uma instituição global de caridade parceira da matriz da Speedo, para crianças do Brasil”, declarou a companhia em comunicado divulgado em seu Twitter.

“Embora tenhamos usufruído de um relacionamento vitorioso com Ryan [Lochte] por mais de uma década e ele tenha sido um membro importante do time Speedo, nós não podemos perdoar comportamento que vai contra os valores que esta marca defende há tanto tempo”, afirmou a empresa.

A Speedo agradeceu os feitos de Lochte, e disse ainda que “espera que ele siga adiante e aprenda com essa experiência”.

O caso

A polêmica envolvendo quatro nadadores dos EUA começou durante a Olimpíada do Rio, quando Ryan Lochte, 32, afirmou ter sido assaltado na madrugada, quando voltava à Vila Olímpica depois de sair de uma casa temática da França na Lagoa Rodrigo de Freitas.

Ele estava acompanhado por outros três nadadores: Gunnar Bentz, Jack Conger e Jimmy Feigen. Três dias depois, a Justiça do Rio entendeu que havia divergências nos relatos dos atletas e determinou a apreensão dos passaportes dos nadadores norte-americanos Ryan Lochte e Jimmy Feigen.

Com a medida, eles estariam impedidos de sair do Brasil. Lochte, porém, já havia deixado o país 24h antes do impedimento da Justiça.

A Polícia Federal, então, impediu o embarque de dois nadadores americanos, Gunnar Bentz e Jack Conger, em um voo com destino aos Estados Unidos. Eles foram impedidos de deixar o Brasil até prestarem esclarecimentos à Polícia Civil sobre o suposto assalto, na quinta (18).

A Folha de S.Paulo esteve no posto de gasolina em que os atletas disseram ter sido assaltados e entrevistou o dono do estabelecimento, que pediu para não ser identificado.

Ele afirma que os americanos “não entraram no banheiro. Começaram a urinar no jardim e na parede na lateral da loja”.Câmeras de segurança do posto gravaram o ocorrido. As imagens foram exibidas pela TV Globo.

Os policiais concluíram que os atletas se envolveram em uma briga quando retornavam à Vila Olímpica e que não houve um assalto.O comitê olímpico dos EUA e Ryan Lochte pediram desculpas ao Brasil.

Além de possíveis perdas com patrocinadores, Lochte pode sofrer punições também no âmbito esportivo. O diretor-geral do Comitê Olímpico dos Estados Unidos, Scott Blackmun, prometeu neste domingo (21) que os quatro atletas americanos da equipe de natação devem receber sanções em breve.”

(Folhapress)

Neymar posta a foto mais curtida na Rio 2016

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“Os Jogos Rio 2016 mobilizaram um contingente inédito de postagens no Instagram. Cerca de 131 milhões de pessoas utilizaram a rede social para postar imagens relacionadas às competições, o que resultou em 916 milhões de interações em apenas 21 dias. As interações incluem posts, curtidas e comentários.

E Neymar quebrou o recorde com a foto mais curtida da temporada. Seu agradecimento pelo ouro olímpico recebeu a aprovação de 2 milhões de fãs.

A segunda foto mais popular também é sua. Trata-se da homenagem ao corredor jamaicano Usain Bolt, com 1,4 milhão de curtidas.

O recorde de novos seguidores foi para a ginasta americana Simone Biles. Sua conta ganhou um total de 1,9 milhões de pessoas ao longo da Olimpíada. Em segundo vem o nadador Michael Phelps, com 1,7 milhão.
Em terceiro aparece o ginasta brasileiro Arthur Nory, medalha de bronze na categoria solo masculino. Sua conta, que começou os Jogos com 300 mil fãs, e hoje ostenta nada menos que 1,6 milhão de pessoas.

(Veja Online)

Rio 2016 – Após a festa, hora de tirar as máscaras

Com o título “Fuga da realidade”, eis artigo do promotor de Justiça Walter Filho, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Ele faz uma análise sobre a Rio 2016. Carrega nas críticas. Confira:

A noite de abertura dos Jogos Olímpicos foi celebrada como uma redenção, e os que não se entusiasmaram é porque falta-lhes a visão de que somos uma nação feliz, mesmo diante da crudelíssima realidade enfrentada pela maioria – sou um deles. A questão ambiental foi um dos itens destacados. Do lado está a podre Baía da Guanabara, onde é possível encontrar lixo generalizado. Mas, para grande parte da sociedade, o que importa é a festa e festa é aqui mesmo.

A propaganda é de que temos um país exuberante e uma cidade maravilhosa – e eu gosto muito do Rio. A natureza nos deu um lugar belíssimo, mas infelizmente degradado pela safadeza de muitos governantes. O Rio de Janeiro é hoje um território dominado por milícias – zonas são restritas para entrada das forças de segurança. Menores assaltam à luz do dia e pessoas perdem a vida diante da ousadia de bandidos intocáveis. A maravilha propagada na televisão é um escarro no rosto de todos nós, brasileiros.

São estes embustes, em matéria política, que encobrem a ruína dos estados, pois tudo aquilo que foge da gravidade sedimenta o braço da ignorância – há um gritante desprezo pela verdade. Não sei o que leva uma pessoa a tanto delírio, a gritar que somos exemplo para mundo – como enfatizou o ufanista apresentador Galvão Bueno.

Nada contra os Jogos e seus incentivos, pois sou amante do esporte e parabenizo nossos atletas pelas suadas conquistas, maiormente os que tiveram treinamento da escola militar, exemplos de dedicação e respeito.

Terminada a festividade desportiva, muitos brasileiros desfazem-se resignados de suas máscaras de ingenuidade. Vão-se os competidores, os turistas e ainda a frívola momentânea felicidade coletiva. Passado o teatro montado para o mundo, em que a urbe fluminense foi cercada de tropas do Exército e outras forças, voltamos à dura realidade cotidiana, tendo como protagonistas os delinquentes urbanos que aterrorizam vidas na tragédia da violência – é o triunfo dos vícios do mal. Uma pena!

*Walter Filho

walterfilhop@gmail.com

Promotor de justiça.

Rio 2016 – Ministro do Esporte elogia desempenho do Brasil e garante bolsa dos atletas

“A Olimpíada Rio 2016 foi um sucesso absoluto do ponto de vista esportivo, da organização e da participação da população – sempre cordial, amável e encantadora com todos que aqui estiveram para assistir os jogos, afirmou hoje (21) o ministro do Esporte, Leonardo Picciani. O ministro destacou o fato de que esta foi a melhor participação brasileira da história olímpica, com um total de 19 medalhas.

A avaliação de Picciani foi feita no Rio Média Center (RMC), durante balanço da participação dos atletas brasileiros nos Jogos Olímpicos do Rio, considerados por ele a melhor atuação brasileira na história das olimpíadas. E por sua participação, “cordial e amável, a população também merece ouro”, disse.

“O Brasil teve sua melhor participação de todos os tempos em uma Olimpíada. Tivemos a maior delegação de todos os tempos, com 465 atletas, contra 259 em Londres e 277 em Pequim, em 2012 e 2008, respectivamente. Agora, neste último dia de competições, podemos dizer que o Brasil teve no Rio seu melhor desempenho numa Olimpíada, que começou pelo número recorde de nossa delegação, além de saírmos do 23º lugar em Pequim para o 13º no Rio”.

Além da evolução registrada pelo país em todos as modalidades, Picciani ressaltou o fato de que o país saiu de um total de 36 finais disputadas em Londres para 50 finais no Rio.

“Foram 11 medalhas inéditas, das quais duas coletivas [vela e canoagem, ouro e prata]. O Brasil nunca subiu tantas vezes no alto do pódio como na Rio 2016, com os seis primeiros lugares”, acrescentou, instantes antes do Brasil ganhar a sua sétima medalha de ouro com o vôlei de quadra masculino, que venceu a Itália por três setes a zero.

Picciani informou que o governo brasileiro acreditou e disse acreditar no esporte como poder de transformação de um povo, em particular os jovens, que, a partir de agora, terão muito mais motivação para aderir às competições esportivas.

“O Ministério do Esporte cumpriu sua missão de apoiar o esporte de alto rendimento, mostrando o quanto o governo federal acredita no poder transformador do esporte.” O ministro lembrou alguns programas do governo federal, entre eles o Bolsa Atleta e o Bolsa Pódio.

Sobre o fato de o país não ter atingido a almejada décima colocação na Rio 2016, o Leonardo Picciani afirmou que essa era uma meta estipulada pelo Comitê Olímpico Brasileiro (COB), mas não pelo governo federal.

“A meta não era nossa [do governo federal], mas ficamos muito perto, seja pelo número de medalhas, seja pelo número das que foram de ouro. Sem falar no recordo obtido no salto com vara [Thiago Braz, ouro e recorde no salto], um feito que não acontecia desde Joaquim Cruz [meio-fundista campeão olímpico dos 800 metros em Los Angeles, em 1984, medalha de prata na mesma prova na Olimpíada de Seul, em 1988, e por duas vezes campeão Pan-Americano, em Indianápolis e Mar del Plata].

O ministro Picciani garantiu que o governo federal continuará mantendo os programas Bolsa Atleta e Bolsa Pódio é até aperfeiçoa-los, como forma de chegar ao Japão em 2020 com capacidade de desempenhar um papel ainda melhor, superando a Rio 2016.

“O país registrou uma curva de crescimento extraordinária no Rio e queremos melhorá-la para avançar em 2020. Nesse sentido, manteremos e aperfeiçoaremos os programas já em implementação pelo governo.”

Sobre melhorar os investimentos na preparação dos atletas, Picciani disse que essa é a intenção do governo, “mas precisamos que a economia cresça para que se possa investir mais no esporte. Mas os sinais da economia já são mais favoráveis e o Brasil já dá sinais de recuperação”, concluiu.”

(Agência Brasil)

Bolt é flagrado em momento íntimo depois de curtir uma balada

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Depois de comemorar seu aniversário em uma boate da Barra da Tijuca, no Rio, o velocista Usain Bolt teve um momento reservado com uma brasileira na madrugada de domingo (21). Segundo informações da coluna de Leo Dias, do Jornal O Dia, o nome da escolhida seria Jady Duarte.

O blog do jornalista publicou duas fotografias em que o atleta posa ao lado da brasileira no que parece ser uma cama. O celular da jovem teria permanecido desligado durante todo o dia, diz a coluna.

Confusão à vista ou na písta?

De acordo com o jornal Daily Mail, o velocista namora a jamaicana Kasi Bennet, de 26 anos, desde 2014. Eles teriam revelado o relacionamento na última sexta-feira (19).

Em entrevista ao jornal The Sun, a irmã do atleta, Christine Bolt-Hylton, 32, disse que havia “grande possibilidade de que os dois se casassem” quando ele voltar da Olimpíada do Rio.

Brasil vence Itália e conquista terceiro ouro olímpico no vôlei masculino

O Brasil venceu a Itália, na tarde deste domingo (21), por 3 sets a 0, e conquistou a terceira medalha de ouro olímpica no vôlei de quadra masculino.

A Itália abriu o jogo da final com um desempenho melhor, mas, em pouco tempo, ainda no final do primeiro set, o Brasil chegou finalmente ao jogo e tomou a liderança. Apesar de se manter na frente, a seleção brasileira enfrentou uma forte pressão dos adversários que levou todos os sets a serem concluídos em um verdadeiro revezamento de vantagem, ponto a ponto no placar. O equilíbrio do jogo ficou ainda mais evidente no terceiro set, quando a vantagem passou de uma equipe a outra desde os primeiros instantes.

Os italianos chegaram à decisão invictos, quando buscavam primeiro ouro olímpico. Os Italianos já tinham duas pratas – uma conquistada em 1996, nos jogos de Atlanta, contra os Países Baixos, e, em 2006, quando perdeu por 3×1 sets para o Brasil.

O bronze do vôlei masculino foi para a equipe norte-americana que, pela manhã, venceu a Rússia por 3 sets contra 2.

(Agência Brasil)

Brasil e Alemanha empatam e jogo vai para a prorrogação

Com o empate em 1a 1, o jogo entre Brasil e Alemanha, no Maracanã, na disputa pelo ouro olímpico, segue para a prorrogação. A decisão será definida em 30 minutos de jogo, em dois tempos de 15 minutos cada. Se terminar empatado, a decisão será na disputa de penalty.

Em um jogo tenso, o Brasil abriu o placar com o gol de Neymar, aos 26 minutos do primeiro tempo, em cobrança de falta. Em comemoração, Neymar repetiu o gesto de imitar um raio do jamaicano tricampeão olímpico de atletismo, Usain Bolt, presente no estádio. Bolt vibrou com o gol de Neymar.

Meyer da Alemanha empatou o jogo contra o Brasil, aos 13 minutos do segundo tempo. O gol de ocorreu após uma falha da defesa brasileira, numa bola rebatida que sobrou para o jogador alemão.

(Agência Brasil)