Blog do Eliomar

Categorias para Política

PSB decide não apoiar nenhum candidato a presidente

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Por aclamação e sem abstenções, o PSB decidiu neste domingo (5), em convenção nacional, não apoiar formalmente presidenciáveis na disputa eleitoral de outubro ou fazer coligações com outros partidos. A aposta é que, com esse formato, o partido consiga emplacar os dez nomes do PSB que disputam governos estaduais, além dos 11 candidatos ao Senado pela legenda. Com essa decisão, a legenda pretende formar alianças de centro-esquerda com orientação para uma agenda progressista nas disputas regionais.

O partido chegou a analisar a proposta apoiar Ciro Gomes, que teve nome aprovado pelo PDT no primeiro dia de convenções (20 de julho), mas a iniciativa foi derrotada.

Na prática, haveria um acordo com o PT para apoiar candidatos do PSB em, pelo menos, quatro estados – Pernambuco, Amapá, Amazonas e Paraíba – além da possibilidade de inclusão de Tocantins. Em contrapartida, o PSB daria apoio aos petistas que disputam os governos do Acre, da Bahia, do Ceará e do Rio Grande do Norte. Neste formato, os socialistas teriam liberdade ainda para alianças com outras legendas como o PDT nos estados.

A legenda chegou a cogitar candidatura própria para Presidência, mas que foi inviabilizada em maio, quando o então nome apoiado pelo PSB – o de Joaquim Barbosa, ex-ministro do STF – anunciou que não disputaria as eleições.

(Agência Brasil)

Kátia Abreu será vice de Ciro Gomes

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Ciro Gomes, candidato a presidente da República pelo PDT, terá a senadora Kátia Abreu (PDT-TO) como candidata a vice-presidente em sua chapa. A informação foi confirmada neste domingo (5) pelo presidente nacional do PDT, Carlos Lupi. A assessoria de imprensa da senadora confirmou que ela foi convidada para o posto e aceitou o convite.

O anúncio oficial da chapa do PDT será feito às 11h desta segunda-feira, na sede do partido em Brasília. A informação é do Portal G1.

O convite foi feito à senadora na quinta-feira (2), mas a escolha do nome dela só veio à tona após o PSB desistir de apoiar a campanha de Ciro Gomes.

O ex-ministro tentava negociar uma aliança com o PSB. No entanto, em convenção nacional realizada neste domingo, o PSB aprovou o acordo costurado com o PT para não fazer nenhuma aliança formal na corrida ao Planalto.

Em troca, o PT apoiará candidatos do PSB aos governos de Amazonas, Amapá, Paraíba e Pernambuco.

 

Ator Marcos Palmeira apoia João Saraiva para o Senado

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O ator Marcos Palmeira, ambientalista e ligado à Rede da Sustentabilidade, posou ao lado do candidato a senador pelo partido no Ceará, o ambientalista João Saraiva.

Ele endossa candidaturas que considera sérias e que têm propostas para mudar o País de fato. Reconhece dificuldades daqueles ideologicamente definidos, mas considera fundamental que o eleitor amadureça nesse aspecto e saiba optar com criticidade.

(Foto – Divulgação)

Bolsonaro terá general Hamilton Mourão como vice

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Polêmico até na escolha do vice, o capitão da reserva do Exército Brasileiro e candidato à Presidência do Brasil pelo PSL, Jair Bolsonaro, terá como companheiro de chapa um general. Também na reserva, o general Hamilton Mourão (do PRTB) foi anunciado neste domingo (5), em São Paulo.

O anúncio frustou quem espetava o nome do empresário, ativista e cientista político Luiz Philippe de Orleans e Bragança, príncipe de Orléans e Bragança e co-fundador do movimento Acorda Brasil. Antes, a vice estava reservada para a advogada Janaína Paschoal, uma das autoras do pedido de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Mas a advogada recusou o convite, por motivos pessoais.

Hamilton Mourão ganhou notoriedade, em 2015, quando foi transferido do Comando Militar do Sul (CMS), após declarações de intervenção do Exército no País, no auge da crise política do governo Dilma Rousseff, ao apontar que a ação é prevista na Constituição Federal de 1988.

(Com Agências / Foto: Arquivo)

Quem disse que Bolsonaro é o porta-voz das Forças Armadas?

Com o título “Bolsonaro, o porta-voz das Forças Armadas?”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, médico, antropólogo e professor universitário. Ele faz um questionamento sobre a fala e posturas do candidato a presidente pelo PSL. Confira:

Assisti, com atenção, à entrevista do candidato à Presidência da República Deputado JAIR BOLSONARO, na TV Cultura, segunda-feira última. (30.07.18).

Não preciso me deter em reflexões sobre o conteúdo. Sem comentários. Entretanto, algo me deixou intrigado. O Sr. Bolsonaro fala muito tranqüilo e com segura desenvoltura sobre as Forças Armadas. Claro que ele foi militar. Mas, ele tirou a farda há mais de 30 anos. Há momentos em que ele assume a postura de defensor e representante do Exército. Usa o pronome – NÓS – ou até mais, quando expõe posições e valores que afirma serem das próprias Forças Armadas. Na realidade, em seu constante discurso, ele se posta como um representante das Forças Armadas. Seria um porta voz avançado do pensamento militar brasileiro? Em resumo, se arvora de chefe, quando não passou de capitão!

Num linguajar próprio aos militares, ele expõe de peito aberto, posturas que, sinceramente, não devem ser dos militares. Mesmo esse estilo carrancudo, arrogante, sugerindo confrontação e violência, não coincide com a imagem que a sociedade tem dos pracinhas do Brasil, motivo de orgulho nacional. Os estudos mais aprofundados, realizados em Academias Superiores das Forças Armadas, não possuem os mesmos conteúdos, nem a mesma frágilidade de argumentos – consistência – do que Bolsonaro anda espalhando pelo Brasil. De que Forças Armadas Bolsonaro fala? Ou isso é apenas uma pantomima?

De minha parte, fiquei muito preocupado. Bolsonaro se apresenta e, se assume como autêntico representante das Forças Armadas do Brasil. O que anda dizendo e repetindo à exaustão insinua ter o respaldo das Forças Armadas! Afinal, quando lhe foi outorgada essa procuração? Quem lhe deu o direito de falar em nome das Forças Armadas? Qual a autoridade militar que assinou documento atribuindo a Bolsonaro o direito de falar em nome das Forças Armadas? Quando o Estado Maior esteve reunido para assim deliberar?

Ora, se ele não recebeu essa procuração, então, ele é um impostor perigoso. Se recebeu uma específica procuração, a Nação precisa saber como isso aconteceu.

Sinceramente acredito que alguém, com autoridade, nas Forças Armadas, deve esclarecer esse assunto. A dúvida está posta!

*Antonio Mourão Cavalcante,

Médico e Antropólogo. Professor Universitário.

(Foto – Valter Campanato, da Agência Brasil)

Sem Ciro e Cid, Camilo é o “dono” da festa na convenção PT/PDT

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Enquanto o candidato a presidente pelo PDT, Ciro Gomes, acerta a aliança com o Avante, que deverá indicar o vice em sua chapa ao Palácio do Planalto, Cid Gomes (PDT), candidato ao Senado, fecha neste domingo (5) os últimos nomes na coligação proporcional. Foi o que informou a organização do evento.

Sem Ciro e Cid Gomes na convenção PT/PDT, nesta manhã de domingo, no Ginásio da Faculdade Ari de Sá, no Centro, o governador Camilo Santana passou a ser o único anfitrião na festa, superlotada desde as 9 horas, tanto no ginásio quanto no entorno da faculdade.

Um dos candidatos mais festejados foi o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), que disputará cadeira na Assembleia Legislativa.

O candidato à reeleição ao Senado pelo MDB, Eunício Oliveira, também não compareceu à convenção, apesar do apoio declarado à sua candidatura, nesse sábado (4), pelo governador Camilo Santana. Quis, quem sabe, evitar constrangimentos com os correligionários do PT que, desde cedo, ocupavam a área e distribuíam máscaras de Lula. Eunício é tido como “golpista” pelo petismo.

Em seu discurso, Camilo destacou ações do governo do Ceará na segurança pública e criticou “oportunistas” que tentam tirar proveito de um problema que atinge todo o País. Fez uma critica indireta ao PSDB e Pros que, com o candidato a governador General Thephilo, vem batendo duro nos índices de violência no Ceará.

(Fotos e Vídeo: Paulo MOska, com fotos também de leitores do Blog)

Partidos têm até este domingo para definir candidatos a vice, diz TSE

Partidos políticos têm até este domingo (5) para definir candidatos e também os vices nas chapas, além das alianças e coligações. Segundo resolução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), as chapas completas têm de ser oficializadas até esta segunda-feira (6), um dia após o encerramento do prazo estabelecido para realização das convenções partidárias.

Até o momento, cinco presidenciáveis ainda não têm os candidatos a vice: Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Jair Bolsonaro (PSL), Ciro Gomes (PDT), Manuela D’Ávila (PCdoB) e Levy Fidélix (PRTB).

“A escolha dos candidatos pelos partidos e a deliberação sobre coligações deverão ser feitas no período de 20 de julho a 5 de agosto do ano em que se realizarem as eleições, lavrando-se a respectiva ata em livro aberto, rubricado pela Justiça Eleitoral, publicada em vinte e quatro horas em qualquer meio de comunicação”, aponta a legislação eleitoral.

De acordo com TSE, partidos e coligações devem registrar na Justiça Eleitoral os candidatos escolhidos em convenção até as 19h do dia 15 de agosto.

Neste domingo, ainda sem definição se apoiará alguma candidatura, o PSB faz sua convenção em Brasília. Em São Paulo, o PPL deve confirmar a candidatura de João Vicente Goulart, filho do ex-presidente da República, João Goulart. E o PRTB deve oficializar Levy Fidélix, que, pela terceira vez, vai tentar conquistar a vaga de Presidente da República.

No Rio de Janeiro, o PTC fará sua convenção nacional, quando deve anunciar apoio à chapa de Álvaro Dias.

(Agência Brasil)

Avante no Ceará se rebela e diz que não apoiará Ciro Gomes

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O presidente do Avante no Ceará, deputado federal Cabo Sabino, disse em nota à imprensa que não apoiará o presidenciável Ciro Gomes (PDT), conforme determinação da executiva nacional do partido, ao indicar o vice na chapa do pedetista. Sabino reafirma apoio a Bolsonaro. Confira:

O deputado federal Cabo Sabino, presidente do partido Avante no estado do Ceará afirma que, diante da decisão da Executiva Nacional de lançar um vice-candidato à presidência da República, na chapa do presidenciável Ciro Gomes (PDT), não apoiará, não votará e continuará a apoiar Jair Bolsonaro para presidência da República.

O perfil do candidato Ciro Gomes não representa o Ceará, muito menos o Brasil. Contradiz-se em sua própria ideologia e caráter. Nesta quinta-feira (02), acusou o presidente da executiva estadual (Cabo Sabino) de proteger milícias e de ter sido eleito por milicianos, mas, agora, procura esse mesmo partido para caminhar ao seu lado.

Todos os pré-candidatos do partido Avante, tantos os que disputarão candidatura para deputado estadual como federal seguem unidos na mesma decisão: repudiando a deliberação da nacional e caminhando unidos pela independência, conforme Luis Henrique de Oliveira Resende, presidente do Avante Nacional havia garantido ao deputado Cabo Sabino, ao assumir a presidência da legenda no Ceará. Caso contrário, todos seguirão unânimes em retirar a sua candidatura e o partido não terá mais nenhuma representatividade no Estado.

O AVANTE NO ESTADO DO CEARÁ NÃO APOIARÁ CIRO GOMES PARA PRESIDÊNCIA DO BRASIL.

Cabo Sabino

Presidente do Avante no Ceará

Anatomia de uma fétida conspiração

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Com o título “Anatomia de uma fétida conspiração”, eis artigo do professor universitário e sociólogo João Arruda. Ele faz uma defesa da candidatura de Ciro para presidente. Confira:

Nas últimas quatro semanas, a grande mídia brasileira passou a noticiar a gestação de uma sórdida e desleal aliança política visando isolar a crescente candidatura do pedetista Ciro Gomes. Esta abjeta e esdrúxula articulação seria coordenada pelos emedebistas ligados ao presidente Michel Temer, pela cúpula do PSDB, pelos socialistas ligados ao governador de Pernambuco e por petistas fieis ao ex-presidente Lula. Além do esvaziamento da candidatura Ciro Gomes, o PT e o PSDB teriam o maior interesse em reeditar a artificial polarização entre petistas e tucanos.

A notícia desse diabólico pacto político, de início, não foi levada a sério pela maioria dos observadores e analistas políticos, pois acharam improvável que históricos e inconciliáveis desafetos políticos estabelecessem uma trégua em suas históricas rixas particulares e se unissem contra uma terceira candidatura. Não podemos esquecer que Ciro Gomes, o motivo do pacto, foi um histórico e leal aliado petista, tendo, inclusive, sido um destacado ministro no governo Lula.

Parecendo essa aliança tão ilógica, além de ser carregada de um maquiavelismo asqueroso, a notícia passou a ser analisada como mais uma teoria da conspiração, tão comum nos períodos eleitorais. Ou, para alguns, como um mero exercícios fantasiosos de alguns desinformados analistas políticos. Afinal, a estapafúrdia notícia se chocava com os propalados padrões éticos e morais sempre presentes nos discursos petistas. Não dava para acreditar que o imaculado PT, arauto maior da ética e dos princípios morais, as vestais confessas da pureza, entrasse nessa fétida e desleal prática política.

Infelizmente, a trama traiçoeira petista foi confirmada. A primeira sinalização concreta dessa “santa aliança” se deu quando a coluna Painel, do jornal Folha de São Paulo, publicou que o presidente Michel Temer e o Partido dos Trabalhadores estariam articulando uma manobra conjunta para reduzir o avanço da aliança em torno da candidatura Ciro Gomes. Segundo a coluna, os petistas teriam procurando dirigentes do Progressista, do PSB e do PR para falar contra uma aliança com Ciro. Eles estiveram com o presidente do PP, Ciro Nogueira, com o PSB e com Valdemar Costa Neto, líder do PR, porque temiam que Ciro colhesse votos no eleitorado do PT.

No dia seguinte à publicação do Painel, a grande imprensa publicou que o presidente Michel Temer teria ameaçado a sua base aliada com o rompimento se ela – os partidos do Centrão – aderisse a campanha do Ciro Gomes.

A partir dai, tudo foi só questão de tempo. Não suportando a pressão dos neo-aliados, no dia 19 de julho o centrão declarou apoio ao candidato Geraldo Alckmin. No dia primeiro de agosto, segundo o script traçado por Lula, o vacilante e anacrônico PCdoB, eterno puxadinha do PT, afirmou que manteria a candidatura de Manoela d’Davila. Restava, enfim, o PSB decidir qual o rumo a tomar.

Finalmente, no final da tarde da última quarta-feira, setores significativos da esquerda brasileira, incluindo petistas e socialistas, foram surpreendidos com o anuncio do Diretório Nacional do PT confirmando que o partido tinha decidido apoiar algumas candidaturas do PSB em troca da neutralidade do PSB na sucessão presidencial, isto é, na garantia que os socialistas não oficializaria apoio ao Ciro Gomes.

Uma verdade é desnudada nessa tragédia frankensteiniana: o Lula e o PT temem a vitória do Ciro Gomes. Sem proposta e sem candidato, os petistas sabem que Ciro Gomes está bem preparado, com propostas capazes de, no médio prazo, superar a maior crise da história do Brasil, crise legada pela incompetência do governo petista. Eles sabem que, se o Ciro Gomes for eleito, os seus sonhos de voltar à presidência jamais se realizarão.

Finalmente, com esse pragmatismo maquiavélico, com a explicitação de que os fins justificam os meios, mesmo que os meios impliquem em destruir sorrateiramente antigos aliados, o PT mostrou do que é capaz quando os seus fins almejados estão em jogo. Profeticamente, o saudoso Leonel Brizola, fundador do PDT, ainda em 1989, já havia vaticinado: o Lula pisaria no pescoço da própria mãe para ser presidente.

*João Arruda

Sociólogo e Professor da UFC.

Operação Macron no Brasil

(Foto: Pedro Ladeira/Folhapress, PODER)

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (5):

Alguns analistas entendem que o Brasil está sendo alvo de uma operação estratégica, eleitoral, semelhante a que colocou Emmanuel Macron à testa do poder, na França. Lá, como se sabe, diante da desmoralização política dos partidos tradicionais da direita e da esquerda (PSF) por terem aplicado o mesmo programa de austeridade contra a vontade dos cidadãos, forjou-se a criação de um candidato “outsider” supostamente não comprometido com a política tradicional, para encarnar a proposta neoliberal, radical. Em seguida, se insuflou a candidatura de Marine Le Pen, de extrema-direita, para levá-la ao 2º turno junto com a de Macron. O passo seguinte foi atiçar o medo dos franceses em relação a eventual governo neofascista, de extrema-direita. A chantagem forçou os eleitores mais apavorados a desaguar votos em Macron (uma grande parte, porém, se absteve, votou branco, ou nulo). Resultado: o capital financeiro conseguiu passar proposta de austeridade, nas urnas, e a demolição do Estado Social, o que seria impensável numa eleição normal.

No Brasil, a estratégia para impor o programa neoliberal, rejeitado na eleição de 2014, exigiu, primeiro, a deposição do governo legítimo e sua substituição por um grupo acusado de fisiologista, corrupto, entreguista e antitrabalhista. Ato que foi seguido pela detenção da principal liderança popular do País (Lula), para evitar que fosse reconduzido ao poder. Essa é a convicção desses analistas.

Entretanto, o fracasso econômico e político do governo instalado (Temer) forçou o sistema a apelar para a estratégia Macron. Tentou-se um “outsider” (Luciano Huck, João Dória, Joaquim Barbosa). Não deu certo. Restou então aplicar apenas a parte essencial da estratégia macroniana: insuflar a extrema-direita bolsonariana, enquanto a direita tradicional tenta chegar a um candidato confiável, através do “Centrão” (possivelmente Alckmin).

Jair Bolsonaro cumpriu sua parte do plano, garantindo vaga no segundo turno. Contudo, é visto como desprovido de capacidade para gerir um programa tão complexo (desmonte do Estado Social brasileiro e a entrega das riquezas nacionais a grupos econômicos estrangeiros), embora concorde com ele. Se a estratégia macroniana tiver sucesso, os eleitores ficarão entre a cruz e a caldeirinha. Terão de escolher entre Bolsonaro e Alckmin. Já a candidatura de Henrique Meirelles é diversionista, “para enganar os trouxas”, segundo essa versão. Meirelles aparece como candidato de Temer para atrair as pancadas contra seu governo (mas, na verdade, o candidato de Temer é Alckmin ou alguém do “Centrão”).

Eis o resumo da ópera: se Alckmin chegar ao 2º turno, o sistema desidratará a candidatura Bolsonaro, escancarando sua face bárbara. E aguardará que o medo funcione.

Deputados petistas e um café da manhã pró-Lula

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Zé Airton promete caravana. Na convenção, uma jangada estilizada leva seu nome.

Os deputados estaduais e federais do PT tomarão café da manhã juntos, antes da convenção marcada para o Ginásio da Faculdade Ari de Sá, a partir das 9 horas deste domingo.

O local não foi divulgado, mas o cardápio será para acertar discurso pró-Lula Livre, segundo fontes petistas. A pregação vai ser feita, embora entre eles não haja tanta certeza de que o líder petista conseguirá condições legais para a disputa.

Lula está preso na carceragem da PF de Curitiba, pois paga pelo crime de organização criminosa e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá.

Lula e Ciro dividem decoração na convenção pró-Camilo

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Para, quem sabe, agradar a gregos e troianos, eis o que aparecerá na decoração do Ginásio da Faculdade Ari de Sá (Centro), local da convenção do PT e do PDT que homologará o nome do governador Camilo Santana (PT) para a reeleição: de um lado, a foto de Lula, que o PT insiste em querer como candidato a presidente, mesmo preso e com a legislação eleitoral o definindo como ficha suja; do outro, a de Ciro Gomes, candidato pedetista a presidente.

A convenção promete lotar o ginásio, que deverá se transformar numa verdadeira “Arca de Noé”. Isso, porque Camilo costurou apoio de 24 partidos e, de quebra, disse que apoiará para o Senado não só Cid Gomes, que é do PDT, mas, também, Eunício Oliveira, que é do MDB tido como golpista pelos petistas.

O cenário, bem suprapartidário, já está pronto. Faltam os atores e seus scripts eleitorais.

(Foto – Leitor do Blog)

General Theophilo apresenta três de suas estrelas

General de quatro estrelas, Guilherme Theophilo apresentou neste sábado (4), em Caucaia, na Região Metropolitana de Fortaleza, as três mulheres que estarão no pelotão de frente de sua campanha. Foi durante ato organizado nesse município, depois de giro pela Serra da Ibiapaba.

São elas: a vice na chapa, a professora universitária e vereadora Emília Pessoa; a candidata ao Senado, a médica Mayra Pinheiro; e a candidata à reeleição à Assembleia Legislativa, deputada Fernanda Pessoa.

DETALHE – O candidato Fernando Torres, que foi liderança importante dos jovens empresários, também está na caravana. Ele disputa cadeira de deputado estadual pelo PSDB.

Alexandre Pereira garante apoio a Camilo e a Cid; Já para Eunício…

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O governador Camilo Santana (PT) prestigiou na tarde deste sábado (4), no Pirata, na Praia de Iracema, a convenção da coligação PPS/PPL/Patriotas/PRTB.

Em discurso, o presidente do PPS, Alexandre Pereira, assegurou apoio à pré-candidatura de Camilo Santana ao Governo do Ceará e também à pré-candidatura de Cid Gomes (PDT) ao Senado.

Já sobre Eunício Oliveira… Pereira não quis se manifestar.

(Foto: Divulgação)

Avante anuncia apoio a Ciro Gomes na eleição presidencial de 2018

O partido Avante anunciou neste sábado (4) que irá apoiar a candidatura de Ciro Gomes, do PDT, à Presidência da República nas eleições de 2018. O anúncio foi feito pelo presidente do Avante, Luis Tibé, em Belo Horizonte, com a presença do presidenciável.

A candidatura de Ciro Gomes foi confirmada no último dia 20 de julho, durante convenção nacional do PDT em Brasília. O PDT ainda não definiu o candidato a vice-presidente na chapa.

Esta é a terceira vez que Ciro Gomes será candidato à Presidência da República: em 1998 e 2002, ele concorreu pelo PPS. Natural de Pindamonhangaba (SP), construiu sua carreira política no Ceará, onde foi prefeito de Fortaleza, eleito em 1988, e governador do estado, eleito em 1990. Renunciou ao cargo de governador, em 1994, para assumir o Ministério da Fazenda, no governo Itamar Franco (1992-1994), por indicação do PSDB, seu partido na época.

Ciro Gomes foi ministro da Integração Nacional de 2003 a 2006, no governo do ex-presidente Lula, e tocou o projeto de Transposição do Rio São Francisco. Deixou a Esplanada dos Ministérios para concorrer a deputado federal e foi eleito. Também exerceu dois mandatos de deputado estadual no Ceará. Tem 60 anos e quatro filhos.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)

Por aclamação, Lula é escolhido candidato do PT a presidente

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Em convenção nacional, o PT confirmou neste sábado (4), na capital paulista, a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. A escolha foi por aclamação.

O partido não decidiu quem será o vice na chapa com Lula. Na convenção, ficou definido que serão realizadas caravanas saindo de todos os estados até Brasília no dia 15 de agosto, prazo final para apresentação de pedidos de registro de candidaturas ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preso em Curitiba, desde 7 de abril, após ter sido condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro, em segunda instância, no caso do triplex de Guarujá.

Lula encaminhou uma carta para ser lida durante a convenção. No texto, ele afirma que a democracia está “ameaçada”. “Agora querem fazer uma eleição presidencial de cartas marcadas, excluindo o nome que está à frente na preferência popular em todas as pesquisas”, diz.

O ex-presidente afirmou ainda que confia no reencontro com a militância. “De onde me encontro, estou sempre renovando minha fé de que o dia do nosso reencontro virá, pela vontade do povo brasileiro”.

O comado do PT aguarda a análise do registro da candidatura de Lula. Caberá ao Supremo Tribunal Federal (STF) dar a palavra final sobre a prisão de Lula e se ele estará apto a concorrer, já que a Lei da Ficha Limpa impedi candidaturas de condenados em segunda instância. O julgamento é esperado para os próximos dias.

O PT divulgou ontem (3) os pilares do programa para o “Próximo Governo Lula (2019-2022)” que reúne cinco eixos. São eles: “soberania nacional e popular na refundação democrática do Brasil”; “promover um novo período histórico de afirmação de direitos”, “novo pacto federativo para promoção dos direitos sociais”, “promover um novo modelo de desenvolvimento” e “transição ecológica para a nova sociedade do século XXI”.

(Agência Brasil / Foto: Arquivo)

Chico Lopes tem candidatura homologada neste sábado

O deputado federal Chico Lopes teve a candidatura à reeleição homologada neste sábado (4), no auditório Murilo Aguiar, na Assembleia Legislativa do Ceará.

Nesta semana, Chico Lopes deu início a uma “vaquinha” para sua candidatura, por meio do sistema conhecido por “crowdfunding”, que são páginas seguras na internet, registradas no Superior Tribunal Eleitoral.

(Foto: Reprodução)

MEC garante que pagamento de bolsas da Capes não será suspenso

O Ministério da Educação (MEC) informou, por meio de nota, que o pagamento das bolsas da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) não será suspenso. A nota divulgada na noite dessa sexta-feira (3), diz ainda que “a valorização da educação é uma das prioridades do governo federal que, em dois anos, adotou medidas importantes para o setor, como a Lei do Novo Ensino Médio e a homologação da Base Nacional Comum Curricular da educação infantil e do ensino fundamental”.

O MEC também informa que “os ministros da Educação, Rossieli Soares, e do Planejamento, Esteves Colnago, discutiram medidas estruturantes para a área da educação em seus diferentes níveis, bem como o orçamento para o próximo ano” e que “as equipes dos dois ministérios têm realizado frequentes reuniões para tratar do tema”. Ontem, os dois ministérios anunciaram que vão apresentar ao presidente Michel Temer, na próxima semana, estudo sobre recursos para Capes.

A mobilização ocorre após o presidente do Conselho Superior da Capes, Abílio Baeta Neves, ter enviado carta ao ministro da Educação afirmando que “foi repassado à Capes um teto limitando seu orçamento para 2019 que representa um corte significativo em relação ao próprio orçamento de 2018, fixando um patamar muito inferior ao estabelecido pela Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Caso seja mantido esse teto, os impactos serão graves para os Programas de Fomento da Agência”.

Entre as consequências, apontada na carta da Capes está a suspensão de bolsas de 93 mil pesquisadores e de alunos de pós-graduação (mestrado, doutorado e pós-doutorado) a partir de agosto de 2019. O Conselho da Capes também previu o corte dos pagamentos de outros 105 mil bolsistas que trabalham e pesquisam com educação básica. A carta circulou nas redes sociais e serviços de mensagens instantâneas e provocou mobilização nas comunidades científica, tecnológica e acadêmica.

Ontem, a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e mais de 30 entidades representativas publicaram carta aberta ao presidente Michel Temer para expressar apoio à manifestação do Capes.

(Agência Brasil)