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Candidata ao Senado é a favor de revolução armada

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A candidata Raquel Dias (PSTU), sabatinada por O POVO nesta segunda-feira, abrindo ciclo com postulantes ao Senado, foi indagada sobre luta armada e se seu partido é a favor de tal ação. A pergunta partiu do mediador Ruy Lima:

Ruy: Algumas manifestações são promovidas com apoio do PSTU, da construção civil. E todas elas acabam em algum tipo de pancadaria. Você defende a luta armada. Isso não saiu de moda?

Raquel: Nós achamos que estamos na moda. A grande maioria das manifestações acabam em pancadaria, mas não dos trabalhadores, mas da Polícia e das ordens de repressão contra eles. Tem sido assim e foi dentro da assembleia legislativa. Ou seja, os professores apanharam lá dentro. Nós como partido revolucionário e socialista almejamos uma transformação na estrutura da sociedade, de maneira que a produtora da riqueza passe a ser também consumidora. É necessária uma revolução armada […] Nos preparamos para isso. Só não vou dizer como. Se é uma ação contra o Estado não posso dizer. Eu não vou te responder, pois não podemos falar sobre uma luta contra o governo. Eu não vou dizer que sim nem que não, é o meu direito. [risos]. Todas as revoluções foram armadas quando foram para revolucionar o modo de produção.

Ruy: Vocês treinam operários para a luta armada?

Raquel: Não, nossa milícias são organizadas com curso de formação política e desenvolvimento da consciência de classe. Não existe prática revolucionária sem teoria.

* Mais Raquel Dias aqui.

Um mergulho na história política do Ceará

Com o título “História das Eleições no Ceara 2”, eis artigo do professor, jornalista e radialista Francisco Bezerra. Ele vem contando, por meio do Blog, um pouco das particularidades dos pleitos cearenses, ajudando o eleitor a entender cenários. Confira:

“A tolerância é tão necessária na política como na religião; só o orgulho é que intolerante.” Voltaire, filósofo francês.

O Brasil sentia ainda a ressaca de 15 anos de poder de Getúlio Vargas, que chegara ao catete em 1930, comboiando tropa saída de Porto Alegre para instaurar novo ciclo de poder estribado na Aliança liberal. O político gaúcho foi, na história da República, o mais longevo chefe de estado, ao suceder o paulista Washington Luiz, deposto por uma junta militar, levando consigo para o exílio os restos mortais de uma senhora que morrera apodrecida. Seu nome: Velha República.

Da década meia de poder, Getúlio governou 7 anos sob a ditadura do Estado Novo. Ditadura que não resistiu aos ventos de liberdade vindos, mormente, da Europa arrasada pela Segunda Guerra Mundial, mas vitoriosa sobre o nazifascismo de Hitler e Mussolini. Vargas deixou o Catete em 28 de outubro de 1945, deposto que fora por militares de sua integral confiança, à frente os generais Eurico Gaspar Dutra e Góis Monteiro. O primeiro se elegeria presidente ainda em 45. Em 1946, o País assiste a proclamação de mais uma constituição republicana, talvez a mais democrática de todas.

O Ceará deixava para trás os ásperos anos em que fora governado pelo interventor Menezes Pimentel. No limiar do ano de 1947, são realizadas eleições gerais e a Nação recobra assim o estado de direito em sua plenitude. É neste cenário de liberdade ampla que se montam os palanques para governador em nosso Estado. Valho-me do precioso livro do jornalista Wilson Noca, “Sermões, Matracas e Alcatrão: religiosos e comunistas na luta pelo poder 1946-1950,” para passar em revista o que foi o pleito daquele longínquo ano. No resgate histórico, o escritor aborda como tema central a luta ideológica entre católicos e não católicos pelo poder.

A Igreja não se mostrou monolítica, ao contrário. Parcela ponderável da hierarquia católica decidiu apoiar o candidato Onofre Muniz Gomes de Lima, do PSD, coligado com o PRP, sucessor da Ação Integralista Brasileira.

Outro grupo de religiosos preferiu ficar com a candidatura do desembargador Faustino de Albuquerque, da UDN, com apoio do PSP e PR. Saído da clandestinidade o Partido Comunista do Brasil decidiu recomendar, aos seus militantes, o nome do candidato da UDN. Mesmo com a recusa do desembargador em receber os votos dos comunistas.

O embate, mais que político, passou a ser religioso e a igreja católica, comandada por Dom Almeida Lustosa, ao lado de Dom José Tupinambá da Frota, se embrenhava na mais ferrenha campanha contra o comunismo, postando-se ao lado da campanha de Onofre Muniz.

A divisão da hierarquia da igreja católica ficou exposta diante da paixão política encarnada por clérigos que transformaram os templos em palanques eleitorais. Entre os religiosos udenistas, os mais destacados foram os Monsenhores Otávio Mesquita de Paula Lima, José Alves Quinderé e o padre João José Cavalcante. A guerra Santa foi marcada por fatos pitorescos como a refrega, em Sobral, entre Dom José e José Sabóia de Albuquerque, o industrial mais destacado da zona norte.

No Cariri, por quatro vezes os comunistas tentaram realizar comícios no Crato, sendo impedidos por grupos exaltados de católicos. Em Juazeiro do Norte, os “vermelhos” escaparam de linchamento, pois se espalhou boato de que os ateus estariam querendo levar os restos mortais do padre Cícero para Moscou.

O desembargador Faustino de Albuquerque venceu a disputa extremada do dia 19 de janeiro de 1947, mesmo com a ameaça de excomunhão. Neste contexto, a Igreja Católica se viu transformada em partido político, contrariando orientação do Vaticano.

Já neste período da história começava a ficar bem nítida a divisão dos católicos entre conservadores e progressistas. Faustino de Albuquerque, por sua intransigência e costumes austeros, faria o governo mais conturbado da história do Ceará. Mas aí são outros fatos que contaremos em outro momento como por exemplo, o episódio da Chiquita Bacana.

PS.: Grande parte dos fatos aqui narrados estão registrados na preciosa pesquisa de Wilson Noca.

* Francisco Bezerra,

Jornalista, radialista e professor.

Tasso Jereissati já não acredita mais que Aécio passe para o 2º turno

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Líder nas pesquisas de intenções de voto para uma vaga no Senado pelo Ceará, o tucano Tasso Jereissati admite que o candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, dificilmente reverterá o quadro e conseguirá chegar ao segundo turno da disputa. Em sua avaliação, contudo, caso Marina Silva (PSB) saia vitoriosa da disputa presidencial, PSDB e PMDB não permitirão que seus “melhores quadros” integrem o futuro governo.

“Esse é um erro grave que a Marina está fazendo. Ela não vai conseguir sair pinçando e destruindo os partidos. Porque se fizer isso, acaba com a estrutura partidária”, afirmou, fazendo referência a seu partido e ao PMDB como siglas que poderiam apoiar projetos, no Legislativo, mas não integrar diretamente o governo do PSB. “A lógica que ela quer pode ser aplicada em cima de um projeto. Mas, fazendo uma misturada geral, tirando de um ou de outro, ela vai destruir o Parlamento. Isso é perigosíssimo e nós sabemos no que dá”, afirmou Jereissati.

Em entrevista à Agência Estado, Tasso disse que a dificuldade de Aécio em firmar sua candidatura se deve ao “terremoto” no cenário eleitoral causado pela morte de Eduardo Campos (PSB), mas reconheceu que seu partido não consegue convencer o eleitorado de que pode promover as mudanças de que o país precisa. Ressalta, porém, que a eleição ainda está indefinida e que “tudo pode acontecer”.

Jereissati participou de uma carreata de duas horas em Caucaia, região metropolitana de Fortaleza ao lado de Eunício Oliveira (PMDB), candidato ao governo do Ceará. Considerado uma das principais lideranças do PSDB no país, o tucano afirma que a ascensão de Marina foi motivada não só pela comoção da perda de Campos, mas por ter conseguido se livrar da “culpa original” de ser política.

O candidato ao Senado avalia que a ex-petista experimenta hoje a prática adotada pelo PT de “demonizar” adversários com chances reais de vitória e diz que ficou “revoltado” com a discussão sobre a autonomia do Banco Central. “Eles (PT) têm sucesso quando fazem esse tipo de coisa e criam um ambiente de demonização em função do enorme espaço que têm de televisão. É uma pancadaria violenta. O que Aécio está dizendo é o que preocupa todo mundo: a Marina não tem estrutura para governar. Não é fácil governar o Brasil sem estrutura política e sem quadros”.

Diferente da postura de Marina, Jereissati afirmou que seu correligionário não demonizou ninguém. “O que o Aécio está dizendo é uma verdade, ele não está demonizando, criando um pavor, jogando fantasias perversas na cabeça da população mais pobre, como a Dilma está fazendo”, afirmou. O tucano acredita que o eleitorado ainda não tomou consciência da gravidade das denúncias contra a Petrobrás e disse que se trata de um crime de lesa-pátria, passível de impeachment da presidente Dilma Rousseff. “Quando a população perceber isso, vai ser um choque grande.”

(Com Estadão Conteúdo e Veja)

Marina, você me ganhou

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Em artigo enviado ao Blog, o jornalista Luciano Cléver comenta da decisão de apoiar o projeto da candidata a presidente da República pelo PSB, Marina Silva. Confira:

Salvadores da pátria, só os perdidos precisam. Marina, porém, há de nos salvar da mesmice e da armadilha que ameaça projetar o Brasil no retrovisor. A estrada pede o caminhar, e o projeto de petistas é falar mal de FHC. Assim como os tucanos têm alergia ao PT e seus estigmas corruptivos de mensalão, agora em sua versão 2.0, ampliada com o propinoduto da Petrobrás.

O Brasil avançou com FHC e Lula. O país era uma bagunça, sem nem moeda para chamar de sua. Os tucanos organizaram o Brasil, que deveria ter crescido bem mais na era Lula. Mas, se é verdade que o país melhorou com Lula, é inegável que piorou com Dilma. A primeira mulher presidente também será a primeira do período de redemocratização a entregar o país pior do que recebeu. Como bem lembrou o sempre lembrado Eduardo Campos.

Embora primo-irmão do outro, os partidos que nos têm governado não conseguem se relacionar e ambos se entregam nos braços da direita para conseguir a tal governabilidade. Como está, não há de mudar. Collor, Renan, Sarney, Maluf e toda trupe continuarão no poder. Só uma terceira via teria condições de unir os bons da socialdemocracia petista e tucana e enxotar a velha política para a oposição.

Marina pretende governar com o que há de bom dos dois lados, mesmo com quem acha isso impossível. Ela é contemporânea sem desprezar a ancestralidade, é a vanguarda que dialoga com a tradição, demonstra firmeza sem ser inflexível. É uma mulher de Deus, mas sua crença não diminui a dos outros. Ao contrário: oriunda do povo, carrega todas as características populares, sem fazer proselitismo de sua origem.

Marina é um bálsamo nesse ar empesteado em que os maus políticos vicejam, principalmente estes que tentam desqualificá-la de toda forma, despolitizando os debates, tentando a todo custo se manter no poder, mesmo que para isso tenham que vender a alma ao diabo. E a outra já se confessou disposta a fazer o diabo nas eleições. Estão fazendo, mas o povo há de exorcizar esses demônios que tentam sequestrar seus sonhos.

Quanto mais tentam denegrir sua imagem, mais a imagem de Marina, serena, morena, abranda nossas retinas tão cansadas pela overdose da mentirosa propaganda do governo, que vende por alho o que é bugalho. E deitam a falar de pleno emprego, quando há mais de 20 milhões de desempregados dentro da bolsa família, e o pagamento de seguro desemprego bate recordes.

E falam de educação, quando aumenta o número de analfabetos, cai o nível de aprendizagem e mais da metade dos alunos não consegue terminar o ensino médio. A economia fraqueja diante de um Banco Central submisso e servil aos interesses partidários, quando é patrimônio do povo brasileiro. O crescimento é negativo, só ganha de Collor e de um presidente da antiga república.

Marina, só você faz a esperança vencer o medo, a verdade pairar sobre a mentira. Queremos mais, pois o pouco que nos é concedido tem mais fantasia que realidade, num pacote embalado pelo marketing. Também queremos sonhos, mas para realizá-los, não para servir de empulhação e atender a interesses mesquinhos.

Ninguém aguenta menos, quando podemos muito mais. Mais mudança, só com Marina. O resto é a mesmice da roupa velha que já não nos serve de tão puída. Marina, serena Marina, você me ganhou.

Alexandre Padilha tenta reagir em São Paulo

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Alexandre Padilha é o maior fracasso entre os petistas que já disputaram eleições para o governo de São Paulo. Isso todo mundo está de acordo. O que não é consenso é o motivo de tamanha rejeição a ele. De qualquer forma, desde a semana passada, Padilha mudou um pouco o eixo de sua campanha, tanto na TV quanto na rua.

A nova estratégia é bater em Paulo Skaf tanto quanto em Geraldo Alckmin. A avaliação da cúpula do PT é que Padilha abusou da tentativa de posar de bom moço. Não deu certo. E agora a ideia é mostrar um Padilha com a faca nos dentes.

Entre os petistas ninguém acha que Padilha vá ao segundo turno. A ambição é um pouco mais modesta. Querem apenas chegar ao dia 5 de outubro com um mico eleitoral  de proporção menor que a de hoje.”

(Coluna Radar, da Veja Online)

Em Sobral, dilmistas operam para ofuscar marinistas

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O prefeito de Sobral, Clodoveu Arruda (PT), mostrou força, no fim de semana, ao reunir mais de quatro mil pessoas – segundo a organização, durante caminhada em favor da reeleição da presidente Dilma e do candidato a governador pelo PT, Camilo Santana.

A ação foi uma espécie de ofensiva para que os aliados da candidata a presidente da República pelo PSB, Marina Silva, não ocupassem terreno tipicamente dos Ferreira Gomes. Marina acabou se concentrando no Ginásio do Sesi com sua militância.

Clodoveu e seu grupo acabaram ocupando o tradicional Beto do Cotovelo.

(Foto – Leitor de Sobral)

Conselho de Segurança da ONU condena decapitação de refém britânico

“O Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) condenou, nesse domingo (14), a decapitação do britânico David Haines, pelo grupo extremista Estado Islâmico (EI), classificando-a como um assassinato covarde e odioso. “Esse crime é um chamado de atenção, trágico, para os perigos crescentes que os trabalhadores humanitários enfrentam a cada dia na Síria”, diz comunicado do conselho, assinado por seus 15 membros.

A nota, que pede respeito aos trabalhadores humanitários como David Haines, “destaca, uma vez mais, que o Estado Islâmico deve ser vencido e que a intolerância, a violência e o ódio que professa devem ser erradicados”.

Os 15 países-membros do Conselho de Segurança da ONU consideram que “esses atos bárbaros não farão mais do que reforçar a determinação” de mobilizar os seus governos para lutar contra o Estado Islâmico, o Front Al Nosra e outros grupos extremistas jihadistas. O conselho exige “a libertação imediata, sem a exigência de condições, de todos os que continuam reféns” do Estado Islâmico, do Front Al Nosra e de todos os grupos ligados à organização terrorista Al Qaeda.

O comunicado pede a todos os países a cooperação ativa com o Reino Unido para levar à Justiça os responsáveis pela morte de David Haines, cujo vídeo da decapitação foi divulgado no sábado (13). O britânico, de 44 anos, foi raptado em março do ano passado, na Síria, onde trabalhava em um campo de refugiados.”

(Agência Brasil)

Dilma diz que Banco Central independente seria um “quarto poder”

A candidata à reeleição Dilma Rousseff (PT) reafirmou neste domingo (14), em coletiva à imprensa, que é contra a independência do Banco Central e que isso tornaria a órgão um “quarto poder”, como o Executivo, Legislativo e Judiciário.

“Independência é uma coisa, autonomia é outra. Independência é poder. Isso vai soar muito agressivo no ouvido de todo mundo que defende independência. E aí, o quarto poder não pode ser os bancos”.

Dilma iniciou a coletiva de imprensa no Palácio da Alvorada falando sobre o Programa Ciência sem Fronteiras, do governo federal. Até o final de setembro, 86 mil estudantes receberão bolsas. Mais 14 mil vagas estão abertas e 60 mil estudantes já se candidataram. Ao todo, até o fim de 2014, serão distribuídas 100 mil vagas.

Segundo Dilma, os alunos classificados dentro das vagas este ano e que não conseguirem a bolsa poderão entrar na segunda edição do programa, que também terá 100 mil vagas. Dilma ainda disse que, no futuro, o Ciências sem Fronteiras pode ter um corte por renda.

(Agência Brasil)

Eunício diz que população não pode ser penalizada pela “raiva do Governo”

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Apesar do segundo maior PIB do Estado, do maior parque industrial do Ceará, e do quarto município em população, Maracanaú está esquecida pelo Governo Estadual, por se tratar de uma cidade administrada por um partido de oposição ao Palácio da Abolição. Delegacias distritais funcionam de modo precário na semana e fecham no fim de semana, além do abandono de obras estaduais, como a Praça da Juventude.

A observação é do candidato do PMDB ao governo do Ceará, Eunício Oliveira, neste domingo (14), durante carreata em Maracanaú, ao lado do vice Roberto Pessoa, do candidato do PSDB do Senado, Tasso Jereissati, do prefeito Firmo Camurça, da deputada federal Gorete Pereira, da deputada estadual Fernanda Pessoa, e candidatos a cargos proporcionais da coligação “Ceará de Todos”. Cerca de três mil veículos acompanharam a carreata, entre carros, motos e bicicletas, durante duas horas em 25 quilômetros de percurso.

“Onde as obras deveriam ser entregues ao povo, absolutamente nada está acontecendo. É preciso a gente fazer a inversão de prioridades, cuidar das pessoas, cuidar do povo pobre desse Estado e dar oportunidade aos jovens”, defendeu Eunício, que disse ainda que um governante não pode administrar pela raiva.

(Foto: divulgação)

Ailton Lopes debate conflitos socioambientais no Rio Ceará

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O candidato do Psol ao governo do Ceará, Ailton Lopes, debateu neste domingo (14), na Barra do Ceará, o ecossistema e os conflitos socioambientais que envolvem o Rio Ceará. A programação teve início com um passeio de barco pelo estuário do rio, uma das poucas áreas de manguezal ainda existentes em Fortaleza e ameaçada pelo processo de urbanização.

(Foto: divulgação)

Ibiapaba aguarda promessa de Camilo e Mauro para universidade na região

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Para a estudante Aline Lima, 20, os moradores da Serra da Ibiapaba podem esperar a instalação de uma universidade na região, diante das promessas de Camilo Santana e Mauro Filho, candidatos a governador e a senador na coligação “Para o Ceará seguir mudando”, respectivamente, na noite desse sábado (13), durante comício no município de São Benedito.

“Mauro já falou com a Dilma e Camilo disse que ia lutar pra trazer essa conquista para os estudantes da nossa região”, disse a estudante, conforme a assessoria do candidato ao Palácio da Abolição.

(Foto: divulgação)

Brizzi acredita em renovação na Assembleia Legislativa

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“Por onde a gente anda, com quem a gente conversa, o sentimento é um só: o desejo de renovação na política, principalmente na Assembleia Legislativa. A estrutura tradicional cansou e a intenção do eleitorado é não votar na mesma galera”.

A declaração é do candidato do PDT à Assembleia Legislativa, Julio Brizzi, na manhã deste domingo (14), durante visita ao comerciante Raimundo dos Queijos, no Centro de Fortaleza.

O pedetista foi o único candidato do partido a gravar com o senador Cristovam Buarque, quando o senador esteve em Fortaleza para uma palestra.

A verdade que se lixe

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Da Coluna Fábio Campos, no O POVO deste domingo (14):

Durante oito anos, a gestão de Luiz Inácio Lula da Silva na Presidência da República manteve um banqueiro tucano no comando do Banco Central. Não era um banqueiro e nem um tucano qualquer. Tratava-se de Henrique Meireles, que havia sido dirigente de uma potência global na área financeira chamada Bank of Boston. Meireles era um homem do mercado financeiro. Como presidente do Banco Central, foi fiel aos seus princípios e jamais agiu ou disse algo em contraposição a esse mercado.

É jocoso assistir no programa eleitoral a campanha do PT afirmar que, se eleita, Marina dará poder aos bancos. Ora, os bancos já estiveram no centro do poder pelas mãos do ex-operário que presidiu o País. Enquanto esteve no Banco Central, Meireles foi intocável. Nem sequer a oposição apontou problemas na indicação.

Pelo que se depreende da propaganda, o PT diz que Marina dará poder aos bancos por sua relação com uma filha do fundador do Itaú, Maria Alice Setúbal, que se formou em Sociologia, trabalhou a vida toda com educação, nunca foi nem sequer bancária, fez doações para campanhas eleitorais petistas e trabalhou para eleger o atual prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, que foi bancado por Lula.

É claro que a campanha do PT não está falando para os mais escolarizados e esclarecidos. Este público é resistente a esse tipo de propaganda sem compromisso com a verdade. A ideia é aprofundar a aposta nas massas que acabam sendo mais disponíveis (e vulneráveis) para aceitar esse tipo do discurso. O PT conhece bem essa arma. Afinal, em outros tempos, já foi vítima dela.

Nossas campanhas eleitorais viraram isso. A verdade, os fatos e a História passam ao largo. Tornou-se impossível discutir certas propostas racionais e comuns a vários países democráticos como, por exemplo, estabelecer a autonomia do Banco Central. Onde foi adotada, essa autonomia mirou em um ponto: livrar a autoridade monetária de possíveis pressões politiqueiras. Hoje, quem ousa lançar mão da ideia, passa a ser carimbado de entreguista ou coisa que o valha.

Mais e mais coisas do tipo virão. O alvo da pancadaria seria Aécio Neves. Como o mineiro acabou atropelado por Marina Silva, o alvo passou a ser quem ameaça o poder petista. É preciso tirar o máximo proveito da imensa diferença de estrutura e de tempo que o PT tem na propaganda. E assim será. Afinal, no segundo turno, com tempos iguais no horário gratuito e com os naturais rearranjos políticos, as circunstâncias serão outras.

Sem partido forte, sem alianças de grande porte, sem estrutura de campanha e com parcos dois minutos na TV, caso Marina Silva sobreviva com poucas avarias e ainda em condições de disputar para vencer, já será um milagre político e eleitoral que só pode ser explicado pelo imenso desgaste que atingiu o PT.

Marina oferece “outra face” a Cid e Ciro

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A candidata do PSB à presidência da República, Marina Silva, ofereceu nesse sábado (13) “a outra face” aos irmãos Ferreira Gomes, Cid (governador do Ceará) e Ciro (secretário estadual de Saúde), Ciro Ferreira Gomes, na terra deles, Sobral, como resposta às críticas que eles têm feito à sua candidatura. “Em nome da memória de Eduardo Campos, que foi companheiro deles, quero oferecer a face do diálogo, a face do respeito”, disse ela, que fez campanha neste sábado no município, a 240 km de Fortaleza, antes de deixar o Ceará em direção ao Rio Grande do Norte.

Marina participou, ao lado do vice, Beto Albuquerque, e das candidatas ao Governo do Ceará, Eliane Novais, e ao Senado, Geovana Cartaxo, de ato político no ginásio esportivo do Sesi/Senai. Eliane denunciou tentativas “de forças do além, chamadas Ferreira Gomes, de fazerem de tudo para atrapalhar o evento”. Beto Albuquerque pediu um minuto de silêncio pela memória de Eduardo Campos, lembrando que um mês atrás eles recebiam a notícia da morte dele, então candidato do PSB à presidência da República. Tomás Figueiredo, candidato a deputado estadual pelo PSDB, estava no palanque e, ao falar, destacou que era necessário “respeitar a história de Marina Silva”.

Na mesma hora em que acontecia o evento do PSB, o prefeito Clodoveu Arruda (PT), ao lado de Leônidas Cristino, Ivo Gomes e outros apoiadores da candidatura de Camilo Santana ao Governo participavam de ato no Beco do Cotovelo. Onde, inicialmente, a campanha de Marina pretendia realizar a atividade deste sábado em Sobral.

(O POVO / Foto: Edimar Soares)

Sérgio Aguiar também recebe apoio de Ferruccio

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Em encontro com apoiadores de sua candidatura à reeleição a deputado federal, nesse sábado (13), no Pirata Bar, na Praia de Iracema, Sérgio Aguiar destacou as presenças do secretário de Turismo de Fortaleza, Salmito Filho, e do secretário estadual de Grandes Eventos, Ferruccio Feitosa.

Salmito ressaltou a parceria de Sérgio Aguiar no turismo de Fortaleza, quando o deputado preside a Comissão de Turismo na Assembleia Legislativa.

Ferruccio lembrou que iria disputar uma cadeira na Assembleia Legislativa e que teria o apoio de Salmito. Ao decidir permanecer como secretário, optou por apoiar Sérgio Aguiar. Afirmou que foi uma grata coincidência o apoio de Salmito ao mesmo candidato. “Isso mostra a nossa afinidade”, observou.

(Foto: divulgação)