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Comissão rejeita inclusão de festa cearense no patrimônio cultural imaterial

A Comissão de Cultura da Câmara dos Deputados rejeitou projeto do deputado José Guimarães (PT-CE), que incluiria a Festa do Pau da Bandeira, de Barbalha (CE), no conjunto de bens do patrimônio cultural imaterial brasileiro. Comemorada há mais de dois séculos, a festa em homenagem a Santo Antônio já reuniu 350 mil pessoas na cidade cearense, que tem 55 mil habitantes.

No âmbito federal, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), vinculado ao Ministério da Cultura, é responsável por proteger o patrimônio histórico e artístico brasileiro.

O relator na Comissão de Cultura, deputado Tiririca (PR-SP), foi contrário à aprovação do projeto de lei, “por se tratar de matéria alheia” à competência do Legislativo. O projeto será arquivado. No entanto, o deputado propôs que o assunto seja encaminhado ao Ministério da Cultura por meio de indicação, na qual sugere o registro da festa.

(Agência Câmara Notícias)

Rede Sustentabilidade diz ter assinaturas suficientes para registro no TSE

Após dois dias reunidos em Brasília para discutir ações para os próximos meses, os membros do Elo Nacional da Rede Sustentabilidade informaram que vão ingressar no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até o fim de abril com as assinaturas necessárias para sua validação como partido. Segundo o porta-voz da agremiação, Basileo Margarido, 80 mil assinaturas estão em processo de certificação. Para a concessão do registro pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), faltam 32 mil.

“Até o final de abril devemos ingressar com as assinaturas validadas que faltam para que o TSE possa analisar e julgar o pedido de registro da Rede Sustentabilidade”, afirmou Basileo Margarido, observando que cerca de 450 mil assinaturas já foram reconhecidas pelo TSE em 2013. “Oitenta mil estão em processo de certificação nos cartórios. Então, temos grande margem, mais que o dobro do que falta, considerando que nem todas as assinaturas serão validadas pelos cartórios”, acrescentou.

(Agência Brasil)

Câmara Municipal homenageia nesta segunda-feira os 45 anos do Hospital São José

Em sessão solene na manhã desta segunda-feira (30), a partir das 9h30min, a Câmara Municipal de Fortaleza homenageará os 45 anos do Hospital São José de Doenças Infecciosas. A solenidade atende ao requerimento do vereador Acrísio Sena (PT).

“Nós, que acompanhamos de perto a luta da Rede Nacional de Pessoas Vivendo com HIV, a RNP, e que vivemos de perto as dificuldades destes cidadãos, temos de reconhecer o empenho desta instituição e de seus profissionais no acolhimento exemplar dos soropositivos”, ressaltou o autor do requerimento.

O hospital começou a funcionar em 31 de março de 1970, para o atendimento e cuidados a pacientes com doenças transmissíveis. Desde 2013, a unidade é dirigida pelo infectologista Roberto da Justa.

O fiel Camilo e a onça sedenta

Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (29):

O final de três meses de gestão, Camilo Santana (PT) não tomou uma só atitude que gerasse algum tipo de contradição ou polêmica com o modelo de gestão do ex-governador Cid Gomes. Portanto, o governador tem sido até aqui um fidelíssimo escudeiro dos oitos anos da administração cidista.

O estilo pessoal do governador não é dado a rupturas ou arroubos. O mercado político jamais nutriu expectativas diferentes. No entanto, chama a atenção o forte tom de continuidade impresso pelo novo gestor à frente do Governo. Tanto que não é possível perceber marcas pessoais de Santana na administração estadual.

Mas a onça costuma ficar sedenta. Mais dia, menos dia, chegará a hora de o felino beber água. Não, não deverá ser possível registrar tão cedo problemas no relacionamento político entre o atual e o ex-governador. No curto prazo, não há perspectiva de que surjam motivações para tal.

Porém, há a gestão. Sim, se ocorrerem diferenças fundamentais entre o passado e o presente elas vão se concretizar no âmbito das decisões administrativas. Não porque Camilo assim o queira ou por convicção pessoal do governador de querer fazer diferente, mas sim porque as circunstâncias podem impor a execução da diferença.

Vamos a um possível exemplo. Em dado momento, o Governo vai concluir que será necessário encomendar a compra de novos carros para o policiamento urbano. A questão é a seguinte: o Governo do Ceará vai insistir na compra das Hilux com tração nas quatro rodas e câmbio automático?

É evidente que a escolha, seja qual for, terá repercussões na política. Se o Governo perseverar na mesma opção de viatura, sinalizará a disposição, mesmo que seja ancorada na irracionalidade administrativa, de valorizar as posições do ex-governador e evitar qualquer desconforto na relação.

Caso a escolha for por outro tipo de viatura, mais barata e com escolha fundamentada na técnica, Camilo vai confirmar uma velha crítica: os atuais carros são inadequados, caros demais e de manutenção exorbitante. No rastro dessa decisão, ficará ainda mais exposto o grande fracasso na política de segurança pública de Cid Gomes.

Como este caso, outros vão se impor, naturalmente ou por força das circunstâncias, no cotidiano da gestão. Entre as circunstâncias, uma tem peso determinante. Foram-se os tempos de gastança como se não houvesse amanhã. Os novos tempos, mais que nunca, impõem austeridade, ciência e sabedoria nos gastos públicos.

Levy contesta interpretação de frase sobre Dilma

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, contestou o que considerou uma interpretação errada de frase dita por ele a membros do setor financeiro durante uma palestra na última semana, na escola de negócios da Universidade de Chicago, instituição onde o ministro obteve seu PhD em economia. A declaração foi gravada e reproduzida em matéria online da Folha de S.Paulo.

“Acho que há um desejo genuíno da presidente de acertar as coisas, às vezes, não da maneira mais fácil … não da maneira mais efetiva, mas há um desejo genuíno”, disse o ministro, de acordo com a gravação obtida pelo veículo. Após a matéria ser publicada, a assessoria de comunicação do Ministério da Fazenda se manifestou dizendo que Levy “lamenta a interpretação dada à sua frase”.

Segundo a assessoria, a fala dele expressa que “aqueles que têm a honra de encontrarem-se ministros sabem que a orientação da política do governo é genuína, reconhecem que o cumprimento dos seus deveres exige ações difíceis, inclusive da Excelentíssima Senhora presidente, Dilma Rousseff, e eles têm a humildade de reconhecer que nem todas as medidas tomadas têm a efetividade esperada”.

A assessoria de comunicação ressaltou que a contestação não é uma nota oficial da Fazenda, mas uma manifestação pessoal de Levy, e destaca que o ministro proferiu a fala em uma conversa informal, na qual procurava “transmitir os principais pontos do ajuste econômico em face da evolução da economia global e da exigência de crescimento do Brasil e a importância de executá-lo rapidamente”.

(Agência Brasil)

Todos brigam e ninguém tem razão

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Editorial do O POVO deste domingo (29) avalia que se o relacionamento do governo com o PMDB não estivesse tão esgarçado, possivelmente as declarações do ex-ministro Cid Gomes passariam despercebidas. Confira:

O mais novo capítulo da disputa que opõe o ex-ministro da Educação, Cid Gomes (Pros), ao presidente da Câmara dos Deputados, acaba de acontecer, com a moção de repúdio a Eduardo Cunha (PMDB), votada na Assembleia Legislativa do Ceará e na Câmara de Vereadores de Fortaleza.

Esse confronto começou depois das declarações de Cid Gomes, então ministro da Educação, quando em visita à Universidade Federal do Pará, quando conversou com professores, diretores e estudantes. Reconheça-se que Cid utilizou linguajar inapropriado ao referir-se à Câmara dos Deputados – mesmo falando em ambiente fechado -, ao afirmar existirem “300 deputados (para os quais) quanto pior, melhor”, pois com um “governo frágil” teriam a fórmula para “achacarem mais”.

Se o relacionamento do governo com o PMDB e com o parlamento não estivesse tão esgarçado, possivelmente essas palavras passariam despercebidas, ou haveria uma desculpa diplomática do ministro, e tudo seguiria a sua ordem. Mas não na nervosa conjuntura atual.

Cid Gomes foi convocado a se explicar na Câmara. Não podendo ir na primeira data marcada, por motivo de doença, foi a vez de Eduardo Campos agir de forma indevida, mandando uma comissão de deputados ao hospital, onde o ministro estava internado, para verificar se, de fato, ele estava doente.

Quando Cid foi à Câmara, o Brasil inteiro assistiu a um festival de grosserias, de um lado e de outro. A situação foi agravada com as manifestações (aplausos, gritos) da comitiva de apoiadores que acompanhou Cid, em torno de 50 pessoas, entre elas, o governador do Ceará, Camilo Santana; o prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; o presidente da Assembleia Legislativa do Ceará, Zezinho Albuquerque; e o presidente da Câmara de Fortaleza, Salmito Filho. Certo que os aliados de Cid deveriam ter-se comportado de maneira mais formal; mas também foi excessiva a ordem do presidente da Casa para retirar a comitiva do recinto. Na verdade, os dois grupos estavam medindo forças: o grupo que, aparentemente, perdeu lá, deu o troco agora, com a aprovação do repúdio.

Apesar da repercussão do caso, esse acontecimento é o que se pode chamar de “picuinha política”. Todos os envolvidos deveriam estar usando esse tempo e energia para ajudar a resolver os problemas do país, que não são poucos.

Brasil vive ‘parlamentarismo branco’ sem consulta popular

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (29):

Os presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado (Eduardo Cunha e Renan Calheiros) transformaram a presidente Dilma numa “rainha da Inglaterra” e impuseram ao País um “parlamentarismo branco”. Um acinte. Tudo sem consulta aos eleitores que, por duas vezes (1963 e 1993), rejeitaram o parlamentarismo em plebiscito. Os dois políticos estão implicados na Operação Lava Jato, e a instituição que comandam (Congresso) mal se aguenta nas pernas (apenas 9% de aprovação no DataFolha).

Cunha e Renan tramam outros dois retrocessos: 1) incluir na Constituição o financiamento das campanhas eleitorais por empresas; 2) implantar o distritão. No primeiro item, não estão sós: o ministro Gilmar Mendes (STF) vem impedindo, escandalosamente, há um ano, a proclamação da decisão majoritária da Corte contra o financiamento por empresas.

Esta semana, CNBB e OAB reclamaram a devolução do processo. Todos os escândalos eleitorais desde a redemocratização têm como causa principal o financiamento da campanha por empresas.

Já o distritão significaria implantar o voto majoritário nas eleições parlamentares sob o comando das oligarquias familiares e seus currais eleitorais. Os deputados tenderiam a focar apenas as questões locais, despolitizando os eleitores sobre os grandes problemas nacionais (tudo o que a direita queria). Despolitizados, ficaria mais fácil o domínio do País pelos interesses estrangeiros.

Heitor Férrer diz que ‘mansão de luxo’ em Brasília afronta pobreza do Ceará

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Dois andares, piscina aquecida, sauna, adega e quatro quartos, sendo duas suítes com hidromassagem. A descrição é do deputado estadual Heitor Férrer (PDT), ao cobrar do governador Camilo Santana a desativação da sede da Coordenadoria de Representação do Ceará em Brasília (COREB).

Segundo o parlamentar, a coordenadoria se encontra em um imóvel alugado “para fins residenciais exclusivamente”, em uma “mansão de luxo” que afronta a pobreza do Ceará.

De acordo ainda com o deputado, ao todo, são gastos por mês R$ 66 mil reais pelo Governo para a manutenção do espaço.

“Isso não é um escritório, é uma mansão, uma casa de luxo para hospedar não sei quem. O que nós queremos é que o governador Camilo Santana, na sua modéstia, passe a ver a necessidade de uma casa representativa como algo mais singelo e coerente com as funções dos servidores do Estado do Ceará nas suas mais diversas áreas. É dentro das condições de Estado pobre que pedimos que o governador desative essa mansão em Brasília”, ressaltou Heitor.

Novo ministro diz que brasileiro acredita que Educação é o caminho

O novo ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, manifestou-se nesse sábado (28), em rede social, sobre o convite que recebeu da presidente Dilma Rousseff para substituir Cid Gomes no comando da pasta. Em um texto de agradecimento pelo apoio recebido de várias pessoas, Ribeiro se mostrou animado. “Incrível como há tanta gente acreditando que a Educação é o caminho, ou um dos principais”.

Ele contou que o convite surgiu na quinta-feira (26), quando recebeu uma ligação do chefe da Casa Civil, Aloizio Mercadante. “Na quinta-feira recebi uma ligação do ministro Aloizio Mercadante, me convidando a ir a Brasilia para vermos a possibilidade de eu ocupar esse cargo. Aceitei”.

“Tomarei posse no dia 6 de abril e depois disso terei o prazer e cumprirei o dever de dar todas as entrevistas que forem necessárias. Só peço compreensão para a necessidade de estudar os dossiês antes de entrar em detalhes sobre eles. Afinal, como pode alguém ir para a educação se não começar estudando”?

(Agência Brasil)

Tasso apresenta emendas à MP do futebol e quer premiar clubes de gestão “responsável”

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O senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) apresentou duas emendas à Medida Provisória 671, que institui o Programa de Modernização da Gestão e de Responsabilidade Fiscal do Futebol Brasileiro, com a possibilidade do refinanciamento das dívidas dos clubes de futebol com a União.

A MP estabelece a possibilidade de um refinanciamento, com a apresentação das condições específicas para o parcelamento dos débitos relativos ao FGTS, à previdência e todos as outras dívidas junto à Receita Federal, além de criar a Autoridade Pública de Governança do Futebol para gerir o Programa, no Ministério dos Esportes. No que se refere aos prazos de repactuação da dívida, o texto estabelece os limites de 10 ou 17 anos. Há, porém, regras de contrapartidas que irão ser exigidas para os clubes como a regularidade no pagamento das obrigações tributárias, previdenciárias e trabalhistas, a participação dos atletas nos conselhos  e a publicação de demonstrações contábeis – como forma de tornar mais transparente e democrática a gestão do futebol brasileiro.

Desta forma, a primeira emenda do Senador refere-se às condições estabelecidas pelo Governo no texto da MP para beneficiar os clubes. Ele entende que os clubes que já estejam enquadrados nestas situações devem ter melhores condições de desconto de multas e juros previstos no Programa. “Nosso objetivo é premiar os clubes que já procederam ao ajuste de suas finanças e adotaram métodos de gestão preconizados na medida provisória”, afirma.  Tasso compreende, ainda, que com esta emenda “contribui para incentivar o comportamento tributário responsável, beneficiando os contribuintes pelo esforço de suas gestões para cumprirem suas obrigações com o Fisco bem como adotarem as melhores práticas de gestão.”

Conta única

Na segunda emenda, ele mostra-se contrário à MP no que se refere à necessidade de criação de uma conta única pelos clubes na rede bancária nacional para receber todas as suas receitas como condição para ser beneficiado com o novo parcelamento das dívidas. “A centralização proposta é uma medida extrema, burocratizante e de eficácia duvidosa”.  Ele entende, ainda, que  “impede a adoção de política de minimização de riscos através da diversificação de contas bancárias além de inibir ações de captação de recursos incentivados, que normalmente obrigam o clube a manter conta segregada em instituição financeira indicada pela entidade promotora dos incentivos, e de marketing associados a instituições financeiras, cartões de crédito e outras”.

O senador acredita que, com essas alterações, os clubes brasileiros poderão fazer melhor uso do refinanciamento de suas dívidas e, assim, voltar a contribuir para manter a tradição brasileira de ter o melhor futebol do mundo.

Ódio ao PT não se trata de fenômeno recente

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Em artigo no O POVO deste sábado (28), a jornalista e professora do curso de Comunicação Social da Universidade Federal da Paraíba, Joana Belarmino, afirma que o antipetismo é consequência de um descuido com sua comunicação, diante de uma campanha midiática que vem ganhando adeptos de todas as classes sociais. Confira:

O ódio ao PT está vivendo o seu auge, mas, não se trata de fenômeno recente. Nasceu com a fundação do partido e foi se estruturando, ganhando os diversos interstícios da sociedade, organizando-se em discurso, em manifestações claras e abertas, como as que ocorreram no último 15 de março. E quais são as bases desse ódio? Poderia dizer que há raiz histórica e uma raiz mais de superfície, gestada na própria conjuntura em que o PT se fez governo.

Falando das bases históricas desse antipetismo, diria que o partido, no seu nascedouro, encarnava a antítese da maioria dos partidos brasileiros que disputavam o poder. Açambarcava militância advinda das classes trabalhadoras, mas, apoiada pela maioria dos intelectuais de esquerda. Organizava-se em torno de um líder metalúrgico, carismático, que organizou as grandes greves do setor nos anos oitenta.

Nessa fase do PT, havia antipetismo claro, da classe política de centro e de direita, da imprensa conservadora, das classes ricas e das classes assalariadas, que historicamente sempre temeram o comunismo e seus mitos. Em 2003, inicia-se o primeiro governo petista, e, o magistral espetáculo da posse do presidente Lula gera uma curta lua de mel entre o partido, a imprensa e a opinião pública. Logo se inicia o trabalho lento, mas sistemático da mídia, no sentido de construção de uma visão negativa do partido, das suas medidas de apoio aos pobres, de revitalização do poder do estado frente aos negócios e serviços essenciais, num claro distanciamento dos governos FHC, responsáveis pela instituição do neoliberalismo no país.

Os governos Lula, se conseguem vitórias surpreendentes no tocante à diminuição da pobreza e mesmo de desenvolvimento do país, o fazem a custo muito alto. Envolvem-se nos escândalos de corrupção, e, perdem bolsões significativos da militância clássica e de simpatizantes. O presidente governa sob ataque cerrado da imprensa conservadora, que vai insuflando nas camadas da sociedade, larvas de ódio novo contra o partido.

Iniciada a primeira fase da era Dilma, a mídia conservadora, colocada no centro das relações com a sociedade, como o grande partido opositor, persiste no plano de insuflar a ira e a desqualificação da gestão petista. O #VemPraRua e o #NãoVaiTerCopa, movimentos apoiados pelo discurso midiático, são exemplos flagrantes dessa guerra comunicativa contra o partido, além da cobertura sistemática do julgamento dos réus do mensalão, combustível para alimentar o ódio contra o PT nas redes sociais.

Sim, estamos vivendo o auge desse processo, e não há como prever quem ganhará esta guerra. Num flagrante descuido com sua comunicação, o PT governa sob ataque cerrado, de uma persistente campanha midiática que vem ganhando adeptos de todas as classes sociais.

Camilo Santana sanciona lei do piso para agentes de saúde

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O governador Camilo Santana sancionou a lei que institui o piso salarial dos agentes de saúde do Ceará, além de assegurar o reajuste em igual índice de revisão à remuneração dos servidores federais. Em solenidade no Palácio da Abolição, nessa sexta-feira (27), o governador reiterou o seu empenho com a categoria e a saúde do Estado.

“Estou orgulhoso por estar honrando um dos meus compromissos. O que temos aqui é um ato simbólico, pois a lei já está sancionada. Porém, no evento de hoje, eu assino uma nova mensagem à Assembleia Legislativa, garantindo o reajuste do piso equiparado ao agente de saúde federal”, ressaltou Camilo.

Encaminhado à Assembleia Legislativa no último dia 23 de fevereiro pelo governador e aprovado na Casa no dia 26 de fevereiro, a lei institui o piso salarial dos agentes de saúde do Ceará no valor de R$ 1.014,00, beneficiando mais de 8 mil agentes de saúde em todo o Estado. A lei entra em vigor na data da publicação com efeito retroativo a 1º de janeiro de 2015.

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“Esse é um momento histórico e de muita importância nas nossas vidas. Hoje, nós podemos dizer que estamos sendo valorizados pelo governo de Camilo Santana. Sabendo de seu perfil de diálogo, preferimos conversar a fazer greve, tendo a certeza que ele nos atenderia e nos atendeu”, reiterou Marta Brandão, presidente do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos de Serviços de Saúde no Estado (Sindiute).

(Governo do Ceará)

A conta a ser coberta

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (28), pelo jornalista Érico Firmo:

No momento em que o Estado acende a “luz amarela” em suas contas, conforme disse nesta semana o secretário da Fazenda, Mauro Filho (Pros), é bom estar atento ao que ocorre em relação ao financiamento do Acquario Ceará. Conforme mostrou no O POVO de ontem o jornalista Renato Sousa (leia no endereço: http://bit.ly/op066), o Ceará corre o risco de perder o empréstimo de 105 milhões de dólares para a obra, pelo Eximbank, no caso de o Senado não aprovar a operação até 25 de novembro. A história é repleta de aspectos inacreditáveis.

Como se trata de empréstimo, o Estado acabará pagando a conta cedo ou tarde. Porém, com o empréstimo, seria possível parcelar a despesa pelos próximos anos e concentrar o investimento agora. Inclusive, espera-se, com possibilidade de extrair os ganhos econômicos que se diz que o Acquario poderá trazer, ao dinamizar a atividade turística da Capital. E, quem sabe, usando esse dinheiro extra para cobrir ao menos parte do financiamento.

No caso de o dinheiro do Eximbank não sair, a não ser que se arranje outro empréstimo, o próprio Estado precisaria assumir as despesas para completar a obra, que está em andamento. Isso significaria que os trabalhos – que já sofreram seguidas prorrogações de prazos – seguiriam no ritmo da capacidade do governo de liberar recursos. E isso precisaria ocorrer retirando dinheiro da saúde, da educação, da segurança…

Mas não é só isso. A empresa responsável pela obra é a ICM Reynolds, dos Estados Unidos. Foi contratada sem licitação, em processo bastante questionado. E, embora isso não seja dito oficialmente, o motivo principal para não haver licitação é justamente o empréstimo. O Eximbank é uma instituição do governo dos Estados Unidos, cuja razão de existir é financiar empreendimentos mundo afora que usem insumos ou contratem serviços de empresas daquele País. Ou seja, se a obra fosse tocada pela ICM Reynolds ou outra empresa de mesma nacionalidade, o financiamento milionário sairia. Se fosse de outro País, não teria dinheiro do banco.

Acontece que não houve licitação, para garantir o contrato com a empresa americana, mas há agora o risco de tampouco haver dinheiro. Fala-se de “plano B”. Ora, ora. A obra do aquário é comentada no governo desde 2007. O projeto foi tornado público em 2009. O contrato com a ICM Reynolds foi assinado em 2011 e os trabalhos começaram em 2012. Três anos depois, o empréstimo nem foi aprovado no Senado – que precisa dar aval a operações financeiras internacionais com entes públicos no Brasil. Se for começar de novo o processo para obter novo empréstimo, sabe-se lá quando sairá.

Agora, há divergências entre Eximbank e a Procuradoria Geral da Fazenda Nacional do Brasil que emperram o empréstimo. Ou seja, quatro anos depois de assinado o contrato, ainda há detalhes técnicos que atrapalham o financiamento que pagaria a coisa toda. Um completo absurdo, só compreensível porque os gestores estão mexendo com dinheiro dos outros. Com o próprio patrimônio ninguém tocaria a obra nesse nível de incerteza.

A situação é absurda, mas não de todo surpreendente. Vide que o Governo do Ceará também assumiu custos enormes – com dinheiro público, evidentemente – para viabilizar uma refinaria cujas garantias eram ainda extremamente frágeis, conforme se descobriu.

Jogar o jogo

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Em artigo no O POVO deste sábado (28), a Doutoranda em Sociologia pela UFC, Monalisa Soares Lopes, avalia que a falta de comunicação da presidente Dilma contribuiu para a sua queda de popularidade. Confira:

O segundo governo Dilma Rousseff começou com muitas polêmicas. A presidente saiu do pleito eleitoral com tarefas importantes para seu segundo mandato pois precisava tanto superar a disputa política da eleição como realizar mudanças na economia. Para tanto, fez dois movimentos: nomeou um executivo de banco privado, Joaquim Levy, para o cargo de ministro da Fazenda, sinalizando ao mercado as mudanças na economia; e nomeou ministros com força política reconhecida, buscando melhorar o diálogo com o Congresso Nacional.

Os movimentos da presidente não trouxeram os resultados esperados. Por um lado, a nova equipe econômica decidiu apresentar um pacote que incide diretamente nos direitos dos trabalhadores. A decisão por alterar as regras do seguro desemprego, além de causar um ruído entre o discurso de campanha e as ações do governo, impactou o apoio da militância de esquerda que foi decisivo para vitória de Dilma em 2014. Por outro lado, a nomeação de políticos como ministros não impediu que o governo fosse derrotado na eleição da Câmara de Deputados. Eduardo Cunha é oposição ao governo Dilma.

As investigações sobre corrupção na Petrobras continuam nas páginas e telas dos jornais e isso fortalece a ideia de que o novo governo está mergulhado numa crise. Nessa percepção de instabilidade, produzida pela mídia e pelos opositores, o discurso de impeachment aparece apimentando a temperatura política.

Com tudo isso, chama atenção a saída de cena da presidente. Dilma ficou 60 dias sem dar entrevistas. Nessa situação, a primeira pesquisa de popularidade aponta uma queda de 19% dos que consideram seu governo ótimo e bom. A falta de comunicação é um dos motivos para essa queda. Na festa dos 35 anos do PT, Dilma reapareceu, ao lado de Lula, convocando a militância a “travar a batalha da comunicação”. Essa batalha cabe, especialmente, à própria presidente.

Todo governo tem a tarefa de administrar a visibilidade, ou seja, de construir uma imagem para se relacionar com a população e assim obter apoio da opinião pública para seus projetos e decisões. Dilma precisa fazer agora o que não fez em seu primeiro mandato: jogar o jogo da comunicação. Essa é a sua melhor (ou única) alternativa.

Prefeito divulga nota lamentando morte do educador Edgard Linhares

O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (Pros), manda nota para o Blog. Ele lamenta a morte do educador Edgard Linhares, ex-presidente do Conselho de Educação do Ceará. Confira:

“A história de vida do professor Edgar Linhares incorpora o sentido mais amplo do termo educador.

O seu legado para a educação é tão essencial como a percepção de que o futuro de nossa gente e de nossa nação passa, essencialmente, pelo que fizermos de revolucionário no campo do formal e do não formal para garantir esse direito à nossa população.

O professor Edgar é, efetivamente, uma referência para cada um daqueles que atuam na educação.

Prefeitura estuda ceder terminais de ônibus à iniciativa privada

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Inaugurados na década de 1990, os sete terminais de integração de ônibus de Fortaleza acompanharam as mudanças da demanda e a intensificação do trânsito da Capital. Com o tempo, os equipamentos mostram sinais claros de saturação. Atualmente geridos pela Prefeitura, por meio da Empresa de Transporte Urbano de Fortaleza (Etufor), há uma proposta em avaliação para que os terminais tenham a administração concedida para a iniciativa privada. A informação foi antecipada pela coluna Vertical, na última quarta-feira, 25.

Segundo nota da Prefeitura, um grupo de trabalho será formado. A previsão é de que até o final de junho os estudos estejam concluídos e, a depender dos resultados, um edital seja lançado. A gestão argumenta que a parceria permitiria ganhos de eficiência e qualidade nos serviços, além de melhorias das instalações. Outro ponto ressaltado é a possibilidade de realizar obras de ampliação e modernização. As concessionárias poderiam explorar atividades como serviços e comércios.

Com exceção dos terminais da Lagoa e do Conjunto Ceará – que têm menores demandas – e do Antônio Bezerra – já reformado – os outros quatro equipamentos precisam de ampliações para absorver a quantidade de linhas, que cresceu nos últimos anos, diz Raimundo Rodrigues, chefe de Operações da Etufor. A empresa administra a limpeza e manutenção, assim como o aluguel das lojas dos espaços. A segurança é realizada por meio da parceria com a Guarda Municipal e a Polícia Militar.

(O POVO)

Levy diz que economia dá sinais de recuperação pelas exportações

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O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse nessa sexta-feira (27) que a economia brasileira já dá sinais de recuperação, por meio do crescimento das exportações. Ele pontuou que o resultado fraco do Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado reflete um momento de transição do país, que teve, em 2014, atividade econômica abaixo da expectativa.

“O resultado do PIB mostrou que a gente está em uma transição. Começa a haver recuperação das exportações. No ano passado, a contribuição das exportações e importações foi neutra, uma compensou a outra. Neste ano, esperamos que haja recuperação das exportações e que o setor externo possa ajudar o crescimento da economia. Nos últimos anos não foi assim, então esta pode ser uma mudança positiva”, disse.

Ele também creditou o fraco desempenho do PIB, em 2014, à participação negativa da economia durante a Copa do Mundo. Para ele, não tem grandes surpresas o resultado do PIB.

(Agência Brasil)