Blog do Eliomar

Categorias para Papa Francisco

Papa Francisco condena ações de intolerância contra imigrantes

O papa Francisco apelou hoje (20) para que as pessoas evitem sentimentos negativos, como desconfiança, medo e desprezo em relação aos imigrantes. O pedido foi feito durante audiência com integrantes da Conferência Mundial sobre Xenofobia, Racismo e Nacionalismo Populista no Contexto da Migração Global. Segundo ele, os que exploram os estrangeiros “devem fazer um profundo exame de consciência” porque terão de prestar contas a Deus.

Na audiência, o papa mencionou os ensinamentos do Novo Testamento, que destaca que todos os homens são iguais independentemente de sua etnia e credo religioso. “[Aquele que mantém] sentimentos de desconfiança, medo, desprezo e até ódio contra indivíduos ou grupos considerados diferentes por causa de sua etnia, origem e religião, como tal, não é digno o suficiente para participar plenamente na sociedade.”

O papa ressaltou que esses sentimentos são inspirados pela intolerância, afetando a dignidade das pessoas envolvidas e seus direitos fundamentais. “Infelizmente acontece também na política quando cede à tentação de explorar os medos e as dificuldades de alguns grupos e usar as promessas ilusórias a interesses eleitorais míopes.”

Francisco lembrou que todos estão vinculados ao Criador e que Deus criou o homem à “imagem e semelhança” Dele. Citando as Cartas de São Paulo, o papa defendeu o respeito à dignidade como “unidade fundamental” entre os seres humanos.

“Não há judeu ou grego; não há escravo ou livre; não há homem nem mulher, porque todos [somos] um em Cristo Jesus”, disse o pontífice, citando o Novo Testamento.

(Agência Brasil)

Papa Francisco manda investigar o Coral da Capela Sistina

O papa Francisco autorizou a abertura de uma investigação sobre possíveis irregularidades financeiras no famoso Coral da Capela Sistina. Em um comunicado, o Vaticano confirmou a apuração das suspeitas de fraudes e lavagem de dinheiro envolvendo os responsáveis pelo coral.

O comunicado informa que, em relação às informações publicadas em alguns veículos de imprensa, “confirmamos que o papa Francisco, há alguns meses, autorizou uma investigação sobre aspectos econômico-administrativos no referido coral, uma investigação que está em andamento”.

Apesar da nota não fornecer detalhes, vários veículos de imprensa italianos publicaram recentemente sobre alguns rumores de supostas irregularidades.

De acordo com o jornal La Stampa, o diretor do coral, Massimo Palombella, e seu diretor administrativo, Michelangelo Nardella, seriam as pessoas investigadas por desvio, fraude e lavagem de dinheiro.

O Coral da Capela Sistina é considerado um dos mais antigos do mundo e foi criado em 1471.

É composto por crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, embora também tenha alguns cantores adultos.

(Agência Brasil com EFE)

Papa Francisco e os novos fariseus

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Com o título “Os novos fariseus”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, médico, antropólogo e professor universitário. Ele aborda o Papa Francisco, que virou um perigo para os interesses dos poderosos do momento. Confira:

A relação do homem público com a imprensa, nem sempre é cordial. Agora mesmo estamos presenciando uma série de questionamentos agressivos encima dos candidatos. Os jornalistas se sentem autorizados a abordar não importa que assunto, de preferência os pessoais. Algumas vezes, nem mesmo demonstração de cordialidade que a circunstância exige.

Entretanto, não quero mencionar as querelas locais porque dessas somos diariamente testemunhas e podemos tirar diretamente – ao vivo – nossas conclusões. Curiosamente, com outros candidatos, os entrevistadores são extremamente cordiais. Não molestam jamais.

Isso nos leva a supor que não se trata de um humor momentâneo daquela bancada. É algo mais profundo e mais rebuscado. Encomendado?

Quero mencionar o que aconteceu com o Papa Francisco. Quando de sua escolha, foi um verdadeiro estado de graça. Qualquer atitude, gesto, palavra do Pontífice eram logo espalhados pelo mundo inteiro. Ele conseguiu construir uma imagem extremamente simpática e calorosa. Quem não gostava do Papa Francisco?

Porém, gradativamente, Francisco, o Papa vindo da periferia, foi caindo em desgraça na mídia mundial. Primeiro, diminuiu a cobertura. Ficou um líder isolado. Pouca ressonância dos seus atos e mensagens. E, é ingênuo quem pensa que isso foi apenas fruto das circunstâncias.

Em verdade, o Papa Francisco tornou-se perigoso. Seu catecismo, seu apostolado adquiriu um contorno de questionamento e impertinência. Com Francisco não há mais lugar apenas para louvações e mãos levantadas aos céus. Ele pede e prega engajamento. Uma fé em ação.

Conto só um fato: enquanto toda Europa se fechava aos refugiados, vindos da periferia e do mundo da fome, Francisco manda abrir o Vaticano. Promove o acolhimento. Visita acampamentos. E, na solenidade do Lava-Pés, em plena Semana Santa, ele escolhe refugiados e lava os pés dessas pessoas e beija-os…

Explodem agora as denúncias de pedofilia no clero. Jogam tudo nas costas de Francisco, alardeiam. Escândalo! Escândalo!.. Além da força das denúncias, embutido, o nítido interesse em incluir o Papa nessas manobras… Ele tem que ser quebrado.

É fácil perceber que os fariseus continuam ativos. E iguais…

*Antonio Mourão Cavalcante

Médico, antropólogo e professor universitário.

Papa Francisco afirma que países devem pensar bem antes de devolver imigrantes

A bordo d avião do Vaticano, o papa Francisco afirmou que se “deve pensar muito bem” antes devolver a outros países os imigrantes que chegam à Europa, ao assegurar que conhece as torturas que sofrem muitos deles.

Ele usou a expressão durante entrevista a bordo do avião de volta de sua viagem à Irlanda, quando foi perguntando sobre a responsabilidade da Europa no tema de imigração e o recente caso do navio militar italiano Diciotti.

O pontífice respondeu aos jornalistas que viajam com ele, entre eles a enviada da Agência EFE, que o primeiro a tramitar na imigração é “a abertura do coração”, depois, “a condição da integração” e, finalmente, “a prudência de quem governa”.

Traficantes

Francisco revelou, além disso, que viu um vídeo sobre o que ocorre aos homens devolvidos e voltam a cair nas mãos de traficantes. “É horroroso. As mulheres e as crianças são vendidas e os homens sofrem as torturas mais sofisticadas”, lamentou. “Para mandar-lhes outra vez tem que se pensar bem, muito bem”, acrescentou.

O papa destacou também o valor da integração no momento da amparada, e lembrou que os terroristas do atentado no aeroporto de Bruxelas tinham nascido no país de pais imigrantes, mas nunca tinham se integrado.

(Agencia Brasil com EFE)

Papa se reúne com oito vítimas de abusos do clero na Irlanda

O papa Francisco se reuniu nesse sábado (25), durante uma hora e meia, com oito vítimas de abusos por parte do clero irlandês, em seu primeiro dia de viagem a Dublin. O pontífice participa do Encontro Mundial das Famílias.

O encontro, que já tinha sido anunciado pelo Vaticano às vésperas da viagem, ocorreu na nunciatura da capital irlandesa durante um momento de pausa na agenda do pontífice.

A reunião foi “com oito vítimas de abusos por parte do clero, de religiosos e institucionais”, informou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke.

Em comunicado da Coalizão das Famílias, Mães e Filhos da Irlanda, duas pessoas deste grupo que participaram do encontro explicaram que Francisco condenou a corrupção e os acobertamentos e os qualificou de “caca”, e que o intérprete traduziu como “aquilo que se faz no banheiro” para usar um eufemismo.

Entre eles estiveram Marie Collins, que fez parte da Pontifícia Comissão para a Proteção de Menores criada pelo papa e que a deixou em protesto, por considerar que suas atividades estavam sendo obstaculizadas.

Outras vítimas presentes foram os reverendos Patrick McCafferty e Joe McDonald, Damian O’Farrel, Paul Jude Redmond, Clodagh Malone e Bernadette Fathy, enquanto outra vítima, abusada pelo sacerdote Tony Walsh, preferiu ficar no anonimato.

Clodagh Malone, que nasceu na Casa das Mães e Filhos de São Patrício em Dublin e foi adotada com dez semanas, “solicitou ao papa que declarasse clara e publicamente que as mães naturais que perderam seus bebês por adoção não tinham feito nada errado e pediu reconciliação e reunião para estas famílias que foram destroçadas pela Igreja Católica tanto na Irlanda como no resto do mundo”.

“O papa concordou em incluir a mensagem na sua missa amanhã”, garantiu na nota.

Redmond, nascido no Lar de Castlepollard e adotado aos 17 dias, pediu ao papa que diga às freiras que dirigiam estes lugares “que aceitem suas responsabilidades pelo horror que ocorreu durante gerações” e que paguem os custos das investigações. “O papa se desculpou com todos nós pelo que aconteceu nos lares”, afirmou Redmond na nota.

O papa também recebeu uma cópia do livro de Redmond, The Adoption Machine, que contém detalhes das milhares de mortes e horrores dos lares.

“O papa ficou realmente comovido ao informar-se dos 6 mil bebês que morreram e dos 3 mil bebês desaparecidos e dos testes com vacinas. Levou as mãos à cabeça em estado de choque”, asseguraram as vítimas.

(Agência Brasil com a EFE)

Papa Francisco admite fracasso da Igreja sobre abusos cometidos pelo clero

O papa Francisco reconheceu neste sábado (25), em Dublin, na Irlanda, o fracasso da Igreja Católica irlandesa para enfrentar adequadamente o que denominou de “crimes repugnantes de abusos” a menores e pediu um esforço para a adoção de normas severas para que os abusos não voltem a se repetir.

Francisco fez a afirmação no discurso às autoridades no início de sua visita de dois dias à Irlanda, aonde chegou hoje para participar do Encontro Mundial das Famílias. “Não posso deixar de reconhecer o grave escândalo causado na Irlanda pelos abusos a menores por parte de membros da Igreja encarregados de protegê-los e educá-los”, assinalou o pontífice.

O papa Francisco iniciou neste sábado uma viagem de dois dias à Irlanda, onde participará do 9º Encontro Mundial das Famílias na capital Dublin, além de também se reunir com o primeiro-ministro, o democrata-cristão Leo Varadkar, para abordar os abusos cometidos pelo clero no país, entre outros assuntos.

(Agência Brasil com EFE)

Papa vai se reunir na Irlanda com vítimas de abusos por parte do clero

O papa Francisco se reunirá em Dublin, na Irlanda, com um grupo de vítimas de abusos por parte do clero. A reunião acontecerá durante sua viagem ao país, no próximo fim de semana, para participar do Encontro Mundial da Família, informou o porta-voz do Vaticano, Greg Burke. Francisco também rezará pelas vítimas durante sua visita à catedral de Dublin diante da vela que foi colocada no templo em homenagem as pessoas que sofreram abusos.

O papa Francisco, recentemente, teve encontros privados com vítimas em todos os países onde membros da Igreja cometeram esses crimes e fará o mesmo em Dublin.

A viagem do papa para o Encontro Mundial da Família acontece depois de um novo escândalo que atingiu a Igreja Católica com a publicação pela Suprema Corte da Pensilvânia, nos Estados Unidos, de um relatório que documenta 300 supostos casos de “sacerdotes predadores” sexuais nesse estado e identifica cerca de mil menores de idade como vítimas desde os anos 1940.

A ferida dos abusos ainda está aberta na Irlanda, onde dezenas de padres molestaram menores e a hierarquia católica encobriu sistematicamente as denúncias para evitar o escândalo em um período compreendido entre 1975 e 2004. É provável que Francisco também se refira a esse escândalo em algum dos discursos públicos que pronunciará nos atos de sua visita a Dublin nos dias 25
e 26 de agosto.

O papa publicou, esta semana, uma carta a todos os católicos, em um gesto sem precedentes, para expressar “vergonha” e “arrependimento” pelos casos de abusos e admitir que a Igreja não soube agir, nem reconhecer, a gravidade do prejuízo que estava sendo causado.

(Agência Brasil com EFE)

Papa pede ajuda para vítimas de inundações na Índia

O papa Francisco pediu hoje (19) à comunidade internacional solidariedade e ajuda para os afetados das inundações no estado de Kerala, no sul da Índia, que deixaram cerca de 190 mortos e milhares de desabrigados.

“Nos últimos dias, os moradores de Kerala foram duramente golpeados por chuvas intensas que provocaram inundações e deslizamentos de terra com enormes perdas de vidas humanas, vários desaparecidos e deslocados”, lembrou o papa durante a reza do Ângelus, na praça de São Pedro, no Vaticano.

Francisco realizou uma chamada para que não falte “solidariedade e ajuda concreta da comunidade internacional”.

O papa pediu oração pelos que perderam a vida e por todas as pessoas afetadas pela calamidade.

Cerca de 190 pessoas morreram e mais de 600 mil foram resgatadas e levadas a acampamentos de emergência nos últimos dias por conta das fortes chuvas em Kerala.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Bispos-auxiliares de Fortaleza serão apresentados em outubro

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O Vaticano informou nesta segunda-feira (6) que os novos bispos-auxiliares de Fortaleza serão apresentados no dia 8 de outubro. Eles foram nomeados pelo papa Francisco no último mês. Os novos bispos-auxiliares são Valdemir Vicente Andrade dos Santos, que estava em Aracaju, e Júlio César Souza de Jesus, que estava em Teresina.

Valdemir dos Santos, 45, é natural de Aracaju (SE) e cursou Filosofia no Seminário Nossa Senhora da Conceição, em Sergipe. Em Roma, estudou Teologia. Também fez especialização em Eclesiologia, ainda na capital italiana.

Julio de Jesus, 47, é natural de Goiânia (GO) e bacharel em Filosofia pela Universidade Estadual Vale do Acaraú. Cursou Filosofia e Teologia no Seminário Maior Sagrado Coração de Jesus. Possui mestrado em Teologia Dogmática pela Pontifícia Universidade Gregoriana.

(Foto: Arquivo)

Paulo VI será canonizado 40 anos depois de sua morte

O Papa Paulo VI, que concluiu o Concílio Vaticano II, será canonizado em outubro, menos de dois meses depois da comemoração, nesta segunda-feira (6), do 40° aniversário de sua morte (1978), um ano que entrou para a história como o dos três papas, pois também foram designados para a função João Paulo I e João Paulo II. “Lembramos com muita veneração e gratidão, à espera de sua canonização
em 14 de outubro”, disse o papa Francisco perante milhares de fiéis de diversas partes do mundo reunidos na Praça São Pedro.

Giovanni Battista Montini, “o grande papa da modernidade”, em palavras de Francisco, nasceu em 26 de setembro de 1897 na cidade italiana de Concesio (norte) e foi ordenado sacerdote em 29 de maio de 1920. Em 21 de junho de 1963, sucedeu à frente do pontificado o agora já santo João XXIII (1958-1963), que tinha convocado o Concílio Vaticano II (1962-1965).

De fato, um dos maiores desaÚos de Paulo VI foi concluir esse Concílio Vaticano II, que marcou o mundo católico na segunda metade do século XX e que propôs a maior revisão da liturgia desde o Concílio de Trento. Foi um religioso reformador e comprometido com os problemas dos mais necessitados, considerado um símbolo do diálogo e da reconciliação entre igrejas, além de ser o primeiro com um pontiÚcado viajante.

Paulo VI visitou a Terra Santa (1964), quando o correu o histórico encontro com o Patriarca ortodoxo Atenagoras I, mas também viajou para Mumbai (Índia), Fátima (Portugal), Istambul, Bogotá, Genebra, Uganda, Ásia Oriental e Austrália. Durante seu pontificado, que durou 15 anos, criou cardeais como Karol Wojtyla, em 1967, e Joseph Ratzinger, em 1977, que depois se transformariam em seus sucessores, João Paulo II e Bento XVI, respectivamente.

Foi Bento XVI que lhe outorgou em 2012 o título de “Venerável Servo de Deus”, primeiro passo para a santidade. Depois, foi beatificado pelo papa Francisco em 19 de outubro de 2014. O ano de 1978 é recordado como o ano dos três papas. Depois da morte de Paulo VI, ocorreu o falecimento de João Paulo I, após 33 dias de pontificado, em 28 de setembro, e a escolha posterior, em 16 de outubro de 1978, do agora santo João Paulo II.

(Agência Brasil com EFE)

Papa Francisco recebe mãe de Marielle Franco e defensores da liberdade de Lula

O Papa Francisco recebeu nesta sexta (3) mais um grupo de brasileiros que o procuraram para denunciar a violação de direitos humanos no país e criticar a prisão de Lula. A informação é da jornalista Mônica Bergamo, colunista da Folha de S.Paulo.

A comitiva era formada por Marinete Silva, mãe da vereadora Marielle Franco (Psol-RJ), assassinada em março, a advogada Carol Proner, co-autora de um livro que critica a condenação do ex-presidente Lula, a pastora luterana Cibele Kuss e Paulo Sérgio Pinheiro, ex-ministro de Direitos Humanos e ex-coordenador da CNV (Comissão Nacional da Verdade).

O encontro ocorreu um dia depois de o santo padre ter recebido o ex-embaixador brasileiro Celso Amorim. O diplomata entregou a ele um livro sobre Lula, e recebeu de volta um bilhete do papa para o ex-presidente pedindo que o petista orasse por ele.

“O papa está muito preocupado com a situação da América Latina e nos disse que está acompanhando tudo de perto”, diz Carol Proner.

(Foto – Arquivo Pessoal)

Vaticano altera Catecismo e declara “inadmissível” pena de morte

O Papa Francisco aprovou a modificação do Catecismo católico para declarar “inadmissível” a pena de morte. A Santa Sé informou que compromisso da Igreja é encorajar a abolição da penalidade no mundo todo. O prefeito regional da Congregação para a Doutrina da Fé, Luis Ladaria Ferrer, em comunicado, afirmou que foi autorizado pelo pontífice a introduzir a nova postura em relação à pena de morte, prevista no artigo 2.267 do Catecismo católico.

No novo texto se ressalta que “a Igreja mostra, à luz do Evangelho, que a pena de morte é inadmissível, porque atenta contra a inviolabilidade e a dignidade da pessoa, e se compromete com determinação para sua abolição no mundo todo”. A modificação no Catecismo destaca que “durante muito tempo o recurso à pena de morte por parte da autoridade legítima, depois de um devido processo, foi considerado uma resposta apropriada à gravidade de alguns crimes e um meio admissível, embora extremo, para a tutela do bem comum”.

Na versão antiga do Catecismo não se excluía a pena de morte “se esta fosse o único caminho possível para defender eficazmente as vidas humanas do agressor injusto”. A mudança se deve a que, segundo o novo texto, “hoje está cada vez mais viva a consciência de que a dignidade da pessoa não se perde nem sequer depois de ter cometido crimes muito graves e se tem estendido uma nova compreensão sobre o sentido das sanções penais por parte do Estado”.

“Enfim, foram criados sistemas de detenção mais eficazes, que garantem a defesa necessária dos cidadãos, mas que, ao mesmo tempo, não tiram do réu a possibilidade de se redimir definitivamente”, conforme no novo texto.

A mudança, datada de 1 de agosto de 2018, entrará em vigor com a sua publicação no diário oficial, L’Osservatore Vaticano, e na “Acta Apostolicae Sedis”, que traz os textos oficiais da Santa Sé.

Para apresentar a modificação do Catecismo, livro doutrinal que recolhe as bases do Catolicismo, Ladaria dirigiu uma carta aos bispos de todo o mundo na qual ressalta que o novo desenvolvimento “descansa principalmente na consciência cada vez mais clara na Igreja do respeito que se deve a toda vida humana”.

(Agência Brasil com EFE)

Papa consola brasileiros pela eliminação e diz: “Será da próxima vez”

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O papa Francisco aproveitou neste domingo (8) a saudação do Angelus para consolar os brasileiros que estavam na Praça de São Pedro, no Vaticano, por causa da eliminação do Brasil na Copa da Rússia.

“Vejo bandeiras brasileiras… saúdo os brasileiros e coragem! Será da próxima vez! Desejo a todos um bom domingo. Por favor, não se esqueçam de rezar por mim. Bom almoço e até logo.”

O papa Francisco já admitiu ser fã de futebol e torce para o San Lorenzo de Almagro, time de Buenos Aires (Argentina).

Na sexta-feira (6), o Brasil foi derrotado pela Bélgica por 2 a 1. Os jogadores brasileiros foram os últimos latino-americanos a deixar a Rússia.

(Agência Brasil)

Uma guerra político-ideológica

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (17):

Chega ao fim uma semana estremecida por uma entranhada guerra político-ideológica e de classes, sob aparências simbólicas, quando o establishment golpista precipitou-se ao lançar o que imaginava ser um petardo devastador contra as forças progressistas (sobretudo o PT) e, mais do que tudo, contra a candidatura Lula, na tentativa de atirá-las no pântano do descrédito e, de sobejo, desmoralizar a ala “progressista” da Igreja e, supostamente, seu promontório principal, que está atravessado na garganta do capital financeiro: o papa Bergoglio (Francisco), o “peronista” (como é apodado em certos círculos adversários).

Tem-se como elevado o nível de irritação que assoma certos segmentos da elite econômica nacional e internacional diante do naufrágio do golpe brasileiro e do inequívoco e transbordante prestígio de Lula junto a uma maioria incontornável e crescente de cidadãos eleitores.

O “tiro na água” ocorreu logo após um novo visitante estrangeiro ser barrado na porta da carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, ao tentar visitar Lula. Desta vez, foi nada menos do que um consultor direto do Papa, membro do Pontifício Conselho Justiça e Paz da Santa Sé e organizador dos encontros mundiais do pontífice com movimentos sociais, o advogado argentino Juan Grabois – homem de absoluta confiança de Francisco.

Ele trazia consigo um terço abençoado pelo papa, para ser entregue na ocasião, e a mensagem do pontífice sobre os movimentos sociais, junto com o desejo de escutar Lula, saber sua opinião sobre essa iniciativa pastoral e, claro, ouvir do próprio encarcerado as impressões sobre os fatos e os processos que culminaram em sua prisão, para repassar isso ao Pontífice.

Tanto bastou para que uma onda violenta de ataques fosse despejada contra o visitante, Lula e o PT, tomando como fonte um esquisito comunicado do site Vatican News, articulado não se sabe como, cheio de erros de informação e até de técnica redacional, desautorizando o visitante como consultor do Papa, e renegando o presente (terço), tido como fake news.

Grabois entrou em contato com o Vaticano e teve confirmadas suas suspeitas de “armação” (fake news) direitista. A nota foi removida incontinenti do Vatican News e substituída por outra, reiterando as credenciais de Grabois e tudo o que ele falou.

O papa não poderia agir como chefe de Estado, pois exigiria negociações formais prévias para não ser acusado de ingerência em assuntos internos de outro Estado soberano. Mas, como pastor, tem obrigação de consciência e o múnus pastoral para socorrer o injustiçado, o oprimido.

E aí, lança mão de um emissário informal para fazer chegar seus sinais, emitindo gestos simbólicos (sem precisar acionar a hierarquia local). Quando a situação exige atitudes mais explícitas, segue-se uma gradação de gestos na qual o pastor pode ganhar relevância sobre o chefe de Estado. A depender do que está em jogo.

Papa compara aborto com práticas nazistas, mas “de luvas brancas”

O papa Francisco afirmou nesse sábado (16) que o aborto é um “homicídio” e comparou a ação às práticas nazistas para conseguir a raça pura, mas agora “com luvas brancas”, afirmou o argentino, no Fórum das Famílias, no Vaticano.

Na última quinta-feira (14), proposta de legalização do aborto foi aprovada na Câmara dos Deputados da Argentina e agora o projeto vai para o Senado. Segundo estimativas de pesquisas, 500 mil abortos clandestinos são feitos todos os anos na Argentina. Cerca de 60 mil resultam em complicações e hospitalizações. E muitas mulheres – a maioria pobres ou do interior – morrem por causa de abortos mal feitos.

Em uma mensagem improvisada, o pontífice defendeu que os “filhos são o dom maior” e devem ser “amparados como vêm, como Deus manda, como Deus permite”.

“Ouvi dizer que está na moda, ou pelo menos é habitual, nos primeiros meses de gestação fazer um exame para ver se a criança não está bem ou tem algum problema, aí a primeira proposta nesse caso é ‘Tiramos?'”, questionou.

“No século passado, todo mundo se escandalizava com o que os nazistas faziam pela pureza da raça. Hoje fazemos o mesmo com as luvas brancas”, disse.

Na reunião, o pontífice também falou sobre o tema da família e lamentou pelos jovens que não se casam por falta de dinheiro. Ele ainda aproveitou para alertar para a importância da presença dos pais das crianças. “Brinquem com seus filhos, passem um tempo com eles sem dizer ‘não me atrapalhe'”, pediu Francisco.

(Agência Brasil)

PT divulga que Papa mandou um rosário de presente para Lula

O ex-presidente Lula teria recebido um presente ontem do Vaticano, segundo o PT. Preso desde 7 de abril, Lula ganhou de presente um rosário do papa Francisco. O objeto teria sido entregue na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. A PF nega o fato.

Ainda de acordo com o PT, o rosário teria sido enviado pelo advogado argentino Juan Grabois, consultor do Pontifício Conselho Justiça e Paz da Santa Sé. Segundo o UOL, Grabois foi barrado pela PF “por não ser um sacerdote consagrado”.

(Com Agências)

Papa Francisco aceita renúncia de bispos pedófilos

O papa Francisco aceitou nesta segunda-feira (11) a demissão de três bispos do Chile – entre eles Juan Barros, acusado de ter protegido um padre pedófilo. A decisão foi anunciada seis meses após a visita ao Chile, que foi marcada por protestos de vítimas de abuso sexual, cometido por integrantes da Igreja Católica.

Em janeiro, o papa mal chegou ao Chile e pediu perdão pelos crimes de abuso sexual, encobertos pelo Vaticano e que ele prometeu punir. Porém, Francisco defendeu Barros, que ele mesmo nomeou bispo de Osorno, em 2015, em meio a acusações de que o sacerdote teria protegido Fernando Karadima – padre que havia sido condenado quatro anos antes, pela própria Igreja, por pedofilia.

“No dia em que me trouxerem uma prova contra o bispo Barros, falarei”, disse o papa na ocasião, durante a visita ao Chile. “Não ha nenhuma prova. Tudo é calúnia”, acrescentou. Juan Carlos Cruz, uma das vítimas de Karadima, respondeu ao papa, no Twitter. “Como se eu pudesse tirar uma selfie enquanto Karadima abusava de mim, enquanto Juan Barros estava parado ao lado, vendo tudo”.

Barros sempre negou as acusações. Mas os protestos levaram o papa a encomendar nova investigação, ouvindo testemunhos de bispos e das vítimas de abuso sexual no Chile. Quando recebeu os resultados, detalhados num documento de 2,3 mil páginas, Francisco novamente pediu perdão. Só que desta vez por ter errado na sua avaliação.

Em maio, todos os 34 bispos chilenos pediram demissão. A Conferência Episcopal do Chile confirmou que o papa aceitou as renúncias de Barros e de mais dois bispos: Cristián Caro e Gonzalo Duarte.

(Agencia Brasil)

Papa Francisco e os missionários da Misericórdia

Com o título “Papa Francisco e os missionários da Misericórdia”, eis artigo do padre Rafhael Silva Maciel. Ele diz no texto que “os missionários da misericórdia, nascidos do coração pastoral de Francisco, são na Igreja um legado do Ano Jubilar da Misericórdia”. Confira:

No Jubileu da Misericórdia, papa Francisco nomeou alguns sacerdotes como missionários da misericórdia, para que, em seu nome, anunciassem e promovessem o sacramento da reconciliação naquela ocasião jubilar, inclusive com prerrogativas de absolver validamente pecados reservados à sua autoridade.

Terminado aquele jubileu, o papa quis estender algumas de suas iniciativas pastorais, e prorrogou o mandato dos missionários da misericórdia. Disse o Pontífice: “Refletindo sobre o grande serviço que prestastes à Igreja, e sobre todo o bem que fizestes e oferecestes a tantos crentes com a vossa pregação e, acima de tudo, com a celebração do sacramento da reconciliação, julguei oportuno que o vosso mandato pudesse ser prolongado por mais um pouco de tempo”.

Assim, os missionários da misericórdia, nascidos do coração pastoral de Francisco, são na Igreja um legado do Ano Jubilar da Misericórdia. Desta forma, o Santo Padre deseja que a “Porta Santa” da reconciliação esteja aberta a quantos a procurem de modo sincero e com autêntico espírito de arrependimento. Na verdade, o apostolado dos missionários, ensina o papa, “é um apelo a procurar e receber o perdão do Pai. Como se vê, Deus tem necessidade de homens que levem ao mundo o seu perdão e a sua misericórdia”

Em tempos de guerra, seja entre povos, seja entre pessoas, guerras de vaidade e de orgulho, é preciso levar adiante a obra da reconciliação “para que a unidade desejada por Deus em Cristo prevaleça sobre a ação negativa do maligno que se aproveita de tantos meios atuais (…), mas que se forem mal-usados, em vez de unir separam”.

Sem dúvida, todos os sacerdotes devem ser homens misericordiosos; mas, referente aos missionários por ele instituídos, o Santo Padre reforça: “Queridos irmãos, recomeçai a partir deste encontro com a alegria de ser confirmados no ministério da misericórdia. Confirmados antes de tudo na grata confiança de serdes vós em primeiro lugar chamados a renascer sempre de novo ‘do alto’, do amor de Deus. E, ao mesmo tempo, confirmados na missão de oferecer a todos o sinal de Jesus ‘elevado’ da terra, para que a comunidade seja sinal e instrumento de unidade no meio do mundo”.

*Pe.Rafhael Silva Maciel 

perafhael@hotmail.com

Missionário da Misericórdia.

Papa diz estar preocupado com “incapacidade” para se chegar a acordo na Síria

O papa Francisco disse hoje (15) se sentir “profundamente preocupado” com “a incapacidade” de se chegar a uma ação comum destinada à paz na Síria.

Ao término da oração do Regina Coeli na Praça de São Pedro, no Vaticano, Francisco lamentou que “apesar dos instrumentos à disposição da comunidade internacional, custe chegar a uma ação comum a favor da paz na Síria e em outras regiões do mundo”.

O papa afirmou que reza “incessantemente pela paz”, convidou todas as pessoas de boa vontade a fazê-lo e fez um apelo “a todos os responsáveis políticos para que prevaleça a justiça e a paz”.

O pontífice se pronunciou após a ofensiva coordenada por Estados Unidos, França e Reino Unido contra alvos militares na Síria em represália ao suposto ataque com armas químicas em Duma por parte do regime de Bashar al Assad.

(Agência Brasil)

Papa pede ajuda aos pobres e critica os que “gastam alegremente”

O Papa Francisco pediu ajuda aos pobres e necessitados e criticou os que “gastam alegremente” quando outros têm que se conformar em olhar “desde fora enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”.

A crítica foi feita em sua terceira exortação apostólica intitulada Gaudete et Exsultate, que foi publicada nesta segunda-feira (9) pelo Vaticano. O papa abordou a “santidade no mundo contemporâneo”, seus “riscos, desafios e oportunidades”.

“Não podemos planejar um ideal de santidade que ignore a injustiça deste mundo, onde alguns festejam, gastam alegremente e reduzem sua vida às novidades do consumo, ao mesmo tempo que outros só olham desde fora, enquanto sua vida passa e acaba miseravelmente”, disse.

Papa e a critica

No documento, o papa também critica “a alegria consumista e individualista tão presente em algumas experiências culturais de hoje” e sublinha que “o consumismo só enche o coração; pode brindar prazeres ocasionais e passageiros, mas não gozo”.

Além disso, avisa que “o consumo de informação superficial e as formas de comunicação rápida e virtual podem ser um fator de atordoamento que nos afasta da carne sofrente dos irmãos “.

“As constantes novidades dos recursos tecnológicos, o atrativo das viagens, as inumeráveis ofertas para o consumo às vezes não deixam espaços vazios onde ressoe a voz de Deus”, afirmou.

“Tudo se enche de palavras, de desfrutes epidérmicos e de ruídos com uma velocidade sempre maior. Ali não reina a alegria, senão a insatisfação de quem não sabe para que vive”, disse Francisco.

Acrescentou que os recursos de distração “que invadem a vida atual” conduzem a dar uma importância absoluta ao mesmo tempo “livre, no qual podemos utilizar sem limites esses dispositivos que nos brindam entretenimento e prazeres efêmeros”.

O papa apontou que, “contra a tendência ao individualismo consumista que termina nos isolando na busca do conforto além dos demais”, é preferível se identificar “com aquele desejo de Jesus: “que todos sejam um”.

(Agência Brasil)