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É pouco provável Francisco e Bento XVI verem juntos final da Copa, diz Vaticano

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O Vaticano considera “pouco provável” que o papa Francisco e seu antecessor Bento XVI vejam juntos a final da Copa do Mundo de Futebol, que será neste domingo (13), no Maracanã, no Rio de Janeiro.  Disputam o título as seleções da Argentina, pátria de Francisco, e da Alemanha, terra de Bento XVI.

“Parece-me pouco provável que o papa emérito Bento XVI assista à partida”, disse o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi.

O porta-voz não confirmou se o papa Francisco, um conhecido fã do futebol, acompanhará o jogo, mas disse que ele se manterá “informado” sobre o que estiver ocorrendo na final da Copa.

Lombardi descartou a possibilidade de haver alguma “tensão futebolística” entre Francisco e Benedicto. “Os papas são superiores e sempre dizem que deve ganhar o melhor”, disse o padre.

(Agência Brasil)

Papa Francisco visita Bento XVI no próximo dia 23

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O papa Francisco visitará seu antecessor Bento XVI, no próximo sábado (23), em Castel Gandolfo – que é a residência oficial dos papas e fica a cerca de 30 quilômetros de Roma. O papa emérito avisou que não ia participar das cerimônias nem missas envolvendo o sucessor e vem cumprindo o que se determinou. Bento XVI renunciou há 16 dias.

Bento XVI renunciou no último dia 28. Desde então até a eleição de Francisco, há três dias, ocorria o chamado sé vacante (período sem papa). Ao decidir pela renúncia, o papa emérito alegou problemas de saúde e idade avançada para renunciar. Atualmente ele mora em Castel Gandolfo, mas aguarda a conclusão das obras de reforma de um mosteiro no Vaticano para se mudar.

A previsão, segundo o Vaticano, é que Bento XVI mude para o mosteiro do Vaticano em 1º de março. Ele seguiu para Castel Gandolfo com alguns objetos pessoais e livros. Mas, segundo informações de religiosos, pretende retomar ao hábito de tocar piano à noite.

Nos três dias que se seguiram à eleição, o papa Francisco mencionou Bento XVI. Ao se dirigir aos fiéis, no dia 13, ele citou o papa emérito. Depois, em mais duas ocasiões, Francisco elogiou a humildade e a sabedoria de Bento XVI.

(Agência Brasil)

Imprensa internacional aposta em dom Odilo Scherer como próximo papa

A missa celebrada pelo arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, indicou neste domingo (10) que, para a imprensa estrangeira, ele está entre os mais cotados para suceder o papa Bento XVI. Repórteres, fotógrafos e cinegrafistas italianos, espanhóis, portugueses, norte-americanos e canadenses lotaram a Igreja de Sant’Andrea (Santo André, em português), no centro de Roma, para assistir à cerimônia.

Dom Odilo nasceu em uma família de 13 filhos, de pais descendentes de alemães radicados no interior do Rio Grande do Sul. Desde cedo, demonstrou vocação para o sacerdócio, estudando no Seminário São José, em Toledo, no Paraná, no Seminário Menor São José, em Curitiba, e na Faculdade de Educação da Universidade de Passo Fundo, no Rio Grande do Sul.

O cardeal é formado em Teologia, no Studium Theologicum da Pontifícia Universidade Católica do Paraná, é mestre em Filosofia e doutor em Teologia pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Dom Odilo domina vários idiomas, entre eles alemão, italiano e latim.

Às vésperas do início do conclave (reunião de cardeais para eleição do papa), a imprensa italiana e internacional intensifica as apostas sobre quem será o sucessor de Bento XVI. Com o voto secreto, garantido por juramento dos cardeais e pela cédula queimada, as especulações em torno do nome aumentam.

Na relação dos cardeais com chance de suceder Bento XVI, há brasileiros, argentinos, colombianos, asiáticos, africanos, europeus, canadenses e norte-americanos. O nome de dom Odilo passou a ser citado com mais frequência, embora ainda ocorram menções a outros candidatos.

(Agência Brasil)

Cotado para suceder Bento XVI, dom Odilo Scherer celebra missa em Roma

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Cotado para suceder o papa emérito Bento XVI, o arcebispo de São Paulo, dom Odilo Pedro Scherer, de 63 anos, celebrou neste domingo (10) concorrida missa na Igreja de Sant’Andrea (Santo André, em português), um dos cartões postais de Roma.

Falando em italiano, alemão e português, dom Odilo não mencionou o fato de ser apontado como um dos cardeais com chances de ser eleito papa, mas demonstrou simpatia e alegria. “Que maravilha. Veio muita gente hoje aqui”, disse ele, ao ver a igreja lotada.

Durante a celebração, o arcebispo homenageou o casal Maria e Carmine Perseguette, de 89 anos. O casal tem três filhos, quatro netos e três bisnetos e comemorou hoje 70 anos de casamento.

Bem-humorado, dom Odilo abençoou os dois e disse: “Há 70 anos eu nem tinha nascido. Que belo, que lindo, que Deus abençoe essa família.”

O casal agradeceu. “Eu estou muito feliz hoje”, disse Maria Perseguette. “Sim. Também estou muito feliz”, ressaltou Carmine Perseguette.

Patrono da Igreja de Sant’Andrea, na qual celebrou a missa, dom Odilo falou na cerimônia sobre a importância da Quaresma e da Páscoa para os católicos. Ele destacou a importância do perdão verdadeiro, não apenas do individual, mas daquele que vem do interior de cada pessoa, além de lembrar que este é o período de busca da conciliação.

“Não basta só o perdão individual, é preciso pensar na humanidade, no perdão interior. É o perdão completo para se restituir a dignidade”, disse dom Odilo, ressaltando que a eleição do papa tem provocado um “grande interesse” pela Igreja Católica Apostólica Romana.

(Agência Brasil)

Conclave pode ter duração curta e consenso, indica Vaticano

O conclave, que começa na terça-feira (12), pode ter resultado rápido e com consenso. Porém, é impossível arriscar quanto tempo levará. Mas a indicação sobre o curto prazo de duração foi dada neste sábado (9) pelo porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi. Ao detalhar os assuntos da oitava reunião antes do conclave, Lombardi admitiu que há um esforço entre os 115 cardeais, com direito a voto, em buscar um nome comum.

“[A expectativa é a] rápida convergência de alguns candidatos”, disse o porta-voz, sem sinalizar quem são os candidatos com mais chances de consenso. Nas ruas, italianos e fiéis de várias nacionalidades fazem apostas. Assunto que é repetido pelas emissoras italianas de televisão em programas de debates e telejornais.

De acordo com o Vaticano, podem ocorrer até 34 votações em um total de 11 dias. Caso não seja obtido o consenso de dois terços dos votos em favor de um nome, é estabelecido um prazo para orações e reflexões, e aberta uma votaçãpo entre os dois que conseguiram mais votos.

(Agência Brasil)

Foto de Bento XVI é queimada durante missa neste domingo

Um padre usou as velas do candelabro para queimar a foto de Bento XVI, na manhã deste domingo (3), durante a celebração de missa em Castel Vittorio, na Itália. Segundo o próprio padre, o ato foi um protesto pelo “abandono do rebanho”, por parte do papa.

Fiéis ficaram chocados com o ato e alguns saíram em defesa de Bento XVI. O padre possui um histórico de distúrbios psicológicos. Até agora, a Igreja não se manifestou sobre o protesto do padre.

(com agências)

Cardeais brasileiros estão em Roma à espera do início do conclave

Os cinco cardeais brasileiros que votarão no conclave (quando há eleição para a escolha do futuro papa) já estão em Roma. Dom Raymundo Damasceno, dom Cláudio Hummes, dom Odilo Scherer, dom Geraldo Majella Agnelo e dom João Braz de Aviz se preparam para as reuniões preliminares, no Colégio de Cardeais, que começam nesta segunda-feira (4).

Pelos dados do Vaticano, estão credenciados para a cobertura da escolha do sucessor de Bento XVI 3.641 jornalistas, de 968 meios de comunicação e 24 idiomas. No total, são 156 repórteres-fotográficos, 2.470 repórteres e técnicos, 231 repórteres de rádio e 115 profissionais de internet. As informações da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). 

Não há data definida para o começo do conclave. Também não há prazo para a sua conclusão. No passado, o conclave chegou a durar dois anos e meio. Pela legislação do Vaticano, a escolha do papa deve ser definida por dois terços dos votos favoráveis. Sem consenso, podem ser realizadas até 33 votações até definir o nome escolhido.

Bento XVI, de 85 anos, deixou o pontificado no último dia 28. Desde então ocorre o período de sé vacante (sem papa). A expectativa, segundo o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, é definir o sucessor de Bento XVI até a Páscoa – na última semana do mês.

(Agência Brasil)

Bento XVI diz em última missa como papa que vai continuar a serviço da Igreja

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O papa Bento XVI iniciou as derradeiras atividades antes de sua renúncia à função de sumo pontífice da Igreja Católica Apostólica Romana, marcada para próxima quinta-feira (28). Na sua última missa do Angelus, rezada neste domingo (24), na Praça de São Pedro, no Vaticano, prometeu aos fiéis continuar servindo à Igreja.

Ao meio-dia na Itália (8h no Brasil), o papa se dirigiu aos peregrinos e turistas que foram ao Vaticano despedir-se dele, e disse que Deus o chamou para se dedicar à oração e à meditação, o que fará “de modo mais adequado” à sua idade e saúde.

Ele agradeceu aos fiéis em diferentes idiomas – inclusive em português, ao dizer “obrigado pela vossa presença” – e adiantou que sua saída do pontificado não significa que vá abandonar a Igreja. “Vou continuar a serviço da Igreja, na mesma direção e no mesmo amor”, acrescentou.

Depois de deixar a chefia da Igreja, o cardeal Joseph Ratzinger passará dois meses na residência pontifícia de Castel Gandolfo. Esse é o tempo previsto para conclusão da reforma do mosteiro de clausura, no próprio Vaticano, onde viverá.

(Agência Brasil)

Bento XVI termina retiro espiritual e diz que "maligno quer sujar criação" de Deus

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O papa Bento XVI concluiu neste sábado (23) o retiro espiritual de uma semana e fez um  pronunciamento agradecendo aos seus colaboradores por acompanhá-lo nos dias de oração e também ao longo dos oito anos de papado. Joseph Ratzinger assumiu o pontificado em 2005 e anunciou sua renúncia este ano. A partir de quinta-feira (28), ele não ocupará mais o posto de chefe da Igreja Católica. Segundo o Vaticano, o retiro do qual o papa participou é comum no período da Quaresma, que são os dias que antecedem à celebração da Páscoa cristã.

“Gostaria de agradecer a todos vocês não somente por esta semana, mas por esses oito anos em que carregaram comigo com grande competência, afeto, amor e fé o peso do Ministério Petrino. Permanece em mim esta gratidão e mesmo que agora acabe esta visível comunhão exterior, permanece a proximidade espiritual”, afirmou Bento XVI, durante o encerramento do retiro. O papa disse ainda que o mal e o sofrimento estão comprometendo a criação de Deus. “Parece que o maligno quer permanentemente sujar a criação para contradizer Deus e tornar irreconhecível sua verdade e sua beleza”, declarou.

Após renunciar, no dia 28, Bento XVI passará a viver, pelo menos por dois meses, na residência pontifícia de Castel Gandolfo. Depois, ele viverá no mosteiro de clausura, no Vaticano, que está sendo reformado. Segundo o porta-voz da Santa Sé, a escolha do mosteiro foi proposital para permanecer próximo ao Vaticano. Com o encerramento do período de orações, ele deve se reunir esta semana em audiência privada e de despedida com o presidente da Itália, Giorgio Napolitano. Neste domingo (24), o papa dará a última benção dominical aos fieis antes de sua saída, na Praça de São Pedro.

(Agência Brasil)

Eleição do sucessor de Bento XVI pode ser antecipada, diz porta-voz do Vaticano

O processo de eleição do sucessor do papa Bento XVI pode ser antecipado, segundo o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi. O conclave – quando os 117 cardeais se reúnem para a eleição do futuro papa – pode começar antes do período de 15 a 20 março, se todos os religiosos tiverem chegado ao Vaticano. De acordo com Lombardi, a antecipação está prevista na Constituição e na sua interpretação.

O processo de eleição do papa segue um rito que não tem prazo definido para ser concluído. A aprovação do nome do sucessor deve contar com o apoio de dois terços dos eleitores presentes. Ao ocorrer consenso, há uma fumaça branca divulgando que o nome do papa foi escolhido.

“O papa [Bento XVI] olha para a eleição de um sucessor que tenha, como ele disse, vigor no corpo e no ânimo e uma personalidade que possa enfrentar os desafios do nosso tempo no modo adequado, o que ele sentia mais difícil com o passar do tempo e com o diminuir das forças”, ressaltou o porta-voz.

No próximo dia 28, Bento XVI renuncia. A partir desta data ele ficará, por dois meses, na residência pontifícia de Castel Gandolfo. Em seguida, ele viverá no mosteiro de clausura, no Vaticano, que está sendo reformado. Segundo o porta-voz, a decisão de viver no local é para estar perto da Basílica de São Pedro. “[Por motivos de caráter] logístico organizativo, de comunhão, de apoio de continuidade espiritual com o seu sucessor”, disse.

Ao longo desta semana, o papa ficará em retiro espiritual. O período acaba no dia 23. Segundo o porta-voz, três meditações diárias do cardeal Gianfranco Ravasi, que serão divulgadas pela Rádio Vaticano. No próximo dia 27, Bento XVI tem uma audiência geral com 35 mil pessoas. A estimativa é que esse número aumente.

(Agência Brasil)

Que tipo de papa? As tensões internas da Igreja

Em artigo no O POVO deste sábado (16), o teólogo e filósofo Leonardo Boff comenta a renúncia do Papa Bento XVI. Confira:

Não me proponho apresentar um balanço do pontificado de Bento XVI, coisa que foi feito com competência por outros. Para os leitores talvez seja mais interessante conhecer melhor uma tensão sempre viva dentro da Igreja e que marca o perfil de cada papa. A questão central é esta: qual a posição e a missão da Igreja no mundo?

Antecipamos dizendo que uma concepção equilibrada deve assentar-se sobre duas pilastras fundamentais: o Reino e o mundo. O Reino é a mensagem central de Jesus, sua utopia de uma revolução absoluta que reconcilia a criação consigo mesma e com Deus. O mundo é o lugar onde a Igreja realiza seu serviço ao Reino e onde ela mesma se constrói. Se pensarmos a Igreja demasiadamente ligada ao Reino, corre-se o risco de espiritualização e de idealismo. Se demasiadamente próxima do mudo, incorre-se na tentação da mundanização e da politização. Importa saber articular Reino-Mundo-Igreja. Ela pertence ao Reino e também ao mundo. Possui uma dimensão histórica com suas contradições e outra transcendente.

Como viver esta tensão dentro do mundo e da história? Apresentam-se dois modelos diferentes e, por vezes, conflitantes: o do testemunho e o do diálogo.

O modelo do testemunho afirma com convicção: temos o depósito da fé, dentro do qual estão todas as verdades necessárias para a salvação; temos o sacramentos que comunicam graça; temos uma moral bem definida; temos a certeza de que a Igreja Católica é a Igreja de Cristo, a única verdadeira; temos o papa que goza de infalibilidade em questões de fé e moral; temos uma hierarquia que governa o povo fiel; e temos a promessa de assistência permanente do Espírito Santo. Isto tem que ser testemunhado face a um mundo que não sabe para onde vai e que por si mesmo jamais alcançará a salvação. Ele terá que passar pela mediação da Igreja, sem a qual não há salvação.

Os cristãos deste modelo, desde papas até os simples fiéis, se sentem imbuídos de uma missão salvadora única. Nisso são fundamentalistas e pouco dados ao diálogo. Para que dialogar? Já temos tudo. O diálogo é para facilitar a conversão e é um gesto de civilidade.

O modelo do diálogo parte de outros pressupostos: O Reino é maior que a Igreja e conhece também uma realização secular, sempre onde há verdade, amor e justiça; o Cristo ressuscitado possui dimensões cósmicas e empurra a evolução para um fim bom; o Espírito está sempre presente na história e nas pessoas do bem; Ele chega antes do missionário, pois estava nos povos na forma de solidariedade, amor e compaixão. Deus nunca abandonou os seus e a todos oferece chance de salvação, pois os tirou de seu coração para um dia viverem felizes no Reino dos libertos. A missão da Igreja é ser sinal desta história de Deus dentro da história humana e também um instrumento de sua implementação junto com outros caminhos espirituais. Se a realidade tanto religiosa quanto secular está empapada de Deus devemos todos dialogar: trocar, aprender uns dos outros e tornar a caminhada humana rumo à promessa feliz, mais fácil e mais segura.

O primeiro modelo do testemunho é da Igreja da tradição, que promoveu as missões na África, na Ásia e na América latina, sendo até cúmplice em nome do testemunho da dizimação e dominação de muitos povos originários, africanos e asiáticos. Era o modelo do papa João Paulo II que corria o mundo, empunhando a cruz como testemunho de que ai vinha a salvação. Era o modelo, mais radicalizado ainda, de Bento XVI que negou o título de “Igreja” às igrejas evangélicas, ofendendo-as duramente; atacou diretamente a modernidade pois a via negativamente como relativista e secularista. Logicamente não lhe negou todos os valores mas via neles como fonte a fé cristã. Reduziu a Igreja a uma ilha isolada ou a uma fortaleza, cercada de inimigos por todos os lados contra os quais importa se defender.

O modelo do diálogo é do Concílio Vaticano II, de Paulo VI e de Medellin e de Puebla na América Latina. Viam o cristianismo não como um depósito, sistema fechado com o risco de ficar fossilizado, mas como uma fonte de águas vivas e cristalinas que podem ser canalizadas por muitos condutos culturais, um lugar de aprendizado mútuo porque todos são portadores do Espírito Criador e da essência do sonho de Jesus.

O primeiro modelo, do testemunho, assustou a muitos cristãos que se sentiam infantilizados e desvalorizados em seus saberes profissionais; não sentiam mais a Igreja como um lar espiritual e, desconsolados, se afastavam da instituição mas não do Cristianismo como valor e utopia generosa de Jesus.

O segundo modelo, do diálogo, aproximou a muitos pois se sentiam em casa, ajudando a construir uma Igreja-aprendiz e aberta ao diálogo com todos. O efeito era o sentimento de liberdade e de criatividade. Assim vale a pena ser cristão.

Esse modelo do diálogo se faz urgente caso a instituição-Igreja quiser sair da crise em que se meteu e que atingiu seu ponto de honra: a moralidade (os pedófilos) e a espiritualidade (roubo de documentos secretos e problemas graves de transparência no Banco do Vaticano).

Devemos discernir com inteligência o que atualmente melhor serve à mensagem cristã no interior de uma crise ecológica e social de gravíssimas consequências. O problema central não é a Igreja mas o futuro da Mãe Terra, da vida e da nossa civilização. Como a Igreja ajuda nessa travessia? Só dialogando e somando forças com todos.

Escolha do novo papa deve começar entre 15 e 20 de março

“O porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, confirmou nesta quarta-feira (13) que o processo de escolha do sucessor do papa Bento XVI começa entre 15 e 20 de março. No próximo dia 28, Bento XVI renunciará. A escolha do novo papa é feita por votação manual e a portas fechadas, daí a expressão conclave – com chave. A Capela Sistina será o local utilizado para queimar os papéis de votação.

A previsão de especialistas é que o processo de votação, ao todo, dure nove dias. Mas pode se estender, caso não haja resultado. O novo papa é eleito quando há a preferência de dois terços dos cardeais. O novo papa será eleito por 117 cardeais da Igreja Católica, de acordo com informações publicadas pelo Vaticano. O conclave para a escolha do sucessor do papa Bento XVI será composto por 61 europeus, 19 representantes latino-americanos, 14 norte-americanos, 11 africanos, 11 asiáticos e um integrante da Oceania.

Pelos rituais da Igreja Católica, os cardeais vão em cortejo até a Capela Sistina, e lá ficam isolados em espaços particulares, onde dão seus votos para o novo pontífice. Antes de manifestarem a opinião nas cédulas, cada um dos cardeais faz um juramento assegurando seu voto secreto e que aceitará o resultado da eleição.

Após a contagem dos votos, as cédulas são queimadas. Caso o nome do novo papa não esteja definido, uma substância é misturada ao papel para que a fumaça que sai pela chaminé da Capela Sistina seja da cor preta. Quando o novo papa está definido, a fumaça é branca. Assim, os fiéis podem acompanhar o processo de votação no Vaticano. Ao deixar o papado, no próximo dia 28, Bento XVI será transportado por helicóptero até a residência de Castel Gandolfo, a 30 quilômetros ao sul de Roma. O último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século 15 (1406-1415).”

(Agência Brasil)

Nota Oficial da CNBB sobre anúncio da renúncia de Bento XVI

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou nota na tarde desta segunda-feira (11), sobre o anúncio da renúncia do papa Bento XVI feito na manhã de hoje. A seguir, a íntegra da nota:

Brasília, 11 de fevereiro de 2013

“Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja” (Mt 16,18)

A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB recebe com surpresa, como todo o mundo, o anúncio feito pelo Santo Padre Bento XVI de sua renúncia à Sé de Pedro, que ficará vacante a partir do dia 28 de fevereiro próximo. Acolhemos com amor filial as razões apresentadas por Sua Santidade, sinal de sua humildade e grandeza, que caracterizaram os oito anos de seu pontificado.

Teólogo brilhante, Bento XVI entrará para a história como o “Papa do amor” e o “Papa do Deus Pequeno”, que fez do Reino de Deus e da Igreja a razão de sua vida e de seu ministério. O curto período de seu pontificado foi suficiente para ajudar a Igreja a intensificar a busca da unidade dos cristãos e das religiões através de um eficaz diálogo ecumênico e inter-religioso, bem como para chamar a atenção do mundo para a necessidade de voltar-se ao Deus criador e Senhor da vida.

A CNBB é grata a Sua Santidade pelo carinho e apreço que sempre manifestou para com a Igreja no Brasil. A sua primeira visita intercontinental, feita ao nosso País em 2007, para inaugurar a V Conferência Geral do Episcopado da América Latina e do Caribe, e, também, a escolha do Rio de Janeiro para sediar a Jornada Mundial da Juventude, no próximo mês de julho, são uma prova do quanto trazia no coração o povo brasileiro.

Agradecemos a Deus o dom do ministério de Sua Santidade Bento XVI a quem continuaremos unidos na comunhão fraterna, assegurando-lhe nossas preces.

Conclamamos a Igreja no Brasil a acompanhar com oração e serenidade o legítimo processo de eleição do sucessor de Bento XVI. Confiamos na assistência do Espírito Santo e na proteção de Nossa Senhora Aparecida, neste momento singular da vida da Igreja de Cristo.

Dom Raymundo Damasceno Assis (Arcebispo de Aparecida e Presidente da CNBB), Dom José Belisário da Silva (Arcebispo de São Luís e Vice-presidente da CNBB), Dom Leonardo Ulrich Steiner (Bispo Auxiliar de Brasília e Secretário Geral da CNBB)

Barack Obama e ONU se pronunciam sobre renúncia de Bento XVI

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O presidente norte-americano, Barack Obama, divulgou nesta segunda-feira (11) comunicado sobre a renúncia do papa Bento XVI, anunciada de manhã pelo pontífice. Obama disse que a Igreja Católica tem papel crucial nos Estados Unidos e no mundo e que apreciou o trabalho feito ao lado do alemão Joseph Ratzinger nos últimos anos.

“Da parte dos americanos em todo o mundo, de Michelle [Obama, primeira-dama] e de mim próprio, queremos enviar os nossos agradecimentos e orações à Sua Santidade”, declarou o presidente em nota. O casal Obama encontrou-se pela primeira e única vez com o papa durante uma visita ao Vaticano em julho de 2009.

A Organização das Nações Unidas (ONU) também se manifestou sobre a renúncia do papa, que ficará no cargo até 28 de fevereiro. Por meio do seu porta-voz, Martin Nesirky, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse ter “grande respeito” por Bento XVI e, em particular, pelo seu trabalho em prol do diálogo interreligioso e de outras questões globais.

O alemão Joseph Ratzinger, eleito papa em 2005, aos 78 anos, anunciou, durante um consistório (reunião de cardeais para dar assistência ao papa) no Vaticano, a sua renúncia a partir de 28 de fevereiro devido “à idade avançada”. Um dos cardeais mais idosos eleito papa, Ratzinger está com 85 anos. Antes dele, o último chefe da Igreja Católica a renunciar foi Gregório XII, no século 15 (1406-1415).

Um novo pontífice deverá ser escolhido até a Páscoa, em 31 de março, disse o porta-voz do Vaticano, Federico Lombardi, anunciando que um conclave deve ser organizado entre 15 e 20 dias após o afastamento de Ratzinger. Ele assumiu o posto em meio a um dos maiores escândalos enfrentados pela Igreja Católica em décadas – a denúncia de abuso sexual de crianças por clérigos.

(Agência Brasil)

Para Leonardo Boff, ambiguidades marcam a história de Ratzinger

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Apesar de serem a mesma pessoa, Joseph Ratzinger e o Papa Bento XVI eram duas personalidades diferentes. A opinião é do teólogo e professor universitário Leonardo Boff, um dos poucos brasileiros que conviveram com o líder católico que anunciou nesta segunda-feira (11) o fim de seu pontificado. Ex-integrante da ordem franciscana e um dos expoentes da Teologia da Libertação no Brasil, Leonardo Boff falou à Agência Brasil sobre o papa Bento XVI “de função ambígua e polêmica” e de atitudes rígidas.

“Uma coisa é o Ratzinger professor e acadêmico, que era extremamente gentil e inteligente, além de amigo dos estudantes. Dava metade do salário aos estudantes latinos e da África. Outra coisa é o Bento XVI, que exerce função autoritária e centralizadora, sem misericórdia com homossexuais e [adeptos da] camisinha”, disse Boff.

O teólogo define Ratzinger da fase pré-papal como um pastor e professor extremamente erudito e de fácil acesso. “Era pessoa simples que, ao se tornar cardeal, mudou de comportamento e passou a assumir posições duras. Tratava com luvas de pelica os bispos conservadores e com dureza teólogos da libertação que seguiam os pobres”.

Segundo Boff, dois aspectos caracterizaram o Ratzinger da fase posterior. “Primeiro, o confronto com a modernidade, no encontro com as culturas e com outras religiões. Tinha a compreensão de que a Igreja Católica era o único porta-voz da verdade, e a única capaz de dar rumo a toda humanidade. Por isso, teve dificuldades com muçulmanos e judeus”.

O segundo aspecto tem origem à época em que era cardeal. “Ele pedia aos bispos que impedissem que padres pedófilos fossem levados aos tribunais civis. Na medida em que a imprensa mostrou que havia não apenas padres, mas também bispos e cardeais suspeitos dessa prática, o Vaticano teve de aceitar a realidade. Ratzinger carrega essa marca de, quando cardeal, ter sido cúmplice desses crimes”, declarou Boff.

Na avaliação do ex-franciscano, outro ponto fraco da atuação de Bento XVI como maior líder da Igreja Católica foi o de levar um papado tradicional, voltado para dentro da Europa. Na opinião de Boff, o papa construiu “uma igreja baluarte: fortaleza cercada de inimigos por todos os lados”, e contra os quais tinha de se defender.

“Acho que o projeto dele era uma reforma da igreja ao estilo do passado, voltada para dentro e tendo como objetivo político a reevangelização da Europa. Nós, fora de lá, consideramos esse projeto como ineficaz e como opção pelos ricos. Projeto equivocado”, argumentou. “Não é um papa que deixará marcas na história”.

Boff disse não ter recebido com surpresa a notícia de que o Papa Bento deixará o posto, e que já sabia que ele vinha tendo problemas de saúde que o comprometiam física e psicologicamente para exercer o ofício.

“Recebo com naturalidade essa notícia. Essa decisão segue sua natureza objetiva. Não é praxe um papa renunciar. Ele desmistificou a figura do papas, que geralmente ficam [no cargo] até morrer. Provavelmente por entender o papado como um serviço. Essa atitude merece toda admiração e respeito. Esperamos, agora, que até a Páscoa, em meados de março, elejam um novo papa. De preferência um papa mais aberto. Até porque 52% dos católicos vivem no terceiro mundo e não mais na Europa”, completou.

(Agência Brasil)

Papa Bento XVI terá vida contada em quadrinhos

“Uma história em quadrinhos vai ilustrar a vida do Papa Bento XVI. A iniciativa é da organização da Jornada Mundial da Juventude 2011 que pretende distribuir a publicação aos jovens participantes do evento, em Madri, no mês de agosto. A partir de desenhos tradicionais dos quadrinhos japoneses (mangá), a narrativa detalha a vida e a obra de Joseph Ratzinger desde 2005, quando ele foi eleito como Papa após a morte de João Paulo II.

O enfoque maior será dado para a relação do Santo Padre com a juventude.A história em quadrinhos, elaborado por um grupo de católicos norte-americanos, tem um formato desenvolvido em San Diego, na Califórnia (EUA) e ilustrações de um artista de Cingapura.

(Do Blog da Sagrada Família, extraído do site Canção Nova Notícias)