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Prefeito de São Paulo tem 49% de reprovação, segundo Datafolha

ENEM1 - BSB - 16/11/2010 - HADDAD SENADO ENEM - VIDA&

A gestão do prefeito petista Fernando Haddad é reprovada por 49% dos paulistanos, segundo pesquisa Datafolha publicada nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo.
A pouco menos de um ano das eleições municipais, o número representa o pior resultado de Haddad até aqui, mas ficou dentro da margem de erro em relação aos levantamentos anteriores: 47% de reprovação em julho de 2014 e 44% em fevereiro deste ano.

Ainda segundo a pesquisa, a administração municipal é avaliada como ótima ou boa por 15% dos paulistanos. Outros 34% a consideram regular. O levantamento ouviu 1.092 pessoas entre os dias 28 e 29 de outubro. A margem de erro é de três pontos porcentuais.

A pesquisa revela um dado preocupante para o PT: a aprovação de Haddad entre os mais pobres, base eleitoral histórica da sigla, é de somente 12%. Já entre famílias com renda mensal superior a dez salários mínimos, é de 23%.

(Veja Online)

Defender o Governo Dilma é defender a democracia?

Com o título “Não é Dilma que está em jogo. É a democracia”, eis artigo que o ex-ministro da Ciência e Tecnologia, Roberto Amaral, manda par o Blog. Para ele, é fundamental a defesa do Governo Dilma como uma questão de princípio: a defesa da soberania popular como fonte única de poder.”. Confira:

Setores da esquerda brasileira afirmam que a defesa do mandato da presidente Dilma Rousseff depende da mudança de sua política econômica. A estratégia de cabo de esquadra embute a avaliação segundo a qual não é possível defender o seu mandato porque sua política econômica é indefensável. E aí, como quase sempre, graças à leitura primitiva de antigos catecismos, o esquerdismo se encontra com a direita na oposição à Presidente e por razões distintas joga água no moinho já caudaloso do impeachment do qual, se esse ocorrer, será ao mesmo tempo coadjuvante secundário e vítima a médio prazo.

A História não se repete, mas, sabidamente, é recorrente entre nós: nos idos de 1954 direita e esquerda, lacerdistas e comunistas saíram às ruas em um coro uníssono pela deposição de Vargas. Deu no que deu: o governo conservador de Café Filho, comandado por Eugênio Gudin, Juarez Távora e Eduardo Gomes.

O que está em jogo nos dias correntes não é o governo Dilma, mas a legitimidade de um mandato ungido pela soberania popular, até aqui incontestada. Neste caso, trata-se de uma questão de princípio: a defesa da soberania popular como fonte única de poder. Para a defesa deste princípio (que deve estar acima das circunstâncias e das contingências), não entra em cogitação se o governo é de direita ou de esquerda, se eficiente ou não, se é o governo de nossos sonhos ou de nossos pesadelos.

Pergunta-se tão-só se é legítimo e legal. E a resposta, neste caso, é afirmativa. Este é o ponto de vista de liberais e da esquerda e dos segmentos de centro-esquerda; já a direita não pensa assim: em um golpe de mão, quer o impeachment para assumir o governo que as urnas lhe negaram.

Ademais de titular de um governo legítimo, a presidente é legalmente inalcançável pela tentativa de impeachment, que, assim, à míngua de sustentação jurídica, se converte em explícita tentativa de golpe de Estado.

Consabidamente, Dilma não praticou um só delito dentre os catalogados pela legislação como justificadores da medida extrema. Ao contrário de Collor e ao contrário do presidente da Câmara dos Deputados – de quem, a propósito, depende a iniciativa para a abertura do processo de cassação do mandato presidencial. Sinal dos tempos, nada mais.

A defesa do mandato de Dilma – um imperativo histórico – não exige a concomitante defesa de sua política econômica, tanto quanto a crítica ao ‘reajuste’ – e não só a ele – em nada impede a defesa do mandato, até porque essa política econômica não será alterada com a eventual deposição da presidente.

Ao contrario, o caminho para a mudança de política – apartando-a do neoliberalismo e do rentismo – depende do fortalecimento do governo. Em outras palavras: nas circunstâncias, a sucessão de Dilma – qualquer que seja ela – imporá ao país uma política econômica ainda mais conservadora. Explica-se. Só uma nova correlação de forças – que passa pelas ruas, pelos movimentos sociais – poderá assegurar a mudança da política econômica, ainda no governo Dilma.

Só uma nova correlação de forças na sociedade – caminhando, portanto, para além da infiel base governista no Congresso – poderá assegurar a retomada do desenvolvimento econômico e da distribuição de renda, a taxação das grandes fortunas (5% ao ano sobre as fortunas acima de R$ 50 milhões de reais nos dariam um ganho de receita da ordem de R$ 90 bilhões), a taxação dos lucros sobre capital próprio, a alteração das alíquotas do Imposto sobre a Renda, fazendo-o incidir progressivamente sobre renda e patrimônio.
Só um governo política e socialmente forte pode enfrentar o rentismo, reduzir a taxa de juros, controlar o câmbio e adotar uma arrojada política de combate à sonegação de impostos, sobre o que, compreensivelmente, não falam nem a FIESP, nem a FIRJAN, nem a CNI, menos ainda a CNC e quejandas.

É preciso ter em mente que a defesa da ordem democrática, da legitimidade do voto, da soberania popular como única fonte de poder, é o ponto de partida, mas não encerra a história toda, pois o que está em jogo em nosso país ultrapassa a preservação do mandato da presidente Dilma. Trata-se de barrar o avanço das conquistas conservadoras, que teriam o campo livre na era pós-Dilma.

O que seria esse pós-Dilma, senão o fortalecimento das forças conservadoras e reacionárias que hoje, sob o comando de Eduardo Cunha, já promovem uma virtual revisão da Constituição de 1988, dela retirando as principais conquistas sociais?

A direita já explicitou o discurso de seus líderes e, no espaço parlamentar, alguns indicadores de seu programa são reveladores: a precarização do trabalho em geral e a terceirização de forma específica, o desmonte do Estatuto da Família (excluindo de seu abrigo mais da metade das famílias brasileiras), a revogação do Estatuto do Desarmamento, o corte dos recursos destinados a programas como o Bolsa Família (já anunciado por um dos relatores da proposta orçamentária para 2016), o fim da demarcação da terras indígenas, a cobrança de mensalidades no ensino universitário publico, o intento de penalizar como terrorismo o movimento social.

Símbolo de todo esse retrocesso civilizatório é o projeto do deputado Cunha – quem mais? – já aprovado pela Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal, que praticamente força a mulher pobre a aceitar a gestação fruto de estupro.
Os setores da esquerda indecisa e os liberais, esses ainda encantados com o cantochão do reacionarismo, precisam refletir (enquanto é tempo) sobre o que seria, entre nós, um governo conservador, pois conservador e reacionário será, no rasto de eventual impeachment, o governo que acaso suceder ao governo Dilma.

Um governo conservador significará grave retrocesso para as políticas distributivas (regressaremos ao ‘primeiro é preciso fazer o bolo crescer para depois fatiá-lo’ dos tempos da ditadura), a total liberalização do sistema financeiro, o corte dos benefícios sociais – as primeiras vítimas das ‘políticas de austeridade fiscal’.

A desnacionalização das indústrias estratégicas, finalmente alcançando a Petrobras e, de sobremesa, a engenharia nacional. Um governo conservador nos atrelará, de forma subordinada, novamente, e por muitos e muitos anos, às políticas e interesses dos EUA, de quem seremos satélites menores; significará nossa renúncia a uma política externa independente e ao exercício de nosso papel na América do Sul, afetando todos os projetos de desenvolvimento autônomo de nossos vizinhos. Será o fim do Mercosul e da UNASUL e a recuperação da ALCA, com a qual assumiremos definitivamente o status de colônia moderna. Será a renúncia a qualquer sorte de desenvolvimento soberano.

Em síntese e finalmente, a realização do perseguido sonho de FHC, acalentado desde o nascimento do PSDB, nascido de uma costela do PMDB, de onde herdou seu DNA: o fim da ‘era Vargas’, a saber, o fim das políticas distributivas e da proteção ao trabalho, o fim da emergência das classes marginalizadas pelo desenvolvimento, segundo as regras do capitalismo financeiro monopolista.

Nossas ‘elites’ econômicas têm consciência de classe para dar e vender. Iluda-se quem quiser.

*Roberto Amaral

Escritor e ex-ministro de Ciência e Tecnologia.

Com Cunha à frente, gastos da Câmara dos Deputados subiram para R$ 350 milhões

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No ano em que se fala tanto em ajuste fiscal, a Câmara dos Deputados pouco tem conseguido economizar. Sob comando de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) desde o início de 2015, a Casa custou R$ 3,6 bilhões neste ano. Em valores correntes, os números são referentes ao período de janeiro a setembro e representam aumento de quase R$ 350 milhões em relação aos nove primeiros meses do exercício passado.

Apesar do aumento geral não parecer significativo, já que equivalem a elevação de 6% nas despesas, o Contas Abertas realizou um raio-x das despesas da Câmara e verificou que alguns aumentos chegaram a mais de 150%.

Com a desvalorização da moeda brasileiras os gastos com diárias no exterior, por exemplo, estão nessa lista. No ano passado, R$ 508,2 milhões foram gastos com esse tipo de despesa, contra o R$ 1,3 bilhão de 2015.

(Com Agências)

Prefeito do Cedro apelou por adutora via Blog e conseguiu o projeto

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O prefeito do Cedro, Nilson Diniz, comemora.

Na última semana, ele deu entrevista ao Blog cobrando uma adutora de engate rápido para evitar o colapso no abastecimento da cidade ano que vem. O governador Camilo Santana acatou o pleito.

Segundo Diniz, a adutora, ao custo de R$ 6,5 milhões, vai sair. Mas não virá por meio de licitação tradicional. Por causa da estiagem, haverá dispensa de licitação.

Senado começa a semana com pautas trancadas por MPs

A pauta do Senado começa a semana trancada por duas medidas provisórias que devem ser votadas nesta terça-feira (3). A MP 682 estabelece que a Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias S.A. ficará encarregada da gestão do Fundo de Estabilidade do Seguro Rural até a completa liquidação das obrigações deste Fundo. A MP 687 trata da Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional – CONDECINE e da prorrogação da vigência de incentivo fiscal no âmbito dos Fundos de Financiamento da Indústria Cinematográfica Nacional – FUNCINES.

Os senadores devem apreciar as proposições que estão na ordem do dia na Casa. O primeiro item é o projeto de lei do senador Roberto Requião que trata do direito de resposta de pessoas que se sentirem ofendidas por matérias divulgadas na imprensa. O texto foi apreciado na Câmara e o Senado vai analisar as emendas feitas pelos deputados.

Os itens seguintes são polêmicos e só devem ser colocados em votação se houver acordo entre os líderes partidários. Trata-se dos projetos de lei do senador José Serra que propõe modificações no modelo de exploração do Pré-sal. O primeiro modifica a participação mínima obrigatória da Petrobras nos consórcios para extração do óleo. O segundo, institui percentual mínimo em relação à produção total para o excedente de óleo destinado à União sob o regime de partilha. Os dois projetos têm oposição de senadores do PT e da base governista, mas estão em regime de urgência e têm preferência sobre outras proposições.

Cid Gomes chama Eduardo Cunha de “vagabundo” e diz não acreditar em Lula 2018

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foto cid ferreira gomes
O ex-governador cearense e ex-ministro Cid Gomes, que foi demitido da Educação após chamar o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) de “achacador”, afirma que o governo Dilma deveria tentar enfrentá-lo, ao invés de buscar qualquer tipo de acordo ou composição com o presidente da Câmara dos Deputados. “O governo está se acovardando diante de Cunha. Está faltando coragem para enfrentá-lo. Passaram-se sete meses e as pessoas me cumprimentam pela minha postura na Câmara. Chego a um lugar onde foi feito um investimento extraordinário quando eu era governador, e a pessoa vem me cumprimentar não é por isso, é pelo meu discurso na Câmara”, disse ele, em entrevista à jornalista Júnia Gama, no jornal O Globo.
“Essas coisas encontram eco popular. O povo está cheio disso. O governo tentar acordo com uma figura como essa não contribui em nada para que ele resgate sua popularidade. Pode até ficar até o fim, mas sem popularidade, qual o retorno disso? Só vale a pena estar no governo para estar bem com o povo. Estar no poder sobrevivendo, sem ter respaldo popular, para que serve isso?”
Na entrevista, Cid voltou a disparar contra Cunha. “Ele tem toda a prática do que chamei de achacador. É um ser abjeto, nojento, uma pessoa que passa o tempo criando dificuldades para o Executivo para arrancar vantagens. No caso dele, pessoais. Fortuna. Ele não está na presidência da Câmara à toa, porque ele representa hoje um estilo que é majoritário na Câmara. É um vagabundo que se aproveita do poder político. Para mim, é um morto-vivo.”
Cid afirmou ainda que, se estivesse no lugar de Dilma, agiria diferente. “Eu iria para uma medida extrema. Quando se está com a razão, tem que enfrentar, mesmo se expondo à chantagem ou ações oportunistas. O povo é que é o juizado. Está faltando ao governo acreditar nisso.”
Lula e Ciro Gomes
Sobre 2018, o ex-ministro disse duvidar da candidatura de Lula, pelo PT. “Lula não é anjo, nem demônio. Fez muitas coisas importantes, há evolução em várias áreas nos últimos quinze anos. Por outro lado, Lula é responsável pela institucionalização do loteamento, com vistas grossas, das estruturas públicas”, disse ele. “Boa parte do problema que Dilma está enfrentando com o meio político é porque ela resistiu muito a aceitar isso. Aquela história de faxina não era da boca para fora.”
“Não acredito jamais que Lula seja candidato. Só se for burro, coisa que ele não é. Quem foi presidente duas vezes tem que cuidar do seu legado, da sua história”, diz Cid, que aposta no irmão Ciro. Segundo o ex-ministro, o temperamento explosivo é coisa do passado. “Boa parte era ímpeto da juventude. Naturalmente, ele amadureceu nesse aspecto. Mas boa parte foi oportunismo da oposição.”
* Veja  aqui a entrevista no O Globo.      

Ciro será alvo de processo de Temer

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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) deverá responder a mais um processo, sob acusação de calúnia e difamação. Segundo informações de Brasília, virá do vice-presidente Michel Temer, maior liderança do PMDB.

Ciro, em recente entrevista, disse que Temer chefiava uma quadrilha “que achaca e assola o País”.

O caso renderá mais um dos vários processos contra Ciro que, recentemente, não teve acatada a redução de uma indenização, no Tribunal de Justiça do Ceará, pedida pelo senador Eunício Oliveira. O peemedebista processa o neobrizolista por calúnia e difamação.

Ceará vai construir Memorial de Resistência e Luta Contra a Ditadura e pagar indenizações

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Da Coluna Vertical, no O POVO desta segunda-feira (2):

Neste dia 2 de novembro em que muitos renovam as lembranças e saudade dos entes queridos, uma boa-nova chegou para os ex-presos políticos cearenses – e seus familiares, vítimas do regime militar. O governador Camilo Santana (PT) mandou pagar as indenizações em atraso desde 2013 desse grupo. O Governo Tasso Jereissati criou a lei, Cid Gomes pagou alguns, mas, depois, deixou de honrar o compromisso.

Camilo liberou uma parcela de R$ 150 mil de um total devido de R$ 1, 14 milhão para 15 ex-presos políticos. Ficou a promessa de que o restante, em parcelas, será liquidado ao longo de 2016. O governador garantiu ainda à Associação 64/68 que vai construir o Memorial de Resistência e Luta Contra a Ditadura. A Sejus e a Secult, inclusive, já deram aval a esse projeto.

Deputados debatem projeto sobre cuidador de idosos na terça-feira

A Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara dos Deputados realiza audiência pública na terça-feira (3) para discutir o projeto de lei (PL 4702/12) que dispõe sobre o exercício da profissão de cuidador de pessoa idosa. O requerimento para realização do debate é da deputada Benedita da Silva (PT-RJ), relatora do projeto, subscrito por mais seis deputados. O debate será às 14h30, no plenário 7.

Benedita explica que o número de pessoas no Brasil acima de 60 anos continua crescendo de 12,6% da população, em 2012, para 13% no ano passado, e já são 26,1 milhões de idosos no país. “A profissão de cuidador da pessoa idosa ou, simplesmente, cuidador envolve uma grande diversidade de atos e práticas que necessitam ser muito bem definidas, não só para uma correta atuação do profissional que está atuando, mas, principalmente, para o bem estar da pessoa que está sendo atendida”, justifica a deputada.

(Agência Câmara Notícias)

Exoneração de comandante do Exército é exemplo para conter escalada de insubordinação militar

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (1º):

A exoneração do general Antonio Hamilton Martins Mourão do comando Militar do Sul depois que este incursionou indevidamente pela área política, inclusive com críticas desafiadoras à presidente Dilma, que é a comandante em chefe das Forças Armadas tornou-se impositiva. E foi agravada pela provocação incutida na homenagem póstuma a um torturador renomado, falecido recentemente, o coronel Carlos Brilhante Ustra, que chefiou o Doi/Codi, o mais terrível centro de torturas da ditadura.

Foi uma decisão a que não se poderia furtar o ministro da Defesa Aldo Rebelo, pois, nem o Estado Democrático de Direito, nem o Regulamento Disciplinar das Forças Armadas permitem que um militar da ativa faça o que ele fez.

Se não fosse contido, abrir-se-ia a brecha para a escalada de insubordinação militar para cuja potencialidade o jornalista Jânio Freitas chamou atenção, na semana passada. Ou se impõe a autoridade das instituições democráticas, ou a convulsão militar estará instaurada, como tantas vezes aconteceu na história do País, com o sacrifício da democracia.

É hora de os democratas sinceros cerrarem fileiras em defesa da legalidade e da supremacia da Constituição. É preciso resguardar o marco civilizatório democrático, no Brasil.

MEC vai apoiar mais de 26 mil escolas com baixo desempenho na alfabetização

O Ministério da Educação (MEC) dará suporte extra a escolas que estão com dificuldades na alfabetização, segundo o secretário de Educação Básica do MEC, Manuel Palacios. Ao todo, 26,5 mil escolas receberão apoio, não apenas nos primeiros anos, quando ocorre a alfabetização, mas também até o 9º ano do ensino fundamental. O apoio inclui educação integral, formação de professores e material didático específico. A intenção é iniciar a ajuda até meados do ano que vem.

Segundo o secretário, se o Brasil quiser promover uma mudança na educação, deve focar na alfabetização. “São necessários esforços para assegurar o letramento adequado mesmo daqueles que ultrapassaram o 3ª ano do ensino fundamental, já estão no 4º, 5º ou mesmo na segunda fase do ensino fundamental”, disse à Agência Brasil durante o 2º Seminário do Ensino Médio do Conselho Nacional dos Secretários de Educação (Consed), em Manaus.

O MEC mapeou, a partir dos resultados da Prova Brasil, aplicada ao 5º e 9º ano do ensino fundamental, e da Avaliação Nacional da Alfabetização (ANA), aplicada às crianças do 3º ano do ensino fundamental, as escolas que concentram a maior parte dos alunos com baixo desempenho ou desempenho muito insuficiente nessas avaliações. Em número, as escolas correspondem a pouco menos de 50% das avaliadas pela Prova Brasil. Metade delas está na Região Nordeste.

Segundo Palacios, um aluno que chega ao 9º ano e têm um desempenho insuficiente na avaliação do MEC significa que tem “um desenvolvimento muito insuficiente para que possa almejar ter contato com a cultura letrada, contato com conteúdo científico, com textos históricos”.

O apoio será dado pela articulação de programas como o Pacto Nacional pela Alfabetização na Idade Certa (PNAIC), que busca garantir que os alunos até 8 anos estejam alfabetizados em português e matemática; o Mais Educação, que oferece jornada ampliada e educação integral às escolas; e o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid). Será um projeto da União em parceria com os demais entes federados.

(Agência Brasil)

O jeitinho brasileiro

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (1º):

É provável que o Brasil seja o campeão mundial de produção de leis. Somente no período entre 2000 e 2010, nada mais, nada menos que 75.517 novas leis estaduais e federais foram aprovadas. Caso esse total se some às leis que já existiam, às que continuam sendo produzidas e às que tenham validade somente nas cidades, a contabilidade será ainda mais assombrosa. É um imenso emaranhado, irracional e contraproducente.

Esse quadro levou a Escola de Direito da Fundação Getúlio Vargas (SP) a produzir uma pesquisa intitulada Índice de Percepção do Cumprimento das Leis (IPCLBrasil). Os resultados da pesquisa retratam a relação do indivíduo com o Estado de direito, observando o respeito daquele às leis, bem como às autoridades que devem fazer com as leis sejam cumpridas.

Entre janeiro e junho de 2015, foram entrevistadas pela FGV 3.300 pessoas distribuídas por oito Unidades da Federação (UF): Amazonas (300), Pernambuco (300), Bahia (400), Minas Gerais (600), Rio de Janeiro (400), São Paulo (700), Rio Grande do Sul (300) e Distrito Federal (300). Vamos a alguns resultados.

Nas ruas, deveria ser um comportamento comezinho atravessar as ruas na faixa de pedestre. É uma regra fundamental na organização urbana. Porém, facilmente se comprova que esse ato é corriqueiramente desrespeitado. Vejam: 73% dos brasileiros reconhecem que atravessaram a rua fora da faixa de pedestres pelo menos uma vez no último ano.

A pirataria é um crime. Atenta contra a economia e as leis. O comércio ilegal de produtos industrializados falsos talvez seja o maior financiador de máfias. Mas, a maior parte dos brasileiros não liga para essa questão. A pesquisa concluiu que 59% disseram já ter comprado CD ou DVD pirata. Trata-se de outro comportamento que se dá às claras, nas ruas e espaços públicos, com a plena tolerância da sociedade e da segurança pública.

Atentem para os seguintes pontos da pesquisa: 80% dos entrevistados afirmaram que “concordam” ou “concordam muito” com a afirmação de que “É fácil desobedecer à lei no Brasil”. Outros 81% concordam com a afirmação de que “sempre que possível escolhem dar um jeitinho ao invés de seguir a lei”. E 56% dos entrevistados acreditam que existem poucas razões para seguir a lei no Brasil.

É um conjunto que ajuda a explicar o País. O último item em especial merece muita atenção. Mais da metade da população afirma que não existem razões suficientes para respeitar as leis. Trata-se de uma percepção que perpassa o clima de impunidade e alcança um sentido muito distante dos valores coletivos que levam à construção de uma nação moderna e democrática.

Ex-governador Beni Veras está na UTI do Hospital Monte Klinikun

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Beni Veras, entre Robinson de Castro e Tasso, homenageado pelo CIC.

O ex-governador e ex-senador Beni Veras (80) encontra-se internado, há mais de uma semana, no Hospital Monte Klinikun.

Acometido pelo Mal de Parkinson, sofreu duas paradas cardíacas e está sendo acompanhado em UTI desse hospital.

Beni é filiado ao PSDB, mas, por causa da doença, afastou-se da vida política e empresarial.

Elite conservadora teme ficar novamente sob o governo do líder operário Lula

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (1º):

A investida contra Lula na véspera do aniversário dos seus 70 anos foi vista por uma parte da sociedade como uma tentativa de humilhá-lo – supostamente arquitetada com toda a frieza dos que fazem da vingança um prato frio.

Filhos de Lula e de autoridades em geral não estão acima da lei, e se deverem algo, terão de prestar contas à Justiça. Mas é intolerável haver truculência e atropelos por parte dos investigadores para demonstrar isso.

Cresce a convicção de que um segmento da elite conservadora não perdoa ter ficado sob a batuta de um líder popular operário e não toleraria ver isso repetido. Só que o Ibope aponta Lula com 23% da preferência de eleitores fieis, logo na partida, que votariam nele de qualquer maneira: é a maior base de apoio prévio consolidado entre os possíveis candidatos presidenciais, apesar da campanha diuturna contra ele.

TRE-CE recebe Representações contra sete vereadores por infidelidade partidária

O Tribunal Regional Eleitoral do Ceará recebeu sete Representações ajuizadas pelo Ministério Público Eleitoral, que requerem a perda de mandato de vereadores dos municípios de Mombaça e Redenção, por infidelidade partidária.

O presidente do TRE-CE, desembargador Abelardo Benevides Moraes, já autorizou a distribuição automática dos processos, que ficarão sob a relatoria do juiz Antônio Sales de Oliveira, membro do Pleno do Tribunal.

Seis vereadores de Mombaça trocaram o PSD pelo PMDB, e, em Redenção, uma vereadora desfiliou-se do PSD e foi para o PR.

Os vereadores representados foram Wanderley Cavalcante, Fernando Antônio Alves de Alencar, José Ronaldo Marques, Francisco Iranildo Marques Araújo, Rocky Almeida Siqueira e Antônio José do Ó Marques, de Mombaça, e Francisca Domingos do Nascimento Souza, de Redenção.

(TRE-CE)