Blog do Eliomar

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Má avaliação de Dilma foi a propaganda do ‘golpe’, diz Ciro Gomes

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Para o ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes, o país passa pelo pior momento da história moderna brasileira, com riscos tremendos. Após quase três décadas e meia do fim da ditadura militar, Ciro acredita que o Brasil caiu em um novo golpe contra a democracia.

“Hoje ocorre a mesma coisa, apenas com as sofisticações dos tempos modernos. A baioneta é substituída pelo dinheiro da propaganda e pelo empreguismo”, comentou o político cearense, durante palestra na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), em Florianópolis, na noite da sexta-feira (10). “Havia um governo muito ruim, porque a Dilma era muito mal avaliada – eu mesmo tenho várias opiniões negativas – e a população caiu num envolvimento desse esforço de golpe que elites e políticos estão fazendo”, completou.

Para Ciro Gomes, o “golpe” seria motivado por três motivos. “Primeiro, os políticos querem por um fim à Lava-Jato, como já está evidenciado. Segundo, o centro da especulação financeira, que é onde está o poder real no Brasil, quer propor um conjunto de medidas já em marcha para raspar todo e qualquer centavo da educação e saúde para gerar excedente para colocar no saco sem fundo da especulação e da agiotagem oficial. E, terceiro, é o estrangeiro. O Brasil faz um esforço notável de reaproximação com vizinhos do Mercosul e os Brics estão na iminência de fundar um banco multilateral que independiza o planeta das instituições hegemonizadas pela América do Norte”, apontou.

(com agências)

Vai faltar cadeia

Em artigo no O POVO deste domingo (12), o psiquiatra Cleto Brasileiro Pontes comenta da situação política e ética no país. Confira:

João amava Teresa que amava Raimundo que amava Joaquim que amava Lili que não amava ninguém. João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento, Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia, Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes que não tinha entrado na história. O texto de Drummond me remete à quadrilha Lava Jato que, a cada dia mais, nos surpreende com revelações macabras de corrupção. Todos envolvidos são da elite, segundo Lula, e que ele nada sabia quando era presidente da República, chefe na hierarquia máxima da política brasileira. Ok, mas antes dele, quem vai para a cadeia é um famoso japa, mais tão famoso que virou música carnavalesca. Trata-se do policial federal Newton Ishii. Aliás, como emblemática figura midiática, de tão aplaudido, cogitou até entrar na política como deputado federal.

Quais lições temos do nosso passado? Em recente visita ao Mosteiro de Santo Antônio, no Largo da Carioca, indaguei ao funcionário no balcão da bilheteria sobre algumas peculiaridades do local, mas o mesmo de nada sabia. Ao lado, em muro correspondente, estava a capela de São Francisco. Nada também sabiam sobre os dois majestosos mausoléus que pertenciam a dom João VI e d. Leopoldina. Nobreza, que nobreza? Afinal, elite hoje tem conotação outra. A que tem dinheiro, a que tem poder, quaisquer que tenham sido os meios para chegar aos fins.

Pois bem, a nobreza veio da colônia fugindo de Napoleão Bonaparte e provocou uma mudança abissal na sociedade brasileira, tornando-se capital do império lusitano. Talvez a ignorância dos funcionários públicos tenha uma explicação freudiana.

Newton Ishii, o japa, por sua vez, nasceu no Brasil, filho de pai japonês que saiu de sua terra natal para não morrer de fome, como muitos outros que formaram aqui a maior colônia japonesa do mundo. Newton se submeteu a um difícil concurso para fazer parte da corporação da Polícia Federal, a fim de defender a “nação do coração” de sua família, porém, mudou de rumo, passou a ser criminoso ao facilitar o contrabando de droga na fronteira do País. Espero que ele reflita na cadeia que tudo poderia ter sido diferente.

O verbo no condicional é para ressaltar as incongruências das leis brasileiras. Por que o brasileiro não tem amor à pátria, mas tem ao seu time de futebol, à sua escola de samba que desfila na festa momina pululada de reis, rainhas, africanos, índios e estrangeiros?

Parece que quase a totalidade dos brasileiros nutre um sentimento ambíguo de amor e ódio ao País, sobretudo a elite, como diz Lula, ou os desejosos de se integrar nela. Segundo FHC, apenas escapa o Barão do Rio Branco, ilibado em sua postura de homem público, tornando-se o símbolo máximo do Itamaraty. Saída seria recorrer à empresa holandesa Mars One, a qual programa viagem sem volta que durará meses com o objetivo de colonializar o planeta Marte. Certamente, no nosso país, que há anos deixou de ser colônia, faltarão cadeias e algemas. Saudade de dom Pedro II, o maior líder democrático da história nacional…

Apesar de não ser monarquista, reconheço que a corrupção virou regra na estrutura do recente e atual Estado brasileiro. A desolação é geral… Como escreve Rita Lee na sua letra Alô, alô, Marciano, não se faz mais country como antigamente e a crise há muito já virou zona.

Secretário de Camilo consta na lista do TCU por contas irregulares

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O Tribunal de Contas da União (TCU) divulgou neste fim de semana a lista de 6,7 mil responsáveis com contas julgadas irregulares. Com base nas informações, a Justiça Eleitoral poderá barrar a candidatura de quem estiver na lista nas eleições municipais de outubro próximo, porque os eventuais candidatos são considerados inelegíveis.

Entre os nomes entregues ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Gilmar Mendes, está o do secretário do Desenvolvimento Agrário do Ceará, Francisco José Teixeira, o Dedé Teixeira (PT). Ex-prefeito de Icapuí, Litoral Leste do Estado, há 207 quilômetros de Fortaleza, Dedé Teixeira não conseguiu comprovar o emprego dos recursos da Fundação Nacional de Saúde (FUNASA), no valor de R$ 222,5 mil.

O ex-prefeito também foi condenado na Justiça Federal pela aquisição de equipamentos e materiais permanentes do Sistema Único de Saúde (SUS), na ordem de R$ 322,6 mil, além do uso incorreto de recursos federais, firmado entre o município de Icapuí e a Secretaria Especial de Aquicultura e Pesca, destinados a reformar e adequar o ancoradouro da Barra Grande, no valor de R$ 477, mil.

VAMOS NÓS – Em um mês, o governo em exercício de Michel Temer derrubou quatro ministros por irregularidades. O que vale contra o PMDB, vale também contra o PT?

(com Agência Brasil e TCU)

Artur Bruno – Um petista decepcionado e sem ânimo

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Da Coluna Fábio campos, no O POVO deste domingo (12):

Os que acompanharam a trajetória de nascimento e crescimento do Partido dos Trabalhadores sabem bem o quanto a sigla valorizava as disputas de posições internas. O PT fez nascer no Brasil a ideia de um partido moderno, aos moldes da socialdemocracia europeia. Porém, esse ideal só durou enquanto foi oposição. Ao vencer as eleições de 2002, se entregou por inteiro ao projeto de poder tendo Lula como o seu demiurgo. Hoje, o PT faz ouvidos moucos a quem sugere que, diante de tudo, faça pelo menos uma autocrítica. Mas, aqui e acolá, surge gente no partido se propondo a lavar a roupa suja.

Filiado ao PT há 30 anos, Artur Bruno expõe toda a sua insatisfação com os rumos do partido no Brasil e em Fortaleza. Em entrevista concedida ao Jogo Político, na TV O POVO, o secretário do Meio Ambiente do Estado, com a autoridade política de quem já exerceu sete mandatos parlamentares (dois de vereador, quatro de deputado estadual e um de federal) faz uma dura avaliação da trajetória da sigla que comandou os destinos do País por mais de 13 anos.

O tom de Bruno é de desilusão. Não diz que vai deixar o PT, mas a sua fala aponta para a porta de saída. Feroz crítico da posição de lançar candidatura própria em Fortaleza, o ex-deputado afirma na entrevista que não vai se mobilizar a favor do partido na campanha da Capital. Para ele, a sigla deveria apoiar a reeleição de Roberto Cláudio. Os tópicos a seguir reproduzem apenas as respostas do primeiro de quatro blocos da entrevista. Vejam:

DEPRESSÃO COM O MENSALÃO

“O PT é meu primeiro e único partido. O momento mais crítico dessa relação foi em 2005, quando surgiu o “mensalão”. Na época eu era deputado estadual, inclusive tive um início de depressão. Passei um mês afastado da Assembleia. Foi um baque muito forte. Um partido que representa a classe trabalhadora não pode ser financiado por empresas. Doações de empresas não só em épocas eleitorais. Aquilo deixou desconfortável muita gente séria, honesta e idealista dentro do PT. Há 11 anos que tentamos mudar essas práticas e não conseguimos. Os problemas até se agravaram. Tem muita gente do PT decepcionada. Eu estou muito decepcionado. Tenho pouco ânimo hoje de lutar internamente”.

APEGO AO PODER

“O PT cometeu erros políticos. Cometeu erros éticos seriíssimos… Lamentavelmente, se apegou ao poder. Dezesseis anos é muito tempo de poder. Isso gera acomodação. Isso gera processos degenerativos até pessoais. As pessoas fazem tudo para se manter no poder. Se manter nos empregos. Ou o PT muda radicalmente, faz uma reflexão profunda, ou vai perder a sua importância histórica. Poucos jovens hoje se filiam ao PT. O PT passou a fazer as mesmas práticas dos outros partidos. É mais cômodo. É o caminho mais fácil, não o melhor caminho”.

DESÂNIMO

“Fiquei estarrecido. O Ministério Público Federal está fazendo uma belíssima campanha, com dez pontos de mudanças legislativas para combater a corrupção. Mais de dois milhões de assinaturas. E, lá no Congresso Nacional, quem foi receber os procuradores foram parlamentares de outros partidos. Mas cadê o PT? Eu, sinceramente, tenho muito pouco ânimo. Passei 11 anos lutando contra essas práticas e hoje estou muito desanimado”.

MIOPIA POLÍTICA

“Fortaleza está dando um péssimo exemplo de equivoco político. O PT vem cometendo graves erros no Ceará. Roberto Cláudio tem sido um dos melhores prefeitos da história de Fortaleza. Aí o PT tem o PDT aliado nacional, decide romper com essa aliança e lançar candidatura própria… Temos o maior cargo do Estado, que é o de governador, que precisa dessa aliança com o PDT, e nós fazemos de conta que isso não é importante. O presidente nacional do PT, Rui Falcão, vem aqui prestigiar esse rompimento contra a vontade política do governador Camilo Santana. É um absurdo. Uma miopia política tremenda”.

O Jogo Político vai ar na noite deste domingo (12), às 22 horas. O programa é transmitido pelas TVs O POVO e Fortaleza (Câmara Municipal). Na noite de segunda-feira, também às 22 horas, será retransmitido pela TV Assembleia.

Dilma agenda vinda ao Nordeste; Ceará, por enquanto, está fora

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A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) agendou para este mês uma visita a três capitais nordestinas, como forma de denunciar o governo em exercício de Michel Temer, diante do que ela considera ser “ilegítimo” e que “quer impor retrocessos à população”.

A agenda incluiria João Pessoa (quarta-feira, 15), Salvador (quinta-feira, 16) e Recife (sexta-feira, 17). A previsão é que a presidente afastada faça pronunciamento na Assembleia Legislativa dos respectivos estados.

No Ceará, há a possibilidade de Dilma participar de um ato com a juventude, ao lado do governador Camilo Santana (PT), no dia 28 próximo. Mas a agenda da presidente afastada ainda não consta o evento em Fortaleza.

Dilma é acossada por um sistema que tudo faz para boicotá-la e excluí-la a qualquer custo

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (12):

Repercutem as declarações da presidente Dilma Rousseff, sinalizando que se fosse reconduzida ao cargo, aceitaria um pacto político que incluísse a antecipação das eleições presidenciais, precedidas pela convocação de um plebiscito para saber se o povo concordaria ou não com a proposta. A revelação foi feita durante entrevista concedida por ela ao jornalista Luís Nassif, na TV Brasil, na última quinta feira. Restaurar os poderes plenos da presidente eleita é pacificar o País e restabelecer a legitimidade, segundo observadores da cena política. Alguns defendem que as eleições sejam gerais – e não apenas presidenciais -, já que sem modificar o perfil do atual Congresso o eventual presidente da República eleito continua refém do fisiologismo.

Já o plebiscito – segundo o mesmo raciocínio – deveria incluir a regulamentação dos instrumentos de democracia participativa, atendendo ao que preconiza o parágrafo único do artigo 1º da Constituição Federal: “Todo poder emana do povo, que o exerce por meio de representantes eleitos ou diretamente (grifo meu), nos termos desta Constituição”. Assim, requisitos como o direito de se convocar plebiscitos através de projeto de iniciativa popular, e não apenas por convocação exclusiva do Congresso Nacional, seria o principal instrumento para se efetuar uma reforma política sintonizada com a vontade dos cidadãos. Serviria também como ferramenta de resolução de eventuais impasses entre os Poderes da República, como é costumeiro no modelo presidencialista brasileiro.

Aproveitar todos os canais disponíveis para se comunicar com a sociedade é algo fundamental para uma liderança política como a de Dilma, acossada por um sistema que tudo faz para boicotá-la e excluí-la a qualquer custo. As tentativas desenvolvidas pelo Gabinete de Segurança Institucional (GSI) para confiná-la no Palácio da Alvorada têm sido frustradas. O fato de o GSI ser dirigido por um militar linha dura (que traria a esquerda atravessada na garganta, segundo alguns) provavelmente desperta ainda mais a disposição de resistência própria de uma ex-guerrilheira. Esse comportamento tem-lhe granjeado simpatias como foi comprovado nas manifestações de rua, em seu favor e contra o golpe. Ou seja, a perseguição que lhe movem os golpistas só tem aumentado a popularidade da presidente Dilma.

Senado vota na terça MP que libera recursos para agricultores familiares atingidos pela seca

Tranca a pauta de votações do Senado a Medida Provisória (MP 715/2016) que destina R$ 316,2 milhões para o pagamento de parcelas do Benefício Garantia-Safra. O recurso é destinado a 440 mil famílias de agricultores familiares da área de atuação da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) atingidos pela seca no período 2014/2015. A MP pode ser votada na sessão plenária de terça-feira (14).

O Benefício Garantia-Safra foi criado pela Lei 10.420/2002 para socorrer produtores rurais que perderam pelo menos 50% da safra, em decorrência de estiagem ou excesso de chuvas, de culturas como feijão, milho, arroz, mandioca e algodão. O benefício é pago em parcelas, pela rede bancária da Caixa Econômica, por tempo determinado, e atende produtores da região Nordeste, do estado de Minas Gerais e do Espírito Santo. O valor é definido pelo comitê gestor do programa.

(Agência Senado)

PSB promove primeiro encontro para discutir plano de governo

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O PSB Ceará realizou neste sábado (11) o primeiro encontro para discutir e desenvolver propostas para o plano de governo do pré-candidato Heitor Férrer para a Prefeitura de Fortaleza. Entre os participantes, – cerca de 40 pessoas – estavam técnicos, dirigentes do partido, professores universitários, médicos, engenheiros, geógrafos, jornalistas, representantes das células da juventude, terceira idade, mulheres, LGBT, deficientes, ONGs, entre outros.

“Estamos ouvindo diversos segmentos da sociedade para trazer boas ideias para o nosso plano de governo. Estamos colhendo informações com especialistas e a população para montarmos o melhor projeto para Fortaleza. Queremos que tudo seja realizado da forma mais benéfica para a população e com a participação de todos”, declarou Heitor Férrer.

Para o deputado Danilo Forte, presidente estadual do partido, é preciso apresentar novas propostas para a cidade, que tragam mudanças efetivas na vida dos cidadãos. “Hoje o PSB inicia o compilamento de diversos debates que tivemos com representantes de vários bairros da capital, ouvindo as pessoas nas feiras livres, e tentando apontar propostas que tenham, de fato, impacto na vida dos cidadãos. Não podemos persistir em projetos oligárquicos, centralizadores e que acostumaram-se a governar apenas para ‘o lado rico’ de Fortaleza”, disse Forte.

O debate continuará nos próximos encontros e todas as propostas de políticas públicas expostas serão potencializadas nos principais eixos do plano a serem apresentados após a convenção do partido, marcada para a segunda quinzena de julho.

(PSB)

Balanço do primeiro mês do governo Temer ainda é negativo, diz professor da FGV

O primeiro mês do governo interino de Michel Temer foi de reação às críticas, resumiu o professor da Escola de Direito da Fundação Getulio Vargas, Michael Mohallem. “É um governo que começou com muita turbulência, apesar de já se esperar muita dificuldade”, disse. O governo Temer faz um mês neste domingo (12).

O primeiro desafio de Temer, de construir sua base de governo e compor a nova equação, que significava reduzir o número de ministérios e, ao mesmo tempo, atender os interesses dessa ampla base, foi mais difícil do que se imaginava há 30 dias. “O processo de desgaste [com a possibilidade de extinção] do Ministério da Cultura, com a ausência de mulheres [nos ministérios] foi muito acima do que o próprio Temer esperava. Isso tudo tomou muito tempo da agenda. Foi um desgaste desproporcional”, afirmou o professor. Para ele, esse desafio ainda não está resolvido.

Os cargos do segundo escalão ainda não foram totalmente ocupados: secretarias importantes, como a do Ministério da Justiça, estão sem titular. Segundo o professor, esperava-se que essa fase fosse mais rápida, porque tinha começado cerca de 15 dias antes da votação do impeachment de Dilma Rousseff e será um governo curto. “Existem desafios pendentes, o que é ruim. Temer poderia já ter virado essa página e não conseguiu ainda.”

Mohalllem disse que, o segundo desafio – equacionar a Operação Lava Jato – continua a ser um fator de instabilidade na política brasileira para qualquer partido e, em particular, para os grandes partidos como o PT, o PMDB e o PSDB. “O governo foi atingido de frente, assim como sua base no Congresso Nacional. O PMDB foi o principal alvo da Lava Jato neste mês. O PT continuou sendo atingido, mas de modo não tão frontal quanto o PMDB, que foi dragado para o centro da operação, com dois ministros atingidos por motivos diversos.”

Além disso, avançam os processos contra o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), “que, mesmo afastado, é em alguma medida um fiador do governo na Casa”. Mohallem destacou que “o mais novo capítulo da novela” foi o suposto pedido de prisão de líderes do PMDB, como o presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), o senador Romero Jucá (RR), o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney (AP), além do próprio Cunha.

(Agência Brasil)

Grupo PSD/PMB deverá lançar 100 candidaturas a prefeito no Ceará

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Cem candidaturas a prefeito nos 184 municípios cearenses. Essa foi a principal decisão do encontro político entre integrantes do PSD e do PMB, nessa sexta-feira (10), no Marina Park. Para o presidente estadual do PSD, o deputado federal Domingos Neto, o grupo busca uma identidade, por meio de propostas e ações.

Já a presidente estadual do PMB, Patrícia Aguiar, prefeita de Tauá, o grupo deverá trabalhar para firmar compromissos em torno da ética e do bem-estar social.

Lula diz que está de ‘saco cheio’ com notícias de sua prisão

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“Todo dia leio que querem me prender, que eles querem prender o Lula, que eles querem encontrar alguma coisa do Lula, ou que delatem o Lula”. O desabafo é do próprio Lula, na noite dessa sexta-feira (10), durante evento em São Paulo. “Todo dia eu leio uma coisa (diferente). É o meu filho que é dono da Friboi, é o meu filho que tem avião, é o PT que é uma organização criminosa”, completou.

Sobre as notícias que apontam o PT como um partido político corrupto, Lula sugeriu que “todo petista desse país deveria abrir um processo contra quem fala que o PT é uma organização criminosa”. “Só faltam dizer que o dinheiro dos tucanos é da sacristia ou de uma igreja qualquer”, ironizou.

Lula afirmou que ainda não se decidiu por uma candidatura ao Palácio do Planalto, em 2018. “Mas eu digo a vocês, quanto mais eles me provocarem, mais eu corro risco de ser candidato”, comentou.

(com agências)

Eleições antecipadas: proposta de Dilma

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Editorial do O POVO deste sábado (11) comenta do desejo de Dilma em abrir mão do restante de seu mandato em troca de um amplo acordo político. Confira:

A aceitação da possibilidade de um pacto político para resolução da crise de legitimidade que abala o sistema político brasileiro foi acenada pela presidente Dilma Rousseff, durante entrevista especial concedida à TV Brasil, na noite da última quinta-feira. O instrumento para isso seria a convocação de eleições presidenciais, precedidas de um plebiscito para o povo referendar ou não a proposta. Tudo isso, logicamente, caso o Senado aceite a recondução da presidente afastada ao cargo.

Não há como deixar de reconhecer que esse aceno de Dilma – de abrir mão do restante de seu mandato em troca de um amplo acordo político referendado pelas urnas – é um fato político novo, em meio à confusão reinante em decorrência de um processo de impeachment presidencial acusado de ser baseado em justificativas frágeis, tanto por segmentos sociais afinados com o governo afastado como por relevantes correntes do pensamento jurídico. Além de ser visto com desconfiança e descrédito por grande parte da opinião pública internacional.

Sem entrar no mérito da disputa, não há como deixar de reconhecer, contudo, que nem o governo interino de Michel Temer nem a recondução pura e simples de Dilma Rousseff teriam cacife político suficiente para garantir a estabilidade política e social exigida para restabelecer a confiança dos investidores.

Dessa forma, a proposta colocada na mesa pela presidente tem o mérito de desbloquear o emperrado ambiente político, apresentando uma alternativa que apela para o elemento fundante da democracia: a legitimidade política advinda de sua fonte originária – o povo -, por meio do voto. Isso permitiria a ascensão de um governo de programa respaldado pelas urnas, o que lhe daria, supostamente, autoridade incontestável para executá-lo e dar rumo ao País.

O plebiscito deveria vir acompanhado de questões concernentes à reforma política. Sem esta, a atuação dos políticos continuará desacreditada. Seria necessário adequar as instituições políticas às transformações culturais e sociais e aos avanços tecnológicos trazidos pela sociedade da informação. Isso significa abrir condutos institucionais para a participação direta do cidadão no processo decisório e na fiscalização e controle da representação política, conforme as exigências de uma sociedade movida à internet.

Interrogações sobre a eleição em Fortaleza

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (11), pelo jornalista Érico Firmo:

A eleição para prefeito ocorrerá em menos de quatro meses e as definições de candidaturas ainda estão em curso, bem como de alianças. A soma de campanha mais curta com a crise política nacional adiou muitas decisões. As pontas começam a se fechar. Porém, algumas dúvidas só serão sanadas mesmo com a campanha em andamento. Outras, pelas urnas mesmo.

1. QUAL PESO TERÁ MICHEL TEMER?

Michel Temer (PMDB) estará na Presidência até a eleição? É quase certo que sim. Diante disso, qual será sua influência? O PMDB terá candidato em Fortaleza? Ou apoiará um candidato de oposição? As últimas movimentações apontam tendência de apoio ao Capitão Wagner (PT).

O apoio federal é sempre suporte importante. Ao longo de uma década, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Dilma Rousseff (PT) foram cabos eleitorais sempre disputados — ainda que apenas em 2008 o candidato que o Palácio do Planalto apoiou tenha vencido. A vinculação a Temer ajuda a formar alianças. Cargos federais são poderoso bálsamo para atrair apoios. Mas, pela popularidade que tem hoje – ou que não tem –, o quanto Temer agregará de votos?

2. QUAL A POSTURA DE CAMILO SANTANA?

O governador apoia Roberto Cláudio (PDT). Mas a candidatura do PT irá impor restrições formais a seu engajamento. Camilo irá se envolver explicitamente na campanha na Capital? Como tratará a candidatura petista? Que apoio dará a Roberto Cláudio?

Vale observar um precedente. Em 2012, Eudoro Santana, pai de Camilo, desfiliou-se do PT para apoiar Roberto Cláudio. É possível que o filho faça o mesmo?

3. QUAL INFLUÊNCIA TERÁ TASSO JEREISSATI?

O senador há décadas se tornou figura polêmica perante o eleitor na Capital. Desde Ciro Gomes, em 1988, nenhum candidato que apoiou venceu a Prefeitura. Porém, a última eleição mostrou nova relação entre Tasso e o fortalezense. Em 2014, foi o mais votado no primeiro turno, entre todos os candidatos. Teve mais votos na Capital que Dilma, Eunício Oliveira (PMDB) e Camilo. Será capaz de transferir esse prestígio recém-conquistado? O problema de Tasso em Fortaleza sempre foi menos o seu próprio desempenho. E mais o resultado obtido por quem apoia.

4. QUAL A INFLUÊNCIA DOS FERREIRA GOMES?

Em 2012, Cid e Ciro Gomes (PDT) foram protagonistas da eleição de Roberto Cláudio (PDT). Na busca pela reeleição, o prefeito será o principal ator de sua campanha. Os irmãos Ferreira Gomes, todavia, já começam a atuar — como Cid fez ao se reunir com deputados, na quinta-feira. Ele e Ciro se engajarão de forma decidida. Na oposição federal, dependem das bases locais e a Prefeitura de Fortaleza é o principal cargo pedetista. Porém, qual o efeito desse apoio? Em 2014, o desgaste das administrações Ferreira Gomes foi determinante para Camilo ter desvantagem expressiva em relação a Eunício Oliveira em Fortaleza. Como estará hoje o humor do fortalezense em relação aos irmãos?COMO ESTÁ A IMAGEM DE LUIZIANNE?

Luizianne Lins (PT) administrou a Capital por oito anos e sempre se mostrou boa de voto e de palanque. Porém, saiu desgastada da Prefeitura. Inclusive em episódios como o cancelamento do Réveillon, no qual passou imagem de certo rancor ou, no mínimo, de quem não deixou as contas em ordem para realizar o evento. Em 2014, foi a segunda mais votada para a Câmara dos Deputados. Porém, Moroni Torgan (DEM), primeiro colocado, teve quase o dobro do número de eleitores. Ele havia sido duas vezes derrotado por Luizianne em eleições para prefeito.

Outro fator é a saída do PT do Governo Federal. Isso, somado à falta de apoio de Camilo Santana, fragiliza a sustentação da campanha. Essa realidade Luizianne viveu em 2004, mas, de lá para cá, acostumou-se a campanhas em outro patamar, endinheiradas.

Mais que isso, porém, a dúvida maior mesmo é sobre a imagem que Luizianne deixou perante o eleitorado. Qual o tamanho da popularidade e do desgaste da ex-prefeita?

Impeachment – Ciro Gomes é rejeitado e defesa de Dilma procura novos nomes

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O relator do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), rejeitou nessa sexta-feira (10) o nome do ex-governador do Ceará e ex-ministro Ciro Gomes como testemunha de defesa de Dilma, na condição de especialista em economia. Segundo Anastasia, Ciro não possui relação direta com os quatro decretos orçamentários que integram a denúncia contra a presidente afastada.

Além de Ciro Gomes, a Comissão Especial do Impeachment também rejeitou outros 16 nomes dos 40 apresentados pela defesa, entre eles o também ex-ministro Bresser Pereira. Na próxima semana, a defesa de Dilma apresentará novos nomes. Entre esses estão os ex-ministros de seu governo Renato Janine (Educação), Aldo Rebelo (Defesa), Pepe Vargas (Secretaria de Direitos Humanos) e Miriam Belchior (Planejamento).

O céu não está para pombo

Em artigo no O POVO deste sábado (11), a jornalista Nathália Bernardo comenta da mudança de comportamento do novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn. Confira:

O céu não está para pombo. Nem para dovish, portanto. Assim, na primeira oportunidade, o novo presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, falou como um falcão – ou um hawkish. Diferente de poucos meses atrás.

O economista israelo-brasileiro de currículo admirável – com doutorado no MIT e atuação em instituições como o próprio Banco Central, FMI e Itaú – tem (ou tinha) fama de tolerante com a inflação. Um dovish, palavrinha derivada de pombo em inglês, na gíria do mercado financeiro.

Alguns textos seus, anteriores à indicação para o BC, endossam a reputação. Em artigo publicado no Estado de S. Paulo no mês de abril, Ilan afirma que o Brasil vive processo de desinflação, explicado pela ausência de forças inflacionárias no sistema. Logo, ele diz, o Banco Central teria que começar a reduzir os juros.

No contexto mundial, a depreciação das moedas também não seria um problema. “O contexto global é de inflação baixa demais. Os bancos centrais das economias desenvolvidas temem mais a deflação que a inflação. A hiperinflação do presente é a inflação à Argentina, de 30%-40%”, diz o artigo.

Já no último dia 7, enquanto era sabatinado no Senado, o tom era outro. Falou como um hawkish – em inglês, derivado de falcão. “Nosso objetivo será cumprir plenamente a meta de inflação estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional, mirando o seu ponto central. Os limites de tolerância estabelecidos servem para acomodar choques inesperados na inflação, que não permitam a volta ao centro da meta em tempo hábil”.

Traduzindo: os esforços são em direção à inflação de 4,5%. E, diferente do que o Governo Temer começou a fazer na área fiscal, na qual as metas foram afrouxadas para se adaptar à realidade, em termos monetários, a realidade é que terá de se adaptar à meta. Ao menos, no discurso.

Em sinal de confiança, depois da fala de Ilan, as instituições financeiras suavizaram suas projeções de baixa da Selic. No mercado, os juros futuros subiram.

Os tempos são difíceis. Inadequados para aves dóceis. Ilan, agora, tem a caneta e sabe o que fazer com ela.

Governo Temer completa um mês neste domingo

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Neste domingo (12), Michel Temer completa um mês como presidente em exercício da República. Ele assumiu o poder após o Congresso Nacional aprovar a admissibilidade do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff e, ao longo das últimas quatro semanas, conseguiu imprimir uma agenda positiva na área econômica.

O presidente em exercício alterou e aprovou a meta fiscal para 2016, que prevê déficit primário de R$ 170,5 bilhões. Medida que havia ficado parada durante meses, a Desvinculação das Receitas da União (DRU), que permite ao governo usar livremente parte de sua arrecadação, foi aprovada em dois turnos pelos deputados e agora será analisada no Senado.

Após anunciar a nova meta, Temer foi ao Congresso entregar o projeto ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). Nos primeiros 30 dias, o governo Temer teve apoio de congressistas e do mercado, mais foi criticado por movimentos sociais, que não reconhecem a legitimidade da gestão e criticam a ausência de negros e de mulheres em sua equipe.

As vitórias em matérias econômicas foram conseguidas por meio da ampla base de apoio que, com 367 deputados e 55 senadores, aprovou o prosseguimento do processo de impeachment. O presidente interino, porém, também viu-se envolvido em polêmicas, foi obrigado a recuar em decisões e a demitir integrantes da equipe.

Na próxima semana, Temer deve comparecer novamente ao Congresso para entregar aos parlamentares um projeto que cria um teto para as despesas públicas, medida que já tinha sido anunciada pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles.

(Agência Brasil)

Câmara Municipal de Fortaleza divulga campanha Voto Responsável no YouTube

[youtube]https://www.youtube.com/watch?v=SeSsCfxf-Rs[/youtube]

Anunciada em abril pelo presidente do Legislativo de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), a campanha Voto Responsável ganhou vídeo no YouTube. De acordo com Salmito, a campanha tem como propósito mostrar para o eleitorado que a liberdade do voto deve estar acompanhada da responsabilidade.

“Todos os corruptos que ocupam cargos nos poderes Executivo e Legislativo são originários do voto”, comentou Salmito.

A assessoria de imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza destacou que todas as pessoas que participam da campanha não são atores contratados, mas “gente do povo”.

Ceará, Rondônia e Espírito Santo dividem liderança em transparência, diz MPF

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Os estados do Ceará, de Rondônia e do Espírito Santo ocupam o primeiro lugar no Ranking Nacional da Transparência, projeto encampado pelo Ministério Público Federal (MPF) que analisa a clareza com que governos estaduais e prefeituras divulgam informações como salários de servidores, contratos, licitações e outros dados em seus portais e por outros meios. Nas três últimas colocações, aparecem os estados do Acre, da Bahia e de Roraima.

No último levantamento, o Ceará apareceu com o índice de 8,2 e Roraima, com 5,2. Já o Espírito Santo manteve a nota máxima. Segundo o procurador da República Alessander Sales, a evolução da nota do Ceará deve-se à busca pelo aprimoramento dos pontos que considerados ineficientes no ranking anterior. “O estado manteve contato com o Ministério Público buscando corrigir os parâmetros que foram apontados como indevidos. Constatamos que houve evolução muito significativa.”

Este é o segundo ano em que o MPF elabora o Ranking Nacional da Transparência. Para Sales, embora seja uma ferramenta nova, o levantamento já provoca mudanças significativas nas gestões estaduais e municipais. O índice nacional de transparência passou de 3,92 para 5,15. “O ranking evidenciou para o país inteiro as deficiências de cada portal. A partir daí, as pessoas passaram a cobrar, o gestor ficou exposto e há a correção dessas deficiências.”

Em outra ponta, no Ceará, o MPF verificou que há uma relação quase direta entre a pouca transparência nas informações de gestões municipais e o baixo grau de desenvolvimento socieconômico. Segundo o procurador, os municípios mais pobres são os que apresentam os piores mecanismos de transparência, como os portais na internet. Para Sales, a solução de uma das questões passa obrigatoriamente pela outra. “Não ter uma gestão transparente faz com que tais municípios não consigam superar muitas das mazelas básicas daquela sociedade.”

Ele disse que isso tem chamado a atenção do Ministério Público. “As cidades mais pobres apresentam os piores portais de transparência, embora sejam os que, proporcionalmente, recebem os repasses de recursos federais em maior magnitude”.

(Agência Brasil)

Lula apela a Temer que permita a volta de Dilma e dispute as eleições em 2018

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Em discurso de cerca de 35 minutos para milhares de pessoas (estimativa não revelada pela Polícia Militar), na noite dessa sexta-feira (10), na Avenida Paulista, em São Paulo, o ex-presidente Lula criticou por diversas vezes o governo de Michel Temer e apelou ao presidente da República em exercício que “por favor, permita que o povo retome o governo com a Dilma e participe das eleições em 2018 para ver se você vai ser presidente”.

“Não vou falar fora Temer porque, da minha parte, não fica bem. Temer, você é um advogado constitucionalista e você sabe que não agiu correto assumindo a presidência interinamente”, disse Lula ao fazer o apelo a Temer, que acusou de estar “fazendo um desmonte no país. Eles não querem governar, querem vender o país. Eles não sabem governar, só sabem privatizar”, disse Lula, falando em possíveis privatizações pelo atual governo.

Em outro trecho do discurso, Lula disse que Temer, em vez de cortar ministérios como o de Cultura e Direitos Humanos [que depois foi recriado], corte o da Fazenda. E justificou esta crítica: “Não é possível não reconhecer a violência na periferia, a violência contra as mulheres, a violência contra os pobres, a violência espalhada por esse país e acabar com o Ministério dos Direitos Humanos. Se a solução desse país fosse diminuir ministérios, era melhor tirar o Ministério da Fazenda, do Planejamento e tantos outros e deixar os ministérios dos pobres e que cuidam da sociedade”.

(Agência Brasil)