Blog do Eliomar

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Toffoli sonda ministros sobre julgar na quarta-feira censura a entrevista de Lula

 

Diante da primeira crise de sua gestão à frente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Dias Toffoli consultou colegas sobre a possibilidade de o plenário da corte julgar na quarta-feira (3) a decisão de Luiz Fux que proibiu a Folha de São Paulo de entrevistar o ex-presidente Lula e impôs censura prévia ao jornal.

Até integrantes do STF que são contra Lula falar com a imprensa, segundo informa a Painel da Folha desta segunda-feira, dizem que o caminho escolhido por Fux é tecnicamente injustificável.

(Foto -Agência Brasil)

Parada do Orgulho LGBTI no Rio pede voto em ideias e não em pessoas

A Avenida Atlântica, em Copacabana, na zona sul da cidade, passou esse domingo (30) colorida e recebeu nove trios elétricos e dezenas de milhares de pessoas que participaram da 23ª Parada do Orgulho LGBTI Rio. Os carros começaram a se organizar na orla por volta das 9h e, ao meio-dia, tiveram início as apresentações culturais. À tarde, as eleições do próximo fim de semana deram o tom, com discursos em defesa do voto compromissado com a causa LGBTI e rejeição às ideias do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro.

O presidente da Aliança Nacional LGBTI, Toni Reis, defendeu todas as famílias. “Não queremos destruir nenhuma família, queremos que respeitem as nossas. Não queremos sexualizar as crianças, queremos que elas aprendam a respeitar a diversidade”, disse Reis na abertura do parada.

A fundadora da Casa Nem de acolhimento a pessoas transexuais, travestis e transgêneros, Indianare Siqueira, lembrou que o Brasil é o país que mais mata transgêneros no mundo e, de cima do carro de som, falou contra o ódio, a homofobia e a transfobia. Segundo Indianare, bissexuais, gays e travestis estão todos organizados para “fazer revolução“, junto com as prostitutas.

(Agência Brasil)

Eunício Oliveira vira centro de debate entre Ciro Gomes e Haddad

Um dos momentos de embate entre Ciro Gomes e Fernando Haddad, durante o debate da Record, envolveu o presidente do Congresso Nacional e candidato à reeleição ao Senado pelo MDB do Ceará, Eunício Oliveira.

Ciro Gomes disse que o PT reclama do golpe contra a ex-presidente Dilma Rousseff, mas se une ao MDB em alguns estados, incluindo o Ceará.

Haddad rebateu que o governador Camilo Santana construiu ampla aliança, incluindo o apoio de Eunício e também do próprio Ciro.

Ciro alegou que ele foi contra a aproximação de Camilo com Eunício, enquanto Haddad “foi lá e aceitou”.

O candidato do PT à Presidência da República alegou, então, que fez apenas uma visita ao presidente do Congresso Nacional, quando da sua passagem pelo Ceará.

(Foto: Reprodução)

Debate da Record foi o mais “quente” até o momento

Os candidatos Jair Bolsonato e Fernando Haddad foram os principais alvos do debate da Rede Record, encarrado na madrugada deste domingo (1º), sem a presença de Bolsonaro, que, segundo a assessoria, ainda estaria se recuperando da agressão a faca.

Enquanto Haddad teve que responder pelos 14 anos de governo do PT, Bolsonaro foi criticado por declarações antidemocráticas.

Confira o posicionamento dos candidatos no debate, por ordem alfabética:

General Theophilo percorre ruas de Fortaleza em carreata

O candidato ao Governo do Estado pelo PSDB, General Theophilo, participou neste domingo (30) de carreata pelas ruas de Fortaleza. “Estamos entusiasmados com a receptividade do povo e as expectativas são as melhores possíveis nesta reta final”, disse.

General afirmou que, nesta última semana de campanha, a agenda será intensificada com carreatas na Região Metropolitana de Fortaleza, além de visitas aos municípios do Cariri, Serra da Ibiapaba e litoral leste.

Entre apoiadores e candidatos à Assembleia Legislativa, participaram da carreata a candidata a vice-governadora do Estado, Emília Pessoa, e a candidata ao Senado, Dra.Mayra. O trajeto contemplou grandes avenidas da cidade, como Sebastião de Abreu, Washington Soares, Oliveira Paiva, Paulino Rocha, Silas Munguba, Carlos Amora, Gomes Brasil, finalizando na Fernandes Távora.

Nesta segunda-feira (1º), a agenda terá prosseguimento com Carreata no município de Horizonte, a partir das 16 horas.

(Foto: Divulgação)

Com Dedé Teixeira, Acrísio Sena recebe apoios em Fortim, Aracati, Icapuí e Jaguaruana

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Neste final de semana, o vereador de Fortaleza Acrísio Sena (PT), candidato a deputado estadual, cumpriu agenda em Fortim, Aracati, Icapuí e Jaguaruana. Ele estava acompanhado pelo deputado estadual Dedé Teixeira, que está fora do pleito, mas que possui grande influência na região. Nestas localidades, eles foram recepcionados por lideranças políticas.

Em Fortim, no sábado à tarde, houve reunião com o vereador Christian Chianca. Em Aracati, à noite, plenária com a vice-prefeita Denise Menezes e o vereador Valdy Menezes. Em Icapuí, domingo, houve café de manhã com parlamentares, como o vereador Kamundo, e líderes comunitários, seguido de carreata. Em Jaguaruana, a ex-prefeita Ana Teresa, acompanhada de sete vereadores, inclusive o presidente da Câmara, Inaldo Lima, também realizou reuniões para formalizar apoio a Acrísio Sena.

(Foto: Divulgação)

Pesquisa CNT/MDA: Bolsonaro e Haddad estão tecnicamente empatados

Levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT) feito pelo instituto MDA, divulgado neste domingo, 30, mostra, pela primeira vez, um empate técnico entre os candidatos à Presidência Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT). Segundo a pesquisa, Bolsonaro tem 28,2% das intenções de voto e Haddad 25,2%.

Na sequência, aparecem Ciro Gomes (PDT), com 9,4%, e Geraldo Alckmin (PSDB), com 7,3%.

No segundo turno, Haddad venceria Bolsonaro por 42,7% a 37,3%. Bolsonaro perderia de Ciro e venceria Alckmin. Haddad aparece empatado tecnicamente com Ciro, e ambos venceriam Alckmin em um eventual segundo turno.

A pesquisa foi realizada na quinta, 27, e na sexta-feira. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança.

Confira os números da intenção de voto estimulada para o 1º turno:

Jair Bolsonaro 28,2%
Fernando Haddad 25,2%
Ciro Gomes 9,4%
Geraldo Alckmin 7,3%
Marina Silva 2,6%
Henrique Meirelles 2%
João Amoêdo 2%
Álvaro Dias 1,7%
Cabo Daciolo 0,7%
Guilherme Boulos 0,4%
Vera 0,3%
João Goulart Filho 0,1%
José Maria Eymael 0,1%
Branco/Nulo 11,7%
Indecisos 8,3%

(O POVO Online)

Record realiza neste domingo debate com candidatos à Presidência da República

Sem a presença de Bolsonaro, que até esta tarde não confirmou presença, a Record realiza na noite deste domingo (30), a partir das 22 horas, o debate com candidatos à Presidência da República. A emissora usou critério pela legislação eleitoral, que determina convite a candidatos de partidos ou coligações que tenham ao menos cinco representantes no Congresso Nacional.

Foram convidados os candidatos Alvaro Dias (Podemos), Cabo Daciolo (Patriota), Ciro Gomes (PDT), Fernando Haddad (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Guilherme Boulos (PSol), Henrique Meirelles (MDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Marina Silva (Rede).

O debate será mediado por Celso Freitas e Adriana Araújo, apresentadores do Jornal da Record News, e terá quatro blocos com duração de duas horas.

Bolsonaro… Haddad… Ciro… e a matemática que não fecha

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Em artigo sobre as eleições deste ano, o jornalista Nicolau Araújo questiona os números dos institutos de pesquisa. Confira:

Um candidato que venceria a todos os demais, em um eventual segundo turno, mas sem chance de passar do primeiro turno.

Os dados das pesquisas de intenções de voto ao Palácio do Planalto, pelos institutos Ibope e Datafolha, contradizem a teoria dos conjuntos, quando a interseção seria maior que a união.

Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, caso não venha a disputar um eventual segundo turno, já entra para a história das eleições ao Palácio do Planalto como a maior aberração das pesquisas eleitorais. Nunca antes um terceiro colocado em pesquisas de intenções de voto bateu com facilidade o primeiro e também o segundo candidato melhores pontuados na preferência do eleitorado. Acredito que, caso confirmado o que expõem os dois institutos, o fato não se repetirá pelas próximas décadas.

Assim como tem ocorrido, desde a redemocratização do Brasil, por meio do voto direto, os institutos de pesquisa deverão realizar às vésperas da eleição um “ajuste” nos percentuais de Ciro, que deverá chegar ao empate técnico com o candidato do PT, Fernando Haddad, mas menos consolidado no imaginário do eleitorado, quando muitos acreditam no pedetista já fora da disputa.

Foi o que ocorreu na última eleição ao Palácio do Planalto com o tucano Aécio Neves, que até uma semana antes do primeiro turno não haveria como disputar com a petista Dilma Rousseff um eventual segundo turno, diante da folga de nove pontos percentuais de Marina Silva, então segunda colocada nas pesquisas de intenções de voto. Como mágica, o tucano apareceu em empate técnico com Marina, na última pesquisa divulgada na véspera da eleição, mas à frente 12 pontos percentuais, após a abertura das urnas. O prejuízo no imaginário do eleitorado foi grande para Aécio, que enfrentou uma corrida contra o tempo entre eleitores que não esperavam sua presença no segundo turno, além da frustração do eleitorado de Marina Silva, quando muitos responsabilizaram o tucano pela ausência da então candidata.

No atual cenário, as pesquisas também se mostram alheias aos fenômenos que costumam definir uma eleição. De acordo com os institutos, Ciro Gomes não é um dos herdeiros da expressiva pontuação do ex-presidente Lula, antes do TSE rejeitar sua candidatura ao Palácio do Planalto, em julgamento ocorrido em 31 de agosto último. Segundo as últimas pesquisas, Haddad tem avançado sobre Marina Silva para alcançar hoje os supostos 22 pontos percentuais, além de poucos indecisos.

Mesmo quando Haddad foi oficializado candidato do PT, em 11 de setembro, Ciro Gomes se manteve com 13 pontos percentuais, até a última pesquisa, 17 dias depois, quando caiu dois pontos, sem qualquer fenômeno que explicasse a queda de um candidato com percentual consolidado.

Enquanto isso, os institutos seguem como árbitros de futebol, que muitas vezes interferem nos resultados de jogos, nos últimos minutos, com gols de impedimento ou penalidades inexistentes. Com o eleitorado sem direito ao árbitro de vídeo…

Nicolau Araújo, jornalista

Eunício destaca parceria com Camilo e prevê Ceará mais próspero com reforço de Cid

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Para o presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição ao Senado, o Ceará terá mais prosperidade nos próximos anos com a reeleição do governador Camilo Santana (PT), com a sua própria reeleição e ainda com a eleição de Cid Gomes (PDT) ao Senado.

“Decidimos juntar forças para trazer cada vez mais recursos para o Ceará”, comentou Eunício, na noite desse sábado (29), em comício no Eusébio, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao listar conquistas como a criação do Sistema Único de Segurança Pública e a instalação no Estado de um Centro Integrado de Inteligência, além da liberação de recursos para obras do Governo do Estado e Prefeitura de Fortaleza.

Já o governador Camilo destacou no palanque a importância de votar nos dois candidatos ao Senado, apoiado por sua gestão.

“Procurei o Eunício e ele abriu as portas em Brasília para ajudar o Ceará. E todos vocês sabem o que Cid fez pelo Estado e pelo Eusébio. Por isso, nossos dois senadores são Eunício e Cid”, disse Camilo.

(Foto: Divulgação)

Miasma empesta a democracia

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (30):

Há apreensão no estrangeiro sobre o que pode acontecer caso a oposição brasileira vença as eleições. Temem-se reações inconformistas. Por isso, a vigilância começa com o 1º turno. Apesar de ter sido desbancado da posição de 5ª economia mundial que estava prestes a alcançar (superando a Inglaterra), o mundo sabe que o Brasil pode escapar da irrelevância a que foi subitamente atirado, em 2016, pela elite antidemocrática. Esta demonstrou-se desprovida de senso das potencialidades estratégicas do País que lhe coube administrar. A guinada imediatista e subserviente ao hegemonismo da metrópole do Norte, naquele ano, retira das classes tradicionais a autoridade para liderar um processo de afirmação nacional, num cenário em que países de porte semelhante ao nosso (em termos territoriais, populacionais, mercado interno e riquezas naturais) se recusam a ser simples peões da geopolítica alheia. Que o digam a China e a Rússia.

Por isso, a burguesia brasileira vai ter de aceitar, novamente – com estas eleições -, que outras camadas da sociedade (trabalhadores e assalariados em geral) liderem a tarefa da reconstrução de um espaço próprio para o País, na correlação de forças mundiais, retomando a experiência exitosa dos treze anos anteriores a 2016, em que um governo representativo do espectro mais largo da sociedade nacional dirigiu o País e o fez alcançar um prestígio internacional jamais visto.

Na ambição desmedida de continuar com a posse exclusiva dos cordéis do poder do Estado – como o faz desde os tempos das capitanias hereditárias – essa camada dirigente preferiu destruir o País a permitir que prosperasse a experiência de sua condução pelos novos condôminos do poder, postos lá pelo povo e oriundos de camadas sociais não-tradicionais. Dos destroços, imaginou formatar, através do controle do atual processo eleitoral, o “salvador da pátria”: mas, as candidaturas da direita tradicional volatizaram-se. No seu lugar surgiu uma “assombração” da extrema-direita diante da qual só há lugar para uma das duas alternativas: civilização ou barbárie; democracia ou ditadura. Não é possível uma posição neutra, pois a omissão se transformaria objetivamente em apoio à barbárie.

Isso não resultaria apenas em retrocesso político, institucional e cultural, mas, igualmente, em degradação social: o modelo de reforma previdenciária e trabalhista defendido por essa corrente é o mesmo de Michel Temer, acrescido da abolição do 13º salário e do adicional de férias; imposição de uma taxa de 20% de imposto de renda para pobres e a redução de 27% para 20% para os ricos; insegurança no emprego e total dependência do empregado em relação ao empregador e a seus prepostos (chefias). Portanto, o perigo da extrema-direita não é apenas no campo das liberdades, mas, igualmente, a desgraça social: um escravismo camuflado, a ser mantido pelo terror do desemprego. É isso que as pessoas precisam saber. Não se trata apenas de preconceito contra gays e lésbicas, negros e pobres. Não. É retrocesso na condição do trabalhador, que ficará desprovidos de garantias trabalhistas, como já revelaram, inadvertidamente, o “Posto Ipiranga” (economista Paulo Guedes) e o vice, general Antônio Mourão. Desmentidos já não têm credibilidade e são vistos como artifício eleitoral.

A receita defendida pelo trio (inclui-se aí o cabeça de chapa) é a que está sendo aplicada na Argentina pelo governo Macri. Este, até há pouco, era louvado e exaltado pelos aecistas & Cia. Faltando apenas um ano para o fim do governo, vê-se ali um país agonizando na recessão, no desemprego e de novo atado à coleira do FMI. Será esse o destino almejado pelos brasileiros? Não parece, pois naufragam todos os candidatos neoliberais (Alckmin, Meireles, Amoedo, Marina e, provavelmente, Bolsonaro).

Contudo, os obstáculos contra os defensores do modelo desenvolvimentista, nacional e inclusivo (o único, supostamente, capaz de fazer o País crescer e gerar empregos) continuam a surgir. Cerca de três milhões de possíveis eleitores acabam de ter o título eleitoral cassado pelo STF, por não terem feito recadastramento biométrico. A falha deveria ser debitada ao sistema de alistamento eleitoral. Não constrangendo a soberania popular, fonte de legitimidade do poder político. Assim defenderam dois ministros da velha e boa escola democrática – Lewandovsky e Marco Aurélio. Em vão. É esse o espírito que tomou conta de nossas instituições. Só o sol da democracia pode dissipar esse miasma putrefacto.

Milhões vão às ruas em 12 estados em manifestação contra Bolsonaro

O movimento #EleNão, contrário à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL), levou neste sábado (29) milhões de pessoas em cerca de 50 cidades de 12 estados brasileiros. Convocado pelas redes sociais, o movimento em Fortaleza ocupou a Praia de Iracema. Um vídeo em Limoeiro do Norte, no Baixo Jaguaribe, a 198 quilômetros da capital cearense, também mostrou manifestantes locais.

Em São Paulo, com maior número de manifestantes, o protesto ocorreu na Zona Oeste, puxado pelo ato “Mulheres contra Bolsonaro”, no Largo da Batata. Também na Zona Oeste, nas proximidades do estádio Pacaembu, houve ato a favor da candidatura de Bolsonaro. A Polícia evirou o encontro dos dois grupos.

(Fotos: Leitor do Blog e Reprodução)

Fux suspende liminar que autorizava entrevista de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux suspendeu a liminar concedida pelo ministro Ricardo Lewandowski autorizando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a conceder entrevista à Folha de S.Paulo. Em matéria publicada neste sábado (29), o jornal reagiu com críticas à decisão.

O pedido de suspensão da liminar que autorizava a entrevista foi ajuizado pelo Partido Novo, sob a argumentação de que afrontaria o princípio republicano e a legitimidade das eleições. Ainda segundo as argumentações apresentadas pelo partido, citadas na decisão de Fux, “a liberdade de imprensa deve ser ponderada em face da liberdade do voto”. Na decisão em que indefere a liminar do ministro Lewandowski, Fux remete o caso ao plenário, para que aprecie a matéria de forma definitiva.

“Por conseguinte, determino que o requerido Luiz Inácio Lula da Silva se abstenha de realizar entrevista ou declaração a qualquer meio de comunicação, seja a imprensa ou outro veículo destinado à transmissão de informação para o público em geral. Determino, ainda, caso qualquer entrevista ou declaração já tenha sido realizada por parte do aludido requerido, a proibição da divulgação do seu conteúdo por qualquer forma, sob pena da configuração de crime de desobediência”, argumentou o ministro.

Segundo ele, a decisão do relator da matéria, o ministro Ricardo Lewandowski, – amparada pelo princípio constitucional que garante a plena liberdade de imprensa como categoria proibitiva de qualquer tipo de censura prévia e sob a justificativa de que tal proibição negaria ao preso o direito de contato com o mundo exterior – “ exorbita de seus termos e expande a liberdade de imprensa a um patamar absoluto incompatível com a multiplicidade de vetores fundamentais estabelecidos na Constituição”.

Ainda segundo as argumentações apresentadas por Fux, “o mercado livre de ideias… tem falhas tão deletérias ao bem-estar social quanto um mercado totalmente livre de circulação de bens e serviços”.

“Admitir que a transmissão de informações seria impassível de regulação para a proteção de valores comunitários equivaleria a defender a abolição de regulações da economia em geral”, acrescentou ele, ao defender a regulação da livre expressão de ideias no período que antecede as eleições, como forma de proteger o eleitor de informações falsas ou imprecisas e, por consequência, o bom funcionamento da democracia, a igualdade de chances, a oralidade, a normalidade e a legitimidade das eleições.

(Foto: Arquivo)

A confortável reeleição de Camilo Santana

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Em artigo no O POVO deste sábado (29), a jornalista Letícia Alves diz que definição da eleição ao Palácio da Abolição, em primeiro turno, segundo pesquisas de intenções de voto, impede o debate com mais profundidade neste momento de crise. Confira:

Se os resultados das pesquisas para o Governo do Ceará se confirmarem no dia 7 de outubro, Camilo Santana (PT) será reeleito sem grandes aperreios – e sem segundo turno. Segundo o Ibope divulgado na segunda-feira, 24, o petista conta com 69% das intenções de voto, enquanto o General Theophilo (PSDB) ocupa o segundo lugar com apenas 7%.

A tranquilidade experimentada pelo governador até este momento da campanha não representa o cenário deste seu primeiro mandato, marcado por turbulências. Mal havia recebido a chave do Palácio da Abolição, ele enfrentou surto de sarampo e protestos de médicos contra corredores lotados dos hospitais.

O problema na saúde logo deu lugar à insegurança: ataques de criminosos a postos policiais, rebeliões em presídios e até ameaça de carro bomba na porta da Assembleia Legislativa. A partir da segunda metade do mandato, a força das facções criminosas tomou conta dos noticiários e do dia a dia da população: ataques a ônibus, expulsão de moradores de suas casas, chacinas.

Não se pode esquecer da seca, além, é claro, da grave crise econômica e política na qual o País está mergulhado. Evidentemente que Camilo não é o culpado direto de todos esses problemas, mas também não é possível isentá-lo por completo do que acontece no seu Estado.

As críticas dos adversários, sobretudo na área da segurança, não parecem estar fazendo efeito. Isso porque, além de estar na frente nas pesquisas, Camilo ainda é o candidato com menor taxa de rejeição. É um cenário extremamente confortável para ele, apesar da crise.

Esses números podem ser explicados sob diversas perspectivas. Na visão do governador, eles provariam o quanto sua gestão tem sido positiva. Para a oposição, eles podem ser o reflexo do desconhecimento dos oponentes de Camilo, uma campanha curta e uma disputa desigual – já que o petista conta com o apoio de 24 partidos, que administram quase todos os municípios do interior.

Falta ouvir a opinião do povo. Para mim, que não tenho a pretensão de falar por ele, isso pode significar uma democracia fragilizada. Não porque o governador não possa ser reeleito, se esta for a vontade da maioria da população, mas porque acredito que merecemos uma disputa que debata com mais profundidade este momento de crise, uma oposição que exponha os reais males da atual gestão e um governo que faça mea culpa sincera dos seus erros.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Bolsonaro recebe alta médica, deixa hospital e vai para o Rio

O candidato à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), deixou o hospital Albert Einstein, no Morumbi, em São Paulo, na tarde deste sábado (29).

Ele recebeu alta médica às 10h, após passar 22 dias internado por ter sido esfaqueado em 6 de setembro durante um ato de campanha em Juiz de Fora (MG).

Bolsonaro seguiu para o Aeroporto de Congonhas, onde embarcará para o Rio de Janeiro, no voo das 15h40.

O presidenciável deixou o hospital por uma saída alternativa para evitar a movimentação da imprensa, que o aguardava na entrada principal do hospital.

Gustavo Bebbiano, presidente do PSL, informou que o candidato segue com a saúde frágil nos próximos 15 dias e que não fará campanha de rua. Ele avalia que, com isso, a campanha foi prejudicada.

“Porque [a campanha] não conta com muitos recursos, não aceitamos doações de empresários, fazemos uma política diferenciada. A campanha vinha sendo feita com base no contato de Bolsonaro com o público”, disse.

Bebbiano comentou sobre as polêmicas envolvendo o vice de Bolsonaro, general Mourão. “O general é um homem brilhante, uma pessoa especialmente inteligente, experiente, mas que, talvez, não tenha esse traquejo com a imprensa. Às vezes, ele pode expressar um pensamento pessoal, que não reflete o plano de governo de Bolsonaro”, declarou.

O presidente do PSL falou sobre os questionamentos de Bolsonaro a respeito da confiabilidade das urnas eletrônicas.

“O que nos incomoda é a impossibilidade da recontagem de votos. A gente tem uma contagem secreta de votos, que fica nas mãos de meia dúzia de técnicos. Infelizmente, isso contraria princípios da publicidade, transparência inerentes à administração pública”, finalizou.

(Agência Brasil / Foto: Reprodução)

No último fim de semana de campanha, Camilo aponta a educação como maior investimento na juventude

“Ampliaremos as escolas de tempo integral e os Centros Cearenses de Idiomas no apoio aos nossos jovens na busca por empregos de qualidade. Investiremos cada vez mais em educação, hoje a melhor do Brasil”.

A declaração é do governador Camilo Santana, candidato à reeleição pelo PT, neste sábado (29), em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, ao apontar a educação como maior investimento na juventude.

Camilo participou de caminhada pelo município, onde destacou ainda os investimentos em segurança pública. “Ampliaremos ainda mais o Batalhão do Raio, o Sistema de Videomonitoramento e iremos instalar novas delegacias 24 horas. Também farei novos concursos para a segurança pública e para a educação. Ainda concluiremos o IJF II, em parceria com a Prefeitura de Fortaleza, e o Hospital Regional do Vale do Jaguaribe. Construirei 100 novas creches, sendo 30 em Fortaleza, para zerar a fila de espera”, garantiu o governador.

(Foto: Divulgação)

CNJ afasta juiz que planejava determinar recolhimento de urnas

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Provocado pela Advocacia Geral da União (AGU), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) acolheu pedido para adoção de “providências cautelares”, a fim de evitar que o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas, do Juizado Especial Federal Cível de Formosa (GO), colocasse em prática os planos de conceder, ao fim do dia 5 de outubro próximo, uma liminar determinando ao Exército o recolhimento de urnas eletrônicas a serem usadas no pleito do dia 7 de outubro.

De acordo com a AGU, a decisão evitou que o juiz “prejudicasse deliberadamente” a realização da eleição. “A liminar seria concedida no âmbito de uma ação popular que questiona a segurança e a credibilidade das urnas.

O comportamento suspeito do juiz começou a partir do momento em que ele permitiu a tramitação da ação no juizado, uma vez que a Lei nº 10.259/11 (que regulamenta os juizados especiais federais) dispõe expressamente que tais juizados não têm competência para julgar ações populares”, informou por meio de nota a entidade.

Ainda segundo a AGU, após ter permitido a tramitação da ação, o juiz Eduardo Luiz Rocha Cubas teria deixado de digitalizar os autos e conferido ao processo sigilo judicial “sem qualquer fundamento legal”, além de não ter intimado a União para tomar conhecimento da ação.

“Além disso, o juiz foi pessoalmente ao Comando do Exército, em Brasília, onde se reuniu com militares para antecipar o conteúdo da decisão que prometeu proferir no dia 5 de outubro com a expectativa declarada de que as Forças Armadas pudessem desde já se preparar para o cumprimento da determinação futura que receberia para recolher urnas; não houvesse tempo hábil para a decisão ser revertida pelo próprio Judiciário”, diz a nota da AGU.

(Agência Brasil)

Precisamos avaliar os programas de governo

Em artigo no O POVO deste sábado (29), o administrador de empresas André Filipe Dummar de Azevedo aponta que são “muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto” nos programas de governo dos candidatos. Confira:

Desde que comecei a votar mantenho um hábito em todas as eleições: ler o programa de governo de todos os candidatos que buscavam assumir posições de liderança na administração pública. Em 2016, período em que ocorreu o pleito para os municípios do estado do Ceará, escrevi o primeiro artigo analisando os planos. Dois anos depois e as conclusões pouco mudaram.

Na maioria dos casos, observamos uma lista de propostas com pouquíssimo substrato do ponto de vista técnico. Muitas intenções e rasos caminhos de como chegar ao proposto. Além disso, muitos dos programas demonstram claramente características e convicções ideológicas do candidato e obviamente sobre isso não tenho qualquer crítica, afinal, é legítimo e importante para o eleitor ter clareza dos princípios norteadores de uma proposta de gestão. Contudo, um plano, por mais bem fundamentado que seja do ponto de vista conceitual, precisa ser calcado em metas específicas, mensuráveis e alcançáveis, além de deixar claro a origem dos recursos e os responsáveis por sua execução.

Nunca a visão de Stephen Kanitz de que efetivamente não são os grandes planos que dão certo, são os pequenos detalhes fez tanto sentido. Deveríamos ter em mente que a “mudança”, tão verbalizada por vários candidatos e tão desejada por uma parte representativa da população deveria ser iniciada em uma modificação de mentalidade quanto a importância de construir um planejamento consistente capaz de transformar o que é proposto em realidade. Propostas que nem ao menos expliquem a origem dos recursos que proporcionarão sua implantação não devem ser vistas com seriedade.

Exercer nosso direito democrático é também crescer progressivamente nossa consciência. Que nestas eleições tenhamos cada vez mais discernimento quanto ao nosso papel de agentes de transformação e união.

André Filipe Dummar de Azevedo

Administrador de Empresas