Blog do Eliomar

Categorias para Policia

Videomonitoramento não inibe a ação da malandragem em Fortaleza

Eis a Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta sexta-feira, mais precisamente o tópico “A Vigilância e as Ocorrências”. Aborda o videomonitoramento e seus impactos para a segurança. Confira:

O número de câmeras de vigilância em Fortaleza cresceu 1.109% desde 2014, conforme mostrou ontem O POVO Online. Eram 116 quando Camilo Santana (PT) tomou posse e hoje são 1.403.

Em janeiro de 2014, o Ceará havia registrado 7,7 mil roubos e furtos. No mesmo mês deste ano, foram 9,36 mil. Aumentou 21%.

Por um lado, o aumento das ocorrências pode ser apontado como motivo extra para o acréscimo do número de câmeras.

Todavia, também se pode concluir que o incremento considerável da vigilância até agora não inibiu os crimes de roubos e furtos.

Grupo promove ação criminosa em clima de jogo do Brasil no Lagamar

Uma ação criminosa ocorreu na manhã desta sexta-feira, 22, no bairro do Lagamar, em Fortaleza. Segundo informações da Polícia Militar, um grupo de dez jovens assistia ao jogo do Brasil contra a Costa Rica, válido pela Copa da Rússia, quando foi surpreendido por pelo menos três atiradores em um veículo Prisma da cor preta. Duas pessoas ficaram feridas e informações não oficiais dão conta de um morto após o incidente.

De acordo com o comandante da 3ª Cia do 22º Batalhão da Polícia Militar do Ceará, major Bellini, os criminosos iniciaram a abordagem anunciando que eram policiais, encostaram o grupo contra um muro para uma revista e passaram a efetuar vários disparos contra eles logo depois. Eles utilizavam balaclavas ocultando os rostos e coletes da Polícia Civil do Ceará.

A Polícia ainda apura a motivação do crime. Um dos criminosos, que retirou a balaclava durante o ataque, já teria sido reconhecido por populares. “Os criminosos souberam pelas redes sociais que esse grupo estava assistindo o jogo lá, então foram lá fazer esse ataque”, diz Bellini, que afirma serem “comuns” ataques do tipo na região.

O crime ocorreu na localidade conhecida como Beco Vila Amâncio, próximo à avenida do canal do Lagamar. Os criminosos estacionaram o veículo a cerca de um quarteirão do local dos ataques. Depois que o grupo começou a efetuar os disparos, os jovens buscaram abrigos em residências próximas.

Criança de 11 anos entre vítimas

Ainda não foram confirmadas as idades das vítimas, mas informações iniciais apontam que todos eram crianças ou adolescentes. Todos os feridos foram encaminhados ao Instituto José Frota (IJF), no Centro. Segundo o tenente da PM Oliveira, que esteve no local, pelo menos uma criança de 11 anos foi confirmada entre os atingidos pelos disparos.

(Com O POVO Online)

Prisão de ex-secretário aumenta cerco do MP e PF a Alckmin a novo patamar

115 3

A prisão de Laurence Lourenço, ex-secretário de Transportes de Alckmin, elevou a outro patamar a pressão exercida pelo Ministério Público e pela PF sobre o presidenciável tucano Geraldo Alckmin. O alvo era homem de confiança de Saulo de Castro, braço direito do ex-governador. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta sexta-feira.

Laurence trabalhou na Kroll, agência de inteligência já citada em escândalos de monitoramento ilegal. Por isso, diversos secretários de Alckmin se sentiam desconfortáveis em falar com ele. Havia temor de grampos.

Laurence e os outros 14 alvos da PF foram presos temporariamente para “colheita de provas” e “apuração mais ampla”. Quem entende do riscado diz que esse era o argumento clássico para coercitivas —proibidas pelo STF.

(Foto – Pedro Ladeira, Folhapress)

Márcio Martins segue no PR, mas se diz insatisfeito com postura de partido

O vereador de Fortaleza, Márcio Martins, afirmou que não trocou de partido ou que tenha feito comunicado que estaria deixando o Partido da República, mas não esconde sua insatisfação com a decisão do PR em passar a integrar a base política do prefeito Roberto Cláudio e do governador Camilo Santana.

“Fui eleito prometendo oposição à atual gestão da Prefeitura e do Governo do Estado. E assim continuarei meu mandato. A mudança da postura do Partido da República, pelo qual fui eleito vereador e sou líder na Câmara, não será a minha mudança e não mudará a confiança que meus eleitores depositaram em mim”, comentou o vereador.

“Continuo no Partido da República por lei eleitoral, mas estou tentando buscar minha migração para um partido que possa acomodar melhor meus ideais, um que tenha coerência, algo não visto mais no PR”, completou.

(Foto: Arquivo)

Cabo Sabino assume o Avante sem esconder simpatias pró-Camilo

O deputado federal Cabo Sabino tomará posse como presidente estadual do Avante no próximo dia 30, às 9 horas, durante solenidade no auditório do Seminário da Prainha (Centro).

No ato, toda a executiva estadual, que priorizará lideranças do Interior, será apresentada pelo parlamentar que, em termos de disputa presidencial, apoiará o nome de Jair Bolsonaro (PSL).

Em matéria de sucessão governamental, o Cabo Sabino não esconde simpatias pró-reeleição de Camilo Santana (PT).

(Foto – Agência Câmara)

PF deflagra a 52ª fase da Lava Jato

A Polícia Federal deflagrou, nesta manhã de quinta-feira (19), a 52ª fase da Operação Lava Jato. Foi batizada de “Greenwich”. De acordo com a PF, as investigações apuram crimes contra subsidiárias da Petrobras, como a Petrobras Química S/A (Petroquisa), em favor do Grupo Odebrecht. A informação é do Portal G1.

O alvo de prisão temporária está no Recife (PE), e o de preventiva no Rio de Janeiro (RJ). Eles serão levados para a carceragem da PF, em Curitiba. O Grupo Odebrecht foi favorecido na obtenção de contratos em troca de repasses de recursos a funcionários da Petrobras, segundo a PF.

O G1 tenta contato com o Grupo Odebrecht e com a Petrobras.

DETALHE – Greenwich, o nome da 52ª fase da Lava Jato, remete a uma conta bancária mantida fora do Brasil, de acordo com a PF.

Camocim reivindica novo prédio para a Delegacia Regional

O deputado estadual Sergio Aguiar (PDT) aproveitou a passagem do governador Camilo Santana, nessa quarta-feira, por Camocim (Litoral Oeste), em clima de entrega do Batalhão do Raio, e fez cinco novas reivindicações: pediu a construção do prédio da delegacia regional, reivindicação prontamente atendida pelo governador, que já autorizou a assinatura de um convênio para que a Prefeitura doe o terreno. A nova delegacia deve ser inaugurada ainda este ano.

Sergio Aguiar, ao lado de sua mulher, a prefeita Mônica Aguiar, pediu, ainda, duas novas bases do Corpo de Bombeiros – uma para Camocim e outra para Tianguá (Região da Ibiapaba), sedes das respectivas microrregiões. A quarta solicitação foi a substituição de três viaturas da Policia Militar que estão sucateadas. Ele reivindicou ainda mais duas viaturas para a Guarda Municipal de Camocim.

A solenidade de implantação do Raio regional de Camocim foi prestigiada pela cúpula da segurança pública do Ceará, além do grande número de pessoas que prestigiou o evento. O Raio de Camocim é composto por 37 policiais, 16 motos e uma viatura. Ali, foi implantado, também, o sistema de 17 câmeras para monitorar as ações criminosas na cidade.

(Foto – Divulgação)

Lula comemora absolvição de Gleisi Hoffmann

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está preso em Curitiba (PR), comemorou, em carta divulgada por sua assessoria, a absolvição da presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), e do ex-ministro Paulo Bernardo na Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O petista escreveu que a decisão de terça-feira, 19, foi a primeira reação do Supremo contra a prática de delações na Lava Jato. Lula, que nomeou Gleisi como porta-voz enquanto ele está preso, afirmou que a absolvição atesta a “integridade da senadora”.

Na próxima terça, 26, a Segunda Turma julgará um pedido de Lula para suspender a prisão.

(Com Agências)

STF valida delações premiadas negociadas pela Polícia Federal

Por 10 votos a 1, o Supremo Tribunal Federal (STF) confirmou hoje (20) a validade da autorização legal para que delegados das polícias Civil e Federal possam negociar delações premiadas, conforme previsto na Lei de Organizações Criminosas (12.850/2013). Para os ministros, delegados podem usar os depoimentos de colaboração como instrumento de obtenção de provas durante a investigação.

A decisão terá impacto nas delações de investigados na Operação Lava Jato que não conseguiram assinar acordos com a força-tarefa de procuradores do Ministério Público e tentaram acordo com a Polícia Federal, como o publicitário Duda Mendonça e o ex-ministro Antônio Palocci. Com a decisão do STF, a Justiça poderá decidir sobre a homologação dos acordos.A norma foi questionada no Supremo pela Procuradoria-Geral da República (PGR), em 2016. Na ocasião, o ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot, alegou que a possibilidade de a PF realizar acordos enfraquece a atribuição exclusiva do Ministério Público (MP) de oferecer denúncia contra criminosos.

A PGR também sustentou que delegados não têm a prerrogativa de oferecer prêmios ao colaborador, uma vez que cabe somente ao Ministério Público o papel de apresentar denúncia contra o criminoso.

O julgamento foi interrompido em dezembro do ano passado, quando o placar estava em 6 a 1 a favor das delações negociadas pelas polícias, mas com divergências. O único ministro que votou contra as delações negociadas pela polícia foi o relator da Lava Jato no Supremo, Edson Fachin.

Na sessão de hoje, a questão foi definida com os votos dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes, Celso de Mello e da presidente, Cármen Lúcia. No entendimento de Mello, a lei definiu que a delação é um meio de obtenção de prova, cabendo ao Judiciário decidir se o acordo pode ser homologado ou não. Segundo o ministro, a colaboração só tem validade após passar pelo crivo de um juiz.

“A fiscalização de legalidade pelo Poder Judiciário destina-se precisamente a impedir que se ajustem, no plano negocial, cláusulas abusivas e cláusulas ilegais. Na verdade, o acordo de colaboração premiada sem homologação judicial não significa nada.”, argumentou.

A ministra Cármen Lúcia disse que o instituto da colaboração “é um prêmio para a cidadania e contra o crime” e tem objetivo de tornar as investigações mais rápidas, principalmente, as que envolvem organizações criminosas. “A colaboração é um negócio jurídico e, dessa forma, apenas uma ferramenta para se chegar a obtenção de provas”, disse.

Durante a tramitação do processo, associações de classe ligadas aos delegados, como a Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF), discordaram da PGR e consideraram que a tentativa de impedir que delegados possam propor a assinatura de acordos é um retrocesso.

(Agência Brasil)

STF quer senador Ivo Cassol imediatamente no xilindró

Após sete anos de tramitação, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (20) que a ação penal contra o senador Ivo Cassol (PP-PR) está definitivamente encerrada, selando a condenação do político por fraude em licitação. Com isso, foi determinado o cumprimento imediato da pena de 4 anos em regime aberto.

O Supremo condenou o parlamentar, com base no voto da relatora Cármen Lúcia, em 2013. Na ocasião, ele se tornou o primeiro senador a ser condenado pela Justiça desde a Constituição de 1988. A aplicação da pena, entretanto, foi sendo postergada devido à demora em julgar o recurso de Cassol.

Em dezembro do ano passado, o plenário acatou um dos recursos do senador e reduziu sua pena de 4 anos e 8 meses em regime semiaberto para 4 anos em regime aberto, mais o pagamento de multa. A pena, entretanto, foi convertida em prestação de serviços comunitários, o que significa que ele não será preso. O tipo de serviço a ser prestado ainda não foi definido.

Cassol e mais dois réus – Salomão da Silveira e Erodi Matt – foram condenados pelo crime de fraude em licitação por fatos ocorridos na época em que ele era prefeito de Rolim de Moura, em Rondônia, entre 1998 e 2002. Segundo denúncia do Ministério Público, o esquema criminoso consistia no fracionamento ilegal de licitação em obras e serviços.

(Agência Brasil)

Alvos de delação da JBS vão usar indiciamento de Miller para questionar acordo

Alvos da delação da JBS tentam ampliar o leque de suspeitas lançadas pela Polícia Federal sobre o ex-procurador Marcello Miller, informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

Advogados dizem que a investigação não avançou sobre o fato de que, para delatar, Joesley Batista seguiu roteiro que se tornou a assinatura de acordos fechados por Miller na PGR.

Joesley, assim como o filho de Nestor Cerveró e Sergio Machado, grampeou ocultamente seus alvos –ambos fecharam acordos sob a coordenação de Miller.

Temer deve encontrar seus advogados nesta semana para tratar do tema. Outros delatados farão o mesmo.

Na avaliação de ministros do STJ, ao apontar que o promotor Sergio Bruno sabia que Miller iria advogar para a JBS, a PF abriu espaço para ataques ao ex-procurador-geral Rodrigo Janot. Bruno era muito próximo a Janot.

 

STF absolve Gleisi Hoffmann e Paulo Bernardo de lavagem e corrupção

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu hoje (19) pela absolvição da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e de seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro. A Segunda Turma da Corte julgou nesta terça-feira a ação penal na qual a senadora foi acusada de receber R$ 1 milhão para sua campanha ao Senado em 2010.

Segundo a acusação, o valor foi desviado no esquema de corrupção na Petrobras e negociado por intermédio de Paulo Bernardo e do empresário Ernesto Kluger Rodrigues, que também é réu. Na denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) usou depoimentos do doleiro Alberto Youssef e do ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa para embasar a acusação.

Seguindo voto do relator, Edson Fachin, o colegiado entendeu que há divergências nos depoimentos de Youssef e de Costa e que não há provas suficientes para comprovar que Paulo Bernardo solicitou o dinheiro, muito menos que a senadora teria dado apoio ao ex-diretor para mantê-lo no cargo em troca da suposta propina.

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) começa a julgar ação penal proposta pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) e seu marido, o ex-ministro do Planejamento Paulo Bernardo.

Apesar de votar pela absolvição, Fachin ficou vencido ao propor a condenação da senadora pelo crime eleitoral de caixa dois por não ter declarado à Justiça Eleitoral R$ 250 mil que teriam sido recebidos pela sua campanha. No entanto, o voto foi seguido somente por Celso de Mello.

Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski votaram pela absolvição integral de Gleisi e Paulo Bernardo, por falta de provas.

No início do julgamento, a defesa da senadora e de Paulo Bernardo alegou que a PGR usou somente depoimentos de delações premiadas ao denunciar os acusados e não apresentou provas de que o recurso teria origem nos desvios da Petrobras.

(Agência Brasil)

Prefeitura e Governo vão ampliar as torres de vigilância em Fortaleza

Camilo e RC entregam a segunda torre, no bairro Goiabeiras.

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) confirmou o que havia dito para o, Blog em postagem cedo, nesta terça-feira: o projeto de segurança municipal vai ganhar uma dimensão bem maior, pois contará com o apoio do Governo do Ceará.

“Fizemos um projeto-piloto, com cinco torres de vigilância. Com a boa experiência que tivemos no Jangurussu, o governador ofereceu recursos para ampliar o projeto. Aumentaremos para 12 torres, fazendo um cinturão pela cidade”, informa o prefeito.

Confira o mapa com bairros, com alto índice de violência, que receberão torres

Além da célula de segurança do Jangurussu, a Prefeitura entregou equipamento no bairro das Goiabeiras. Ganhará mais sete com respaldo do Estado. A Prefeitura instalará torres e o Governo garantirá o videomonitoramento e polícia, que se juntará à Guarda Municipal.

Polícia Civil do Ceará ganha reforço nesta quarta-feira

1205 1

 

O governador Camilo Santana (PT) vai nomear, nesta quarta-feira, os 646 aprovados da segunda turma do Curso de Formação para a Polícia Civil do Ceará. O ato ocorrerá no Centro de Eventos, a partir das 9 horas. São 86 delegados, 188 escrivães e 372 inspetores que concluíram as aulas na Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp).

Esse grupo, segundo a assessoria de imprensa do Palácio da Abolição, será responsável por reforçar o trabalho da polícia judiciária na Capital, Região Metropolitana de Fortaleza e Interior, ampliando o número de delegacias, incluindo 24 horas, e de equipes especializadas. A primeira turma do concurso contou com 650 novos policiais civis e foi nomeada pelo governador em 2017.

(Foto – Divulgação)

Garotinho é condenado a 16 meses por calúnia e difamação

A juíza Alessandra Bilac, da 40ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, condenou o ex-governador Anthony Garotinho a uma pena de 16 meses de detenção pelos crimes de calúnia e difamação contra o ex- policial do Bope Rodrigo Pimentel. A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Em seu blog, Garotinho afirmou que Pimentel teria sido desligado da corporação por ter urinado nas calças durante uma operação em uma favela.

A pena foi convertida por prestação de serviços e uma multa de R$ 50 mil, a ser revertida para o Instituto Nacional de Câncer (Inca)

A escalação da Seleção Brasileira e os ministros do Supremo

Com o título O choque de realidade”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário, que pode ser conferido no O POVO desta terça-feira. Ele aborda a corrupção do País e ressalta que já não se escala mais a Seleção Brasileira com a mesma desenvoltura com que se pronunciam os nomes dos ministros do Supremo. Confira:

Jogo do Brasil, o motorista da Uber me recebe com uma camisa da seleção. Elogiei o “marketing”, mas ele confessou que o apelo tivera efeito contrário: as pessoas entram no carro, o veem assim e já começam a falar mal. Não da seleção, mas do País. “Está todo mundo de saco cheio. É muita corrupção!”, desabafou. Ponderei que não há novidade nisso e ele me deu uma boa resposta: “Doutor, uma coisa é saber e outra, muito diferente, é ver!”

Mário César (é seu nome) confessou seu sentimento de repulsa ao ver na televisão, diariamente, milionários confessando com frieza siberiana como fizeram para assaltar os hospitais públicos e perpetuar o atraso com a cobertura daqueles que prometeram defendê-los. De como o mesmo governo que dava com uma mão (“o Bolsa família”), tirava com a outra. De suas palavras, depreendi que o instituto da delação premiada, aplicado com senso midiático pelo Ministério Público, serviu como um choque de realidade para uma sociedade até então muito criativa na sua capacidade de se submeter ao recurso inconsciente do autoengano.

Já não se escala a seleção com a mesma desenvoltura com que se pronunciam os nomes dos ministros do supremo, mas não é possível, ainda, saber como tanta decepção afetará o processo eleitoral, mas uma boa medida está nos elevados índices de pessoas que não apontam candidatos nas pesquisas de opinião, percentuais bem maiores do que em eleições passadas para o mesmo período, e, ainda mais revelador, os igualmente elevados índices de rejeição aos candidatos: nenhum tem menos de 50 por cento e isso é um fato novo, muito significativo.

Não me agrada dizer, mas as eleições de 2018 não terão força para reduzir a distância entre a Nação e lideranças políticas em medida razoável. O nível de representatividade efetiva continuará baixo porque as cartas eleitorais estão viciadas por regras que não deixam espaços para uma remoção coletiva das quadrilhas que se apoderaram do Estado. O impasse permanece, se vista a camisa que quiser vestir.

*Ricardo Alcântara,

fortaleza.ricardo@gmail.com

Escritor e publicitário.

Governo vai apoiar Prefeitura na implantação de mais sete torres de segurança

O governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio e o vice-prefeito Moroni Torgan vão entregar, às 15 horas desta terça-feira, no bairro Goiabeiras, a segunda torre de vigilância do Programa Municipal de Proteção Urbana. A primeira opera no bairro do Jangurussu.

Durante o ato, segundo Roberto Cláudio, uma novidade: Camilo anunciará apoio para a implantação de mais sete dessas torres que, de acordo com o prefeito, se constituem numa célula de segurança que contará com equipamentos de segurança e pessoal da Guarda Municipal e da Polícia Militar.

“Vamos divulgar, neste ato das Goiabeiras, o diagnóstico sobre resultados da torre do Jangurussu. Também, no ato. o governador anunciará apoio para implantar esses sete equipamentos em bairros de maior violência. A Prefeitura vai construir as torres e o Governo entrará com câmeras de vigilância e efetivo policial. Chegaremos a 12 núcleos, com funcionamento até setembro”, adiantou o prefeito.

(Foto – O POVO)

PF indicia Marcelo Miller, Joesley Batista e mais três por corrupção

O ex-procurador da República Marcelo Miller, o empresário Joesley Batista, sócio do Grupo J&F, e mais três foram indiciados pela Polícia Federal no inquérito que investigou o envolvimento de Miller na elaboração dos acordos de colaboração premiada de executivos e ex-executivos do Grupo J&F enquanto ainda era membro do Ministério Público Federal.

O delegado da Polícia Federal Cleyber Malta Lopes atribuiu a Marcelo Miller o crime de corrupção passiva e apontou a prática de corrupção ativa por parte de Joesley Batista, do ex-diretor jurídico do grupo J&F Francisco de Assis e Silva e das advogadas Esther Flesch e Fernanda Tórtima, que trabalharam para a empresa. A omissão de envolvimento de Miller durante a negociação da delação premiada para ajudar os executivos foi um dos principais pontos apontados pela PF.

A informação foi publicada pela GloboNews e confirmada pelo Estadão/Broadcast. Os também delatores do grupo J&F Wesley Batista e Ricardo Saud, embora tenham sido investigados, não foram indiciados.

A manifestação da PF ainda está sob sigilo e será analisada pelo Ministério Público Federal, que decidirá se apresenta denúncia ou não. Apesar de se tratar de um outro processo, o posicionamento da PF é um golpe na pretensão da defesa dos ex-executivos que buscam manter no Supremo Tribunal Federal a validade dos acordos de colaboração firmados com o MPF, cuja rescisão depende do ministro-relator, Edson Fachin.

*Do Estado de Minas aqui.

Segurança Pública – Desastrosa não é a abordagem, é a política

Com o título Desastrosa não é a abordagem, é a política”, eis artigo de Ricardo Moura, jornalista, que pode ser conferido no O POVO desta segunda-feira. Confira:

O Governo Cid Gomes provocou uma grande mudança no modo como a polícia interagia com a população. O policiamento comunitário levado a cabo pelo Ronda do Quarteirão aproximou a PM dos moradores no que se propunha ser uma relação de parceria mediada pelo acesso facilitado às equipes. O conhecimento interpessoal era uma das chaves do sucesso da iniciativa. Prova disso era o slogan do programa: a “polícia da boa vizinhança”.

O entusiasmo era tamanho que Roberto Monteiro, então titular da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), afirmou, em dezembro de 2008, que o Governo do Estado estava promovendo uma “revolução” naquela área e acrescentou: “Acabou-se o tempo da polícia violenta, que se impõe pela força. Vamos nos impor pela inteligência e pelo conhecimento”.

A comemoração veio cedo demais. Com o passar do tempo, o programa foi se descaracterizando. A novidade do policiamento comunitário foi dando lugar a práticas que não se distinguiam tanto das tradicionais, em especial quando se tratavam de denúncias sobre corrupção e violência. Não é por acaso que, em julho de 2010, o adolescente Bruce Cristian foi morto por um policial do Ronda do Quarteirão enquanto estava na garupa da moto do pai.

O policiamento tático do Raio sucedeu o Ronda do Quarteirão tanto no modo de atuação quanto na propaganda governamental. A aposta em uma polícia mais “enérgica” foi dobrada no governo Camilo Santana em detrimento a uma política de segurança pública que atuava de forma mais consequente nas causas da violência.Soa incongruente considerar a proposta inicial das Unidades Integradas de Segurança (Uniseg) – que previa a reestruturação do Ronda do Quarteirão – e a expansão do Raio como pertencentes ao mesmo Ceará Pacífico. Embora possam estar juntas no material de divulgação, tratam-se de modelos completamente diferentes de abordagem da segurança pública.

Como se vê, mudar uma cultura organizacional tão consolidada é uma tarefa dificílima. Enquanto diversos setores da sociedade passam por profundas transformações, a atividade policial permanece resistente a mudanças. Por mais atualizados que sejam os equipamentos, por mais modernas que sejam as viaturas e os uniformes, a PM norteia suas ações por um binômio quase tão antigo quanto a centenária corporação: hierarquia e disciplina. Se esses dois princípios funcionam como importantes fatores de integração e de organização interna das forças policiais, o modelo militarizado de segurança pública traz consigo um anacronismo incompatível com uma sociedade democrática.

Em sua essência, o militarismo só funciona com a figura de um inimigo a ser combatido. Tal lógica pode até ser válida em um conflito armado entre países, mas está fadada ao fracasso quando se trata da aplicação a situações muito mais complexas como a que vivemos. A morte de Giselle Távora Araújo, de 42 anos, durante uma abordagem policial na avenida Oliveira Paiva é um exemplo disso. Muito se comenta de que houve despreparo por parte do PM que efetuou os disparos. No entanto, se o modelo vigente é o do enfrentamento e do confronto, como podemos afirmar ter se tratado de uma “abordagem desastrosa”? É injusto atribuir a responsabilidade do ocorrido apenas a uma falha humana e deixar de lado uma cultura policial que faz com que atitudes como essa sejam encorajadas. O “desastre” começa na definição sobre a forma de policiamento a ser adotada. Todo o resto é consequência.

OPJ. Quando o assunto é mudança de cultura organizacional, o projeto Oficial de Polícia Judiciária (OPJ), que unifica as carreiras de escrivão e inspetor, é a aposta do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) para tornar mais ágil a atuação das delegacias. De acordo com o sindicato, o Ceará possui 616 escrivães e 1.846 inspetores.

Com a adoção do OPJ, a Polícia Civil contaria com 2.462 servidores para desempenhar essas mesmas funções.

A proposta foi tema da coluna em junho de 2015 (https://www20.opovo. com.br/app/colunas/segurancapublica/2015/06/15/noticiassegurancapublica,3453705/uma-revolucao-na-policia-civil.shtml), mas só agora saiu a autorização do projeto-piloto.

A Delegacia Regional de Aracati receberá essa novidade no próximo dia 21, com todos os escrivães e inspetores da equipe atuando a partir de agora como oficiais de polícia judiciária. Se essa experiência realmente der bons resultados, todos nós sairemos ganhando.

*Ricardo Moura,

Jornalista e pesquisador.