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Janot pede ao STF afastamento de Cunha do mandato

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu nesta quarta-feira (16) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o afastamento do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) do mandato. Para Janot, Cunha está utilizando seu cargo para intimidar parlamentares e cometes crimes. Ontem (15), Cunha foi alvo de buscas e apreensões em uma das fases da Operação Lava Jato. Ele é alvo de três inquéritos oriundos da operação no STF.

Para justificar o pedido, o procurador citou 11 fatos que comprovam que Cunha usa o mandato de deputado e o cargo de presidente da Casa para intimidar colegas, réus que assinaram acordos de delação premiada, advogados. Segundo Janot, as apreensões feitas nessa terça-feira (15) pela Polícia Federal na residência oficial da Câmara e na casa de Cunha no Rio de Janeiro reforçam as acusações.

“O Ministério Público requer, com fundamento afastamento cautelar, de Eduardo Cunha do cargo de deputado federal e, por arrastamento, da função de presidente da Câmara dos Deputados, a fim de assegurar a higidez da investigação criminal, em curso contra o deputado, para garantir o regular andamento da instrução processual e da aplicação da lei penal no que se refere à denúncia proposta contra o parlamentar, para garantia da ordem pública e evitar a continuidade das práticas ilícitas, bem assim de todas as outras investigações que estão sendo adotadas no âmbito do Parlamento brasileiro”, pede Janot ao Supremo.

Na petição, o procurador também diz que a decisão sobre o afastamento de Cunha do mandato deve ser urgente para evitar que ele faça manobras e condutas para atingir seus “objetivos ilícitos”.

(Agência Brasil)

Fachin vota pela manutenção das decisões da Câmara sobre impeachment

O ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), votou nesta quarta-feira (16) pela validação da votação secreta na Câmara dos Deputados para eleição da comissão especial do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em seu voto, Fachin entendeu também que a presidenta não tem direito à defesa prévia antes da decisão individual do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que deflagrou o impeachment, e que o Senado não pode arquivar o processo se a Câmara decidir pela abertura.

De acordo com Fachin, não há obrigatoriedade de defesa prévia antes da abertura do processo. No entanto, segundo o ministro, a manifestação prévia da defesa de Dilma deverá prevalecer todos os procedimentos seguintes. Fachin validou a eleição da chapa oposicionista, por meio de votação secreta, por entender que não houve prejuízos à defesa da presidente da República. Para o ministro, a eleição composta por mais de uma chapa não pode sofrer interferência do Judiciário, por tratar-se de questão interna da Câmara.

Em seu voto, Fachin entendeu ainda que somente após eventual instauração do processo de impeachment pelo Senado, a presidenta seria afastada por 180 dias do cargo para que a Casa possa julgar o processo por crime de responsabilidade. De acordo com o ministro, o Senado não poderá arquivar o processo de impeachment após decisão da Câmara dos Deputados de aprovar, por dois terços dos deputados, como prevê a lei, rejeitar o prosseguimento da ação. Para o ministro, a Casa não tem competência para deixar de instaurar o processo.

(Agência Brasil)

Prorrogação de incentivos fiscais em área da Sudene e Sudam é aprovada por comissão do Senado

foto eunício oliv

O projeto de lei de nº 656/2015, do líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira, que prorroga incentivos fiscais para empresas com projetos nas áreas de atuação da Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam) e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene), foi aprovado, nesta quarta-feira, pela Comissão de Desenvolvimento Regional e Turismo da Casa.

A matéria adia de 2018 para 2023 o prazo para que as pessoas jurídicas com projetos aprovados tenham direito à redução de 75% do Imposto de Renda calculado com base no lucro da exploração do empreendimento. Segundo Eunício Oliveira, ao longo dos anos de vigência do incentivo fiscal, muitos empreendimentos puderam ser implantados nas áreas da Sudam e da Sudene, o que resultou na criação de empregos e contribuiu para o desenvolvimento econômico e social das Regiões Norte e Nordeste.

A limitação da fruição do benefício fiscal, até 31 de dezembro de 2018, traz, no entanto, apreensão aos empresários, com a perspectiva de que não haja tempo hábil para a aprovação de seus projetos de investimento. Ele argumenta que é necessário mais tempo para que os investidores possam desenvolver seus planos sem preocupação.

O relator da proposição, senador Elmano Férrer (PTB-PI), lembra a importância dos resultados de estímulos fiscais ao setor produtivo das regiões menos desenvolvidas do país: “A prorrogação [dos incentivos fiscais] é desejável, uma vez que, além da insegurança jurídica provocada pelo término do prazo para aprovação dos empreendimentos, a perspectiva de extinção de benefícios fiscais gera tendência natural de migração dos investimentos para ambientes mais competitivos nas regiões mais desenvolvidas a fim de evitar futuros prejuízos”, afirma em seu relatório. A matéria segue para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em decisão terminativa.

Seca – Como a Austrália superou 12 anos de escassez de água

A Austrália, país sujeito a secas recorrentes, conhece bem o problema da escassez de água. Seu pior período foi registrado entre 1997 e 2009, batizado como “Seca do milênio”. A estiagem sem precedentes baixou o nível de alguns reservatórios australianos a apenas 17% de água, um cenário muito parecido, por exemplo, com o de São Paulo. A seca do milênio foi o agente que obrigou o governo australiano a elaborar novas políticas de gestão hídrica, a realizar obras de infraestrutura e também a criar e divulgar campanhas de conscientização por parte da população.

Quantificação da água

Quantificar a água foi uma das medidas adotadas durante a estiagem. O governo australiano criou um conjunto de dados nacionalmente coerentes e comparáveis que forneceram uma visão detalhada sobre a gestão dos recursos hídricos do país em escala nacional e regional. A seca do milênio influenciou o desenvolvimento de novas tecnologias de inovação e investigação. Um exemplo disso é o aplicativo Waterstorage, hoje disponível para todos os australianos, que apresenta os níveis de água por cidades.

Reutilização da água

Além de construir usinas de dessalinização – processo que transforma a água do mar em potável – e investir em obras que acabaram com vazamentos de água, o governo da Austrália criou sistemas de reutilização da água. Funciona da seguinte forma: a água já utilizada em uma residência é direcionada para reservatórios próprios. Depois de tratada, a água retorna para a casa, onde será utilizada por meio de torneiras especiais. Os moradores podem reutilizar a água em casos onde a água potável não é necessária (descargas dos sanitários, lavagem de carros, regagem de jardins, entre outros).

Economia de água dentro de casa

A população australiana também tem sido agente fundamental para economia de água. Durante a seca do milênio, algumas medidas incentivadas pelo governo foram adotadas amplamente pela população:

• Banhos de apenas quatro minutos. As pessoas utilizavam ampulheta para medir o tempo. Atualmente está em desuso porque a população já foi suficientemente treinada para banhos cursos;
• Lavar pratos e outros utensílios em bacias, evitando que torneiras fiquem abertas por muito tempo;
• Compra e utilização de produtos da linha branca, que gastam menos energia elétrica e fazem melhor uso da água. Há um sistema de classificação para este. Também passaram a utilizar o sistema universal Dual Flush, que permite o controle do volume de água a ser utilizado em cada descarga, evitando desperdícios;
• Recolhimento da água da chuva.

DNOCS apresenta ações de segurança hídrica e construção de novas barragens

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O Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (DNOCS propõe, como contribuição ao Plano Plurianual ­ PPA, do Governo Federal, para o período 2016­2019, uma série de ações sob sua responsabilidade. Isso, dentro do Programa Produção e Gestão de Recursos Hídricos, que se encontra em fase de consolidação no Ministério da Integração Nacional.

O objetivo das propostas é revitalizar infraestruturas hídricas existentes, de forma a preservar ou ampliar suas capacidades, sua segurança e sua vida útil e reduzir perdas decorrentes de questões estruturais. Para isso, serão executadas as ações de recuperação e adequação de sistemas de infraestruturas hídricas visando a segurança das barragens.

Essas ações darão prioridade a regiões com déficit hídrico, contribuindo com a indução ao desenvolvimento econômico e social, por meio de intervenções nas infraestruturas hídricas. Assim, o DNOCS conseguirá executar uma de suas metas que é a de regularizar a oferta de água para os sistemas de abastecimento, através da construção de novas barragens, entre elas, a de Algodões (PI), Fronteiras (CE), Oiticica (RN), Ingazeira (PE) e Congonhas e Berizal em Minas Gerais.

(Com Assessoria de Comunicação do DNOCS)

Eduardo Cunha faz jogo de rato e gato e não recebe notificação do Conselho de Ética

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O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pediu para receber só as 9 horas desta quinta-feira a notificação da admissibilidade do seu processo por quebra do decoro parlamentar. Na manhã desta quarta-feira, ele se recusou a receber a funcionária do Conselho de Ética encarregada de notificá-lo.

A funcionária esperou na antessala do gabinete do peemedebista por mais de meia hora e foi informada de que Cunha só receberia a notificação às 17 horas desta quarta-feira e acabou mudando para a quinta-feira. “Ele é presidente, pode tudo”, lamentou o presidente do Conselho, José Carlos Araújo (PSD-BA).

Assim que o peemedebista for notificado, terá um prazo de 10 dias úteis para apresentar sua defesa formal ao colegiado. Passada a entrega da defesa, o processo entrará em fase de instrução probatória. O relator Marcos Rogério (PDT-RO) terá 40 dias úteis para chamar testemunhas e reunir provas. O Conselho não tem poder de convocar testemunhas, como geralmente acontece nas Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs).

(Com Agências)

Planalto aposta fichas no Senado para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff

“O governo avaliou que a operação da Polícia Federal desta terça-feira (15) intensificou ainda mais a crise política por atingir o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), a cúpula do PMDB e alvejar dois ministros do partido, mas dobrou a aposta no Senado para barrar o impeachment da presidente Dilma Rousseff.

Embora a preocupação do Palácio do Planalto seja com uma reação do grupo mais próximo ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), interlocutores de Dilma foram avisados, ao longo do dia, de que ele continua aliado e não se juntará a Cunha.

O receio do Planalto e do PT, no entanto, é de que o vice Michel Temer acabe sendo visto como perspectiva de poder, conseguindo atrair apoios no PMDB mais adiante. Para auxiliares de Dilma, o fato de Temer ter convocado para esta Quarta-feira (16) uma reunião da Executiva Nacional do PMDB mostra como é forte a relação dele com Cunha. Temer não comparecerá ao encontro, que tem o objetivo de proibir a filiação de deputados dispostos a reconduzir Leonardo Picciani (RJ) ao comando da bancada na Câmara. Mesmo assim, muitos vão pregar ali o rompimento com o Planalto, que só deve ocorrer em 2016.

Na outra ponta, Renan disse a articuladores políticos do Planalto que não deixará a crise contaminar o Senado. Apesar de a investigação ter chegado até a sede do PMDB de Alagoas – Estado administrado por seu filho – e atingido políticos de sua confiança, como o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado, Renan disse ser contra o desembarque do governo.

Os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, conversaram ontem com os colegas Henrique Eduardo Alves (Turismo) e Celso Pansera (Ciência e Tecnologia) e asseguraram a permanência dos dois na equipe. Ligados a Cunha, que teve a residência oficial em Brasília e uma casa no Rio vasculhadas pela PF, Alves e Pansera também foram alvos da Operação Catilinárias.

“Continuem trabalhando normalmente. O governo não interfere na Polícia Federal nem nas determinações do Teori Zavascki”, disse Wagner a eles, numa referência ao ministro do Supremo Tribunal Federal. Na lista dos investigados estão também os ex-ministros de Minas e Energia Edison Lobão (PMDB) e da Integração Fernando Bezerra Coelho (PSB), hoje senadores.

Apesar de Cunha querer que a Executiva do PMDB antecipe de março para janeiro a convenção que deve definir o rompimento com Dilma, nenhum dos seis ministros do partido mostra disposição em entregar os cargos. O único que o fez foi Eliseu Padilha, que ocupava a Aviação Civil e pediu demissão logo depois de Cunha ter deflagrado o impeachment.

Em nota, a Secretaria de Comunicação Social não citou os nomes dos ministros sob suspeita ao tratar das buscas e apreensões feitas pela PF. “O governo federal espera que todos os fatos investigados na nova fase da Lava Jato, envolvendo ministros de Estado e outras autoridades, sejam esclarecidos o mais breve possível, e que a verdade se estabeleça”, destaca o texto divulgado pelo Planalto, a pedido de Dilma. “Que todos os investigados possam apresentar suas defesas dentro do princípio do contraditório, e que esse processo fortaleça as instituições brasileiras.”

A maior esperança do governo na batalha contra o impeachment reside hoje no julgamento do Supremo, que vai definir o rito do processo. O Planalto espera que a Corte anule a votação da Comissão Especial na Câmara, majoritariamente contrária a Dilma, e eleja o Senado como a instância que dará a palavra final sobre o afastamento da presidente. É naquela Casa que ela ainda tem maioria mais folgada, com o respaldo de Renan.

Ao mesmo tempo, o Planalto faz várias articulações para derrotar o grupo de Cunha e isolar Temer. Em conversas reservadas, petistas dizem que até Renan tem ajudado a conseguir votos para reconduzir Picciani, um aliado de Dilma, à liderança do PMDB na Câmara, na tentativa de evitar o impeachment. Renan também é investigado na Lava Jato, mas o Supremo não aceitou o pedido do Ministério Público para que seu nome fosse envolvido na ação de ontem.”

(Estadão Conteúdo)

Todos pelo Hub – Cúpula da TAM reclama de falta de segurança jurídica no País e Camilo Santana reage

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Após a presidente da Tam S.A, Claudia Sender, em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo afirmar que ainda não há segurança jurídica de que os aeroportos brasileiros, incluindo o de Fortaleza“possam prover” o que a empresa precisa, o governador Camilo Santana falou sobre o hub do Nordeste, durante coletiva nesta quarta-feira, 16. Camilo disse que a concessão é a mesma realizada para os outros estados do País.

“A concessão não é do Estado. É Federal. E é a mesma feita ao aeroporto de Brasília, São Paulo e Rio de Janeiro, que já foram feitas. Nós não podemos fazer uma concessão direcionada à Fortaleza com o HUB, se nós não sabemos se o HUB vem pra cá. Talvez seja essa a dúvida ou questionamento que ela tenha tomado”, afirmou Camilo. Enfatizando a existência de uma segurança jurídica, o governador destacou ainda que este processo do hub para o aeroporto de Fortaleza será o mesmo para os demais do Brasil.

“Vai ser o mesmo processo feito nos outros aeroportos em que foram feitas as concessões aqui no Brasil. Mas, repito, não tenho ainda a informação oficialmente. Estamos sempre à disposição da TAM. Foi a TAM que pediu que o aeroporto de Fortaleza entrasse na concessão. Foi a TAM que solicitou que a gente ampliasse a área do aeroporto e o Governo Federal já cedeu parte da base aérea para ser incorporada ao novo aeroporto.

De acordo com Camilo, o edital já foi encaminhado para o Tribunal de Contas da União. “Até fevereiro deverá ser lançado o edital público, e até maio temos a possibilidade de já ter a empresa que vai passar a administrar, dirigir o aeroporto aqui de Fortaleza, Pinto Martins”.

(Tiago Paiva – O  POVO Online)

Dilma acompanha no Alvorada a sessão do Supremo

A presidente Dilma Rousseff acompanha de sua casa, no Palácio da Alvorada, a sessão do Supremo Tribunal Federal que decide sobre o rito do processo de impeachment contra ela.

O Palácio do Planalto está parado para assistir à sessão do STF.

POR AQUI, o governador Camilo Santana (PT) também acompanha o andamento da sessão do Supremo. Mas terá compromisso à noite, em Sobral: 514 promoções de policiais e bombeiros militares da Zona Norte.

Representante da Câmara defende no STF rito adotado por Eduardo Cunha para o impeachment

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“Representando a Câmara dos Deputados no julgamento do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre a validade das normas que tratam do processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff , o deputado federal Miro Teixeira (Rede-RJ) defendeu hoje (16) o rito adotado até o momento pelo presidente da Casa, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Para Teixeira, as acusações contra Cunha não comprometem a defesa das prerrogativas da Câmara.

Segundo o deputado, o voto secreto para eleição da comissão especial repetiu o rito adotado no processo de impeachment do ex-presidente da República Fernando Collor, em 1992. De acordo com o deputado, ao contrário das deliberações da Casa, todas as eleições que ocorrem na Câmara são secretas para proteger os deputados que, ness caso, atuam como eleitores.

“Parece que recorrem ao Supremo para se tornarem legisladores positivos. Querem uma nova lei, querem um processo de impeachment. Se se fizeram isso, execelências, farei mea-culpa perante Fernando Collor de Mello. Essas regras foram aplicadas a ele e eu fiz oposição a ele.”

A pedido do PCdoB, a Corte julga a validade da Lei 1.079/50, que regulamentou as normas de processo e julgamento do impeachment, e alguns artigos do Regimento Interno da Câmara dos Deputados.

As principais regras que serão discutidas pelos ministros são a defesa prévia da presidenta Dilma Rousseff antes da decisão de Eduardo Cunha, a votação secreta para eleição da comissão especial do processo pelo plenário da Casa, a eleição da chapa avulsa para composição da comissão e a prerrogativa do Senado em arquivar o processo de impeachment mesmo se a Câmara decidir, por dois terços dos deputados (342 votos), aceitar o julgamento do crime de responsabilidade.”

(Agência Brasil)

Conselho de Ética do Senado escolherá nesta quinta-feira relator do processo contra Delcidio Amaral

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Será nesta quinta-feira, às 10 horas, a reunião do Conselho de Ética do Senado em que haverá o sorteio para definir o relator do processo por quebra do decoro contra Delcídio Amaral (PT/MS). A representação foi apresentada pela Rede Sustentabilidade e pelo PPS.

Delcídio do Amaral foi preso no dia 25 de novembro, acusado pelo Ministério Público Federal de tentar obstruir as investigações da operação “lava jato”. Ele terá dez dias para apresentar a defesa, a partir da data em que forem notificados pelo Conselho de Ética.

Pelo Regimento Interno do Senado, os relatores não podem ser do mesmo partido nem do mesmo estado dos representados.

Ministro da Saúde diz que País está perdendo a guerra para o mosquito da dengue

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“O ministro da Saúde, Marcelo Castro, disse hoje (16) que houve certa contemporização no combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, da febre chikungunya e do vírus Zika.

“Não quero culpar ninguém. Não é esse o nosso objetivo. Mas temos 30 anos com a presença do Aedes aegypti no Brasil. Se o mosquito está vencendo essa batalha é porque não fizemos as ações que seriam necessárias para destruí-lo.”

Após participar de audiência pública na Comissão de Assuntos Sociais do Senado, Castro lembrou que o mosquito pode levar à morte em casos graves de dengue, provocar incapacidade, por meio de infecções por chikungunya, e a casos de microcefalia e de síndrome de Guillain-Barré, provocadas pelo vírus Zika.

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“A verdade é que essa batalha o mosquito tem ganhado. Daí eu dizer que houve uma contemporização. Não estou dizendo que foi de A, B ou C. Na verdade, estou me referindo a nós todos, cidadãos e cidadãs brasileiros, que poderíamos ter nos empenhado mais no combate ao mosquito.”

(Agência Brasil)

Líderes fecham acordo e reduzem meta do superavit primário de 2016 para R$ 24 bilhões

“Os líderes na Comissão Mista de Orçamento acabam de fechar acordo para reduzir a meta de superavit primário de 2016 do governo federal para R$ 24 bilhões, sem possibilidade de abatimento durante o ano. A meta substituirá a prevista no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), que é de R$ 34,4 bilhões.

A diferença será usada para elevar os recursos do programa Bolsa Família (R$ 10 bilhões), cortados pelo relator-geral da proposta orçamentária, Ricardo Barros (PP-PR). Barros também deverá recompor parte do corte que ele aplicou nas despesas correntes do Poder Judiciário.

A mudança da meta de superávit será votada daqui a pouco na comissão. O relator da LDO, Ricardo Teobaldo (PTB-PE), deve apresentar um adendo com o valor acordado.”

(Agência Câmara)

O pior ainda está por vir

Com o título “O pior ainda está por vir”, eis análise do editor-adjunto de Conjuntura do O POVO, Henrique Araújo, sobre o cenário político das últimas horas, onde até operação da PF ocorreu nas residências do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB/RJ). Confira:

Pouco mais de uma semana depois da explosiva carta de Temer a Dilma, Brasília é sacudida novamente – agora, na esteira da operação Lava Jato, cuja nova etapa evoca os clássicos discursos de Cícero contra Catilina, o senador golpista. Proféticas, as peças de retórica escrutinam a corrupção romana de antes de Cristo, mas caem como uma luva no Brasil de hoje.

De uma tacada só, a nova fase cria embaraços à costura política que vinha sendo feita pelo vice-presidente com setores da oposição e do empresariado e faz estremecerem as pontes construídas pelo Planalto no Senado.

A Catilinárias também eleva a temperatura política a um dia de manifestações contra o impeachemnt, sessão do STF que avalia rito de afastamento e discussão no PMDB sobre o virtual rompimento com o governo.

Ociosa qualquer previsão a esta altura dos acontecimentos. Há muito por vir. Bumlai começou a falar. Delcídio acena com delação. E o celular de Eduardo Cunha está sendo periciado pela PF.

*Henrique Araújo, 

Editor-adjunto de Conjuntura do O POVO.

Prefeito Roberto Cláudio assumirá nesta quinta-feira a presidência do PDT de Fortaleza

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Nesta quinta-feira, às 19 horas, o prefeito Roberto Cláudio estará tomando posse como presidente do Diretório Municipal do PDT. O ato ocorrerá no Restaurante Dallas Grill (Bairro Meireles), em clima de confraternização da legenda.

O ministro das Comunicações, André Figueiredo, também presidente estadual do PDT e demais membros dos diretórios Estadual e Municipal do partido participarão do ato.

Os irmãos Ciro e Cid Gomes devem conferir a posse do prefeito, que já trabalha de olho na reeleição.

SSPDS vai implantar delegacia em Quiterianópolis

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A Assembleia Legislativa aprovou mensagem oriunda do Governo do Estado (projeto de lei nº 98/15, que acompanha a mensagem nº 7.917) criando a Delegacia Municipal de Quiterianópolis. A medida até a uma reivindicação da população desse município da Região dos Inhamuns e foi costurada pelo deputado Odilon Aguiar (PMB).

“Era um apelo da sociedade que foi atendido e, com certeza, trará mais qualidade de vida para a população”, disse Odilon.

PF faz nova fase da Operação Acrônimo

“A Polícia Federal (PF) deu início hoje (16) a uma nova fase da Operação Acrônimo no Distrito Federal e em São Paulo. A PF informou que as ações ocorrem sob sigilo e que, por “determinações superiores”, não poderá fazer qualquer comentário sobre elas nas próximas 24 horas.

As investigações da Operação Acrônimo começaram em outubro de 2014, quando agentes federais apreenderam R$ 113 mil em um avião que chegava ao Aeroporto Internacional Juscelino Kubitschek, em Brasília. Na época, a PF informou que tinha como foco o combate a uma “organização criminosa investigada por lavagem de dinheiro e desvios de recursos públicos”.

Entre os presos estava Benedito de Oliveira Neto, conhecido como Bené e dono da Gráfica Brasil. Naquele ano, ele atuou na campanha do então candidato e atual governador de Minas Gerais, Fernando Pimentel, que negou ser “objeto de investigação no processo”. O delegado Dennis Kali, então responsável pela operação, confirmou que o governador petista não era mesmo alvo da investigação.”

(Agência Brasil)

Hospital Albert Sabin está sem medicamento para crise de convulsões infantis

O medicamento indicado para o tratamento de crianças com espasmos infantis está em falta no Hospital Albert Sabin, conforme denúncia de pais dos pacientes, que fazem um ato na Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), na manhã desta quarta-feira, 16, na Praia de Iracema. Os denunciantes reivindicam a reposição do Sabril 5000 mg, cuja caixa com 60 comprimidos custa em torno de R$ 250.

“São 189 crianças precisando desse medicamento, o secretário (Henrique Javi) disse que a compra foi feita, mas até terça-feira, 15, não chegou. Temos pais que vieram de Boa Viagem e outros municípios distantes, mas chegam aqui sem conseguir uma medicação essencial para os filhos”, relata o vigilante Ivan Rodrigues Sampaio, 39. O filho dele, Mateus, 6, tem paralisia cerebral e microcefalia. O medicamento é necessário para evitar as convulsões da criança.

“São duas caixas por mês, e não temos condições de comprar. Eles estão condenando nossos filhos, porque sem o Sabril eles podem ter problemas respiratórios, sequelas que levam à morte”, diz Ivan. O vigilante e outros pais, que estão na Sesa, solicitam respostas sobre a compra do medicamento. 

O POVO Online entrou em contato com a assessoria do Albert Sabin, que disse que irá se pronunciar em breve. A Sesa também foi procurada, mas ainda não se posicionou.

(O POVO Online)

PROS faz costuras eleitorais de olho em 2016

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Leandro Vasques e George Ponte.

O presidente estadual do PROS, advogado Leandro Vasques, vem mantendo contatos com lideranças do Interior dentro da meta de expandir a ação da legenda e apresentar o maior número de postulantes a prefeituras e Câmaras Municipais em 2016.

Nesta semana, ele recebeu a visita do advogado George Ponte, que já está como pré-candidato a prefeito de Ipueiras.

George preside o Pros em seu município e abriu campanha de filiações de olho no fortalecimento da legenda em termos de Câmara Municipal.

(Foto – Divulgação)