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Bolsonaro prepara pacotão de medidas e vai conversar com o Congresso

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse que, se eleito, as propostas de governo só serão encaminhadas ao Congresso Nacional, depois de conversas com senadores e deputados federais. De acordo com ele, pretende apresentar uma série de medidas que devem ser negociadas com os parlamentares.

“Não vamos apresentar nada sem conversar com os parlamentares. Para ter certeza que essas reformas serão aprovadas de forma racional pelo Parlamento.”

A afirmação foi dada durante entrevista exclusiva à TV Band e veiculada nas redes sociais do candidato neste domingo (21). Ele reiterou que não pretende participar de debates, como vem cobrando seu adversário Fernando Haddad (PT).

O candidato do PSL rebateu as acusações de envolvimento no esquema supostamente financiado por empresários para disseminar fake news anti-PT. Segundo ele, sua campanha é feita por simpatizantes e ele, pessoalmente, não tem amizade com empresários. “São milhões e milhões de pessoas que trabalham pela minha candidatura. São robôs do bem.”

Segundo Bolsonaro, na relação do “pacotão de medidas” estão propostas que se referem à segurança jurídica para o campo. “Não pode o fazendeiro hoje ouvir uma notícia que a terra dele vai ser demarcada.” Ele disse que o setor produtivo precisa ter garantias quando houver demarcação de terras ou reintegração de posse de terras.

Também examina a possibilidade de tipificar como “terrorismo” eventuais ocupações do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST). “Nós vivemos em paz e harmonia. Invasão de terra não pode continuar acontecendo no Brasil.”

O candidato reiterou os nomes que devem compor seu futuro ministério: o general Augusto Heleno para Defesa, o deputado federal Onix Lorenzoni (DEM-RS) para Casa Civil, o astronauta Marcos Pontes para Ciência e Tecnologia, e Paulo Guedes para Economia. Ele confirmou que pretende unir os ministérios da Agricultura e do Meio Ambiente.

(Agência Brasil / Foto: Júlio Caesar/O POVO)

Tasso fez o gesto que o PT não quis entender

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Em artigo na Folha de S.Paulo, o economista Marcos Lisboa aponta que Tasso abriu caminho para o diálogo e o PT esnobou. Confira:

Tasso Jereissati estendeu a mão. Pouco antes do primeiro turno, fez o que se tornou produto raro no debate público brasileiro: reconheceu erros.

Para quem é do ramo, o gesto deveria ser óbvio. Em tempos de polarização, ele convidou o PT ao diálogo.

Vale lembrar que se tornou governador ao derrotar os velhos coronéis do Ceará e fez uma gestão admirável, iniciando uma sequência de administrações que, décadas depois, conseguiu alguns avanços importantes em um país carente de bons exemplos.

Tasso, de fala mansa e convicções firmes, foi fundamental para a aprovação de muitas reformas no começo do governo Lula. Apesar de estar na oposição, jamais compactuou com a miudeza da política de ocasião que tem como objetivo único derrotar o adversário.

O primeiro Lula reforçou a política de estabilidade econômica e aperfeiçoou a agenda social iniciada por FHC. Ele teve o mérito adicional de, por meio do seu discurso, trazer os grupos mais vulneráveis, incluindo as minorias, para o centro da política pública.

Paulatinamente, porém, o governo deixou de dialogar com a oposição, optando pela aliança com pequenos partidos em troca de cargos. Sabemos das consequências.

Para piorar, a partir de 2008 resgatou o nacional-desenvolvimentismo tentado por Geisel e que nos levou à severa crise dos anos 1980.

O resultado com o PT não foi diferente. Fracassaram quase todos os grandiosos projetos iniciados sob a euforia do pré-sal, ainda na década passada. Apesar disso, lideranças do partido insistem em atribuir a crise recente aos erros cometidos após 2013.

A intervenção do setor de óleo e gás começou com Lula, assim como a expansão do crédito subsidiado e as medidas para estimular setores como a indústria naval. O fracasso imenso custou caro. Não se despreza a incompetência incomparável da gestão Dilma, mas Lula iniciou a agenda equivocada.

Em 2014, o governo abusou da expansão dos gastos públicos em meio a uma campanha eleitoral em que demonizou a oposição e prometeu uma coisa para depois fazer outra. O resultado foi uma ruptura que inviabilizou a reconciliação política e a reconstrução da economia.

Por tudo isso, surpreendeu a generosidade de Tasso ao estender a mão em um país dividido, onde ambos os lados têm medo da alternativa por boas razões.

O PT, porém, optou pela soberba. Arrogou-se senhor da razão em vez de reconhecer seus imensos erros na economia, na falta de condenação da opressão na Venezuela e na opção pela política de balcão.

Tasso fez o gesto que o PT não quis entender. Recusar o seu convite ao diálogo foi mais um exemplo da pequenez que nos trouxe a essa polarização disfuncional e preocupante.

Marcos Lisboa

Presidente do Insper, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda (2003-2005) e Doutor em Economia.

Filho de Bolsonaro diz que bastam um soldado e um cabo para fechar o STF

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O deputado eleito Eduardo Bolsonaro (PSL), filho do candidato à Presidência Jair Bolsonaro (PSL), afirmou que “para fechar o STF (Supremo Tribunal Federal) você manda um soldado e um cabo”. O comentário foi feito após ele ser questionado sobre a possibilidade de a Corte impugnar a candidatura do pai. “O que que é o STF, cara? Tipo, tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua?”, indaga ele. O vídeo, feito durante uma palestra, foi divulgado nas redes sociais neste domingo, 21, e está gerando críticas.

Durante visita a São Luís, no Maranhão, neste domingo, 21, o candidato do PT à Presidência, Fernando Haddad, afirmou que, no vídeo, Bolsonaro está ameaçando fechar o STF. “Há muito medo de violência por parte de Bolsonaro. Um filho dele chegou a gravar, de um pensamento, se é que se pode chamar de pensamento o que eles falam, é uma coisa tão impressionante que não sei se pensam para falar. Disse que iam prender, fechar o Supremo Tribunal Federal caso batessem de frente com o executivo”, comentou o candidato. A informação é da Folha de S. Paulo.

Não há confirmação sobre quando o vídeo foi feito.

A palestra, que ocorreu antes do primeiro turno, foi gravada por participantes. Em determinado momento, alguém da plateia, que não pode ser visto pela câmera, questiona a Eduardo Bolsonaro: “Teu pai sendo eleito no 1º turno, há possibilidade do STF, que há uma previsibilidade, dele agir e impedir que o seu pai assuma? E isso acontecendo, o Exército pode agir sem ser invocado lá, salvo engano, acho que o artigo primeiro, se isso acontecer?”.

“Aí já está caminhando para um estado de exceção, né?”, começa a responder Eduardo. “O STF vai ter que pagar pra ver, e aí quando ele pagar pra ver vai ser ele contra nós”, comenta o deputado.

“O pessoal até brinca lá, cara. Se quiser fechar o STF, sabe o que você faz? Você não manda nem um jipe, cara, manda um soldado e um cabo. Num é querer desmerecer o soldado e o cabo, não. O que que é o STF, cara? Tipo, tira o poder da caneta de um ministro do STF, o que que ele é na rua? (…) Se você prender um ministro do STF, você acha que vai ter uma manifestação popular à favor dos ministros do STF? Milhões na rua? ‘Solta o Gilmar, solta o Gilmar’? Com todo respeito que eu tenho ao excelentíssimo ministro Gilmar Mendes, que deve gozar de uma imensa credibilidade com os senhores”.

No Twitter, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) repudiou a fala da Eduardo Bolsonaro. “Prega a ação direta, ameaça o STF. Não apoio chicanas contra os vencedores, mas estas cruzaram a linha, cheiram a fascismo”.

Eduardo Bolsonaro não se pronunciou até a publicação desta matéria.

(O POVO Online)

TSE prepara anúncio de medidas de combate às fake news

A uma semana do segundo turno, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) marcou para hoje (21) à tarde uma entrevista à imprensa em que devem ser anunciadas medidas de combate à disseminação de notícias falsas (fake news) nas redes sociais. A entrevista ocorre no momento de acirramento de acusações entre as campanhas de Jair Bolsonaro (PSL) e Fernando Haddad (PT).

Além da presidente do TSE, ministra Rosa Weber, deverão participar da entrevista os ministros Raul Jungmann, da Segurança Pública, e Sérgio Etchegoyen, do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a advogada-geral da União, Grace Mendonça, e o diretor-geral da Polícia Federal, Rogério Galloro.

No TSE, há decisão para abertura das investigações em torno das denúncias sobre a existência de empresários que financiariam um esquema criminoso para a propagação de fake news anti-PT via WhatsApp. A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral Eleitoral também estão nas apurações.

A semana que passou foi tensa, pois Haddad acusou Bolsonaro de estar por trás do esquema. Os adversários trocaram acusações. Bolsonaro negou envolvimento. Pelo Twitter, o candidato do PSL afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e que o PT não está sendo prejudicado por fake news, e sim pela “verdade”.

Partidos políticos, que apoiam ambos os candidatos, recorreram à Justiça Eleitoral em busca de providências. O PT pediu ao TSE para declarar Bolsonaro inelegível por 8 anos com base nas denúncias publicadas na imprensa.

(Agência Brasil)

Congresso pode votar vetos presidenciais na quarta-feira

Apesar de não haver sessão de votações da Câmara dos Deputados na próxima semana, os parlamentares têm agendada uma sessão conjunta do Congresso Nacional para quarta-feira (24), às 11 horas, com sete vetos trancando a pauta. Entre eles, o veto total ao Projeto de Lei Complementar (PLP) 500/18, do deputado Jorginho Mello (PR-SC), que permitia o retorno ao Simples Nacional (Supersimples) das empresas desligadas desse regime especial de tributação por falta de pagamento de tributos posteriormente renegociados.

Esse projeto foi aprovado pelo Congresso Nacional para permitir que empresas excluídas antes da derrubada de outro veto ao projeto de lei sobre parcelamento pudessem voltar ao Simples Nacional.

Com a regulamentação da lei do parcelamento pela Receita Federal, as microempresas excluídas esperavam poder ser reincluídas no Simples Nacional com efeitos retroativos a 1º de janeiro de 2018.

O veto do Poder Executivo à matéria baseia-se no argumento de que o retorno dos inadimplentes ampliaria a renúncia de receita sem atender a Lei de Responsabilidade Fiscal e a emenda constitucional do teto de gastos.

Veja a relação dos vetos pendentes de votação:

Veto 19/18: permite que até 20% dos gastos em pesquisa e desenvolvimento por parte de empresas de tecnologia beneficiadas por isenção tributária sejam destinados à administração e na compra, implantação, ampliação ou modernização de infraestrutura física e de laboratórios de pesquisa (MP 810/17);

Veto 20/18: inclui no Sistema Único de Segurança Pública (Susp) as ações socioeducativas; e considera atividades de agentes penitenciários e peritos criminais como de natureza policial, permitindo à categoria pleitear esse tempo de serviço para se aposentar segundo as regras de policiais (PL 3734/12);

Veto 22/18: muda o método de cálculo dos encargos incidentes sobre empréstimos não rurais junto aos fundos constitucionais de financiamento (MP 812/17);

Veto 25/18: incluía a Polícia Ferroviária Federal e a guarda portuária entre os órgãos integrantes da estrutura do Ministério da Segurança Pública e permitia ao ministro dessa pasta solicitar, ao presidente da República, militares das Forças Armadas (MP 821/18);

Veto 31/18: implantação do referencial de qualidade na educação, chamado de Custo Aluno Qualidade inicial (CAQi); uso de recursos federais em qualquer estrada vicinal e não apenas naquelas que margeiam rodovias federais; e garantia de recursos para ações do Fundo Nacional de Assistência Social em montante igual ao de 2016 (PLN 2/18 – LDO 2019).

(Agência Câmara Notícias)

Manipulação e medo se alastram

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (21):

O Brasil terminou a semana angustiado diante da constatação de que poderá ser vítima de uma grande fraude eleitoral, conforme foi constatado por uma reportagem investigativa do jornal Folha de S.Paulo dando conta de que empresas estão comprando pacotes de disparos em massa de mensagens através do Whatsapp com conteúdo difamante contra o candidato do PT à corrida eleitoral (Fernando Haddad). Cada contrato financiado por empresários custaria R$ 12 milhões, o que configura Caixa 2, em flagrante violação da legislação eleitoral.

Trata-se de verdadeira “lavagem cerebral” no eleitor, realizada pela campanha do candidato Jair Bolsonaro (PSL), toda baseada em fake news, sem qualquer pudor, a partir de sites situados no Brasil e em grande parte no estrangeiro, sobretudo nos Estados Unidos.O escândalo repercute na mídia internacional e todos se perguntam como o País se sairá dessa enrascada. Numa situação normal, o sistema de Justiça entraria em campo, sem nenhuma hesitação, para apurar os fatos e apresentar os responsáveis.

A primeira providência seria suspender a campanha até que se tivesse o resultado das investigações em mãos, com a identificação dos violadores da lei eleitoral, seguida de sua punição. O que se viu, porém, foi um TSE acuado, cuja presidente terminou por desmarcar uma entrevista coletiva para explicar a sociedade quais as providências a serem tomadas diante do escândalo. Não se poderia esperar nada diferente do espetáculo promovido pelos altos tribunais, desde 2003. E, sobretudo, nos últimos meses. Sinal dos tempos.

Ministro do TSE suspende peça publicitária do PT por incitar medo

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O ministro do Tribunal Superior Eleitoral Luís Felipe Salomão determinou a suspensão da transmissão de propaganda eleitoral da Coligação O Povo Feliz de Novo (PT/PCdoB/PROS), veiculada na televisão, nos dias 16 e 17 de outubro. Na decisão, ele diz que a propaganda incita o medo na população.

Salomão alerta que a propaganda tem potencial para potencial para “criar, artificialmente, na opinião pública, estados mentais, emocionais ou passionais”. Segundo ele, houve violação do Artigo 242 do Código Eleitoral.

Para o ministro, a forma como a peça publicitária trata a possível vitória do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro (PSL), ultrapassou os limites da razoabilidade e infringiu a legislação eleitoral.

“A distopia simulada na propaganda, considerando o cenário conflituoso de polarização e extremismos observado no momento político atual, pode criar, na opinião pública, estados passionais com potencial para incitar comportamentos violentos”, diz a decisão.

A ação para suspender a propaganda da Coligação O Povo Feliz de Novo foi impetrada pelos advogados de Bolsonaro.

(Agência Brasil)

PF abre inquérito para investigar fake news envolvendo candidatos

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A Polícia Federal (PF) instaurou hoje (20) inquérito para investigar a disseminação de mensagens pelo WhatsApp referentes aos candidatos à Presidência da República.

O pedido de abertura de investigação foi feito pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Ela quer que a PF apure o possível uso de esquema profissional por parte das campanhas, com o propósito de propagar notícias falsas, as chamadas fake news.

Esta semana, jornais publicaram matérias segundo as quais empresas de marketing digital, custeadas por empresários que apoiam o candidato à Presidência, Jair Bolsonaro, estariam disseminando conteúdo em milhares de grupos do aplicativo.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também abriu processo, depois de ação ajuizada pela candidatura de Fernando Haddad (PT) na quinta-feira (18).

Ao rebater as acusações, pelo Twitter, Jair Bolsonaro afirmou que não tem controle sobre apoios voluntários e afirmou que o PT não está sendo prejudicado por fake news, mas pela “verdade”.

As matérias dos jornais apontaram uma rede de empresas contratadas para efetuar os disparos em massa.

Os contratos, que chegariam a R$ 12 milhões, seriam bancados por empresários próximos ao candidato.

Para a procuradora Raquel Dodge, o quadro de possível interferência na formação de opinião dos eleitores com atuação dessas empresas com mensagens que podem caracterizar ofensas aos dois candidatos “afronta a integridade do processo eleitoral”.

(Agência Brasil)

Menos ruim – Cid Gomes diz que é preciso pensar no País

“Quem morre de véspera é peru”, disse o senador eleito Cid Gomes, neste sábado (20), em Sobral, na Região Norte do Ceará, ao sugerir a candidatura do petista Haddad neste segundo turno. Ao destacar que se tratava de uma opinião própria, Cid Gomes afirmou que é necessário escolher o “menos ruim” para o Brasil.

O senador eleito destacou que o projeto continua sendo “Ciro Presidente”, já para as eleições de 2022.

Nesta semana, Cid Gomes se envolveu em polêmica, ao afirmar em encontro de apoio a Haddad que a eleição estaria perdida para o PT, diante do partido teimar em não assumir erros nos governos Lula e Dilma.

(Foto: Reprodução)

Soldadinho de araque – Haddad rebaixa patente do capitão Bolsonaro

De capitão da reserva do Exército Brasileiro a “soldadinho de araque”. A redução de patente do capitão Jair Bolsonaro, candidato do PSL à Presidência da República, foi feita neste sábado (20), em Fortaleza, pelo candidato petista Fernando Haddad, ao afirmar que o capitão não teria coragem de desafiá-lo pessoalmente.

“(Bolsonaro) não está preparado para presidir a República e não vai presidi-la”, ressaltou Haddad.

“Vem falar da minha família na minha cara, vem falar dos meu bens”, reclamou Haddad, ao chamar Bolsonaro “pros paus”.

(Fotos: Facebook de leitores do Blog)

Professora é detida em Sobral por injúria racial contra eleitor de Bolsonaro

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Uma professora foi presa na madrugada deste sábado (20), em Sobral, na Região Norte do Ceará, e 222 quilômetros de Fortaleza, por injúria racial contra um eleitor do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro. Era a primeira versão.

Segundo a ocorrência registrada na delegacia regional, a acusada teria se irritado com a manifestação política da vítima, durante uma seresta em um bar no Centro. De acordo ainda com a ocorrência policial, a mulher teria discutido com o homem e o teria chamado de “preto e pobre”.

Após a acusada, a vítima e testemunhas serem ouvidas, a mulher foi autuada por injúria racial e detida. No fim desta manhã, a professora municipal pagou fiança de R$ 1 mil e foi liberada.

Haddad diz que Bolsonaro troca debate por fake news

Em caminhada na Praça do Ferreira, no Centro de Fortaleza, neste sábado (20), o candidato do PT à Presidência da República, Fernando Haddad, disse que o candidato do PSL, Jair Bolsonaro, troca o debate pela propagação de fake news nas redes sociais.

Segundo Haddad, Bolsonaro estaria fugindo aos debates “pela falta de coragem que o candidato tem de não falar sobre as mentiras espalhadas por fake news”.

Haddad estave acompanhado do governador Camilo Santana, da vice-governadora Izolda Cela, da presidente nacional do partido Gleisi Hoffmann, do candidato do Psol Guilherme Boulos, além do deputado federal reeleito José Guimarães, do deputado estadual eleito Acrísio Sena, do vereador Guilherme Sampaio e do ex-deputado federal João Alfredo.

(Fotos: Divulgação)

Fake news, WhatsApp e a nossa liberdade

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Em artigo no O POVO deste sábado (20), a jornalista Letícia Alves aponta o aplicativo WhatsApp como um dos principais meios de propagação de boato nestas eleições. Confira:

WhatsApp é o assunto do momento. Começou lá atrás, quando, no início deste ano, veículos da imprensa tradicional e páginas independentes (ou nem tanto) começaram a se organizar para combater a já esperada onda de “fake news” que viria na campanha. A tal onda chegou, e o app de mensagens instantâneas se consolidou como um dos principais meios de propagação de boatos.

Diferentemente do Facebook e do Twitter, onde muito absurdo é compartilhado, o que chega no WhatsApp não tem dono. É uma rede fechada, praticamente impossível de monitorar, onde as pessoas se comunicam em grupos da família, trabalho, faculdade, futebol, salão de beleza etc e além. O ambiente é propício para espalhar informações de todo tipo – falsas e verdadeiras. A própria imprensa tradicional utiliza o app para divulgar notícias.

As acusações de que a campanha do presidenciável Bolsonaro (PSL) estaria usando dinheiro de empresas para comprar pacotes de disparos de fake news via WhatsApp, no intuito de difamar o seu adversário Haddad (PT), são graves. Tão graves que, penso eu, deveriam ter sido feitas com base em informações que fossem além do “a reportagem apurou” – o ônus da prova é de quem acusa, afinal.

Evidentemente que, se o esquema for confirmado, os envolvidos devem ser punidos. É necessário esclarecer, no entanto, que o WhatsApp não é o vilão dessa história. Eu sei que esta é uma afirmação óbvia, mas tem gente que não entendeu.

O Psol chegou a pedir ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a restrição de ferramentas ou a suspensão total do aplicativo até as eleições. Eu mesma, que tenho dedicado meus dias a esclarecer boatos, achei que essa notícia era “fake news”. Não era, e o partido acabou voltando atrás, mas esse rompante é sintomático: vale tudo para combater as informações falsas, até mesmo interferir na liberdade das pessoas?

Há alguns dias, o Haddad chegou a sugerir que, se as pessoas “desligassem” o app por uns dias, o Bolsonaro “desapareceria”. Ora, parece-me simplório demais atribuir a força de uma campanha que vem sendo construída há anos a conversas de WhatsApp. É inegável, porém, que são essas mesmas conversas que podem derrubar uma candidatura se novos fatos sobre o caso forem descobertos. Diante desse cenário, o brasileiro pede por esclarecimentos, justiça e, principalmente, para que deixem seu WhatsApp (e sua liberdade) em paz.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

O que fazer quando o policial mata?

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (20), pelo jornalista Érico Firmo:

O programa Debates do Povo, na rádio O POVO CBN, tem cumprido papel de trazer a discussão que não existe entre os candidatos a presidente. Por toda a semana, foram discutidas as propostas para educação, segurança pública, economia, saúde e direitos humanos. Os debatedores eram defensores das propostas de cada candidato.

Ontem, o debate reuniu o vereador Soldado Noélio (Pros), deputado estadual eleito e apoiador de Jair Bolsonaro (PSL), e o deputado estadual reeleito Renato Roseno (Psol), que apoia Fernando Haddad (PT) neste segundo turno. Em dado momento, a discussão enveredou para uma das questões mais complicadas propostas nesta campanha: uma espécie de licença para os policiais matarem sem terem de responder por isso.

Bolsonaro ecoa ideia recorrente. E perigosa. Colocando as coisas no lugar: Polícia é profissão de extremo risco e, quando em perigo, o policial tem não apenas direito, como precisa se defender. Não deve esperar o criminoso atirar primeiro. Não precisa dar a chance de ser morto antes de se defender. Isso é o mínimo de garantia que se precisa dar a um agente público.

O que não significa que mortes em abordagens policiais não devam ser averiguadas. É preciso saber se não houve despreparo, se não houve excesso. Se a morte não foi em vão. Essa investigação não pode ter pressuposto de culpa. Deve ser criteriosa e justa. Não dá é para dizer: mata livremente e sem se preocupar, que a situação não será nem mesmo examinada. Isso não interessa a policiais corretos, que agem dentro da lei, que não abusam de suas prerrogativas. Isso interessa àqueles, dentro da Polícia, que agem como criminosos e se tornam bandidos. Que acham que estão acima da lei e, no lugar de se tornar agentes de segurança, são agentes da violência.

O deputado eleito Soldado Noélio disse que policiais estão morrendo por deixarem de atirar, com medo de punição. Se isso ocorre, é absurdo. Não se pode ter policiais amedrontados, sentindo-se ameaçados. Porém, desconheço tal situação, ao menos no Ceará.

Foram assassinados este ano nove policiais no Estado. Sabe quantos estavam em abordagem? Zero. Nenhum. O único que foi considerado morto em serviço se deslocava do trabalho para casa.

Uma dessas nove mortes ocorreu em 28 de agosto, quando cabo da PM correu em direção de colegas para pedir ajuda, após reagir a assalto. Porém, eles acreditaram se tratar de criminoso e mataram o cabo. Teve mais. Em 11 de junho, estudante universitária foi morta por policiais, na avenida Washington Soares, quando o carro no qual estava com a filha teria sido confundido com veículo roubado. Em agosto, jogador de sinuca foi morto por policiais, supostamente porque o taco teria sido confundido com arma. Nesta semana, O POVO mostrou que partiu da arma de um policial a bala que matou operador de call center em maio. Ele estava parado no cruzamento quando uma perseguição policial passou por ele.

Alguém acha mesmo que os responsáveis por esses desastres, essas trapalhadas trágicas, não deve nem ser chamado a esclarecer o assunto? Essas mortes devem ficar por isso mesmo?

Haddad cobra em Fortaleza providências sobre suposto financiamento para fake news

O candidato à Presidência da República pelo PT, Fernando Haddad, afirmou, em Fortaleza, que tem sido “o centro de calúnias” de seu adversário Jair Bolsonaro (PSL). Ele cobrou providências para que sejam conduzidas investigações sobre o suposto grupo de empresários que financiaria o envio em massa de mensagens falsas anti-PT na plataforma WhatsApp.

Haddad reclamou do que classifica como “Justiça analógica” para apurar o que chama de “tsunami cibernético”, referindo-se à avalanche de notícias falsas disseminada nesta campanha eleitoral. O assunto está em investigação e a Polícia Federal pode ser acionada para apurar.

“Esperamos que com o tranco [de anteontem, 18], essas denúncias tragam prisão preventiva de algum empresário, para que eles denunciem em delação o que que aconteceu na campanha dele”, disse aos apoiadores que o aguardavam no Comitê Cultura, na Praia de Iracema.

Na capital cearense, Haddad participou de um ato político ao lado da mulher, Ana Estela Haddad, dos deputados federais Luizianne Lins e José Guimarães, ambos do PT, e do candidato ao governo do Ceará pelo PSOL, Ailton Lopes. Ele reiterou as críticas ao adversário e ressaltou que “modéstia à parte, o Brasil precisa mais de um professor que de um miliciano”.

Na busca por angariar mais votos no Nordeste, onde o PT teve vantagem em vários estados, Haddad faz hoje (20) caminhada em Fortaleza e segue para atos organizados em Juazeiro do Norte e Crato, no Ceará.

No início da noite, o candidato segue para o Piauí, onde encontrará apoiadores na cidade de Picos, localizada a 307 km da capital, Teresina. No domingo (21), a previsão é ato em São Luís, no Maranhão.

(Agência Brasil)

Roseno cobra boas reflexões de Cid Gomes

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (20):

O senador eleito Cid Gomes (PDT) continua alvo de questionamentos, depois de ter cobrado do PT mea culpa por ter feito “muita besteira”. Sobre esse desabafo, feito por Cid quando de ato em que o governador Camilo Santana (PT) puxaria a campanha pró-Haddad neste segundo turno da disputa presidencial, o deputado estadual reeleito Renato Roseno (Psol) se manifestou a respeito.

“O Cid Gomes tem que fazer uma reflexão com ele mesmo sobre sua responsabilidade com o País”.

Isso porque, de acordo com Roseno, a peleja não é simplesmente de diferenças de ordem partidária, mas “diferenças bem mais profundas”, porque Bolsonaro é uma ameça real à democracia, enquanto Haddad abre espaço até para se fazer oposição.

Roseno engajou-se na campanha petista, embora com diferenças, reiterando que a ordem é lutar pela manutenção dos avanços sociais e direitos da classe trabalhadora.

Mulher é indiciada por disseminar notícias falsas sobre eleição

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Uma mulher foi indicada pela Polícia Federal no Rio Grande do Sul por disseminar notícias falsas em redes sociais. Em um vídeo, a moça afirma que urnas eletrônicas teriam sido fraudadas e enviadas a cidades da Região Nordeste. A informação foi divulgada pela Superintendência da Polícia Federal no Rio Grande do Sul.

A mulher também acusa o governo federal como responsável por fraudar o sistema de votações das eleições deste ano. A Polícia Federal instaurou inquérito a pedido do Tribunal Regional Eleitoral do estado (TRE-RS). Os agentes realizaram diligências para identificar a autora dos comentários enganosos.

A mulher foi enquadrada nos artigos 324 e 325 do Código Eleitoral, segundo os quais são crimes “divulgar, na propaganda, fatos que sabe inverídicos, em relação a partidos ou candidatos e capazes de exercerem influência perante o eleitorado” e “caluniar alguém, na propaganda eleitoral, ou visando fins de propaganda, imputando-lhe falsamente fato definido como crime”.

Ela pode pegar pena de 1 a 3 anos de prisão. O tempo pode ser aumentado pelo fato da mulher ter usado redes sociais para a propagação dos conteúdos.

Mensagens falsas como a que motivou a prisão foram disseminadas em todo o país. O Tribunal Superior Eleitoral criou um site para esclarecer eleitores quanto às teorias da conspiração e acusações de supostas fraudes em urnas e no conjunto do sistema de votação.

A disseminação de desinformação sobre o tema tem crescido. A presidente do TSE, ministra Rosa Weber chegou a receber ameaças. Na quarta (17), ela reuniu representantes da candidaturas para solicitar ações de desincentivo aos questionamentos.

No balanço da votação do primeiro turno, nem o TSE nem a missão internacional da Organização dos Estados Americanos (OEA), que acompanhou o pleito, identificaram indícios de fraude ou problemas que pudessem comprometer o resultado.

(Agência Brasil)

Dodge diz ao Supremo que Lula não pode conceder entrevistas na prisão

A procuradora-geral da República, Raquel Dodge, enviou parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra o pedido feito pelos jornalistas Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo, e Florestan Fernandes para que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas dentro da prisão.

No parecer, a procuradora defendeu a liberdade de expressão e de imprensa, mas ressaltou que, em algumas situações, há a possibilidade de proibir que presos concedam entrevistas.

Para Dodge, entre as finalidades da condenação de presos está o objetivo de cumprimento da pena “com discrição e sobriedade”. “O fato é que ele [Lula] é um detento em pleno cumprimento de pena e não um comentarista de política”, disse a procuradora.

“Conclui-se que a proibição de que Luiz Inácio Lula da Silva conceda entrevistas em áudio e/ou vídeo, apesar de ser restritiva da sua liberdade de expressão, é medida proporcional e adequada a garantir que as finalidades da pena a ele imposta sejam concretizadas, sendo, portanto, compatível com a ordem jurídica do país”, disse.

No início do mês, uma guerra de decisões liminares sobre os pedidos terminou com a decisão do presidente do STF, Dias Toffoli, que impediu a concessão das entrevistas.

Desde 7 de abril, Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de prisão em Curitiba, imposta pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP).

(Agência Brasil)