Blog do Eliomar

Categorias para Política

PCB lança jornal em comemoração aos 93 anos do partido

O Partido Comunista Brasileiro (PCB) lança na quarta-feira (25), a partir das 9h30min, sede do partido no Ceará (Av. da Universidade, 2090 – Benfica), o jornal Poder Popular.

A atividade político-cultural marca os 93 anos de fundação do PCB. O partido, no entanto, não forneceu o expediente do novo jornal, como a tiragem, a periodicidade e o editor responsável.

Joaquim Levy – Governo vai taxar grandes fortunas

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“Em conversa com o presidente do Congresso Nacional, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, informou que está em estudos e deve ser enviado em breve ao Legislativo um projeto alternativo à proposta de taxação de grande fortunas. O encontro ocorreu esta semana no gabinete de Renan e contou com a participação de um pequeno grupo de senadores da base aliada.

O modelo em estudos pela equipe do ministro é o adotado pelos ingleses, em que há uma tributação sobre as heranças. Conforme antecipou o Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, o governo estuda a criação de um imposto federal para taxar a renda dos contribuintes obtida por meio de doações e heranças e outros tipos de transferências que não envolvam a venda de ativos.

É uma forma de ampliar a base de tributação no País e atingir contribuintes com renda mais elevada.”

(R7.com)

Para Lula, quem não se comunica direito, se trumbica

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lula e PT

Buscando horizontes na política e na economia.

“Acuado pela manifestação do dia 15, o alto comando petista reuniu-se na segunda-feira, 16, no Instituto Lula, para discutir a crise em que o PT, o governo e o país estão metidos. Mais uma vez, a culpada de tudo foi a comunicação do governo.

Convocados por Lula, Antonio Palocci, Luiz Marinho, Luiz Dulci, Edinho Silva, Alexandre Padilha, Emidio de Souza e Rui Falcão bradaram contra a “direita” e os “golpistas”, e lamentaram não ter apoiado Eduardo Cunha à presidência da Câmara, o que evitaria um desgaste do governo recém-instalado.

A estratégia de reação que saiu dali é a de sempre: grudar nos movimentos sociais, trabalhar colado aos blogueiros chapas-branca e partir para o ataque aos “conservadores”.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

Dia Mundial da Água – Camilo Santana usa Facebook para dizer o que faz contra a seca

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Do governador Camilo Santana (PT), em seu Facebook, neste domingo, que é o Dia Mundial da Água:

Neste 22 de março, Dia Mundial da Água, quero ressaltar a importância das ações de convivência com o semiárido que estão sendo realizadas pelo nosso Governo: temos o Eixão e o Cinturão das Águas, as adutoras emergenciais, o Programa Água Doce, a perfuração de poços e a construção de cisternas, entre outros. Tudo para melhorar a qualidade de vida dos cearenses.

Nos últimos dias, fiz questão de agendar meus compromissos de trabalho relacionados ao tema para acompanhar de perto cada obra, cada ação.

Aproveito, ainda, para pedir mais uma vez a todos que usem com responsabilidade esse bem tão precioso.

Um excelente domingo e um grande abraço.

Datafolha – 84% dos brasileiros acham que Dilma sobre sobre a onda de corrupção

Dilma Rousseff: 'Do I look happy, Mr Obama?'

“Pesquisa Datafolha divulgada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo mostra que para 84% dos entrevistados, a presidente Dilma Rousseff sabia de corrupção na Petrobras, tema da investigação da Operação Lava Jato. O levantamento nacional, realizado nos dias 16 e 17 deste mês, portanto logo após as manifestações populares contra o governo, diz que desse total, 61% consideram que a presidente sabia da corrupção e “deixou que acontecesse”, enquanto 23% acreditam que “ela não poderia fazer nada para evitá-la”.

À outra pergunta feita sobre se a descoberta de corrupção na Petrobras prejudica a empresa, 88% dos entrevistados responderam que sim, dos quais 51% julgam que será por muito tempo e que coloca o futuro da empresa em risco. Outros 23% consideram que será por pouco tempo, sem riscos futuros.

A pesquisa foi realizada com 2842 pessoas em 172 municípios brasileiros, e a margem de erro é de dois pontos porcentuais. (Luana Pavani – luana.pavani@estadao.com).

(Estadão)

MEC e Ministério da Justiça vão verificar se há mensalidade abusiva sobre quem tem o Fies

“O Ministério da Educação (MEC) e Ministério da Justiça formarão um grupo para analisar as mensalidades cobradas pelos cursos superiores financiados pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O objetivo é evitar cobranças abusivas que comprometam tanto a oferta do financiamento como o pagamento futuro pelos estudantes. O grupo vai também propor melhorias ao programa.

A portaria, que será publicada amanhã (23) no Diário Oficial da União, é assinada conjuntamente pelo MEC e pela Secretaria Nacional do Consumidor do Ministério da Justiça. O grupo vai analisar a composição e a evolução dos preços das mensalidades dos cursos superiores e terá 60 dias para concluir o trabalho.

“É mais uma ação estruturante para garantir a tranquilidade dos estudantes e instituições. É preciso ter em mente que se trata de um financiamento, que terá que ser pago pelo estudante no futuro”, diz o ministro interino da Educação, Luiz Cláudio Costa.

(Agência Brasil)

Disputa entre Cid e Cunha vai muito além das palavras desaforadas

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (22):

Cid Gomes chegou ao Ministério da Educação, um dos dois maiores orçamentos da União ao lado do Ministério da Saúde, montado em uma agenda que ia além de suas gigantescas obrigações administrativas. Com apoio (ou aval) da presidente Dilma Rousseff, o ex-governador do Ceará trabalhava uma agenda política de alta envergadura.

Antes mesmo de deixar o Governo, Cid Gomes já expressava seus projetos políticos. Foi quando começou a movimentação para criar uma legenda (ou uma fusão de siglas) que fosse capaz de atrair políticos com mandatos de todos os partidos, principalmente os do PMDB. A ideia central: reduzir a força do PMDB no Congresso Nacional. No fim das contas, livrar o Palácio do Planalto da eterna dependência do apoio desse partido.

O plano a ser executado já havia sido testado com relativo sucesso pelo ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, que fundou o PSD em 2011 atraindo para a sigla dezenas de deputados ansiosos por apoiar o Governo Dilma. Nesse caso, o alvo do esvaziamento foi o DEM. Formal ou informalmente, Kassab era um sócio de Cid na nova empreitada.

A articulação caminhava célere. Mas, surgiu uma pedra no meio do caminho. Seu nome: Eduardo Cunha, o deputado federal do PMDB carioca que se elegeu presidente da Câmara Federal. No comando da Casa, Cunha verbalizou as intenções de esvaziamento do PMDB, mobilizou o partido e liderou a aprovação de medidas que, na prática, inviabilizam a articulação Cid-Kassab de fundar uma nova legenda, que já tinha nome: Partido Liberal.

Portanto, a disputa entre Cid e Cunha vai muito além das palavras desaforadas. Se Cid Gomes fosse apenas um ministro da Educação preocupado com as políticas públicas para o setor, jamais teria havido uma mobilização tão relevante para lhe cobrar explicações acerca de uma frase proferida para um punhado de estudantes. Haviam outras motivações relacionadas à disputa pelo poder. Sim, o poder, aquele que mexe com os brios da política e não as frases generalistas.

O arranca rabo com Eduardo Cunha acabou criando para Cid as condições adequadas para uma retirada estratégica de um Governo politicamente cambaleante, contestado nas ruas, reprovado do ponto de vista ético e com pauta econômica dominada pelo arrocho. Um lugar inóspito. E Cid era apenas um convidado. Não fazia parte da Casa Grande.

Não custa lembrar o comportamento da bancada petista no plenário da Câmara dos Deputados durante e após a tumultuada fala de Cid Gomes. O petismo não abriu a boca para defender o então ministro de Dilma. Depois de sua demissão, os próceres do PT calados estavam, calados ficaram.

A propósito, alguém (não lembro quem) andou dizendo que a oposição real está obsoleta. Os últimos acontecimentos indicam que a oposição ao PT é interna à base aliada assim como a oposição à política econômica de Dilma é oriunda de parte do PT e de suas franjas no tal de “movimento social”.

Dilma: odiada pela oposição e mal amada pelos aliados

Da Coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (22), pelo jornalista Plínio Bortolotti:

Estive na manifestação do dia 15/3/2015, na Praça Portugal. Não vou entrar na batalha dos números: cada um terá uma contagem para chamar de sua, seja aqui ou alhures. O que vi foi uma Praça Portugal lotada, transbordando para os ruas vizinhas. (Creio que nem precisava dizer, mas compareci – a exemplo das manifestações de 2013 – como observador, jornalista.)

Números são de menor importância, quando se sabe que mobilizações relevantes foram realizadas nas principais cidades do país. Os adversários (talvez o mais adequado fosse “inimigos”) do governo Dilma Rousseff e do PT marcaram um tento importante. Se bem me lembro, desde a redemocratização (que completou trinta anos) o monopólio das ruas era da esquerda; agora não é mais.

Os protestos foram organizados por gente que sempre odiou o PT, mas destilava seu ódio de forma específica: contra as políticas de promoção social, como o bolsa família; criticando as cotas; revoltando-se com a garantia de direitos mínimos para as empregadas domésticas; e horrorizando-se quando obrigada a conviver com gente simples nos saguões de aeroportos.

Mas faziam isso à boca pequena, ou protegidos pelas redes sociais, pois sabiam haver grande número de pessoas que poderia confrontá-los, sendo impossível organizar manifestações populares na base desses preconceitos. A pergunta é: por que, esses setores conseguiram reunir tanta gente se, antes, eram obrigados a ficar vociferando na encolha?

A resposta está nos erros que o próprio Partido dos Trabalhadores cometeu durante o tempo que o eleitor lhe deu para mudar o país. Uma análise superficial mostraria que as políticas do governo Lula já haviam batido no teto quando Dilma assumiu o primeiro mandato. Entanto, a presidente deixou que a força da inércia, resultante da política anterior, comandasse o seu governo. (Sem contar que o PT, de partido “diferente”, ganhou o carimbo da corrupção, o mesmo que carimbava nos outros.)

Para atender ao desejo de mudança, em seu primeiro mandato, a presidente teria de ter iniciado o aprofundamento das políticas de inclusão iniciadas pelos governos Lula. Para isso, seria necessária coragem para bulir com os rentistas e os muito ricos – e seus aliados na política. Mas ela optou por navegar na herança lulista, que já estava com o prazo de validade vencido. No segundo governo, acossada pelos problemas, só lhe restou abraçar um programa parecido com o do PSDB – que o PT sempre classificara de “neoliberal”.

Assim, a presidente abriu mão do papel de estadista – talvez pensando na reeleição – e deixou de investir em políticas que poderiam transformar o Brasil em um país menos desigual. Portanto, o protesto pode ter sido organizado pelas “elites”, porém o descontentamento com o governo Dilma vai além dos endinheirados e de um certo segmento da classe média que sempre amou odiar o PT.

A prova é que nas manifestações de 13/3/2015, militantes sindicais defenderam a presidente contra o impeachment, porém atacaram a sua política econômica. Junte-se a esses ingredientes um amplo setor da esquerda desiludida com o PT, e daqueles beneficiados com políticas sociais, que não veem novas perspectivas. São segmentos que não se animam a sair de casa para defender o governo petista.

Dessa forma, Dilma continuou a ser odiada pela oposição e passou a ser mal amada pelos aliados: o pior dos mundos.

Presidente do PT de Fortaleza confirma “manobras” de adversários dentro do partido

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Em nota enviada ao Blog, o presidente do PT de Fortaleza, deputado Elmano de Freitas, confirma as denúncias da ex-prefeita Luizianne Lins (PT), de que adversários políticos estariam agindo dentro do PT por meio de novas filiações. Confira:

Prezado Eliomar de Lima,

Venho por meio desta nota me referir à publicação no seu Blog sobre o PT Municipal. Tenho conhecimento de lideranças do nosso partido que foram procuradas por nossos adversários para fazer filiações ao PT, sem o mínimo compromisso com o partido, apenas para exercer influência externa aos nossos processos democráticos de decisões internas.

Essas informações já foram repassadas ao presidente Estadual do PT.

O PT de Fortaleza não aceitará influência externa em seus trâmites e, como presidente do PT municipal, eu, Elmano Freitas, presto apoio à companheira Luizianne Lins, assim como a grande maioria do PT Fortaleza.

Sem m ais,

Elmano de Freitas,

Deputado estadual e presidente do PT de Fortaleza.

Declaração de Cid Gomes expressa o que muitos brasileiros têm entalado na garganta

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (22):

Não há dúvidas de que o rompante do ex-ministro da Educação, Cid Gomes, na Câmara dos Deputados, expressando tudo aquilo que muitos brasileiros têm entalado na garganta, foi um dos raros momentos de verdade, no ambiente de simulacros e manipulações de toda ordem, que tomaram conta do País, nestes dias.

Claro que é inaceitável, normalmente, um entrechoque de poderes nesse nível. Contudo, depois de publicadas palavras ditas em conversa reservada – que presumivelmente foram gravadas com o intuito traiçoeiro de preparar uma armadilha contra o ministro e contra o governo – já não haveria como recuar. O recuou iria apenas contestar uma grande farsa – como a de que o atual Congresso é formado majoritariamente por pessoas compromissadas com o interesse público.

Guimarães afirma que manifestação da liderança do Governo causaria estragos à base

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Em nota enviada ao Blog, o deputado federal José Guimarães, líder do governo na Câmara Federal, afirma solidariedade a Cid Gomes, mas que não poderia se manifestar na sessão da última quarta-feira (18). Confira:

Minha responsabilidade, como líder do governo na Câmara dos Deputados, é articular a base de partidos aliados na Casa para dar sustentação política ao governo, viabilizando a aprovação das matérias que são importantes para o país. Não existe governo de coalizão sem maioria parlamentar, seja no Congresso Nacional, nas assembleias legislativas estaduais ou câmaras municipais.

Tenho trabalhado de maneira incansável para dar conta dessa missão concedida pela presidente Dilma Rousseff, que honra a mim e a cada um dos cearenses que me escolheram como seu representante.

Tanto que conseguimos, nas últimas semanas, aprovamos matérias importantes como o orçamento da União (que se arrastava desde o ano passado), a manutenção da política de valorização do salário mínimo, bem como manter todos os vetos presidenciais a propostas que comprometeriam a economia brasileira.

Sobre a sessão que teve a presença do então ministro Cid Gomes, o fato é que uma manifestação do líder do governo não apenas causaria estragos à relação com a base, mas também acirraria fortemente os ânimos já exaltados naquela ocasião. Nossa missão institucional e compromisso com o projeto nacional impõem limites e obrigam decisões, muitas vezes, difíceis. E impessoais.

Minha solidariedade ao ex-governador Cid Gomes é do conhecimento não apenas dele, mas de todos os cearenses. Estive ao seu lado desde o primeiro momento, no nascedouro de sua candidatura ao governo que exerceu com grande competência por dois mandatos, bem como no momento de sua ida para o Ministério da Educação.

A respeito da sucessão no MEC, cabe apenas à presidente da República a escolha de um sucessor à altura do desafio de manter os grandes avanços da educação brasileira nos últimos 12 anos.

Deputado José Guimarães

Líder do Governo

Capitão Wagner pede informações sobre ida de secretários e do governador a Brasília

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (21), pelo jornalista Érico Firmo:

O deputado estadual Capitão Wagner (PR) apresentou requerimento no qual pede informações sobre a comitiva de secretários estaduais e do governador que foi à Câmara dos Deputados acompanhar a sessão à qual o agora ex-ministro Cid Gomes (Pros) compareceu para prestar esclarecimentos. Ele indaga sobre como a viagem foi paga, pede a lista nominal de quem compôs a comitiva e qual a justificativa da viagem.

O questionamento é bastante razoável, conforme a coluna já apontara nessa sexta-feira (20). E a Assembleia Legislativa e o Governo do Estado não haverão de se constranger. Afinal, foi o próprio Cid quem, na própria ocasião, fez questionamento similar à Câmara dos Deputados.

O ex-ministro questionou sobre a comitiva de deputados médicos que foi a São Paulo verificar se o estado de saúde realmente inviabilizava seu comparecimento na semana passada.

A dúvida é pertinente em ambas as situações. Assim como é necessário o esclarecimento a quem eventualmente tenha pago essa conta.

Entidades educacionais pedem que MEC não seja usado como moeda de troca

Entidades ligadas à educação pedem à presidenta Dilma Rousseff que o Ministério da Educação (MEC) não seja usado como moeda de troca e que o novo ministro esteja comprometido com o cumprimento do Plano Nacional de Educação (PNE) e com o fortalecimento da educação pública e com o diálogo permanente com a sociedade.

Esta semana, o ex-ministro Cid Gomes deixou a pasta, após embate com parlamentares na Câmara dos Deputados. O secretário-executivo, Luiz Cláudio Costa, assumiu interinamente o MEC.

Na quinta-feira (19), a Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped) informou, por meio de manifesto, que o MEC “não pode ser balcão de negócios ou moeda de troca para assegurar a governabilidade”.

A associação sugere que o novo ministro assuma o compromisso de cumprir o PNE, em consonância com as deliberações aprovadas no documento final da Conferência Nacional de Educação (Conae) 2014.

A Anped defende o fortalecimento da educação pública e manifesta “preocupação com os rumos do Ministério da Educação, que, desde o início de 2015, evidencia um descompasso entre sua agenda política e o fortalecimento da educação pública, laica, gratuita, democrática e de qualidade socialmente referenciada”.

(Agência Brasil)

Cid caiu. Caiu?

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Em artigo no O POVO deste sábado (21), o médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante avalia a saída de Cid Gomes do MEC. Confira:

Com os Ferreira Gomes nunca pode-se dizer que a política é monótona. Como bons jogadores de xadrez, pensam manobras com três, quatro lances de antecipação. E, jogam rápido. Com esse mote, pode-se começar a entender o que aconteceu essa semana, quando Cid Gomes deixou o MEC. Digamos que foi com a intenção de crescer dentro do governo e, no final, ter chances de ser apontado como sucessor de Dilma. Ele adiou o projeto de ir à Washington, trabalhar no BID. Ficando em Brasília, iniciava trajetória rumo ao Planalto.

Aliás, juntou conversas e sonhos com o ex-prefeito de São Paulo, também ministro – Gilberto Kassab. Tentariam viabilizar grande partido de sustentação ao governo. Em seguida, dispensar o incômodo PMDB. As primeiras manobras foram bem sucedidas. Conseguiram até irritar o partido de Temer. E, como inimigo declarado, Cid passou a ser alvo de monitoramento. Qualquer falha, o bote seria dado. E foi: a gravação de reunião em Belém, onde eles foram chamados de achacadores… O resto, vocês sabem.

Doutro lado, o comando político do governo Dilma sofreu a intervenção do grupo de Lula. Estavam perdendo todas. O Mercadante é péssimo articulador. Vai já ser substituído. E, a turma do Lula, guarda amizade de longa data com os cardeais do PMDB. Com o estouro da Lava-Jato, tais cardeais foram obrigados até a ficar mais dóceis…

Feito o balanço, Cid Gomes ficou sem espaço para manobras. Tanto no plano interno (do governo), onde começou a ser freado pelos bombeiros de Lula, como no plano externo (PMDB), onde aguardavam o momento adequado para dar o tiro mortal. Acuado, Cid Gomes percebeu que, daqui para frente, permanecer no governo seria queimação. Não teria espaço para suas aventuras e o barco começou a fazer água. Melhor cair fora. E, de preferência, em estilo histriônico e provocativo – talvez em homenagem ao irmão, Ciro Gomes, que nunca aceitou esse projeto de bom grado. Agora, deverá pensar em Washington… Tirará boas férias. Oportunidade para esfriar a cabeça, e, quem sabe, arranjar professor estilo Mangabeira Unger que lhe ensine o básico do Brasil. Voltará daqui dois anos, candidato à Presidência, com outra estratégia. A primeira jogada não deu certo.

Falta um Cid no PT

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Em artigo no O POVO deste sábado (21), o jornalista Luiz Henrique Campos diz que Cid Gomes botou para fora quarta-feira o que estava entalado na garganta de grande parte da sociedade brasileira. Confira:

Já se disse que a política é a arte de engolir sapos. Não seriam muitos, portanto, os que teriam estômago para lidar com essa extravagância gastronômica. Lembro da história que me foi contada por respeitado médico do interior, que recebeu em casa comitiva de políticos que ali fora convidá-lo a entrar em uma disputa eleitoral. O convite chegou eivado de elogios, mas o tal médico não respondeu de imediato. Pediu uma semana, e na data marcada, foi certeiro. Afirmou que durante aqueles sete dias, rigorosamente, nos horários do almoço e do jantar, se dirigiu ao terreiro de sua fazenda, e ficou olhando os batráquios. Não teria havido, explicou, uma única vez que não tivesse tido ânsia de vômito. Por isso, recusava o convite.

O espetáculo deplorável na última quarta-feira, quando da ida do ex-ministro Cid Gomes à Câmara dos Deputados me fez lembrar dessa historinha do médico. Não pelo que disseram o ex-governador ou os deputados, mas pela completa incapacidade de reação que os parlamentares do Partido dos Trabalhadores (PT) estão demonstrando. Aceitar calado, e não é de hoje, as ofensas dirigidas à legenda, a Lula e a presidente Dilma Rousseff, sem demonstrar indignação, ou é muito sangue frio ou é ter paladar apurado para determinadas ousadias culinárias. Cid Gomes botou para fora quarta-feira o que estava entalado na garganta de grande parte da sociedade brasileira.

Coube a Cid, até agora, fazer a melhor defesa pública do governo Dilma Rousseff na jaula dos leões, onde ela tem sido massacrada todos os dias sem que alguém a defenda à altura. Enquanto isso, o que se viu, foi um PT acuado, medroso, que preferiu dar satisfação primeiro a Eduardo Cunha , sobre a saída do ex-ministro.

Não à toa, o PT enfrenta hoje tanta resistência na sociedade. E não poderia ser diferente. Os parlamentares petistas, infelizmente, parecem cansados e só ganham força quando é para atacar o próprio partido, vide Marta Suplicy. Não é aceitável que um Congresso tão mal avaliado mande no governo como estamos vendo atualmente. Não é aceitável que um partido com a história do PT fique de joelhos para um parlamento onde os presidentes das duas casas estejam sendo investigados da forma que estão. Falta ao PT, no mínimo a coragem que teve Cid Gomes.

Especialistas avaliam que decisões do Congresso atrapalham cortes no Orçamento

Aprovado esta semana, com três meses de atraso, o Orçamento Geral da União sofrerá, nos próximos dias, cortes expressivos para se adequar à meta de esforço fiscal do governo. A presidenta Dilma Rousseff adiantou que o contingenciamento (bloqueio de verbas) será “significativo”. Segundo especialistas, a equipe econômica enfrentará dificuldades para implementar os cortes com decisões recentes do Congresso.

Pelo menos duas medidas aprovadas pelos parlamentares complicarão os cortes de verbas. A primeira é a promulgação da emenda constitucional que estabelece o orçamento impositivo para emendas parlamentares. A segunda é o aumento do Fundo Partidário, que teve a dotação triplicada de R$ 289,5 milhões para R$ 867,5 milhões.

Para o assessor político do Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) Rafael Cruz, a ampliação de gastos pelo Congresso em um ano de ajuste fiscal representa um contrassenso, que torna mais injustos os cortes orçamentários.

Economista-chefe da consultoria Austin Ratings, Alex Agostini informa que, num primeiro momento, a postura do Congresso impõe dificuldades ao governo para executar o ajuste fiscal. Segundo ele, é inevitável que a equipe econômica faça concessões aos parlamentares.

(Agência Brasil)

Projeto de mobilidade urbana no Cocó prevê a retirada de semáforos

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foto maquete fortaleza avenidas

Em sua página no Facebook, o prefeito Roberto Cláudio apresenta a maquete eletrônica da mobilidade urbana no Cocó. Confira:

Agora, em abril, iniciaremos outras obras de mobilidade nas diversas regionais da cidade. Destaco agora a maquete eletrônica animada de uma dessas novas intervenções, o cruzamento da Av. Engenheiro Santana Jr. com Padre Antônio Tomás.

A obra prevê a retirada dos semáforos com a construção de um túnel no cruzamento; corredor exclusivo de ônibus no canteiro central; novas paradas de ônibus; novas calçadas; ciclofaixas e áreas específicas para travessia segura de pedestres.

Essa obra privilegiará usuários de transporte público que ganharão mais tempo e conforto.

DETALHE – O investimento na obra é de R$ 25 milhões, com duração de 16 meses.

Ida de Izolda para o MEC é boato, diz marido da vice-governadora

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izolda cela

O prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda (PT), comentou as especulações de que sua esposa, a vice-governadora e ex-secretária da Educação do Estado Izolda Cela (Pros), poderia suceder Cid no Ministério da Educação. De acordo com ele, a informação é um “boato”.

Arruda afirma que os dois ficaram sabendo da história pela imprensa. “Não conversamos com ninguém sobre o assunto”, diz. Ele declara que Izolda deve continuar como vice-governadora. Para ele, “o melhor nome para o ministério é Cid. Gostaria que a Dilma o convidasse de novo”.

Na última quarta-feira (18), o portal do jornal O Estado de São Paulo publicou que o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT), havia sugerido o nome de Izolda para substituir Cid. Ele fez elogios à capacidade técnica da segunda na linha sucessória do Ceará. Ainda conforme o portal, fontes teriam afirmado que o próprio Cid teria apresentado o nome a Dilma.

Em entrevista ao O POVO, o deputado federal negou que estivesse fazendo movimentações pela ida de Izolda para o MEC. Ele afirmou que sequer estava em Brasília, mas cumprindo agenda no interior do Estado.

A indicação de Izolda criaria um constrangimento para Dilma por causa da forte ligação da vice-governadora com Cid – que saiu do governo após forte desgaste com o PMDB. Assim, os problemas com o Legislativo, onde o Planalto já enfrenta problemas, permaneceriam.

(O POVO)