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Fortaleza é sede de reunião do Conselho Nacional dos Ouvidores do Ministério Público

O procurador-geral de Justiça do Ceará, Plácido Rios, e a ouvidora-geral do Ministério Público do Estado, Maria Neves Feitosa Campos, serão cicerones, nesta quinta-feira, 7, às 8h30min, da XXXVII Reunião Ordinária do Conselho Nacional dos Ouvidores do Ministério Público. O evento ocorrerá no auditório da Procuradoria Geral de Justiça. Os dois comandarão o ato de abertura.

O ouvidor-geral da União, Gilberto Waller Júnior, ministrará, às 10 horas, a palestra dd abertura abordando o tema “Ouvidor 3.0”. No período da tarde, o evento continuará no Hotel Gran Marquise, onde haverá duas reuniões administrativas. Nesta ocasião, a ouvidora-geral do MPCE, Maria Neves Feitosa Campos, apresentará o relatório de sua gestão à frente do órgão no biênio 2016/2018.

No dia 8 o colegiado realizará três blocos de reuniões administrativas, para tratar de assuntos internos, destacando-se a participação das ouvidorias no processo eleitoral e em campanhas de combate à corrupção. Será apreciada, ainda, uma proposta de promoção de uma campanha nacional, divulgando a importância das Ouvidorias e esclareça o cidadão sobre postagens na internet e suas consequências. Na sequência, haverá homenagem a ex-ouvidores e ex-secretário do CNOMP e moções.

(Foto – Divulgação)

Ouvidoria, um instrumento como exercício de cidadania

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Com o título “Uma reflexão no Dia do Ouvidor”, eis artigo do advogado Irapuan Diniz Aguiar. Ele aborda a importância desse instrumento como exercício de cidadania. Confira:

No dia 16 de março comemorou-se o Dia do Ouvidor. Apesar dos avanços já ocorridos, a Ouvidoria ainda enfrenta certo grau de dificuldade no relacionamento com os usuários e os órgãos e/ou entidades que representam no que diz respeito ao alcance e características do trabalho que realiza no desempenho de suas atividades. Isto decorre por uma dupla incompreensão: de um lado, os usuários que, poucos informados ou com alguma experiência anterior negativa com o instituto, pensam ser a Ouvidoria apenas um defensor da organização, seja pública ou privada, e, de outro, alguns dirigentes que se mostram desconfortáveis por pensarem que a mesma irá desempenhar um papel de xerife no âmbito de sua atuação. Ambos estão equivocados.

Utilizando-se de um raciocínio simples, poderíamos comparar a Ouvidoria a um jogador que atua em dois times ao mesmo tempo sem, com isto, se tornar um “vira-casaca”. Para que tal seja possível, a Ouvidoria tem que estar focada não nas partes, mas na legitimidade dos fatos que lhe são submetidos à apreciação. Não há que vinculá-la como pertencente a essa ou àquela parte, visto que sua atuação há sempre de ocorrer de forma harmoniosa e imparcial, buscando fazer com que ambas as partes envolvidas na demanda possam obter ganhos nesse jogo.
É claro que a mediação de conflitos tem papel relevante em qualquer Ouvidoria, porém essa é apenas uma das funções por ela desempenhadas e não pode, por isso mesmo, ser confundida com a razão maior de sua existência, que é a de intermediar as demandas que lhe chegam junto às instâncias de decisão da organização, procurando harmonizar o relacionamento entre os demandantes e os demandados, alavancando a qualidade do serviço e evitando uma pendência judicial.

Fundamental para o usuário e para a organização é compreender o valor que a Ouvidoria pode efetivamente agregar a cada um. À primeira vista isso pode parecer algo simples e fácil, mas não é bem assim. Do lado do usuário, por exemplo, a questão parece resumir-se apenas à solução do problema, sendo ainda pouco percebida que a atuação desse usuário pode ser importante no processo de melhoria da governança da organização, bem como na perenidade do negócio.

Vista do lado da organização privada a questão talvez tenda a parecer mais complexa, considerando que o relacionamento com o usuário se insere mais no contexto dos ativos intangíveis. Ressalte-se, no entanto, que as manifestações recebidas, via Ouvidoria, são bastante representativas do grau de satisfação dos usuários, em face do que há de ser avaliada como uma consultoria prestada de forma gratuita, relativamente à percepção do serviço prestado pela instituição. À medida que essa visão foi se ampliando no setor público, as empresas privadas começaram a perceber que este era o melhor caminho.

Nesse sentido, posso afirmar, na condição de Ouvidor da Faculdade Integrada da Grande Fortaleza – FGF, há 17 anos, que esta percepção foi, de imediato, absorvida pela instituição ao implantar sua Ouvidoria logo no seu nascedouro, constituindo-se como pioneira dentre as IES particulares, consciente da importância de “abrir os olhos e aguçar os ouvidos”.

*Irapuan Diniz Aguiar,

Advogado.

Tudo pronto para o III Encontro de Ouvidorias do TCE

Será nesta quinta-feira, a partir das 8h30min, o III Encontro de Ouvidorias do Tribunal de Contas do Ceará. O evento, que ocupará o plenário da sede do TCE, discutirá práticas e buscará compartilhar experiências sobre a instauração e as atividades de uma ouvidoria para a melhoria da gestão do governo. Tudo em torno do tema “Comunicação e Ouvidoria: um olhar para o cidadão”.

De iniciativa do conselheiro substituto e ouvidor do TCE do Ceará, Itacir Todero, o encontro é destinado a membros de Cortes de Contas brasileiras, gestores, servidores públicos e a sociedade civil.

A palestra de abertura será proferida por Alberto Perdigão, assessor de Comunicação da Semace. Ele falará sobre “Novos desafios da cidadania ativa e democracia participativa”. Também serão debatidos os temas “O papel da imprensa no controle social”, com Idelfonso Rodrigues, diretor-editor do DN, e “Autônomas x obedientes: as ouvidorias em debate” pela jornalista Tânia Alves, ombudsman do O POVO.

(Foto – Divulgação)

TCE vai debater Comunicação e Ouvidoria

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O Tribunal de Contas do Ceará vai promover o III Encontro de Ouvidorias. Será no próximo dia 14, a partir das 8h30mn, na sede do TCE. O objetivo é debater o tema “Comunicação e Ouvidoria” que, entre convidados, terá a jornalista Tânia Alves, ombudsman do O POVO.

Também na lista, o diretor-editor do Diário do Nordeste, Ildefonso Rodrigues, bem como o jornalista e professor Alberto Perdigão, hoje assessor de imprensa da Semace.

O presidente da Associação Cearense de Imprensa (ACI), Salomão de Castro, acertou os detalhes e será mais um a participar no evento.

Tudo pronto para o IX Encontro Estadual de Ouvidores

Com o tema “Percepção e Expectativa da Sociedade sobre a Atuação das Ouvidorias”, será realizado nesta terça-feira (9), a partir das 8h30min, o IX Encontro Estadual de Ouvidores. Promovido pela Associação Brasileira de Ouvidores e Ombudsman (ABO-Seção Ceará), o evento conta com o apoio do Governo do Ceará, por meio da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE). Ocupará espaços no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (cambeba).

Na programação, o secretário da CGE, Flávio Jucá, ministrará a palestra “A Ouvidoria como Instrumento de Gestão Pública e Participação Social”. Também atuarão como conferencistas a jornalista Adísia Sá, o presidente da ABO-Nacional, Edson Vismona, e o superintendente substituto da Controladoria-Geral da União – Regional Ceará, Leonino Gomes.

SERVIÇO

*Seplag – Avenida General Afonso Albuquerque Lima, Cambeba.

*Horário – Das 8h30min às 17 horas.

Fortaleza será sede do IX Encontro de Ouvidores do Ceará

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A Associação Brasileira de Ouvidores, regional do Ceará, vai promover, no próximo dia 9, das 8 às 17 horas, no auditório da Secretaria do Planejamento e Gestão do Estado, o IX Encontro de Ouvidores do Ceará.

O encontro congregará cerca de 160 ouvidores de órgãos públicos e entidades privadas, que discutirão diversas questões ligadas ao exercício da profissão.Tema central do encontro é “Percepção e Expectativa da Sociedade sobre a atuação dos Ouvidores”.

A jornalista e professora Adísia Sá, o secretário da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), Flávio Jucá, e o presidente da ABO nacional, Edson Vismona, já confirmaram presença no certame.

SERVIÇO

*As inscrições serão gratuitas e poderão ser feitas através do blog ‘http://encontrodeouvidores2017.blogspost.com.br’ e/ou da Secretaria do evento momentos antes da abertura dos trabalhos.

Vem aí o IX Encontro de Ouvidores do Ceará

A Associação Brasileira de Ouvidores (ABO), regional do Ceará, promoverá no dia 8 de maio, o IX Encontro de Ouvidores do Ceará, cuja temática será “Percepção e Expectativa da Sociedade sobre a Atuação dos Ouvidores”.

O evento acontecerá no auditório da Secretaria de Planejamento e Gestão do Estado (Seplag), das 08 às 17 horas, devendo reunir cerca de 150 ouvidores de órgãos públicos e entidades privadas, que discutirão questões ligadas ao exercício da profissão.

A jornalista e professora Adísia Sá, ex-ombudsman do O POVO, e o secretário da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), Flávio Jucá, já confirmaram presença no encontro, quando também abordarão temas do interesse dos ouvidores.

SERVIÇO

*As inscrições serão gratuitas e poderão ser feitas através do blog ‘http://encontrodeouvidores2017.blogspost.com.br’ e/ou da Secretaria do evento momentos antes da abertura dos trabalhos.

Ouvidoria da Arce ganha destaque na máquina estadual

A Ouvidoria da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados do Estado do Ceará (Arce), recebeu, pelo quinto ano consecutivo, prêmio por ter sido a melhor, entre as ouvidorias que compõem o grupo ao qual pertence.

A nota dez foi conferida a partir da Avaliação de Desempenho feita pela Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), tendo como base dados repassados pelo Sistema de Ouvidoria – (SOU), que observa e analisa informações extraídas de relatórios periódicos e de pontuações obtidas durante visitas técnicas às setoriais.

O fato é motivo de comemoração no órgão. O presidente da Arce, Hélio Winston, destacou o trabalho e a dedicação do seu corpo de servidores. A ouvidora-chefe da Arce, Daniela Cambraia, dividiu o reconhecimento com a direção do órgão e com seus colaboradores.

Prefeitura de Caucaia disponibiliza serviços da Ouvidoria também pela internet

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Moradores da cidade de Caucaia (Região Metropolitana de Fortaleza), poderão, a partir de agora, fazer solicitações da Ouvidoria (reclamações, elogios, denuncias, solicitações) pela internet. A Ouvidoria Geral do Município disponibilizou uma nova ferramenta dentro do portal da Prefeitura de Caucaia (https://www.participar.com.br/caucaia/users/sign_in).

O novo sistema, segundo a assessoria de imprensa da Prefeitrura, é uma plataforma online para gestão da informação, cujo objetivo é garantir a participação da sociedade, através da tecnologia. A ferramenta cria um canal de comunicação simples, gratuito, legítimo, não burocrático, de ampla acessibilidade, disponível a qualquer momento, reduzindo custos e gerando eficiência e benefícios.

Segundo a ouvidora, Francilena Pontes Guerra, hoje a ouvidoria de Caucaia é “uma das mais completas do Ceará e com este novo sistema vai dar mais agilidade para resposta ao usuário e mais organização, melhorando desta forma o atendimento.”

DETALHE – A Ouvidoria continuará também atendendo presencialmente e por contato telefônico.

Ouvidoria do Judiciário do Ceará fará audiência pública em Iguatu

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A Ouvidoria do Tribunal de Justiça do Ceará realizará, nesta quarta-feira,uma audiência pública para discutir a participação da população na gestão do Judiciário cearense. O evento ocorrerá a partir das 9 horas, no Campus Multi Institucional Humberto Teixeira, em Iguatu (Centro Sul).

Presidida pelo desembargador Francisco Gomes de Moura, ouvidor-geral do Tribunal, a audiência será a última deste ano e contará com representantes do Ministério Público, Defensoria Pública, Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Subseccional de Iguatu, magistrados, prefeito, procurador do município, presidente da Câmara municipal e delegado da polícia civil, além de representantes das entidades classistas.

A ouvidora do Fórum Clóvis Beviláqua, juíza Valéria Carneiro Barroso, também estará presente ao evento. Na ocasião, haverá exposição sobre o Plano Estratégico 2015-2020, a cargo da Secretaria de Planejamento e Gestão (Seplag) do Tribunal de Justiça.

O desembargador informou que durante as audiências são discutidos mecanismos de aperfeiçoamento e fortalecimento dos serviços prestados pela Justiça estadual. “Nossa ideia é criar uma agenda positiva, reunindo os diversos representantes para solucionar as demandas apresentadas”, explica.

A última audiência de 2016 mobilizará os municípios que integram a 2ª Zona Judiciária do Ceará, envolvendo 15 comarcas: Acopiara, Aiuaba, Baixio, Catarina, Cariús, Cedro, Iguatu, Icó, Jucás, Lavras da Mangabeira, Quixelô, Saboeiro, Orós, Parambu e Várzea Alegre.

Na atual gestão já foram realizadas oito audiências públicas, sendo a primeira em Juazeiro do Norte; depois em Sobral; Quixadá; Fortaleza; Crateús; Limoeiro do Norte; e Itapipoca. Todas as zonas judiciárias (Capital e do Interior) foram contempladas com as audiências públicas.

SERVIÇO

*Campus Multi Institucional Humberto Teixeira – Rua Dário Rabelo, S/N, bairro Santo Antônio.

*Os interessados em participar da audiência em Iguatu podem fazer inscrição por meio do e-mail ouvidoriageral@tjce.jus.br ou pelo telefone (85)3207.7428.

Adísia Sá – A pioneira em ouvidoria no Ceará

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Adísia Sá recebe placa das mãos da conselheira Patrícia Saboya.

A jornalista, radialista, escritora, filósofa, ombusman e professora cearense Adísia Sá, conhecida carinhosamente como “Professora Adísia”, foi homenageada no II Encontro de Ouvidorias do Tribunal de Contas do Estado do Ceará, na tarde dessa quinta-feira (22/9).

Após pronunciamento do ouvidor do TCE, Itacir Todero, Adísia Sá recebeu uma placa das mãos da conselheira Patrícia Saboya, em reconhecimento a sua atuação pioneira em Ouvidorias no Estado do Ceará.

Em seu pronunciamento, Adísia destacou o amor que tem pela Ouvidoria e pelo Jornalismo. “Sou uma das fundadoras da Ouvidoria no Ceará. A cada ano que se passa mais eu amo a Ouvidoria e o Jornalismo. “E digo uma coisa: quanto mais eu me decepciono com as ouvidorias, mais eu quero ser ouvidora. É com as decepções que a gente aprende.”

(Foto – TCE)

Adísia Sá ganhará homenagem do TCE

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A jornalista e professora Adísia Sá ganhará homenagem nesta quinta-feira, às 15h30min, dentro do II Encontro de Ouvidorias do Tribunal de Contas do Ceará. O evento, com abertura às 8h30min, acontece na sede do TCE (Centro).

Adísia participará como debatedora da palestra final e será homenageada com placa por ter sido a pioneira no Estado no que diz respeito à função de ouvidora. Ela foi a primeira ombudsman do jornal O POVO.

São Gonçalo do Amarante renova plataforma de acesso à informação

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A Prefeitura de São Gonçalo do Amarante implantou uma nova plataforma que integra a Ouvidoria e o Sistema Eletrônico do Serviço de Informação ao Cidadão, e-SIC. A medida, segundo o prefeito Cláudio Pinho (PDT),  garante mais transparência à gestão pública municipal e segue o que manda a Lei de Acesso à Informação, em vigor desde 2012.

Pela nova plataforma, qualquer pessoa, física ou jurídica, poderá enviar reclamações, denúncias, sugestões, elogios e solicitar informações à prefeitura por meio do site (www.saogoncalodoamarante.ce.gov.br). O sistema eletrônico organiza e facilita os procedimentos da Ouvidoria, tanto para o cidadão quanto para a administração pública. Depois de fazer o pedido, é possível acompanhar o cumprimento do prazo de resposta, consultar as respostas recebidas, apresentar reclamações e entrar com recursos, entre outras ações.

De acordo com a Ouvidoria municipal, responsável por gerenciar a ferramenta, o atual sistema permite uma melhor gestão dos atendimentos realizados ao encaminhar os pedidos aos departamentos responsáveis de forma instantânea. Além das solicitações, o sistema é capaz de gerar relatórios sobre as consultas realizadas e medir o desempenho no atendimento. O prazo de resposta a essas solicitações é de no máximo 30 dias.

Avaliação

O Tribunal de Contas dos Municípios atribuiu uma nota sobre a transparência das prefeituras. São Gonçalo do Amarante foi avaliada com nota 7.5, sendo aprovada no cumprimento da lei.

Reta final de agosto

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Em artigo no O POVO deste sábado (22) o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante afirma que ser a favor da preservação do governo Dilma não significa ser a favor de membros corruptos que participam de seu governo. Confira:

Agosto é um mês perigoso para nós. Muitas crises políticas aconteceram nesse período. Afastamentos e morte de presidentes. Tentativas de golpes. Agora, o clima estava novamente encrespado. Anúncio de marchas pelas avenidas principais das grandes metrópoles. A imprensa toda anunciando catástrofes. Afastamento da presidente, prisão de Lula e fim do PT. Digo logo que em política não voga tomar desejos por realidade.

A nação mostrou-se mais madura e está sabendo suportar crises na dimensão do que deve ser uma democracia. Fazendo apelo aos instrumentos de moderação e regramento que possui.

Ser a favor da preservação do governo Dilma não significa ser a favor de membros corruptos que participam de seu governo. Ou que eles devam ficar impunes. O Brasil mostra equilíbrio e amadurecimento. Todos esperamos que os faltosos sejam punidos exemplarmente.

Queremos avançar com firmeza e sem concessões. E esse é um longo caminho. Não dá para pensar estreito e imediato. Na marra. Queremos construir uma grande nação onde as contradições sejam resolvidas de forma consensual. Não comungo de a ideia de quanto pior, melhor.

Aliás, se formos estender a análise econômica, veremos que ela tem raízes mais profundas e distantes. Em termos de economia, todos são unânimes em afirmar que há algo mais grave se passando no mundo. E o Brasil está dentro desse sistema. A concentração de riqueza faz-se em maior velocidade. Os grandes grupos econômicos dominam o mundo e os governos locais são impotentes para se confrontar e controlar a fúria do lucro. Há agências bancárias em cada esquina da Big Apple. Máquinas nos esperam e são vorazes no atendimento. Quem pode contra estes monstros da pós-modernidade?

Estou longe de casa há alguns dias. Poucas notícias e quase nenhum comentário sobre o Brasil. Parece que fazemos parte de uma outra galáxia. Isso reforça o sentimento de distância e saudade. Deve estar tudo bem. No Facebook a agressividade diminuiu. E os posts insultantes tornam-se mais reduzidos e fora de moda. A onda passou.

Na volta, quero apenas minha rede e uma edição do O POVO cheia de notícias boas…

Controladoria Geral do Estado promove o XXXV Fórum Permanente de Controle Interno

A Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE) promoverá, nesta terça-feira , a partir das 8 horas, no auditório da Seplag (Cambeba), o XXXV Fórum Permanente de Controle Interno. O evento é direcionado a representes das áreas administrativo-financeira de cada um dos órgãos e entidades do Executivo Estadual, que estejam envolvidos diretamente na elaboração e organização do processo de Prestação de Contas Anual.

Durante o Fórum, além de serem dadas orientações sobre a prestação das contas anuais de gestão do exercício de 2014, será abordada também a Instrução Normativa nº 01/2014 do Tribunal de Contas do Estado (TCE), que trata sobre o cumprimento da ordem cronológica do pagamento, pela Administração Pública Estadual, das obrigações relativas ao fornecimento de bens, locações, realização de obras e prestação de serviços, nos termos artigo 5º da Lei 8.666/93.

Era Camilo Santana – Expectativas em torno da Secretaria da Controladoria e Ouvidoria

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Com o título “Por mais controladoria”, eis o Editoral do O POVO desta terça-feira. Pìnça do secretariado do governador eleito Camilo Santana a indicação de Nelson Martins para a Secretaria da Controladoria e Ouvidoria e faz uma indicação: Será a pasta uma Controladoria de vergonha ou só mais um cargo para atender a interesses políticos? Confira:

Na estruturação de alguns dos cargos de um governo, cabe ao governador de plantão conceder poder ou não ao secretário escolhido. Outros cargos, têm poder inerente às suas prerrogativas, que são naturais. Ou seja, independentemente da vontade do governante, estes cargos sempre serão muito importantes. É o caso da Fazenda, da Procuradoria e da pasta que cuidará das obras, além da saúde e da educação, que têm recursos carimbados.

Uma secretaria da Casa Civil, por exemplo, pode ou não ter muito poder. Esse poder vai depender da decisão pessoal do governador. O humor político do dia, por exemplo, pode levá-la ao esvaziamento de funções. Ou o contrário. Ocorre o mesmo com a Secretaria do Turismo e outras. A Pesca é outro exemplo. O Turismo também só será uma pasta de peso se tiver obras e o comando de empreendimentos entre suas prerrogativas, como foi o caso nos oito anos de Cid Gomes.

A composição do secretariado de Camilo Santana (PT) tem algumas velharias, como são os arranjos para acomodar interesses políticos. O exemplo disso é a “convocação”, em alguns casos injustificáveis, de deputados estaduais para compor o Governo. A ideia visível é que determinados convites só aconteceram para acochambrar necessidades nada republicanas da base de apoio político.

A indicação do petista Nelson Martins para a Controladoria e Ouvidoria abre parênteses relevantes. Será a pasta uma Controladoria de vergonha ou só mais um cargo para atender a interesses políticos? A dúvida só será respondida pela prática. O cotidiano político e administrativo do Ceará e do País tem sugerido com ênfase a necessidade de controladorias com poder.

Nelson Martins tem demonstrado ser um servidor público disciplinado e cônscio de seus deveres. Como parlamentar e como secretário já provou ser muito cuidadoso na execução dos atos políticos e administrativos. Nelson iniciará uma nova temporada como secretário. Porém, desta vez, sem estar amparado por um mandato político.

 

A expectativa é que o convite feito pelo governador tenha chegado com um anexo fundamental: amplo poder e liberdade para levar adiante as prerrogativas desta pasta, que é de fiscalização dos atos internos. Que seja assim, para o bem do contribuinte, do Governo e do Governador.

 

 

 

Acabou o que era doce

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Em artigo no O POVO desta terça-feira (15), a procuradora Sheila Pitombeira comenta da ressaca do brasileiro, após a Copa, diante das “mazelas nacionais patrocinadas pela corrupção”. Confira:

No entendimento popular o dito “acabou-se o que era doce” significa um basta, o encerramento de uma situação confortável, às vezes ilusória, que não terá mais continuidade.

Chico Buarque em sua modinha, A Banda, bem retrata o adágio. A composição fala da passagem de uma banda de rua cujos acordes e alegria mostram o cotidiano de todos que a ouvem e, naquele instante, conseguem vislumbrar que seus sonhos podem ser realizados e que as adversidades podem ser enfrentadas com galhardia. Todavia, tão logo se dá a passagem da banda tudo retorna à pasmaceira de antes, mas é um retorno sofrido porque a volta à apatia anterior leva consigo a dor de ter visto que poderia ser diferente sem saber explicar porque não foi possível nem se ainda o será.

Vivemos algo assim nesses últimos 40 dias, período imediatamente anterior ao início dos jogos da Copa do Mundo até sua conclusão domingo passado. Mas acabou o que era doce. Nos momentos iniciais questionamos, reclamamos e protestamos contra as obras superfaturadas construídas para atender ao Mundial, o descaso das autoridades com nossas questões mais prementes, educação, saúde e segurança, posto que não existem políticas públicas orientadoras ao enfrentamento dessas questões sociais. Sem falar na preservação do meio ambiente, que para nossos gestores é palavrão indizível. Essa era nossa realidade anterior à passagem do Mundial.

No decurso do campeonato observamos, sobretudo na convivência com visitantes de primeiro mundo que, não obstante nossas mazelas crônicas e nossos gestores desapegados aos legítimos interesses da Nação, somos dotados de um DNA especial, com um jeito muito peculiar de não permitir que a gravidade dos assuntos institucionais descuidados nos impeça de vicejar a alegria nas horas festivas. Essa convivência nesse curto período, por vários rincões do País, nos fez “ver, ouvir e dar passagem”, como diz melodia. A ressaca que agora bate à porta, com “tudo voltando ao lugar’, se instala não apenas pelo escore da derrota que nos tirou do páreo para a disputa do primeiro lugar. Mas porque, de repente, ficou claro que esse escore retrata e reflete todas essas mazelas nacionais patrocinadas pela corrupção que grassa incontrolável pelo País, além da teimosia de achar que as leis são para alguns e para outros não.

Daí, como os jogos aconteceram em doze cidades-sedes, em “cada canto uma dor”.