Blog do Eliomar

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Preço médio do diesel tem reajuste de 2,8% e passa a R$ 2,36 por litro neste domingo

O preço médio do diesel vai ter um reajuste de 2,8% a partir deste domingo (30), passando a R$ 2,3606 por litro. A informação foi divulgada pela Petrobras por meio de nota. Segundo a companhia, “o valor reflete a média aritmética dos preços de diesel rodoviário, sem tributos, praticados pela Petrobras em suas refinarias e terminais no território brasileiro”.

A alteração no preço atende à metodologia definida na Resolução nº 743/2018 da Agência Nacional do Petróleo, Gás e Biocombustíveis (ANP) para os novos preços de referência correspondentes ao terceiro período da terceira fase do Programa de Subvenção Econômica do Diesel, que se estende de 30 de setembro a 29 de outubro.

De acordo com a Petrobras, o novo período do programa “continua a prever o ajuste nos preços médios regionais (Sul, Sudeste, Centro-Oeste, Norte sem Tocantins e Nordeste com Tocantins). O pagamento da subvenção permanece condicionado à comprovação de que os preços praticados pelas empresas habilitadas são inferiores aos preços de comercialização definidos pela ANP para as cinco regiões”.

(Agência Brasil)

Petrobras anuncia novo reajuste da gasolina nas refinarias

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A partir deste sábado (28), o preço da gasolina estará 0,92% mais caro nas refinarias. O anúncio é da Petrobras, que nos últimos 12 meses já promoveu reajustes com índices quatro vezes mais que a inflação no mesmo período.

Enquanto a gasolina subiu quase 30% nos últimos 12 meses, a inflação acumulada no período ficou em 7,78%.

Apesar do reajuste nas refinarias, os postos de combustíveis podem aplicar ou não o índice em suas bombas.

(Com Agências / Foto: Arquivo)

ANP descarta periodicidade mínima para reajuste de combustíveis

A Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) não adotará medida estabelecendo periodicidade mínima para os reajustes de preço dos combustíveis na etapa de produção ou nos demais elos da cadeia de abastecimento. A ANP pretende elaborar resolução a ser submetida à consulta e audiência pública, estabelecendo mecanismos de aumento da transparência na formação dos preços dos combustíveis no país.

A decisão baseou-se nos resultados da Tomada Pública de Contribuições (TCP) sobre a conveniência de estabelecer periodicidade mínima para repasse dos reajustes de preços de combustíveis, divulgados nessa quinta-feira (19). A TPC foi realizada pela ANP de 11 de junho a 2 deste mês e recebeu 179 e-mails que resultaram em 146 manifestações de diferentes públicos, entre os quais consumidores finais (77), revendedores (16), transportadores (13), consultores (12), e distribuidores (10).

De acordo com a ANP, a resolução que será submetida à consulta e audiência pública estabelecerá ainda que as empresas não devem instituir periodicidade fixa para reajustes, nem divulgar os preços médios regionais ou nacionais, mas os efetivamente praticados em cada ponto de entrega”. O texto recomendará ainda que produtores e demais elos da cadeia de abastecimento não divulguem antecipadamente a data de seus reajustes de preços.

A ANP defende mais competitividade na área de refino no Brasil e, nesse sentido, deverá informar o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) sobre a necessidade de “avaliação da estrutura de refino no Brasil, buscando identificar proposição de medidas que estimulem a entrada de novos atores no segmento e ampliem a concorrência com efeitos benéficos aos preços de venda ao consumidor”.

A agência pretende também encaminhar aos ministérios da Fazenda e de Minas e Energia as sugestões referentes à adoção de mecanismos tributários que amorteçam os reajustes dos preços dos combustíveis, informou a assessoria de imprensa do órgão.

(Agência Brasil)

Petrobras reduz preço da gasolina nas refinarias em 1,75%

A Petrobras reduziu hoje (14) novamente o preço da gasolina nas refinarias em 1,75%. O valor caiu de R$ 2,032 para R$ 1,997. Não houve alteração no preço do diesel, que está em R$ 2,031 e passou a ter outra política de reajuste após a greve nacional dos caminhoneiros.

A diminuição do preço da gasolina nas refinarias foi a quinta mudança nesta semana. Em julho, já foram 10 reajustes. No início do mês, dia 3, o preço às distribuidoras estava em R$ 1,985. Foi sendo alterado até chegar a R$ 2,032 ontem (13), quando foi reduzido para os patamares anunciados hoje.

Contudo, a redução dos preços nas refinarias não significa impacto direto nas bombas. Isso porque o preço é definido pelos proprietários dos postos a partir de vários elementos que fazem parte da composição dos preços do combustível.

O preço dos combustíveis na bomba é formado por uma série de fatores. Postos compram de refinarias, como as da Petrobras, agregam impostos e contribuições (como a Cide, a Pis/Cofins e o ICMS) e incluem custos e margens de lucro. Além disso, entre a refinaria e a bomba há adição de etanol à gasolina e de biodiesel ao diesel.

A Petrobras justifica os reajustes pelo fato dos preços estarem vinculados ao mercado internacional. “A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”, justifica a empresa em informe institucional.

(Agência Brasil)

Governo haitiano revoga aumento de combustíveis após protestos

O governo do Haiti revogou neste sábado (7) o forte aumento decretado sobre o preço dos combustíveis após os violentos protestos na capital e outros pontos do país que deixaram três mortos. A decisão foi anunciada pelo primeiro-ministro, Jacques Guy Lafontant, horas depois de fazer um apelo à paz e solicitar o restabelecimento da ordem.

Os protestos começaram depois que as autoridades estabeleceram aumentos de 49% no preço da gasolina, de 40% no diesel e de mais de 50% no querosene, muito utilizado para iluminar as casas de haitianos com menos recursos.

Meios de comunicação locais afirmam que o presidente haitiano, Jovenel Moise, falará ao país nas próximas horas, após retornar da Jamaica, onde participou da cúpula do Caricom.

Por outra parte, autoridades confirmaram que vários hotéis foram atacados na exclusiva área de Pentionville, em Porto Príncipe, enquanto dezenas de veículos foram incendiados e outros tantos supermercados foram saqueados.

O aeroporto Toussaint Louverture, da capital, anunciou o fechamento das suas operações enquanto também foram registrados incidentes de violência em outros pontos do país.

O aumento no preço dos combustíveis é uma das medidas tomadas pelo governo haitiano como parte de um programa de ajustes assinado em fevereiro deste ano com o Fundo Monetário Internacional (FMI).

(Agência Brasil)

Preço da gasolina sobe em refinarias, mas baixa nos postos, diz ANP

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Apesar de terem subido nas últimas semanas nas refinarias, nos postos, os preços da gasolina, em valores médios, vêm caindo nos estados, revela pesquisa feita semanalmente pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

O litro da gasolina nas refinarias da Petrobras era de R$ 1,94 em 30 de junho e subiu, gradativamente, para R$ 2,02, valor do combustível partir deste sábado (7). Porém, de acordo com a ANP, era de R$ 4,57 na semana de 10 a 16 do mês passado, passou para R$ 4,53 entre os dias 17 e 23, caiu para R$ 4,498 entre 24 e 30 e ficou em R$ 4,49 de 1º a 7 de julho.

Da mesma forma, o diesel mantém-se em R$ 3,03 nas refinarias da Petrobras desde o dia 1º de junho, mas vem caindo nos postos: de R$ 3,43 na semana de 10 a 16 de junho caiu para R$ 3,38 entre 1º e 7 de julho, diz o levantamento da ANP.

O etanol, que não é refinado pela Petrobras, mas por dezenas de refinarias em várias regiões do país, também vem passando por uma curva descendente nos postos. De acordo com a ANP, o preço do litro caiu de R$ 2,94, na semana entre 10 e 16 de junho, para R$ 2,83 entre 1º e 7 de julho.

Além da lei de livre mercado, da oferta e da procura, incidem sobre os preços dos combustíveis fatores como impostos estaduais e o câmbio internacional, principalmente o valor do dólar frente ao real.

(Agência Brasil)

Entrega despudorada do petróleo

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (24):

Enquanto as atenções do País estavam voltadas para a Copa do Mundo e os principais meios de comunicação social davam destaque ao vergonhoso espetáculo de machismo, traduzido na “curra virtual” de mulheres russas, por manifestoches brasileiros, o Brasil registrava a maior investida de corsários estrangeiros contra o principal ativo nacional: o petróleo do pré-sal.

O seu filé mignon – a área da Concessão Onerosa – foi entregue, traiçoeiramente, às petrolíferas multinacionais, na sessão de quarta-feira à noite da Câmara dos Deputados.

Na ocasião, uma maioria de 217 votos a 57 e 4 abstenções, aprovou o PL 8.939/17, do deputado José Carlos Aleluia (DEM-BA), com substitutivo global do deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE) derrubando a legislação que proibia a Petrobras de repassar às petroleiras estrangeiras um patrimônio (correspondente a 650 bilhões de reais) que lhe fora cedido onerosamente pela União para ser revertido, exclusivamente, em recursos para a Saúde e a Educação.

Para quem vem acompanhando a situação de perto, não há surpresas (a não ser com o cinismo despudorado), já que esse era o desfecho previsível de um roteiro de destruição nacional que começou a ganhar corpo com o esdrúxulo julgamento do Mensalão, prosseguiu com a demolição da economia nacional por uma Lava Jato descomprometida com os interesses estratégicos do Estado brasileiro, e teleguiada de fora, e teve seus últimos lances traduzidos no golpe que destituiu o governo nacionalista de Dilma Rousseff e tenta impedir previamente a eleição do líder desejado pela maioria dos entrevistados nas pesquisas pré-eleitorais.

A corrupção na Petrobrás (que já proliferava antes da ditadura) é um traque diante do rombo abissal causado pela bomba-atômica do entreguismo sabujo, que afundou a economia nacional e pôs o Brasil de joelhos diante de Tio Sam, numa prestação escandalosa de vassalagem.

Os últimos detalhes da pesquisa DataFolha, publicados na última sexta feira, apontam os caminhos para a reversão desse quadro tétrico: a eleição de um governo legítimo, acatado por uma maioria explícita, sem casuísmos, conforme intui a sabedoria popular.

Na pesquisa, o ex-presidente Lula foi considerado por 32% dos entrevistados, o pré-candidato ao Planalto mais preparado para acelerar o crescimento da economia do país. Contudo, vem sendo mantido como preso político há mais de dois meses justamente para não disputar as eleições presidenciais de 2018, cujos prognósticos lhe são totalmente favoráveis.

Fariseus

Em artigo sobre patriotismo, o jornalista Waldemir Catanho aponta que a exploração de petróleo gera receita para o capital estrangeiro de oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para este ano. Confira:

“Ai de vocês, mestres da lei e fariseus, hipócritas! Vocês são como sepulcros caiados: bonitos por fora, mas por dentro estão cheios de ossos e de todo tipo de imundície.

Assim são vocês: por fora parecem justos ao povo, mas por dentro estão cheios de hipocrisia e maldade.” (Mateus 23 : 27 – 28)

Confesso que, embora católico, deve ser a primeira vez que faço uma citação da Bíblia em algum texto que escrevo. Mas ao ver chegada mais uma Copa, o verde amarelo tomando conta novamente das ruas, lembrei-me do termo fariseu e foi irresistível usá-lo aqui.

Não me refiro a quem trabalha de biscateiro ou tá desempregado. A quem é empregado doméstico ou comerciário, operário ou motorista. Ao dono do mercadinho ou da oficina. A quem de boa fé junta a turma pra decorar com fitinhas verde-amarelo as ruas do João XXIII, do Canindezinho, do Vila Velha, do Dendê, Bom Jardim ou do Lagamar. A quem usa suas blusas da seleção nos ônibus do Conjunto Ceará / Aldeota ou do Siqueira / Papicu. Falo de outra turma.

Os fariseus são aqueles que bradam que nossa bandeira jamais será vermelha mas se calam diante da entrega de simplesmente 70% das nossas reservas de petróleo do pré-sal para empresas estrangeiras, abrindo mão de um patrimônio de até 195 bilhões de dólares, ou 721 bilhões de reais. Isso é oito vezes o orçamento do Ministério da Educação para 2018, ou seis vezes o orçamento do Ministério da Saúde para este ano!

Sim, se você não sabe, na última quarta-feira, dia 20, em meio ao furor verde amarelo da Copa, essa medida foi aprovada pela base de sustentação do Governo golpista na Câmara dos Deputados. A mesma base de sustentação que após evocar o nome de Deus, o amor ao Brasil e às suas famílias durante a votação do afastamento da presidente Dilma, aprovou a criação de benefícios fiscais pelos próximos 30 anos para as mesmas petroleiras estrangeiras que serão beneficiadas novamente agora com essa nova medida. E olha, não foi um trocado qualquer. Estudos de consultores legislativos da própria Câmara estimam que os benefícios aprovados em novembro do ano passado vão significar uma renúncia fiscal da ordem de R$ 40 bilhões / ano, o equivalente a R$ 1 trilhão de reais em 25 anos. Dinheiro, talvez, sem serventia.

Mas o amor à pátria não para por aí. Está saindo do forno a venda das refinarias Alberto Pasqualini (Rio Grande do Sul), Presidente Vargas (Paraná), Landoupho Alves (Bahia) e Abreu e Lima (Pernambuco). É em função dessa venda que o governo golpista criou uma politica em que o preço do gás de cozinha, da gasolina e do diesel ficam atrelados ao dólar e ao mercado internacional. Quem comprar as refinarias já vai ter garantidas margens de lucro altíssimas.

Em nenhum desses episódios vimos nossos bravos patriotas se dirigirem à Praça Portugal ou bancarem notas em páginas de jornais como quando ficaram indignados com as pedaladas da Presidente Dilma. As panelas só servem agora para o grande regabofe em que se transformou a entrega de nossas principais riquezas. Uma farra onde lucram apenas setores de nossas elites, sócias menores das elites estrangeiras.

O patriotismo não tem nada a ver com isso. O verdadeiro patriotismo tem que olhar para as condições de vida de todo o nosso povo e não apenas de uma parte dele. Tem que entender que muitas vezes o interesse do capital norte americano, europeu ou chinês é contraditório com os interesses do povo brasileiro. O caso da Eletrobrás é um bom exemplo disso.

Sem uma Eletrobrás brasileira e estatal não teria sido possível executar um programa como o Luz Para Todos que durante os governos Lula e Dilma levou o direito de se guardar comida em geladeira para mais de 3 milhões de famílias moradoras das zonas rurais do país que até então viviam sem energia elétrica.

Mas agora o patriotismo do governo golpista e de seus deputados e senadores planeja vender essa mesma Eletrobrás, incluindo Chesf, Eletronorte e Furnas. Os compradores certamente serão empresas estrangeiras. E da mesma forma que no caso das refinarias a venda está sendo feita com a promessa de garantia dos lucros dos compradores através do preço futuro das tarifas de energia. E aí lhe pergunto: quem vai lucrar e quem vai pagar o pato?

O nome disso não é patriotismo, mas entreguismo.

Waldemir Catanho, jornalista

Plenário da Câmara aprova texto-base da cessão onerosa do pré-sal

O plenário da Câmara aprovou nessa quarta-feira (20), por 217 votos a 57 e 4 abstenções, o texto-base da proposta que permite à Petrobras transferir ou negociar até 70% dos campos da cessão onerosa do pré-sal na Bacia de Santos. Ainda faltam ser votados os destaques, sugestões que podem alterar o texto.

O texto aprovado foi o substitutivo apresentado pelo deputado Fernando Coelho Filho (DEM-PE). Pela proposta, a cessão deverá produzir efeitos até que a Petrobras extraia o número de barris equivalentes de petróleo definido em respectivo contrato de cessão, podendo exceder a 5 bilhões de barris equivalentes de petróleo.

A proposta altera trechos da Lei 12276/2010 e passa a permitir a possibilidade de que, em casos de revisão do contrato de cessão onerosa, seja permitido o ressarcimento à petrolífera também em barris de petróleo.

Atualmente, a legislação concede exclusividade à petrolífera no exercício das atividades de pesquisa e lavra de petróleo, de gás natural e de outros hidrocarbonetos fluidos nessas áreas, e proíbe, expressamente, sua transferência.

Pelo texto do Projeto de Lei 8939/2017, a Petrobras terá de manter 30% da participação no consórcio formado com a empresa parceira e a Agência Nacional de Petróleo (ANP) e deverá conceder autorização prévia e expressa. O projeto determina ainda que a Petrobras e a ANP publiquem, previamente, as motivações técnicas, econômicas e jurídicas que balizaram suas decisões.

Segundo a medida, além dessas condições, também será exigido que sejam mantidos o objeto e as condições contratuais e que o novo cessionário atenda a todos os requisitos técnicos, econômicos e jurídicos estabelecidos pela ANP.

O contrato e sua revisão deverão ser submetidos à prévia apreciação do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE).

(Agência Brasil)

Produção média de petróleo registra queda de 1,2 % em maio, informa a Petrobras

A produção de petróleo e gás da Petrobras, incluindo líquidos de gás natural (LGN), atingiu 2,67 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed) no mês de maio. Desse total, 2,57 milhões boed foram produzidos no Brasil e 96 mil boed no exterior. A produção total operada pela companhia tanto na parcela própria, como a dos parceiros, alcançou 3,34 milhões boed, sendo 3,2 milhões boed no Brasil.

Segundo a estatal, a produção média de petróleo no país ficou em 2,07 milhões de barris por dia (bpd). Esse volume representa uma queda de 1,2% em comparação ao mês anterior e, de acordo com a empresa, foi causada, principalmente, pela parada para manutenção da plataforma FPSO Cidade de Saquarema, localizada no campo de Lula no pré-sal da Bacia de Santos.

Já a produção de gás natural no Brasil, excluído o volume liquefeito, ficou em 81 milhões de metros cúbicos ao dia m³/d, o que significa alta de 2,4% em relação a abril. “Esse aumento se deve, principalmente, à maior demanda de gás para geração termoelétrica no estado do Amazonas e ao término da parada na plataforma do campo de Peroá, na Bacia do Espirito Santo”, indicou a Petrobras.

Exterior

Outro resultado positivo foi na produção de petróleo no exterior, que atingiu 59 mil bpd, volume 1,3% superior ao mês anterior. Com 6,4 milhões de m³/d, a produção de gás natural também registrou alta de 0,8%, se comparada ao volume produzido em abril. “Esses aumentos ocorreram em função da normalização da produção de óleo após manutenções realizadas no campo de Saint Malo, nos EUA, e da maior demanda de gás na Bolívia”, informou a companhia.

(Agência Brasil)

Governo discutirá política de amortecimento de preços de combustíveis nesta segunda-feira

O Ministério de Minas e Energia (MME) estuda a criação de uma política de amortecimento de preços dos combustíveis que chegue ao bolso do consumidor. Nesta segunda-feira (4), técnicos do MME e do Ministério da Fazenda, que integram o grupo de trabalho criado para discutir o assunto, têm reunião marcada. Estão incluídos na discussão os combustíveis derivados do petróleo, como a gasolina.

O acordo firmado com os caminhoneiros para o fim do movimento de paralisação define a redução de R$ 0,46 no preço do diesel nas bombas. Agora, a intenção é incluir na discussão também os demais combustíveis, criando um mecanismo que proteja o consumidor final da volatilidade dos preços.

Segundo o MME, o grupo de trabalho vai convidar especialistas no assunto para ajudar a construir uma solução que permita, por um lado, a continuidade da prática de preços livres ao produtor e importador e, por outro, o amortecimento dos preços ao consumidor. A primeira reunião do grupo ocorreu na última sexta-feira (1º), com participação de técnicos da Agência Nacional do Petróleo (ANP).

Greve de caminhoneiros causa desabastecimento de combustível em postos de gasolina da cidade de Teresópolis, na região serrana do Rio de Janeiro.
O grupo de trabalho vai discutir o amortecimento dos preços dos combustíveis (Fernando Frazão/Arquivo/Agência Brasil)
“[Essa política de proteção] terá que preservar a atual prática de preços de mercado para o produtor e importador, o que é tido pela atual administração como um ponto fundamental para a atração de investimentos para o setor. Vai trazer previsibilidade e segurança ao consumidor e ao investidor”, diz a pasta em nota.

Política de preços
Desde 2016, a Petrobras segue uma política de variação do preço dos combustíveis que acompanha a valorização do dólar e o encarecimento do petróleo no mercado internacional. Na nota, o MME diz que a política de liberdade de preços da Petrobras, assim como das demais empresas de petróleo que atuam no país, “é uma política de governo”. “A Petrobra s teve e tem total autonomia para definir sua própria política de preços”, destaca o texto.

Com os reajustes, no início de maio, a Petrobras anunciou um crescimento do lucro líquido de 56,5% no primeiro trimestre deste ano, em relação a igual período do ano passado, atingindo R$ 6,96 bilhões. O crescimento expressivo surge depois de quatro anos seguidos de prejuízos e de um processo de reestruturação e de redução do endividamento da companhia, que teve início após as denúncias da Operação Lavo Jato.

Este foi, segundo a estatal, o melhor resultado trimestral desde o início de 2013, quando a empresa havia lucrado R$ 7,69 bilhões, e também terminou o trimestre com resultados positivos em sua métrica de segurança.

Flutuações
As flutuações, no entanto, impactam o consumidor. Ontem (2) a Petrobras aumentou em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. Com isso, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal.

Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que, em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072. O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.

O Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Econômicos (Dieese) diz, em nota técnica, que a política de preços resultou, entre o final de abril e maio, em 16 reajustes do preço da gasolina e do diesel nas refinarias. Para o consumidor final, os preços médios nas bombas de combustíveis subiram, considerando os impostos federais e estaduais, de R$ 3,40 para R$ 5, no caso do litro de gasolina (crescimento de 47%), e de R$ 2,89 para R$ 4,00, para o litro do óleo diesel (alta de 38,4%).

Edição: Juliana Andrade
Tags: PREÇOS

Petrobras salva pelo gongo

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (3):

A semana terminou com o registro de uma grande vitória do povo brasileiro: a queda do presidente entreguista da Petrobras, Pedro Parente, depois das greves de caminhoneiros e petroleiros, apoiadas amplamente pela população. As perseguições contra os grevistas foram marcadas pela ótica ideológica de classes. Os petroleiros, por exemplo, sentiram toda a parcialidade da Justiça do Trabalho, mesmo seu movimento não contribuindo para desabastecimento, tendo prazo para terminar e obedecendo toda a legislação. Mas, foram inviabilizados por multas escorchantes por terem denunciado a política de preços dos vendilhões da Petrobras.

A vitória foi parcial e será enganosa se não for desfeita a trama aprontada pelo governo contra o povo ao pretender cobrar deste o repasse que fez à Petrobras, através da isenção de impostos destinados a financiar programas e serviços sociais imprescindíveis, inclusive o SUS. Tudo para não diminuir o lucro exagerado dos acionistas privados da empresa (a maioria americanos).

Vendo-se suplantados, cada vez mais, pela ofensiva comercial e geopolítica da China na América Latina, os EUA se alertaram para seu quintal sul-americano. Foi a hora de elaborar uma forma de dar golpes de estado assépticos, sem militares (utilizando o Parlamento e o Judiciário, apoiados na grande mídia). Criaram uma sequência no Brasil: julgamento do mensalão do PT, Lava Jato, deposição de Dilma – com um impeachment forjado – e prisão de Lula. Tudo sob o pretexto de combate à corrupção (só que colocando no poder o grupo político mais corrupto do Brasil). O que incomodava mesmo era a autonomia do Brasil e sua política de petróleo do País: convocaram Pedro Parente para o serviço sujo.

Sindipostos diz que não há indicativo de queda no preço do diesel

A queda do preço do diesel no varejo ainda depende da diminuição do custo dos seus componentes. Ainda não há indicativo de redução a partir das distribuidoras, conforme denuncia o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado (Sindipostos-CE).

Em nota, o sindicato classificou como “inconsequente, precipitada e imprudente” a divulgação da redução nos preços. Demonstrou ainda preocupação com o anúncio considerado “simplista, leviano e irresponsável” do Governo Federal, já que teria considerado preço desatualizado – valores do dia 21 de maio – para a prometida queda de R$ 0,46, combinada entre o Governo e o movimento grevista dos caminhoneiros.

O biodiesel, por exemplo, não teria sido considerado nos cálculos. A Aprobio, entidade que reúne os produtores do biocombustível, rebateu, em nota, informando que “repudia veementemente (as acusações de) que o biodiesel seja empecilho para que as distribuidoras e postos de combustíveis reduzam o preço final do diesel”.

Assessor de Economia do Sindipostos, Antônio José Costa ratifica que o varejo vai repassar a redução integral nos preços, assim que o custo tiver decréscimo. “O mercado é livre e, se tiver as condições necessárias, faz o preço cair”, pontua.

Quanto à diminuição já percebida nas bombas de diesel, em Fortaleza, Costa cogita ser reflexo do próprio mercado ou redução pontual dos fornecedores. Na noite desta sexta-feira, 1º, o desconto variava entre R$ 0,45 e R$ 0,41.

“É importante ressaltar que não foi editada qualquer lei ou norma que estabeleça redução de preço obrigatória pelos postos ou pelas distribuidoras, como pretende fazer crer o governo”, completou a nota do sindicato.

Na última quinta-feira, 31, a Plural, que reúne a BR (da Petrobras), Raízen (joint venture entre Cosan e Shell) e Ipiranga (do grupo Ultra), argumentou que não há como o desconto ser integral e disse temer que os critérios de fiscalização anunciados pelo governo possam “provocar uma guerra” nos postos.

(O POVO Online / Repórter Lucas Braga)

ANP: abastecimento está normalizado na maioria dos estados

O abastecimento de combustíveis líquidos e de GLP (o gás de cozinha) está sendo normalizado gradativamente no país e, ao longo da próxima semana, a expectativa é que todos os estados estejam com o fornecimento regularizado, avalia a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Na noite de ontem (1º), a agência divulgou um balanço do abastecimento de combustíveis no país, após a crise gerada ao longo dos 11 dias de paralisação dos caminhoneiros e bloqueios de estradas no país. Em 19 unidades da federação, o fornecimento de GLP e combustível líquido já está totalmente normalizado.

De acordo com a atualização divulgada pela ANP, o abastecimento está normalizado em todos os estados da Região Sudeste, tanto em relação aos combustíveis líquidos como em relação ao GLP: Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo não apresentam mais problemas decorrentes da falta de combustível.

No Nordeste o abastecimento também está restabelecido. A exceção é o Piauí, onde o GLP já está normalizado, mas o fornecimento de combustíveis líquidos ainda está voltando à regularidade.

Já no Centro-Oeste, Distrito Federal e Goiás estão em fase de normalização progressiva, tanto de combustíveis líquidos quanto de GLP. No Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, o abastecimento de combustíveis líquidos está normalizado e o de GLP está sendo regularizado.

Em seis dos sete estados da Região Norte, o abastecimento está normalizado para ambos os tipos de combustíveis. A exceção é o Tocantins, onde a situação está se normalizando progressivamente, tanto no caso dos líquidos como no do GLP.

Já na Região Sul, o Paraná registra abastecimento normalizado para líquidos e GLP. Já no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, o GLP está regularizado, mas os combustíveis líquidos estão em fase de normalização.

(Agência Brasil)

A greve e a demissão de Pedro Parente

Editorial do O POVO deste sábado (2) aponta o comprometimento do resgate da imagem da Petrobras, diante da saída de Parente. Confira:

Quando o presidente Michel Temer assumiu o governo, em agosto de 2016 – na sequência do impeachment de sua antecessora, Dilma Rousseff -, mesmo os seus críticos, ou pelo menos uma parte significativa deles, fazia ressalvas positivas quanto à equipe econômica nomeada por ele, vista como preparada para enfrentar a crise que se disseminava. Do time inicial, poucos restaram, a começar pelo líder da equipe, o ex-ministro da Fazenda Henrique Meirelles, que se afastou para disputar a Presidência da República pelo MDB, o mesmo partido do presidente.

Diferentemente do seu ministério, com nomeações de caráter estritamente político,Temer procurou nomes “técnicos” para gerir estatais icônicas, na tentativa de diferenciar-se da administração anterior, profissionalizando a gestão dessas empresas. Mas nem sempre foi possível sustentar essa medida, como ocorreu com a saída de Maria Sílvia Bastos da presidência do BNDES, também refratária e influências políticas no banco. Agora, chegou a vez de Pedro Parente, que pediu demissão da Petrobras, em caráter irrevogável, na sequência da crise provocada pela greve dos caminhoneiros. A permanência de Parente tornou-se insustentável, pois o acordo com os grevistas pôs em xeque a política de preços da estatal, baseada na variação do custo internacional do petróleo e na flutuação do dólar, resultando em aumentos diários no preço dos combustíveis.

Parente escreve em sua carta de demissão que o movimento dos caminhoneiros desencadeou um debate “emocional” sobre as origens da crise e colocaram a política de preços da Petrobras “sob intenso questionamento”, levando o governo a “buscar alternativas para a solução da greve, definindo-se pela concessão de subvenção ao consumidor de diesel”. Nessas circunstâncias, continua, a sua permanência na presidência da Petrobras teria deixado de ser “positiva”, sem condições, portanto, de “contribuir para a construção das alternativas que o governo tem pela frente”.

Ou seja, de modo elegante, Parente deixa clara a sua oposição ao controle de preços, antevendo que uma nova política já está sendo preparada. O governo vem sendo pressionado, inclusive por aliados, para mudar o sistema de preços de aumentos diários, inclusive para os preços da gasolina e do gás de cozinha.

O fato é que a Petrobras, sob Parente, havia reconquistado a credibilidade ante o mercado, porém o governo não conseguiu sustentar a pressão para mantê-la fora do jogo político. A saída de Parente faz parte do rescaldo da rendição do governo frente à greve dos caminhoneiros, cujas consequências, em sua totalidade, ainda estão por ser avaliadas.

Sobrou pra você – Petrobras aumenta preço da gasolina em 2,25% nas refinarias

A Petrobras aumentou hoje (2) em 2,25% o preço da gasolina em suas refinarias. De ontem para hoje, o litro do combustível ficou 4 centavos mais caro, ao passar de R$ 1,9671 para R$ 2,0113, de acordo com a estatal.

Em um mês, o combustível acumula alta de preço de 11,29%, ou seja, de 20 centavos por litro, já que em 1º de maio, o combustível era negociado nas refinarias a R$ 1,8072.

O preço do diesel, que recuou 30 centavos desde o dia 23 de maio, no ápice da greve dos caminhoneiros, será mantido em R$ 2,0316 por 60 dias.

(Agência Brasil)

Portaria cria rede para fiscalizar descontos sobre o diesel nos postos

O Ministério da Justiça publicou nessa sexta-feira (1º) a portaria que trata da fiscalização dos postos de combustíveis. O governo quer garantir que os donos de postos vão repassar à população o desconto de R$ 0,46 no preço do óleo diesel, anunciado no início desta semana.

A portaria publicada pelo Ministério da Justiça cria a Rede Nacional de Fiscalização, da qual participarão órgãos como a Agência Nacional de Petróleo (ANP), a Advocacia-Geral da União (AGU), os ministérios públicos dos estados e o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), além dos Procons estaduais.

As punições para estabelecimentos que não repassarem o desconto passam por multas de até R$ 9,4 milhões, suspensão temporária das atividades, interdição do estabelecimento e cassação da licença. O governo também abrirá um canal de comunicação para que o consumidor ajude na fiscalização. A partir da segunda-feira (4), o telefone (61) 99149-6368 estará disponível por meio do aplicativo WhatsApp para receber denúncias de postos que não repassarem o desconto.

Na quinta-feira (31), o ministro da Justiça interino, Claudenir Pereira, participou de entrevista coletiva na qual pediu ajuda dos caminhoneiros e demais consumidores de diesel na fiscalização. “Pedimos ajuda da sociedade, já que são mais de 40 mil postos de combustíveis, e é inviável fiscalizar cada um deles.”

(Agência Brasil)

Marun diz que Procon vai fiscalizar redução de preço do diesel

O ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, garantiu que a redução de 46 centavos do litro do óleo diesel, anunciada nesse domingo (27) pelo presidente Michel Temer chegará às bombas de combustível. “O Procon está editando medida e vai fazer fiscalização no sentido que essa redução chegue ao tanque do caminhoneiro”, afirmou.

Sobre a confiança do governo na proposta ser aceita pelos caminhoneiros, Marun disse que o governo procurou ouvir todos os segmentos da categoria. “Não existe uma liderança uniforme [nesse movimento]. É uma liderança difusa. Ouvimos vários desses líderes e, do que ouvimos, elaboramos essa pauta de atitudes e medidas. Temos certeza de que atende aos pleitos. E fomos ao máximo no sentido do que poderíamos conceder”, argumentou.

“Estamos, na verdade, dando um desconto no valor do óleo diesel equivalante ao somátorio da Cide e do PIS/Cofins e vamos criar um crédito extraordinário [no orçamento], para que possamos, juntamente com a Petrobras, garantir esse benefício aos caminhoneiros, ao sistema de transporte público e à economia brasileira que depende do óleo diesel.”

De acordo com o ministro, no tota serão investidos R$ 10 bilhões do Tesouro. As fontes desses recursos serão detalhadas pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, nesta segunda-feira (28).

Segundo Marun, a decisão do governo de dar o desconto em vez de zerar os impostos foi para dar velocidade à mudança, já que, pela legislação atual, seria necessário substituir um imposto eliminado por outro tributo.

“Zerar Cide e PIS/Cofins necessitaria, inclusive, uma substituição por outros impostos, o que é praticamente inexequível com a rapidez desejada. Então, optamos por produzir os efeitos, no valor do óleo disel, da redução a zero [no valor dos impostos].”

(Agência Brasil)

Golpe arruinou o Brasil

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (27):

A greve dos caminhoneiros que paralisa o País (cuja motivação é disputada e cujo desfecho pode ser antecipação de eleições livres – sem veto a nenhuma candidatura – ou seu cancelamento e aprofundamento do estado de exceção) é a demonstração, de qualquer forma, do fiasco da política econômica entreguista imposta ao País pelo golpe parlamentar-judiciário de 2016.

Toda essa farra de preços dos combustíveis decorre de uma política deliberada destinada a esvaziar o conteúdo nacional da Petrobras e facilitar sua privatização completa.

Desde a deposição de Dilma está sendo empreendido um sinistro plano lesa-pátria, que envolve também a entrega do pré-sal às concorrentes multinacionais da Petrobras, em atendimento a determinações geopolíticas da Casa Branca.

Essa política objetivou facilitar a venda das refinarias nacionais para as empresas estrangeiras. No entanto, o Brasil é um grande produtor de petróleo e, se quiser, tem meios para proteger seus cidadãos da especulação dos combustíveis e outros derivados.

Mas, a Petrobras deixou de ser empresa estatal estratégica de suporte ao desenvolvimento nacional para se tornar mera empresa privada interessada apenas em obter lucros para seus acionistas privados (grande parte estrangeiros). O Estado não tem quase mais nenhum poder sobre ela. De seu conselho hoje fazem parte representantes de petroleiras estrangeiras.

Que se dane o Brasil e quem não puder pagar gasolina, diesel e gás de cozinha.