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Segunda Turma do STF decide manter José Dirceu em liberdade

Por 3 votos a 2, a Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira, 21, manter a decisão tomada em junho que suspendeu a execução da condenação do ex-ministro José Dirceu a 30 anos de prisão na Operação Lava Jato. Com o entendimento, Dirceu foi libertado e deixou Penitenciária da Papuda, em Brasília, onde havia sido detido para cumprir pena. A informação é da Veja Online.

A decisão desta terça foi tomada a partir de um recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) contra o habeas corpus protocolado pela defesa de Dirceu. Reafirmaram voto pela soltura o relator, Dias Toffoli, e os ministros Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski.

Na sessão desta tarde, o ministro Edson Fachin, que havia pedido vista na ação, finalizou seu voto. Segundo o ministro, relator da Lava Jato no Supremo, o habeas corpus não poderia ter sido concedido por razões processuais. Celso de Mello, que não havia votado na sessão de junho, também votou para determinar o retorno de Dirceu à prisão.

Com a decisão do colegiado, José Dirceu permanecerá em liberdade até que o Superior Tribunal de Justiça (STJ) analise o recurso para reavaliar a sentença a que ele foi condenado em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4).

(Foto – Reprodução de TV)

Mesa da Câmara decide nesta quarta-feira se cassa mandato de Paulo Maluf

O futuro político do deputado afastado Paulo Maluf (PP-SP), em prisão domiciliar, deve ser decido até amanhã (22). Apesar de há uma semana o advogado do parlamentar, Antônio Carlos de Almeida Castro, ter dito que Maluf poderia renunciar ao mandato, nesta terça-feira (21), procurado pela Agência Brasil, ele disse que ainda aguarda o ex-prefeito de São Paulo se manifestar. Com a cassação iminente, Maluf tem sido aconselhado a renunciar para evitar mais desgaste. “Como é uma questão personalista, não falei com ele hoje e não vou pressionar, ele vai me dar uma resposta quando tiver”, disse o advogado.

Caso não renuncie, já está marcada para amanhã (22), às 11h, na residência oficial do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), uma reunião da Mesa Diretora da Casa, na qual, segundo o corregedor-geral da Câmara, deputado Evandro Gussi (PV-SP), “de uma maneira ou de outra, com renúncia ou sem renúncia”, a Câmara decidirá sobre a situação de Maluf.

Histórico

Em maio do ano passado, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) condenou Maluf a 7 anos, 9 meses e 10 dias de prisão por lavagem de dinheiro e determinou que a Mesa Diretora da Câmara decretasse a perda do mandato. A decisão ainda não foi tomada porque um grupo defende que o plenário deve decidir sobre a cassação e não a Mesa da Casa. Outro grupo entende que a Câmara está descumprindo a determinação judicial.

O deputado Paulo Maluf ficou preso entre dezembro e março no Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília, mas ganhou o direito de cumprir prisão domiciliar devido a “graves problemas de saúde”, conforme alegou sua defesa em recurso aceito pelo ministro do STF Dias Toffoli. Aos 86 anos de idade, o ex-prefeito de São Paulo tem com problemas cardíacos, ortopédicos, além de câncer de próstata e diabet

(Agência Brasil)

Homicídios caem, mas população cearense continua com medo

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Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta terça-feira:

Até o dia 18 de agosto último, o Ceará contabilizou uma média diária de 8.53 homicídios. O índice desse período do ano é o menor do que o número registrado em 2017, quando a média foi de 14.84 assassinatos. Os dados vêm sendo analisados pelo governo estadual e, especialmente, pelo chefe de Gabinete, Élcio Batista, um dos idealizadores do Pacto por um Ceará Pacífico.

Diariamente, ele acompanha o quadro da violência e afirma que os índices têm apresentado redução, mas que é preciso apostar principalmente na sensação de segurança. Élcio tem razão. As pessoas continuam apreensivas, mesmo diante dos investimentos feitos pelo Governo nessa área, como a convocação de mais policiais, instalação de videomonitoramento e ações na área da inteligência.

No fim deste mês, todos esses dados, com maior profundidade, serão divulgados. Vale ressaltar, porém, que em 2017 o sistema de segurança pública no Brasil, em todos os Estados, foi impactado pelas disputas entre facções criminosas, elevando as estatísticas da criminalidade.

(Foto – Divulgação)

Problema na instalação elétrica contribuiu para a morte de adolescente que carregava celular

O resultado do laudo sobre a morte do adolescente Iago Aguiar Mendes, 16 anos, no último dia 7 de junho, em Tianguá, a 336 km de Fortaleza, foi divulgado nessa segunda-feira, 20, em coletiva na Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce). As perícias realizadas identificaram que a instalação elétrica do laboratório de informática da escola onde aconteceu a morte do jovem estava fora das normas e o celular da vítima estava com falha de isolamento por conta de danos.

De acordo com a Pefoce, o adolescente recebeu duas cargas elétricas, sendo que uma delas com com maior intensidade e duração de 18 segundos. O fechamento do circuito elétrico por meio do corpo aconteceu por meio do celular, que estava na mão esquerda, e a estrutura da bancada metálica do laboratório, que a vítima estava com o pé esquerdo encostado.

Fernando Viana Queiroz, do Núcleo de Perícia de Engenharia Legal e Meio Ambiente, desmistificou ideias de que a carga teria sido ocasionada pelo cabo USB. ” Especulou-se muito em cima do cabo USB, ele fornece cinco volts e não é suficiente para causar uma lesão que venha proporcionar a morte de uma pessoa”, afirma o especialista.

O engenheiro relata que o laboratório de informática era novo, mas apresentava irregularidades. “Não era para haver abertura da parede que apresentava fios expostos e a bancada era metálica com contato direto com o piso e ainda possuia tomadas”, disse.

Uma análise foi feita no quadro de disjuntores do laboratório, mas não havia um dispositivo responsável por proteger pessoas de risco contra choque elétrico, que também é uma norma. A vítima estava com o celular ligado no cabo USB na parte da frente do computador que estava usando. “Foram feitos vários testes para detectar fuga de corrente e testes com o computador ligado no celular e na USB. Abriu-se todos os componentes elétricos e que se desencontravam em desacordo com a norma”, relatou.

No celular da vítima, o revestimento metálico apresentava uma camada de isolamento, mas não poderia ser totalmente metalizado, conforme a perícia. Justamente para evitar uma quebra de corrente, porém foi verificado que apresentava algumas avarias. Na parte superior, próximo ao fone, também foi identificada uma falha. Havia uma fuga de corrente pelo celular.

O laudo concluiu que a bancada estava energizada por algum erro na instalação elétrica do local. Foi constado que a vítima ficou recebendo a descarga elétrica durante aproximadamente 18 segundos até a intervenção do professor. “Passou corrente, circulou pelo celular, entrou no computador, entrou na rede, passou pela bancada até que se tirou o circuito, que foi a retirada da USB do computador. A vítima deixou de receber a descarga”, relatou.

As câmeras do laboratório registraram que 4 minutos antes de receber a descarga fatal, a vítima recebeu uma outra, mas soltou o celular e 4 minutos depois, pela contração muscular, foi impossível soltar. Foi constatado também que a descarga passou pelo coração nesse percurso.

Conforme a verificação da perícia, uma pessoa poderia receber a mesma descarga que Iago por até 10 segundos e teria torno de 50% de chance de sobreviver, mas ela recebeu acima de 10 segundos. O que levanta a questão da inexistência do aparelho de segurança que deveria existir no laboratório.

Segundo o diretor do Departamento do Interior Norte, da Polícia Civil, delegado Marcos Aurélios Elias de França, o inquérito foi iniciado em junho, após a morte do adolescente. Foram ouvidos o professor e os pais de Iago. A Polícia Civil pediu prorrogação do prazo do inquérito ao Ministério Público do Ceará (MPCE) para aguardar o laudo.

O delegado considerou o laudo bastante conclusivo e que vai apurar a responsabilidade sobre o vazamento de corrente pela bancada metálica. “Vamos procurar informações sobre quem instalou o equipamento, a responsabilidade da escola”, relatou. Ele informou ainda que após a morte do adolescente, o laboratório de informática foi interditado e que vai requerer os documentos de alvará de funcionamento do local. As pessoas responsabilizadas podem ser indiciadas por homicídio culposo.

(O POVO Online – Repórter Jéssika Sisnando/Foto – Reprodução Facebook)

Líderes do PCC foram mortos por facção “associada”, diz Ministério Público do Ceará

Rogério Jeremias de Simone, o Gegê do Mangue, e Fabiano Alves de Sousa, o Paca, ex-integrantes da cúpula nacional do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram mortos por membros de uma organização criminosa aliada à facção paulista. É o que aponta a denúncia oferecida pelo Ministério Público do Ceará (MPCE) e recebida pela Justiça, na última sexta-feira, 17. Dez pessoas se tornaram rés por envolvimento nas execuções.

O POVO teve acesso ao documento que detalha os acertos que culminaram nas execuções ocorridas no dia 15 de fevereiro, em Aquiraz, Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). Pelo menos seis dos denunciados pertenciam a um grupo, sem nomeação, considerado “independente” do PCC, que autorizou a ação.

A associação era liderada por Wagner Ferreira da Silva, 32, o Wagninho ou Cabelo Duro, que acumulava posição no alto escalão do PCC enquanto mantinha a própria organização, especializada no tráfico de drogas e armas, roubos e lavagem de dinheiro. Wagner teria planejado e participado diretamente dos crimes. Uma semana após o duplo homicídio, porém, ele foi morto, em suposta queima de arquivo, na entrada de um hotel, no Tatuapé, em São Paulo.

Seriam membros do grupo comandado por Wagner, que tinha atuação no Guarujá, em Santos, os paulistas: André Luís da Costa Lopes, o Andrezinho da Baixada; Erick Machado Santos, o Neguinho Rick da Baixada; Ronaldo Pereira da Costa, 33; o piloto Felipe Ramos Morais, 31; além de Jefte Ferreira Santos, 21; e da mineira Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, 45, sendo estes últimos filho e mãe. Todos estiveram no Ceará quando da execução dos traficantes e teriam alguma participação nos crimes.

Conforme o documento, as execuções foram motivadas por “divergências internas e disputas de domínio no mercado do tráfico ilícito de entorpecentes”. Diante da ordem para matar os comparsas, e almejando ascensão na facção, Wagner movimentou todo o grupo em direção a Fortaleza, onde Gegê e Paca estavam estabelecidos, e atuou com apoio dos cearenses Carlenito Pereira Maltas, 39, Tiago Lourenço de Sá de Lima, 31, e Renato Oliveira Mota, 28.

Jussara e Jefte, que teriam a atribuição de cuidar da logística do transporte e lavar o dinheiro da facção de Wagner, e Felipe Morais, que pilotou a aeronave usada no cometimento dos crimes, não foram denunciados pelos homicídios. Na avaliação do MPCE, não havia elementos que comprovassem que os três soubessem da ação premeditada que seria realizada no Ceará.

Felipe também contribuiu com as investigações consideradas determinantes para a elucidação do caso, que posteriormente foram confirmadas com a utilização de imagens das câmeras de segurança do hotel onde o grupo se hospedou, do hangar de onde decolaram, dos radares instalados nas rodovias por onde veículos usados passaram, além de laudos periciais.

Segundo a denúncia, ele repassou ainda informações sobre a facção criminosa à qual pertencia, detalhando “hierarquia e divisão de tarefas entre seus integrantes”, e disse que sua única função era “pilotar” para o grupo.

Os denunciadosMANDANTE>Gilberto Aparecido dos Santos, paulista, 48, o Fuminho. Foragido com prisão decretada. Denunciado por ordenar os crimes, foi acusado de homicídio, com concurso material e de pessoas, por organização criminosa e por manter uma casa de prostituição.PLANEJAMENTO E EXECUÇÃO DAS MORTES>André Luís da Costa Lopes, o Andrezinho da Baixada, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Erick Machado Santos, o Neguinho Rick da Baixada, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, por organização criminosa e uso de documento falso.>Ronaldo Pereira da Costa, 33, paulista. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Carlenito Pereira Maltas, 39, cearense, conhecido como Carlos ou Ceará. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.>Tiago Lourenço de Sá de Lima, 31, cearense. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, organização criminosa, falsidade ideológica e uso de documento falso.APOIO LOGÍSTICO E NA FUGA DOS EXECUTORES>Renato Oliveira Mota, 28, mato-grossense. Foragido com prisão decretada. Foi denunciado por homicídio, com concurso material e de pessoas, e por organização criminosa.DENUNCIADOS POR ASSOCIAÇÃO CRIMINOSA>Jefte Ferreira Santos, 21, paulista. Foragido com prisão decretada.> Maria Jussara da Conceição Ferreira Santos, 45, mineira. Foragida com prisão decretada.PILOTO DO HELICÓPTEROUTILIZADO NA AÇÃO>Felipe Ramos Morais, 31, paulista. Único preso. Está na carceragem da PF em Fortaleza. Denunciado por falsificação de documento público e por integrar organização criminosa.

(O POVO – Repórter Thiago Paiva)

A responsabilidade dos aplicativos

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Editorial do O POVO deste sábado (18) ressalta os crimes praticados por um motorista que se cadastrou no aplicativo 99Pop. Confira:

São estarrecedoras as revelações feitas pela reportagem, cuja série prossegue hoje, a respeito de crimes praticados por um motorista que se cadastrou no aplicativo 99Pop utilizando nome falso. Ele já confessou seis estupros contra passageiras, mas a polícia suspeita que ele tenha feito pelo menos 10 vítimas.

O transporte por aplicativos tornou-se popular entre os jovens por, supostamente, oferecer preços mais baixos e pelas facilidades que oferece. Rapidamente – aproveitando a falta de regulamentação -, o negócio expandiu-se de forma rápida e, agora se vê, de forma descontrolada e perigosa.

A reportagem, assinada pelos repórteres Carlos Mazza e Jáder Santana, faz levantamento minucioso e revela como contas falsas podem ser utilizadas por bandidos para facilitar seus crimes, já que a vítima vem até eles, confiando no serviço virtual.

Na edição de ontem, o jornal relatou a via-crúcis percorrida por uma jovem, dentro de um carro do aplicativo 99Pop, desde que ela chamou o veículo até o desfecho aterrorizante, em uma rua deserta, com a menina sendo estuprada, sob xingamentos, socos e tapas.

Na edição de hoje os repórteres mostram como é fácil comprar cadastros pelas redes sociais – OLX, Mercado Livre e Facebook – e tornar-se motorista de aplicativo, seja do 99Pop ou do Uber. Quem compra esses cadastros já o faz com más intenções, pois não pode inscrever-se diretamente no aplicativo, por alguma restrição, ou por ter sido bloqueado por má conduta. Sob supervisão da Polícia, os repórteres compraram um desses cadastros para mostrar como qualquer um pode fazê-lo. Depois, basta trocar a foto original e começar a operar.

Se não se pode acusar diretamente os aplicativos por condutas criminosas de falsos motoristas, é forçoso reconhecer que o sistema de licenças é muito vulnerável – e isso é de responsabilidade intransferível das empresas.

Dinheiro para isso não há de faltar, pois são companhias bilionárias, que operam em vários países do mundo. Além do mais, ficam com a parte do leão do serviço, cobrando 25% de cada corrida, sendo todas as despesas por conta dos motoristas.

As explicações que a 99Pop deu, por meio de nota, são burocráticas e superficiais. A empresa disse que bloqueou os dois perfis denunciados e que “colabora ativamente” com a polícia. No entanto, sem a reportagem do jornal, os casos não teriam vindo a público e nem os clientes de aplicativos seriam alertados sobre a existência de fraudes, que permitem atos criminosos.

Habituados à internet, os jovens têm falsa sensação de segurança quando contratam serviços via rede. Mas precisam saber que a selva do mundo real, repete-se no mundo virtual, por vezes de forma mais assustadora. PS. Para ler a matéria intitulada “Falso motorista de app é investigado por 4 casos de estupro”.

Mais 6 vítimas denunciam falso motorista de app

Menos de 24 horas após O POVO revelar a prisão de Patrick Gomes do Nascimento, 26, acusado de se passar por motorista de aplicativos de transporte para estuprar jovens em Fortaleza, seis outras mulheres procuraram a Polícia Civil, a partir do que viram na reportagem, para denunciar o técnico de radiologia pelo mesmo crime. Com os novos casos, podem chegar a dez o número de possíveis vítimas do agressor.

Nos depoimentos colhidos ontem, as vítimas revelaram modus operandi semelhante aos casos já conhecidos pelas equipes de investigação. Em todos eles, Patrick se passava por motorista da 99Pop e raptava as mulheres na saída de bares movimentados da Aldeota. De lá, desviava o caminho para um terreno baldio do bairro Dunas, onde violentava as vítimas.

Uma das jovens ouvidas ontem procurou a delegacia logo pela manhã. Bastante abalada, ela disse ter reconhecido o agressor a partir de imagens e da descrição revelada pelo O POVO e decidiu denunciar o crime. Antes, evitava se manifestar temendo represálias. Ao longo do dia, outras cinco mulheres foram ao 15º Distrito Policial (que cobre a área da Cidade 2000, mas temporariamente está sediado na Aldeota) registrar ocorrências contra o técnico em radiologia.

Apesar do método idêntico empregado pelo acusado, denúncias feitas ontem revelaram perfil diferente dos alvos. Enquanto as vítimas anteriores eram todas jovens entre 20 e 25 anos, na tarde de ontem procuraram a delegacia uma mulher de 18 anos e outra de 30 anos. Esta última é mãe de uma adolescente e teria sido raptada na saída de um bar no Dionísio Torres.

Foi registrado ainda o depoimento de uma turista que passava férias em Fortaleza e disse ter sido vítima de Patrick. Nos testemunhos, novos relatos de tentativas sexuais forçadas e agressões pesadas. As equipes de investigação conseguiram identificar ainda outra possível vítima do falso motorista de app. A mulher, até ontem, se recusava a prestar depoimento.

Durante todo o dia, era intensa a entrada e saída de pessoas e agentes de segurança no prédio da delegacia, na rua Costa Barros, onde está provisoriamente o 15º DP. O caso está vinculado à delegacia da Cidade 2000 por cobrir a área das Dunas, onde aconteceram os estupros. No início da tarde, policiais do Departamento de Inteligência da Polícia Civil levaram ao local os objetos apreendidos durante a prisão do acusado.

Conforme O POVO noticiou com exclusividade na edição de ontem, Patrick Gomes do Nascimento foi preso no fim da tarde desta quinta-feira, 16, após ser reconhecido por pelo menos duas vítimas de estupro. Segundo o inquérito policial, as mulheres eram raptadas após pedirem corridas em aplicativos de transporte e violentadas, filmadas e ameaçadas.

Para encobrir rastro dos crimes, o motorista teria utilizado diversas contas falsas nos aplicativos, alimentadas com informações de pacientes de clínicas médicas onde o suspeito trabalhava. Em pelo menos dois dos casos, registros no 99Pop continham documentos e identidade de pessoas com enfermidades graves, uma delas internada em Unidade de Tratamento Intensivo (UTI) sem movimento das pernas.

Além do crime de estupro, Patrick poderá responder ainda pelo crime de estelionato, uma vez que ele falsificou documentos para manter as contas falsas ativadas. O inquérito policial segue em andamento e, na sequência, deverá ser enviado ao Ministério Público Estadual.

Em nota emitida sobre o caso, a empresa 99 afirma ter recebido denúncias de duas passageiras contra um motorista da plataforma em Fortaleza. “Os perfis apontados por elas foram imediatamente bloqueados, ficando impedidos de realizar corridas. Desde o princípio, a empresa colaborou ativamente com a polícia, auxiliando as investigações”, diz o comunicado.

Mesmo com o registro das novas denúncias, os responsáveis pela investigação ainda reforçam a necessidade de que outras vítimas do agressor procurem a autoridade policial competente. Informações pelo 3101-1137.

(Jornal O POVO)

Motorista frauda app e é investigado por quatro estupros

A Polícia Civil do Ceará prendeu na noite de ontem o técnico de radiologia Patrick Gomes do Nascimento, 26, suspeito de pelo menos quatro estupros em Fortaleza. Segundo investigação, as vítimas eram raptadas após pedirem corridas em aplicativos de transportes e levadas para uma região deserta do bairro Dunas, onde eram violentadas, filmadas e ameaçadas.

Para encobrir rastro dos crimes, o motorista teria utilizado diversas contas falsas nos aplicativos, alimentadas com informações de pacientes de clínicas médicas onde o suspeito trabalhava. Em pelo menos dois dos casos, registros no 99Pop continham documentos e identidade de pessoas inválidas, uma delas internada em Unidade de Tratamento Intensivo.

“Eu achei muito estranho, porque fui chamada para reconhecer um dos suspeitos, e ele não tinha movimento das pernas. Não podia nem dirigir”, disse, em entrevista ao O POVO, uma das vítimas. Buscada por Patrick à 1h02min de 22 de junho, a jovem viveu 24 minutos de terror no carro do criminoso. Um mês depois, ela e outra vítima reconheceram o agressor à polícia.

Segundo investigação do Departamento de Inteligência (DIP) e do 15º Distrito Policial (Cidade 2000), crimes seguiam modus operandi semelhante, sempre em veículo Logan preto. Ao chegar ao ponto inicial das viagens, o abusador chamava as vítimas pelo nome e pedia a elas que sentassem do seu lado no banco da frente. Depois, ele desviava do caminho original em direção a um terreno baldio nas Dunas.

Após agredir e obrigar as vítimas a realizar atos sexuais, o criminoso roubava pertences das jovens e as abandonava no local. Para receber socorro, elas precisavam correr até um condomínio próximo, a cerca de 500 metros. Segundo a investigação, uma das mulheres conseguiu escapar do abuso após arremessar o celular no rosto do acusado e se jogar do carro.

As vítimas eram todas jovens, entre 20 e 25 anos de idade, e foram raptadas em bares movimentados da Aldeota, na avenida Barão de Studart. No momento em que pediam as corridas, elas voltavam para casa, em bairros afastados, de saídas com amigos de faculdade. O perfil do agressor, jovem, bem vestido e de fala calma, não intimidava as mulheres a princípio.

A vítima que conversou com O POVO disse ter recebido diversos socos e tapas do suspeito, que ainda a filmou durante a agressão. “Eu o tempo inteiro chorando, dizendo ‘por favor, para’. Eu tinha certeza de que ele ia me matar”, relembra. “Eu dizia ‘se você vai fazer isso, me mate logo’, e ele respondia ‘você quer morrer? (…) vou te matar cortando seu pescoço”, relata.

Todas as informações foram confirmadas ao O POVO por fontes oficiais da DIP e do 15º DP, que tocam conjuntamente a investigação e prestaram todo acompanhamento jurídico e psicológico às vítimas. O pedido de prisão temporária de Patrick, com prazo de cinco dias, foi apresentado na semana passada pelos delegados do caso e deferido na noite de ontem pela Justiça. Além disso, foi solicitada também a quebra de sigilo telefônico do acusado.

A Polícia Civil chegou ao suspeito após a própria 99Pop colaborar com a investigação e apontar outras contas cadastradas no sistema com viagens frequentes ao mesmo local. Como esses perfis, ligados a Patrick, teriam voltado ao terreno das Dunas após os casos já conhecidos, os delegados esperam que surjam novas denúncias contra o suspeito. A Polícia também avalia possível responsabilidade da empresa no caso.

O suspeito foi preso em casa no final da tarde de ontem por duas equipes da Polícia Civil em viaturas descaracterizadas. Primeiro, ele foi levado à sede da Perícia Forense do Ceará (Pefoce), onde foi submetido a exame de corpo de delito. Depois, Patrick teria sido encaminhado ao Complexo de Delegacias Especializadas (Code), onde ficará em uma cela separada dos demais presos.

(O POVO – Repórteres Carlos Mazza e Jáder Santana Foto – Tatiana Fortes)

Beach Park – Um mês após acidente, perícia não foi concluída e Polícia faz “exames e simulações”

A morte do radialista Ricardo José Hilário da Silva, 43, vítima de acidente em brinquedo no Beach Park, completa um mês nesta quinta-feira, 16. A vítima morreu após a bóia em que estava no Vainkará, brinquedo recém-inaugurado na época, virar. As investigações sobre o caso ainda estão em andamento e o laudo pericial ainda não foi concluído. A principal suspeita é de que excesso de peso na bóia tenha causado o acidente.

Em nota, a Polícia Civil do Estado do Ceará (PCCE) informou o caso está sob a responsabilidade da Delegacia de Proteção ao Turista (Deprotur). Afirmou que testemunhas foram ouvidas e diligências foram realizadas por parte da delegacia especializada. Disse, ainda, que a Perícia Forense do Estado do Ceará (Pefoce) realiza exames e simulações para a conclusão do laudo pericial. A previsão era de que a perícia fosse concluída cerca de um mês após o acidente.

No dia 16 de julho, Ricardo Hilário visitava o parque aquático com sua esposa Luciane Cristina da Silva pela terceira vez e com sua filha de 8 anos pela segunda. A vítima desceu no brinquedo em uma bóia separada, já que o grupo que desceria antes da família estava incompleto. “Tinham três pessoas na nossa frente e eles precisam de mais uma para completar a boia, aí o Ricardo falou ‘então tá, vou com vocês'”, narrou a viúva de Ricardo em entrevista ao Fantástico. “Quando eu desci com minha filha um cara veio avisar pra tomar cuidado porque tinha acontecido um acidente. Quando eu olhei para trás, eu vi que era meu marido e vi que era muito grave o que aconteceu”.

Reportagem do jornal Folha de S. Paulo informou, que o grupo somava 395 quilos, quando o permitido era até 320. No momento do acidente, desciam no equipamento Tarcísio Pontes, pesando 105 quilos, Mateus Sena, com 110 quilos, e Michele Laverde, com 90 quilos. A reportagem aponta ainda que a vítima também pesava 90 quilos. Testemunhas relataram que o peso dos visitantes não era verificado no momento do embarque.

O parque aquático voltou às atividades dois dias após o acidente, mas o brinquedo Vainkará ainda está interditado até o fim da perícia e de reparos necessários. O POVO Online entrou em contato com o Beach Park para mais informações sobre o andamento das investigações. Eles informaram que brinquedo está interditado sem data ou definição sobre o que vai acontecer e que se pronunciarão apenas quando sair o resultado do laudo.

(O POVO Online/Foto – WhatsApp)

Policiais civis e a acirrada disputa por vagas na Assembleia

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Julierme Sena, candidato a deputado federal, faz dobradinha com Toni Brito

Após a desistência do deputado estadual Roberto Mesquita de concorrer à reeleição, a disputa pela conquista da terceira vaga pelo PROS no legislativo estadual aumentou.

Depois de Vitor Valim e Soldado Noélio, a terceira vaga, nas contas da direção do partido, está entre três policiais: o policial militar Major Mário, o policial militar Michel Mendonça e o policial civil Toni Brito, que poderá ser uma das surpresas do pleito.

Pelo menos é isso o que circula nos bastidores da política e da polícia. A categoria dos policiais civis vem se articulando para eleger representantes em nível de Assembleia e Câmara dos Deputados e o policial civil Toni Brito aparece com atuação na área social na área do Conjunto Ceará.

(Foto – Divulgação)

Casal tenta usar cartão do Bolsa Família para pagar conta em motel

Um casal apresentou o cartão do Bolsa Família na saída de um motel de Maringá, no norte do Paraná, e disse que não tinha dinheiro para pagar as despesas, na noite de segunda-feira (13). Segundo a gerente do estabelecimento, Luzia Nogueira Batista, o casal queria pagar R$ 45,80 de produtos que foram consumidos com o cartão do benefício. Porém, a empresa não aceitou. A informação é do Portal G1.

“Como eles informaram que só poderiam pagar o valor com o cartão do Bolsa Família e, pelas regras não podemos aceitar, chamamos a polícia”, diz.

A Polícia Militar (PM) foi chamada e fez um registro de comunicação de ocorrência. Segundo a gerente, agora o motel tem cinco dias para fazer o Boletim de Ocorrência na delegacia.

“Vamos fazer o boletim para tentarmos receber esse dinheiro de volta”, explicou a gerente.

A PM informou que ninguém foi preso nesse caso. Só há o registro de solicitação de atendimento para registrar Boletim de Ocorrência porque um cliente não tinha dinheiro para pagar a conta.

Camilo anuncia pelo Facebook concurso para a Polícia Civil com 1.496 vagas

O governador Camilo Santana (PT) anunciou na tarde desta terça-feira (14) o concurso público para a Polícia Civil, com 1.496 vagas. Segundo Camilo, as provas deverão ser realizadas ainda este ano.

“Queremos a melhor Polícia Civil do Brasil”, idealizou o governador, ao apontar que o aumento do efetivo estava previsto desde 2015, diante do Plano de Governo.

(Foto: Arquivo)

Edson Fachin libera para julgamento recursos sobre prisão de José Dirceu

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou para julgamento um recurso do ex-ministro José Dirceu (Casa Civil), no qual o político pretende assegurar sua liberdade enquanto recorre aos tribunais superiores de sua condenação em segunda instância na Lava Jato.

Em 26 de junho, Fachin havia pedido vista do processo, quando já havia se formado maioria de três votos a favor de que Dirceu fosse solto. Mesmo com o pedido de vista, a Segunda Turma do STF decidiu conceder um habeas corpus de ofício (sem ser provocada) ao ex-ministro, por 3 a 1.

O entendimento foi o de que os recursos do ex-ministro a instâncias superiores têm “plausibilidade jurídica”, motivo pelo qual ele deveria ter assegurado o direito de recorrer em liberdade. Desse modo, foi suspensa a execução da pena de 30 anos imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) contra Dirceu.

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, recorreu do habeas corpus de ofício concedido a Dirceu. No recurso, um embargo, ela escreveu que a liberdade do político “gera descrença no processo legal”.

Em contra-argumentos, a defesa de Dirceu disse que a PGR persegue o político e não age em nome do interesse da sociedade. “Não se trata de nenhuma questão envolvendo direitos difusos ou coletivos, mas apenas da liberdade de uma pessoa determinada – que aliás, desde que foi solta, permanece no país, aguardando o resultado de seu julgamento”, escreveram os advogados.

Com a devolução da vista de Fachin, o caso deve voltar a ser analisado em breve pela Segunda Turma. É possível que Dirceu volte a ser preso, se houver alguma mudança de entendimento entre os ministros que votaram a favor da libertação do político – Dias Toffoli (relator), Gilmar Mendes e Ricardo Lewandowski. O quinto ministro a compor o colegiado, Celso de Mello, ainda não se manifestou no caso.

(Agência Brasil)

Ex-detento da Lava Jato pede autógrafos a japonês da federal

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Newton Ishii, o japonês da federal, tomou um susto durante o lançamento de sua biografia, “O Carcereiro”, em São Paulo. Entre as pessoas que aguardavam para pegar um autógrafo de Ishii e do autor do livro, Luis Humberto Carrijo, estava Flávio Henrique Macedo.

Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, era um dos muitos personagem de colarinho branco que o japonês da federal conheceu no trabalho.

Acusado de usar suas empresas para repassar propina a José Dirceu, Macedo foi preso em 2016, quando se aproximou de Ishii, e solto no final do ano passado.

Banco Central – Foragido é preso 13 anos depois

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Um integrante do grupo que assaltou o Banco Central em Fortaleza em 2005 foi preso, nesta terça-feira, pela Polícia Militar do Distrito Federal. Adelino Angelim de Sousa Neto, conhecido como “Amarelo”, de 36 anos, foi localizado após denúncia anônima. Ele tinha um mandado de prisão em aberto e era considerado foragido. A informação é do Portal G1.

Na casa dele, no Paranoá, a polícia encontrou uma pistola calibre .380, com 12 munições. Ele estava em casa com a mulher e a filha no momento da prisão. Ele não reagiu.

Adelino será levado para a carceragem do Departamento de Polícia Especializada (DPE) ainda nesta terça-feira, onde aguardará a audiência de custódia antes de ser levado ao Complexo Penitenciário da Papuda.

(Foto – Divulgação)

Cristina Kirchner depõe na Justiça sobre suposta rede de propinas

A senadora argentina Cristina Kirchner compareceu, hoje, ao tribunal Justiça de Comodoro Py para depor em ação que investiga se a ex-presidente fez parte de uma suposta rede de pagamentos de propina a funcionários de seu governo (2007 – 2015) e do marido Nétor Kirchner. ( 2003-2007). O comparecimento acontece dois dias antes de o Senado debater se autoriza o juiz Claudio Bonadio Bonadio a expedir um mandado de busca e apreensão nos domicílios e no escritório de Cristina, que conta com foro privilegiado por ocupar o cargo de senadora desde dezembro de 2017.

O juiz deseja obter esclarecimentos relacionados ao processo, que foi aberto por causa de uma investigação do jornal “La Nación” baseada em cadernos escritos por Oscar Centeno, que foi motorista do ex-secretário de Coordenação do Ministério de Planejamento, Roberto Baratta.

Baratta foi detido no dia 1º de agosto – supostamente coordenava os pagamentos que eram feitos em troca de concessões de obras públicas
nesse período. Além das informações fornecidas por Centeno, que se encontra em liberdade como testemunha protegida, outros empresários que aceitaram acordos de delação premiada estão sendo fundamentais na investigação do caso, que envolve mais de 50 pessoas.

(Agência Brasil com EFE/Foto – Exame)

Foi um dos piores dias da minha vida, diz delegado da PF que prendeu Lula

Trinta homens do Comando de Operações Táticas (COT), a tropa de elite da Polícia Federal, estavam a postos com suas armas para invadir o Sindicato dos Metalúrgicos, em São Bernardo do Campo. Com mandado de prisão expedido pelo juiz Sérgio Moro, o ex-presidente Lula resistia a se entregar. Na primeira entrevista desde que assumiu o cargo, há cinco meses, o diretor-geral da PF, Rogério Galloro, relata detalhes das negociações para levar o petista a Curitiba naquele sábado, 7 de abril. O número um da polícia se aproximou dos negociadores de Lula: “Acabou! Se não sair em meia hora, vamos entrar”. Em seguida, ordenou que os agentes invadissem o prédio no fim do prazo estipulado.

Como foi o episódio da prisão do ex-presidente Lula?

Foi um dos piores dias da minha vida. Quando eles (interlocutores de Lula) pediram detalhes da logística da prisão, nos convenceram de que havia interesse do ex-presidente de se entregar ainda na sexta (6 de abril, prazo dado pelo juiz Sérgio Moro). Acabou o dia e ele não se apresentou. Nós não queríamos atrito, nenhuma falha. Chegou o sábado, Moro exigiu que a gente cumprisse logo o mandado. A missa (improvisada no sindicato) não acabava mais. Deu uma hora (da tarde) e eles disseram: ‘Ele vai almoçar e se entregar’.

O sr. perdeu a paciência em algum momento?

No sábado, nós fizemos contato com uma empresa de um galpão ao lado, lá tinha 30 homens do COT (Comando de Operações Táticas) prontos para invadir. Ele (Lula) iria sair em sigilo pelo fundo quando alguém, lá do sindicato, foi para a sacada e gritou para multidão do lado de fora, que correu para impedir a saída. Foi um susto. A multidão começou a cercá-lo e eu vi que ali poderia acontecer uma desgraça. Ele retornou.

Qual era o risco?

Quando tem multidão, você não tem controle. Aquele foi o pior momento, porque eu percebi que não tinha outro jeito. A pressão aumentando. Quando deu 17h30, eu liguei para o negociador e disse: ‘Acabou! Se ele não sair em meia hora nós vamos entrar’. E dei a ordem para entrar. Às 18h, ele saiu.

Houve alguma exigência?

Eles pediram para não haver muita exposição, que não humilhasse o ex-presidente, nós usamos tudo descaracterizado. Ele estava quieto o tempo todo, bastante concentrado.

Por que o ex-presidente está na superintendência da PF?

Isso não nos agrada. Nunca tivemos preso condenado numa superintendência. É uma situação excepcional. O juiz Moro me ligou, pediu nosso apoio, ele sabe que não temos interesse nisso. Mas, em prol do bom relacionamento, nós cedemos.

Recentemente, Lula mandou chamar dirigentes do PT para discutir, dentro da superintendência, a eleição presidencial. É um tratamento diferenciado?

Não somos nós que organizamos isso (as regras para visitas), mas o juiz da Vara de Execuções Penais. O Lula está lá de visita, de favor. Nas nossas novas superintendências não vão ter mais custódia. No Paraná, não vamos mexer agora. Só depois da Lava Jato.

O sr. conversou com o ex-presidente na prisão?

Eu estive na superintendência, mas não fui vê-lo. É um simbolismo muito ruim.

O segundo momento tenso para a PF envolveu a ordem de soltar Lula dada pelo desembargador Rogério Favreto e a contraordem de Moro e dos desembargadores Gebran Neto e Thompson Flores, do TRF-4.

Eu estava no Park Shopping, em Brasília, dei uma mordida no sanduíche, toca o telefone. Avisei para a minha mulher: ‘Acabou o passeio’.

Em algum momento a PF pensou em soltar o ex-presidente?

Diante das divergências, decidimos fazer a nossa interpretação. Concluímos que iríamos cumprir a decisão do plantonista do TRF-4. Falei para o ministro Raul Jungmann (Segurança Pública): ‘Ministro, nós vamos soltar’. Em seguida, a (procuradora-geral da República) Raquel Dodge me ligou e disse que estava protocolando no STJ (Superior Tribunal de Justiça) contra a soltura. ‘E agora?’ Depois foi o (presidente do TRF-4) Thompson (Flores) quem nos ligou. ‘Eu estou determinando, não soltem’. O telefonema dele veio antes de expirar uma hora. Valeu o telefonema.

(Agência Estado)

Após três anos em estado vegetativo, morre delegado cearense Leonardo Machado

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Morreu nesse sábado (11) o delegado cearense Leonardo Machado da Costa de Souza Carvalho, 40, que desde junho de 2015 se encontrava em estado vegetativo, após vítima de emboscada do ex-vereador e comerciante paraibano Ivamar de Paiva Barreto, condenado a 13 anos pelo crime.

Delegado da Polícia da Paraíba, o cearense será velado na noite deste domingo (12), na Ethernus, no bairro Dionísio Torres. O sepultamento será na manhã desta segunda-feira (13), no cemitério São João Batista, no Centro.

De acordo com os autos do processo, o acusado de atirar duas vezes contra o delegado cearense se incomodou com um esbarrão no interior de um mercadinho, na cidade de Uiraúna, no sertão paraibano. O acusado então aguardou a saída da vítima do estabelecimento, que estava acompanhado da mãe e dos dois filhos.

“Quando o delegado estava se aproximando do carro dele, o réu o chamou e atirou duas vezes. Um dos tiros atingiu a cabeça e o outro o tórax da vítima”, relatou a promotoria do caso.

Após o crime, o acusado fugiu. Mas foi preso um mês depois, no litoral do Rio Grande do Norte, a 40 quilômetros de Natal, em uma operação das polícias paraibana e potiguar.

Plenário pode votar amanhã projeto que facilita cumprimento de medidas de proteção às mulheres

O projeto de lei que permite ao delegado de polícia adotar medidas de urgência para proteger mulheres vítimas de agressão é o destaque da pauta do Plenário da Câmara dos Deputados. As sessões vão ocorrer nesta segunda-feira (13) e na terça-feira (14), na segunda semana de esforço concentrado em agosto.

O Projeto de Lei 6433/13 altera a Lei Maria da Penha e, segundo a versão de 2015 do relator, deputado João Campos (PRB-GO), o delegado poderá negar a fiança se verificar que a liberdade do agressor colocará em risco a integridade física ou psicológica da mulher.

Hoje, a lei estabelece prazo de 48 horas para que a polícia informe ao juiz a agressão, pedindo as medidas protetivas, tempo considerado excessivo em alguns casos, o que sujeitaria a vítima a uma agressão maior ou mesmo à morte.

O relator propõe ainda a criação de um banco de vítimas beneficiadas com medidas protetivas, a ser elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), com acesso de polícias de todo o País para agilizar a busca e a captura de agressores fugitivos.

(Agência Câmara Notícias)

Polícia Militar promove Dia dos Pais em viaduto que antes era “campo de guerra”

Cinco anos e meio após o espaço ser cenário de “campo de guerra”, quando moradores de rua foram removidos de barracos pela Polícia Militar, em meio a chamas e protestos, a parte debaixo do viaduto do bairro Antonio Bezerra foi transformado pela própria Polícia em território de paz, cultura e lazer, em uma iniciativa do 18º Batalhão.

O local serviu neste fim de semana para comemorar o Dia dos Pais, com entretenimento para as crianças e familiares.

Em 2011, ainda na administração da então prefeita Luizianne Lins, a promessa era que o espaço seria transformado em local para a prática de atividades de arte, lazer e esporte.

(Fotos: Divulgação e Evilázio Bezerra/O POVO)