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Supermercados desperdiçam R$ 3,9 bi em alimentos por ano, diz Abras

Os supermercados brasileiros desperdiçaram, no ano passado, o equivalente a R$ 3,9 bilhões em frutas, legumes e verduras e produtos das sessões de padaria, peixaria e açougue. Na comparação com 2016, houve queda de R$ 54.2 milhões. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (15) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), na capital paulista.

O levantamento, feito em parceria com a Fundação Instituto de Administração (FIA/Provar), considerou números de 2.335 supermercados do país. Apenas em frutas, verduras e legumes, o desperdício atingiu R$ 1,8 bilhão no ano passado, aproximadamente R$ 600 mil a mais do que em 2014.

O superintendente da Abras, Márcio Milan, disse que sensibilizar o setor supermercadista para o desperdício é mais importante do que considerar as perdas financeiras. “Temos que discutir com todo o setor produtivo. Juntos somos capazes de resolver isso”, afirmou Milan.

Na Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (Ceagesp), empresa estatal de abastecimento que recebe produtos de 1,5 mil municípios brasileiros e de 14 países e comercializa de 10 a 12 mil toneladas diariamente, as perdas diárias são estimadas em 1,3%.

Segundo a chefe do Centro da Qualidade, Pesquisa e Desenvolvimento da Ceagesp, Anita Gutierrez, para evitar o desperdício, é importante que o alimento tenha qualidade no momento da colheita. “O tratamento pós-colheita – passar cera – ajuda, mas não resolve. Para que se tenha um bom produto na gôndola, ele tem que ser produzido de maneira correta”, afirmou Anita.

Podridão

Anita identifica, entra os principais problemas que levam os alimentos à podridão, danos mecânicos na colheita e na pós-colheita – no momento da embalagem e no manuseio. A perda de água e os machucados nos alimentos, além disso, levam à redução considerável de valor.

Outro ponto levantado pela especialista é a diferença de temperatura a que o produto é submetido no período que abrange da colheita à embalagem e transporte até o destino final. Certos alimentos são transportados sob refrigeração e, quando chegam ao destino, levam choque de temperatura, o que acelera seu metabolismo e leva à perda de qualidade.

O diretor da Associação Brasileira de Agronegócio, Luiz Cornacchioni, também destacou que metade das perdas do setor ocorre durante a logística (processo que envolve armazenagem, circulação e distribuição de produtos). A comercialização com menos intermediários da roça aos supermercados, permitindo melhores ganhos tanto para o produtor, e preços mais baixos para o consumidor, é uma das metas.

Agricultura familiar

Em junho deste ano, a Abras firmou protocolo de intenções para aumentar o relacionamento dos supermercados com a agricultura familiar. O consultor Vitor Correa, da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, informou que técnicos já estão sendo capacitados para esse acompanhamento. Segundo Correa, atualmente, 3,5 milhões de famílias trabalham no setor, sendo 600 mil em cooperativas.

(Agência Brasil)

Brasil perde 661 vagas com carteira assinada em junho

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados hoje (20), mostram que foram fechadas 661 vagas de emprego formal em junho no país. No mês passado, foram registradas 1.167.531 admissões e 1.168.192 desligamentos.

No acumulado do ano, houve crescimento de 392.461 empregos, representando variação de +1,04%. Nos últimos 12 meses, foi registrado acréscimo de 280.093 postos de trabalho, correspondente à variação de +0,74% em relação a igual período anterior. Em junho do ano passado, foram criados 9.821 novos empregos.

Esta é a primeira queda na criação de empregos com carteira assinada este ano. Em maio, foram gerados 33.659 empregos formais e, em abril, foi registrada a criação de 115.898 vagas. Os dados de junho mostram a dificuldade da recuperação econômica no país.

Segundo o Caged, houve crescimento do emprego em junho em três dos oito setores da economia. Os dados registram expansão no nível de emprego nos setores de agropecuária, com mais 40.917 postos; serviços industriais de utilidade pública, com mais 1.151 postos, e serviços, com mais 589 postos.

Verificou-se queda no nível de emprego nos setores da indústria de transformação, com menos 20.470 postos; comércio, com menos 20.971 postos; administração pública, com menos 855 postos; construção civil, com menos 934 postos, e extrativa mineral, com menos 88 postos.

(Agência Brasil)

96% dos usuários tiveram problemas com planos de saúde, diz pesquisa

Uma pesquisa feita pela Associação Paulista de Medicina (APM) aponta que 96% dos usuários de planos de saúde relataram algum tipo de problema na utilização do serviço nos últimos dois anos. O percentual é maior do que o verificado na última pesquisa em 2012 (77%). As consultas médicas e os exames foram os serviços mais usados e os que mais registraram problemas. Nas consultas médicas, as dificuldades passaram de 64% para 76%. No caso dos exames passaram de 40% para 72%. Foram entrevistadas 836 pessoas, entre 25 de abril e 2 de maio deste ano.

Segundo os dados, entre os pacientes que tiveram dificuldade nas consultas, o principal problema apontado é a demora na marcação (60%), seguido da saída do médico do plano (37%) e da falta de médico para as especialidades (23%). Com relação aos exames, 42% disseram que tiveram que realizar em lugares diferentes, 39% reclamaram da demora para a marcação, 38% apontaram para o fato de haver poucas opções de laboratórios e clínicas, 31% disseram que houve demora para a autorização de algum procedimento e 22% disseram que o plano não cobriu algum exame ou procedimento.

“Foi um crescimento muito grande quando se trata de uma área tão crítica quanto o sistema de saúde principalmente considerando que são pessoas que pagam pelo atendimento. É um número inaceitável”, avaliou o diretor da associação, Florisval Meinão.

“Com relação às dificuldades, os números querem dizer que as empresas trabalham com uma lógica comercial. Elas buscam trabalhar com redes muito restritas para atendimento e essa rede é insuficiente para garantir o atendimento. Daí essa demora na marcação de consultas e exames”, completou.

Com relação ao pronto atendimento, os usuários relatam que o local de espera estava lotado (76%), que o atendimento demorou muito (59%), que houve demora ou negativa para realização de exames ou procedimentos (34%) ou demora e negativa na transferência para internação hospitalar (12%).

Sobre as internações, 37% afirmaram ter poucas opções de hospitais, 26% tiveram dificuldade ou demora para o plano autorizar a internação e 16% se depararam com falta de vaga para internação. Com relação às cirurgias, 18% enfrentaram demora para a autorização, 9% não tiveram cobertura para materiais especiais e 8% não tiveram autorização.

“A situação que me parece mais grave é a do pronto atendimento. As pessoas não têm uma rede suficiente e têm sua situação agravada. Eles procuram as unidades de atendimento de urgência. A demora e a espera são muito grandes, as dificuldades para a realização de exame nesses locais também é grande, o paciente precisa internar e não consegue internação. Fica uma situação muito difícil para quem vive um problema agudo”, disse Meinão.

Como consequência do atendimento deficitário dos planos, a quantidade de usuários que foi obrigada a procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) passou de 15% há seis anos para 19% em 2018. Já aqueles que viram como única opção o atendimento particular passaram de 9% para 19%.

A APM também avaliou a opinião de 615 médicos – 90% deles declararam haver interferência das empresas no exercício da medicina. Seis em cada dez apontam restrições quanto à solicitação de exames para o diagnóstico e alternativas de tratamento, além de apontarem entraves para a prescrição de medicamentos de alto custo, tempo de internação e de pós-operatório. As entrevistas foram feitas entre 12 de junho e 2 de julho.

A pesquisa mostrou que 60% trabalham no SUS e desses apenas dois entre dez disseram conseguir internar um paciente com facilidade. Pelo menos 85% afirmaram também enfrentar problemas para obter uma sala de cirurgia, sendo que 91% apontam dificuldade excessiva. Nove em cada dez profissionais dizem que o SUS não tem equipamentos adequados para exames e diagnósticos.

Em decorrência dessas dificuldades, sete em cada dez médicos disseram já ter sido agredidos durante o exercício da profissão. Pelo menos 12% denunciaram que já foram vítimas de agressão física.

Em nota, a Associação Brasileira de Planos de Saúde (Abramge) afirma que mantém a disposição para manter um diálogo aberto e pede que as entidades e categorias profissionais busquem, em conjunto com as operadoras e as autoridades, soluções para os desafios do setor.

Entre os desafios, a associação destaca “a escalada incessante dos custos assistenciais, motivada principalmente pela mudança no perfil demográfico, com o consequente aumento da assistência à população idosa, e pela incorporação constante e indiscriminada de tecnologias, e aumento de fraudes/desperdícios e a da indevida judicialização da saúde”.

A associação reforça que o descredenciamento de médicos que pedem mais exames não é regra e critica o “excesso de solicitações de exames”. “Prova disso é que o país é o campeão mundial de realização de ressonância magnética, um triste exemplo de desperdício, pois, com toda a certeza, muitos desses exames são completamente desnecessários”, destacou a nota.

(Agência Brasil)

Balança comercial de serviços fechou 2017 com deficit de R$ 50,5 bi

A balança comercial do setor de serviços fechou o ano de 2017 com um saldo negativo de R$ 50,5 bilhões (US$ 13,1 bilhões). Enquanto as exportações somaram R$ 114,88 bilhões (US$ 29,8 bilhões), as importações foram maiores e chegaram a R$ 165,39 bilhões (US$ 42,9 bilhões). As informações são do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC).

O deficit na balança comercial de serviços foi 47,6% menor do que o registrado em 2016, quando as importações superaram as exportações em R$ 96,38 bilhões (US$ 25 bilhões). Em 2015, essa diferença foi de R$ 102,93 bilhões (US$ 26,7 bilhões) e em 2014, de R$ 106,79 bilhões (US$ 27,7 bilhões).

Entre 2014 e 2017, as importações caíram de R$ 187 bilhões (US$ 48,5 bilhões) para R$ 165,39 bilhões (US$ 42,9 bilhões). No mesmo período, as exportações foram de R$ 80,27 bilhões (US$ 20,82 bilhões) para R$ 114,88 bilhões (US$ 29,8 bilhões).

O setor de serviços tem participação importante na economia. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), este segmento foi responsável por 70% do valor adicionado ao Produto Interno Bruto (PIB) em 2017. Ainda de acordo com o órgão, ele emprega 21 milhões de pessoas.

No recorte por área, os serviços auxiliares ao setor financeiro tiveram maior participação nas exportações, com 32,5% das vendas para fora. Em seguida vêm os serviços profissionais (19,8%) e os de Tecnologia da Informação (7%).

O principal mercado das exportações brasileiras em 2017 foi os Estados Unidos. As vendas ao país somaram R$ 61,3 bilhões (US$ 15,9 bilhões), o que corresponde a mais da metade (53,3%) do total exportado. No ranking dos principais consumidores de serviços brasileiros estão Holanda, com R$ 5,78 bilhões (US$ 1,5 bilhão), Alemanha, com R$ 4,51 bilhões (US$ 1,17 bilhão), Suíça, com R$ 4,43 bilhões (US$ 1,15 bilhão) e Reino Unido, com R$ 3,86 bilhões (US$ 1 bilhão).

Segundo do secretário de comércio e serviços do MDIC, Douglas Finardi, na pauta de importações o peso principal é dos serviços de arrendamento mercantil, como aluguel de plataformas por empresas do setor de petróleo e gás. De acordo com Finardi, sem esses custos o saldo seria superavitário. Outros itens importantes no rol de importações são os serviços de transporte e armazenamento de mercadorias.

Na avaliação do secretário, um desafio para aumentar a exportação de serviços é fortalecer as atividades intensivas em conhecimento. “Esses serviços são maiores geradores de emprego de alto valor e que vão fazer diferença na arena global para que países possam ou não ter melhor inserção”, argumenta.

(Agência Brasil)

Bolsonaro começa a desidratar,diz pesquisa da XP/IPESPE

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A menos de quatro meses do primeiro turno, o deputado federal Jair Bolsonaro (PSL) mantém a liderança na corrida presidencial, mas está mais distante de seu melhor desempenho já registrado. É o que mostra pesquisa telefônica realizada pelo Ipespe (Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas) entre 11 e 13 de junho, a quarta encomendada pela XP Investimentos em cinco semanas. O InfoMoney teve acesso aos dados com exclusividade.

De acordo com o levantamento, o parlamentar agora tem entre 19% e 22% das intenções de voto, dependendo da situação avaliada. Em todos os casos, o pré-candidato pelo PSL teve oscilação para baixo de 1 ponto percentual em comparação com a semana anterior, movimento dentro da margem de erro de até 3,2 pontos percentuais para cima ou para baixo. O desempenho não freou a tendência de queda observada desde a máxima atingida por Bolsonaro no terceiro levantamento da série, de até 26%, entre 21 e 23 de maio.

O desempenho mostra dificuldade do deputado em conquistar apoio de outras faixas de eleitores fora da extrema-direita.

Na pesquisa espontânea, quando não são apresentados nomes de candidatos aos entrevistados, o deputado voltou aos 13% registrados no primeiro levantamento, após chegar a marcar 18% em sua melhor semana, entre 21 e 23 de maio. O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece tecnicamente empatado, com 12% das intenções de voto, em uma oscilação de 2 pontos percentuais para baixo em relação à semana anterior. Outros candidatos não passam de 2% nesta situação enquanto o grupo dos “não voto” (brancos, nulos e indecisos) soma 65%, 3 p.p. a mais que no último levantamento.

(Site Infomoney)

Datafolha pode enterrar Alckmin

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (9), pelo jornalista Henrique Araújo:

Pesquisa é pesquisa, costumam desconversar os pré-candidatos quando querem fingir naturalidade e engabelar o nervosismo diante do eleitor. É o caso de Geraldo Alckmin (PSDB). A nova rodada do Datafolha que chega aos jornais hoje ainda ou nas primeiras horas deste domingo tem o poder de enterrar ainda mais a candidatura do tucano ou de reanimá-la.

Se permanecer no mesmo patamar de agora ou cair um ponto porcentual que seja, o apoio ao ex-governador de São Paulo vai se erodir mais, a ponto de se tornar insustentável, forçando o partido a uma decisão: substituí-lo enquanto é tempo ou ir até o fim sob risco de não chegar ao segundo turno da disputa eleitoral. Num caso como no outro, uma escolha de Sofia.

Na última semana, porém, o PSDB emitiu sinais de que pode rifar o atual presidente nacional da legenda. Primeiro, com informações de bastidores segundo as quais Alckmin andaria inusualmente destemperado, o que sugere que a pressão indireta de João Doria pode estar pesando em seus ombros. Depois, com o lançamento do manifesto do centrão, cujos efeitos sobre a meia dúzia de candidaturas ligadas a esse miolo ideológico foi perto de zero.

Em sua defesa, Alckmin tem repetido que a campanha começa pra valer no horário eleitoral. É outra dessas meias verdades que candidatos mal colocados nos levantamentos de intenção de voto repetem com sorriso amarelo. E o do ex-inquilino do Palácio dos Bandeirantes tem essa coloração.

Mas a nova sondagem do Datafolha não interessa somente a Alckmin. Ciro Gomes (PDT), Marina Silva (Rede) e Jair Bolsonaro (PSC) estão de olho na pesquisa, que pode apontar tendências de movimentos para as próximas semanas.

Há dois cenários possíveis: um, a derrocada das candidaturas governistas (além de Alckmin, Henrique Meirelles, do MDB, e Rodrigo Maia, do Democratas). Dois: a polarização entre Bolsonaro e Ciro, que pode ter ultrapassado Marina e se aproximado do ex-capitão do Exército.

A pesquisa embute ainda um elemento adicional: é a primeira feita depois da greve dos caminhoneiros e do caos que se seguiu no País, com desabastecimento e uma guerra travada entre governo federal e entidades patronais em torno do pacote de bondades como a redução do diesel e o tabelamento do preço do frete.

Pesquisa aponta que Facebook perde usuários para YouTube nos EUA

O Facebook perdeu a preferência entre jovens, sendo ultrapassado por YouTube, Instagram e Snapchat. A conclusão é de uma pesquisa divulgada pelo Centro de Pesquisas em Internet e Sociedade Pew Research Center, grupo de investigação sediado nos Estados Unidos e famoso internacionalmente.

O levantamento ouviu 743 adolescentes entre 13 e 17 aos e mais de mil pais norte-americanos entre março de abril. Os dadoss são uma indicação mas não refletem a situação de outros países do mundo, muitos com índices de acesso à internet e a redes sociais diferentes dos EUA.

De acordo com o estudo, o YouTube é a plataforma mais popular, usada por 85% dos entrevistados. Em seguida, estão Instagram (72%), Snapchat (69%), Facebook (51%) e Twitter (32%). Entre aqueles que usam frequentemente, o Snapchat assume a liderança (35%), seguido pelo YouTube (32%), Instagram (15%) e Facebook (10%).

Na edição anterior da pesquisa, realizada em 2015, o Facebook foi a plataforma preferida dos adolescentes, sendo acessada por 71% dos entrevistados. Na sequência, Instagram (52%), Snapchat (41%) e Twitter (32%). Nessa rodada, o YouTube não era considerado nas entrevistas com meninos e meninas.

No recorte por renda, o Facebook ganha popularidade entre os menos abastados. Do total de entrevistados, o Facebook faz parte do dia a dia de 70% daqueles com renda anual por lar abaixo de US$ 30 mil. Entre aqueles com receita total da família acima de US$ 75 mil, o índice cai para 36%.

Na distribuição por gênero, o Snapchat foi mais popular entre meninas (42%) do que entre meninos (29%). Já o YouTube teve mais registros entre rapazes (39%) do que moças (25%).

Quanto ao efeito das redes sociais, a divisão é equilibrada. Dos participantes do levantamento, 31% as classificaram como positiva, 24% como negativa e 45% tiveram uma postura mais neutra, comentando que não veem impactos predominantes, benéficos ou prejudiciais.

Entre os que avaliam positivamente a presença das redes sociais, a maior contribuição seria viabilizar a conexão com amigos e com membros da família (40%), seguida pela facilidade na busca de informações (16%) e a interação com pessoas com interesses semelhantes (15%).

Os mais pessimistas sobre essas plataformas indicam como principais problemas o bullying e a difusão de rumores (27%), relacionamentos prejudiciais e a falta de contato humano (17%) e a produção não realista de imagem das pessoas sobre suas vidas (15%).

O levantamento também procurou entender os hábitos online dos adolescentes. Entre os entrevistados, 95% disseram possuir um smartphone e quase metade (45%) afirmou estar conectado praticamente durante todo o tempo.

(Agência Brasil)

Ibope aponta crescimento de vegetarianos no Brasil

No Brasil, 14% da população se declara vegetariana. É o que diz pesquisa do Ibope Inteligência realizada em abril deste ano. Nas regiões metropolitanas de São Paulo, Curitiba, Recife e Rio de Janeiro este percentual sobe para 16%. A estatística representa um crescimento de 100% em relação a 2012, quando a mesma pesquisa indicou que a proporção da população brasileira nas regiões metropolitanas que se declarava vegetariana era de 8% . Hoje, isto representa quase 30 milhões de brasileiros que se declaram adeptos a esta opção alimentar – um número maior do que as populações de toda a Austrália e Nova Zelândia juntas – em um grupo que inclui cada vez mais personalidades, como Xuxa Meneghel, Júnior Lima, Tatá Werneck, Yasmin Brunet, Luisa Mell, João Gordo, Isabelle Drummond e Giulia Gayoso. As informações são do site do Ibope.

A pesquisa mostra ainda o crescimento rápido no interesse por produtos veganos (ou seja, livres de qualquer ingrediente de origem animal) na população em geral: mais da metade dos entrevistados (55%) declara que consumiria mais produtos veganos se estivessem melhor indicados na embalagem ou se tivessem o mesmo preço que os produtos que estão acostumados a consumir (60%). Nas capitais, esta porcentagem sobe para 65%.

O salto surpreendente no número de pessoas que exclui alimentos de origem animal de seu cardápio reflete tendências mundiais consolidadas de busca por uma alimentação mais saudável, sustentável e ética. Por um lado, o reconhecimento dos benefícios de uma alimentação vegetariana para a saúde é cada vez maior, com grandes organizações – como a Organização Mundial de Saúde – se pronunciando sobre os riscos do consumo elevado de carnes. Por outro lado, o crescimento no número de pessoas que opta por excluir as carnes e derivados do cardápio, ou reduzir seu consumo, é impulsionado pela preocupação crescente da população com os impactos de seus hábitos de consumo. Dentre estas, estão as preocupações com o impacto ambiental negativo da pecuária e a indignação com as condições de vida impostas aos animais usados nos processos de produção.

Tempo gasto em computadores afeta bem-estar de jovens, diz pesquisa

Ficar em frente a telas para navegar na internet, acessar redes sociais ou jogar videogame tem impacto negativo no bem-estar de adolescentes. A tese é de uma pesquisa conduzida por três acadêmicos das universidades da Georgia e de San Diego, nos Estados Unidos. Os investigadores analisaram dados de um levantamento anual feito no país com respostas de mais de 1 milhão de meninos e meninas.

Os pesquisadores observaram os índices de bem-estar, entendido como uma sensação a partir de diversos critérios, e identificaram uma queda brusca, desde 2012, em aspectos como autoestima, satisfação com a vida e felicidade. O estudo revelou também redução no sentimento de satisfação como um todo, menos entusiasmo dos jovens na relação com amigos e na diversão e queda da sensação de segurança.

Ao buscar as causas da redução, chegaram à conclusão que quanto maior o uso de computadores e dispositivos eletrônicos, menor o bem-estar relatado pelos adolescentes entrevistados. Aqueles que usam meios eletrônicos por seis horas ou mais tiveram índices de infelicidade quase o dobro da média.

As atividades de maior impacto negativo foram: navegar na internet, jogar videogame e acessar redes sociais. Os adolescentes que gastam muito tempo em redes sociais apresentaram índice 68% maior de infelicidade. O efeito negativo sobre o bem-estar foi maior entre os adolescentes de menor idade do que entre os mais próximos da vida adulta.

Já aqueles jovens que passam menos tempo em frente a telas e que realizam outras atividades se disseram mais felizes. Entre as atividades relacionadas estão estudos, passeios, prática de esportes e interações sociais presenciais com a família, amigos e conhecidos.

“A combinação de interações sociais presenciais menores (que estimulam o bem-estar) e o uso de comunicações eletrônicas mais constante (que impactam negativamente o bem-estar) podem ser duas causas possíveis e relacionadas do declínio do bem-estar psicológico”, afirmam os autores no estudo.

Um dos fatores que estimularam o maior consumo de serviços eletrônicos, na avaliação dos autores é a disseminação de smartphones. Segundo o estudo, a presença de smartphones entre adolescentes pulou de 37% em 2012 para 73% em 2015. Além disso, o tempo crescente que os jovens gastam no uso de dispositivos eletrônicos tem impacto na qualidade do sono e pode, acrescentam os autores, levar ao vício.

(Agência Brasil)

Laboratório testa vacina com resultado duradouro contra o câncer

Pesquisadores do Laboratório Nacional de Biociências (LNBio), do Centro Nacional de Pesquisa em Energia de Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), desenvolveram uma combinação de vacinas contra o câncer com resultados duradouros quando testada em camundongos.

A vacina tem por objetivo estimular o sistema imune contra células tumorais que antes passavam desapercebidas. Uma vez detectadas, o próprio corpo passa a combatê-las. Esse tipo de estratégia já é conhecida e descrita na literatura médica. O que os pesquisadores brasileiros fizeram foi combinar diversas vacinas e observaram resultados promissores.

“Nós combinamos vacinas diferentes que fizemos no nosso laboratório, de modo a verificar a sinergia entre elas. Observamos que algumas combinações, além de muito efetivas para eliminar completamente o câncer, também conseguiram prevenir, evitar que os animais testados desenvolvessem um novo câncer”, disse o coordenador da pesquisa, Marcio Chaim Bajgelman.

De acordo com Márcio Chaim, os camundongos que receberam a vacina conseguiram combater as células cancerígenas iniciais, mantiveram uma “memória” sobre elas e as eliminaram quando infectadas pela segunda vez.

“Administramos novamente células de câncer e verificamos que houve uma proteção duradoura. Essas células não conseguiram se desenvolver e os animais eliminaram a primeira e a segunda levas de células tumorais, destacou.

Segundo o pesquisador, os pacientes com câncer, em muitos casos, apresentam recidiva – a volta da doença após o tratamento inicial. Muitas vezes o câncer volta mais forte e o medicamento usado inicialmente não surte efeito.“No nosso caso, verificamos a possibilidade de induzir uma resposta duradora que poderia prevenir essa recidiva”, afirmou.

Conforme Márcio Chaim, os ensaios do grupo de pesquisadores brasileiros estão sendo redimensionados para células humanas. O processo, até a aplicação em pacientes, poderá demorar até oito anos. Atualmente, o laboratório faz parcerias com outras instituições, a fim de receber tumores e sangue humano.

(Agência Brasil)

Estratégia de “preso político” não surte efeito e Lula cai 6 pontos em pesquisa

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) despencou seis pontos percentuais na pesquisa Datafolha, divulgada neste domingo (15) pelo jornal Folha de S.Paulo. Em janeiro último, Lula aparecia com 37% das intenções de voto à Presidência da República. Agora soma 31%.

Segundo especialistas, a queda ocorreu por causa da prisão do ex-presidente, por determinação do juiz federal Sérgio Moro. Lula se encontra recolhido na Superintendência da Polícia Federal, em Curitiba.

De acordo ainda com especialistas, não funcionou a estratégia do PT em transformar a prisão de Lula, em fator político.

Sem Lula na disputa, Marina Silva (Rede) e Ciro Gomes (PDT) são os “herdeiros” da expressiva intenção de voto do ex-presidente, com 20% e 15%, respectivamente. O petista Fernando Haddad herdaria somente 3% das intenções de voto de Lula.

Apesar da polarização da disputa pelos votos de Lula – os demais candidatos oscilam entre 3% a 5% -, Ciro e Marina ainda teriam que correr atrás da preferência dos indecisos, dos que votariam em branco e dos que anulariam o voto, que somam 35%.

No cenário atual, Lula lidera com 31%, seguido por Bolsonaro (15%), Marina (10%), Joaquim Barbosa (8%), Alckmin (6%), Ciro (5%), Álvaro Dias (3%), Manuela D’Ávila (2%), além de Collor, Rodrigo Maia, Henrique Meirelles e Flávio Rocha, com 1%, cada.

A pesquisa entrevistou 4.194 pessoas de 227 municípios, entre quarta-feira (11) e a sexta-feira (13). A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

(Com Agências / Foto: Arquivo)

57% consideram Lula culpado, mas país racha sobre prisão, mostra pesquisa Ipsos

A maioria da população brasileira (57%) considera que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), preso e condenado na Operação Lava Jato, é culpado dos crimes atribuídos a ele. O País, porém, está rachado em relação à prisão do petista: 50% são a favor e 46% são contra. Os dados são de pesquisa do instituto Ipsos.

“Os resultados mostram que a Lava Jato continua com alto suporte da população e que a prisão de Lula não encerra esse anseio”, disse o diretor do Ipsos, Danilo Cersosimo. “Além disso, a polarização do País em torno da figura de Lula segue alta.”

Conforme o levantamento, a quase totalidade da população (95%) acha que as investigações da Lava Jato devem continuar após a prisão do ex-presidente. Mas há dúvidas sobre a abrangência das mesmas.

Para 52% dos entrevistados, não é correto afirmar que “a Lava Jato está investigando todos os políticos”. Outros 41% estão de acordo com essa avaliação.

A percepção de que “a Lava Jato está investigando todos os partidos” atingiu o mínimo histórico da série de pesquisas Ipsos no fim de semana da prisão de Lula. Apenas 43% dos eleitores manifestaram concordância com a frase, e 47% disseram o contrário.

É a primeira vez, em dois anos, que aparece como minoritária a parcela da população que compartilha da avaliação de que todos os partidos são investigados. Em abril de 2016, 66% da população via a Lava Jato como empenhada em investigar todas as legendas – 23 pontos porcentuais a mais do que agora.

Na pesquisa, os entrevistadores do Ipsos leem uma série de frases e perguntam se há ou não concordância em relação a elas. O levantamento começou no sábado em que o ex-presidente foi preso e se estendeu até a segunda-feira passada. Foram ouvidas 1.200 pessoas. A margem de erro é de três pontos porcentuais para mais ou para menos.

O levantamento mostra que, mesmo com a convicção majoritária da culpa do petista, existe uma forte percepção de que “os poderosos querem tirar Lula da eleição”: 73% concordam com essa afirmação, e 23% discordam.

A maioria (55%) também concorda com a avaliação de que “a Lava Jato faz perseguição política contra Lula”. Outros 41% discordam.

Em relação à afirmação de que “a Lava Jato está mostrando que Lula é mais corrupto que os outros políticos”, aparece uma nova divisão: 51% discordam, e 44% concordam. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

(Agência Estado)

Medo do desemprego diminui no primeiro trimestre, revela pesquisa da CNI

O medo do desemprego diminuiu e o nível de satisfação aumentou no primeiro trimestre, revela pesquisa divulgada hoje (9) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). Segundo a CNI, os indicadores mostram que a população começa a perceber a recuperação da economia.

O Índice do Medo do Desemprego terminou março em 63,8 pontos, com queda de 2 pontos em relação ao nível registrado na pesquisa anterior, em dezembro. O Índice de Satisfação com a Vida encerrou março em 67,5 pontos, com alta de 1,9 pontos na comparação com o levantamento anterior, também divulgado em dezembro.

De acordo com a CNI, mesmo com o recuo, o indicador de expectativa em relação ao desemprego ainda está em níveis altos, bem acima da média histórica de 49,2 pontos. Para a entidade, a preocupação dos brasileiros ainda não reflete a recuperação da produção e do consumo porque o emprego normalmente é o último indicador a reagir em momentos de saída de crises econômicas.

Em relação ao Índice de Satisfação com a Vida, o valor obtido em março ainda está abaixo da média história de 67,5 pontos. Segundo a CNI, as pessoas começam a sentir os efeitos da melhora da economia e da queda da inflação, mas continuam menos satisfeitas que antes da crise econômica.

Segundo a CNI, os dois índices permitem antecipar as tendências do consumo das famílias. À medida que os dois indicadores melhoram (queda do medo do desemprego e aumento da satisfação pessoal), a população consome mais, impulsionando a recuperação da economia. O levantamento ouviu 2 mil pessoas em 126 municípios entre 22 e 25 de março.

(Agência Brasil)

Um terço dos desempregados sobrevive com bicos e trabalhos temporários

Um terço dos brasileiros desempregados atualmente sobrevive com bicos e trabalhos temporários, geralmente informais, mostra pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL). Para 29%, o sustento vem da ajuda financeira da família ou amigos e 7% recebem auxílio do programa Bolsa Família. Apenas 2% utilizam poupança ou investimentos. O estudo, que entrevistou 600 pessoas nas 27 capitais, revela que a falta de trabalho provocou a queda no padrão de vida de seis em cada dez brasileiros.

Entre os trabalhos informais mais comuns, estão os serviços gerais (21%) – manutenções, pedreiro, pintor, eletricista –, produção de comida para vender (11%) – como marmita, doces e salgados –, serviços de diaristas e lavagem de roupa (11%) e serviços de beleza, como manicure e cabeleireiro (8%). A média de dedicação a esse trabalho é de três dias por semana. Essa periodicidade revela, segundo o SPC/CNDL, não apenas uma escolha, mas escassez de oportunidade, pois apenas 12% dos que fazem bicos consideram que está fácil conseguir esses trabalhos.

O levantamento revelou também que 41% dos desempregados possuem contas em atraso, sendo que 27% estão com o nome negativado em serviços de proteção ao crédito. Os débitos mais frequentes são parcelas no cartão de loja (25%), faturas do cartão de crédito (21%), contas de luz (19%), contas de água (15%) e parcelas do carnê ou crediário (11%). O tempo de atraso médio das dívidas é de quase sete meses e o valor é de R$ 1.967, em média.

Em relação aos hábitos de consumo, a pesquisa mostra que mais da metade (52%) dos desempregados brasileiros abandonou algum projeto ou desistiu da aquisição de um sonho de consumo por causa da demissão. As iniciativas mais frequentes foram deixar fazer reserva financeira (28%), voltar atrás no plano de reformar a casa (25%), desistir de comprar ou trocar o carro (17%) e deixar de comprar móveis para a residência (17%). Foram citados ainda os planos de abrir o próprio negócio (16%), realizar uma faculdade ou pós-graduação (14%) e fazer uma grande viagem (13%). Também foi alto o percentual (38%) dos que disseram não ter sonho algum.

Vendas nos supermercados têm alta de 1,57% no primeiro bimestre

O faturamento do setor de supermercados teve alta de 1,57% em janeiro e fevereiro em comparação com o primeiro bimestre de 2017, segundo balanço divulgado hoje (29) pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em fevereiro, o setor registrou alta de 0,22% em relação ao mesmo mês do ano passado.

De acordo com o presidente da Abras, João Sanzovo Neto, o ritmo de crescimento ficou abaixo do esperado devido à deflação registrada nos preços dos alimentos. “Continuamos com a perspectiva de uma retomada nos preços de alguns alimentos de forma gradativa durante 2018”, ressaltou.

O índice de preços da própria Abras, relativo à cesta dos produtos mais consumidos, registrou queda de 1,82% em fevereiro em relação a janeiro. Os 35 itens pesquisados passaram de R$ 451,10 para R$ 442,88.

Para este ano, a entidade prevê crescimento de 3% do setor. Ao longo de 2017, os supermercados tiveram uma expansão de 1,25% nas vendas.

(Agência Brasil)

Bastam dois partidos?

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Editorial do O POVO deste sábado (31) aponta resultado de pesquisa, feita em parceria Brasil e Reino Unido, que mostra que os partidos políticos brasileiros são criados para servir os interesses dos políticos, não para representar os diferentes segmentos da sociedade. Confira:

Pesquisa inédita, coordenada pela Universidade de Oxford (Reino Unido) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV-Brasil), revela uma coisa que todos já sabiam: os partidos no Brasil são criados para servir os interesses dos políticos; não para representar os diferentes segmentos da sociedade. Mas o surpreendente é que os pesquisadores chegaram à conclusão que apenas dois partidos seriam suficientes para representar a sociedade brasileira no Congresso Nacional.

Consultando senadores e deputados, por meio de um questionário – com temas que iam da economia e controle fiscal à reforma política e o aborto -, os pesquisadores descobriram que as 25 legendas com representação no Parlamento poderiam ser divididas em dois grandes grupos: um de centro-direita (formado pelo chamado “centrão”, além do PP, PSDB e MDB) e outro de centro-esquerda (composto por partidos como PT, PC do B e PDT). O bloco de centro-direita tem hoje 60% das cadeiras na Câmara dos Deputados, e o de esquerda, 40%.

“No campo das ideias, pelos 20 assuntos que a gente mediu, dois partidos são suficientes e representariam razoavelmente e de forma coerente a sociedade. Um seria estaria mais à esquerda e outro mais à direita”, disse um dos coordenadores da pesquisa, o professor César Zucco (FGV), em entrevista à BBC Brasil, de onde foram compiladas as informações para este texto.

É importante frisar que a pesquisa não defende a instalação de um modelo bipartidário, apenas demonstra o que, empiricamente, sempre pareceu óbvio a um brasileiro medianamente informado. Qual seja, que a proliferação de partidos atende a interesses individuais ou de grupos políticos, em busca que usar as siglas como elemento de barganha política. Como bônus, ainda ganham o acesso ao generoso Fundo Partidário, bancado por recursos públicos. Talvez seja exagero dos pesquisadores resumir o arco ideológico a apenas dois partidos, mas um número não superior a cinco siglas, com certeza, representaria bem as diferentes propostas em debate no País.

Mas o pior é que, mesmo com o sentimento de rejeição generalizada ao comportamento dos políticos, que poderia apontar para uma renovação no parlamento, isso não deve acontecer. Para os pesquisadores o mesmo quadro tende a se repetir na eleição de outubro. Com o fim do financiamento empresarial às campanhas, os candidatos dependerão mais do Fundo Partidário. E quem tem mais acesso ao dinheiro, essencial em uma campanha eleitoral, são justamente os partidos que mais elegeram deputados em 2014.

Assim, infelizmente, na próxima legislatura, talvez tenhamos mais do mesmo.

Desemprego cresce e atinge 12,6%; país tem 13,1 milhões de desempregados

A taxa de desocupação voltou a crescer no trimestre encerrado em fevereiro deste ano, atingindo 12,6%, uma alta de 0,6 ponto percentual em relação ao trimestre encerrado em novembro do ano passado. O país passa a ter 13,1 milhões de desempregados, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad-C), divulgada hoje (29), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o IBGE, em números absolutos, o resultado representa mais 550 mil pessoas em busca de emprego, entre um trimestre e outro. Na avaliação do coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE, Cimar Azeredo, no entanto, o movimento de aumento na taxa de desemprego já era esperado e é comum nesta época do ano.

“Nesta época do ano, o crescimento da taxa é um movimento esperado. Sempre no primeiro trimestre do ano a taxa tende a subir, pois existe a dispensa dos trabalhadores temporários contratados para as festas de final de ano”, justificou.

Ainda em consequência deste movimento de dispensa de trabalhadores temporários, a pesquisa mostrou que, entre o trimestre encerrado em novembro e o que terminou em fevereiro, o país perdeu cerca de 858 mil postos de trabalho, com redução de 407 mil empregos no setor privado sem carteira e de 358 mil no setor público.

O número de empregados com com carteira de trabalho assinada ficou estável neste trimestre encerrado em fevereiro, em 33,1 milhões de trabalhadores, porém “foi o pior resultado em números absolutos da série histórica iniciada em 2012”, segundo Azeredo. As categorias empregador e trabalhadores por conta própria também ficaram estáveis.

A queda no número de postos de trabalho foi verificada principalmente no grupamento serviços, que reúne as atividades de administração púbica, defesa, seguridade, educação, saúde e serviços sociais, que chegou a perder 435 mil postos de trabalho; na construção, foram menos 277 mil empregos; e na indústria, menos 244 mil.

(Agência Brasil)

CNI divulgará Sondagem Indústria da Construção de fevereiro nesta segunda-feira

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) divulga nesta segunda-feira, 26, a partir das 14h30min, a Sondagem Indústria da Construção de fevereiro. A pesquisa será publicada no Portal da Indústria.

Feita entre 1º e 13 março, com 599 empresas do setor, o levantamento mostra a percepção dos empresários da construção sobre a utilização da capacidade de operação, o nível de atividade e o número de empregados de fevereiro deste ano. Revela as expectativas, em março, para os próximos seis meses sobre o nível de atividade, os novos empreendimentos e serviços, as compras de insumos e o número de empregados.

(CNI)

PSDB faz pesquisa sobre sucessão sem Tasso

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Tasso já virou até coordenador da futura campanha presidenciável de Alckmin.

O PSDB do Ceará encomendou pesquisa qualitativa e quantitativa sobre eleições, mas, claro, tudo ficou para consumo interno. A novidade é que o nome do senador Tasso Jereissati, o líder maior do tucanato cearense, não consta entre opções para o Governo. Pouco se sabe dos resultados, que continuam sendo avaliados em reuniões noturnas e sempre no escritório político de Jereissati.

O vice-presidente tucano Raimundo Gomes de Matos confirma que o nome de Tasso não entrou na pesquisa, que abre para avaliações quanto aos nomes, por exemplo, do Capitão Wagner, Roberto Pessoa e até de Geraldo Luciano, o tucano de peso executivo – vice do Grupo M.Dias Branco, que já avisou, por várias vezes, não querer carregar esse fardo sucessório.

O Capitão Wagner andou chutando o pau da barraca dos tucanos, depois que se mudou, de malas e bagagens, para comandar o Pros. Ele sempre aparece bem cotado, mas, naquela de que não é capitão para virar soldado de partido, vai acabar candidato mesmo a deputado federal, apostam alguns.

Há tucanos, no entanto, acreditando que se o quadro da violência permanecer como está, em crise, o Capitão possa repensar seus planos e o PSDB também repensar apoiá-lo. Pena, no caso, que por uma causa muito, muito complicada.

Justiça autoriza empresa a comercializar Aedes aegypti modificado

Uma liminar da 20ª Vara da Justiça Federal em Brasília liberou a comercialização de insetos Aedes aegypti geneticamente modificados. A Anvisa vinha analisando a regulação do Organismo Geneticamente Modificado (OGM) OX513A, mas a análise foi suspensa pela ordem judicial. O OX513A é produzido pela empresa Oxitec.

A ação foi movida pela Oxitec contra a Anvisa. No pedido, a empresa argumentou que a agência não tem competência para a regulação comercial do mosquito, uma vez que a Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) declarou, em 2014, a inexistência de perigo para a saúde humana, animal ou ambiental em sua circulação. Na decisão, o juiz federal Renato Borelli afirmou que “a CNTBio possui competência para emitir decisão técnica sobre a biossegurança de OGM” e que “tal decisão vincula os demais órgãos e entidades da administração”. A Anvisa, conforme o magistrado, “deveria ter observado a decisão técnica da CNTBio e promovido o registro do produto”.

“A documentação trazida aos autos dá conta de processo administrativo que se desenrola desde 2014 e que discutiu até o momento, basicamente, a competência da Anvisa para análise do feito, reclamando a situação intervenção judicial em face dos danos causados ao livre exercício da atividade profissional. Diante do exposto, defiro a tutela de urgência para que seja determinado à Anvisa que suspenda o processo administrativo de registro e autorização de comercialização do Organismo Geneticamente Modificado – OGM OX 513A, ficando autorizada a comercialização do produto pela parte autora, até nova ordem judicial”, diz a decisão.

Os insetos geneticamente modificados são sempre machos e, ao copularem com as fêmeas, transmitem um gene que impede que seus descendentes cheguem à fase adulta. A empresa, que já produz os insetos em fábricas instaladas no Brasil, espera utilizá-los para reduzir a população selvagem do Aedes transmissor do vírus causador da dengue, zika e chickungunya.

Segundo informações oficiais da Oxitec, mosquitos foram liberados em cinco locais, incluindo as cidades brasileiras de Juazeiro (BA), Jacobina (BA) e Piracicaba (SP), obtendo, como resultado, redução da população de Aedes aegypti selvagem de 82% a 99% em algumas áreas afetadas.

(Agência Brasil)