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Desprivatização da Petrobras e as falácias do PT

Em artigo enviado ao Blog, o professor Uribam Xavier resgata algumas desculpas do PT sobre denúncias de corrupção. Confira:

Ao enfrentar sua primeira grande crise ao chegar ao poder, no caso do escândalo do mensalão, o PT usou como um de suas estratégias a disseminação de falácias para formular uma opinião púbica que o colocasse como vítima de uma conspiração golpista de uma direita udenista, mas sem entrar no mérito das acusações. Todavia, as falácias inventadas não suportam o confronto ligeiro com as práticas do partido no comando administrativo da coisa pública no país. Diante do escândalo do mensalão, o PT criou as seguintes falácias: i – o governo petista não rouba e não deixa roubar; ii – tem gente incomodada com o sucesso do governo Lula; iii – o governo Lula é um governo republicano; iv – não existe mensalão e nem caixa dois, o que existiu foi o uso de recursos não contabilizados.

Depois da condenação de alguns petistas pelo Supremo Tribunal Federal, o PT passou a defender a tese de que não existiu mensalão, nem caixa dois, que os condenados eram inocentes e políticos perseguidos. Porém, não moveram uma palha em defesa do núcleo de gestão econômica do mensalão, como no caso do senhor Marcos Valério, que continua preso por uma coisa que, segundo o PT, não existiu.

Diante do novo esquema de corrupção, agora na Petrobras, um escândalo bem maior, mais escabroso e profissionalizado, o escândalo do dólar na cueca é visto como uma operação de amadores ou um ato artesanal. E o PT ainda defende-se com novas falácias, vejamos:

1.ª – “A corrupção na Petrobras é anterior à chegada do PT ao poder”.  E pelo que vem sendo delatado na Operação Lava Jato é. Mas se os roubos na Petrobras é uma herança maldita recebida do governo tucano, por que o PT não fez uma auditória e ofereceu uma denúncia ao Ministério Público, ou tomou as medidas cabíveis para punir os culpados e ressarcir a empresa? Será que, ao longo desses 13 anos na administração da estatal, a realização dos balanços anuais feito pela direção petista não identificaram os rombos do governo anterior? Por que o silêncio do partido diante da situação que encontrou na Petrobras? Por que continuaram durante os governos Lula e Dilma os esquemas de propina?

Imagine uma pessoa que foi assaltada uma vez e resolveu não registrar o roubo na delegacia. Essa mesma pessoa foi roubada uma segunda vez e, ao ter elementos para identificar o ladrão, resolveu apresentar queixa. O acusado argumenta, em sua defesa, que a vítima já havia sido roubada outra vez e o ladrão não tinha sido punido, então, ele também não poderia ser punido, pois a punição configuraria um ato injusto, já que o primeiro ladrão não foi penalizado. O PT é o segundo ladrão, que acha que é injusto ser punido por atos de corrupção que outros cometeram antes dele, mas que não foram punidos. Com essa argumentação falaciosa, os petistas naturalizam tanto a corrupção quanto à impunidade como ato normal. E ainda dizem que tal ato constitui uma cultura política que não deve ser mudada, pois, se o PT for penalizado, será por força de uma perseguição política por parte de setores conservadores ou de golpistas.

2.ª – “A mídia golpista alimenta sua agenda com a Operação Lava Jato para que o PSDB possa defender a privatização da Petrobras atendendo aos interesses de corporações estrangeiras”. Todavia, o que a Operação Lava Jato tornou público foi a existência de um esquema envolvendo a Petrobras e algumas das maiores empreiteiras do Brasil, o chamado Clube, a partir do qual se operava o pagamento de propina que variava ou varia de 1% a 5% dos valores negociados. Os valores dos principais contratos investigados somam 59 bilhões de reais. Parte do dinheiro obtido com as fraudes era distribuído entre o PP, PMDB e o PT, e, supostamente, era para financiar campanhas políticas. Segundo o delator Pedro Barusco, ex-gerente de engenharia da Petrobras, só o PT recebeu entre 150 a 200 milhões de dólares [O Povo, 5/2/15]. Ora, a Petrobras já está privatizada por essa quadrilha ou clube composto de empreiteiras e partidos políticos, não se trata de privatizar, mas de desprivatizar. Para que a Petrobras possa ser desprivatizada, as investigações têm que ir até o fim, os culpados devem ser punidos e a empresa deve passar por um processo de transparência e controle público.

3.ª “Há por parte da Operação Lava Jato uma tentativa de criminalização de repasses legítimos de dinheiro”. Nessa falácia, criada pelo presidente nacional do PT, ele acaba afirmando, de forma indireta, que o PT recebeu recursos das empreiteiras que fazem parte do clube que operava ou opera o esquema de corrupção na Petrobras, mas que o dinheiro recebido foi repassado de forma legal. Portanto, há corrupção na Petrobras, mas o dinheiro que as empreiteiras ganham com o superfaturamento foi legalmente para o partido e isso não é crime. E o presidente nacional do PT vai mais além, diz ele: “doações legais de fornecedores de estatal beneficiaram os principais partidos do país”. Imagino que ele queira dizer que isso é normal, não é crime, e que se for para punir, tem que punir todos. Essa relação de empreiteiras que financiam partidos e passam a ser fornecedoras de estatal, ou que passam a ser fornecedoras de estatal e financiam partidos, não é um ciclo vicioso de corrupção em nossa cultura patrimonial?

Bem, essas três falácias em torno do escândalo na Petrobras se articulam de forma a revelar o rosto de um partido degenerado e um sistema político que vive apenas para alimentar a disputa do poder e de interesses de rentistas e extrativistas, e de outros setores menores do capitalismo brasileiro. Sem projeto para o país, mas como servidores do mercado, seja na sua forma branda ou perversa, PT e PSDB passaram a disputar quem é o mais corrupto. Cada um vai assumindo a posição do outro, conforme o local onde se colocam. Quando governo, diante dos vários casos de corrupção que se tornaram públicos, o PSDB se dizia inocente, e que os pedidos de impeachment defendidos pela CUT e o PT era coisa de golpista. O PT, no poder, passou a roubar de forma aloprada e responde à oposição e à sociedade com os mesmos argumentos do PSDB.

Diante dessa conjuntura, tornou-se esdrúxula a posição de pessoas que se dizem de esquerda, alguns até socialistas, de achar que o PT é inocente e vítima de uma conspiração, que se trata de uma luta da direita contra a esquerda, e que o PT ainda representa algo contra o conservadorismo na nossa sociedade. É evidente que existe um avanço do conservadorismo no Brasil, mas não é achando que o PT é inocente que vamos enfrentar o conservadorismo e avançar rumo a uma cultura política emancipatória. Defender o PT é defender a corrupção e oferecer espaço e argumentos para o avanço do conservadorismo. Alguns militantes, presos afetivamente à estrutura partidária ou a cargos que mantêm o sustento material deles, podem defender o partido por motivos óbvios, mas os que acreditam que, internamente, o partido ainda tem um projeto a ser disputado, que ele pode voltar às origens, caem na ingenuidade. O PT é um partido degenerado, não tem volta. Não existe um exemplo na história de partido que, após se degenerar, tenha feito autocrítica e voltado às origens. Quando um partido se degenera, acaba-se ou passa a ser aquilo em que se transformou. O momento atual é propício, sim, para investir numa nova cultura política e investir no PODEMOS brasileiro, de investir em alternativas políticas que respondam aos desafios atuais  de crise de representatividade.

Eduardo Cunha põe em xeque conquistas sociais e políticas

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (8):

Um dos componentes agravantes da crise (que promete ser uma das mais perigosas para o futuro da democracia brasileira) está aninhado na nova Câmara dos Deputados. A chegada do deputado Eduardo Cunha à Presidência da Casa, liderando os segmentos mais retrógrados e fisiológicos da política brasileira – na visão quase unânime dos analistas – configuraria o maior potencial de retrocesso social e político já enfrentado pelo País desde o fim da ditadura. Seria a oportunidade há muito esperada pelos que alimentam há tempos o desejo de quebrar a espinha dorsal das conquistas sociais e políticas trazidas pela Constituição de 1988.

Mal tomou posse, Eduardo Cunha apressou-se em resgatar, a toque de caixa, um projeto de emenda constitucional cujo objetivo é inscrever na Constituição a permissão de financiamento de campanhas eleitorais por empresas privadas – justamente o oposto do que têm defendido setores expressivos da opinião pública, como CNBB, OAB e uma centena de outras entidades da sociedade civil. A pressa de Cunha nessa matéria seria para tornar sem efeito a decisão já explicitada em votos pela maioria do STF contrária ao financiamento de partidos e candidatos por empresas, em atendimento à ação impetrada pela OAB, com esse objetivo.

Dilma tem a pior avaliação desde 2011

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foto dilma desespero

Ainda não é o que se pode chamar de “fim do poço”. Mas o trocadilho serve para justificar o pior desempenho em pesquisa de popularidade da presidente Dilma Rousseff, desde que assumiu o Palácio do Planalto, em 2011. A pior marca em 12 anos de governos do PT, com apenas 23% de aprovação, é consequência dos escândalos da Petrobras, com agravante da crise econômica. O índice de ruim/péssimo subiu de 24% em dezembro último para 44% nesse sábado (7), de acordo com a pesquisa Datafolha.

Para 52% dos entrevistados, a presidente Dilma Rousseff sabia da corrupção na Petrobras e permitiu que a situação ocorresse. Outros 25% apontaram que a presidente sabia o que estaria ocorrendo, mas não teve como evitar. Apenas 14% dos entrevistados afirmaram que Dilma Rousseff nada sabia o que se passava na Petrobras.

(com agências)

55% dos municípios brasileiros podem sofrer déficit de abastecimento

O Brasil detém 12% de toda a água doce do planeta e abriga grandes bacias hidrográficas, como as dos rios São Francisco, Paraná e Amazonas, a maior do mundo. No entanto, o grande volume hídrico está concentrado na Região Norte, exatamente a menos habitada. Por sua vez, o semiárido e o sertão nordestino sempre estiveram associados aos cenários tórridos da seca que castigam a população.

Professor de engenharia civil e ambiental da Universidade de Brasília (UnB), Demétrius Christofidis critica a atual gerência dos sistemas de armazenamento de água pela falta de planejamento de médio e longo prazos. “Esses projetos foram feitos há muitos anos e são baseados em médias históricas de observações. Na fase que antecede o sinal amarelo, já deveriam ter feito estudos revisando essa situação”, diz.

Dados da ANA indicam que 55% dos municípios brasileiros podem sofrer déficit de abastecimento em 2015. O alerta foi feito em audiência pública realizada na Câmara dos Deputados no final do ano passado.

Diante da gravidade do quadro, o deputado Sarney Filho (PV-MA) quer que a Câmara mantenha um comitê ou um grupo de trabalho permanentemente focado no acompanhamento das medidas que procuram combater ou, pelo menos, amenizar os efeitos da crise.

(Agência Câmara Notícias)

Tasso diz que oposição vive dilema entre impeachment de Dilma e crise econômica

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foto tasso caricatura

Para o senador Tasso Jereissati, a oposição no Congresso Nacional não estaria pressionando pelo impeachment da presidente Dilma Rousseff, por causa da crise econômica no país. “Sinceramente, é a primeira vez em que a gente está sem saber o que vai fazer”, comentou Tasso, em entrevista ao Valor Econômico, publicada neste fim de semana.

Na entrevista, Tasso revela o susto que tomou quando soube que teria que quitar uma dívida, junto ao BNDES, “60 a 70 milhões de reais”, para que pudesse assumir o seu segundo mandato como senador. “Era um financiamento de 10 anos. Tive de sair correndo e pagar o BNDES. Recorri a um banco privado e peguei outro financiamento, com juros mais altos. Não tenho do que reclamar. Eles [no BNDES] foram gentis. Regra é regra e tem que ser cumprida”, ponderou.

O senador cearense também comentou a saída de Graça Foster da presidência da Petrobras. Disse que não será suficiente para a recuperação da empresa. Para Tasso, é preciso também a mudança do marco regulatório de exploração do petróleo da camada pré-sal e injeção de recursos pelo governo.

Estado tem 15 dias para explicar gastos com refinaria Premium II

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Linhas de transmissão de energia, implantação da Reserva Indígena Taba dos Anacés (unidade habitacional, escola, posto de saúde, vias, energia, terraplenagem, abastecimento de água e esgotamento sanitário), Centro de Treinamento do Trabalhador, Trecho II do Desvio da CE-085 (entre a Ponte do Rio Cauipe e a área destinada a Refinaria), doação de terreno, desapropriações, custos de viagens e custos de licenciamento.

Esses são alguns investimentos encontrados pela auditoria do Tribunal de Contas do Estado do Ceará (TCE), em prol do projeto da refinaria Premium II, durante levantamento esta semana na Procuradoria Geral do Estado e na Secretaria da Infraestrutura. A auditoria quer saber quanto de recursos do tesouro estadual foram gastos no projeto que teve o seu cancelamento anunciado este mês pela Petrobras.

Segundo a 11ª Inspetoria de Controle Externo do TCE, também houve envolvimento da Secretaria do Turismo, Secretaria da Ciência e Tecnologia, Superintendência Estadual do Meio Ambiente e Secretaria do Desenvolvimento Agrário. O Estado tem agora um prazo de 15 dias para apresentar a totalidade dos recursos efetivamente aplicados, incluindo os contratos e/ou convênios firmados, direcionados à implantação da refinaria.

O espaço público precisa ser de todos

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (7), pelo jornalista Érico Firmo:

Feirantes que ocupam irregularmente as vias na Feira da Sé, próximo à Catedral, protestam contra a proibição de tomarem espaços públicos fora de dias e horários autorizados. O que eles querem é poder se apropriar dos locais de uso coletivo, na hora e no dia que julgarem melhores.

No mundo todo há feiras livres, mas em dias específicos, horários determinados, com regras sobre a instalação e a posterior limpeza. Não dá para cada um fazer o que bem entender dos locais públicos.

Tampouco defendo a aplicação da lei que desconsidere especificidades de cada situação. A legislação não é um fim em si: é instrumento para fazer justiça. Se sua aplicação pode se tornar injusta, há de se fazer ponderações.

Por exemplo, pela lei, todas as barracas e parques aquáticos deveriam ser retiradas do litoral. Na prática, seria um baque para o turismo, um problema para a economia inteira, sem falar dos trabalhadores envolvidos. Mas isso não pode significar a manutenção da forma predatória como as barracas privatizam o litoral e agridem a zona costeira. Há de se estabelecer padrões e regras de ocupação sustentáveis e que não signifiquem a apropriação dos espaços.

No caso dos feirantes, a retirada tem como desdobramento um problema econômico e social. O poder público tem dever de ser parte da busca por alternativas. Mas nenhuma solução passa pela tolerância da ocupação irregular, desregrada, ostensiva. O que ocorre é a privatização de praças, calçadas, ruas e avenidas.

E ninguém pense que são apenas coitadinhos. Há os feirantes – gente humilde, que ganha seu dinheiro como pode, mas que não deixa de estar ao arrepio da lei e que, independentemente da condição, não pode privatizar espaços coletivos. Por trás, estão fornecedores de confecção. Gente graúda, que lucra alto com as infrações. Ou alguém acha que são pobres costureiras que passam o dia a alinhavar aquela montanha de roupas?

Alguns fornecedores estariam entre os acusados de sonegar em torno de R$ 90 milhões devidos ao Estado, em função de um faturamento não declarado que chegaria a R$ 1 bilhão. E que teriam relação, supostamente, com ameaças de morte feitas ao secretário da Fazenda, Mauro Filho.

Ou seja, há muito dinheiro, muito poder e pouca legalidade envolvida naquele corredor de comércio informal. Há setores políticos e sociais que, em nome da defesa do que consideram desvalidos trabalhadores, justificam e defendem a privatização ostensiva do espaço público.

O labirinto político de 2016

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Em artigo no O POVO dessa sexta-feira (6), o vereador Acrísio Sena, líder da bancada do PT na Câmara de Fortaleza, ressalta a mudança do estilo político no Governo do Estado. Confira:

Camilo Santana anuncia novo quadro político no Ceará. Sua visita à Assembleia e as reuniões com setores da oposição demonstram uma mudança de estilo ao que existia antes. O diálogo será marca deste governo. Vamos enfrentar uma conjuntura econômica difícil, exigindo contenção nos gastos públicos. É nesse contexto que alguns problemas não podem esperar. Dentre eles, a segurança e a seca. Ações arrojadas nessas áreas exigirão criatividade e envolvimento social. Criatividade é também o que não pode faltar no enfrentamento das tensões políticas que, inevitavelmente, permearão o nosso governo.

Independente da nossa vontade, 2016 já é pauta do dia. Sabemos o quanto é importante vencer a disputa pela prefeitura de uma capital para afirmar um plano de longo alcance em âmbito estadual. Portanto, Camilo Santana terá papel preponderante na busca de gestar um arranjo político que possibilite a aproximação entre PT e Pros num mesmo projeto para Fortaleza, o que não deixa de ser uma operação dificílima.

O PT de Fortaleza e sua bancada na Câmara Municipal reafirmam oposição ao prefeito Roberto Cláudio. Este, por sua vez, não consegue deslanchar seu plano de governo. Para galgar sua reeleição precisaria fazer em um ano o que não fez em dois. Promessas frustradas motivaram um desgaste antecipado da sua imagem nas áreas mais pobres da cidade. Reverter isso é tarefa árdua, mesmo contando com apoio dos governos estadual e federal.

A eleição em 2016 será acirrada. O bloco derrotado em 2014 – PMDB, PR e PSDB – poderá ser o principal oponente, uma vez que obteve maior votação na capital e nas principais cidades da região metropolitana. Além disso, PDT e Psol podem surpreender com o discurso da renovação.

O debate no PT promete ganhar força com a tese de candidatura própria, que nesse contexto é favorita. Mas como a política é dinâmica, é bom aguardar o desenrolar dessas variáveis, para que a análise seja mais concreta, a partir de uma realidade melhor delineada.

Ivo Gomes e Doutora Silvana protagonizam primeira tensão política em 2015 no Ceará

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foto ivo e doutora silvana

Quem pensou que os primeiros momentos de tensão política na nova composição da Assembleia Legislativa seriam gerados pelo Capitão Wagner (PR) ou pelo primeiro deputado do PSOL na Casa, Renato Roseno, ou ainda pelo tradicional opositor Heitor Férrer (PDT), foi surpreendido nessa sexta-feira (6) pelo “embate” nas redes sociais entre os deputados Ivo Gomes (PROS) e Doutora Silvana (PMDB). E o clima passou longe da batalha eleitoral travada entre os dois partidos na sucessão de Cid Gomes, em outubro último.

O motivo foi a indicação da deputada para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Cidadania. Em sua página no Facebook, Ivo Gomes, que atualmente ocupa o cargo de secretário das Cidades, disse que a “Assembleia Legislativa do Ceará e o PMDB preparam-se para repetir a história. Terão um Marco Feliciano pra chamar de seu”. Ivo Gomes também apontou a peemedebista como “uma parlamentar evangélica fundamentalista e homofóbica”.

A reação do deputado do PROS foi motivada por uma declaração de Doutora Silvana, em 2013, quando na tribuna da Assembleia Legislativa a parlamentar justificou uma decisão judicial contra um casamento homoafetivo. “Deus não admite casamento gay, acabou com Sodoma por causa disso”, comentou a deputada na época.

Ivo Gomes prometeu levar o caso ao presidente da Casa e correligionário Zezinho Albuquerque.

“Achei perverso as duas palavras somadas que nada têm a ver com o meu perfil. Eu não sou uma fundamentalista religiosa, eu sou uma pessoa que tenho a minha fé”, reagiu a deputada do PMDB.

VAMOS NÓS – No último governo, Ivo Gomes era deputado, secretário municipal de Educação e irmão do governador (não há como desprezar essa última atribuição). Suas críticas eram ecos dos irmãos Cid e Ciro, ou se faziam ecoar nas mesmas duas personalidades políticas. Atualmente, Ivo trocou a condição de “irmão do governador” pela de cidadão. Acredito que a reação do deputado-secretário tenha sido de cidadão, apesar da promessa de intervir junto ao presidente do Legislativo Estadual, aliado do governador… o atual.

Airton Monte poderá ser homenageado com busto na Praça da Gentilândia

foto airton monte

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (7):

A Praça da Gentilândia, situada na avenida 13 de Maio, ganhará, em breve, um busto do cronista e médico Airton Monte, que morreu em 10 de setembro de 2012. Também foi colunista do O POVO.

O líder do prefeito Roberto Cláudio (Pros) na Câmara, Evaldo Lima (PCdoB), deu entrada nessa sexta-feira (6) em projeto de indicação nesse sentido. Segundo o vereador, a homenagem é mais do que justa a um personagem que morava no bairro da Gentilândia e que sempre retratou em crônicas seu amor pela cidade, não deixando de lado a verve do poeta e boêmio.

A matéria tramitará nas comissões técnicas, mas já há o aval do prefeito para a aprovação.

Cá pra nós, homenagem mais do que justa, justíssima.

Roberto Cláudio entrega quadra de esportes do Poço da Draga neste sábado

Com 660 metros quadrados de área e um investimento de R$ 117 mil, a quadra de esportes do Poço da Draga, na Praia de Iracema, será inaugurada neste sábado (7), pelo prefeito Roberto Cláudio, a partir das 9 horas. O local possui piso industrial, alambrados metálicos, paisagismo, iluminação, lixeiras e mobiliário urbano.

Segundo a Prefeitura, o projeto foi elaborado a partir da opinião dos moradores da comunidade, que hoje abriga cerca de 500 residências.

Dilma defende reequilíbrio fiscal para fazer economia crescer

A presidente Dilma defendeu nessa sexta-feira (6), em Belo Horizonte, os ajustes fiscais anunciados pelo governo recentemente. “Nós estamos diante da necessidade de promover o reequilibro fiscal para promover o crescimento da economia o mais rápido possível. Nos não fazemos reequilíbrio por fazer. Só fazemos para garantir emprego e renda”, disse.

Dilma discursou durante evento comemorativo dos 35 anos do PT. Ela atribuiu a necessidade desses ajustes a dois “choques”. Um deles, segundo ela, tem relação com a crise internacional que deixou o Japão e a Europa estagnados. O outro, a seca, com consequência na agricultura e na produção de energia elétrica.

O evento e a participação da presidente se dão em meio à troca de presidência da Petrobras, em virtude das denúncias de corrupção envolvendo funcionários da estatal. Na terça-feira (3), os rumores sobre a saída de Graça Foster da presidência da estatal ganharam força. No dia seguinte, a notícia foi oficializada. No início da tarde dessa sexta-feira, a empresa anunciou o nome de Aldemir Bendine para o lugar de Graça.

(Agência Brasil)

Governo do Ceará divulga nomes de secretários executivos

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O Governo Camilo Santana divulgou nesta sexta-feira (6) os nomes de 14 secretários executivos, além dos adjuntos das secretarias da Saúde (Sesa) e Recursos Hídricos (SRH) e do titular da Superintendência do Meio Ambiente do Estado (Semace). Confira os nomes:

Adjuntos: Ramon Rodrigues (Secretaria de Recursos Hídricos – SRH), Henrique Javi (Secretaria da Saúde – Sesa), Ricardo Araújo (Superintendência Estadual do Meio Ambiente – Semace).

Executivos: Francisco Cavalcante (Casa Civil), Frederico Alencar (Planejamento – Seplag), Dalila Saldanha (Educação – Seduc), Gilvan Paiva (Tecnologia – Secitece), Ana Maria Fontenele (Cultura – Secult), Luciana Lobo (Turismo – Setur), Ronaldo Borges (Cidades), Raimundo Melo (Recursos Hídricos – SRH), Felipe Pinheiro (Desenvolvimento Agrário – SDA), Maria Dias (Meio Ambiente), Mailson da Cruz (Esporte), Ana Nogueira (Conselho Estadual de Educação), Rommel Barroso (Procuradoria Geral do Estado – PGE), major PM Marcius Reges Pinheiro Rodrigues (Casa Militar).

Senador pede juros menores para pequenas e microempresas para evitar desemprego

O senador Valdir Raupp (PMDB-RO) subiu à tribuna nesta sexta-feira (6) para defender a redução de juros em financiamentos direcionados às pequenas e microempresas, diante do potencial de geração de empregos desse segmento.

O senador citou dados do IBGE segundo os quais esse segmento empresarial é responsável por 20% do PIB e emprega 60% dos trabalhadores, ou seja, 56,4 milhões de brasileiros.

— O trabalho é o exercício e a fonte da verdadeira cidadania. Em todas as estatísticas, as maiores fontes de geração de emprego são as pequenas e microempresas. Para que o medo do desemprego deixe de rondar os lares brasileiros, o melhor caminho é incentivar as atividades de menor porte, que se espalham por todo o país — disse.

Raupp comentou a elevação da taxa de juros de financiamentos com recursos dos fundos constitucionais, que tem penalizado as micro e pequenas empresas, e disse esperar que o Conselho Monetário Nacional reveja a medida.

(Agência Senado)

Alexandre Abreu substituirá Bendine na presidência do Banco do Brasil

O vice-presidente de Negócios de Varejo do Banco do Brasil (BB), Alexandre Abreu, será o novo presidente da instituição financeira. A informação foi confirmada há pouco pelo banco, que divulgou comunicado ao mercado financeiro, após o fechamento da Bolsa de Valores de São Paulo.

Responsável pela definição das tarifas bancárias e taxas de juros para pequenos e médios clientes do banco, Abreu teve participação ativa na política de expansão do crédito público nos últimos anos. Na ocasião, o governo incentivou a concessão de empréstimos pelos bancos públicos para estimular o consumo no auge da crise econômica de 2008 e de 2009.

Funcionário do Banco do Brasil desde 1986, Abre é formado em administração de empresas com MBA em gestão e marketing. Entrou como escriturário na agência de Cariacica (ES). Foi diretor de Cartões, Previdência e Capitalização, Seguridade e vice-presidente de Varejo, Distribuição e Operações.

Abreu assumirá o banco no lugar de Aldemir Bendine, que deixou o BB para ser o novo presidente da Petrobras. Bendine substitui Graça Foster, que teve o pedido de demissão confirmado ontem (5) pela petroleira.

(Agência Brasil)

Petrobras abre inscrições para Prêmio de Jornalismo. Vale sobre corrupção?

“Jornalistas e fotógrafos de todo o Brasil ganharam mais uma chance para inscrever seus melhores trabalhos na segunda edição do Prêmio Petrobras de Jornalismo. As inscrições, que se encerrariam nesta sexta-feira, foram prorrogadas até o dia 6 de março. Receberão o prêmio as melhores reportagens nacionais e regionais nas áreas de Cultura, Esporte, Responsabilidade Socioambiental, Petróleo e Gás e Energia, a melhor foto nacional, a melhor regional e a melhor reportagem internacional em qualquer um dos temas acima. As inscrições devem ser feitas somente pela internet. Os trabalhos vencedores e seus autores serão conhecidos no primeiro semestre deste ano, no Rio de Janeiro.

Podem concorrer matérias e fotos publicadas entre 10 de maio de 2013 e 9 de abril de 2014. Serão premiadas as melhores matérias regionais e nacionais publicadas nos veículos jornal/revista, televisão, rádio e portal de notícias nas áreas citadas, além das melhores fotografias regional e nacional. Na categoria Internacional será escolhida a melhor reportagem ambientada no Brasil, escrita por correspondente de veículo estrangeiro residente no país que esteja enquadrada em uma das categorias do prêmio: Cultura, Esporte, Responsabilidade Socioambiental, Petróleo, Gás e Energia. Todas as matérias inscritas concorrem, ainda, ao “Grande Prêmio Petrobras de Jornalismo” para a melhor reportagem considerando todas as áreas e veículos.

SERVIÇO

* Os arquivos com as matérias em PDF, fotos, vídeos e/ou áudios deverão ser enviados à Petrobras através do portal www.premiopetrobras.com.br.

* Serão aceitas reportagens jornalísticas de qualquer cidade do Brasil cujo assunto tenha relevância e relação com as categorias, em âmbito regional, nacional e internacional, independentemente da localização da sede do veículo.”

(Site da Petrobras)

Valim não tem assinatura computada para CPI; Câmara reconhece erro

foto valim documento cpi certificado

O deputado federal Vitor Valim (PMDB) não teve a assinatura computada para a CPI da Petrobras. Após cobrar uma reação do Ceará e do Maranhão pelo cancelamento dos projetos das duas refinarias, uma para cada Estado, o deputado anunciou a assinatura para a instalação da CPI.

Nessa quinta-feira (5), o deputado foi surpreendido ao saber que não constava entre os assinantes da CPI. “Alegaram que a minha assinatura não foi reconhecida. Acho isso um absurdo e um desrespeito para com a população do meu Estado, o Ceará”, reclamou Valim, que na próxima semana levará o tema para o plenário.

foto valim documento cpi

Vitor Valim disse ainda que irá procurar novamente assinar o requerimento. Caso não haja mais tempo, pedirá que seja simbólica.

Nesta sexta-feira (6), a Secretaria-Geral da Mesa reconheceu o erro em documento enviado ao deputado do Ceará.

Banco do Nordeste divulga regras para empresas acessarem incentivos fiscais

Empresários paulistas de diversos setores produtivos poderão conferir, no próximo dia 11, as regras de acesso ao Reinvestimento, benefício fiscal destinado a empresas com atuação na Região Nordeste e norte dos estados de Minas Gerais e do Espírito Santo. O encontro vai ocorrer às 10 horas, no Renaissance São Paulo Hotel, no Jardim Paulista. No ato, representantes do Banco do Nordeste e da Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) apresentarão o portfólio de incentivos fiscais disponíveis.

A participação também é franqueada aos representantes do Conselho Regional de Contabilidade (CRC), da Federação das Indústrias, das Entidades representativas dos setores agroindustrial, de infraestrutura e do turismo, e demais interessados. Instituído pelo Governo Federal, o Reinvestimento tem por objetivo dotar de recursos financeiros empresas localizadas na área de atuação da Sudene.

Este produto, operacionalizado pelo BNB, permite que o valor equivalente ao percentual de 30% do imposto de renda devido, que incide sobre o lucro da exploração, acrescido de parcela de recursos próprios, correspondente a 50% desse valor, seja investido em seus projetos de modernização e/ou complementação de equipamentos.

SERVIÇO

* As informações gerais sobre o Incentivo Fiscal do Reinvestimento encontram-se disponibilizadas no site do Banco www.bnb.gov.br, na página “Empresas” – opção “Reinvestimento”.

* Mais informações sobre o evento e confirmação de participação no Seminário, os interessados devem fazer contato pelo telefone (11) 2172-4162.