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Críticas injustas, apesar da gravidade do fato

Em artigo no O POVO deste sábado (27), o Doutor em Administração Pública e analista de políticas públicas do Ipece, Paulo Pontes, comenta os erros nas pesquisas do IBGE e do Ipea. Confira:

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) e o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) são duas instituições brasileiras que, ao longo dos anos, têm contribuído para que seja conhecida e transformada a realidade de nosso País. Ao IBGE cabe a importante tarefa de coletar e organizar dados estatísticos que nos permite conhecer a realidade brasileira em um determinado momento. Já o Ipea, através de suas análises e estudos, contribui para refletir sobre os problemas brasileiros e como é possível solucioná-los.

Apesar de essas duas instituições terem sido criadas durante períodos de restrição a liberdade política, o IBGE no ano de 1937 e o Ipea em 1967, elas conquistaram credibilidade e respeito, tornando-se referências em suas áreas de atuação, graças à competência de seus técnicos e a isenção de suas análises e estatísticas.

Nesse sentido é que a divulgação regular dos resultados, desde a segunda metade da década de 1970, da Pesquisa Anual de Amostra Domiciliar (Pnad), pelo IBGE, permite a pesquisadores, das mais diversas áreas e instituições, realizarem estudos sobre a sociedade brasileira e como ela tem evoluído através do tempo.

Infelizmente, nesse ano, esses dois órgãos viram-se envolvidos na divulgação de pesquisas que continham erros, fato que poderia macular a credibilidade duramente conquistada. Entretanto, a posterior retratação, apontando para as falhas cometidas, é uma evidência de que muitas críticas recebidas por esse fato podem ser consideradas como, no mínimo, injustas, apesar da gravidade do fato.

Relativamente ao erro na divulgação da Pnad já surgem diversas justificativas, sendo as principais focadas em problemas de gestão e no número inadequado de técnicos envolvidos nas diversas pesquisas elaboradas pelo IBGE. Já no caso do Ipea uma minuciosa revisão final no relatório, antes de sua divulgação, poderia ter evitado sua publicação com os erros identificados posteriormente.

Assim, torna-se necessário que sejam investigadas as causas que contribuíram para esses lamentáveis fatos, não no intuito de punir os responsáveis, mas buscando identificar os motivos para a sua ocorrência e que sejam adotadas medidas que previnam esse tipo de situação, dado que a divulgação de novas pesquisas ou relatórios com informações erradas poderá arranhar por muito tempo a credibilidade dessas.

Datafolha: Dilma 40%, Marina 27% e Aécio 18%

Pesquisa Datafolha divulgada na noite desta sexta-feira (26) aponta que a diferença entre a candidata a reeleição, Dilma Rousseff (PT), e Marina Silva (PSB) aumentou. A diferença que era de sete pontos percentuais no último levantamento aumentou seis pontos. O candidato do PSDB, Aécio Neves, oscilou um ponto. Confira os números:

Dilma Rousseff (PT): 40%; Marina Silva (PSB): 27%; Aécio Neves (PSDB): 18%; Pastor Everaldo (PSC): 1%; Luciana Genro (PSOL): 1%; Eduardo Jorge (PV): 1%; Zé Maria (PSTU), Rui Costa Pimenta (PCO), Eymael (PSDC), Levy Fidelix (PRTB) e Mauro Iasi (PCB) não chegaram a 1%; Branco/nulo/nenhum: 5%; Não sabe: 6%.

O Datafolha ouviu 11.474 eleitores em 402 municípios nos dias 25 e 26 de setembro. O nível de confiança é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo Jornal Folha de S.Paulo e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número BR-00782/2014.

(O POVO Online)

Vox Populi: Dilma tem 38% das intenções de voto; Marina, 25% e Aécio, 17%

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Pesquisa Vox Populi/Carta Capital divulgada nessa quinta-feira (25) mostra a candidata Dilma Rousseff (PT) na liderança com 38% das intenções de voto para a Presidência da República. A candidata do PSB, Marina Silva, aparece com 25% e Aécio Neves (PSDB) com 17%.

Na última pesquisa, do dia 10, Dilma tinha 36% das intenções, Marina tinha 28% e Aécio, 15%. Votos nulos e brancos eram 7% e o percentual de indecisos estava em 13%.

O Vox Populi fez duas simulações de segundo turno. Em uma disputa entre as candidatas Marina Silva e Dilma Rousseff, o empate técnico persiste. A petista tinha 41% e foi para 42%, enquanto a candidata do PSB passou de 42% para 41%.

Em uma disputa entre Dilma e Áecio, a candidata do PT venceria com 45% das intenções de voto contra 37% do candidato tucano. Na pesquisa anterior Dilma venceria por 44% a 36%.

Foram feitas 2 mil entrevistas em 147 cidades. O levantamento foi feito na terça-feira (23) e na quarta-feira (24). A margem de erro é 2,2 pontos percentuais. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral com o número BR-00757/2014.

(Agência Brasil)

Mercado de trabalho tem aumento da ocupação e de desempregados em agosto

O mercado de trabalho brasileiro em agosto registrou aumento de 0,8% no número de postos de trabalho em relação ao mês anterior, ao mesmo tempo em que teve um crescimento de 3,3% na quantidade de pessoas procurando emprego. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (25) pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo, isso fez com que a taxa de desemprego se mantivesse praticamente estável entre julho (4,9%) e agosto (5%).

Azeredo acredita que a situação pode estar vinculada a um evento que atraia muitas pessoas em busca de emprego, mas que não consiga absorver todo mundo, como as campanhas eleitorais.

“A pesquisa não mostra por que, no momento em que você tem avanço na ocupação, você também tenha um avanço também na pressão sobre o mercado de trabalho. Muitas vezes isso vem acompanhado da queda do rendimento. O que não é o caso [o rendimento aumentou 1,7% em relação a julho]. O que pode ter acontecido é alguma situação ter estimulado pessoas a procurar o mercado de trabalho. Eventos como eleições podem provocar isso”, disse.

Na passagem de julho para agosto, no entanto, a atividade que mais gerou postos de trabalho foi a construção (5,1%). Dos 178 mil postos gerados no período, 88 mil vieram do setor da construção.

A média de desemprego média de janeiro a agosto (4,9%) é a menor da série histórica, iniciada em 2003. Em 2012 e 2013, a taxa havia ficado em 5,7%. Por outro lado, o nível acumulado de ocupação entre janeiro e agosto – que mede a porcentagem da população ocupada em relação ao total da população em idade ativa – caiu de 53,9% em 2013 para 53,2% neste ano. Esse é o nível mais baixo desde 2010 (52,9%).

(Agência Brasil)

Tasso lidera disputa ao Senado com 57%, segundo Ibope

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O candidato do PSDB ao Senado, Tasso Jereissati, lidera a pesquisa Ibope, com 57% das intenções de voto, em dados divulgados, nesta quinta-feira. Mauro Filho (Pros) aparece em segundo, com 24% das intenções de voto, seguido por Geovana Cartaxo (PSB) e Raquel Dias (PSTU), ambas com 1%.

A pesquisa ouviu 1.204 eleitores entre os dias 21 e 23 de setembro, em 61 municípios. O levantamento foi encomendado pela TV Verdes Mares e foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral. A margem de erro é de três pontos percentuais para mais ou para menos.

Aborto clandestino no Brasil mata 20% das mulheres

A Anistia Internacional defendeu nessa quarta-feira (24) que o aborto seja tratado como uma questão de saúde pública e de direitos humanos, e não criminal. No Brasil, estimativas apontam que em torno de 1 milhão de mulheres fazem abortos clandestinos todos os anos, e 200 mil morram em consequência da operação. De acordo com o cientista político e assessor de Direitos Humanos da Anistia Internacional Brasil, Maurício Santoro, a criminalização da prática também é um problema muito grave de discriminação socioeconômica.

“A gente sabe que nos casos em que as mulheres são presas porque abortaram, são os feitos em casa. Ela procura o hospital depois, e acaba respondendo a processo. Então, aquelas que têm condições de procurar uma clínica clandestina, de melhor qualidade, não são criminalizadas, porque não sofrem as consequências de um aborto mal feito. Essa é uma das perversidades do aborto ilegal”, segundo Santoro.

Ele cita levantamento feito no estado do Rio de Janeiro, de 2007 a 2011, no qual foram encontradas 334 mulheres que sofreram processos criminais por terem abortado. Muitas delas moradoras no interior, na Baixada Fluminense e no subúrbio carioca.

(Agência Brasil)

Número de doadores de órgãos no Brasil aumentou quase 90% em seis anos

O número de doadores de órgãos no Brasil aumentou 89,7% nos últimos seis anos. Passou de 1.350, em 2008, para 2.562, em 2013. No mesmo período, o indicador nacional de doadores por milhão de habitantes subiu de 5,8 para 13,4, enquanto a fila de espera para transplante caiu de 64.774 mil para 37.736 mil (41,7%).

Dados divulgados nesta quarta-feira (24) pelo Ministério da Saúde apontam que, nos primeiros seis meses deste ano, o país realizou 11,4 mil transplantes. Desses, 6,6 mil foram cirurgias de córnea, 3,7 mil de órgãos sólidos (coração, fígado, rim, pâncreas e pulmão) e 965 de medula óssea. Em 2013, foram realizados 23.457 transplantes.

O coordenador geral do Sistema Nacional de Transplantes, Heder Murari, sinalizou que o governo deve atingir a meta de 14 doadores por milhão de habitante até o fim do ano. Lembrou que o Brasil é o país latino-americano com maior percentual de aceitação familiar para doação de órgãos. Das famílias brasileiras com situações de morte encefálica, 56% autorizaram a retirada. Na Argentina, no Uruguai e no Chile, os índices são, respectivamente, 52,8%, 52,6% e 51,1%.

Apesar dos avanços, o ministério lançou campanha na tentativa de aumentar a adesão das famílias à doação de órgãos. O objetivo é mostrar a importância da autorização para retirada de órgãos, após a confirmação do óbito. É a família que autoriza o procedimento, quando a situação do paciente é irreversível.

(Agência Brasil)

Ibope: Dilma 38%, Marina 29% e Aécio 19%

Pesquisa Ibope, divulgada nesta terça-feira (23) mostra recuperação da candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) e ampliação da vantagem com relação à segunda colocada Marina Silva (PSB). A petista, que tinha 36% na pesquisa divulgada no dia 16 de setembro, agora aparece com 38%. Marina, que tinha 30%, perdeu um ponto e agora tem 29%. Aécio Neves (PSDB) se manteve estável com 19%.

O instituto fez duas simulações de segundo turno entre Dilma x Marina e Dilma x Aécio. No primeiro cenário, a presidente, que tenta reeleição, subiu um ponto com relação à pesquisa anterior e agora tem 41%. Marina caiu dois pontos e está empatada numericamente com Dilma, com 41%. No segundo cenário, Rousseff ampliou a vantagem que já tinha contra o tucano Aécio Neves, que era de sete pontos, e agora tem onze de vantagem, 46% a 35%.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S.Paulo”. O Ibope ouviu 3.010 eleitores em 206 municípios entre os dias 20 e 22 de setembro. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos.

(O POVO Online)

Falhas da educação inclusiva ainda deixam 140 mil jovens fora das escolas

No país, cerca de 140 mil crianças e jovens estão fora da escola devido a deficiência, transtornos de desenvolvimento, autismo e superdotação, segundo levantamento na base de dados dos que recebem o Benefício de Prestação Continuada (BPC) na Escola e têm até 18 anos. A discussão sobre garantir o direito à educação inclusiva a todos os que têm deficiência é tema da Semana de Ação Mundial, que ocorre entre 21 e 27 de setembro e este ano tem como tema o Direito à Educação Inclusiva – Por Uma Escola e Um Mundo para Todos. Como parte das atividades da semana, um seminário foi realizado nesta terça-feira (23), em Brasília.

A coordenadora executiva da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Iracema Nascimento, avalia que houve avanços significativos na inclusão das pessoas com deficiência nas escolas. No entanto, diz que, para ampliar os resultados do trabalho e garantir as matrículas das pessoas com deficiência em escolas regulares, é preciso superar fatores como a falta de estrutura escolar e também ampliar a qualificação de professores e vencer a resistência de famílias. “ Às vezes, há resistência até das famílias, que ficam temerosas de que suas crianças sejam maltratadas”, disse Iracema.

Dados da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, obtidos a partir do Censo Escolar de 2013, do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), apontam que apenas 6% dos professores que atuam na educação básica têm formação continuada específica em educação especial de, no mínimo, 80 horas.

(Agência Brasil)

Aprovação da gestão Cid é de 43%

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Com pouco mais de três meses até o fim do segundo mandato, gestão Cid Gomes (Pros) é hoje considerada “ótima ou boa” por 43% dos cearenses. O dado integra a mais recente pesquisa O POVO/Datafolha e significa oscilação negativa de três pontos percentuais deste o último levantamento do tipo, em 3 de setembro. Mesmo com a redução, governo Cid ainda é aprovado por quase a metade do eleitorado cearense.

A alteração ocorre durante campanha eleitoral. Com a propaganda de rádio e TV, é mais comum que a avaliação do governo melhore nesse período. Em 2010, por exemplo, gestão Cid iniciou campanha pela sua reeleição com 45% de “ótimo ou bom”. Ao final do período eleitoral, mesmo índice subiu para 65%. Na nova pesquisa, avaliação “regular” do governador subiu de 34 para 37%. Já o percentual de eleitores que consideram o governo “ruim ou péssimo” se manteve estável em 15%, sem qualquer alteração.

Na média geral, nota da gestão também oscilou para 6,4 – 0,2 a menos que alcançava no início de setembro. Questionados sobre que nota dariam para a gestão, 11% dos entrevistados deram nota dez para o governo e 7% nota zero.

(O POVO)

Brasil tem 508 escolas rurais sem infraestrutura, diz estudo

No Brasil, 508 escolas rurais não têm condições de infraestrutura, têm baixa taxa de aprovação e muitos alunos abandonam os estudos. Nessas escolas não há sequer água filtrada. É o que mostra o estudo Escolas Esquecidas divulgado pelo Instituto CNA, ligado à Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil,  que mapeou esses centros de ensino. A maioria está nas regiões Norte e Nordeste e é de difícil acesso.

O estudo utiliza os dados do Censo Escolar de 2012 e revela instituições que não têm biblioteca, computador, TV, antena parabólica, videocassete, DVD, água filtrada, saneamento básico ou eletricidade.  Quase 40% dos estudantes repetiram de ano e 23% abandonaram os estudos. Nas demais escolas do país, a taxa de aprovação passa dos 83%, e o abandono chega a 3,8% no ensino fundamental e a 10,2% no ensino médio.

A maior parte dessas escolas está na Região Norte: 209 no estado do Pará e 202 no Amazonas. As demais escolas estão no Acre (36), no Maranhão (22), na Bahia (12) em Roraima (11), em Pernambuco (6), no Amapá (4), no Mato Grosso (3), no Piauí (2) e em Rondônia (1).

(Agência Brasil)

Uma análise sobre a pesquisa Datafolha

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (21):

A diferença entre Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo Santana até que diminuiu, mas em ritmo muito lento. Devagar. Quase parando. Um fosso que era de dez pontos percentuais, agora é de sete. No limite da margem de erro, a diferença pode ser de apenas um ponto percentual. No limite oposto, pode ser de treze pontos a favor de Eunício.Portanto, na reta final, se envolver demais na disputa não é recomendável aos de coração fraco ou mole.

Camilo cresceu dentro da margem de erro. Eunício permaneceu intacto. Com 41 estava. Com 41 permaneceu. Para avançar três pontos, Camilo teve que buscar votos entre os eleitores de Eliane, Ailton e os que não sabem, não votam ou prometem anular.

No Datafolha, há mais boas notícias para o senador do PMDB do que para o candidato do PT-Pros. Além de manter sua coluna de votos irredutível, Eunício viu as suas intenções espontâneas subirem de 19 para 25%. Camilo saiu de 18 para 19%. Como costuma argumentar Ciro Gomes, a manifestação espontânea é o resultado real que importa.

Por falar em Ciro, desmoralizado ficou o seu prognóstico da virada em 10 dias. Fez a profecia no já longínquo 18 de agosto. Lá se foi mais  de um mês. O que era uma fala para animar a tropa serve hoje para  desanimar. Agora, Camilo tem pouco mais de dez dias para fazer a virada.

Decisão do Supremo provoca queda de arrecadação do PIS e da Cofins

Uma decisão judicial do ano passado está trazendo impacto sobre o caixa federal em 2014. A retirada do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da base de cálculo do Programa de Integração Social (PIS) e da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) está reduzindo a arrecadação dos dois tributos neste ano.

A sentença do Supremo Tribunal Federal (STF), de março do ano passado, vale apenas para as mercadorias importadas, mas beneficiava apenas as empresas que entraram na Justiça. Em outubro do ano passado, no entanto, o governo admitiu a derrota e estendeu a redução da base de cálculo aos demais bens e serviços importados, ampliando o impacto sobre a arrecadação.

Segundo os dados mais recentes da Receita Federal, a arrecadação do PIS e da Cofins caiu 3,35% de janeiro a julho, descontada a inflação oficial pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em valores corrigidos pela inflação, a queda chega a R$ 4,9 bilhões em relação ao mesmo período do ano passado. Os dois tributos foram os que registraram a maior perda real de receita em 2014.

Por incidir sobre o faturamento das empresas, o PIS e a Cofins estão diretamente relacionados ao consumo. Mesmo com o menor número de dias úteis durante a Copa do Mundo, o volume de vendas subiu 3,5% no acumulado de 2014, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No entanto, a estabilidade no consumo não se refletiu em melhoria nas receitas dos dois tributos por causa da decisão judicial.

Conforme a Receita, ao considerar apenas as mercadorias importadas, a arrecadação do PIS e da Cofins apenas das mercadorias importadas caiu R$ 5,5 bilhões neste ano, descontado o IPCA. Se fossem levadas em conta apenas as mercadorias produzidas no país, a receita dos dois tributos teria subido R$ 2,45 bilhões em valores reais, alta de 2,19% acima da inflação oficial.

(Agência Brasil)

Tasso sobe quatro pontos e chega a 58%; Mauro oscila um ponto e fica com 19%

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Tasso Jereissati (PSDB) subiu quatro pontos percentuais na disputa pelo Senado no Ceará e lidera com 58% das intenções de voto. Mauro Filho (Pros) oscilou um ponto para baixo e tem 19%. Com o resultado, que integra nova rodada da pesquisa O POVO/Datafolha, diferença entre eles passa de 34 para 39 pontos. Geovana Cartaxo (PSB) e Raquel Dias (PSTU), ambas com 2% no levantamento de 3 de setembro, oscilaram para 1%.

Levando em conta apenas votos válidos, quando se excluem da conta eleitores indecisos e votos brancos e nulos, Tasso tem 74% e Mauro 24%. Nesse cenário, forma oficial como são divulgados resultados da eleição, diferença entre eles é de 50 pontos. Raquel Dias alcançaria 2% e Geovana Cartaxo 1%. Essa é a primeira pesquisa Datafolha a divulgar os votos válidos. A pesquisa foi realizada em 18 e 19 de setembro e ouviu 1,2 mil eleitores. Os números de registro TSE são CE-00022/2014 e BR-00695/2014.

Em comparação com as outras duas pesquisas, única alteração fora da margem de erro – de três pontos para mais ou para menos – é a de Tasso, que foi de 54% para 58%. Eleitores que dizem votar em branco ou nulo oscilaram de 9% para 7%, e número de indecisos foi de 13 para 14 pontos.

Tasso lidera em todos os segmentos de sexo, idade, escolaridade e renda. O pior desempenho do tucano ocorre entre eleitores mais jovens, de 16 a 24 anos (52%). É justamente neste segmento que Mauro vai melhor, alcançando 28%.

Voto descasado

A pesquisa mostra também descasamento entre as eleições para Governo e Senado. Dos eleitores de Camilo Santana (PT), 44% votariam em Tasso para senador. Já o candidato de Camilo, Mauro Filho (Pros), recebe 39% dos votos de eleitores do petista.

Entre eleitores de Eunício Oliveira (PMDB), 83% pretendem votar em Tasso, enquanto 9% dizem votar em Mauro.

Metodologia da pesquisa

O Datafolha ouviu 1,2 mil eleitores entre 18 e 19 de setembro, em 47 municípios do Ceará. A margem de erro máxima é de três pontos percentuais para mais ou para menos. O nível de confiança considerado é de 95%. Isso significa que, em 100 pesquisas com a mesma metodologia, em 95 os resultados estariam dentro da margem de erro.

A seleção dos eleitores pesquisados é feita por sorteio aleatório. A pesquisa foi contratada pelos jornais O POVO e Folha de S.Paulo. Está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com os números CE-00022/2014 e BR-00695/2014.

(O POVO Online)

Pesquisa: Camilo ganha três pontos, Eunício fica estável e lidera

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A terceira rodada da pesquisa O POVO/Datafolha revela que Camilo Santana (PT) oscilou três pontos percentuais para cima, chegou a 34% e encurtou para sete pontos sua distância para Eunício Oliveira (PMDB) na disputa pelo governo do Ceará. O peemedebista se mantém estável na liderança, com 41% e sem qualquer oscilação depois de duas semanas. O crescimento de Camilo ocorreu tirando votos basicamente de Eliane Novais (PSB) e Ailton Lopes (Psol), que oscilaram negativamente um ponto cada e ficaram com 3% e 1%, respectivamente.

Com 51% dos votos válidos, Eunício poderia hoje ser eleito no 1º turno. Porém, como a pesquisa possui margem de erro de três pontos para mais ou para menos, ainda existe possibilidade de segundo turno no Estado. Essa é a primeira pesquisa Datafolha que traz projeção de votos válidos, forma oficial de divulgação do resultado das eleições e que exclui eleitores indecisos e votos brancos e nulos. Considerando a variação máxima da margem de erro, o peemedebista poderia oscilar entre 48% e 54%.

Segundo turno

A pesquisa simula ainda cenário de segundo turno entre Eunício e Camilo. Pela projeção, o peemedebista venceria com 45% das intenções de voto, contra 37% do petista. Já brancos e nulos somam sete pontos. 11% dos eleitores se declararam indecisos. Os dados acima integram a pesquisa estimulada, quando é apresentada ao eleitor uma lista com os nomes dos candidatos. Neste tipo de pesquisa, 8% dos entrevistados disseram ainda votar em branco ou nulo e outros 13% se afirmaram indecisos.

Já na pesquisa espontânea, quando o eleitor diz em quem pretende votar sem ver lista com nomes, Eunício cresce acima da margem de erro e passa de 19 para 25 pontos. Já Camilo oscila positivamente um ponto, alcançando 19%. Apesar de não disputar eleição, o governador Cid Gomes (Pros) foi outro nome a ser lembrado pelos eleitores, alcançando 1%.

Além de liderar as intenções de voto, Eunício Oliveira também aparece com a menor taxa de rejeição, que permanece estável em 17%. Nessa pesquisa, onde os eleitores dizem em qual candidato não votariam de jeito nenhum, Ailton Lopes e Eliane Novais lideram, com 30% cada. Camilo aparece com 21% de rejeição.

Reta final

Essa é a terceira pesquisa de uma série realizada pelo O POVO em parceria com o jornal Folha de S. Paulo. Ela ouviu 1,2 mil eleitores com em 47 municípios do Ceará, entre os dias 18 e 19 de setembro – uma semana após ciclo de sabatinas do O POVO com candidatos ao Governo.

O levantamento baliza a situação dos candidatos no início da reta final da disputa, com um mês de campanha em rádio e TV e pouco mais de duas semanas até a eleição. A pesquisa foi registrada no TSE sob os números CE-00022/2014 e BR-00695/2014.

(O POVO Online)

Dilma diz que erros na Pnad são “inaceitáveis”

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A presidente Dilma Rousseff se mostrou contrariada nessa sexta-feira (19), ao ser informada dos erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad). Entre os erros está o índice de Gini, que mede a desigualdade no país. Segundo os dados, em 2012 estava em 0,496 e, em 2013, caiu para 0,495, o que mostra redução na desigualdade, ao invés do aumento  para 0,498, conforme divulgado.

Dilma convocou quatro ministros para dar esclarecimentos à imprensa neste sábado (20). A preside te também determinou uma comissão interministerial para investigar o caso, que classificou como “inaceitável”. De acordo com interlocutores do Governo, a presidente do IBGE, Wasmália Bivar, responsável pelo levantamento, perdeu as condições de permanecer no cargo.

(com agências)

Ceará e outros seis Estados: Governo apurará erros na Pnad

O Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão publicou nota na noite dessa sexta-feira (19)  manifestando-se sobre os erros na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), divulgada na quinta-feira (18). O órgão anunciou que vai criar uma comissão formada por especialistas renomados e instituições independentes para analisar a consistência da pesquisa.

Ainda de acordo com o comunicado, será criada comissão de sindicância para apurar as razões dos erros e responsabilidade funcional. Caso esta última fique provada, poderá haver medidas disciplinares, informa a nota. Segundo o texto, a comissão de sindicância será integrada pela Casa Civil, pelos ministérios do Planejamento e da Justiça e pela Controladoria-Geral da União.

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), houve erro em alguns dos resultados informados. O índice de Gini, por exemplo, que mede a desigualdade no país, em 2012 estava em 0,496 e, em 2013, caiu para 0,495, o que mostra redução da desigualdade social. No entanto, inicialmente havia sido divulgado índice de 0,498, o que mostraria aumento do índice.

Ceará e outros seis

O problema ocorreu nos estados do Ceará, de Pernambuco, da Bahia, de Minas Gerais, de São Paulo, do Paraná e do Rio Grande do Sul, onde existem regiões metropolitanas nas capitais e também em outros municípios, e levou à mudança nas análises nacionais, além das regionais.

(Agência Brasil)

Desigualdade está em queda apesar da estabilidade de índice, dizem ministros

Apesar da estabilidade em índice que mede a desigualdade, ministros dizem, em coletiva de imprensa, que os desequilíbrios sociais estão em queda constante. “Não acho que parou, essa estabilizada da desigualdade não veio para ficar. Os dados mostram que ela continua essa tendência de queda em 2014, para além dos dados da Pnad [Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios]”, disse o ministro da Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Marcelo Neri.

O índice de Gini, que mede a desigualdade de renda em um país – quanto mais próximo de 0 e mais distante de 1, reflete menor desigualdade – teve variação de 0,001, segundo os dados divulgados nessa quinta-feira (18). Em 2013, o indicador referente ao rendimento dos domicílios brasileiros ficou em 0,5, depois de ter caído pela primeira vez para 0,499 no ano anterior. De 2011 para 2012, a variação também foi pequena, de 0,501 para 0,499.

“De um lado, teve uma expansão importante, recente, do [Programa] Brasil sem Miséria, que é um programa muito focado. Isso, em junho de 2014. E, por outro, um aumento da escolaridade e redução do analfabetismo. São indicadores antecedentes, os mais importantes para prever o futuro da desigualdade de renda no Brasil”, acrescentou o ministro, ressaltando que são indicadores de que a desigualdade continuará caindo.

“Nossa avaliação é que a vida continua melhorando para todos os brasileiros. Tem vários aspectos que não só são extremamente positivos, mas mostram a sustentabilidade do crescimento e da melhoria de vida da população brasileira”, disse a ministra de Desenvolvimento Social e Combate à Fome, Tereza Campello. Ela citou que o rendimento médio de todos os trabalhadores, em 2013, melhorou 5,7% na comparação com 2012, subindo de R$ 1.590 para R$ 1.681.

Os dados também mostram, entretanto, que o aumento da renda entre os mais ricos cresceu mais que o aumento da renda entre os mais pobres. De 2012 para 2013, o crescimento da renda dos 10% mais ricos foi 6,3%, enquanto os 10% mais pobres tiveram ganho de rendimento de 3,5%.

Neri justificou a situação pelo alto crescimento, no ano anterior, da renda da parcela mais pobre. “A renda dos mais pobres está crescendo. Sempre que tem um ano de crescimento muito forte – no ano passado os 5% mais pobres tiveram crescimento real de 20%, isso é uma coisa, um crescimento triplamente chinês – então, este ano está tendo um crescimento mais ou menos em linha, até acima do PIB [Produto Interno Bruto] brasileiro”, disse.

O ministro da Educação, Henrique Paim, comemorou os resultados da área. Segundo ele, houve incremento no ritmo da média dos anos de estudo dos brasileiros. “Em uma década alcançaremos dois anos a mais de estudo, o que é significativo”, disse.

(Agência Brasil)

Rendimento mensal do trabalhador cearense é o menor do Brasil, aponta IBGE

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O rendimento mensal real dos trabalhadores no Ceará é de R$ 1.019, menor média do Brasil, conforme dados levantados no ano de 2013 pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (18).

Em primeiro lugar, está o Distrito Federal, com rendimento de R$ 3.114,00, e em seguida vem São Paulo, onde a média de rendimento dos trabalhadores é de R$ 2.083,00. O rendimento médio mensal real é referente a todos os trabalhos das pessoas de 15 anos ou mais ocupadas no ano de 2013. Junto com o Ceará, com as piores médias de rendimento mensal real estão os estados do Piauí, com R$ 1.037,00, e Alagoas, com R$ 1.052,00.

Segundo o IBGE, a maioria das Unidades da Federação apresentou acréscimo nos rendimentos de todos os trabalhos de 2012 para 2013, com destaque para as variações percentuais de 12,8% no Amazonas (de R$ 1.290,00 para R$ 1 455,00); de 11,4% no Rio Grande do Sul (de R$ 1.647,00 para R$ 1 835,00); e de 10,3% na Bahia (de R$ 1 113,00 para R$ 1.228,00). Houve redução do rendimento médio mensal real de todos os trabalhos no Acre (de R$ 1.342,00 para R$ 1.302,00), Amapá (de R$ 1.632,00 para R$ 1 616,00) e Espírito Santo (de R$ 1 77,00 para R$ 1.557,00), que ainda assim ficaram na frente do rendimento do trabalhador cearense.

(O POVO Online)

Ibope: Dilma cai para 36%, Marina tem 30%, e Aécio, 19%

Pesquisa Ibope contratada pelo Estadão e pela Rede Globo traz queda na intenção de voto na presidente Dilma Rousseff (PT) e uma diminuição da distância entre a candidata do PSB, Marina Silva, e o candidato do PSDB, Aécio Neves, no primeiro turno. Os dados mostram que Dilma caiu de 39% para 36%, enquanto Marina oscilou de 31% para 30% e Aécio subiu de 15% para 19%.

O pastor Everaldo Pereira (PSC) manteve 1% das intenções de voto na comparação com a pesquisa anterior, realizada entre 5 e 8 de setembro. A soma dos outros candidatos também se manteve em 1%. Brancos e nulos oscilaram de 8% para 7% e indecisos, de 5% para 6%.

A pesquisa Ibope entrevistou 3.010 eleitores entre 13 e 15 de setembro em 204 municípios de todo o País. A margem de erro máxima é de dois pontos porcentuais para mais ou para menos, em um nível de confiança estimado de 95%. Ou seja, se fossem feitas 100 pesquisas idênticas a esta, 95 deveriam apresentar resultados dentro da margem de erro. A pesquisa foi registrada na Justiça eleitoral com o número BR-00657/2014.

(O POVO Online com Agência Estado)