Blog do Eliomar

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Papa consola brasileiros pela eliminação e diz: “Será da próxima vez”

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O papa Francisco aproveitou neste domingo (8) a saudação do Angelus para consolar os brasileiros que estavam na Praça de São Pedro, no Vaticano, por causa da eliminação do Brasil na Copa da Rússia.

“Vejo bandeiras brasileiras… saúdo os brasileiros e coragem! Será da próxima vez! Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo.”

O papa Francisco já admitiu ser fã de futebol e torce para o San Lorenzo de Almagro, time de Buenos Aires (Argentina).

Na sexta-feira (6), o Brasil foi derrotado pela Bélgica por 2 a 1. Os jogadores brasileiros foram os últimos latino-americanos a deixar a Rússia.

(Agência Brasil)

Uma guerra político-ideológica

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (17):

Chega ao fim uma semana estremecida por uma entranhada guerra político-ideológica e de classes, sob aparências simbólicas, quando o establishment golpista precipitou-se ao lançar o que imaginava ser um petardo devastador contra as forças progressistas (sobretudo o PT) e, mais do que tudo, contra a candidatura Lula, na tentativa de atirá-las no pântano do descrédito e, de sobejo, desmoralizar a ala “progressista” da Igreja e, supostamente, seu promontório principal, que está atravessado na garganta do capital financeiro: o papa Bergoglio (Francisco), o “peronista” (como é apodado em certos círculos adversários).

Tem-se como elevado o nível de irritação que assoma certos segmentos da elite econômica nacional e internacional diante do naufrágio do golpe brasileiro e do inequívoco e transbordante prestígio de Lula junto a uma maioria incontornável e crescente de cidadãos eleitores.

O “tiro na água” ocorreu logo após um novo visitante estrangeiro ser barrado na porta da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, ao tentar visitar Lula. Desta vez, foi nada menos do que um consultor direto do Papa, membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz da Santa Sé e organizador dos encontros mundiais do pontífice com movimentos sociais, o advogado argentino Juan Grabois – homem de absoluta confiança de Francisco.

Ele trazia consigo um terço abençoado pelo papa, para ser entregue na ocasião, e a mensagem do pontífice sobre os movimentos sociais, junto com o desejo de escutar Lula, saber sua opinião sobre essa iniciativa pastoral e, claro, ouvir do próprio encarcerado as impressões sobre os fatos e os processos que culminaram em sua prisão, para repassar isso ao Pontífice.

Tanto bastou para que uma onda violenta de ataques fosse despejada contra o visitante, Lula e o PT, tomando como fonte um esquisito comunicado do site Vatican News, articulado não se sabe como, cheio de erros de informação e até de técnica redacional, desautorizando o visitante como consultor do Papa, e renegando o presente (terço), tido como fake news.

Grabois entrou em contato com o Vaticano e teve confirmadas suas suspeitas de “armação” (fake news) direitista. A nota foi removida incontinenti do Vatican News e substituída por outra, reiterando as credenciais de Grabois e tudo o que ele falou.

O papa não poderia agir como chefe de Estado, pois exigiria negociações formais prévias para não ser acusado de ingerência em assuntos internos de outro Estado soberano. Mas, como pastor, tem obrigação de consciência e o múnus pastoral para socorrer o injustiçado, o oprimido.

E aí, lança mão de um emissário informal para fazer chegar seus sinais, emitindo gestos simbólicos (sem precisar acionar a hierarquia local). Quando a situação exige atitudes mais explícitas, segue-se uma gradação de gestos na qual o pastor pode ganhar relevância sobre o chefe de Estado. A depender do que está em jogo.

Papa compara aborto com práticas nazistas, mas “de luvas brancas”

O papa Francisco afirmou nesse sábado (16) que o aborto é um “homicídio” e comparou a ação às práticas nazistas para conseguir a raça pura, mas agora “com luvas brancas”, afirmou o argentino, no Fórum das Famílias, no Vaticano.

Na última quinta-feira (14), proposta de legalização do aborto foi aprovada na Câmara dos Deputados da Argentina e agora o projeto vai para o Senado. Segundo estimativas de pesquisas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos.

Em uma mensagem improvisada, o pontífice defendeu que os “filhos são o dom maior” e devem ser “amparados como vêm, como Deus manda, como Deus permite”.

“Ouvi dizer que está na moda, ou pelo menos é habitual, nos primeiros meses de gestação fazer um exame para ver se a criança não está bem ou tem algum problema, aí a primeira proposta nesse caso é ‘Tiramos?'”, questionou.

“No século passado, todo mundo se escandalizava com o que os nazistas faziam pela pureza da raça. Hoje fazemos o mesmo com as luvas brancas”, disse.

Na reunião, o pontífice também falou sobre o tema da família e lamentou pelos jovens que não se casam por falta de dinheiro. Ele ainda aproveitou para alertar para a importância da presença dos pais das crianças. “Brinquem com seus filhos, passem um tempo com eles sem dizer ‘não me atrapalhe'”, pediu Francisco.

(Agência Brasil)

PT divulga que Papa mandou um rosário de presente para Lula

O ex-presidente Lula teria recebido um presente ontem do Vaticano, segundo o PT. Preso desde 7 de abril, Lula ganhou de presente um rosário do papa Francisco. O objeto teria sido entregue na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A PF nega o fato.

Ainda de acordo com o PT, o rosário teria sido enviado pelo advogado argentino Juan Grabois, consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz da Santa Sé. Segundo o UOL, Grabois foi barrado pela PF “por não ser um sacerdote consagrado”.

(Com Agências)

Papa Francisco aceita renúncia de bispos pedófilos

O papa Francisco aceitou nesta segunda-feira (11) a demissão de três bispos do Chile – entre eles Juan Barros, acusado de ter protegido um padre pedófilo. A decisão foi anunciada seis meses após a visita ao Chile, que foi marcada por protestos de vítimas de abuso sexual, cometido por integrantes da Igreja Católica.

Em janeiro, o papa mal chegou ao Chile e pediu perdão pelos crimes de abuso sexual, encobertos pelo Vaticano e que ele prometeu punir. Porém, Francisco defendeu Barros, que ele mesmo nomeou bispo de Osorno, em 2015, em meio a acusações de que o sacerdote teria protegido Fernando Karadima – padre que havia sido condenado quatro anos antes, pela própria Igreja, por pedofilia.

“No dia em que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, falarei”, disse o papa na ocasião, durante a visita ao Chile. “Não ha nenhuma prova. Tudo é calúnia”, acrescentou. Juan Carlos Cruz, uma das vítimas de Karadima, respondeu ao papa, no Twitter. “Como se eu pudesse tirar uma selfie enquanto Karadima abusava de mim, enquanto Juan Barros estava parado ao lado, vendo tudo”.

Barros sempre negou as acusações. Mas os protestos levaram o papa a encomendar nova investigação, ouvindo testemunhos de bispos e das vítimas de abuso sexual no Chile. Quando recebeu os resultados, detalhados num documento de 2,3 mil páginas, Francisco novamente pediu perdão. Só que desta vez por ter errado na sua avaliação.

Em maio, todos os 34 bispos chilenos pediram demissão. A Conferência Episcopal do Chile confirmou que o papa aceitou as renúncias de Barros e de mais dois bispos: Cristián Caro e Gonzalo Duarte.

(Agencia Brasil)

Papa Francisco e os missionários da Misericórdia

Com o título “Papa Francisco e os missionários da Misericórdia”, eis artigo do padre Rafhael Silva Maciel. Ele diz no texto que “os missionários da misericórdia, nascidos do coração pastoral de Francisco, são na Igreja um legado do Ano Jubilar da Misericórdia”. Confira:

No Jubileu da Misericórdia, papa Francisco nomeou alguns sacerdotes como missionários da misericórdia, para que, em seu nome, anunciassem e promovessem o sacramento da reconciliação naquela ocasião jubilar, inclusive com prerrogativas de absolver validamente pecados reservados à sua autoridade.

Terminado aquele jubileu, o papa quis estender algumas de suas iniciativas pastorais, e prorrogou o mandato dos missionários da misericórdia. Disse o Pontífice: “Refletindo sobre o grande serviço que prestastes à Igreja, e sobre todo o bem que fizestes e oferecestes a tantos crentes com a vossa pregação e, acima de tudo, com a celebração do sacramento da reconciliação, julguei oportuno que o vosso mandato pudesse ser prolongado por mais um pouco de tempo”.

Assim, os missionários da misericórdia, nascidos do coração pastoral de Francisco, são na Igreja um legado do Ano Jubilar da Misericórdia. Desta forma, o Santo Padre deseja que a “Porta Santa” da reconciliação esteja aberta a quantos a procurem de modo sincero e com autêntico espírito de arrependimento. Na verdade, o apostolado dos missionários, ensina o papa, “é um apelo a procurar e receber o perdão do Pai. Como se vê, Deus tem necessidade de homens que levem ao mundo o seu perdão e a sua misericórdia”

Em tempos de guerra, seja entre povos, seja entre pessoas, guerras de vaidade e de orgulho, é preciso levar adiante a obra da reconciliação “para que a unidade desejada por Deus em Cristo prevaleça sobre a ação negativa do maligno que se aproveita de tantos meios atuais (…), mas que se forem mal-usados, em vez de unir separam”.

Sem dúvida, todos os sacerdotes devem ser homens misericordiosos; mas, referente aos missionários por ele instituídos, o Santo Padre reforça: “Queridos irmãos, recomeçai a partir deste encontro com a alegria de ser confirmados no ministério da misericórdia. Confirmados antes de tudo na grata confiança de serdes vós em primeiro lugar chamados a renascer sempre de novo ‘do alto’, do amor de Deus. E, ao mesmo tempo, confirmados na missão de oferecer a todos o sinal de Jesus ‘elevado’ da terra, para que a comunidade seja sinal e instrumento de unidade no meio do mundo”.

*Pe.Rafhael Silva Maciel 

perafhael@hotmail.com

Missionário da Misericórdia.

Papa diz estar preocupado com “incapacidade” para se chegar a acordo na Síria

O papa Francisco disse hoje (15) se sentir “profundamente preocupado” com “a incapacidade” de se chegar a uma ação comum destinada à paz na Síria.

Ao término da oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco lamentou que “apesar dos instrumentos à disposição da comunidade internacional, custe chegar a uma ação comum a favor da paz na Síria e em outras regiões do mundo”.

O papa afirmou que reza “incessantemente pela paz”, convidou todas as pessoas de boa vontade a fazê-lo e fez um apelo “a todos os responsáveis políticos para que prevaleça a justiça e a paz”.

O pontífice se pronunciou após a ofensiva coordenada por Estados Unidos, França e Reino Unido contra alvos militares na Síria em represália ao suposto ataque com armas químicas em Duma por parte do regime de Bashar al Assad.

(Agência Brasil)

Papa pede ajuda aos pobres e critica os que “gastam alegremente”

O Papa Francisco pediu ajuda aos pobres e necessitados e criticou os que “gastam alegremente” quando outros têm que se conformar em olhar “desde fora enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”.

A crítica foi feita em sua terceira exortação apostólica intitulada Gaudete et Exsultate, que foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo Vaticano. O papa abordou a “santidade no mundo contemporâneo”, seus “riscos, desafios e oportunidades”.

“Não podemos planejar um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam alegremente e reduzem sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros só olham desde fora, enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”, disse.

Papa e a critica

No documento, o papa também critica “a alegria consumista e individualista tão presente em algumas experiências culturais de hoje” e sublinha que “o consumismo só enche o coração; pode brindar prazeres ocasionais e passageiros, mas não gozo”.

Além disso, avisa que “o consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de atordoamento que nos afasta da carne sofrente dos irmãos “.

“As constantes novidades dos recursos tecnológicos, o atrativo das viagens, as inumeráveis ofertas para o consumo às vezes não deixam espaços vazios onde ressoe a voz de Deus”, afirmou.

“Tudo se enche de palavras, de desfrutes epidérmicos e de ruídos com uma velocidade sempre maior. Ali não reina a alegria, senão a insatisfação de quem não sabe para que vive”, disse Francisco.

Acrescentou que os recursos de distração “que invadem a vida atual” conduzem a dar uma importância absoluta ao mesmo tempo “livre, no qual podemos utilizar sem limites esses dispositivos que nos brindam entretenimento e prazeres efêmeros”.

O papa apontou que, “contra a tendência ao individualismo consumista que termina nos isolando na busca do conforto além dos demais”, é preferível se identificar “com aquele desejo de Jesus: “que todos sejam um”.

(Agência Brasil)

Venezuelano vive espécie de terra estrangeira dentro de seu próprio país, diz papa

O papa Francisco presidiu hoje (1º) a missa do Domingo da Ressurreição, na Praça de São Pedro, no Vaticano, e depois leu sua mensagem de Páscoa, na qual condenou o “extermínio” que está sendo cometido na Síria e pediu uma solução para a crise na Venezuela. Além disso, Francisco fez a tradicional bênção “Urbi et Orbi” (à cidade e ao mundo) na sacada central da Basílica de São Pedro.

Sobre a Venezuela, ele pediu que seu povo, que “vive em uma espécie de terra estrangeira dentro de seu próprio país” encontre “o caminho justo, pacífico e humano para sair o mais rápido possível da crise política e humanitária que o oprime, e que não faltem acolhimento e assistência aos muitos de seus filhos que estão sendo obrigados a deixar sua pátria”.

Em seu discurso, lotado de mensagens em favor da paz e do diálogo, Francisco condenou as “injustiças e violências”, a “miséria e a exclusão”, a “fome”, a “falta de trabalho”, a rejeição social para “os refugiados”, “as vítimas do narcotráfico, do tráfico humano e das distintas formas de escravidão” atuais.

Sobre a Síria, cuja “população está extenuada por uma guerra que não tem fim”, o papa convocou “todos os responsáveis políticos e militares, para que ponham fim imediatamente ao extermínio que está acontecendo, para que se respeite o direito humanitário e se proceda a facilitar o acesso à ajuda” que a população necessita “urgentemente”.

Francisco também mencionou a Península Coreana e desejou que “as conversas em curso promovam a harmonia e a pacificação da região” e pediu aos responsáveis que “atuem com sabedoria e discernimento para promover o bem do povo coreano e construir relações de confiança no seio da comunidade internacional”.

O papa também fez votos de paz na “Terra Santa, que nestes dias também está sendo golpeada por conflitos abertos que não respeitam os indefesos, para o Iêmen e para todo o Oriente Próximo”.

Neste domingo, o papa também teve palavras para condenar a fome, os conflitos e o terrorismo na África, especialmente no Sudão do Sul e na República Democrática do Congo.

Sobre a Ucrânia, ele disse que espera “que os passos em favor de um acordo se fortaleçam e facilitem as iniciativas humanitárias que a população necessita”.

Crianças sofrem pelas guerras e pela fome

Além disso, Francisco dedicou algumas palavras às crianças “que sofrem pelas guerras e pela fome” e também aos “idosos desprezados pela cultura egoísta, que descarta quem não é produtivo”.

“Invocamos frutos de sabedoria para os que têm responsabilidades políticas em todo o mundo, para que respeitem sempre a dignidade humana, se esforcem com dedicação ao serviço do bem comum e garantam o desenvolvimento e a segurança aos próprios cidadãos”, disse o pontífice.

Antes de proferir sua mensagem de Páscoa na sacada da Basílica de São Pedro, o líder da Igreja Católica presidiu a missa do Domingo da Ressurreição e pronunciou uma homilia de forma espontânea, sem ler nenhum discurso escrito.

Francisco falou de dois conceitos, a “surpresa do anúncio” de Jesus ressuscitado e “a pressa” do povo que compareceu ao sepulcro para comprovar efetivamente que ele já não estava lá.

O papa concluiu com uma pergunta aos presentes, ao convidá-los a refletir sobre como reagem na vida, se correm para as surpresas ou ficam quietos porque não querem arriscar.

“Tenho o coração aberto às surpresas de Deus, sou capaz de ir a correr? Ou sempre repito a frase “amanhã verei”? O que a surpresa me diz? (…) A pergunta (é): “E eu hoje, nesta Páscoa de 2018, o que faço?”, disse.

A Praça de São Pedro amanheceu decorada com milhares de flores procedentes da Holanda, como se faz desde 1985, ano em que um florista holandês decidiu realizar esta oferenda ao Vaticano a cada Domingo de Páscoa.

Transformada em um improvisado e extraordinário jardim, a praça continha cerca de 60 mil flores e plantas, entre elas 900 ramos de orquídeas verdes, símbolo de esperança e paz, mas também 6 mil jacintos, mais de 13 mil narcisos, 3 mil rosas, 500 lírios e 20 mil tulipas.

O papa Francisco concluiu assim os ritos da Semana Santa e amanhã rezará no Palácio Apostólico do Vaticano a Regina Coeli, a oração que substitui o Ângelus em tempos de Páscoa.

(Agência Brasil)

Papa Francisco – Se o cristão se calar, até as pedras clamarão

O Papa Francisco presidiu. na noite do Sábado Santo na Basílica de São Pedro à Vigília Pascal, pronunciando a seguinte homilia:

“Começamos esta celebração no átrio externo, imersos na escuridão da noite e no frio que a acompanha. Sentimos o peso do silêncio diante da morte do Senhor, um silêncio em que cada um de nós se pode reconhecer e que penetra profundamente nas fendas do coração do discípulo, que, à vista da cruz, fica sem palavras.

São as horas do discípulo emudecido face à amargura gerada pela morte de Jesus: Que dizer diante desta realidade? O discípulo que fica sem palavras, tomando consciência das suas reações durante as horas cruciais da vida do Senhor: diante da injustiça que condenou o Mestre, os discípulos guardaram silêncio; diante das calúnias e falsos testemunhos sofridos pelo Mestre, os discípulos ficaram calados. Durante as horas difíceis e dolorosas da Paixão, os discípulos experimentaram, de forma dramática, a sua incapacidade de arriscar e falar a favor do Mestre; mais ainda, renegaram-No, esconderam-se, fugiram, ficaram calados (cf. Jo 18, 25-27).

É a noite do silêncio do discípulo que se sente enrijecido e paralisado, sem saber para onde ir diante de tantas situações dolorosas que o oprimem e envolvem. É o discípulo de hoje, emudecido diante duma realidade que se lhe impõe fazendo-lhe sentir e – pior ainda – crer que nada se pode fazer para vencer tantas injustiças que vivem na sua carne muitos dos nossos irmãos.

É o discípulo perplexo porque imerso numa rotina avassaladora que o priva da memória, faz calar a esperança e habitua-o ao «fez-se sempre assim». É o discípulo emudecido e ofuscado que acaba por se habituar e considerar normal a frase de Caifás: «Não vos dais conta de que vos convém que morra um só homem pelo povo, e não pereça a nação inteira» (Jo 11, 50).

E no meio dos nossos silêncios, quando calamos de modo tão oprimente, então começam a gritar as pedras (cf. Lc 19, 40: «Digo-vos que, se eles se calarem, gritarão as pedras») dando lugar ao maior anúncio que alguma vez a história tenha podido conter dentro de si: «Não está aqui, pois ressuscitou» (Mt 28, 6). A pedra do sepulcro gritou e, com o seu grito, anunciou a todos um novo caminho. Foi a criação a primeira a fazer ecoar o triunfo da Vida sobre todas as realidades que procuraram silenciar e amordaçar a alegria do evangelho. Foi a pedra do sepulcro a primeira a saltar e, à sua maneira, a entoar um cântico de louvor e entusiasmo, de júbilo e esperança no qual todos somos convidados a participar.

E se ontem, com as mulheres, contemplamos «Aquele que trespassaram» (Jo 19, 37, cf. Zc 12, 10), hoje, com elas, somos chamados a contemplar o túmulo vazio e ouvir as palavras do anjo: «Não tenhais medo! (…) Ressuscitou» (Mt 28, 5-6). Palavras que querem alcançar as nossas convicções e certezas mais profundas, as nossas maneiras de julgar e enfrentar os acontecimentos diários; especialmente o nosso modo de nos relacionarmos com os outros.

O túmulo vazio quer desafiar, mover, interpelar, mas sobretudo quer encorajar-nos a crer e confiar que Deus «Se faz presente» em qualquer situação, em qualquer pessoa, e que a sua luz pode chegar até aos ângulos mais imprevisíveis e fechados da existência. Ressuscitou da morte, ressuscitou do lugar donde ninguém esperava nada e espera-nos – como esperava as mulheres – para nos tornar participantes da sua obra de salvação.

Esta é a base e a força que temos, como cristãos, para gastar a nossa vida e o nosso ardor, inteligência, afetos e vontade na busca e, especialmente, na criação de caminhos de dignidade. «Não está aqui… Ressuscitou!» (28, 6). É o anúncio que sustenta a nossa esperança e a transforma em gestos concretos de caridade. Como precisamos de deixar que a nossa fragilidade seja ungida por esta experiência!

Como precisamos que a nossa fé seja renovada, que os nossos horizontes míopes sejam questionados e renovados por este anúncio! Jesus ressuscitou e, com Ele, ressurge a nossa esperança criativa para enfrentar os problemas atuais, porque sabemos que não estamos sozinhos.

Celebrar a Páscoa significa voltar a crer que Deus irrompe sem cessar nas nossas vicissitudes, desafiando os nossos determinismos uniformizadores e paralisantes. Celebrar a Páscoa significa deixar que Jesus vença aquela atitude pusilânime que tantas vezes nos cerca procurando sepultar qualquer tipo de esperança.

A pedra do sepulcro desempenhou o seu papel, as mulheres fizeram a sua parte, agora o convite é dirigido mais uma vez a ti e a mim: convite a quebrar os hábitos rotineiros, renovar a nossa vida, as nossas escolhas e a nossa existência; convite que nos é dirigido na situação em que nos encontramos, naquilo que fazemos e somos; com a «quota de poder» que temos. Queremos participar neste anúncio de vida ou ficaremos mudos perante os acontecimentos?

Não está aqui, ressuscitou! E espera por ti na Galileia, convida-te a voltar ao tempo e lugar do primeiro amor, para te dizer: «Não tenhas medo, segue-Me»”.

*Papa Francisco.

(Vatican News)

Papa Francisco telefona e conversa com mãe de Marielle Franco

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O papa Francisco telefonou para a mãe da vereadora assassinada Marielle Franco, segundo afirmou no Twitter a Fundación Alameda, liderada pelo amigo pessoal do pontífice Gustavo Vera.

A Fundação detalhou que em um primeiro momento a filha de Marielle escreveu uma “afetuosa carta” a Francisco, que chegou ao pontífice através do argentino Gustavo Vera, amigo do papa desde que este era arcebispo de Buenos Aires.

Posteriormente, o papa tentou entrar em contato com Luyara Santos, filha de Marielle, mas finalmente falou com a mãe da vereadora através de uma ligação telefônica.

(Agência Brasil)

Vaticano condena a deixar cargo arcebispo acusado de abusos de menores

Papa Francisco prossegue com a assepsia.

A Congregação para a Doutrina da Fé condenou o arcebispo de Aganha (Guam), Anthony Sablan Apuron, a deixar o cargo e o proibiu de viver nesta ilha do Pacífico Ocidental por considerá-lo culpado “de alguns dos crimes dos quais o acusavam”, entre eles, abusos de menores.

Cinco juízes do tribunal apostólico do Santo Ofício emitiram a sentença em primeira instância, da qual o arcebispo poderá recorrer, de acordo com o comunicado enviado hoje (16) pelo escritório de imprensa do Vaticano. Por enquanto, a pena ficará suspensa à espera de o arcebispo apresentar um recurso contra a sentença.

O caso chegou ao tribunal do Vaticano no dia 5 de outubro de 2016 e um de seus integrantes, o cardeal americano Raymond Leo Burke, viajou no início do ano passado a Guam para ouvir o testemunho do acusado e as supostas vítimas.

Apuron, de 71 anos, foi acusado por três homens de ter abusado sexualmente deles quando eram coroinhas nos anos 70. A mãe de uma quarta vítima, que já faleceu, também acusa o arcebispo desses crimes. O arcebispo, que ainda não foi indiciado pela justiça civil, nega estas acusações.

O papa Francisco já havia agido em 2016 ao designar o arcebispo Savio Tai Fai Hon como “administrador apostólico” (uma espécie de interventor) em Guam por conta da situação criada pelas acusações. As informações são da agência de notícias EFE.

Após a conclusão da missão do interventor, o papa nomeou um arcebispo coadjutor, Michael Jude Byrnes, para substituir Apuron em suas funções, embora este ainda mantivesse o título de arcebispo.

(Agência Brasil)

Papa Francisco – Cinco anos do pontificado da tolerância

Com o título “Papa da tolerância”, eis o Editorial do O POVO desta quarta-feira. Destaca os cinco anos do pontificado do Papa Francisco. Confira:

Hoje, o papa Francisco (Jorge Bergoglio) completa cinco anos de pontificado. Tempo suficiente para ter surpreendido o mundo, por incontáveis vezes, nesse curto período. É providencial que num dos momentos mais enevoados e regressivos da história mundial – marcado por intolerâncias, violências, apartação social, desigualdades e injustiças excessivas – uma voz mansa, mas firme, lembre ao mundo os caminhos da tolerância, da compaixão e do respeito ao outro, como a única via possível de um convívio humano e pacífico.

Para ter credibilidade, Francisco procurou falar mais através de gestos concretos. Apresentou-se como bispo de Roma e, diante de seus diocesanos, pediu-lhes a bênção para sua missão. Enfatizou assim o sacerdócio real do povo cristão (falando para dentro de sua Igreja) e deixou expresso para a Igreja Universal (que vai além da Romana) a intenção de Roma se apresentar apenas como Igreja destinada a “presidir à caridade” em comunhão com as demais igrejas não-romanas, e se aproximar o quanto possível da estruturação hierárquica existente no Primeiro Milênio, quando o Papa de Roma não tinha jurisdição universal sobre as outras igrejas (antes da divisão entre Oriente e Ocidente cristãos).

Simultaneamente, fortaleceu a aproximação com as religiões não-cristãs (diálogo inter-religioso) para uma ação comum em favor dos valores espirituais, da paz e da justiça social no mundo. Não só: reconhecendo, tacitamente, a validade da experiência espiritual do outro, dentro da compreensão de que, por cima das fronteiras religiosas, dos dogmas e dos símbolos de cada religião (e no fundo da experiência espiritual autêntica) todos se deparam com a Realidade Única. Essa compreensão não significa sincretismo religioso, mas respeito à busca espiritual do outro, tomando como metáfora as trilhas palmilhadas por escaladores de um monte, a partir de encostas diferentes, mas que confluem para o mesmo pico. Esse entendimento resulta em tolerância e compreensão mútuas.

Para nós, brasileiros, essa mensagem tem um valor fundamental no presente contexto em que intolerância e exclusivismo, inclusive religioso, campeiam entre nós de forma espantosa e tentam invadir a dimensão institucional para moldar a sociedade segundo uma camisa de força “semiteocrática”, intolerante, preconceituosa e hipócrita. Misturar credo religioso e política partidária é receita certa para a tragédia, como revela a História. O Brasil deve estar atento para não se deixar manietar por esse tipo de regressismo obscurantista. Como filho da América Latina, Francisco sabe o quanto são enganosos esses caminhos.

(Foto – Reuters)

Papa Paulo VI será proclamado santo

O Papa Francisco promulgou decreto que reconhece um segundo milagre por intercessão do falecido Paulo VI, que, por isso, será proclamado santo, informou hoje (7) o escritório de imprensa do Vaticano.

Apesar de nenhuma data ter sido informada, a canonização de papa Paulo VI poderia acontecer no fim de outubro em Roma, ao término do Sínodo dos Bispos sobre os Jovens, entre os dias 3 e 28, segundo adiantou o secretário de Estado do Vaticano, Pietro Parolin.

Paulo VI, que foi papa entre 1963 e 1978, criou o Sínodo dos Bispos, no Vaticano, a assembleia dos prelados dos cinco continentes.

(Agência Brasil)

Papa diz que situação em Ghouta é “desumana” e pede fim dos ataques na Síria

O papa Francisco qualificou neste domingo (25) de “desumana” a situação em Ghouta Oriental, reduto opositor nos arredores de Damasco, e fez um apelo para que a violência acabe na região.

“Nestes dias o meu pensamento está dirigido frequentemente para a amada e martirizada Síria, onde a guerra se intensificou, especialmente em Ghouta Oriental”, afirmou o pontífice aos fiéis que o escutavam após a celebração do Angelus, na Praça de São Pedro.

Francisco lembrou que “este mês de fevereiro foi um dos mais violentos em sete anos de conflito, com centenas, milhares de vítimas civis, crianças, mulheres, idosos” e denunciou que “foram atacados hospitais, o povo não tem nada para comer”.

“Tudo isso é desumano. Não se pode combater o mal com outro mal, e a guerra é um mal. Por isso, dirijo minha dolorosa chamada para que termine imediatamente a violência, se permita o acesso de ajudas humanitárias – comida e remédios – e que os feridos e doentes possam ser evacuados”, disse.

Em seguida, o papa pediu aos fiéis que rezem para que isso aconteça “imediatamente”.

Ghouta Oriental foi palco, na última semana, de uma escalada de ataques por parte de forças do regime de Bashar al Assad e da aviação síria e russa, o que provocou a morte pelo menos 510 pessoas, entre elas 127 menores de idade, segundo os dados do Observatório sírio de Direitos Humanos.

(Agência Brasil)

Papa convoca católicos e fiéis de outras religiões para jornada de oração

O papa Francisco convocou fiéis neste domingo (4) para uma jornada de oração e jejum pela paz no mundo no próximo dia 23 de fevereiro, um ato para o qual convidou pessoas de todo o mundo e também de outras religiões.

A jornada de oração estará dedicada de forma especial a pedir o fim da violência na República Democrática do Congo e no Sudão do Sul, segundo explicou o papa após a reza do Ângelus dominical no Vaticano.

O pontífice, que expressou em diversas ocasiões sua preocupação com esses países, convidou a participar da iniciativa, e da maneira que considerarem oportuno, “os irmãos e as irmãs não católicos e não cristãos”.

“Que o nosso Pai celeste escute sempre os seus filhos que lhe gritam na dor e a angústia”, disse.

Francisco fez um apelo para que o mundo “escute este grito” e para que cada pessoa “na sua própria consciência, perante Deus, se pergunte “o que posso fazer pela paz?”, acrescentou.

“Seguramente poderemos rezar, mas não só isso. Cada um pode dizer concretamente não à violência. Porque as vitórias obtidas com a violência são falsas vitórias. Enquanto que trabalhar pela paz faz bem”, finalizou.

(Agência Brasil)

Papa lamenta “violência desumana” no Afeganistão e condena últimos atentados

O papa Francisco lamentou hoje (28) a “violência desumana” registrada no Afeganistão, uma referência aos últimos atentados ocorridos no país, como o de ontem (27), que deixou 95 mortos no centro da capital afegã.

Francisco citou a “dolorosa notícia do terrível atentado terrorista cometido em Cabul, com quase cem mortos e muitos feridos”, durante a habitual oração dominical na Praça de São Pedro.

“Há poucos dias, outro grave atentado, também em Cabul, tinha semeado o terror e a morte em um grande hotel. Até quando o povo afegão terá de suportar essa violência desumana?”, questionou.

“Rezemos em silêncio por todas as vítimas e por suas famílias. E por aqueles que, naquele país, seguem trabalhando para construir a paz”, pediu o papa aos milhares de fiéis no Vaticano.

Ontem, um suicida explodiu uma “ambulância-bomba” em frente à antiga sede do Ministério do Interior do Afeganistão, no centro de Cabul, uma região bastante movimentada da cidade.

De acordo com o último balanço divulgado pelo governo do país, 95 pessoas morreram e 191 ficaram feridas no ataque.

Uma semana antes, terroristas invadiram o Hotel Intercontinental de Cabul e mataram 20 pessoas, 14 delas estrangeiras.

(Agência Brasil)

Camilo participa da inauguração das Obras Papais no CEU

O governador Camilo Santana participou, na noite deste domingo (21), da inauguração das Obras Papais, no Condomínio Espiritual Uirapuru (CEU), em Fortaleza. As obras receberam o apoio do papa Francisco, mas também do Governo do Ceará, diante do investimento de R$ 1,5 milhão.

A programação contou com animação musical feita pelo padre Antônio Furtado, Terço da Misericórdia e a Santa Missa presidida pelo arcebispo, Dom José Antônio.

As Obras Papais do CEU são formadas pelo Pátio Uirapuru, que é composto por seis salas disponíveis para aluguel, e o Espaço da Paz, que conta com auditório para 200 pessoas, climatizado, com cozinha, dispensa, quatro banheiros, tudo disponível para aluguel.

Toda a renda será revertida para suprir as necessidades financeiras de manutenção do CEU, que trabalha atendendo pessoas em demandas sociais, dedicando-se à recuperação de dependência química; acolhimento a crianças e jovens em situação de risco; adultos e crianças portadoras do vírus HIV; acolhimento a meninas e jovens vítimas de abuso ou exploração sexual e a reinserção de egressos do sistema penitenciário com acompanhamento a presidiários e famílias, além da realização de eventos, atividades educacionais e culturais; aconselhamentos e encontros de espiritualidade.

(Foto – Divulgação)