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Temer sanciona lei que garante recursos das loterias para a Segurança

O presidente Michel Temer sancionou na tarde de hoje (12) lei que destina receitas da arrecadação de loterias para a segurança pública, bem como para os ministérios do Esporte e da Cultura. Essas duas últimas já recebiam recursos das loterias da Caixa Econômica Federal. A Medida Provisória (MP) 846, que trata do tema, foi aprovada pela Câmara em 21 de novembro, e no Senado no mesmo dia, seguindo para sanção presidencial.

O Ministério da Segurança Pública ficará com cerca de 9,4% da arrecadação bruta das loterias existentes. De acordo com o ministro Raul Jungmann, o setor terá cerca de R$ 4,2 bilhões de receita oriunda dessa lei até 2022. Apenas para o ano que vem, serão cerca de R$ 2 bilhões.

Da verba destinada à segurança pública, metade vai para os estados. A outra metade será dividida em 20% para programas de qualidade de vida dos policiais, agentes de segurança e agentes penitenciários e 30% para gestão do governo federal. A União, segundo Jungmann, poderá fazer convênios com os estados e municípios ou então a compra direta.

Anteriormente, Temer havia editado a MP 841 que criava o Fundo Nacional de Segurança Pública com recursos das loterias federais e tirava recursos das pastas da Cultura e do Esporte. A MP 846, assinada pelo presidente Michel Temer no final de julho, voltou a destinar recursos das loterias federais para os ministérios do Esporte e da Cultura, além de alocar parte dessa verba na área da segurança pública.

Na cerimônia de sanção da lei, Jungmann, exaltou as providências do governo Temer para federalizar a segurança pública. Para ele, o que se fazia antes era um “federalismo acéfalo”. “Se na saúde o processo de construção do SUS foi liderado pela União; se isso aconteceu na assistência, cultura e esportes e nunca na segurança pública, o governo federal teve responsabilidade [de fazer]. Hoje temos uma Política Nacional de Segurança Pública. É lei, institucional e vai dar rumo à segurança pública no Brasil”.

Jungmann se despede
Temer exaltou o trabalho de Jungmann à frente da pasta, logo após o ministro afirmar que tem intenção de se afastar da vida pública. “Raul está comigo desde o primeiro instante como ministro da Defesa. E depois, quando resolvi criar um ministério da Segurança Pública eu disse ‘preciso de você’. Ele foi para a segurança e fez um belíssimo trabalho. Lamento tê-lo visto se despedindo da vida pública. Não creio que isso vá acontecer. Tantos são seus valores que ele será chamado em determinado momento”.

Jungmann chegou a se emocionar em seu discurso durante a cerimônia. Após a solenidade, reafirmou aos jornalistas seus planos de se afastar do serviço público. “Não tenho nada definido, apenas gostaria de voltar para o setor privado”. No próximo governo, a pasta de Segurança Pública será incorporada ao Ministério da Justiça, sob o comando de Sergio Moro.

Transição

Em seu discurso, Temer também reafirmou que está fazendo uma transição “civilizada e cordial” e que entrega um país melhor do que encontrou. “Pegamos uma estrada esburacada e estamos entregando uma estrada asfaltada para o novo governo”.

(Agência Brasil)

Atirador de Campinas usou pistola comprada ilegalmente, diz Polícia

A pistola usada por Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, para matar cinco pessoas e ferir outras três na Catedral Metropolitana de Campinas foi comprada ilegalmente. Essa é uma das poucas conclusões que a Polícia Civil tem sobre o ataque de ontem (11). De acordo com o delegado-chefe do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), José Henrique Ventura, disse que a arma com a qual o atirador fez 22 disparos, incluindo o que tirou a própria vida, é de uso exclusivo das Forças Armadas ou Polícia Federal.

Além da pistola 9 milímetros, no momento da tragédia Euler Grandolpho também estava com um revólver. A polícia ainda quer esclarecer agora como ele conseguiu comprar o armamento. Conforme antecipado pela Agência Brasil e confirmado, em seguida, pela polícia, o atirador foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo.

Desde 2014, no entanto, Grandolpho não trabalhava mais no órgão nem tinha renda própria. Segundo Ventura, desde que saiu do emprego, ele vivia com o pai, em Valinhos, município da região metropolitana de Campinas. “Ele não teria dinheiro suficiente para comprar essas armas e essa munição”, disse o delegado a partir das informações fornecidas pela família. O pai e os irmãos, entretanto, ainda não foram ouvidos formalmente em respeito ao luto da família.

Uso da pistola

De acordo com o delegado, a pistola usada no atentado não é simples de ser utilizada, mas as imagens das câmeras de segurança do interior da catedral indicam que Euler tinha noções básicas de como manusear a arma. “Dá a impressão que é uma pessoa que não manuseou pela primeira vez uma arma daquela”, destacou.

O delegado informou ainda que os policiais que entraram na igreja para conter o atirador dispararam nove vezes. Ao ser encurralado, Euler se matou com um tiro na cabeça. Segundo o policial, sem a ação dos agentes, o homem poderia ter descarregado a pistola outras duas vezes com 11 balas, além de ter um revólver carregado com seis projéteis.

Anotações pessoais

A polícia apreendeu vários pertences pessoais de Euler Grandolpho em sua residência, como um notebook, um celular e um bloco de anotações. Os registros escritos mostram, segundo Ventura, que o autor do ataque tinha pensamentos paranóicos e confusos. “Tinha uma certa mania de perseguição”, ressaltou ao afirmar que grande parte das anotações são “coisas desconexas”.

Nas anotações, cuidadosamente escritas, como se fosse um diário, Eurler Grandolpho detalhava sua rotina: incluindo datas e horários, assim como números de placas de automóveis que via na rua e frases que escutava. Tudo escrito com letra de forma.

Euler também era uma pessoa muito reclusa. O delegado enfatizou que, aparentemente, o atirador não tinha amigos ou pessoas com quem mantivesse contato real ou virtual. “Não tinha muito relacionamento”, disse.

Sepultamento

Euler foi enterrado hoje à tarde no Cemitério Parque Flamboyant, em Campinas, onde compareceram pouco mais de 50 amigos e parentes. A cerimônia foi católica e com cânticos religiosos. O velório começou pela manhã com reforço na segurança.

Alguns dos presentes relataram que Euler era solitário e retraído e que seu comportamento se agravou nos últimos anos.

(Agência Brasil)

Catedral de Campinas terá missa em homenagem às vítimas de ataque

A Catedral Metropolitana de Campinas realizará, nesta quarta-feira 12, uma missa em homenagem às vítimas do ataque que deixou cinco mortes, incluindo o atirador, na última terça-feira. Segundo informações da Paróquia Nossa Senhora da Conceição, a missa ocorrerá às 12h15min. A informação é da Veja Online.

As vítimas fatais do ataque são Sidnei Vitor Monteiro, de 39 anos, José Eudes Gonzaga, de 68 anos, Cristofer Gonçalves dos Santos, de 38 anos, e Eupídio Alves Coutinho, 51 anos.

Nesta terça-feira, 11, Euler Fernando Grandolpho estava na Catedral após o fim da missa das 12h15min, quando abriu fogo com uma pistola e um revólver calibre 38 contra fieis. Grandolpho matou quatro pessoas, deixou outros quatro feridos, e se suicidou em frente ao altar, após ser atingido por um tiro. Ainda não há informações sobre a motivação do ataque.

PF faz busca e apreensão na casa de Aécio Neves

A Polícia Federal e o Ministério Público Federal cumprem, nesta terça-feira (11), mandados de busca e apreensão em imóveis de Aécio Neves (PSDB-MG) e da irmã dele, Andréa Neves, no Rio de Janeiro e em Minas Gerais. Atualmente senador, Aécio termina o mandato neste ano e no próximo assume uma vaga na Câmara dos Deputados. A informação é do Portal G1.

Também há equipes em endereços do deputado federal Paulinho da Força (SD-SP), em São Paulo. São investigados ainda os senadores Agripino Maia (DEM-RN) e Antonio Anastasia (PSDB-MG) e os deputados federais Benito da Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB-RJ).

A operação, chamada de Ross, surgiu a partir de delação de executivos da J&F e apura denúncias de compra de apoio político. Segundo a PF, Aécio Neves comprou apoio do Solidariedade por R$ 15 milhões, e empresários paulistas ajudaram com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Além dos políticos, as buscas miram empresários que são suspeitos de emitir as notas fiscais frias para Aécio. A PF chegou a solicitar buscas em imóveis de Maia, Cristiane e Benito, mas os pedidos não foram aceitos pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Em nota, a defesa de Aécio Neves informou que o senador “sempre esteve à disposição para prestar esclarecimentos e apresentar todos os documentos que se fizessem necessários às investigações, bastando para isso o contato com seus advogados”.

Os advogados do senador informaram ainda que o inquérito policial é baseado nas delações de executivos da JBS que tentam “transformar as doações feitas a campanhas do PSDB, e devidamente registradas na justiça eleitoral, em algo ilícito para, convenientemente, tentar manter os generosos benefícios de seus acordos de colaboração”. A defesa afirmou ainda que uma investigação “correta e isenta” vai apontar a verdade e a legalidade das doações feitas.

Propina de R$ 110 milhões

A procura de documentos faz parte de operação baseada em delações de Joesley Batista e Ricardo Saud. Os executivos do grupo J&F relataram repasse de propina de quase R$ 110 milhões ao senador Aécio Neves. Suspeita-se que os valores eram recebidos por meio da simulação de serviços que não eram efetivamente prestados e para os quais eram emitidas notas fiscais frias.

A contrapartida para os pagamentos, segundo o Ministério Público, era o uso do mandato do parlamentar para beneficiar o grupo empresarial. Uma das formas seria a liberação de créditos do ICMS, pelo governo de Minas Gerais, em favor das empresas.

A Operação Ross cumpre total de 24 mandados de busca e apreensão em oito estados e no Distrito Federal. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folha Press

Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Informações preliminares indicam que os alvos são três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total, 200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são apartamentos de um senador e da irmã dele no Rio de Janeiro, assim como de uma parlamentar, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de outro deputado está na mira, assim como apartamentos de senadores em Belo Horizonte.

Como há mandados expedidos para parlamentares no Rio Grande do Norte e na Bahia, há imóveis de um senador e um deputado também alvos da ação em Natal e Salvador.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

(Agência Brasil)

Procurador-geral de Justiça diz que operação em Milagres foi um “fracasso em todos os aspectos”

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O procurador-geral de Justiça do Ceará, Plácido Rios, lamentou, nesta segunda-feira, durante coletiva, que a ação policial em Milagres (Região do Cariri) tenha terminado com 14 motos, dos quais seis reféns. Para ele, os protocolos de segurança que devem ser seguidos em situações que envolvem reféns não foram seguidos durante a operação na qual se envolveram em tiroteio um grupo fortemente armado e a Polícia numa tentativa de assalto a duas agências bancárias.

“Nós não verificamos nenhum protocolo de cuidado, de zelo, com a vida dos reféns. Ao que parece, a polícia sequer tinha conhecimento da existência deles, de acordo com as últimas informações recebidas”, acentuou o procurador-geral, que foi mais alem: classificou a operação como um “fracasso em todos os aspectos”.

Nesse domingo, 9, foram designados 10 promotores de justiça para atuarem juntamente com Muriel Vasconcelos, titular da Comarca de Brejo Santo, na apuração do caso. Plácido disse que o grupo da pGJ vai trabalhar em conjunto com o grupo já designado pelo governador Camilo Santana (PT) nesse caso.

“Não temos motivo para duvidar que a polícia do Estado do Ceará, a Controladoria Geral de Disciplina (CGD) e a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce), tenham condição de fazer um trabalho criterioso e profundo para esclarecer os fatos”, adiantou, afastando a possibilidade de que a PGJ realize uma investigação paralela.

(Com O POVO Online- Repórter Eduarda Talicy/Foto – Mateus Dantas)

Terror em Milagres – Julierme Sena lamenta alijamento da Polícia Civil do Ceará na operação

Com o título “O Alto preço da ossa política de segurança pública”, eis artigo do vereador Julierme Sena (PROS). Ele aborda a tragédia registrada na última sexta-feira, em Milagres (Região do Cariri), onde, num confronto entre bandidos e PMs, 14 pessoas morreram, sendo seis reféns. Confira:

A tragédia em Milagres expõe a fracassada política de Segurança Pública do Ceará. Vários equívocos são facilmente identificados. Primeiro, a ação foi organizada pela Coordenadoria de Inteligência (Coin), quando deveria ser iniciada pela Polícia Civil, que tem a função constitucional de investigar.

Segundo, porque uma ação que se diz “coordenada” não poderia ter excluído duas forças de segurança importantíssimas: a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal. Inclusive, as equipes da Polícia Civil de Sergipe, Alagoas e Bahia participaram da ação. Por que a Polícia Civil do Ceará só foi acionada após o ataque? Mais uma demonstração de total desrespeito e desvalorização da Polícia Judiciária cearense.

E em terceiro lugar, ironicamente, durante a inauguração do Centro de Inteligência, o governador do Estado comemorou que o assalto ao banco não foi realizado, sem pensar no alto preço que pagamos: as vidas de inocentes.

Diante dessa tragédia, é necessário uma reestruturação urgente na Segurança Pública do Estado, onde o órgão de inteligência, Coin, repasse a informação para a Polícia Judiciária e esta fique responsável pela operação com apoio das outras polícias preventivas e repressivas. Aí sim, com a integração entre as polícias e com uma linha de controle e comando, a operação teria alcançado o sucesso, que é a prisão de infratores e não a morte de inocentes que tiveram suas vidas tolhidas por uma ação desastrosa e mal planejada.

Às famílias que perderam seus entes queridos, registro aqui meu pesar. Que Deus conforte o coração de cada um de vocês.

*Julierme Sena

Policial Civil e Vereador de Fortaleza.

(Foto – CMFor)

Terror em Milagres – Capitão Wagner lamenta o caso e evita culpar a Polícia

O deputado estadual Capitão Wagner, que foi eleito deputado federal pelo Pros, evitou críticas à operação policial registrada na última sexta-feira em Milagres (Região do Cariri) e que provocou, num tiroteio entre grupos armados e PMs, a morte de 14 pessoas. Entre elas, seis reféns.

“Lamentável. Infelizmente, seis pessoas inocentes envolvidas no tiroteio foram perdidas. A gente aguarda a investigação para verificar o que ocorreu de fato. Como homem público, cobramos a investigação e nos solidarizamos com as famílias”, afirmou o parlamentar.

Capitão Wagner revelou que manteve contato com amigos da Polícia sobre o caso e constatou que não houve passagem completa de informações em torno dessa operação, o que teria causado a tragédia.

“A intenção dos policiais, com certeza, foi evitar o mal, que foi o assalto aos bancos, mas, também, a preservação da vida das pessoas de Milagres. Foi um fato trágico e a gente espera que não se repita”, complementou o parlamentar.

Tragédia em Milagres: Grupo da PGJ vai apurar o caso

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta segunda-feira:

O procurador-geral de Justiça, Plácido Rios, informa: vai designar nesta semana um grupo de promotores para monitorar os desdobramentos da tragédia registrada em Milagres (Região do Cariri), na última sexta-feira. Um grupo fortemente armado atacou duas agências bancárias quando houve confronto com a Polícia, resultado em 14 mortos – seis deles eram reféns.

Ele adianta que o objetivo é esclarecer todas as informações e garantir a apuração completa de todos os fatos relacionados “às trágicas mortes das pessoas inocentes”.

Ao mesmo tempo, o procurador-geral Plácido Rios lamenta os fatos registrados na madrugada de sexta-feira, reiterando que a PGJ acompanhará todos os passos da apuração.

(Foto – PGJ)

Terror em Milagres – Polícia do Ceará não sabia da existência de reféns, diz secretário André Costa

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O secretário da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará, André Costa, afirmou, em entrevista ao programa Fantástico, da Rede Globo, nessa noite de domingo, que os policiais envolvidos na tragédia registrada em Milagres (Região do Cariri) não sabiam da existência dos reféns. Ele lamentou a morte dos seis reféns durante a operação.

O POVO Online havia antecipado a informação dada pelo secretário na edição deste domingo, 9, ao comentar que os policiais não receberam informações sobre a existência de reféns junto dos assaltantes de banco.

O comando da operação teria ignorado a possibilidade de haver reféns em poder dos assaltantes, que vinham sendo monitorados. Sergipe avisou Ceará sobre o ataque aos bancos. Operação de Milagres deixou 14 mortos, seis deles reféns.

A captura dos reféns não teria entrando no radar das escutas feitas nos telefones celulares dos criminosos. O mais provável é que os telefones que vinham sendo monitorados teriam sido descartados pelos bandidos muito antes da entrada em Milagres e antes de fazerem inocentes de escudos humanos.

(O POVO/Foto – Evilázio Bezerra)

Camilo cria grupo especial para apurar a tragédia de Milagres; A CGD também investigará a ação policial

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O governador Camilo Santana (PT) usou sua página no Facebook neste domingo para informar que a Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) abriu investigação preliminar para apurar a ação policial em torno da tragédia de Milagres (Região do Cariri).

“Até o momento, oito suspeitos já foram presos em flagrante e 24 pessoas foram ouvidas. As armas dos suspeitos e dos policiais envolvidos na ação foram recolhidas pela Polícia Civil para serem periciadas”, disse o chefe do Executivo acerca do ataque de grupo armado a duas agências bancárias, o que gerou tiroteio entre bandidos e policiais e 14 mortos, entre eles seis reféns.

“Informo que foi criado um grupo especial de investigação para o caso, com a Delegacia Regional de Brejo Santo, Delegacia Municipal de Milagres e apoio da Delegacia de Roubos e Furtos e do Departamento de Polícia do Interior Sul. A Controladoria Geral de Disciplina dos Órgãos de Segurança Pública (CGD) abriu investigação preliminar para apurar o ocorrido.

Ele disse ainda em sua postagem: “Reforço que, desde o momento do fato, minha determinação tem sido de investigação rigorosa e isenta, para que toda a ação e suas responsabilidades sejam devidamente apuradas. Nenhuma ação da polícia cearense é feita com a intenção deliberada de tirar vidas, muito menos de vítimas inocentes, que devem sempre ser protegidas em primeiro lugar.”

Camilo se solidarizou com as famílias das vítimas e concluiu: “Este momento nos coloca um dever ainda maior de proteger vidas e fortalecer a paz.”

Ciopaer vai instalar hangar no aeroporto de Sobral

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A Região Norte vai ganhar uma base de operações da Coordenadoria Integrada de Operações Aéreas (Ciopaer). Segundo a coordenação da área, vai ser instalada num hangar do aeroporto de Sobral.

A contratação é por dispensa de licitação.

A Ciopaer já recebeu do Governo do Ceará dois novos helicópteros que estão reforçando a atuação policial em resgates, missões, combate a incêndios e monitoramento do meio ambiente na Capital e no Interior.

Com isso, o Ceará passou a ter a terceira maior frota policial do Brasil, considerando todos os tipos de aeronave, e a maior em aeronaves biturbina e em voo por instrumentos, o que resulta em autonomia de sobrevoo a qualquer hora e em qualquer ponto do Estado, diminuindo o tempo médio de resposta para ocorrências a 30 minutos.

(Foto – Ciopaer)

A importância do Centro de Inteligência

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Editorial do O POVO deste domingo (9) aponta que “uma das saídas para o sério problema de insegurança pública no país é o investimento maior e melhor direcionado em inteligência, não apenas armando mais as polícias”. Confira:

O terrível e inaceitável acontecimento de Milagres, onde uma tentativa de assalto a agências bancárias resultou em confrontos e pelo menos 14 mortes, inclusive de pessoas inocentes e não envolvidas com a ação criminosa, acabou, naturalmente, tirando a visibilidade de um importante reforço que o Estado recebe para o desafio diário de combate a quadrilhas cada vez mais violentas e ousadas. A entrega do Centro de Inteligência do Nordeste representa um grande avanço na estruturação das forças que compõem nosso corpo de segurança pública e é fundamental que esta dimensão seja resgatada, a despeito de toda a situação dramática criada pelos eventos da última sexta-feira.

Seria um desrespeito, até, sugerir que os acontecimentos daquele dia fossem relativizados. No entanto, repita-se, o evento de Fortaleza, prestigiado pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, é importante e precisa ter sua dimensão resguardada, inclusive na perspectiva que aponta para um futuro em que situações do tipo pareçam menos possíveis de registrar.

Há algum tempo que parece claro que uma das saídas para o sério problema de insegurança pública que o Brasil experimenta é o investimento maior e melhor direcionado em inteligência. Não será apenas armando mais as polícias, dotando-as de mais viaturas, ampliando o número de delegacias e construindo mais presídios que o cenário terrível que temos hoje poderá ser revertido.

O investimento anunciado na instalação do Centro, cerca de R$ 15 milhões em equipamentos, bancos de dados, tecnologia e treinamento de pessoal, aponta para um acerto nesse redirecionamento. Não que se tenha de deixar de adquirir armas, reforçar a frota ou de ampliar a rede de unidades policiais e prisionais, mas, é urgente que se olhe também para a importância de estabelecer uma política que se antecipe aos fatos, que também contemple a importância de colocar a tecnologia e outros meios modernos à disposição do Estado.

O que aconteceu naquelas horas dramáticas em Milagres não pode ser esquecido e precisa de um esclarecimento pleno em todos os seus detalhes. Estaremos cobrando que assim seja. Porém, olhar para frente é necessário e, dentro disso, consideramos que dispor de um equipamento novo, moderno e apto a tornar mais eficaz a ação das autoridades contra um crime a cada dia mais organizado pode, inclusive, evitar que novas tragédias do tipo venham a acontecer no futuro.

Reféns mortos – Jornalista em Defesa dos Direitos Humanos critica fala de Camilo

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A presidente do Conselho Estadual de Defesa dos Direitos Humanos e professora da UFC, Beatriz Xavier, qualificou meste sábado (8) como chacina o que ocorreu e Milagres, quando reféns foram mortos na ação da Polícia, durante tentativa de assalto contra dois bancos.

Durante o IX Congresso Estadual dos Jornalistas do Ceará, a professora criticou a fala do governador Camilo Santana, que destacou a ação policial, por ter impedido o assalto aos bancos, sem mencionar as mortes dos reféns, quando ainda levantou suspeitas sobre as vítimas, ao questionar o que elas estariam fazendo de madrugada nas proximidades dos bancos.

(Foto: Divulgação)

Polícia do Ceará: mais de 5 mil já sofreram golpes por aplicativo

Se alguém recebe uma mensagem de WhatsApp de um irmão ou amigo pedindo a transferência de dinheiro para uma situação urgente, é possível que a transação seja efetivada rapidamente, ali mesmo pelo internet banking no celular. No entanto, esse tipo de mensagem pode ser um golpe, com a clonagem do número da pessoa.

Essa nova forma de crime está sendo investigada pela Célula de Inteligência Cibernética do Departamento da Polícia Civil do Ceará, que estima que mais de 5 mil pessoas em todo o Brasil tenham sido vítimas dos criminosos. Isso porque o grupo age em vários estados. Alguns suspeitos já foram identificados, incluindo um dos chefes.

No Ceará, 50 casos foram notificados à Polícia Civil por meio de boletim de ocorrência. Um desses casos é o da jornalista Giselle Soares. “Eu estava olhando o celular com menos frequência, porque uma tia e meus primos estavam passando férias aqui. Um dia, estava na casa da minha mãe e um amigo ligou para lá. Achei estranho porque não moro mais com minha mãe. Ele me explicou que alguém se passando por mim havia pedido a transferência de um valor. Quando olhei meu celular, percebi que estava sem sinal e que o WhatsApp não estava funcionando.”

Isso aconteceu porque a operação de clonagem consiste na compra de um chip e na solicitação do resgate do número da vítima escolhida pelos golpistas.

Segundo os dados analisados pelos policiais, o teor das conversas iniciadas pelos criminosos muda de acordo com as pessoas que são abordadas, e os pedidos vão de valores para comprar eletrodomésticos até carros novos.

No caso de Giselle, a pessoa que se passava por ela pedia a transferência de R$ 1,5 mil para dar de garantia pelo aluguel de um apartamento. Seu amigo desconfiou não só do pedido de dinheiro, como dos dados bancários, que eram de outra pessoa.

O diretor da Célula de Inteligência Cibernética, delegado Julius Bernardo, orienta que essa desconfiança seja frequente em conversas virtuais que envolvam dinheiro. “Mesmo que pareça totalmente seguro, é necessário conferir por ligação telefônica ou outros meios se a mensagem recebida realmente foi enviada pelo amigo, cliente, familiar ou chefe.”

Outra forma de evitar esse tipo de crime é habilitando a verificação em duas etapas do WhatsApp. Com esse recurso, qualquer tentativa de registrar o número no aplicativo de mensagens vem acompanhado de um PIN que o usuário desse número configurou.

(Agência Brasil)

Triste destaque do Ceará

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (8), pelo jornalista Érico Firmo:

Ontem foi dia em que o Ceará foi destaque pelo Brasil e pelo mundo. Da forma mais triste possível. Havia sido assim no primeiro mês do ano, quando 14 pessoas morreram na Chacina das Cajazeiras, a maior da história do Ceará. Foi assim ontem, quando, novamente, 14 pessoas morreram em ataques no Cariri.

O ano de 2018 terminará com redução dos homicídios no Estado. A queda da violência ocorre na comparação com 2017, o mais violento da história do Ceará. Teve 5.133 mortes em homicídios, roubos seguidos de morte ou lesões seguidas de morte. De fato, 2018 será melhor. Caminha para terminar como o segundo mais violento da história. Não é um alento. Foram 4.190 mortes violentas até novembro. A se manter a média de 380 por mês, passará dos 4.439 de 2014, recorde de homicídios até Camilo tomar posse.

Assim o Ceará chamou atenção do Brasil e do mundo: com matanças em larga escala, com execução de chefes de facções criminosas. Com mortandade. Ontem, as mortes no Estado abriram o Jornal Nacional e correram o mundo. O massacre em Milagres despertou atenção do mundo por se tratar de ação com refém. É sempre dramático.

As informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) indicam que ocorreu basicamente o seguinte:

1) Informações compartilhadas entre as forças de segurança de Ceará, Bahia, Sergipe e Alagoas indicaram que haveria ataque a bancos em Milagres ou Missão Velha. 2) Grupo armado chegou a Milagres durante a madrugada e tentou atacar as agências. Caminhão foi usado para bloquear a BR 116. 3) Pelas informações preliminares, pessoas que passavam pela BR 116 foram feitas reféns e levadas até os bancos. 4) Quando o Batalhão de Choque chegou ao local, o ataque aos bancos estava em curso. Na troca de tiros, cinco integrantes do grupo criminoso foram baleados e morreram no local. Outros dois foram feridos, levados até o hospital, mas não resistiram e morreram.

Oitavo suspeito de envolvimento morreu em confronto com policiais no município de Barro. 5) Além dos criminosos, outras seis pessoas morreram.

Seriam os reféns. A circunstância dessas mortes a SSPDS não explica. Disse apenas: “Além dos criminosos, outras seis pessoas foram feridas e morreram durante a ação criminosa”.

A história é mal contada. Há muitas dúvidas e pouca transparência. Ao longo do dia de ontem, a SSPDS tentou impedir que policiais dessem informações à imprensa. A secretaria queria controlar a informação – e demorava a explicar algo. Motivo extra para desconfianças.

Dúvidas: quem atirou nos reféns? Há de se imaginar que foram os criminosos, mas é o caso de fazer exames de balística. Suponhamos que foram assassinados pela quadrilha quando esta se viu acossada pelos policiais. Nesse caso, terá sido uma ação desastrada das forças de segurança. Numa ocorrência com reféns, nada é mais importante que preservar a vida desses reféns. A abordagem tem de ter cuidado redobrado. Isso para nem trabalhar com a hipótese de as vítimas terem sido usadas como escudo humano, de em alguma circunstância terem sido mortas pelas balas dos policiais. Seria ainda pior.

Camilo foi bem infeliz

Camilo Santana (PT) foi particularmente infeliz ao comentar o assunto. Questionado pelo jornalista Thiago Paiva sobre a morte dos reféns, o governador disse que não tinha aquela informação e achava estranho que reféns passassem por ali àquela hora. Inacreditável. A família que tem cinco dos seis mortos passava por lá porque vinha do aeroporto de Juazeiro do Norte. Passavam pela BR 116 àquela hora porque o avião chegou àquele horário. Voo, aliás, que o Governo do Estado se empenha para viabilizar.

O governador ainda encontrou o que salientar na ação policial. Pareceu estar satisfeito com o trabalho de inteligência. “Houve uma antecipação nisso. O fato é que estavam preparados para assaltar dois bancos e não assaltaram nenhum”. A mim pareceu transparecer que viu lado bom no resultado.

Mas, o pior talvez tenha sido o governador dizer que não tinha informação sobre o que de mais grave havia ocorrido. Era por volta de meio-dia e o episódio se passara na madrugada. É inaceitável que Camilo, eleito e reeleito para administrar o Estado, não tivesse todas as informações do caso. Ainda mais fazendo insinuação sobre os cadáveres de uma família.

Camilo quer parceria com General Theophilo na luta contra a bandidagem

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (7):

Logo após ser anunciado por Sergio Moro como futuro secretário nacional da Segurança Pública, o general Theophilo recebeu, entre as primeira ligações telefônicas, a do governador Camilo Santana (PT) que o parabenizou e desejou boa sorte. Camilo ainda fez um pedido especial: quer ser o primeiro governador a ser recebido, em janeiro, em audiência em Brasília, pelo general.

Na agenda, discussão em torno um plano de segurança e investimentos para sua nova gestão. General Theophilo tem dito que sua gestão terá como base o tripé: aumento da fiscalização em portos, aeroportos e fronteiras; alto investimento em tecnologia; e, por último, fortalecimento do sistema de inteligência, incluindo a busca por parcerias com as polícias da Colômbia e da Bolívia, de onde viria a droga consumida no Norte e Nordeste do Brasil.

Detalhe: O general perdeu para Camilo a disputa para o Governo, mas agora está em alta. O mundo dá muitas voltas.

Editorial do O POVO: “Redução de crimes e assalto a Milagres”

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Com o título “Redução de crimes e assalto a milagres”, eis o Editorial do O POVO deste sábado:

No mesmo dia em que foi divulgada por todos os meios de comunicação a notícia que o Ceará entrou no oitavo mês reduzindo o índice de homicídios, acontece um ataque a dois bancos em Milagres, cidade na região do Cariri, resultando em pelo menos 14 mortes. Pelas informações disponíveis até o fechamento desta edição foram mortos – após intenso tiroteio entre os assaltantes e a polícia – oito criminosos e seis reféns, cinco da mesma família.

Assim, o esforço do governo do Estado em repercutir amplamente as cifras positivas do trabalho na área da segurança pública, será ofuscado pela centralidade que ganharão os comentários a respeito da madrugada de terror que os moradores de Milagres viveram, devido às desastrosas consequências decorrentes do ato criminoso.

A respeito dos números apresentados pela Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), neste último balanço, é preciso reconhecer que são positivos. Em novembro deste ano – como já dito o oitavo mês seguido em que há redução de homicídios – houve queda de 30,6% comparado ao mesmo período do ano passado. A estatística refere-se a homicídios, lesões corporais graves seguidas de morte e latrocínio, crimes que, no acumulado deste ano – até novembro – somam 489 mortes a menos, comparadas com o mesmo intervalo de 2017, uma redução percentual de 10,5%.

O titular da SSPDS, André Costa, afirma que, na próxima gestão do governador Camilo Santana, os investimento serão concentrados nos setores de inteligência e investigação para assegurar a implementação de políticas preventivas. O secretário também destacou a inauguração, ocorrida ontem, do Centro Integrado de Inteligência e Segurança Pública do Nordeste, que funcionará em Fortaleza, reunindo especialistas e policiais dos nove estados nordestinos para atuação conjunta no combate ao crime.

Quanto ao assalto em Milagres, é preciso investigar melhor o que aconteceu. Informações da própria SSPDS indicam que a polícia já sabia da movimentação para o assalto. É preciso verificar se a polícia tinha dados suficientes para deter os criminosos, antes do início da ação, o que seria o mais correto, ou se optou por confrontá-los durante o ataque. E, depois, se agiu com excesso enquanto os criminosos mantinham reféns em seu poder.

Em casos assim, o mais importante, acima de qualquer outra consideração, é preservar a vida dos reféns. O fato é que morreram seis pessoas inocentes – uma delas um jovem de 14 anos – e o governo do Estado tem obrigação de dar explicações claras sobre os procedimentos que levaram a esse trágico desfecho.

(Editorial do O POVO)

Terror em Milagres – Inteligência da Polícia não rastreou inocentes na ação

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O comando da operação policial ocorrida ontem em Milagres pode ter ignorado alguns procedimentos de comunicação, de tática e de operacionalidade, que são obrigatórios em ações dessa envergadura. O mais grave deles teria sido a falta de previsão da possibilidade de a quadrilha fazer reféns.

Da polícia de Sergipe chegaram as informações para a Coordenadoria de Inteligência da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará (SSPDS) de que uma quadrilha assaltaria bancos em Milagres ou Missão Velha, municípios da região do Cariri cearense. A média de ações contra bancos no Estado em 2018 tem sido de quase um por semana.

O que teria dado de errado na operação em Milagres? O comando do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), do Batalhão de Choque da PM do Ceará, teria se deslocado para o Cariri sem cogitar a presença de reféns no cenário montado pelos assaltantes que seriam da Paraíba e Pernambuco.

A captura dos reféns não teria entrando no radar das escutas feitas nos telefones celulares dos criminosos. O mais provável é que os telefones que vinham sendo monitorados teriam sido descartados pelos bandidos muito antes da entrada em Milagres e antes de fazerem inocentes de escudos humanos.

O protocolo de comando da PM na Operação de Milagres também teria pecado porque não previu possíveis mudanças no comportamento da quadrilha dos ladrões de banco.

A PM teria seguido o mesmo padrão que vinha se repetindo em outras ações contra agências bancárias e carros fortes: a inexistência de reféns.

Assim ocorreu em Quixeré, no último 23 de novembro, quando seis homens tentaram assaltar um carro-forte e foram mortos pela Polícia. Ação semelhante se deu em 1º de abril do ano passado. Na ocasião, seis homens foram mortos após atacarem um banco em Jaguaruana. Um inocente foi alvejado pela polícia.

Na manhã de ontem, o titular da 5ª Delegacia da Polícia Rodoviária Federal (PRF), Gledstone Chaves, criticou também a falta de informações sobre a operação do Gate. Após serem chamados para atender a uma ocorrência no quilômetro 495 da BR-116, em Milagres, equipes da PRF foram surpreendidas por policiais militares em diligências. Sem o aviso sobre a periculosidade da situação, apenas dois policiais rodoviários foram deslocados para o local.

“Por que não comunicaram a gente? Uma ação como essa envolve todos os policiais. Fomos atender a um suposto acidente e poderíamos ter nos deparado com vários bandidos armados”, reclamou Gledstone Chaves em entrevista à Rádio O POVO CBN Cariri.

Segundo o inspetor rodoviário, normalmente, em operações coordenadas, a PRF e a Polícia Federal são notificadas e envolvidas. Neste caso, isso não aconteceu. “Se fosse uma coisa coordenada, não teria deixado tantos mortos”, criticou. Parte das vítimas era da mesma família, havia saído do aeroporto de Juazeiro do Norte (CE) e seguia para Serra Talhada (PE).

O clima entre a SSPDS e o gabinete do governador Camilo Santana (PT), durante o dia e a noite de ontem, foi tenso. Mesmo com a Secretaria afirmando que a PM já vinha realizando investigações contra grupos que atuavam nos ataques a instituições financeiras no Cariri.

O POVO apurou que, na reunião da cúpula da SSPDS com oficiais envolvidos na Operação de Milagres, a pergunta mais incômoda era por que os assaltantes de banco matariam reféns? E não teria havido respostas tecnicamente convincentes.

Dois grupos do Gate, em viaturas descaracterizadas, teriam entrado em Milagres e se encontrado com os assaltantes em frente ao Banco do Brasil. Desconfiados, segundo a versão dos policiais, os homens da quadrilha teria aberto fogo e os policiais revidaram. A antecipação virou tragédia. (Colaborou Cláudio Ribeiro)

Perícia

Secretário dos Direitos Humanos de Pernambuco, Pedro Eurico, pediu rapidez à Perícia Forense do Ceará quanto à análise dos corpos das cinco vítimas da família de Serra Talhada,

(O POVO – Repórter Demitri Túlio/Foto – Faria Júnior, Rádio O POVO/Cariri)

Terror em Milagres – Adolescentes de 13 e 14 anos entre vítimas

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A Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) divulgou o nome das pessoas que morreram e não possuíam envolvimento com o ataque na região do Cariri, que vistava explodir os dois bancos da cidade de Milagres, na madrugada desta sexta-feira, 7.

Vítimas foram identificadas:

Pai e filho:

João Batista Campos Magalhães, 49 anos, natural de Serra Talhada (PE)

Vinícius de Souza Magalhães, 14 anos, natural de São Paulo (SP)

Mãe, pai e filho:

Claudineide Campos de Souza Santos, 41, natural de São José do Belomonte (PE)

Cícero Tenório dos Santos, 60, natural de Maceió (AL) – filho, mãe e pai;

Gustavo Tenório dos Santos, 13 anos, natural Jabaquara (SP)

Outra dos reféns mortos:

Francisca Edneide da Cruz Santos, 49, natural de Brejo Santo (CE)

Entre os suspeitos de integrar a quadrilha que realizou as tentativas de ataque, dois foram identificados pela Perícia Forense em Juazeiro do Norte:

Mackson Junior Serafim da Silva, 26, natural de Capela (SE)

Lucas Torquato Loiola Reis, 18, natural de Delmiro Gouveia (AL)

(O POVO Online)