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Brasil bate recorde de mortes violentas em 2017

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O Brasil bateu recorde de mortes violentas em 2017, com 63.880 casos. No mesmo ano, as mortes cometidas por policiais em serviço e de folga cresceram 20% na comparação com 2016. A compilação destes dados faz parte da 29ª edição do Relatório Mundial de Direitos Humanos, divulgado hoje (17) pela organização não governamental Human Rights Watch (HRW), que analisa a situação de mais de 90 países.

No capítulo sobre o Brasil, o relatório chama atenção para o aumento da letalidade policial após a intervenção federal no Rio de Janeiro, entre fevereiro e dezembro de 2018. Segundo a entidade, de março a outubro de 2018, conforme dados do Instituto de Segurança Pública do Rio de Janeiro, a letalidade violenta aumentou 2% no estado, enquanto as mortes cometidas pela polícia cresceram 44%.

Entre essas mortes está a da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (PSOL) e do motorista Anderson Gomes, ocorrida em 14 de março. O caso ainda não foi esclarecido pelos órgãos de investigação. Para a HRW, a demora em solucionar os casos de assassinatos contribuem para o ciclo de violência. “Um amplo estudo conduzido por criminologistas e jornalistas estima que o Ministério Público tenha apresentado denúncia em apenas dois em cada dez casos de homicídio no Brasil”, aponta o relatório.

A ONG internacional critica a lei aprovada em 2017 pelo Congresso Nacional que permite que militares das Forças Armadas, acusados de cometerem execuções extrajudiciais contra civis, sejam julgados pela Justiça Militar. De acordo com a entidade, a mesma lei transferiu o julgamento de policiais militares acusados de tortura e outros crimes para o âmbito da Justiça Militar.

“Menos de um mês após a promulgação da lei, oito pessoas foram mortas durante uma operação conjunta da Polícia Civil e do Exército na área metropolitana do Rio de Janeiro. Até o momento de elaboração deste relatório, nem os investigadores da Forças Armadas nem os procuradores da Justiça Militar haviam entrevistado testemunhas civis”, diz a entidade.

Condições carcerárias

A partir de dados do Ministério da Justiça de junho de 2016, a entidade informa que mais de 726 mil adultos estavam em estabelecimentos prisionais com capacidade máxima para metade deste total.

No final de 2018, a estimativa do governo federal era que o Brasil tinha 842 mil presos. “A superlotação e a falta de pessoal tornam impossível que as autoridades prisionais mantenham o controle de muitas prisões, deixando os presos vulneráveis à violência e ao recrutamento por facções”, analisa o documento.

Ainda sobre o sistema prisional, a HRW destaca a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determinou que mulheres grávidas, mães de crianças de até 12 anos ou de crianças e adultos com deficiência, presas preventivamente por crimes não violentos, deveriam aguardar julgamento sob prisão domiciliar, exceto em “situações excepcionalíssimas”.

Crianças e adolescentes
Nos centros socioeducativos, onde 24.345 crianças e adolescentes cumpriam medida de privação de liberdade em janeiro de 2018, foram relatados casos de tortura e morte de crianças sob custódia do Estado. Em Goiânia, 13 servidores foram indiciados por homicídio culposo por negligência pela demora em apagar um incêndio que vitimou dez crianças.

No Ceará, o Ministério Público Federal culpou as “ações e omissões” das autoridades estaduais pela morte de sete adolescentes em 2017 e 2018. Estudo do Instituto Sou da Paz indicou ainda que 90% dos internos de São Paulo afirmaram ter sido maltratados por policiais militares e 25% relataram agressões por agentes socioeducativos.

À época da divulgação do estudo, a Fundação Casa informou que apoiou a pesquisa da instituição e que “respeita os direitos humanos dos adolescentes e funcionários e não tolera qualquer tipo de prática de agressões em seus centros socioeducativos”. Disse também que eventuais abusos são investigados e punidos com demissão por justa causa.

Outros temas

O Relatório Mundial de Direitos Humanos traz, no capítulo sobre o Brasil, dados sobre violações relacionadas à liberdade de expressão, com restrição ao trabalho da imprensa, sobretudo, durante as eleições presidenciais, com a intimidação de mais de 140 repórteres.

Aborda também os mais de 1,2 milhão de casos de violência doméstica pendentes nos tribunais; a possibilidade de retorno das terapias de conversão para mudar a orientação sexual ou a identidade de gênero de um indivíduo; os mais de 1.246 casos de trabalho análogo à escravidão registrados entre janeiro e outubro de 2018; o aumento do uso de agrotóxicos no campo; e o enfrentamento dos abusos cometidos durante a ditadura militar no Brasil.

O documento destaca a chegada de migrantes venezuelanos no Brasil. Dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur), agência ligada às Nações Unidas, mostram que entre janeiro de 2014 e abril de 2018, 25.311 venezuelanos solicitaram autorização de residência no Brasil. De janeiro de 2014 a julho de 2018, 57.575 pediram refúgio.

O Brasil concedeu refúgio a 14 venezuelanos em 2016 e negou a 28. “Até novembro, mais de 3.100 venezuelanos haviam se beneficiado de um programa federal de transferência para outros estados”.

Foram relembrados também os casos de agressões ao venezuelanos em Roraima, ocorridos em março do ano passado.

(Agência Brasil)

Mídias sociais elevam depressão entre meninas, diz pesquisa

Meninas adolescentes são duas vezes mais propensas que os meninos a apresentar sintomas de depressão em conexão ao uso das redes sociais, segundo estudo do University College London (UCL) divulgado em Londres. Ativistas pediram ao governo britânico que reconheça o risco de páginas como Facebook, Twitter e Instagram para a saúde mental dos jovens.

Uma em cada quatro meninas analisadas apresentou sinais clinicamente relevantes de depressão, enquanto o mesmo ocorreu com apenas 11% dos garotos, segundo o estudo. Os pesquisadores constaram que a taxa de depressão mais elevada é devido ao assédio online, ao sono precário e a baixa autoestima, acentuada pelo tempo nas mídias sociais.

O estudo analisou dados de quase 11 mil jovens no Reino Unido. Os pesquisadores descobriram que garotas de 14 anos representam o agrupamento de usuários mais incisivos das mídias sociais – dois quintos delas as usam por mais de três horas diárias, em comparação com um quinto dos garotos.

Cerca de três quartos das garotas de 14 anos que sofrem de depressão também têm baixa autoestima, estão insatisfeitas com sua aparência e dormem sete horas ou menos por noite.

“Aparentemente, as meninas enfrentam mais obstáculos com esses aspectos de suas vidas do que os meninos, em alguns casos consideravelmente”, disse a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do University College London, Yvonne Kelly, que liderou a equipe responsável pela pesquisa.

Depressão
O estudo também mostrou que 12% dos usuários considerados moderados e 38% dos que fazem uso intenso de mídias sociais (mais de cinco horas por dia) mostraram sinais de depressão mais grave.

Quando os pesquisadores analisaram os processos subjacentes que poderiam estar ligados ao uso de mídias sociais e depressão, eles descobriram que 40% das meninas e 25% dos meninos tinham experiência de assédio online ou cyberbullying.

Os resultados renovaram as preocupações com as evidências de que muito mais meninas e mulheres jovens apresentam uma série de problemas de saúde mental em comparação com meninos e homens jovens, e sobre os danos que os baixos índices de autoestima podem causar, incluindo autoflagelação e pensamentos suicidas.

Os pesquisadores pedem aos pais e responsáveis políticos que deem a devida importância aos resultados do estudo. “Essas descobertas são altamente relevantes para a política atual de desenvolvimento em diretrizes para o uso seguro das mídias sociais. A indústria tem que regular de forma mais rigorosa as horas de uso das mídias sociais para os jovens”, diz Kelly.

Uso excessivo das mídias sociais
A ministra adjunta para Saúde Mental e Cuidados Sociais, Barbara Keeley, afirmou que “esse novo relatório aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental de mulheres jovens e meninas […] e que as empresas devem assumir a responsabilidade pelo que ocorre em suas plataformas”.

Tom Madders, diretor de campanhas da instituição beneficente YoungMinds, diz que, embora sejam uma parte da vida cotidiana da maioria dos jovens e tragam benefícios, as redes sociais proporcionam uma “pressão maior” porque estão sempre disponíveis e fazem com que os jovens comparem “as vidas perfeitas de outros” com a sua própria.

(Agência Brasil)

Nova espécie de camarão fóssil é encontrada no Ceará

Pesquisadores da Universidade Regional do Cariri (URCA), da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE) e da Universidade Sagrado Coração (USC) descobriram uma espécie de camarão fóssil, na Bacia do Araripe, no sul do Ceará.

Da família de camarões Solenoceridae, as nova espécie será apresentada na quinta-feira (27), na Sede do Geopark Araripe, no Crato, Região do Cariri. Da família estritamente marinha, a espécie é conhecida em nove gêneros atuais e apenas dois gêneros fósseis.

(Foto: Arquivo)

Pesquisa constata desinformação de médicos sobre homossexualidade

Um estudo recente de três pesquisadores da Universidade de Brasília (UnB) evidenciou o desconhecimento de médicos heterossexuais quanto à homossexualidade. Visando identificar percepções equivocadas que podem prejudicar o atendimento de pacientes, Renata Corrêa-Ribeiro, Fabio Iglesias e Einstein Francisco Camargos questionaram 224 profissionais atuantes no Distrito Federal, a partir de um roteiro de perguntas formuladas por estudiosos norte-americanos.

Ao final do experimento, constatou-se que os participantes acertaram, em média, apenas 11,8 dos itens (65,5% das 18 respostas dadas). Alguns deles atingiram somente dois acertos.

O número de erros foi maior entre católicos e evangélicos, que indicaram 11,43 alternativas corretas, em média. A pontuação dos médicos que informaram ter outras religiões ou nenhuma foi de 12,42 acertos.

Os participantes tinham, em média, 42 anos de idade, e eram majoritariamente mulheres (149 profissionais – 66,5%). À época da aplicação do questionário, a maioria (208 pessoas – 92,9%) exercia a atividade após concluir a residência médica.

Os autores do artigo, intitulado O que médicos sabem sobre a homossexualidade? e publicado no início do ano, destacam que a sociedade médica tem alertado, há algum tempo, para comportamentos de profissionais da categoria que podem prejudicar o atendimento do segmento LGBTI (lésbicas, gays, bissexuais, transexuais e intersexuais). Com medo de serem hostilizadas, as pessoas pertencentes a esses grupos podem acabar deixando, por exemplo, de fazer consultas periódicas, tão importantes na detecção de doenças em estágio inicial.

Riscos

O estudo constatou problemas como falta de treinamento de profissionais de saúde, que têm dificuldade de abordar questões relacionadas à sexualidade, presença de barreiras e práticas institucionalizadas consideradas preconceituosas. Segundo os autores, a desinformação dos profissionais de saúde aumenta o risco de adoecimento mental, suicídio, câncer e de contração de doenças sexualmente transmissíveis.

Em alguns casos, apontou a pesquisa, a rejeição dos profissionais de saúde leva à evitação ou ao atraso no atendimento, ao ocultamento da orientação sexual, ao aumento da automedicação ou à busca de informações fora da rede médica, por meio de farmácias, de revistas, de amigos e da internet. Alguns pacientes só procuram o médico em situações de emergência ou em casos extremos, por receio de enfrentarem discursos homofóbicos, humilhações, ridicularizações e quebra de confidencialidade.

Erros

A questão que apresentou o maior percentual de erro, ressaltaram os pesquisadores, foi a 14, que pedia para classificar a informação de que quase todas as culturas têm mostrado ampla intolerância contra os homossexuais, considerando como “doentes” ou “pecadores”. Nesse caso, 154 médicos (68,8%) erraram a pergunta e julgaram o item verdadeiro, 37 médicos (16,5%) indicaram-no como falso, acertando a questão, e 33 (14,7%) não souberam responder.

Um total de 34,4% dos entrevistados não soube responder se a homossexualidade era doença (item 6), 4,9% responderam que sim. O item 10, que afirmava que uma pessoa se torna homossexual por conta própria, foi considerado verdadeiro por 32,1% dos médicos, e 13,8% não souberam responder. “Essa resposta revelou que quase metade dos médicos desconhecia os vários aspectos biopsicossociais relacionados à homossexualidade e a atribuía simplesmente a uma escolha feita pelo indivíduo”, escreveu o grupo de cientistas.

Violência contra LGBTI no Brasil

Em 2017, 445 lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais (LGBTs) foram mortos em crimes motivados por LGBTIfobia. O número, apurado pelo Grupo Gay da Bahia, é o maior desde o início da série do monitoramento, que começou a ser elaborado pela entidade há 38 anos. O índice representa um aumento de 30% em relação a 2016.

Pelo mundo, a comunidade LGBTI tem conseguido galgar avanços na proteção a seus membros contra perseguições e ataques. Em setembro, a Índia descriminalizou a homossexualidade. A despenalização, que tinha como fundamento uma lei britânica de 150 anos, foi garantida por decisão da Suprema Corte do país.

(Agência Brasil)

Brancos e nulos podem decidir – Ibope e Datafolha apontam vitória de Bolsonaro, mas diferença cai

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Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Os institutos Ibope e Datafolha divulgaram na noite deste sábado (27) as últimas pesquisas de intenções de voto para a eleição presidencial que ocorre neste domingo (28).

Pelo Ibope, Bolsonaro possui 54% dos votos válidos, enquanto Haddad soma 46%. Já a diferença do Datafolha é maior, com 55% dos votos válidos para Bolsonaro e 45% para Haddad.

A eleição, no entanto, pode ser decidida pelos eleitores que declararam votar branco ou nulo. Pelo Ibope, eles somam 10%. Já no Datafolha, o número chega a 8%.

Pesquisa Datafolha: Bolsonaro 59% x 41% Haddad

O instituto Datafolha publicou na noite desta quinta, 18 de outubro (18/10), resultado da pesquisa de candidatos a presidente deste segundo turno das Eleições 2018.

A divulgação da pesquisa foi feita durante o Jornal Nacional, na TV Globo. Este é o segundo levantamento do Datafolha neste segundo turno das Eleições 2018, no intuito de estimar as intenções de voto aos candidatos Bolsonaro e Haddad, em disputa à Presidência do Brasil.

Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 59% dos votos válidos em enquanto Fernando Haddad (PT) conta com 41%. Na pesquisa anterior, Bolsonaro apareceu com 58% dos votos válidos, dezesseis pontos à frente de Haddad.

A amostra prevista é de 9.128 entrevistas. O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o protocolo BR-07528/2018.

(O POVO Online)

Primeira pesquisa Ibope no segundo turno crava Bolsonaro liderando com 59% e Haddad com 41%

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Candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

O Ibope divulgou nesta segunda, 15 de outubro (15/10), o resultado da primeira pesquisa do segundo turno das Eleições 2018, contratada pelo Jornal O Estado de S. Paulo e pela TV Globo. O resultado aponta Jair Bolsonaro (PSL) na liderança com 59% e Fernando Haddad (PT) com 41% dos votos válidos. A divulgação das pesquisas do 2º turno teve início no último dia 9 de outubro. O novo resultado revela tendência de alta nas intenções de votos do capitão da reserva, enquanto o petista não cresceu.

A pesquisa tem nível de confiança de 95% e conversou com cerca de 2.506 eleitores. A margem máxima de erros é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O registro da pesquisa solicitada pode ser encontrado no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pelo número de identificação BR-01112/2018.

No último levantamento feito pelo Ibope para o primeiro turno do processo eleitoral, Bolsonaro estava com 41% enquanto que Haddad com 25% dos votos válidos. A probabilidade de acertos dos resultados é de 95%. Já na primeira pesquisa do Datafolha para o 2º turno, divulgada na última quarta-feira, 10, Bolsonaro aparece com 58% e Haddad com 42%, dos votos válidos. Nos votos totais, Bolsonaro lidera com 59% e Haddad ficando com 36%.

Votos válidos:
Bolsonaro: 59%
Haddad: 41%

Votos totais:
Bolsonaro: 52%
Haddad: 37%
Brancos e nulos: 9%
Não souberam responder: 2%

Pesquisa também avaliou o potencial de voto dos candidatos:
Votariam em Bolsonaro com certeza: 41%
Votariam em Haddad com certeza: 28%
Não votariam em Bolsonaro em nenhuma hipótese: 35%
Não votariam em Haddad em nenhuma hipótese: 47%

(O POVO Online)

Ibope aponta segundo turno entre Bolsonaro e Haddad

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O Ibope divulgou na noite desta segunda-feira (1º) a pesquisa de intenções de voto ao Palácio do Planalto. A pesquisa ouviu 3.010 eleitores entre sábado (29) e domingo (30). O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de 2 pontos, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela TV Globo e “O Estado de S.Paulo”.

Pelos números, Jair Bolsonaro (PSL) tem 31%, seguido por Fernando Haddad (PT): 21%, Ciro Gomes (PDT): 11%, Geraldo Alckmin (PSDB): 8%, Marina Silva (Rede): 4%, João Amoêdo (Novo): 3%, Alvaro Dias (Podemos): 2%, Henrique Meirelles (MDB): 2% e Cabo Daciolo (Patriota): 1%. Os demais candidatos não pontuaram. Branco/nulos somam 12%, enquanto Não sabe/não respondeu é de 5%.

Em um eventual segundo turno, Bolsonaro e Haddad empatariam em 42%, enquanto Ciro Gomes venceria Bolsonaro por 45X% a 39%.

Datafolha – Bolsonaro e Haddad polarizam pesquisa, mas Ciro segue vencendo em todos os cenários de segundo turno

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O Jornal Nacional divulgou há pouco os números da mais nova pesquisa Datafolha, realizada entre a quarta-feira (26) e esta sexta-feira (28), com nove mil eleitores de 236 municípios de todas as regiões do país. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com confiabilidade de 95%.

Pela pesquisa, Jair Bolsonaro e Fernando Haddad dificilmente deixarão de disputar o segundo turno, com 28 pontos percentuais para Bolsonaro, o mesmo percentual da última pesquisa, e 22 pontos para Haddad, num crescimento de seis pontos, em relação á última pesquisa.

Ciro Gomes perdeu dois pontos percentuais, mas segue em terceiro com 11 pontos. Depois aparecem Geraldo Alckmin (10%), Marina (5%), Amoêdo (3%), Álvaro Dias (2%), Meirelles (2%), Daciolo, Boulos e Vera, 1% cada. Emayel e João Goulard não pontuaram. Brancos e nulos somam 10%, enquanto os que não souberam ou opinar ou não responderam somam 5%.

Na rejeição, Bolsonaro aparece com 46%, ao subir três pontos; Haddad passou de 20% para 32% e Ciro passou de 21% para 22%.

Na simulação de segundo turno, Ciro Gomes segue vencendo em todos os cenários: 48% x 38% Bolsonaro; 41% x 35% Haddad; 42% x 36% Alckmin. Bolsonaro e Haddad aparecem em empate, com 39% cada.

(Foto Arquivo)

Caged: sete setores apresentam alta no número de empregos

Apenas a Agricultura apresentou mais demissões do que contratações em agosto no resultado do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado nessa sexta-feira (21) pelo Ministério do Trabalho. Os demais setores da atividade econômica, como indústria, serviços, construção civil e comércio, registraram saldo positivo no número de admissões, em comparação com o de desligamentos.

A expansão do nível de emprego no setor foi de 66 mil postos de trabalho, mais da metade das 110.431 novas vagas criadas no mês passado. Os sete setores com resultado positivo foram: extrativa mineral, indústria de transformação, serviços industriais de utilidade pública, construção civil, comércio, serviços e administração pública.

Os principais subsetores que tiveram saldo positivo foram o de ensino, serviços médicos e odontológicos, alojamento e alimentação, administração de imóveis, transportes e comunicações. Proporcionalmente, a maior alta foi na construção. Com 11 mil novos empregos formais, o setor cresceu 0,57% em comparação com julho, apresentando bons resultados em obras de edifícios e instalações industriais especialmente em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais.

Já o setor de comércio foi impulsionado tanto pelas vendas no mercado varejista quanto no atacadista. A indústria de transformação registrou alta de emprego nos ramos alimentício, de bebida, químico, mecânico, madeireiro, dentre outros. Por outro lado, foram apresentadas quedas no número de admissões da indústria de borracha e fumo, na de vestuário e têxtil.

Segundo o Ministério do Trabalho, 22 unidades da Federação tiveram saldo positivo de vagas em agosto. Os cinco estados com desempenho negativo foram Acre, Sergipe, Rio Grande do Sul, Espírito Santo e Maranhão. A primeira colocada foi a Paraíba, com a abertura de mais de 7 mil empregos, crescimento de 1,85% em relação ao mês anterior. Em seguida vêm, proporcionalmente, os estados de Alagoas, Rio Grande do Norte, Pernambuco, Pará e Amapá. Com os dados, a região do Nordeste apresentou um crescimento percentual superior às demais regiões.

Com as alterações na Consolidação das Leis de Trabalho, que foram aprovadas pelo Congresso Nacional e entraram em vigor no mês de novembro do ano passado, o Brasil registrou a demissão de 15 mil trabalhadores por meio de acordo consensual entre empregador e empregado. Com as mudanças, as empresas são obrigadas a pagar metade do aviso prévio e metade da multa de 40% do saldo do FGTS, sem que o funcionário tenha direito ao seguro-desemprego.

Os principais desligamentos mediante acordo ocorreram nos setores de serviços, comércio e indústria. Já na modalidade de trabalho intermitente e o trabalho em regime parcial, que também foram oficializadas com a reforma, o saldo foi positivo. De acordo com o Caged, o mês de agosto fechou com cerca de 4 mil e 3 mil novos empregos nas duas áreas, respectivamente.

(Agência Brasil)

Datafolha: Bolsonaro tem 26%; Haddad e Ciro têm 13% cada um

Nova pesquisa do instituto Datafolha mostra o candidato Jair Bolsonaro (PSL) com 26% das intenções de voto na disputa presidencial. Fernando Haddad (PT) atingiu 13% e está empatado com Ciro Gomes, que tem o mesmo percentual. Geraldo Alckmin (PSDB) obteve 9% dos votos e Marina Silva (Rede) é a candidata de 8% dos entrevistados.

Alvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) marcam cada um 3% das intenções de voto. Também estão empatados Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU), com 1%. João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram.

Treze por cento dos entrevistados declaram votar em branco ou nulo; e 6% não sabem ou não responderam.

O levantamento foi feito ontem (13) e nesta sexta-feira (14) junto a 2.820 eleitores em 187 cidades. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pelo jornal Folha de São Paulo e pela Rede Globo.

Na comparação com a pesquisa realizada na última segunda-feira (10), Jair Bolsonaro oscilou dois pontos percentuais, Fernando Haddad cresceu quatro pontos percentuais e Ciro Gomes manteve-se estável. O ex-governador paulista Geraldo Alckmin perdeu um ponto percentual e a ex-senadora Marina Silva desceu três pontos.

Não oscilaram os percentuais de intenção de voto os candidatos Alvaro Dias, Henrique Meirelles, João Amoêdo, Cabo Daciolo, Guilherme Boulos, Vera Lúcia, João Goulart Filho e Eymael.

A proporção que declara votar nulo ou em branco reduziu em dois pontos percentuais e o número de indecisos e não respondentes oscilou em um ponto.

(Agência Brasil)

Ibope aponta melhor desempenho de Bolsonaro, mas Ciro mantém vantagem em caso de segundo turno

O Instituto Ibope divulgou hoje (11) nova pesquisa de intenção de votos para os candidatos a presidente. De acordo com a pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) tem 26% das intenções de voto. Na sequência, há quatro candidatos tecnicamente empatados disputando o segundo lugar: Ciro Gomes (PDT) com 11%; Marina Silva (Rede), 9%; Geraldo Alckmin (PSDB), 9%; e Fernando Haddad (PT), 8%.

Após esse grupo, seguem tecnicamente empatados com 3% das intenções de voto: Alvaro Dias (Podemos); João Amoêdo (Novo); e Henrique Meirelles (MDB). Vera Lúcia (PSTU) e Cabo Daciolo (Patriota) foram indicados por 1% dos eleitores.

Segundo o Ibope, Guilherme Boulos (PSOL), João Goulart Filho (PPL) e Eymael (DC) não pontuaram. O percentual de votos em branco ou nulos é de 19%. Sete por cento dos entrevistados não sabem ou não quiseram responder.

Entre as duas pesquisas Álvaro Dias e João Amoêdo mantiveram 3% das intenções de voto, e Henrique Meirelles oscilou de 2% para 3%. A proporção de votos nulos ou em branco caiu de 21% para 19%. O percentual de quem não sabe ou não quis declarar a intenção de voto manteve-se em 7%.

A pesquisa tem margem de confiança de 95%. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos de cada resultado apurado.

A pesquisa foi feita entre 8 e 10 de setembro, dois dias após o ataque a faca contra Jair Bolsonaro em Juiz de Fora (MG). Foram ouvidos 2.002 eleitores. Não foi informado o número de municípios. Conforme registro no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a pesquisa é iniciativa do próprio Ibope Inteligência Pesquisa e Consultoria Ltda e tem o número BR-05221/2018.

Jair Bolsonaro manteve a maior taxa de rejeição: 41%, três pontos percentuais abaixo do verificado na pesquisa anterior. A rejeição de Marina Silva caiu de 26% para 24%. Fernando Haddad manteve a taxa em 23%; enquanto Geraldo Alckmin teve queda de 22% para 19% e Ciro Gomes teve diminuição de 20% para 17%.

O Ibope ainda projetou quatro cenários para o 2º turno. Em eventual disputa entre Ciro Gomes e Jair Bolsonaro, o candidato do PDT teria 40% das intenções de voto e o presidenciável do PSL teria 37%.

No segundo cenário, Geraldo Alckmin tem 38% das intenções de voto e Jair Bolsonaro, 37%. Em um hipotético confronto no 2º turno, Marina Silva e Jair Bolsonaro ficariam empatados com 38% das intenções de voto. Na disputa entre Fernando Haddad e Jair Bolsonaro, a vantagem é para o deputado federal e ex-capitão do Exército. Bolsonaro venceria com 40% das intenções de voto contra 36% do petista.

(Agência Brasil)

Ciro se firma em segundo na pesquisa e venceria eleições no segundo turno em todos os cenários

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Pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta segunda-feira (10), aponta o crescimento de Ciro Gomes, após o TSE rejeitar a candidatura Lula e Jair Bolsonaro sofrer atentado. Ciro Gomes se firma em segundo lugar e venceria as eleições no segundo turno em todos os cenários, incluindo a disputa com Bolsonaro. Contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada hoje em 197 municípios, com 2.804 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade é de 95%.

Na pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes (PDT): 13%; Marina Silva (Rede): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 10%; Fernando Haddad (PT): 9%; Alvaro Dias (Podemos): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Vera (PSTU): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Branco/nulos somam 15%, Não sabe/não respondeu: 7%.

Ciro Gomes também aparece bem no critério rejeição, quando possui o menor percentual entre os candidatos melhores pontuados. Bolsonaro possui a maior rejeição, com 43%, seguido por Marina: 29%; Alckmin: 24%; Haddad: 22%; Ciro: 20%; Cabo Daciolo: 19%; Vera: 19%; Eymael: 18%; Boulos: 17%; Meirelles: 17%; João Goulart Filho: 15%; Amoêdo: 15% e Alvaro Dias: 14%.

O candidato do PDT venceria em todos os cenários, diante de um eventual segundo turno:

Ciro 39% x 35% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%);

Ciro 45% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%);

Ciro 41% x 35% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%).

Bolsonaro também perderia a eleição em um evenuial segundo turno com Marina ou Alckmin, além de empate técnico com Haddad:

Marina 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%);

Alckmin 43% x 34% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%);

Haddad 39% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%).

(Com Agências / Foto: Arquivo)

Subiu 3 pontos – Ibope confirma vice-liderança de Ciro na corrida presidencial

 

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (5) o resultado da mais recente pesquisa de intenção de voto na eleição presidencial.

Sobre esse levantamento, o Ibope divulgou a seguinte nota:

“Como informado ontem, na pesquisa de intenção de votos realizada entre os dias 1 e 3 de setembro, para seguir as decisões decorrentes do indeferimento da candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva, que proibiram, entre outras coisas, que o ex-presidente participasse, como candidato, de atos de campanha, o Ibope deixou de aplicar o questionário em que o nome de Lula aparecia como postulante ao cargo de presidente da República, como constava do registo da pesquisa feito no TSE.

O instituto pesquisou apenas o cenário em que o nome de Fernando Haddad, candidato a vice-presidente pelo PT, aparecia juntamente com os candidatos que pediram registro.

O Ibope indagou ao TSE se este procedimento estava correto.

Em sua decisão de hoje, o ministro Luiz Felipe Salomão explicou que, segundo a lei, o TSE está impedido de responder a consultas como essa durante o período eleitoral.

Diante disso, e convicto de que agiu de boa fé e dentro da lei, e, ainda, no intuito de não privar o eleitor de informações relevantes sobre a situação atual das intenções de voto na eleição presidencial, o Ibope decidiu liberar os resultados da pesquisa para divulgação, decisão que contou com o apoio dos contratantes TV Globo e o ‘Estado de S.Paulo’.”

Confira os números:

Jair Bolsonaro (PSL): 22%
Marina Silva (Rede): 12%
Ciro Gomes (PDT): 12%
Geraldo Alckmin (PSDB): 9%
Fernando Haddad (PT): 6%
Alvaro Dias (Podemos): 3%
João Amoêdo (Novo): 3%
Henrique Meirelles (MDB): 2%
Guilherme Boulos (PSOL): 1%
Vera (PSTU): 1%
João Goulart Filho (PPL): 1%
Cabo Daciolo (Patriota): 0%
Eymael (DC): 0%
Branco/nulos: 21%
Não sabe/não respondeu: 7%

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. É o segundo levantamento do Ibope realizado depois da oficialização das candidaturas na Justiça Eleitoral e o primeiro depois que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) barrou a candidatura de Lula.

No levantamento anterior, feito de 17 a 19 de agosto, os percentuais de intenção de votos no cenário em que o candidato do PT é Haddad foram os seguintes: Bolsonaro, 20%; Marina, 12%; Ciro, 9%; Alckmin, 7%; Haddad, 4%; Alvaro Dias, 3%; Eymael, 1%; Boulos, 1%; Meirelles, 1%; Amoêdo, 1%; Cabo Daciolo, 1%; Vera, 1%; João Goulart Filho, 1%; Branco/nulos: 29%; Não sabe/não respondeu: 9%.

Margem de erro: 2 pontos percentuais para mais ou para menos
Quem foi ouvido: 2.002 eleitores
Quando a pesquisa foi feita: 1 a 3 de setembro
Registro no TSE: BR‐05003/2018
O nível de confiança utilizado é de 95%. Isso quer dizer que há uma probabilidade de 95% de os resultados retratarem o atual momento eleitoral, considerando a margem de erro
0% significa que o candidato não atingiu 1%. Traço significa que o candidato não foi citado por nenhum entrevistado

(G1)

Ibope divulga 1ª pesquisa após registro de candidatos a presidente

O Ibope divulgou nesta segunda-feira (20) pesquisa sobre a intenção de voto aos candidatos a presidente da República. O levantamento foi encomendado pela TV Globo e pelo jornal Estado de S.Paulo. Esta é a primeira pesquisa após o registro dos candidatos na Justiça Eleitoral.

De acordo com a pesquisa, o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva, aparece com 37% das intenções de votos, seguido por Jair Bolsonaro (PSL) com 18%. Marina Silva, candidata da Rede, tem 6% das intenções; Ciro Gomes (PDT) e Geraldo Alckmin (PSDB), com 5% cada um; Alvaro Dias (Podemos) tem 3%. Com 1% das intenções dos votos, aparecem Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo) e José Maria Eymael (DC).

Os candidatos Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU) e João Goulart Filho (PPL) não atingiram 1%. Os brancos e nulos somam 16%. Os entrevistados que não sabem ou não responderam chegaram a 6%.

O instituto também apurou o cenário sem a presença de Lula, que está preso em Curitiba após ter sido condenado em segunda instância. O registro da candidatura dele e pedidos de impugnação estão sob análise da Justiça eleitoral. Neste cenário, o candidato do PT seria Fernando Haddad, que atualmente é o vice na chapa.

O resultado é: Jair Bolsonaro (PSL) com 20%, Marina Silva (Rede) com 12%, Ciro Gomes (PDT) com 9%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 7%, Fernando Haddad (PT) com 4%, e Alvaro Dias (Podemos) com 3%.

Os candidatos Cabo Daciolo (Patriota), Guilherme Boulos (PSOL), Henrique Meirelles (MDB), João Amoêdo (Novo), João Goulart Filho (PPL), José Maria Eymael (DC) e Vera Lúcia (PSTU) aparecem com 1% cada.

Brancos e nulos somam 29%. Não sabem ou não responderam chegam a 9%.

A pesquisa ouviu 2002 eleitores em 142 cidades, no período de 17 a 19 de agosto. A margem de erro é de dois percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número BR-01665/2018.

(Agência Brasil)

A força de Lula e o alerta para Ciro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (18), pelo jornalista Érico Firmo:

A pesquisa Ibope, contratada pelo Sistema Verdes Mares, é amostra impressionante da força de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Ceará. Ele aparece com 56% das intenções de voto no Estado. Chama atenção porque Ciro Gomes (PDT) também está na pesquisa. O percentual dele é de 15%.

Chama atenção, sobretudo, porque Ciro foi candidato a presidente duas vezes. Em ambas enfrentou Lula. E nas duas teve mais votos no Ceará. Em 1998, Ciro teve 909,4 mil votos no Estado, contra 872,2 mil de Lula. Em 2002, o placar foi de 1,52 milhão contra 1,35 milhão. Hoje, o placar é de 56% a 15%.

Sem Lula, Ciro sobe bastante, para 39%. Como o petista não deverá mesmo ser candidato, o pedetista não tem tanto com que se preocupar. Em tese, tem caminho livre para sua melhor votação no Estado.

O problema para ele é o potencial de transferência de voto de Lula para Fernando Haddad. Na pesquisa Ibope, fica em 2%. Pode ter certeza de que, se não será de jeito nenhum de 56%, também não ficará nos 2%.

Como o próprio Ciro diz, para ter alguma chance, ele precisa ir muito bem no Ceará. Até para sustentar o discurso que aborda as conquistas do Estado.

A força de Lula e o fato de ser o estado de Ciro cria cenário muito próprio no Ceará. Tanto Jair Bolsonaro (9%) quanto Marina Silva (5%) ficam bem abaixo de seus patamares nacionais. Bolsonaro tem a metade do que obtém em todo o Brasil. Mesmo no cenário sem Lula, Bolsonaro passa de 9% para 14%, abaixo de seu patamar nacional.

Com Lula, o candidato do PSL tem 9%, não tão distante assim dos 15% de Ciro.

Camilo Santana vence eleição no primeiro turno com 64% dos votos, diz Ibope

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Saiu a primeira pesquisa Ibope/Verdes Mares, com índices divulgados na noite desta quinta-feira (16).

Pelos números, o candidato do PT, Camilo Santana, venceria fácil se a eleição fosse hoje, com 64% da preferência do eleitorado. O segundo colocado, General Theophilo, do PSDB, ficaria com apenas 4% da intenção de votos.

A pesquisa foi realizada da segunda-feira (13) a quarta-feira (15), com 1.204 eleitores de 58 municípios cearenses, com margem de erro em 5%.

Supermercados desperdiçam R$ 3,9 bi em alimentos por ano, diz Abras

Os supermercados brasileiros desperdiçaram, no ano passado, o equivalente a R$ 3,9 bilhões em frutas, legumes e verduras e produtos das sessões de padaria, peixaria e açougue. Na comparação com 2016, houve queda de R$ 54.2 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na capital paulista.

O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), considerou números de 2.335 supermercados do país. Apenas em frutas, verduras e legumes, o desperdício atingiu R$ 1,8 bilhão no ano passado, aproximadamente R$ 600 mil a mais do que em 2014.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que sensibilizar o setor supermercadista para o desperdício é mais importante do que considerar as perdas financeiras. “Temos que discutir com todo o setor produtivo. Juntos somos capazes de resolver isso”, afirmou Milan.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa estatal de abastecimento que recebe produtos de 1,5 mil municípios brasileiros e de 14 países e comercializa de 10 a 12 mil toneladas diariamente, as perdas diárias são estimadas em 1,3%.

Segundo a chefe do Centro da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, para evitar o desperdício, é importante que o alimento tenha qualidade no momento da colheita. “O tratamento pós-colheita – passar cera – ajuda, mas não resolve. Para que se tenha um bom produto na gôndola, ele tem que ser produzido de maneira correta”, afirmou Anita.

Podridão

Anita identifica, entra os principais problemas que levam os alimentos à podridão, danos mecânicos na colheita e na pós-colheita – no momento da embalagem e no manuseio. A perda de água e os machucados nos alimentos, além disso, levam à redução considerável de valor.

Outro ponto levantado pela especialista é a diferença de temperatura a que o produto é submetido no período que abrange da colheita à embalagem e transporte até o destino final. Certos alimentos são transportados sob refrigeração e, quando chegam ao destino, levam choque de temperatura, o que acelera seu metabolismo e leva à perda de qualidade.

O diretor da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni, também destacou que metade das perdas do setor ocorre durante a logística (processo que envolve armazenagem, circulação e distribuição de produtos). A comercialização com menos intermediários da roça aos supermercados, permitindo melhores ganhos tanto para o produtor, e preços mais baixos para o consumidor, é uma das metas.

Agricultura familiar

Em junho deste ano, a Abras firmou protocolo de intenções para aumentar o relacionamento dos supermercados com a agricultura familiar. O consultor Vitor Correa, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, informou que técnicos já estão sendo capacitados para esse acompanhamento. Segundo Correa, atualmente, 3,5 milhões de famílias trabalham no setor, sendo 600 mil em cooperativas.

(Agência Brasil)

Brasil perde 661 vagas com carteira assinada em junho

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (20), mostram que foram fechadas 661 vagas de emprego formal em junho no país. No mês passado, foram registradas 1.167.531 admissões e 1.168.192 desligamentos.

No acumulado do ano, houve crescimento de 392.461 empregos, representando variação de +1,04%. Nos últimos 12 meses, foi registrado acréscimo de 280.093 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,74% em relação a igual período anterior. Em junho do ano passado, foram criados 9.821 novos empregos.

Esta é a primeira queda na criação de empregos com carteira assinada este ano. Em maio, foram gerados 33.659 empregos formais e, em abril, foi registrada a criação de 115.898 vagas. Os dados de junho mostram a dificuldade da recuperação econômica no país.

Segundo o Caged, houve crescimento do emprego em junho em três dos oito setores da economia. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de agropecuária, com mais 40.917 postos; serviços industriais de utilidade pública, com mais 1.151 postos, e serviços, com mais 589 postos.

Verificou-se queda no nível de emprego nos setores da indústria de transformação, com menos 20.470 postos; comércio, com menos 20.971 postos; administração pública, com menos 855 postos; construção civil, com menos 934 postos, e extrativa mineral, com menos 88 postos.

(Agência Brasil)