Blog do Eliomar

Categorias para Papa Francisco

Papa se diz “profundamente entristecido” com ataques a mesquitas

O papa Francisco disse ter ficado “profundamente entristecido” com os ataques duplos às mesquitas na cidade de Christchurch, na Nova Zelândia, deixando 49 mortos e 48 feridos. Em um telegrama, assinado pelo secretário de Estado, cardeal Pietro Parolin, o pontífice afirmou estar “consciente dos esforços das forças de segurança e da emergência nesta situação difícil”.

Segundo Parolin, o papa reza pela cura dos feridos, pelo consolo daqueles que sofrem a perda de seus parentes e amigos e pede pede a Deus o conforto de todos.

Logo depois dos dois ataques, os bispos católicos da Nova Zelândia enviaram uma mensagem “aos queridos membros da comunidade muçulmana” neozelandesa de Christchurch, manifestando sua solidariedade diante dessa violência.

“Estamos conscientes das boas relações que temos com os muçulmanos nessa terra e estamos abalados pelo fato que tenha acontecido num lugar e num momento de oração. Estamos profundamente tristes pelas pessoas mortas e feridas, e os nossos corações se voltam para eles, suas famílias e a comunidade em geral. Paz, Salaam”, informa a mensagem.

(Agência Brasil)

Sucessão em Fortaleza – Carlos Matos, prefeiturável tucano, posa com o Papa

O ex-deputado estadual Carlos Matos está mesmo como um dos pré-candidatos do PSDB à Prefeitura de Fortaleza em 2020. Reafirmou, nesta quinta-feira, em entrevista ao O POVO, o deputado federal neotucano Roberto Pessoa.

Segundo Pessoa, o ex-parlamentar tem condições de disputar, porque, além de preparado tecnicamente, conta com bom trânsito na política, conhece os problemas não só de Fortaleza, mas do Estado como um todo, e detém a simpatia de movimentos da Igreja Catolíca.

Aliás, Carlos Matos foi o único político brasileiro escolhido para participar do encontro “Por uma nova geração de católicos latino-americanos na política”, promovido pela Academia de Líderes Católicos e pela Comissão Pontifícia para a América Latina, em Roma.

O curso teve início no dia 24 de fevereiro e foi concluído na ultima segunda-feira (4), com a palestra do Papa Francisco.

(Foto – Facebook)

Cardeal é condenado por não ter denunciado abusos sexuais

Papa Francisco está na luta contra pedófilos da Igreja.

O cardeal francês Philippe Barbarin foi condenado hoje (7) a um ano de prisão, sentença convertida em seis meses de pena, por não ter denunciado abusos sexuais praticados por um padre durante anos. O coletivo de juízes do Tribunal de Lyon leu esta manhã a sentença do cardeal Barbarin.

O arcebispo de Lyon e mais cinco funcionários, leigos e clérigos da diocese, são acusados de silêncio cúmplice por terem conhecimento, durante anos, dos abusos sexuais praticados pelo padre Preynat e de terem escondido esses crimes da Justiça.

Para as vítimas do padre Preynat, o sacerdote, que durante várias décadas teria abusado de 80 crianças, se o cardeal Barbarin e os funcionários do arcebispado tivessem denunciado os fatos muitos crimes não teriam prescrito.

O padre Preynat confessou, em cartas e às vítimas, durante a investigação, os crimes praticados. Das 80 vítimas, apenas sete não viram os crimes prescrever. Preynat deverá começar a ser julgado este ano.

(Agência Brasil com RTP, emissora pública de televisão de Portugal)

Papa Francisco anuncia abertura dos arquivos do Pontificado de Pio XII

O papa Francisco anunciou hoje (4) que vai abrir à consulta dos pesquisadores a documentação de arquivo do Pontificado de Pio XII, até sua morte, ocorrida em Castel Gandolfo em 9 de outubro de 1958. Ele definiu a data de 2 de março de 2020 para a abertura dos arquivos.

A decisão foi anunciada durante audiência, na Sala Clementina, com os responsáveis e os funcionários do arquivo secreto Vaticano, reunindo 75 pessoas.

“Decidi que a abertura dos arquivos Vaticanos referentes ao Pontificado de Pio XII se dará em 2 de março de 2020, exatamente à distância de um ano do 80º aniversário da eleição de Eugenio Pacelli à Cátedra de Pedro.”

O papa disse que, antes de anunciar a decisão, ouviu o parecer dos seus “mais estreitos colaboradores, com ânimo sereno e confiante”. Segundo ele, a Igreja Católica Apostólica Romana não teme sua história.

“A Igreja não tem medo da história, aliás, a ama e quer amá-la mais e melhor, como Deus a ama! Portanto, com a mesma confiança de meus Predecessores, abro e confio aos pesquisadores esse patrimônio documentário”, disse o pontífice.

Francisco ressaltou aos presentes, que por desejo do Papa Bento XVI, ambos trabalham em parceria desde 2006 no projeto de inventário e preparação da volumosa documentação produzida durante o Pontificado de Pio XII, a qual em parte seus veneráveis predecessores São Paulo VI e São João Paulo II já tornaram consultáveis.

Pio XII foi o único papa do século XX a exercer o chamado Magistério Extraordinário da Infalibilidade papal, um dos dogmas da Igreja Católica, envolvendo fé ou moral.

(Foto: Agência Brasil)

Papa anuncia medidas para combater abusos contra crianças

O papa Francisco classificou hoje (24) os abusos contra crianças e adolescentes como “crimes abomináveis”, nos quais, segundo ele, “esconde a mão do mal” sem poupar a “inocência das crianças”. O pontífice anunciou sete estratégias para “acabar com a violência contra as crianças” por parte da Igreja Católica Apostólica Romana.

“Gostaria de reiterar aqui que a Igreja não será poupada em fazer todo o necessário para levar à justiça quem cometeu tais crimes. A Igreja nunca tentará encobrir ou subestimar qualquer caso”, ressaltou o papa no encerramento do encontro promovido pelo Vaticano com representantes da Igreja Católica Apostólica de vários países.

O papa Francisco advertiu que abusos não devem ser encobertos e desvalorizados, pois tais atitudes favorecem a propagação do mal. Ele ressaltou que o mundo digital deve ser inserido no esforço coletivo.

“Devemos empenhar-nos para que os jovens e as jovens, especialmente os seminaristas e o clero, não se tornem escravos de dependências baseadas na exploração e abuso criminoso dos inocentes e de suas imagens e o desprezo pela dignidade da mulher e da pessoa humana”, destacou o papa.

Segundo o papa Francisco, é necessário superar “polêmicas ideológicas e políticas” para combater o problema. “Milhões de crianças, em todo o mundo, são vítimas de exploração e abuso sexual”, alertou.

“[O que ocorre] leva à amargura e até mesmo suicídio. Às vezes, vingar-se fazendo a mesma coisa.”

Desde o dia 21 até hoje, cardeais, arcebispos, bispos e líderes religiosos se reuniram para discutir medidas para combater os abusos e a exploração de menores. Após a missa de domingo, o papa Francisco conversou com os religiosos. Ele ressaltou que muitos abusos são cometidos dentro da família e entre pessoas conhecidas.

Nos últimos meses, várias denúncias contra padres e bispos dos mais distintos continentes, denunciados por abusos, vieram à tona. O papa avisou que não toleraria casos de violência sexual contra crianças e adolescentes.

O papa Francisco também condenou o “turismo sexual” chamado por ele de “flagelo”. Segundo ele, um fenômeno em crescimento contínuo. Ele lembrou que há ainda outras vítimas de abusos, como crianças-soldados, desnutridas, sequestradas e “muitas vezes vítimas do comércio monstruoso em órgãos humanos ou transformados em escravos”.

(Agência Brasil)

Papa Francisco pede medidas concretas para erradicar crimes sexuais no clero

O papa Francisco pediu hoje (21), na abertura de uma reunião histórica da igreja, para abordar os abusos sexuais cometidos por membros do clero e “medidas concretas e efetivas” de combate. Segundo o pontífice, não basta apenas condenar esses crimes.

“O povo de Deus está a ver-nos e espera que nós não só condenemos, mas que tomemos medidas concretas e efetivas”, afirmou o papa perante 190 representantes da hierarquia religiosa. “A concretização [dessas medidas] é necessária”, destacou.

“Confrontados com o flagelo do abuso sexual realizado por homens da Igreja contra as crianças, pensei em consultar-me convosco, patriarcas, cardeais, arcebispos, bispos, superiores religiosos e responsáveis, para que juntos possamos ouvir o grito dos pequenos que pedem justiça”, ressaltou Francisco.

O papa disse aos presentes que nessa reunião pesa a responsabilidade pastoral e eclesial que os obriga a discutir em conjunto, de maneira sinodal, de forma sincera e profunda “a forma de enfrentar esse mal que aflige a Igreja e a humanidade”.

Francisco disse que será entregue aos participantes “uma linha guia” para ajudar a refletir, sendo esta apenas um ponto de partida das discussões.

O papa pediu que o Espírito Santo ajudasse a Igreja nestes dias a “transformar este mal em uma oportunidade para se tomar consciência e para se purificar”.

O pontífice rogou à Virgem Maria que iluminasse a Igreja para “tentar curar ferimentos graves causados pelo escândalo da pedofilia tanto aos pequenos quantos aos crentes”.

A reunião começou com as palavras de uma vítima, lidas por um dos membros da comissão organizadora e especialista na luta contra os abusos, o padre Hans Zollner. “Nem os meus pais, nem os oficiais da igreja ouviram o meu clamor e pergunto-me: ‘Porque Deus também não o ouviu?'”, disse o padre, ao ler as palavras da vítima de abuso sexual.

O papa argentino vai tentar convencer, nos próximos dias, os presidentes das Conferências Episcopais da Igreja Católica no mundo da sua responsabilidade individual face às agressões sexuais a menores.

Ouvir as vítimas, aumentar a consciência, aumentar o conhecimento, desenvolver novos procedimentos, e partilhar boas práticas são alguns dos objetivos do encontro.

Cúpula

O encontro Proteção dos Menores na Igreja, que ocorrerá no Vaticano, focará três temas principais: responsabilidade, assunção de responsabilidades e transparência.

O papa anunciou a sua presença em todas as sessões e momentos de oração da cúpula que reunirá 114 conferências episcopais.

Segundo a comissão organizadora da cimeira, os participantes “trabalharão juntos para responder a este sério desafio”. Está prevista também a participação de algumas vítimas.

Na preparação do encontro, a comissão pediu aos presidentes das conferências episcopais para ouvirem as vítimas nos seus países.

(Agência Brasil e RTP, TV pública portuguesa/Foto – Reuters)

Papa Francisco expulsa cardeal norte-americano acusado de abusos sexuais

O Vaticano anunciou hoje (16) que a Congregação para a Doutrina da Fé expulsou do sacerdócio o ex-cardeal e arcebispo emérito de Washington (EUA), Theodore McCarrick, de 88 anos.

Ele foi acusado de abusos sexuais a menores e seminaristas, informou a assessoria de imprensa da Santa Sé, através de um comunicado.

theodore mccarrick, Papa, Expulsão REUTERS/Alessandro Bianchi/File Photo

Esta é a primeira vez na história da Igreja Católica que um cardeal perde seu título em razão de abusos sexuais.

A decisão acontece depois da investigação sobre o caso ordenada pelo papa Francisco e poucos dias antes de o Vaticano realizar – na próxima semana – uma reunião histórica contra os abusos a menores por parte de religiosos.

(Agência Brasil, com RTP, de Portugal/Foto Reuters)

A travessia de Francisco

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Em artigo no O POVO deste sábado (9), a professora da UFC e Doutora em Direto Juliana Diniz avalia a visita do papa Francisco à península arábica. Confira:

Pela primeira vez na história um papa visitou a península arábica, berço da religião islâmica. O pontífice foi recebido pelos Emirados Árabes Unidos, que o convidaram como parte das celebrações do ano da tolerância. O papa Francisco encontrou-se com uma importante autoridade religiosa do islamismo sunita, o xeque Ahmed al-Tayeb, imã de al-Azhar, mesquita sediada no Cairo. O líder máximo do catolicismo e a autoridade do islamismo sunita firmaram um compromisso pelo diálogo entre cristãos e muçulmanos, declarando o repúdio à violência praticada com motivação religiosa.

Em 2019, a Igreja celebra o aniversário de 800 anos de um evento com simbolismo semelhante: o encontro entre Francisco de Assis e o sultão do Egito Malik al Kamil. Francisco conseguiu atravessar os campos em guerra entre cruzados e muçulmanos em 1219, chegando em segurança até Damietta, onde o sultão o recebeu com hospitalidade. O homem cujo nome inspirou o atual papa permaneceu algum tempo sob os cuidados do sultanato, onde aprendeu sobre a religião e a vida de seus irmãos de outra fé. As travessias dos dois Franciscos têm importância pela mensagem política que carregam em contextos de ressignificação do papel social da religião.

A politização das comunidades de fé e a emergência do fundamentalismo cristão e muçulmano têm exigido uma reflexão mais profunda sobre o princípio da laicidade do Estado. A separação entre Igreja e poder político foi necessária para que sociedades com grande diversidade cultural pudessem se desenvolver sem a eliminação violenta dos grupos minoritários: sob esse viés, o estado laico é conquista civilizatória fundamental à liberdade.

Uma leitura estreita do laicismo, contudo, condena as comunidades de fé ao exílio do espaço público, favorecendo um ressentimento coletivo que é explicação do fundamentalismo que hoje ameaça a paz. A democracia moderna se funda em um humanismo laico, mas herdeiro da tradição das religiões abraamicas. Cristianismo, judaísmo e islamismo guardam um patrimônio cultural indispensável para compreensão dos desafios de nossa vida comum. Esse saber é valioso porque proporciona luz para o diálogo entre visões de mundo muito diversas e aparentemente inconciliáveis. O papa e o imã ofereceram uma mensagem de esperança: é sempre tempo para sobreviver à guerra e construir soluções respeitosas e plurais.

Juliana Diniz

Doutora em Direito e professora da UFC

Papa Francisco se dispõe a mediar o impasse na Venezuela

O papa Francisco se colocou à disposição para mediar a crise política, econômica e humanitária na Venezuela. Ele disse que recebeu uma carta do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, mas ainda não leu.

O pontífice lembrou ainda que, no passado, o papa João Paulo II mediou um impasse envolvendo o Chile a Argentina.

“Para que a mediação ocorra, é necessária a vontade de ambas as partes, que ambas as partes pedem”, afirmou o papa Francisco durante a viagem entre os Emirados Árabes e a Itália. “Agora vou ver essa carta, vou ver o que pode ser feito. Mas com a condição de que ambas as partes peçam por isso. Eu estou sempre disposto.”

O pontífice citou como exemplo quando um casal briga. De acordo com ele, primeiro uma das partes procura o padre, depois a outra. Em seguida, é feita mediação pelo religioso. Ele deu a entender que as negociações de impasses políticos são semelhantes.

“Quando as pessoas vão ao padre porque há um problema entre marido e mulher, primeiro um vai. Mas ele pergunta: a outra parte quer ou não quer? Mesmo para países, essa é uma condição que deve fazê-los pensar antes de pedir facilitação ou mediação”, destacou.

Segundo o papa Francisco, a carta enviada por Maduro foi encaminhada via bolsa diplomática. “Eu não li ainda, vamos ver o que pode ser feito.”

Na segunda-feira (4), Maduro disse que ia pedir ao papa para contribuir para o processo de diálogo.

(Agência Brasil)

Papa Francisco visita os Emirados Árabes

O Papa Francisco está em Abu Dhabi, nos Emirados Árabes. É a primeira visita de um pontífice à Península Árabe. Uma minoria de estrangeiros católicos vive no país. Segundo o Vaticano, o objetivo é que a viagem envolva encontros com autoridades de outras religiões.

No Twitter, o Papa escreveu: “Vou (aos Emirados Árabes Unidos) como um irmão para escrever em conjunto uma página de diálogo e percorrer juntos os caminhos da paz. Rezem por nós!”.

A cerimônia de boas-vindas ao Papa ocorreu nessa segunda-feira (4), ao meio-dia local (6h de Brasília), na entrada do Palácio presidencial. Francisco se encontrará com o príncipe herdeiro, o xeque Mohamed bin Zayed Al Nahyan.

(Com Agências)

Em oração do Angelus, Papa cita vítimas da tragédia de Brumadinho

Após a oração do Angelus de hoje (27), no Lar do Bom Samaritano Juaz Díaz, na Cidade do Panamá, o Papa Francisco lembrou as vítimas do rompimento da barragem Mina Córrego do Feijão, em Brumadinho (MG), no início da tarde de sexta-feira (25). Pelo menos, 37 pessoas morreram.

O Pontífice citou também a tragédia ocorrida no estado mexicano de Hidalgo, onde a explosão de um oleoduto perfurado ilegalmente mantou até o momento 114 pessoas.

“Desejo expressar meus sentimentos de pesar pelas tragédias que atingiram os estados de Minas Gerais, no Brasil, e Hidalgo, no México. Confio à misericórdia de Deus todas as pessoas falecidas. Ao mesmo tempo, rezo pelos feridos e expresso meu afeto e proximidade espiritual a seus familiares e a toda a população”.

(Agência Brasil)

Papa faz apelo para que migrantes à deriva sejam acolhidos

O papa Francisco fez um apelo neste domingo (6) para que governos europeus acolham migrantes à deriva no mar do Mediterrâneo.

Ao falar para fiéis na Praça de São Pedro, no Vaticano, ele se referiu aos migrantes salvos por dois navios de organizações não-governamentais que aguardam autorização para desembarcar na Europa.

O papa foi aplaudido e o seu pronunciamento tem relação direta com 49 migrantes que ainda estão a bordo dois navios, o Sea Watch e o Sea Eye.

Eles não estão alojados em nenhum ponto do Mediterrâneo e permanecem estacionados nas águas de Malta.

(Agência Brasil)

Após renúncia de diretores de Imprensa, papa Francisco nomeia interino

O papa Francisco aceitou hoje (31) a renúncia do diretor do Gabinete de Imprensa da Santa Sé, Greg Burke, e de sua adjunta, Paloma García Ovejero. Foi nomeado interinamente Alessandro Gisotti, de 44 anos, que ocupava a Coordenação Social do Departamento de Mídia e Comunicação.

Gisotti é jornalista, graduado em Ciências Políticas na Universidade La Sapienza, em Roma. Ele acompanhou as atividades dos últimos três papas João Paulo II, Bento XVI e agora Francisco. Desde 2017 é coordenador de Mídias Sociais do Departamento de Comunicação da Santa Sé.

Em declaração, Gisotti agradeceu a confiança do papa Francisco ao nomeá-lo. “Vou tentar cumprir a missão confiada ao melhor da minha capacidade, com aquele espírito de serviço à Igreja e ao papa que tive o privilégio de aprender ao lado de padre Federico Lombardi por quase 20 anos.”

O prefeito da Congregação para a Comunicação, Paolo Ruffini, elogiou a atuação de Burke e Paloma García, agradeceu o trabalho desempenhado por ambos com profissionalismo. Segundo Ruffini, o novo diretor desempenhará também com profissionalismo a nova função.

Em sua conta do Tweeter, Burke disse que a renúncia refere-se ao momento que o Vaticano enfrenta. “Neste momento de transição nas comunicações do Vaticano, pensamos que é melhor que o Santo Padre esteja completamente livre para reunir uma nova equipe.”

Paloma García também tuitou: “Termina um período. Obrigada, Santo Padre, por estes dois anos e meio.”

(Agência Brasil)

Na Missa do Galo, papa Francisco condena ganância e acúmulo de bens

Ao rezar a Missa do Galo, na Basílica de São Pedro, no Vaticano, o papa Francisco condenou a ganância e o acúmulo de bens. Ele ressaltou que o nascimento de Jesus Cristo leva à reflexão sobre um novo modelo de vida baseado no compartilhamento, na doação e, sobretudo, no fim da ganância.

Segundo o pontífice, o homem “se tornou ganancioso e voraz”. De acordo com ele, muitos acreditam que o sentido da vida se sustenta em acumular bens. “É o momento decisivo para mudar o curso da história”, advertiu o papa.

O papa Francisco fez um chamamento para cada um mude a história por meio de si mesmo. “Mude a história a partir de cada um de nós”, disse. “O centro da vida não é mais o meu eu faminto e egoísta, mas aquele que nasce e vive por amor.”

De acordo com o pontífice, todos devem se perguntar sobre seu modo de vida e o que transformar para melhor. “[Será que] eu realmente preciso de muitas coisas, receitas complicadas para viver? “Posso fazer sem muitos contornos supérfluos, para escolher uma vida mais simples?”, sugeriu.

O papa Francisco ressaltou ainda que Cristo “não gosta” de preguiçosos nem sedentários. “O Senhor ama ser esperado e não pode ser esperado no sofá, dormindo. De fato, os pastores se movem: eles foram sem demora.”

(Agência Brasil)

Papa Francisco pede que direitos humanos sejam o eixo das ações

O papa Francisco fez nesta segunda-feira (10), data em que se recorda os 70 anos da Declaração Universal dos Direitos Humanos, um “apelo sincero” para que todos os que tenham responsabilidades institucionais façam dos direitos humanos o centro das ações políticas, em um momento em que o tema é, segundo ele, continuamente ignorado.

“Desejo, nesta ocasião, dirigir um forte apelo a todos os que têm responsabilidades institucionais, para que coloquem os direitos humanos no centro de todas as políticas, incluindo as de cooperação para o desenvolvimento, mesmo quando isso signifique ir contracorrente”, afirmou o pontífice na mensagem que escreveu para abrir a conferência internacional sobre o tema organizada pela Pontifícia Universidade Gregoriana, em Roma, e que foi lida pelo cardeal Peter Appiah Turkson, presidente do Pontifício Conselho Justiça e Paz do Vaticano.

No texto, Francisco armou que “várias contradições” são vistas diariamente e que isso gera a pergunta de que se de fato “a igual dignidade de todos os seres humanos, solenemente proclamada há 70 anos, é reconhecida, respeitada, protegida e promovida em todas as circunstâncias”.

Conforme ressaltou, existem atualmente muitas formas de injustiça, “alimentadas por visões antropológicas redutivas e por um modelo econômico baseado no lucro, que não hesita em explorar, descartar e até matar o homem”. E defendeu: “enquanto uma parte da humanidade vive em opulência, outra parte vê sua própria dignidade renegada, desprezada ou pisoteada e seus direitos fundamentais ignorados ou violados”.

O papa lembrou ainda todos os que vivem “em um clima dominado pela desconfiança e pelo desprezo, que são submetidos a atos de intolerância, discriminação e violência por causa de sua raça, etnia, nacionalidade ou religião”, enquanto alguns “enriquecem com o preço do sangue” desses indivíduos.

“Por isso somos todos chamados a contribuir para o respeito aos direitos fundamentais de cada pessoa, especialmente das invisíveis: que têm fome e sede, que estão nuas ou doentes, estrangeiras ou prisioneiras, que vivem à margem da sociedade ou são descartadas”, aconselhou.

(Agência Brasil com EFE)

Papa Francisco agenda visita a Abu Dhabi para fevereiro

O papa Francisco viajará para Abu Dhabi, nos Emirados Árabes Unidos, de 3 a 5 de fevereiro, para participar de um encontro inter-religioso internacional sobre a Irmandade Humana. A informação é do escritório de imprensa do Vaticano.

A visita atende ao convite do príncipe herdeiro de Abu Dhabi, Mohammed bin Zayed al Nahyan, e também da Igreja Católica dos Emirados Árabes Unidos. Trata-se da terceira viagem internacional confirmada para 2019.

Em janeiro, o papa irá ao Panamá para a Jornada Mundial da Juventude e, no mês de março, ao Marrocos.

(Agência Brasil com EFE)

Papa Francisco: a paz no mundo começa com ações individuais

O papa Francisco destacou, na missa de hoje, na Casa Santa Marta, no Vaticano, a importância da colaboração de cada indivíduo para a paz no mundo, começando por atitudes em casa, no trabalho e na escola, no caso das crianças.

“O que você faz para ajudar a paz no mundo? ‘Mas o mundo é muito distante, padre’. Mas o que faz para ajudar na paz do bairro, da escola, no local de trabalho?”, questionou o pontífice.

De acordo com o papa, se alguém sempre tem uma “desculpa para entrar em guerra” ou para “falar mal dos outros” essa pessoa está fazendo guerra. Diante disso, ele sugeriu que os pais perguntem aos filhos sobre o convívio na escola.

“Vamos perguntar para as crianças: ‘O que você faz na escola? Quando tem um colega que você não gosta, que é um pouco odioso ou que é mais fraco, você faz bullying ou faz as pazes?”, disse ele, destacando a importância de o
ser humano ser o “artesão da paz”, principalmente durante o Advento.

Na missa, o papa também mencionou a construção da paz no núcleo familiar. “Existem muitas tristezas nas famílias, muitas lutas, tantas pequenas guerras, desunião”, disse o papa Francisco, lembrando que entre os familiares é preciso existir pontes e não muros que separam.

(Agência Brasil com EFE)

Papa Francisco diz que padres gays devem largar o sacerdócio

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O papa Francisco afirmou, em entrevista para livro que será lançado nesta semana, que homens gays não devem ser admitidos pela Igreja Católica. Segundo ele, seria mais saudável para os padres que se declaram gays largar o sacerdócio em vez de levar uma vida dupla.

O pontífice já havia declarado antes que o clero católico deveria melhorar a triagem dos candidatos para a vida religiosa. Francisco fez essa afirmação durante uma entrevista ao padre espanhol Prado, que irá abordar em sua obra os desafios enfrentados por padres e freiras nos dias atuais.

O livro tem como título “O poder da vocação”.

(Com Agências)

Papa pede mais mulheres em postos de responsabilidade na Igreja

O papa Francisco pediu hoje (17) uma maior presença de mulheres “nos diferentes campos de responsabilidade da vida da Igreja em particular, e não só no campo cultural”. O pedido foi feito durante a cerimônia de entrega dos prêmios Joseph Ratzinger.

Ao entregar o prêmio dado pela Fundação do Vaticano, que leva o nome do papa Emérito Bento XVI, à teóloga Anne-Marie Pelletier, Francisco ressaltou a importância “do reconhecimento cada vez maior da contribuição das mulheres no campo da pesquisa teológica científica e do ensino da teologia, considerados durante muito tempo territórios quase exclusivos do clero”.

Francisco acrescentou que é necessário que “esta contribuição seja estimulada e que encontre um espaço mais amplo, coerente com o crescimento da presença feminina nos diferentes campos de responsabilidade da vida da Igreja em particular, e não só no campo cultural”.

“Desde que Paulo VI proclamou Teresa de Ávila e Catarina de Siena doutoras da Igreja, não resta dúvidas de que as mulheres podem alcançar os lugares mais altos na inteligência da fé”, disse o papa

Ele lembrou que também “João Paulo II e Bento XVI incluíram na série de doutores os nomes de outras mulheres, como Santa Teresa de Lisieux e Hildegarda de Bingen”.

O prêmio Ratzinger também foi entregue neste sábado ao arquiteto Mario Botta.

O papa explicou que o compromisso do arquiteto é “de altíssimo valor e deve ser reconhecido e encorajado pela Igreja” sobretudo quando “se arrisca ao esquecimento da dimensão espiritual e à desumanização dos espaços urbanos”.

(Agência Brasil)