Blog do Eliomar

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Lava Jato – Polícia Federal mira Grupo Petrópolis, dono da marca Itaipava

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira, 31, a 62ª da Operação Lava Jato. A ordem é apurar o pagamento de propinas, por meio de doações eleitorais, realizado por empresas do Grupo Petrópolis, antiga Cervejaria Petrópolis, que fabrica a cerveja Itaipava e o energético TNT.

De acordo com investigadores, a companhia teria auxiliado a Odebrecht a pagar valores ilícitos de forma oculta e dissimulada, através da troca de reais no Brasil por dólares em contas no exterior, expediente conhecido como operações dólar-cabo.

Segundo a PF, cerca de 120 policiais agentes cumprem um mandado de prisão preventiva contra Walter Faria, controlador da empresa, cinco mandados de prisão temporária contra executivos e 33 mandados de busca e apreensão em 15 cidades diferentes de São Paulo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais. Os mandados foram expedidos pela 13ª Vara Federal de Curitiba. Em cooperação com o Ministério Público Federal e a Receita Federal, a operação foi chamada de Rock City.

(Com Veja)

Lula sai em defesa do presidente da OAB e chama Bolsonaro de “covarde”

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou Jair Bolsonaro no episódio envolvendo o pai do presidente da
OAB, Felipe Santa Cruz.

Em nota que dirigiu a Santa Cruz, Lula disse que o Brasil não merece ouvir “as palavras de ódio de quem, pelo cargo que ocupa, deveria se referir com respeito aos que sacrificaram a vida pela liberdade em nosso país”.

Lula disse ainda que nada vai reparar o sacrifício de seu pai nem a “ofensa brutal” (de Bolsonaro) que o vitimou mais uma vez.
“Ao atacar os mais frágeis que nem podem mais se defender, esse mau presidente revela seu caráter covarde” — disse Lula.

(Foto – Reprodução de Youtube)

Comitiva liderada por Audic Mota debate com a Arce o transporte complementar entre Tauá e Parambu

A Agência Reguladora do Estado do Ceará (Arce) receberá, nesta quarta-feira (31), uma comitiva de técnicos em transporte público e políticos da Região dos Inhamuns. A comitiva, liderada pelo deputado estadual Audic Mota (PSB), apresentará a situação da rota de transporte complementar entre os municípios de Tauá e Parambu, que há 10 anos opera sem licitação.

Nessa terça-feira (30), a comitiva apresentou o problema ao superintendente do Detran-CE, Ígor Ponte, que se mostrou sensível para viabilizar solução que tenda a toda comunidade dos dois municípios do sertão dos Inhamuns.

A comitiva conta com a participação do líder político Padre Márcio e dos vereadores Ronaldo Feitosa, Zelito Feitosa, Emanuel Marinho e Neto Noronha.

(Foto – Divulgação)

Familiares de desaparecidos querem ir ao Supremo contra Bolsonaro

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Familiares de outros desaparecidos políticos devem tomar as mesmas medidas que os membros da família de Fernando Santa Cruz, pai do presidente da OAB, Felipe, e provocar a Procuradoria-Geral  da República e o Supremo Tribunal Federal a se manifestarem sobre as falas de Bolsonaro.

O presidente ocupou “lives” dizendo que sabia como Fernando Santa Cruz havia desaparecido. Chegou a dizer que ele teria sido assassinado pelos próprios companheiros do grupo Ação Popular.

“Não foram os militares que mataram, não. Muito fácil culpar os militares por tudo o que acontece”, disse. “Até porque ninguém duvida, todo mundo tem certeza, que havia justiçamento. As pessoas da própria esquerda, quando desconfiavam de alguém,
simplesmente executavam”, acrescentou.

A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta quarta-feira.

(Foto – Agência Brasil)

Caminhoneiros dizem estar otimistas com negociações envolvendo a tabela do frete

Após o primeiro dia de reuniões para tentar chegar a um acordo em torno da tabela de piso mínimo de frete, caminhoneiros, transportadoras e embarcadores demonstraram otimismo na construção de um consenso até o final da semana. Hoje, as reuniões foram marcadas pela apresentação das propostas para a correção de valores pagos pelo transporte de carga por parte dos caminhoneiros.

Segundo os caminhoneiros, a resolução da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), suspensa no dia 22 de maio, só trazia a previsão do custo mínimo para o frete, deixando de fora a remuneração do caminhoneiro autônomo pela carga transportada. A resolução suspensa determinava que o cálculo do piso mínimo passaria a considerar 11 categorias na metodologia.

Na quarta-feira (24), o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Gomes de Freitas, disse que a proposta que está na mesa envolve a realização de acordos coletivos entre a categoria e transportadoras e embarcadores para resolver uma das principais reivindicações dos caminhoneiros, um ajuste no piso mínimo de frete de transporte rodoviário de cargas para prever a possibilidade de lucro para os caminhoneiros autônomos.

De acordo com o ministro, os acordos devem ser fechados com cada um dos segmentos, inclusive para resolver demandas pontuais. A proposta de consenso também prevê a revisão dos custos mínimos da tabela a cada seis meses e que os acordos tenham periodicidade de um ano.

“A gente trabalhou esses dias todos em como seria a nossa projeção das 11 categorias, duas não vieram porque acham que o mercado ainda está colocando [o valor de frete correto], mas os demais apresentaram seus números”, disse após a reunião o presidente do Sindicato dos Transportadores Autônomos de Carga (Sinditac) de Ijuí (RS), Carlos Alberto Litti Dahmer. “A gente apresentou os número e estamos aguardando que venha o retorno do outro lado o mais breve possível para que a gente possa finalizar esse processo de negociação”, acrescentou.

Questionado se as negociações poderiam durar mais do que o esperado, Dahmer disse que a categoria está preparada, que a “bola” agora está com os outros segmentos e que a finalização das negociações vai depender do tempo de resposta de embarcadores e transportadoras. “É difícil de ver o interesse do outro lado. De nossa parte, estamos preparados para tudo, tanto para que [o processo] seja rápido, quanto para demorar um pouco mais”, afirmou.

A avaliação otimista das negociações também foi compartilhada pelo vice-presidente do Sindicato das Empresas Transportadoras de Combustíveis e Derivados de Petróleo do Rio de Janeiro (Sindiforça) Ailton Gomes. “Hoje os grupos se reuniram e cada um apresentou a sua proposta, tanto da parte de carga liquida, quanto dos autônomos e acredito que amanhã deve sair um fechamento. Se não sair, no mais tardar, sexta-feira devemos ter uma notícia boa”, disse.

Segundo Ailton Gomes, o segmento de transporte de granel liquido foi o que mais avançou. “Todas as categorias de hoje apresentaram os números e as tabelas de percentuais para ver se a gente chega a um denominador comum entre os embarcadores, transportadores e autônomos. A parte de carga liquida já está praticamente feito, falta alguns detalhes só com os embarcadores”, afirmou. “Agora eles vão olhar os números que foram apresentados e amanhã a gente vai fazer o fechamento, pode ter um desacordo daqui ou de lá, mas deve sair tudo bem”, acrescentou.

(Agência Brasil/Foto – Fabio Lima)

Larissa propõe união das esquerdas, em ato de filiação ao PT

A vereadora Larissa Gaspar propôs, nessa noite de terça-feira (30), durante ato de filiação ao PT, no bairro Benfica, em Fortaleza, a união das esquerdas no país contra o que aponta como “retrocessos do desgoverno Bolsonaro”.

“Tenho dialogado com vários movimentos sociais e lideranças políticas a respeito desse desafio”, disse.

O ato simbólico contou com a presença de lideranças do PT no Ceará e também de outros partidos da esquerda. Entre os presentes estavam a secretária nacional de mulheres do PT, Anne Karolyne, e o ex-deputado federal Eudes Xavier.

“Estou feliz por retornar ao PT nesse momento de renovação e também de reafirmação da importância da sua base popular e da sua origem junto aos movimentos sociais e sindical”, comentou Larissa.

(Fotos – Facebook)

Janaína Paschoal dá entrada no Senado com pedido de impeachment de Dias Toffoli

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A deputada estadual Janaina Paschoal (PSL-SP) deu entrada, na quinta-feira 25, num pedido de impeachment contra o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli. A informação é da Veja Online, adiantando que o documento, entregue ao presidente do Senado, Davi Alcolumbre (DEM-AP), é uma consequência da decisão do ministro de suspender todos os processos judiciais instaurados sem a autorização da Justiça que envolvam dados compartilhados pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e pela Receita Federal.

O pedido é assinado por Janaina e por três integrantes do grupo Ministério Público Pró-Sociedade. São eles: o procurador do MP de Minas Gerais Márcio Luís Chila Freyesleben, o promotor do MP de Santa Catarina Rafael Meira Luz e o promotor do Distrito Federal e Territórios Renato Barão Varalda.

O documento alega que a medida de Toffoli, “além de contrariar a Constituição Federal e diversas leis, trouxe contrariedade ao que foi estabelecido pelo Plenário do STF”. Em outro trecho, os autores do pedido afirmam que a “decisão criminosa” do ministro “poderia ser questionada à exaustão”. “Desde quando é possível paralisar todas as forças de repressão de um país, em uma decisão monocrática exarada em um pedido avulso? Desde quando um presidente do Supremo Tribunal Federal, em meio a tantos pedidos urgentes, despacha, em pleno recesso, petição dessa natureza?”, escrevem.

Suspensão

No último dia 16, o presidente do STF atendeu a um pedido da defesa do senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), alvo de investigações por parte do Ministério Público com base em relatórios do Coaf que apontam movimentações atípicas do ex-assessor parlamentar Fabrício Queiroz.

Suspeito de ser o operador do esquema conhecido como “rachadinha”, Queiroz trabalhou no gabinete de Flávio na Alerj de 2007 a 2018. Ao longo de 2016, o ex-assessor movimentou 1,2 milhão de reais em sua conta bancária, com uma série de saques e depósitos fracionados considerados atípicos pelo Coaf.

À época, Janaina Paschoal se manifestou em suas redes sociais demonstrando preocupação com os desdobramentos da medida. “Ainda é cedo para avaliar, mas a decisão prolatada pelo ministro Toffoli, na data de hoje, pode significar uma derrota considerável na guerra contra a corrupção e um primeiro passo para anular processos e até condenações. Preocupante!”, disse, em sua conta no Twitter.

(Foto – Agência Senado)

Bolsonaro quer definição de trabalho escravo na legislação

O presidente Jair Bolsonaro defendeu hoje (30) a aprovação de uma mudança legal para deixar mais clara a distinção entre trabalho escravo e trabalho análogo à escravidão na legislação brasileira. Na opinião dele, há uma lacuna legal que causa insegurança jurídica em empregadores.

“Tem juristas que entendem que trabalho análogo à escravidão também é [trabalho] escravo. Aí você vai na OIT [Organização Internacional do Trabalho], acho que na [Convenção] 69, se não me engano. São mais de 150 itens. Então, de acordo com quem vai autuar ou não aquele possível erro na condução do trabalho, o pessoal vai responder por trabalho escravo e, se for condenado, dada a confusão que existe na Constituição, o elemento perde sua propriedade com todos os semoventes”, disse Bolsonaro a jornalistas logo após participar da cerimônia de assinatura das novas normas de saúde e segurança no trabalho.

Na entrevista, o presidente lembrou que a emenda constitucional nº 81 prevê a expropriação de propriedades rurais e urbanas onde forem localizadas culturas ilegais de plantas psicotrópicas ou a exploração de trabalho escravo. A falta de uma definição clara na lei ou na própria Constituição sobre o que é trabalho escravo faz com que o trabalho análogo à escravidão seja tratado da mesma forma, argumentou Bolsonaro. O problema, segundo ele, afeta tanto empregadores no meio rural como patrões nas zonas urbanas.

“Tem uma secretária, por exemplo, na sua casa, e tem um colchão abaixo de oito centímetros, ou está num quarto com ventilação inadequada, se aplica no análogo à escravidão, e isso está muito tênue, para passar para [trabalho] escravo está um pulo. Igual [acontece] a policial militar, muitas vezes, se transforma auto de resistência em execução. A linha é muito tênue. Então, o empregador tem que ter essa garantia, não quer maldade com seus funcionários nem quer escravizá-los. Pode ser que exista na cabeça de uma minoria isso aí e tem que ser combatido, mas deixar com essa dúvida, quem está empregando ser análogo ou não, aí você leva o terror para o produtor”, acrescentou.

Durante seu breve discurso na cerimônia, Bolsonaro disse que cabe ao Congresso Nacional resolver esse impasse na legislação. Apesar do governo estudar o tema, não ficou claro se há interesse em apresentar uma proposta legislativa nesse sentido.

“Essas desregulamentações, essas revogações de [Normas Regulamentadoras] NR, quem sabe, parlamentares, uma definição clara, até na própria Constituição, o que é trabalho escravo, botar lá na Constituição ou retirar e levar para lei complementar, se faça necessário”, afirmou.

(Agência Brasil)

R$ 600 mil – Maior doador na campanha à reeleição de Camilo, Eunício tem ato legalizado em julgamento do TRE-CE

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O ex-senador Eunício Oliveira (MDB) teve ação de investigação judicial eleitoral arquivada, na noite desta terça-feira (30), por unanimidade do Pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Ceará (TRE-CE). O ex-presidente do Senado foi absolvido no processo de doação de campanha à reeleição do governador Camilo Santana (PT), no valor de R$ 600 mil, na condição de pessoa física.

O relator do processo, desembargador Inácio Cortez, não encontrou elementos que fundamentassem irregularidade na maior doação à campanha de Camilo. Após a explanação de Cortez, os demais integrantes do TRE-CE seguiram o voto do
relator.

(Foto: Arquivo)

Sesi vai ministrar aulas de reforço escolar para 800 mil jovens carentes

O Ministério da Cidadania firmou, hoje (30), acordo com o Serviço Social da Indústria (Sesi), que prevê a oferta de aulas de reforço de língua portuguesa e matemática. As atividades visam facilitar a inserção no mercado de trabalho e contemplarão 800 mil jovens de 18 a 29 anos de idade. As vagas serão distribuídas ao longo dos próximos quatro anos.

Estima-se que a iniciativa beneficie 44.318 jovens da Região Norte; 99.342, do Nordeste; 147.551, do Sul, 461.072, do Sudeste, e 47.717, no Centro-Oeste. O atendimento será feito de forma progressiva. Ainda este ano, a expectativa é de que o projeto chegue a 100 mil jovens.

Como critério de participação, será exigida a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais. No preenchimento das vagas, terão prioridade os jovens que não estudam nem trabalham, conhecidos como “nem-nem”.

O plano de aulas será composto por módulos de 100 horas. Além da carga horária da disciplina, serão ministrados conteúdos relacionados ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais, que totalizarão 200 horas.

O ministro da Cidadania, Osmar Terra, disse que o projeto “cria oportunidades para jovens que vivem nas famílias mais pobres do Brasil”.

“Mesmo na situação difícil em que o país está, podemos dar uma oportunidade nova e robusta de emprego e renda”, complementou.

Segundo o ministro, o governo federal também tem estudado a possibilidade de viabilizar, com o apoio da Confederação Nacional da Indústria (CNI), a abertura de cotas de vagas para jovens com o perfil do projeto. “Vamos dar um futuro para eles, abrir as portas de um novo futuro para eles, que eles não estão tendo”, disse.

“É um momento de transição, a economia brasileira vai deslanchando aos poucos e vai, realmente, acho, dar um grande salto, em pouco tempo. Mas essa transição é ainda muito dolorosa, em função da recessão e do desemprego, e é muito importante que essas pessoas não fiquem para trás. Que os mais pobres, os jovens mais pobres, não fiquem para trás.”

(Agência Brasil)

Sergio Moro: Não podemos ser “generosos” com estrangeiros criminosos

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O ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, defendeu hoje (30), a Portaria 666, publicada em 26 de julho, em que regulamenta a deportação sumária de estrangeiros considerados perigosos, afirmando que os brasileiros não podem ser “generosos com criminosos”.

Moro destacou que o país é formado, em grande parte, por migrantes das mais diversas partes do mundo, mas que “podemos ser generosos com a imigração, generosos com estrangeiros, mas não devemos ser generosos com criminosos”.

A declaração foi feita durante solenidade no ministério para marcar o Dia Internacional de Combate ao Tráfico de Pessoas, lembrado nesta terça-feira (30). “A portaria não muda o feitio generoso de nossa lei de imigração, mas visa vedar o ingresso no Brasil de estrangeiros suspeitos da prática de crimes extremamente graves, entre eles terrorismo e o crime de tráfico de pessoas”, disse Moro.

Pela manhã, ele também comentou a portaria, que, em seu entender, veio preencher lacunas ao regular uma legislação que “estava um tanto quanto falha”.

“Nenhum país do mundo, tendo o conhecimento de que, por exemplo, tá vindo pessoas suspeitas de envolvimentos em condutas criminais graves, como terrorismo, crime organizado armado, tráfico de drogas, de pessoas ou de armas, ou exploração sexual de crianças ou adolescentes, nenhum país permite”, disse o ministro.

Deportação sumária

A Portaria 666 estabelece que pessoas consideradas perigosas “ou que tenham praticado ato contrário aos princípios e objetivos dispostos na Constituição Federal” poderão ser deportadas sumariamente ou ter seu visto de permanência no Brasil reduzido ou cancelado.

O texto da norma lista entre “pessoas perigosas” os estrangeiros suspeitos de envolvimento com terrorismo; grupo criminoso ou associação criminosa armada; tráfico de drogas, pessoas ou armas de fogo; divulgação de pornografia ou exploração sexual infanto-juvenil ou envolvimento com torcidas com histórico de violência em estádios.

Jornalista

Quando da publicação da portaria, levantou-se a preocupação de que tivesse como objetivo velado retaliar o jornalista norte-americano Glenn Greenwald, do The Intercept Brasil, que mora no país, e desde o mês passado tem publicado mensagens trocadas entre o ministro Sergio Moro e o coordenador da Operação Lava Jato no Paraná, procurador Deltan Dallagnol.

No sábado (27), o presidente Jair Bolsonaro negou qualquer intenção nesse sentido. Ele afirmou que o jornalista “não se encaixa na portaria”.

(Agência Brasil)

Bolsonaro – Um presidente que não precisa de inimigos

Da Coluna Radar, da Veja Online:

Constatação de uma gura que gosta de dizer que já “construiu presidentes”.

Enquanto Jair Bolsonaro atua de forma predatória, fabricando crises contra a instituição que deveria governar – atacando nordestinos, minorias e a memória de mortos pela Ditadura –, adversários virtuais dele, em 2022, como o governador de São Paulo, João Dória, avançam em agendas sólidas na economia e na segurança pública.

Depois de abrir a corrida por 2022, Jair Bolsonaro se perde fabricando crises contra a instituição que deveria governar.

(Foto – Agência Brasil)

Bolsonaro volta a falar sobre a morte de Santa Cruz e ironiza veracidade de documentos: é balela

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O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta terça-feira, 30, que não existem documentos que possam comprovar como se deu a morte do pai do presidente da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Felipe Santa Cruz, durante a ditadura militar, e questionou a veracidade dos documentos produzidos pela Comissão Nacional da Verdade, criada pela ex-presidente Dilma Rousseff.

Felipe é filho de Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira, integrante do grupo Ação Popular (AP), organização contrária ao regime militar. Ele foi preso pelo governo em 1974 e nunca mais foi visto. Em 2012, no livro “Memórias de uma guerra suja”, o ex-delegado do Dops Cláudio Guerra revelou que o corpo de Fernando foi incinerado no forno de uma usina de açúcar em Campos (RJ).

“Nós queremos desvendar crimes. A questão de 1964, não existem documentos se matou, não matou, isso aí é balela. (…) Você quer documento para isso, meu Deus do céu. Documento é quando você casa, você se divorcia. Eles têm documentos dizendo o contrário?”, disse Bolsonaro na manhã desta terça-feira, 30, ao deixar o Palácio da Alvorada após se reunir com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

Na segunda-feira, 29, Bolsonaro afirmou que poderia “contar a verdade” sobre a morte do pai de Felipe e depois apresentou uma versão sobre o fato que não tem respaldo em informações oficiais. O presidente afirmou inicialmente que tinha ciência de como Fernando Augusto de Santa Cruz Oliveira “desapareceu no período militar”. Depois, disse que o militante foi morto por correligionários na década de 1970. A declaração contraria uma lei vigente e uma decisão judicial que reconhecem a responsabilidade da União no sequestro e desaparecimento do então estudante de direito em 1974.

Felipe Santa Cruz anunciou ainda na segunda-feira que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) pedir que Bolsonaro diga o que sabe sobre o desaparecimento do seu pai. Questionado se daria explicações perante a Suprema Corte, o presidente tergiversou. “O que eu sei é que não tem nada escrito de que foi isso ou foi aquilo. O meu sentimento é esse”, disse.

Também perguntado se a sua tese não contrariava informações levantadas pela Comissão Nacional da Verdade, Bolsonaro afirmou que o órgão tinha sete integrantes indicados pela ex-presidente Dilma Rousseff. “Você acredita em Comissão da Verdade? Você acredita no PT?”, questionou.

Perguntado se poderia contestar oficialmente os documentos da comissão, Bolsonaro afirmou que não pretende “mexer no passado”. “Pretendo respeitar a lei da anistia de 1979, é o meu sentimento, tem que ser respeitado. Até que os militares foram além do que o pessoal queria. A abertura foi ampla, geral e irrestrita por exigência dos militares”, disse.

O presidente citou ainda casos não correlatos, como o do assassinato do ex-prefeito de Santo André, Celso Daniel, e a morte do jornalista Vladimir Herzog durante a ditadura. Ele afirmou que outro jornalista chamado Régis também morreu na época, mas que o caso não é questionado porque ele teria sido morto pela esquerda.

Para Bolsonaro, a OAB também não tem interesse em que se desvende quem seriam os mandantes do ataque feito por Adélio Bispo a ele durante a campanha eleitoral. “A OAB não quer que se chegue aos mandantes da tentativa de homicídio minha. Tanto é que entraram com uma ação e o telefone dos advogados está lacrado. Porque se chegar lá, com certeza vai se chegar aos mandantes. Não é muito estranho, quatro advogados? Um chega de helicóptero em menos de 24h”, disse.

A Polícia Federal encerrou as investigações do caso e concluiu que Adélio agiu sozinho e o considerou inimputável por ter problemas mentais.

(Agência Estado)

O primeiro sinistro

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Com o título “O primeiro sinistro”, eis este artigo de Cláudio Teran, jornalista e radialista. Ele aborda a Era Bolsonaro, em clima de “lives”. Confira:

Passa da hora de observar este homem que está na presidência por outro ângulo. Não pelo que ele diz, mas pelo que não faz.

É preciso um olhar mais atento para quem apóia, concorda, desculpa, aplaude e justifica suas atitudes torpes, mal educadas e estúpidas.

Que tipo de gente é essa?

O presidente mais despreparado da história se sustenta (ainda) no ódio ao PT e a esquerda, e não parece inclinado ou capaz de discursar ao país como um todo, diante da gravidade dos problemas que carecem de atuação.

De sua boca não saem declarações sensatas, nunca. Não há gestos de humildade, nem se percebe que compreenda sua função.

Sem chance de esperar dele que seja exemplo e que exerça a moderação como saída para as soluções que o Brasil espera. Temos é um presidente que mente e distorce, e depois recua sem pedido formal de desculpas.

Há humanidade nele?

Onde estão as ideias que mirem no desemprego, atinjam a desigualdade e derrubem a estagnação econômica? Não há nada de concreto porque vai ficando claro que Jair não sabe o que fazer.

Ele é o cara das “lives” as 9:17 da manhã, e o que cancela audiência com um minstro das Relações Exteriores da França para aparecer “ao vivo”, e irresponsável, cortando o cabelo.

Para quem já apareceu jogando videogame em horário de expediente, talvez a atitude de mostrar-se tosando os pelos tenha sido o que de mais verdadeiro revelou, alheio ao que realmente interessa.

Bolsonaro perdeu sete meses em torpezas e falta de sensibilidade. Até o final do ano só restam 5 meses, e do governo dele o que mais saiu foi sandice, enquanto a gestão se movimenta em marcha a ré.

Meu chamamento a quem concorda, apóia, desculpa e aplaude é também um alerta. Só vocês podem frear a insanidade que ele
demonstra todos os dias. Cobrem dele, reclamem, exerçam a cidadania de quem votou e parem de dizer amém.

Que fase a do Brasil, a espera de que venha do bolsonarismo uma reação cidadã que enquadre o sem noção.

Vale morrer?

*Cláudio Teran,

Jornalista e radialista.

(Foto – Reprodução de TV)

Governo e Sesi oferecerão 800 mil vagas de ensino técnico para beneficiários do Bolsa Família

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O ministro da Cidadania, Osmar Terra, vai assinar, nesta terça-feira, em Brasília, com o Sesi, um convênio que vai assegurar a abertura de 800.000 vagas de ensino técnico voltadas a jovens de famílias beneficiárias do programa Bolsa Família.

De acordo com a assessoria de comunicação da pasta, o investimento será da ordem de R$ 2,3 bilhões em bolsas de
capacitação.

(Com Veja)

Prefeito vai entregar píer reformado e anunciar programa de requalificação da Barra do Ceará

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT), confirmou para esta quarta-feira: vai entregar o píer da ponte da Barra do Ceará, que desabou há alguns meses, todo reformado.

Na ocasião, ele aproveitará para anunciar a obra de requalificação dessa banda de Fortaleza, que virá por meio do projeto Beira-Rio Ceará, com financiamento do Banco Mundial.

(Foto – Paulo Farias, leitor do Blog)

Déficit previdenciário nos Estados mais que dobra em quatro anos

Nos últimos quatro anos, o déficit previdenciário dos Estados disparou e mais do que dobrou. É o que revela, nesta terça-feira, em reportagem, o Portal G1.

Debilitadas, as finanças estaduais inspiram cuidados, segundo analistas. Excluídos da reforma da Previdência aprovada em primeiro turno na Câmara dos Deputados, os estados vão ter de lidar com um déficit das aposentadorias dos regimes próprios de R$ 144,6 bilhões neste ano, de acordo com cálculos do economista Paulo Tafner, pesquisador da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). Em quatro anos – de 2015 ao final de 2019 –, estima-se que o rombo cresça 137%.

O quadro preocupante dos estados fica evidente quando se faz uma comparação com a situação do governo federal. No mesmo período, entre 2015 e 2019, o déficit do regime próprio da União vai crescer 36%, para R$ 98,8 bilhões.

 

“O déficit da União cresce de forma acelerada, porém num ritmo muito menor do que o dos estados. E isso ocorre basicamente porque a União está numa etapa mais avançada de amadurecimento previdenciário. Ele cresceu muito há uns anos e agora está começando a se estabilizar”, afirma Tafner. “Não é o caso dos estados, que contrataram muita gente ao longo dos anos 1990, 2000, 2010 e várias dessas pessoas estão se aposentando agora.”

VAMOS NÓS – É por essas e outras que os governadores e prefeitos brigam para entrar na proposta de reforma da Previdência. O cenário para eles é crítico.

Bolsonaro: invasão de telefone é crime e ponto final

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nessa segunda-feira (29), por meio de seu porta-voz, Otávio Rêgo Barros, que a invasão de telefones de autoridades “é crime e ponto final”. Foi uma referência à interceptação de comunicações privadas do ministro Sergio Moro e diversas outras autoridades. Investigação da Polícia Federal sobre o caso, batizada de Operação Spoofing, prendeu quatro suspeitos do crime na semana passada.

“O presidente tem se pronunciado, no entendimento de que essa ação de hackers tem ‘a intenção de atingir a [Operação] Lava-Jato, o ministro Sergio Moro, atingir a minha pessoa [Bolsonaro], tentar desqualificar, tentar desgastar o governo’. E ressaltou que ‘a invasão de telefones é crime e ponto final'”, disse o porta-voz.

O principal suspeito de invadir as comunicações privadas de autoridades, Walter Delgatti Neto, afirmou, em depoimento, que foi ele quem entregou voluntariamente o conteúdo das mensagens ao jornalista norte-americano Glenn Greenwald e que não foi pago para isso.

Greenwald é fundador do site The Intercept, que tem divulgado as trocas de mensagens atribuídas a procuradores da Lava Jato e ao ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, então juiz que comandava as ações da operação em Curitiba.

No fim de semana, Bolsonaro disse que Glenn Greenwald “talvez pegue uma cana aqui no Brasil”. Segundo o porta-voz do governo, trata-se de uma “percepção pessoal” do presidente.

(Agência Brasil)

Canindé ganha equipamento voltado à cultura e ao esporte

Um cineteatro, uma biblioteca, um telecentro, quadra poliesportiva, pista de skate, aparelhos de ginástica, playground e pista de caminhada, além de um Centro de Referência da Assistência Social (Cras), deverão integrar a Praça dos Mestres, um equipamento da Prefeitura de Canindé, em parceria com o Ministério da Cidadania.

A obra era uma promessa política à população de Canindé, no Norte do Ceará, a 115 quilômetros de Fortaleza, mas estava com os trabalhos paralisados desde 2017, quando ficou esquecida por duas gestões.

(Foto: Divulgação)