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Após ataques por drones, preços de combustíveis podem disparar

A companhia petrolífera saudita Aramco admitiu que, após os ataques desse sábado (14) por drones dos rebeldes iemenitas, terá de reduzir a sua produção para a metade.

Os ataques e os incêndios resultantes deles só não causaram um abalo nas bolsas de valores porque elas estavam fechadas. Mas, a segunda-feira (16) deve ser um dia movimentado para os negociantes de derivados, corretores e especuladores. Os preços, admitem os especialistas, podem disparar já amanhã em US$ 5 a US$ 10 por cada barril de 159 litros.

É que, segundo os especialistas, devido à redução da produção da Aramco, a oferta de petróleo no mercado mundial pode sofrer uma quebra de até 5%. Um desses especialistas, Bob McNally, da consultora Rapidian Energy, calcula que se a redução durar uma semana os preços poderão mesmo subir de US$ 15 a US$ 20 dólares por barril e voltar, assim, a superar a emblemática marca dos US$ 100.

O chefe do Departamento de Estado norte-americano, Mike Pompeo, ignorou a responsabilidade no ataque de ontem admitida por parte dos rebeldes houthis e acusou o Irã. Acrescentou mesmo uma ameaçadora advertência de que o Irã deve pagar o preço das suas agressões.

Em Teerã, Pompeo obteve uma resposta dura, acusando-o de mentir e negando envolvimento iraniano na ação dos houthis, que beneficiam do seu apoio genérico mas não necessariamente em cada uma das operações que empreendem.

Contudo, Christyan Malek, um analista do JP Morgan Bank citado pela Reuters, sugere que a escalada retórica não corresponde a danos reais causados aos interesses norte-americanos e, portanto, poderá não constituir prova segura de que tenha falhado o projeto de uma cúpula entre Donald Trump e o líder iraniano Rohani.

Segundo Malek, o golpe sofrido pela Arábia Saudita, até agora o maior produtor do mundo e o detentor das maiores reservas, coloca os Estados Unidos, atualmente com cerca de 15% da produção mundial, na posição de fiel da balança e de único país que pode efetivamente dosar a sua oferta com um intuito estabilizador do mercado mundial.

Mesmo que os EUA só temporariamente fiquem com a “faca e o queijo na mão”, isto poderá trazer às suas petrolíferas ganhos astronómicos, tanto mais que os dois outros países com reservas capazes de beneficiarem da situação – Venezuela e Irã – são objeto de um embargo que lhes levanta grandes dificuldades.

(Agência Brasil)

Alívio às contas públicas – Eunício comemora reparte do Pré-Sal

O ex-senador Eunício Oliveira, presidente do MDB no Ceará, comemorou nesta quarta-feira (4), nas redes sociais, a aprovação da PEC que reparte os recursos do Pré-Sal.

Na condição de presidente do Congresso Nacional, Eunício defendeu no ano passado, na chamada Cessão Onerosa, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição que permite à União compartilhar com estados, municípios e o Distrito Federal os recursos arrecadados nos leilões do Pré-Sal.

“Em 2018, destacávamos a importância da divisão de quase R$ 22 bilhões com estados e municípios dos recursos recebidos pela União por meio dos leilões do Pré-Sal. Uma medida que trará alívio às contas públicas e permitirá uma série de novos investimentos, que mudarão a vida de muitas pessoas”, comentou Eunício.

O ex-presidente do Congresso Nacional destacou os encontros realizados em Brasília e no Ceará, como o que ocorreu na sede administrativa do Banco do Nordeste, que contou com a participação do governador Camilo Santana e da Associação dos Municípios do Estado do Ceará (Aprece).

De acordo com o texto da PEC aprovada, R$ 10,5 bilhões serão destinados aos municípios, o equivalente a 15% da arrecadação com a cessão onerosa, e outros R$ 10,5 bilhões, aos estados e ao Distrito Federal. Os recursos serão distribuídos entre os entes federativos a partir dos critérios que regem os Fundos de Participação dos Municípios (FPM) e dos Estados (FPE).

Como os termos da proposta foram modificados em relação ao que foi aprovado na Câmara dos Deputados, o texto segue para que os deputados realizem uma nova apreciação.

(Foto: Arquivo)

Mal-estar – Cid Gomes dá susto durante pronunciamento no Senado

O senador cearense Cid Gomes (PDT) teve uma queda de pressão, na noite desta terça-feira (3), durante a sua apresentação do relatório sobre a proposta de alteração na distribuição de royalties do pré-sal entre estados e municípios, na Tribuna do Senado.

Cid Gomes se pronunciava, quando sentiu o mal-estar e pediu “uma cadeirinha”. O presidente do senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), suspendeu temporariamente a sessão para que o parlamentar cearense recebesse atendimento médico na própria tribuna.

Recuperado e aplaudido por alguns colegas como “cearense arretado”, Cid Gomes retomou a apresentação do relatório, que foi aprovado por unanimidade. A matéria destina 15% do total de recursos arrecadados aos estados, 15% aos municípios e define ainda que os estados produtores de petróleo repartirão mais 3% do total.

(Foto: Reprodução)

Decisão do STF pode anular condenações da Lava Jato, diz força-tarefa

A força-tarefa da Operação Lava Jato em Curitiba afirmou nessa terça-feira (27) que a anulação da sentença do ex-juiz Sergio Moro que condenou o ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil, Aldemir Bendine, abre precedente para derrubar “praticamente todas” as condenações proferidas na investigação, além da libertação de vários presos.

Mais cedo, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu anular a condenação de Bendine na Lava Jato. Conforme a decisão, por 3 votos a 1, Bendine tem direito de apresentar alegações finais após os delatores do caso, fato que não ocorreu no processo. Com a decisão, o processo deverá voltar para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba para nova manifestação da defesa e outra sentença.

Em nota, a força-tarefa disse que a decisão causa “imensa preocupação”. Para os procuradores da República no Paraná, o colegiado estabeleceu nova regra, que não está prevista no Código de Processo Penal (CPP) e na lei que regulamentou as delações premiadas.

“Se o entendimento for aplicado nos demais casos da operação Lava Jato, poderá anular praticamente todas as condenações, com a consequente prescrição de vários crimes e libertação de réus presos. A força-tarefa expressa sua confiança de que o Supremo Tribunal Federal reavaliará esse tema, modulando os efeitos da decisão”, afirmaram os procuradores.

Votos

O placar do julgamento foi obtido com os votos dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. O relator do caso, Edson Fachin, foi vencido. O ministro Celso de Mello não participou da sessão por motivos de saúde.

Bendine foi condenado em março de 2018 pelo então juiz Sergio Moro. Em junho deste ano, o Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª Região, sediado em Porto Alegre, reduziu a pena de 11 anos para 7 anos e 9 meses de prisão, mas manteve a condenação, que poderia ser executada em breve com base na decisão do STF que autoriza a prisão após o fim dos recursos em segunda instância.

(Agência Brasil)

Cid Gomes vai relatar PEC que prevê divisão de recursos de leilões da Petrobras com estados e municípios

O senador Cid Gomes (PDT-CE) será o relator, na Comissão de Constituição e Justiça do Senado Federal, da Proposta de Emenda à Constituição nº 98/2019, que prevê a divisão com estados e municípios dos recursos recebidos pela União com os leilões de petróleo que serão realizados este ano pela Petrobras. De acordo com a proposta, seriam distribuídos 15% aos estados e 15% aos municípios, segundo critérios e condições estabelecidos em lei.

“É uma proposta de muita relevância, especialmente nesse momento em que muitos estados e a maioria dos municípios brasileiros passam por grave crise fiscal, com dificuldades inclusive de pagar salários dos servidores. Portanto, conseguir recursos novos para estados e municípios é fundamental para que possamos assegurar a prestação e ampliação dos serviços públicos à população”, defendeu Cid.

A PEC foi apresentada pela Câmara dos Deputados na última quarta-feira (26/06) e encaminhada à CCJ do Senado, onde será apreciada antes de ir a plenário. A proposta altera as disposições constitucionais transitórias que estabeleceram o teto de despesas primárias da União. A ideia é excluir do teto as transferências a estados e municípios de parte dos valores arrecadados pela União com leilões de petróleo, assim como a despesa decorrente da revisão do contrato de cessão onerosa com a Petrobras.

A lei 12.276/10 autorizou a assinatura, sem licitação, de contrato de cessão onerosa entre Petrobras e União que permite à petrolífera o direito de extrair 5 bilhões de barris de petróleo num período de 40 anos, na Bacia de Santos. Na época, a Petrobras pagou R$ 74,8 bilhões ao Governo Federal pelo direito de exploração.

No entanto, já se constatou que as áreas da cessão onerosa renderão pelo menos 6 bilhões de barris, gerando um excedente que será leiloado em outubro deste ano pelo Governo Federal. É justamente esse excedente que a PEC pretende dividir entre estados e municípios. De acordo com a proposta, seriam 15% aos estados e 15% aos municípios, segundo critérios e condições estabelecidos em lei.

(Foto: Divulgação)

Projeto proíbe exploração de gás por meio da fraturação hidráulica do solo

O Projeto de Lei 1935/19 proíbe a exploração de jazidas de gás natural por meio da fraturação hidráulica do solo – processo de injeção de líquido a alta pressão em rochas subterrâneas, furos de sondagem, etc., de modo a forçar a abertura de fissuras existentes e extrair petróleo ou gás. Esse método é conhecido pelo seu nome em inglês: fracking.

Autor da proposta, o deputado Schiavinato (PP-PR) afirma que os riscos potenciais envolvidos nesse sistema de exploração, muito criticado nos EUA, já fez com que ele fosse proibido em diversos países da Europa, como França, Alemanha e Reino Unido.

“Não parece razoável que se invista em uma fonte de energia tão controversa e potencialmente perigosa, com tantas alternativas sustentáveis na produção de energia disponíveis para investimento no País”, disse.

O fracking consiste em perfurações de mais de 3 km no solo para a extração de gás de xisto ou folhelho. Por meio dessas perfurações, são injetados água e solventes químicos em alta pressão, o que gera explosões para fragmentar a rocha. Para fechar a perfuração, insere-se areia para manter a solidez do terreno ao mesmo tempo em que permite a extração do gás.

“Durante o fraturamento hidráulico, 1/3 de tudo que está dentro do poço vem à tona, incluindo a água e os solventes utilizados e os resíduos da extração. Isso poderá levar à contaminação dos lençóis freáticos e a vazamentos de gases, sobretudo o metano, que contribuem para o efeito estufa”, completou.

O projeto será analisado pelas comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Refinaria no Ceará – PSDB repudia em nota presença de ex-presidente da Petrobras na Assembleia Legislativa

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Os presidentes das executivas estadual e municipal do PSDB, Luiz Pontes e Carlos Matos, respectivamente, repudiaram em nota a presença no Estado do ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, que na segunda-feira (17) participa de audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará, sobre privatização da Lubnor. Os dirigentes apontam Gabrielli como algoz da fracassada campanha de instalação de uma refinaria no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Confira:

O Ceará ainda não se refez do calote aplicado pela Petrobras com a desistência de instalação da Refinaria do Pecém, causando prejuízo da ordem de R$ 800 milhões ao nosso Estado, e eis que um dos principais responsáveis por nossa derrocada volta à cena nesta segunda-feira (17), como convidado de uma audiência pública na Assembleia Legislativa do Ceará para debater a privatização da Lubnor, a Refinaria de Lubrificantes e Derivados do Nordeste. O personagem em questão, José Sérgio Gabrielli, comandou a Petrobras no auge de um dos maiores escândalos de corrupção do País, com desvio e lavagem de dinheiro envolvendo diretores da estatal, dois ex-presidentes da República (Lula e Dilma Rousseff), grandes empreiteiras e políticos, dando origem, inclusive, à Lava Jato.

Até o seu desfecho, a Refinaria do Pecém registrou vários memorandos de intenções – por duas vezes teve lançada sua pedra fundamental – tudo projetado para funcionar como moeda de troca política e, ao fim, a Petrobras não se dignou a explicitar as razões e justificativas pela desistência do projeto. Além de revelar uma irresponsabilidade sem limites, a atitude da empresa e de seus dirigentes demonstrou completo desrespeito à população do Ceará.

Este episódio, infelizmente, não foi o único em que Sérgio Gabrielli atuou contra os interesses dos cearenses. A Siderúrgica do Pecém, depois de vários meses de discussões, de assinaturas de convênios e contratos foi simplesmente descartada porque o então presidente da Petrobras alegou que o Ceará não dispunha das condições necessárias à viabilização econômica do projeto. A siderúrgica deveria ter o gás natural como base energética, mas a estatal rompeu o contrato que havia assinado para fornecimento do insumo. Foi preciso mudar a matriz energética para carvão mineral e contornar os problemas criados por Gabielli.

Diante de fatos incontestáveis, é de se lamentar que o algoz de projetos tão estratégicos para nós ainda seja referência para se discutir o futuro de empreendimentos como a Lubnor. Portanto, consideramos uma infeliz ideia do deputado petista Moisés Braz em dar protagonismo ao senhor Sérgio Gabrielli para um debate em torno da manutenção da Lubnor. Seu histórico não nos favorece, seu posicionamento atual não tem qualquer relevância para o debate que se trava e nosso entendimento é que Sérgio Gabrielli deveria receber o título de persona non grata dos cearenses. Proposta, aliás, que será incorporada e levada a efeito por nossa bancada parlamentar na Assembleia Legislativa do Ceará.

Luiz Pontes

Presidente PSDB Ceará

Carlos Matos

Presidente do PSDB Fortaleza

Diesel negociado nas refinarias está mais caro a partir de hoje

O preço médio do litro do diesel nas refinarias foi reajustado neste sábado (4), conforme informação divulgada no site da Petrobras, onde está listado 37 locais de postos de distribuição do combustível.

O aumento médio definido pela empresa ficou em R$ 0,057. O valor passou de R$ 2,2470 o litro para R$ 2,3047. O preço da gasolina permanece inalterado.

O reajuste é o primeiro praticado pela petroleira para o diesel desde 18 de abril, quando os preços subiram 4,8%.

Gás de cozinha

A Petrobras também irá reajustar em 3,43% o botijão de até 13 quilos do gás de cozinha nas refinarias, a partir deste domingo (5).

O botijão terá um aumento de R$ 0,87, passando a custar R$ 26,20 para as distribuidoras sem a cobrança de tributos.

(Agência Brasil)

Contratos de patrocínio da Petrobras passam por revisão, diz Bolsonaro

O governo federal determinou a revisão dos contratos da Petrobras que estão em vigor para patrocínios ligados ao setor de cultura. Em publicação hoje (21) no Twitter, o presidente Jair Bolsonaro disse que a revisão tem o objetivo de “saber o que fazem com bilhões de reais da população brasileira”.

Lançado em 2003, o Programa Petrobras Cultural patrocina projetos de música, artes cênicas e audiovisual. De acordo com a empresa, mais de 4 mil ações já receberam ajuda do programa. A seleção dos projetos se dá por chamadas públicas e por escolha direta. A última chamada aberta pela companhia foi em 4 de dezembro do ano passado. A “Petrobras Música em Movimento 2018” tinha valor total previsto de R$ 10 milhões.

(Agência Brasil)

Qual a linha econômica do governo Bolsonaro

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (20), pelo jornalista Érico Firmo:

As idas e vindas em torno do preço do diesel são muito semelhantes a muitas das trombadas que têm marcado o governo Jair Bolsonaro (PSL). Essa tem delicadezas, mas era também das mais previsíveis.

A delicadeza está no fato de que envolve o coração da visão econômica do governo. A visão liberal foi abraçada por Bolsonaro na pré-campanha e foi determinante para que setores empresariais tenham optado por ele. A rigor, poucos eleitores votaram nele por causa dessas concepções, por causa da percepção econômica. Mas foi algo que teve peso pelo contraponto em relação a Dilma Rousseff (PT). Pois bem, o gesto de Bolsonaro na semana passada foi algo que Dilma assinaria.

E era previsível porque Bolsonaro nunca foi liberal, ao contrário. Isso não escrevo hoje, mas antes de ele ser eleito. Em 25 de outubro do ano passado, escrevi neste mesmo espaço: “A história de Bolsonaro não é liberal coisa nenhuma. É estatizante, corporativista, populista, monopolista e contrária a tudo quanto é reforma. Estava ao lado do PT na oposição ao Plano Real. E, quando Lula fez a reforma da Previdência em 2003 e Dilma Rousseff (PT) fez outra em 2012, ele foi contra ambas”.

O histórico de Bolsonaro é de tradição intervencionista. Ocorre que, na economia, ele disse que Paulo Guedes seria seu “Posto Ipiranga”. Iria perguntar a ele quando fosse fazer qualquer coisa. O Posto Ipiranga estava em Washington quando Bolsonaro se intrometeu na política de preços da Petrobras. Na semana passada, a empresa anunciou reajuste de 12 centavos no preço do diesel. Bolsonaro questionou que história era essa e a Petrobras desistiu do aumento. Guedes voltou e tentou remendar o problema criado. Primeiro, o governo anunciou linha de crédito do BNDES para caminhoneiros. Depois, anunciou aumento. Não de 12 centavos, mas de 10 centavos. O tamanho disso em escala de mercado não é pequeno. Porém, a diferença também não chega a ser uma coisa gritante.

A primeira sinalização é a força do “Posto Ipiranga”. Na coluna citada acima, em outubro passado, escrevi: “O liberalismo será preponderante no eventual governo Bolsonaro caso o ministro se sobreponha ao presidente”. Isso na economia, claro. E isso é o que se mostrou no episódio. Entre Bolsonaro e Guedes, prevaleceu Guedes.

Isso não deixa de ser bom. Pode-se discordar de Guedes mas, não sei vocês, confio mais nele que em Bolsonaro para tocar a economia. Certo ou errado, ele demonstra noção do que está fazendo. De modo que Bolsonaro tem DNA intervencionista, o que não significa que o governo seja. Mas fica claro que esse conflito existe.

O problema do diesel é complexo e vai além do atual governo. O Brasil construiu rede logística em torno do transporte rodoviário. Atendeu interesses da indústria automobilística. Foi contra o interesse nacional. Criou-se modelo caro e poluente.

O transporte por caminhões é importante, mas como parte de um sistema, jamais como única opção. Interligado a ferrovias, portos marítimos e fluviais. Uma rede diversificada e com competição.

O Brasil fez pior que não investir em ferrovias. Desmontou as que existiam. Havia trem ligando Fortaleza ao Cariri. Até o fim dos anos 1980, transportava inclusive passageiros.

Hoje, o Brasil é refém. Os caminhoneiros paralisaram o País e provocaram desabastecimento. Ameaçam fazer o mesmo agora. A intervenção de Bolsonaro é questionável, mas tem uma lógica. O presidente entendeu o potencial de estrago. Não pode se abraçar ao ideário liberal e ignorar os problemas da vida real.

Além disso, a política de preços tem problema concreto. Os reajustes diários adotados na gestão Michel Temer (MDB) eram bons para a Petrobras e foram adotados na carona do colapso havido com Dilma. Entretanto, traziam imprevisibilidade quase inadministrável no ambiente de negócios. O preço do diesel e dos fretes não afeta só caminhoneiros. São repassados a toda a cadeia. O arroz, o feijão, a batata e o tomate ficam mais caros se o transporte custa mais. Esse custo é repassado ao consumidor. Vai parar na mesa e no bolso. Todo mundo sente o impacto e os mais pobres sentem mais. Atacar o problema é interesse público e interesse nacional.

A periodicidade de reajustes da Petrobras era diária, passou a quinzenal e agora não tem mais prazo. E a fórmula de cálculo do preço é desconhecida, o que é um problema dos grandes.

Petrobras não vai sofrer interferência do governo, diz Planalto

O porta-voz da Presidência da República, Otávio Rêgo Barros, afirmou nessa sexta-feira (12) que o presidente Jair Bolsonaro recomendou o adiamento do reajuste no preço do óleo diesel para entender aspectos técnicos da decisão da Petrobras, mas negou que haja interferência do governo na política de preços da estatal.

“Por princípio, o senhor presidente entende que a Petrobras, uma empresa de capital aberto, sujeita as regras de mercado, não deve sofrer interferência política em sua gestão. No entanto, em face do impacto sobre a população do ajuste anunciado, cerca de 5,7%, ele recomendou a aguardar a implantação, e convidou ministros ligados a área, e uma equipe técnica da Petrobras, para comparecerem ao Palácio do Planalto, na próxima terça-feira, com o intuito de discutir os aspectos técnicos da decisão”, informou.

Na quinta-feira (11), a petroleira havia anunciado um reajuste de 5,7% do diesel nas refinarias, mas a medida foi suspensa ontem pela direção da empresa. O presidente Bolsonaro disse que há preocupação com o reajuste dos combustíveis pelo impacto no setor de transporte de cargas, afetando diretamente os caminhoneiros.

Em nota, o Ministério de Minas e Energia diz que vem trabalhando, em conjunto com outros órgãos, para buscar soluções estruturantes na questão dos preços de combustíveis, notadamente o diesel, sem qualquer incidência sobre a liberdade econômica da Petrobras.

“Como exemplo dessas soluções, cabe mencionar que no último dia 26 de março, a Diretoria Executiva da Petrobras alterou a periodicidade de reajuste nos preços do óleo diesel, que passaram a ser reajustados por períodos não inferiores a 15 dias. (…) Adicionalmente, foi anunciada a criação do Cartão Caminhoneiro, que tem como objetivo a compra por caminhoneiros de diesel a preço fixo nos postos com a bandeira BR. O Cartão Caminhoneiro servirá como uma opção de proteção da volatilidade de preços, garantindo assim a estabilidade durante a realização de viagens”, informou a pasta.

(Agência Brasil)

Cade condena Ipiranga e BR Distribuidora por indução de preço uniforme

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) condenou hoje (10) a Ipiranga e a BR Distribuidora por induzir postos a uniformizar os preços de combustíveis nas regiões metropolitanas de Belo Horizonte, Contagem e Betim, em Minas Gerais. O processo foi aberto em abril de 2010 para apurar uma possível formação de cartel entre 2006 e 2008. Ao concluir o procedimento, o Cade condenou as duas empresas por indução a conduta uniforme de preços, uma infração contra a ordem econômica. As duas empresas terão que pagar multas de R$ 40.693.867,35 e 64.445.861,88, respectivamente.

A reportagem entrou em contato com a assessoria das duas empresas, mas até o momento não obteve retorno.

Caso

O julgamento teve início em outubro do ano passado. Além da Ipiranga e BR Distribuidora, também foram investigadas as distribuidoras Alesat Combustíveis, postos Ale, e Raízen Combustíveis, denominação atual da Shell, juntamente com 55 postos de combustíveis e 24 pessoas físicas. Na ocasião, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a condenação da Ipiranga, BR Distribuidora e Raízen. A Alesat foi excluída do processo após firmar um Termo de Cessão de Conduta e pagamento de multa.

Em janeiro, o relator do caso, João Paulo Rezende, havia pedido a condenação da BR Distribuidora por formação de cartel, por entender que a empresa havia feito conluio com a Alesat para combinação de preços. Rezende pediu ainda a condenação da Ipiranga e Raízen por indução à conduta uniforme. A sessão terminou com um pedido de vistas da conselheira Pollyanna Vilanova.

Depois de ter pedido vistas do processo, a conselheira Polyanna defendeu, nesta quarta-feira, em seu voto, que não houve formação de cartel, mas atuação para forçar a uniformização de preços. Com isso as duas distribuidoras foram condenadas por indução a conduta comercial uniforme. A conselheira entendeu ainda que não havia provas de atuação irregular contra a distribuidora Raízen. O entendimento foi acatado pela maioria dos conselheiros.

O Cade condenou ainda cerca de 30 postos de combustíveis investigados. O conselho já havia firmado, em 2017, cinco acordos pelo qual o Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de Minas Gerais (Minaspetro) e dez postos de combustíveis pagaram juntos cerca de R$ 13 milhões em multas.

(Agência Brasil)

Governo americano vai estabelecer novas sanções contra a Venezuela

O governo americano decidiu impor novas sanções contra a Venezuela, sobre carregamentos de petróleo do país.

O vice-presidente americano, Mike Pence, discursou nessa sexta-feira (5) no Texas, no sul do país. Ele disse que o governo americano vai impor sanções contra 34 embarcações de propriedade ou operadas por uma empresa petrolífera estatal venezuelana. Acrescentou que o governo aplicará sanções contra dois operadores estrangeiros de transporte marítimo que realizaram entregas de petróleo da Venezuela para Cuba.

O governo do presidente Donald Trump havia aplicado sanções em janeiro contra outra estatal petrolífera venezuelana. A administração pretende enfraquecer o governo de Maduro por meio de cortes nos faturamentos relativos ao petróleo.

Pence afirmou que os Estados Unidos “vão continuar a exercer toda a pressão diplomática e econômica para ocasionar uma transição pacífica para a democracia”.

(Agência Brasil)

Preço da gasolina sobe pela 4ª semana e acumula alta de 3,5% em um mês

O preço médio do litro da gasolina comercializada em postos de combustível de todo o país fechou esta semana a R$ 4,319. Essa foi a quarta alta semanal do produto, que acumula um aumento de preço de 3,5% em um mês, já que, na semana de 17 a 23 de fevereiro, o litro era vendido a R$ 4,172.

Os dados são do levantamento semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). O óleo diesel, comercializado em média a R$ 3,54 por litro, registrou nesta semana sua quinta alta consecutiva e acumulou, no período, aumento de preços de 2,8%.

O litro do etanol, que foi comercializado em média a R$ 2,969, também subiu pela quinta vez consecutiva, acumulando alta de 8,2% no período de cinco semanas. Já o preço do GNV (gás natural veicular) aumentou pela terceira semana, fechando em média a R$ 3,169 o metro cúbico, uma alta de 1% no período.

(Agência Brasil)

Sérgio Machado e mais três são denunciados pela Lava Jato

A força-tarefa da Lava Jato denunciou o acionista e ex-presidente de empresas do Grupo Estre Wilson Quintella Filho, além do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, o executivo Antonio Kanji Hoshiwaka e o advogado Mauro de Morais.

Todos são investigados na fase de número 59 da operação, pelos crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e lavagem de dinheiro, em caso envolvendo suposto pagamento de R$ 21,1 milhões em propina.

(Com Agências / Foto: Arquivo)

Gás de cozinha ficará mais caro a partir desta terça-feira

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A partir de amanhã (5), o botijão de até 13 quilos de gás liquefeito de petróleo (GLP) residencial ficará mais caro. O novo preço médio do produto, anunciado hoje pela Petrobras, será de R$ 25,33.

No último ajuste, feito em novembro do ano passado, o preço determinado foi de R$ 25,07. O produto tem reajustes trimestrais.

O Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Gás Liquefeito de Petróleo (Sindigás) informou que o reajuste vai variar entre 0,5% e 1,4%, de acordo com o polo de suprimento. O Sindigás calcula que o valor do GLP empresarial está 13,4% acima do GLP para embalagens até 13 quilos.

Em nota, a Petrobras informou que a alta será de R$ 0,26, ou 1,0% em relação aos preços vigentes desde o último reajuste, em novembro de 2018. A desvalorização do real frente ao dólar foi o principal fator para a alta.

Segundo a empresa, os ajustes no preço do GLP-P13 são aplicados a cada três meses, obedecendo metodologia definida em 18 de janeiro do ano passado, “que permite suavizar os impactos derivados da transferência da volatilidade externa para os preços domésticos”.

A Petrobras esclareceu que o mecanismo concilia a necessidade de praticar preços para o GLP referenciados no mercado internacional e a Resolução 4/2005 do Conselho Nacional de Política Energética. A Resolução 4/2005 “reconhece como de interesse para a política energética nacional a comercialização, por produtor ou importador, de gás liquefeito de petróleo (GLP), destinado exclusivamente a uso doméstico em recipientes transportáveis de capacidade de até 13kg, a preços diferenciados e inferiores aos praticados para os demais usos ou acondicionados em recipientes de outras capacidades”.

(Agência Brasil)

Litro do diesel está mais caro hoje nas refinarias

O litro do diesel negociado hoje (10) nas refinarias está mais caro. De acordo com a Petrobras, o preço do combustível passou de R$ 1,8545 para R$ 1,9009. O diesel não aumentava desde 1° de Janeiro, quando subiu de R$ 1,8088 para R$ 1,8545.

No fim de dezembro, a Petrobras anunciou a aprovação de mecanismo financeiro de proteção complementar à política de preços do diesel. Segundo a empresa, o mecanismo objetiva permitir a opção de adotar períodos de estabilidade no preço do produto por prazos curtos, em até sete dias consecutivos, em momentos em que houver forte oscilação nas cotações internacionais do derivado e do câmbio. O mecanismo de proteção já existe para a gasolina.

A estatal vai definir o momento de aplicação do mecanismo ao produto, quando for registrada elevada volatilidade. “O objetivo é evitar uma eventual alta volatilidade em períodos curtos de tempo, como a provocada pela passagem de furacões no Golfo do México”, destacou a Petrobras.

A empresa Informou também que isso será feito “sem abrir mão da paridade dos preços internacionais, o instrumento derivativo, a ser aplicado por não mais do que sete dias consecutivos, permitirá à empresa obter um resultado financeiro equivalente ao que alcança com a prática de reajustes diários”.

A Petrobras ressaltou que o preço do diesel se refere ao produto que é vendido nas refinarias para as distribuidoras e representa apenas uma parcela do valor do combustível vendido nos postos ao consumidor final. Na composição de preços ao consumidor entram ainda o custo do biodiesel, os tributos e as margens de distribuidoras e revendedores.

(Agência Brasil)

Petrobras reduz pelo 2º dia seguido preço da gasolina nas refinarias

Pelo segundo dia seguido, a Petrobras reduz o preço da gasolina vendida nas refinarias. Nesta sexta-feira (4), a empresa está negociando o litro do combustível a R$ 1,4537. Ontem (3) a estatal já havia reduzido o preço de R$ 1,5087 para R$ 1,4675.

De acordo com a Petrobras, a política de preços da empresa para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras “tem como base o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais destes produtos mais os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, por exemplo”.

Segundo a estatal, essa “paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos”.

A Petrobras informa ainda que “o preço considera uma margem que cobre os riscos (como volatilidade do câmbio e dos preços)”.

(Agência Brasil)

Preço da gasolina nas refinarias tem segundo reajuste do mês neste sábado

O preço da gasolina nas refinarias vai passar amanhã (8) para R$ 1,5585 por litro. O reajuste médio da Petrobras é de 1,60%. Esse é o segundo reajuste em dezembro. No dia 1º, o preço subiu para R$ 1,5339 e permaneceu neste patamar por quatro dias. Antes disso, estava por R$ 1,5007.

Nos dias 13 (R$ 2,2294) e 14 de setembro (R$ 2,2514), também houve elevação, mas depois ocorreram várias quedas consecutivas até o fim de novembro.

Já o diesel permanece a R$ 2,3606 desde 30 de setembro, quando o preço saiu de R$ 2,2964, valor que começou a ser cobrado em 31 de agosto.

A política de preços da Petrobras para a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras segue o preço de paridade de importação, formado pelas cotações internacionais dos produtos, acrescentando os custos que importadores teriam, como transporte e taxas portuárias, entre outros.

“A paridade é necessária porque o mercado brasileiro de combustíveis é aberto à livre concorrência, dando às distribuidoras a alternativa de importar os produtos. Além disso, o preço considera uma margem que cobre os riscos como volatilidade do câmbio e dos preços”, diz a Petrobras,.

Ainda de acordo com a empresa, a gasolina e o diesel vendidos às distribuidoras não são os mesmos produtos à disposição dos consumidores nos postos de combustíveis. Para as distribuidoras, são ofertados combustíveis tipo A, como gasolina antes da combinação com o etanol e diesel sem adição de biodiesel. Os produtos vendidos aos postos são formados pelo tipo A misturado a biocombustíveis.

(Agência Brasil)

Petrobras – Eunício anuncia que colocará em pauta cessão onerosa na próxima semana

Para o presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira (MDB-CE), o projeto de revisão do contrato de cessão onerosa da Petrobras poderá ir à pauta na próxima semana, com a expectativa do texto ser aprovado sem emendas, como forma de evitar o retorno da proposta à Câmara Federal.

O anúncio do senador cearense foi feito logo após reunião com os governadores do Nordeste, que solicitaram que o leilão do excedente de petróleo seja dividido com Estados e municípios.