Blog do Eliomar

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A melhor política social

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (15):

Pelo 15º mês consecutivo, a economia do Brasil andou para trás. No primeiro trimestre de 2016, a contração da atividade econômica foi de 1,44%. Os números parecem frios, mas os efeitos na realidade cotidiana das pessoas são dramáticos. É este o quadro a ser enfrentado. Pelo que se assistiu desde a posse do presidente interino, há sinais de que, enfim, o País terá uma política econômica. Que assim seja.

Não há saídas para a crise econômica sem que a iniciativa privada assuma o protagonismo. Governos não produzem riqueza. O papel do Estado é facilitar o surgimento de um ambiente que estimule os investimentos privados. Estes sim geram empregos, renda e receitas para o setor público bancar suas atividades fins, como saúde, educação e segurança.

Há alguns sinais de que o comando interino do País começa a percorrer essa linha. Pelo menos no discurso. Na prática, ainda muito pouco ou quase nada. Não poderia ser diferente. Atenção: em um de seus primeiros atos, o presidente em exercício, Michel Temer, criou, através de Medida Provisória, o Programa de Parcerias de Investimentos (PPI).

Objetivo do PPI: “ampliar e fortalecer a interação entre o Estado e a iniciativa privada por meio da celebração de contratos de parceria para a execução de empreendimentos públicos de infraestrutura e de outras medidas de desestatização”. O programa é, por enquanto, um bom e necessário indicativo das intenções.

O Brasil já passou por um importante processo de privatizações. Foi há 20 anos, na década de 1990. De lá para cá, os tentáculos do Estado na economia só cresceram. É um desvirtuamento. O País tem hoje outra oportunidade histórica de mudar esse rumo. Vai mudar? Veremos. Bom, é clássico: a melhor política social é aquela que gera desenvolvimento econômico.

Governo Temer – Como brasileiro, Roberto Cláudio diz que torce para que ‘as coisas deem certo’

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Apesar de se valer do espírito brasileiro para que as “coisas deem certo”, o prefeito Roberto Cláudio disse, neste domingo (15), durante a entrega da nova praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes, no bairro Aldeota, que os primeiros sinais do Governo Temer geram preocupação.

A reação dele ocorre diante de fatos como a extinção dos ministérios da Cultura e da Ciência e Tecnologia. “Mas vamos dar um tempo”, ponderou o prefeito.

No ato da entrega da nova praça, Roberto Cláudio foi prestigiado pelo governador Camilo Santana (PDT)  e bom grupo de vereadores liderados pelo presidente da Câmara, Salmito Filho (PDT).

Roberto Cláudio destaca que entregou 150 praças novas ou reformadas

foto salmito e camilo e rc 160515 praça

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) afirmou neste domingo (15), durante a entrega da nova praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes, na Aldeota, que o fortalezense já recebeu em sua gestão 150 praças, novas ou reformadas. Já o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), destacou a ocupação dos espaços públicos por parte da população. Em mais um evento ao lado do prefeito, o governador Camilo Santana ressaltou a preocupação de Roberto Cláudio com o meio ambiente e com a prática de atividades saudáveis da população.

Em um evento dos mais concorridos, a entrega da praça contou com a presença de parlamentares da Câmara Municipal e da Assembleia Legislativa, além de deputados federais e secretários municipais e estaduais. O deputado Ely Aguiar (PSDC) aproveitou o momento para a prática do ciclismo, enquanto o economista Cláudio Ferreira Lima se mostrou adepto ao cooper. O radialista Paulo Oliveira passeou com a esposa Joana.

(Fotos: Paulo MOska)

Camilo lamenta ausência do Ceará no primeiro escalão do Governo Michel Temer e cutuca Eunício

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O governador Camilo Santana (PT) lamentou, na manhã deste domingo, (15) a ausência de representante cearense no Governo Temer. Apesar do aparente prestígio do senador peemedebista Eunício Oliveira, o Ceará não possui nenhum ministro no governo em exercício.

Camilo Santana, no entanto, evitou confrontos e desconversou sobre a inoperância do PMDB cearense junto a Michel Temer.

“Tem que perguntar a ele (Eunício), não é a mim não”, afirmou Camilo sobre a não participação do Ceará no governo, ao ressaltar, no entanto, que Pernambuco possui quatro ministérios.

O governador prestigiou o prefeito Roberto Cláudio (PDT) no ato de reinauguração da Praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes, no bairro Aldeota.

O ato foi concorrido e contou com a presença de parlamentares federais como Leônidas Cristino e André Figueiredo – ambos do PDT, além do presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), demais vereadores, secretários estaduais e municipais e frequentadores do local.

Ordem e Progresso – Lema de Temer traz de volta o velho ufanismo da ditadura

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (15):

O Brasil vive, desde a última quinta-feira, sob um governo sem legitimidade, e em uma situação política que nega o princípio básico da democracia: o respeito à decisão majoritária dos cidadãos eleitores.

Embora a fonte da legitimidade do poder político seja o povo, isso é considerado por grande parte da elite brasileira apenas uma frase retórica para ilustrar discursos. Bem apropriado ao propósito de restaurar a velha ordem, contudo, é o lema (desprovido de criatividade) escolhido para o governo, que traz de volta o velho ufanismo da ditadura: “Ordem e Progresso” (tradução: “cada um no seu quadrado”, ou, “ponha-se no seu lugar”), que denotaria a ideia de conservadorismo na ordem cultural e política e repressão, na ordem social. Slogan provavelmente saído da cabeça de um militar.

O 1º suspeito é o general Sérgio Etchegoyen, da direita militar, chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), que terá grande ascendência sobre o governo e, segundo os comentários circulantes, pretenderia restaurar um aparato equivalente ao antigo e sinistro SNI.

Quais as conclusões serão tiradas disso pela resistência democrática? Só o tempo dirá.

Antiga Praça das Flores – Prefeitura entrega neste domingo a praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes

Com uma academia ao ar livre, playground, nova iluminação, espaço de artes, padronização dos 34 boxes de venda de flores, 11 mil metros quadrados de piso intertravado, banheiros, banca de revista; maior acessibilidade, novo mobiliário urbano e quadra poliesportiva, o prefeito Roberto Cláudio entrega neste domingo (15), a partir das 9 horas, os 22 mil metros quadrados da nova Praça Doutor Carlos Alberto Studart Gomes (antiga Praça das Flores), no quadrado avenida Desembargador Moreira/rua Barbosa de Freitas e avenida Padre Antônio Tomás/rua Eduardo Garcia, no bairro Aldeota. Por solicitação da comunidade, a Prefeitura construiu ainda um oratório.

A manutenção da praça será feita por parceria entre a Prefeitura e o Grupo BSPAR. Toda a arborização original da praça foi mantida e ampliada. No total, a praça possui 70% de cobertura vegetal, que recebeu ainda mais dez palmeiras imperiais e cerca de oito mil metros de grama, além da vegetação de pequeno porte.

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Regras para transparência nos gastos com cartão corporativo do governo serão votadas

A Comissão de Transparência e Governança Pública pode votar na terça-feira (17) o projeto do senador Ronaldo Caiado (DEM-GO) que determina a publicação na internet dos gastos pessoais da Presidência da República e de sua família e do governo federal feitos com o uso do cartão corporativo. O PLS 62/2016 proíbe a classificação de parte desses gastos como sigilosos.

O senador Caiado justificou que essas despesas são até tornadas públicas, mas sem o detalhamento necessário.

— Observa-se que muitos gastos com esse cartão, especialmente no caso da Presidência da República, são classificados como sigilosos – argumentou Ronaldo Caiado.

O relator da proposta, Antonio Anastasia (PSDB-MG), elogiou a iniciativa, mas mudou o texto para regulamentar com mais detalhes esse instrumento de pagamento de contas. Uma das regras previstas é a proibição de saques em dinheiro com o cartão de pagamentos a não ser com prévia autorização.

Anastasia afirma, no projeto, que “somente 9% das despesas realizadas no exercício de 2015, de um total de aproximadamente R$ 6 milhões, foram divulgadas no Portal Transparência do governo federal, sendo os 91% restantes classificados como “informações protegidas por sigilo”.

(Agência Senado)

Venezuela nega retaliação ao afastamento de Dilma

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A Venezuela negou que tenha adotado qualquer medida contra o novo governo brasileiro, por ter chamado ao país o embaixador Alberto Castellar. Segundo o Itamaraty, o governo venezuelano explicou que Castellar deixou Brasília para participar de um compromisso, agendado há algum tempo. A explicação foi dada ao embaixador brasileiro na capital venezuelana.

Nessa sexta-feira (13) o presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, anunciou a convocação do embaixador após a aprovação pelo Senado brasileiro da abertura do processo de impedimento da presidente Dilma Rousseff por até 180 dias.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas por emissoras de rádio e de televisão.

Nessa sexta-feira, o Ministério das Relações Exteriores rebateu em nota oficiai as críticas feitas pelos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua quanto à legalidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

(Agência Brasil)

Rampa do Mercado Central ganha maior acessibilidade

foto salmito 160513 mcentral

A rampa principal do Mercado Central passa por reforma estrutural para maior acessibilidade. Autor da emenda parlamentar que possibilitou a reforma, o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), acompanhou neste fim de semana o andamento das obras.

Ex-secretário do Turismo de Fortaleza, Salmito destacou a revitalização do maior potencial econômico da cidade. A obra deve ficar pronta ainda este semestre.

Tasso e Serra – Retorno aos tempos de poder

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foto tasso jeressati senador

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (14), pelo jornalista Érico Firmo:

O PSDB volta a estar do lado do governo depois de 13 anos de oposição. A volta às fileiras do governismo começa com um elemento em comum com o fim da era tucana: com Tasso Jereissati e José Serra em pé de guerra.

Segundo relato da jornalista Vera Magalhães, colunista da Veja, o senador cearense teve áspera briga com o paulista. Tasso atribuiria a Serra operação para vetá-lo no ministério de Temer. A presença de Tasso na pasta do Desenvolvimento seria vista por Serra como contraponto a sua atuação nas Relações Exteriores. Uma forma de impedir a ascendência do paulista sobre o comércio exterior.

Segundo o relato da jornalista, Tasso deu tapas na mesa. “Você não foi leal com o partido. Negociou sua situação sem conversar com ninguém e desvalorizou a posição do PSDB”, teria dito Tasso a Serra, conforme o relato. Um dia antes de a notícia da discussão ser divulgada, Tasso negou publicamente a intenção de ser ministro. “Não fui, não sou e nem serei candidato a ministro, meu papel é permanecer no Senado”. Quem teria tentado acalmar os ânimos na reunião teria sido o também senador Aloysio Nunes.

As personagens são as mesmas de 14 anos e meio atrás. Em dezembro de 2001, Tasso desistiu de pré-candidatura a presidente por achar que havia articulação para favorecer Serra. Foi ao Palácio da Alvorada comunicar a decisão ao então presidente Fernando Henrique Cardoso. Tasso estaria revoltado com a dificuldade de liberar recursos para o Ceará e até com investigação sobre sua vida. Tudo parte da disputa interna.

Já na chegada, encontrou Aloysio, que era secretário-geral de FHC e operador de Serra. Tasso disse que ele agia com “safadeza e molecagem”. Que “jogam sujo”. Aloysio respondeu aos gritos. Segundo os relatos, Tasso teria tirado o paletó e os dois armaram os punhos para partir para a briga.

Serra foi candidato, mas Tasso ignorou o correligionário e fez campanha para Ciro Gomes – com quem hoje está rompido.

Enfim, a volta do PSDB ao poder ocorre de forma parecida com o que foram os últimos meses.

E com Serra como responsável por comandar a diplomacia brasileira.

O que querem os ‘golpistas’

Em artigo no O POVO deste sábado (14), a jornalista Nathália Bernardo avalia o discurso dilmista de golpe. Confira:

“Pobres de vocês”. “Ingênuos, vai ficar pior”. “Manipulados”. Este é o discurso cheio de terror e soberba de alguns que até quarta-feira eram governistas. Fazem aquilo que eles mesmos chamavam de “mimimi” meses atrás, quando os oposicionistas de até então batiam o pé contra a reeleição de Dilma Rousseff.

Além de monopólio da intelectualidade do País, este grupo também se autodenomina a classe trabalhadora, como se ela fosse composta apenas pelos 54 milhões de eleitores de Dilma, subtraindo aqueles que mudaram de ideia desde as eleições. Os outros 146 milhões brasileiros, segundo eles, são burgueses golpistas – uma conta que, evidentemente, não fecha.

Não há ingenuidade nem má-fé na grande maioria desses “golpistas” – assim como não há golpe e, sim, um processo com respaldo constitucional. Eles não julgam ilibado o caráter de Michel Temer, não creem na pureza de suas intenções, nem esperam ato magnânimo que mude a realidade nacional em poucos dias.

Esses brasileiros apenas viram a conta do supermercado aumentar, os juros ficarem mais altos, o emprego mais difícil e um Brasil à deriva. Eles apenas esperavam por uma direção. Agora, há. Antes uma nação com um presidente em exercício e uma “presidenta” suspensa que um País com dois meios presidentes e presidente nenhum.

O Brasil virou uma página às 6h30min da última quinta-feira, quando o Senado aceitou o processo de impeachment e afastou Dilma do cargo. Por motivos de força maior, o País saiu da inércia. E, ao contrário do que pregava o terror, as instituições democráticas não ruíram. A República continua de pé. Temer, que também tem a cabeça em jogo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), chega com uma direção e condições políticas para tocar o Brasil.

A agenda é liberal, com austeridade nas contas públicas, redução do tamanho do Estado e mais abertura ao capital privado. Muitos dos “golpistas”, talvez, nem achem que esse deva ser rumo. Mas sabem que é preciso ter algum.

Setor LGBT’s do PT critica o relator Elmano de Freitas pela aprovação do Plano Estadual de Educação e de Cultura

foto elmano deputado pt

Em nota enviada ao Blog, o Setorial Estadual LGBT, do Partido dos Trabalhadores (PT) envia critica aos Planos de Educação e Cultura aprovados na Assembleia Legislativa do Estado. Confira:

Nós, LGBT’s do Partido dos Trabalhadores, vimos por meio desta denunciar os atos de desrespeito com os direitos da população LGBT na votação do Plano Estadual de Educação e de Cultura, ocorrida na Assembleia Legislativa do Ceará.

Mais uma vez ficou nítido o lugar que é destinado para nós LGBT’s na sociedade brasileira: a violência cotidiana nas escolas e a marginalidade, e ainda, a prostituição para travestis e mulheres transexuais. Os planos que foram construídos em árduos processos de participação popular foram jogados no lixo, deslegitimados, retalhados, ridicularizados pela grande maioria dos deputados estaduais cearenses que se apóiam em suas religiões para legislar, onde deveriam respeitar a laicidade do Estado.

O Partido dos Trabalhadores tem em sua história uma trajetória marcada pela luta dos direitos das pessoas LGBT. Foi o primeiro partido a construir um núcleo chamado “Núcleo de Gays e Lésbicas” para acolher ativistas do movimento que ainda não tinham se configurado como na atualidade. Desde os discursos de Luiz Inácio Lula da Silva já se tinha incorporado a importância da pauta, e reafirmação de que “aqui, os homossexuais não serão tratados como doentes ou criminosos. Bem como as contribuições de Marta Suplicy ainda quando no partido, fazendo com que a pauta avançasse internamente e socialmente, tendo em visto que a então senadora apresentou o projeto de união civil entre pessoas do mesmo gênero, fazendo o debate mudar de patamar no Brasil. Já na segunda campanha de Lula, o núcleo de gays e lésbicas apresentava 13 pontos do programa para a população LGBT.

A história mostra o comprometimento e contribuições do Partido dos Trabalhadores para a pauta LGBT, e aqui repudiamos quaisquer posturas do Governo do Estado do Ceará, em nome do governador Camilo Santana, bem como de parlamentares da bancada estadual do PT do Ceará, que se aliaram à bancada conservadora e fundamentalista de deputados/as, e fizeram acordos escusos atropelando o movimento LGBT cearense para garantir apoio em outras votações. A rejeição do plano de educação e da emenda em que regulamenta a utilização do nome social de travestis e transexuais no estado demonstra o profundo descaso do nosso Estado com a pauta da população transexual que luta por mais dignidade em seus cotidianos, e vai na contramão do que acontece nacionalmente na garantia de direitos, a exemplo da assinatura do decreto que regulamenta a seguridade do nome social assinado pela presidente Dilma Rousseff logo após a 3º Conferência Nacional de Políticas Públicas LGBT (2016).

Diante disso, cobramos do relator da Comissão do Plano Estadual de Educação (Elmano de Freitas– Dep. Estadual do PT) as devidas explicações sobre o ocorrido que resultou em um verdadeiro retrocesso no avanço de políticas publicas para a LGBT no estado do Ceará, bem como posicionamento do Partido dos Trabalhadores em relação ao caso, e que medidas serão tomadas para reversão desse quadro. Ressaltamos ainda que em nenhum momento este setorial será conivente com tais práticas de negociação de direitos.

Maduro retira embaixador da Venezuela do Brasil

O presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, pediu nessa sexta-feira (13) ao embaixador do país no Brasil para regressar a Caracas, depois de o Senado brasileiro ter aprovado a abertura do processo de destituição da presidente Dilma Rousseff.

“Pedi ao nosso embaixador no Brasil, Alberto Castellar, que venha para Caracas”, disse Nicolas Maduro, que considera que houve “um golpe de Estado” no Brasil, em declarações transmitidas pela rádio e pela televisão.

“Estivemos a avaliar (…) esta dolorosa página da história do Brasil (…). Quiseram apagar a história com uma jogada totalmente injusta com uma mulher que foi a primeira presidente que teve o Brasil”, afirmou.

Maduro classificou o afastamento de Dilma Rousseff, na sequência da decisão do Senado, “uma canalhada contra ela, contra a sua honra, contra a democracia, contra o povo brasileiro”.

Reafirmando que houve um golpe de Estado no Brasil, apelou aos seus homólogos na região para que reflitam no que aconteceu com Dilma Rousseff.

Nicolas Maduro advertiu para o perigo do “vírus do golpismo” voltar a tomar conta da América Latina, arrastando consigo “grandes convulsões sociais outra vez”.

Na sexta-feira (13), o Ministério das Relações Exteriores (MRE) rebateu as críticas dos governos da Venezuela, de Cuba, da Bolívia, do Equador e da Nicarágua quanto à legalidade do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff.

Em nota, o Itamaraty disse “rejeitar com veemência” o que classificou como propagação de falsidades por partes desses governos em relação ao impeachment. A assessoria do Ministério de Relações Exteriores informou que o afastamento de Dilma ocorreu “em quadro de absoluto respeito às instituições democráticas e à Constituição federal”.

(Agência Brasil)

Agentes penitenciários decidem neste sábado por greve geral a partir de quinta-feira

foto sindicalismo 160514 agentes

Em assembleia geral realizada neste sábado (14), no Seminário da Prainha, na Praia de Iracema, agentes penitenciários decidiram pela greve geral, a partir de quinta-feira (19), diante da reivindicação por concurso público, melhores condições de trabalho e aumento da gratificação de risco.

“Esperamos o ano de 2015 para que houvesse uma negociação, mas nada foi resolvido, apenas muitas promessas. Consta no livro ‘Os Sete Cearás’ uma reivindicação que aumentaria a gratificação de risco do agente penitenciário que deveria ter sido implementada como prioridade no primeiro ano do governo, porém esse item ficou no esquecimento”, afirmou o presidente do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/Ce), Valdemiro Barbosa.

Segundo o sindicalista, durante o período de greve serão executados somente os serviços considerados essenciais, como a alimentação dos presos e emergências médicas. Vistoria de visitas e transferência de presos não serão realizadas pelos agentes.

O secretário da Justiça e Cidadania (Sejus), Hélio Leitão, esteve presente à assembleia e apresentou propostas para evitar a paralisação, mas os agentes pediram um encontro imediato com o governador Camilo Santana. Após contato com o Gabinete do Governador, os representantes do Executivo propuseram um encontro com Camilo Santana no prazo de 10 dias, o que também foi rejeitado pela categoria.

Expectativa, sim. Realidade?

Em artigo no O POVO deste sábado (14), o doutor em Desenvolvimento Regional e professor universitário Lauro Chaves Neto ressalta que não há soluções fáceis e instantâneas no novo governo e que as medidas adotadas devem ser realistas e entendidas por toda a sociedade. Confira:

O Senado aprovou o afastamento da presidente Dilma Rousseff, e Michel Temer assume o novo governo, em meio a pior recessão de nossa história com mais de 11 milhões de desempregados. Em economia, as decisões são muito mais motivadas pelas expectativas em relação ao futuro do que pela realidade presente.

Não será alcançada a estabilidade sem que se detenha a crise, e esta não dará tréguas sem que o novo governo apresente programas e reformas capazes de combinar ações imediatas com efeitos de curto prazo, com correções de rumo em questões estruturais, com impactos relevantes apenas a médio e longo prazo. É importante ter em mente que não há soluções fáceis e instantâneas; essas medidas devem ser realistas e entendidas por toda a sociedade. Para isso, devem ser apresentadas de forma clara e intensa em todas as mídias.

Desequilíbrios acumulados desde a implantação da Nova Matriz Econômica, com Guido Mantega, não serão revertidos em poucos meses. Mas retomar a rota imediatamente deve afetar de maneira favorável e rápida a confiança e as expectativas de investidores, empresários e consumidores. Com isso, será possível retomar investimentos, voltar a gerar empregos e a elevar renda e consumo, criando nova dinâmica na economia. A atual capacidade ociosa nas empresas e a disponibilidade de mão de obra, resultantes do desemprego, significam talvez o maior dos nossos problemas imediatos, porém podem viabilizar o início de retomada um pouco mais rápida da economia.

Essa retomada depende fundamentalmente da retomada da confiança e da mudança de expectativas sobre o futuro. O equilíbrio das contas públicas, com a retomada da geração de superávits primários já em 2017 e a redução na relação dívida/PIB, permitirá uma queda na taxa de juros, condição necessária para financiar tanto a área pública como os investimentos privados, além de iniciar um longo processo para a reconquistado grau de investimento.

Fazem-se necessárias, simultaneamente, outras medidas urgentes. Concessões e privatizações são mecanismos para se incentivar a retomada dos investimentos e melhorar a produtividade da economia, desde que priorizada a área de infraestrutura. Uma profunda Reforma da Previdência deve ser apoiada pelo congresso para que a torne sustentável, sem esquecer a mãe de todas as reformas: a Política.

O governo, é preciso reforçar, não se limita à gestão da economia, porém se não reverter o processo recessivo, apenas a manutenção dos programas sociais e o combate à corrupção não serão suficientes para sustentar o apoio político no congresso nem para conquistar o apoio popular.

Quem preservar e quem esculachar

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (14), pelo jornalista Érico Firmo:

A grande preocupação do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), é até agora tranquilizar os mercados. Compreensível. Sem segurança, investidores retiram dinheiro. Isso gera desemprego, recessão. A situação que vemos hoje. O que me admira não é o medo de melindrar o empresariado. Fico impressionado como não se tem nenhum pudor em anunciar medidas que atingem diretamente a população. Fala-se sem receio de cortar direitos sociais, restringir legislação trabalhista, mudar regras de aposentadorias. Perde-se a noção da razão de existir a coisa pública. E do que é meio.

O cuidado ao lidar com o mercado tem objetivo de evitar que a população seja afetada. O fundamento é o povo. Aliás, a razão de o Estado existir é o povo. Sobretudo os mais necessitados. Em geral, quem mais fala em enxugar o Estado é quem não precisa dele. Há mesmo coisas que precisam ser enxugadas, reduzir a burocracia. Porém, muitas vezes se cobra retirada da ação governamental de certas áreas por pura falta de empatia. De se colocar no lugar de quem precisa. Governo existe para reduzir desigualdades.

Mas anuncia-se aos quatro ventos que se vai mexer em direitos da população. Com o setor financeiro ninguém pode mexer. O que existe em função de quê?

Não é que cortes não sejam necessários. São. Mas não só para a população. O setor industrial muito cobrou ajuste. No pacote que Dilma Rousseff (PT) anunciou em setembro passado, haveria cortes no Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O empresariado foi contra. Todo mundo acha que o governo deve economizar, mas com os outros. Naquilo que o beneficia, ninguém quer ser atingido.

 

Sede do PSDB estadual amanhece pichada: “Fora Golpistas!” e “Fora Temer!”

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A sede do PSDB estadual, em Fortaleza, situada no bairro Aldeota, amanheceu pichada nesta manhã de sábado.

“Fora golpe!” e “Fora Temer” são as frases estampadas no muro da sede dos tucanos que, nacionalmente, estão apoiando o presidente em exercício Michel Temer, vice-presidente da República e do PMDB.

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A direção estadual do PSDB repudia o fato e destaca que o País é democrático e que as forças divergentes ideologicamente precisam ser respeitadas.

(Foto – Divulgação)

Sob vaias e gritos de ‘golpista’, ministro diz que não haverá ‘caça às bruxas’

foto mendonça filho ministro

Durou pouco mais de 10 minutos a presença do ministro Mendonça Filho (Educação e Cultura) no auditório repleto de servidores, em sua primeira fala às equipes das duas pastas – agora fundidas somente em uma -, o novo ministro enfrentou vaias, gritos de “golpista” e faixas de protestos.

Apesar da recepção hostil, Mendonça disse que está aberto ao diálogo e que não haverá caça às bruxas. O novo ministro disse ainda que todas as fundações serão preservadas, ao citar Palmares, Funarte, Casa de Rui Barbosa, Biblioteca Nacional, Ancine, Iphan e Ibram.

(com agências)