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O que Cid e Eunício têm a perder em caso de rompimento da aliança

foto cid e eunício

Ainda não se sabe se o governador Cid Gomes (PSB) e o senador Eunício Oliveira (PMDB) estarão do mesmo lado na disputa eleitoral que se aproxima. No momento, o mais provável é que estejam em campos opostos. Eunício tentando se eleger governador e Cid querendo a vitória daquele a ser por ele indicado. Movimentos cautelosos de um lado e outro denotam que há muita coisa em jogo. Eventual rompimento provocaria perdas e incertezas em ambas as partes.

Para Cid, além de perder um dos principais aliados, a quebra da aliança significaria ter como adversário uma das maiores forças políticas do Estado. “Seria uma perda substancial, porque o Eunício é uma grande liderança”, admite o deputado José Sarto (Pros), líder do Governo na Assembleia Legislativa. Por vários fatores, cita o deputado, a campanha se tornaria muito mais difícil para o candidato apoiado pelo Palácio da Abolição.

Uma das perdas mais mensuráveis e imediatas para Cid e seu indicado seria a redução de alguns preciosos minutos no tempo de propaganda eleitoral em rádio e TV. Com a segunda maior bancada na Câmara dos Deputados, o PMDB só fica atrás do PT na distribuição de tempo. Estão em jogo, portanto, mais de três minutos, no mínimo.

Além disso, o PMDB tem 21 prefeituras sob seu comando – inclusive redutos importantes como Crato, Juazeiro do Norte e Iguatu. O amplo domínio do grupo do governador no Interior seria reduzido na eleição, já que Eunício e seus aliados têm mais influência sobre alguns municípios.

Perdas peemedebistas

“O PMDB é parte integrante do projeto do governador, participa e contribui com a gestão”, observa o vice-governador Domingos Filho, que deixou o PMDB e seguiu com Cid para o Pros. Participação na gestão significa, principalmente, cargos. Além dos secretários Bruno Sarmento (Conselho de Políticas e Gestão do Meio Ambiente – Conpam), João Melo (Controladoria) e César Pinheiro (Recursos Hídricos), o PMDB possui vários postos de menor expressão na gestão de Cid. O não entendimento com o Pros implicaria, naturalmente, na saída de vários peemedebistas do Governo.

Sem se coligar com o Pros, o PMDB teria também mais dificuldade para eleger deputados estaduais, já que os maiores puxadores de voto estão no grupo do governador. Eunício poderia ainda ver desgastada sua relação com o Planalto, hoje mais próximo de Cid.

Saiba mais

Apesar do possível racha na aliança, os discursos de parte a parte ainda vão no sentido de conciliação. O prefeito Roberto Cláudio, assim como vários outros do Pros ouvidos por O POVO preferiram nem comentar a situação que estaria posta em caso de possível rompimento.

Eunício vem adotando o mesmo tom, mas admitiu que está tentando viabilizar sua candidatura ao Governo.

Aliado a ambos, o PT é parte fundamental nesse processo, tanto que o ex-presidente Lula tenta costurar acordo entre Cid e Eunício a fim de que o palanque para a presidente Dilma Rousseff não seja dividido no Estado.

(O POVO)

Defesa não teve acesso a inquérito no processo do mensalão

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Da coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (2):

O vídeo (agora recuperado) da sessão do STF em que Joaquim Barbosa reconhece ter escondido o inquérito 2474, impedindo que a defesa dos réus do mensalão tivesse acesso a ele, está “bombando” nas redes sociais (http://youtu.be/nvwSdH52BIA). Nele se vê a cena constrangedora na qual o presidente Ayres de Brito desempata a votação (4×3) e valida o cerceamento da defesa e do devido processo legal, como advertiu enfaticamente Celso de Mello (seguido por Marco Aurélio e Dias Tóffoli).

Só sete ministros estavam presentes. Celso de Mello demonstrou a inconsistência do argumento (“segredo de Justiça”) de Joaquim Barbosa, baseando-se na Constituição e no Código Processual Penal. Só agora, graças à presidência de Ricardo Lewandovsky, os réus puderam ter acesso ao inquérito.

Depois de defender “ostracismo” para os petistas presos, o ministro Joaquim Barbosa viu aumentar a celeridade e a quantidade das doações para os réus. Delúbio Soares recebeu o dobro do que necessitava para pagar sua multa. Simultaneamente, coube mais uma vez, ao ministro Ricardo Lewandovsky salvar o compromisso da Corte com a integridade do Direito.

Como presidente em exercício do STF, revogou os procedimentos contestáveis do juiz da Vara de Execuções Penais do Distrito Federal, que havia suspendido o trâmite do pedido de trabalho externo de Dirceu sob a alegação de que este fizera uso de celular, quando o próprio serviço de inteligência da Papuda já havia atestado a falsidade da denúncia.

A avaliação de Cid e Roberto Cláudio em Fortaleza

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Da coluna Política, no O POVO deste sábado (1º), pelo jornalista Érico Firmo:

A TV Bandeirantes divulgou ontem pesquisa sobre a opinião dos fortalezenses acerca das administrações de Roberto Cláudio e Cid Gomes (ambos do Pros). É a primeira pesquisa específica sobre a administração do prefeito que completou um ano no cargo. No ano passado, o Ibope divulgou levantamento que trazia a opinião do cearense sobre a administração municipal, com recorte sobre a Capital. Permitia vislumbrar a opinião sobre a gestão municipal, mas de modo precário. Eram apenas 204 entrevistas. Nesta Vox Populi, são 400. Ainda muito pouco para obter dados confiáveis, mas ainda assim um avanço. Os números de agora são melhores para RC, mas passam longe de impressionar: 24% de ótimo ou bom, 45% de regular e 32% de ruim ou péssimo – a soma não fecha em 100% devido a arredondamentos de casas decimais. No Ibope de dezembro, tinha os mesmos 24% de ótimo ou bom, 29% de regular e impressionantes 42% de ruim ou péssimo, enquanto 4% não opinaram.

Já no caso de Cid Gomes, a opinião do eleitor da Capital atribui a ele desempenho bem melhor que o do prefeito aliado: 39% de ótimo ou bom, 38% de regular e 23% de ruim ou péssimo.

Como curiosidade: o prefeito tem hoje, após um ano de gestão, avaliação pior que a de sua antecessora Luizianne Lins (PT) em outubro de 2012, na última pesquisa Datafolha de seus oito anos de mandato. Naquela ocasião, ela tinha 30% de ótimo ou bom, 43% de regular e 26% de ruim ou péssimo. Há de se ponderar que são institutos diferentes, o que exige cuidados na comparação. O que chama atenção é que, normalmente, no início de mandato o prefeito ainda desfruta de crédito, enquanto no final já acumulou desgaste. Por outro lado, ao final do ciclo, houve tempo para mostrar serviço e apresentar realizações. No caso de Luizianne, ela terminou o mandato, logo após a campanha, em situação bem melhor do que chegou a estar, por exemplo, em 2011.

Sobre Cid, naquela mesma pesquisa Datafolha de outubro de 2012, ele tinha 54% de ótimo ou bom, 31% de regular e 12% de ruim ou péssimo – números aqueles bem melhores que os atuais.

Para além dos arroubos juvenis

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foto cid gomes

Em artigo no O POVO deste sábado (1º), o jornalista Luiz Henrique Campos analisa as estratégias políticas do governador Cid Gomes. Confira:

Peca pela superficialidade o observador que tenta definir o perfil do governador Cid Gomes a partir de seus arroubos juvenis. Uma rápida volta ao passado pode ser definidora dessa perspectiva, que mesmo podendo não ter sido de todo planejada, deixa para a história política do Ceará um rastro da marca do atual governador como estrategista. O primeiro passo nesse sentido é a sua eleição para a prefeitura de Sobral, atraindo para seu lado o Partido dos Trabalhadores (PT).

É bom lembrar que antes da aliança na princesa do Norte, lideranças petistas já haviam tentando aproximação com a chamada direita, sem sucesso. Bem sucedido como prefeito, e com o PT domado, Cid passa a ter como meta o governo do Estado. Aproveitando-se da fragilidade política do governador à época, Lúcio Alcântara, alia-se a Tasso Jereissati, isola Lúcio, e abre fissuras no poderoso PSDB.

Ao assumir o governo, começa a desmontar o partido tucano, cortando as asas de uma proeminente liderança que era o presidente da Assembleia Legislativa, Marcos Cals. Convidado para a pasta da Secretaria de Justiça, Marcos cai na armadilha, jogando por terra o capital político acumulado como mandatário maior do legislativo. Com o PT e o PSDB à mão, algo inimaginável para tão pouco tempo, coube a Cid dar o golpe de misericórdia na maior liderança recente do Ceará, que foi Tasso Jereissati, na disputa para o Senado em 2010.

Lulista de primeira ordem, Cid rompe com o tucano e passa a apoiar Pimentel e Eunício, tendo Lula como grande cabo eleitoral. O resultado todos sabem. Restava agora isolar de vez a resistência interna no PT que ainda não o engolia. Assim, manteve-se como aliado de Luizianne até o momento que considerou apropriado.

Ao mesmo tempo, fazia barba, cabelo, bigode e experiências na Assembleia Legislativa. Dessas experiências fabricou o prefeito Roberto Cláudio. No começo desta semana o ex-presidente Lula deixou claro que tem interesse em manter a aliança com o Pros no Ceará, em gratidão pela fidelidade de Cid a presidente Dilma, demonstrada quando ele saiu do PSB de Eduardo Campos. O gesto de gratidão não foi à toa.

Agentes da AMC suspendem paralisação

Os agentes da AMC decidiram em assembleia geral na Praça Estrela, em frente à sede da AMC, neste sábado (1º), que retornarão às atividades neste fim de semana, mas permanecerão em estado de greve. Segundo o Sindifort, uma comissão de agentes de trânsito e integrantes do sindicato foi recebida na noite dessa sexta-feira (31), no Paço Municipal, pelo prefeito Roberto Cláudio (Pros) e decidiu pelo estado de greve.

Já neste sábado, o prefeito assumiu o compromisso público de que, se a categoria suspendesse a paralisação no final de semana, na segunda-feira (3) ele “resolveria os problemas dos agentes da AMC”. A reunião de negociação com o prefeito já está marcada para segunda-feira, às 17h. Na terça-feira (4), a categoria convocará outra assembleia para discutir os resultados do acordo.

Nessa sexta-feira, os agentes decidiram por uma paralisação de 48h que teve início na madrugada deste sábado e teria previsão de fim para segunda-feira. Eles afirmam ter passado mais de uma semana sem proposta de negociação por parte da Prefeitura.

Em assembleia, os agentes avaliarão a proposta do prefeito Roberto Cláudio e decidirão se a greve permanecerá ou não. A atividade de doação de sangue no Hemoce, que estava prevista para a manhã deste sábado, foi suspensa.

Entre as principais reivindicações da categoria estão a mudança do nível de ingresso na carreira de técnico para superior; melhores condições de trabalho e valorização dos agentes diante das grandes obras, desvios e eventos constantes em nossa cidade; correção salarial da categoria em relação à média das demais capitais do país e correção da jornada de trabalho de 36 para 30 horas semanais, assegurada no Plano de Cargos, Carreiras e Salários.

(O POVO Online)

Código de Ética pode valer também para senador licenciado e suplentes

Senadores licenciados e suplentes de senador poderão ser submetidos às exigências e proibições do Código de Ética e Decoro Parlamentar. É o que está previsto no Projeto de Resolução do Senado (PRS) 80/2005. A proposta de Pedro Simon (PMDB-RS) estabelece ainda que veículos de mídia impressa (jornais, revistas, periódicos, editoras de livros) e agências de publicidade devem ser incluídos na lista de empresas de comunicação que os parlamentares são proibidos de controlar ou dirigir.

Para Simon é necessário apontar claramente as atitudes e comportamentos que demandam abertura de processo por quebra de decoro. O projeto altera a Resolução nº 20 de 1993.

A matéria está pronta para a pauta na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e tem parecer parcialmente favorável do senador Luiz Henrique (PMDB-SC) que apresentou duas emendas.

Após a votação na CCJ, o PRS 80/2005 será analisado pela Mesa do Senado para depois ser promulgado e entrar em vigor.

(Agência Senado)

O silêncio ensurdecedor do Governador

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Em artigo enviado ao Blog, a deputada Eliane Novais comenda do silencia do governador Cid Gomes, diante de denúncias contra parte de seu secretariado. Confira:

O início do ano foi marcado por notícias que atingiram em cheio o secretariado do Governo do Estado. No dia 13 de janeiro, a juíza Nadia Maria Frota Pereira, da 13ª vara da Fazenda Pública de Fortaleza, atendendo a pedido do Ministério Público do Estado, concedeu liminar para quebra do sigilo bancário do secretário-chefe da Casa Civil do Governo do Estado, Arialdo Pinho, e de mais cinco supostos envolvidos no escândalo dos consignados.

Já no último final de semana, a imprensa cearense noticiou que a Justiça Federal acatou a denúncia do Ministério Público Federal no Ceará (MPF/CE) contra o ex-presidente do Banco do Nordeste (BNB), Roberto Smith, e o ex-presidente do Comitê de Auditoria do BNB, João Alves de Melo (além de mais nove dirigentes da instituição financeira) pela prática de gestão fraudulenta. Ambos ocupam atualmente cargos estratégicos no Governo do Estado.

As denúncias que envolvem os três gestores – ocupantes de cargos relevantes no Governo do Estado – são gravíssimas, como também é grave a resposta do poder executivo: um completo e incômodo silêncio. Silêncio que diz muito. No mínimo, omissão e falta de interesse em preservar o bem público.

O caso dos consignados levou milhares de servidores públicos ao superendividamento, prejudicando-os fortemente em suas vidas financeira e social. As investigações apontam favorecimento ilícito e tráfico de influência do secretário Arialdo Pinho e sua família por meio de empresas que operavam com exclusividade os empréstimos para servidores estaduais a juros superelevados.

O caso do BNB não é novo. O desfalque aos recursos do Banco ultrapassa R$ 1 bilhão e resulta de cerca de 55 mil operações de crédito irregulares a empresários. São recursos que poderiam estar sendo usados em favor do desenvolvimento do Nordeste (que padece diante da seca), mas que estranhamente ficaram nas mãos de empresários. Denúncias semelhantes já haviam sido feitas em 2011 por empregados do Banco e pela Associação dos Funcionários do Banco do Nordeste do Brasil (AFBNB). A Justiça acatou as denúncias, numa demonstração de que as acusações têm procedência.

O secretário Arialdo Pinho (pivô do escândalo dos consignados e tido como da mais alta confiança do Governador) nunca se pronunciou publicamente a respeito das graves acusações que pairam sobre ele, num completo desrespeito à sociedade, tendo em vista que, na condição de agente público, tem o dever de dar explicações à população. Porém, ele permanece na cadeira da mais forte secretaria do atual Governo, operando licitações do Estado como se nada tivesse acontecido.

Roberto Smith preside hoje a Adece, órgão responsável por executar políticas de desenvolvimento econômico, industrial e comercial do Estado. Já João Melo ocupa hoje a Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado, sendo responsável por zelar pela qualidade e regularidade na administração dos recursos públicos do Estado (ressalte-se que, no Banco do Nordeste do Brasil, era responsável pela supervisão das atividades de auditorias das contas da instituição financeira).

É inaceitável a permanência dos três acusados no Governo do Estado. Por muito menos a presidenta Dilma Rousseff exonerou Ministros de Estado. O próprio Ministério Público Federal pediu afastamento preventivo das pessoas que ainda ocupam cargos no Banco do Nordeste.

O fato de não terem sido julgados, portanto, não pode ser usado como justificativa para continuarem ocupando cargos estratégicos do Estado. Enquanto as investigações perduram, deveriam ser afastados, pois estão lidando com a coisa pública. Afastá-los seria uma demonstração de lisura e isenção. Cumprir-se-ia o princípio constitucional da moralidade. Se não tomam a iniciativa de sair do Governo para cuidar de suas defesas ante as acusações, recai sobre o Governador o peso da responsabilidade.

Porém, mais uma vez o chefe do poder executivo estadual demonstra que não sabe ouvir as manifestações de rua que clamam por transparência pública e pelo fim da corrupção em nosso País.

Eliane Novais, deputada estadual (PSB)

Políticas públicas, Hip-Hop e cultura japonesa são debatidos neste sábado em Iguatu

“Juventude em Debate: Políticas Públicas da Juventude, Hip-Hop e Cultura Japonesa” é o tema voltado para os jovens de Iguatu (Centro-Sul do Estado), na noite deste sábado (1º), a partir das 18 horas, no Shopping Premier. O evento é uma iniciativa do mandato do deputado federal Eudes Xavier, que também fará o lançamento da Cartilha da Juventude, que traz informações do Estatuto da Juventude, sancionado no ano passado pela presidente Dilma Rousseff.

Segundo a organização do debate, o primeiro tema será “As Políticas Públicas de Juventude no Brasil / Estatuto da Juventude”, que será apresentado pelo deputado Eudes Xavier, membro da Frente Nacional em Defesa da Juventude da Câmara dos Deputados. A segunda abordagem da noite será do ex-coordenador do MH2O do Brasil, rapper e educador social Rogério Chaves (Babau), com o tema “Hip-Hop e Direito à Cidade”. O último tema será do historiador e mestre em Psicologia, Heráclito Aragão, que falará de “Anime, Mangá e Cultura Pop Japonesa”.

Roberto Cláudio é avaliado como regular por 45% dos fortalezenses

Pesquisa Vox Populi divulgada na noite dessa sexta-feira (31), pela TV Band, revela que o fortalezense avalia o primeiro ano de administração do prefeito Roberto Cláudio (Pros) como regular.

Dos 400 entrevistados, 45% deles avaliaram o desempenho de RC como regular, outros 19% avaliaram como ruim, 13% disseram que a administração é péssima. Para 20% dos eleitores, o modo como RC se comporta à frente da prefeitura é bom, já para 4% é ótimo.

A pesquisa perguntou também a expectativa dos eleitores com relação à administração do prefeito. Para 57% dos que responderam a pesquisa, a administração vai ficar muito abaixo ou abaixo do que o eleitor esperava. 32% disseram que vai ficar dentro das expectativas, e outros 9% revelaram que a administração está sendo melhor ou muito melhor que esperavam.

O eleitor foi questionado a respeito de como a cidade estará no final da administração de RC. Para 58% dos eleitores, a cidade vai ficar igual ou pior do estado em que o chefe do executivo recebeu em 2013. 40% acredita que a cidade vai melhorar.

A pesquisa foi realizada entre os dias 17 e 19 de janeiro e tem margem de erro de 4,9 pontos percentuais.

(O POVO Online)

Delúbio arrecada mais de R$ 1 milhão, paga multa e repassa excedente a Dirceu

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O ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares pagou nesta sexta-feira (31) a multa imposta pelo Supremo Tribunal Federal (STF) como parte de sua condenação no processo do mensalão. Segundo o coordenador jurídico do partido, Marco Aurélio Carvalho, a compensação do pagamento deverá ser feita nos próximos dias, assim como o anexo ao processo do comprovante da guia de recolhimento da União. Como o depósito foi feito nesta sexta-feira, a Vara de Execuções Penais do Distrito Federal ainda não confirmou o recebimento do dinheiro.

Multado em R$ 466,8 mil, Delúbio conseguiu arrecadar mais de R$ 1 milhão em campanha promovida por companheiros de partido pela internet. Agora, o excedente será usado para ajudar o ex-ministro José Dirceu a pagar a multa de R$ 960 mil estipulada pelo Supremo. Delúbio e José foram condenados na Ação Penal 4700, o processo do mensalão.

Segundo Marco Aurélio Carvalho, deve começar em breve a campanha de arrecadação para que Dirceu possa pagar a punição pecuniária a ele importa.  “O modus operandi do Dirceu vai seguir o mesmo modelo dos anteriores. Vai ser aberta uma conta na Caixa Econômica Federal que será divulgada por meio de um site. Temos confiança de que, mais uma vez, alcançaremos o valor da multa com excedente que será destinado ao próximo e último [condenado petista com multa a pagar], que será o deputado João Paulo Cunha [SP]”, explicou.

O modelo de arrecadação adotado na campanha de Delúbio é semelhante ao que foi criado pela família do ex-deputado José Genoíno [SP], que apelou à militância petista para ajudar a pagar a multa dele no processo do mensalão. Para Marco Aurélio Carvalho, os militantes do partido têm demonstrado valores de “solidariedade e companheirismo”, ao ajudar os correligionários condenados por crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. “Reputamos o sucesso da arrecadação à militância, que respondeu de forma cívica e altiva aos excessos e provocações do ministro [presidente do STF e relator do processo do mensalão] Joaquim Barbosa”.

(Agência Brasil)

Restaurante popular da Parangaba não será mais desativado

O restaurante popular Mesa do Povo, na Parangaba, não será mais desativado. O Governo do Estado voltou atrás e, nesta sexta-feira (31), divulgou que o estabelecimento terá suas atividades mantidas e funcionará normalmente na segunda-feira (3).

O restaurante é administrado pela Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (STDS) que, através de nota, informou que o governador Cid Gomes assegurou recursos para manutenção da unidade por mais seis meses, “período necessário para revisão e reestruturação do projeto”, informou.

Ainda de acordo com a STDS, a perspectiva é que a Prefeitura assuma as atividades do restaurante a partir de julho.

No Mesa do Povo, 1.400 refeições são vendidas diariamente ao preço de R$ 1, sendo metade servida a pessoas com mais de 65 anos. É o único equipamento da Capital que faz valer a Lei Orgânica da Segurança Alimentar e Nutrição (Losan).

O Governo do Estado havia anunciado que as atividades do Restaurante Popular seriam encerradas nesta sexta-feira.

Segundo a STDS, “a paralisação se deu para avaliação das ações e revisão do projeto”. Nenhuma data ou detalhamento sobre novas estruturas que respaldam a Losan foram informadas. Por meio de nota, informou que as negociações estavam sendo realizadas junto à Prefeitura que, através da assessoria de comunicação, informou ainda não ter definições sobre novas ações.

Após entrar com ação civil na Justiça contra o Governo do Estado e ter o pedido negado, o MPE ingressou com um pedido de reconsideração da decisão e aguarda retorno.

(O POVO Online)

Governo federal baixa portaria definindo critérios par Guias de Turismo

O guia de turismo agora tem direitos e deveres explícitos em uma portaria publicada nesta sexta-feira (31) no Diário Oficial da União. A portaria 27/2014, do Ministério do Turismo, define a carga horária do curso de formação, os tipos de trabalho e como podem atuar os guias de turismo. De acordo com a portaria, para se tornar um guia de turismo, os profissionais podem ser brasileiros ou estrangeiros residentes no país, devem passar por curso técnico de formação profissional e apresentar cópia de diploma de curso de idioma ou exame de proficiência, quando forem cadastrados como guia de excursão internacional.

Também devem portar um crachá de identificação durante a atividade e ter registro no Ministério do Turismo, por meio do Cadastur. Atualmente 10.625 guias estão registrados no cadastro. “Havia alguns pontos que precisavam ser melhorados e atualizados, como a carga horária mínima do curso técnico para formação para ser guia. Com a portaria, ela passa a ser a definida pelo Ministério da Educação”, explica o ministro do Turismo, Gastão Vieira. De acordo com o MEC o curso técnico de guia deve ter 800 horas.

Entre as atribuições dos guias estão o acompanhamento e a orientação dos turistas, o esclarecimento dos serviços prestados e seus valores correspondentes. A portaria sugere que estes profissionais tenham acesso gratuito, quando possível, a museus, galerias de arte, exposições, feiras, bibliotecas e pontos de interesse turístico. O guia também deve esclarecer os serviços e os valores prestados aos turistas, e não pode cobrar comissão.

A portaria atualiza legislações antigas que regulamentavam a profissão sem esclarecer detalhes sobre a atuação de guias de turismo. Ela também dá mais informações sobre as subcategorias da profissão: guia regional, de excursão nacional, de excursão internacional ou especializado em atrativo turístico.

(MTur)

Quixelô comemora 29 anos de emancipação

Tarcísio Souza (Quixelô) – O município d Quixelô (Sertão Central) vai comemorar 29 anos de emancipação política no próximo domingo. As comemorações, no entanto, já  começaram nesta sexta-feira. Houve passeio ciclístico, assinatura de ordens de serviços, inauguração do Posto Avançado da Ematerce, e ainda a inauguração do Campo de Futebol da Sede com a final do 4º Campeonato Municipal.

Na programação de aniversário do município não podiam faltar as atrações musicais, que animarão a cidade. Na lista, as bandas Bota Pra Moer, Pesadões do Forró, Forró Rebola, Forró a Dois, Mauricio Jorge e Forró Real, que se apresentarão na noite de domingo. Os shows serão realizados na Praça Padre. Agostinho.

 

Será que o prefeito RC vai assistir ao programa da Luizianne Lins?

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O prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio, manteve a mesma postura que adota, há meses, sobre tema dos mais interessantes: sucessão estadual. Ele foi indagado, nesta sexta-feira, sobre o assunto e não teceu comentários. Roberto Cláudio sempre tem nome incluído na lista de governamentáveis do Pros, mas ele deixa sempre claro que só quer administrar a cidade.

A reação de Roberto Cláudio ocorreu durante a solenidade em que, no prédio-anexo da Assembleia Legislativa, o presidente da Casa, Zezinho Albuquerque, também governamentável, lançou, em ato concorrido, a campanha “Ceará sem Drogas”.

Roberto Cláudio ainda foi indagado sobre o programa de TV que a ex-prefeita Luizianne Lins (PT) promete estrear neste mês de fevereiro, na Rede União. Perguntado por um repórter se iria conferir a atração, afirmou apenas que deseja “boa sorte” para a petista. Embora estejam no mesmo leque de apoiadores de Dilma Rousseff, RC e Luizianne não comungam mais politicamente. 

 

Ciro Gomes volta a defender candidatura do Pros para o Governo

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O secretário estadual da Saúde, Ciro Gomes (Pros), voltou a defender a tese de que seu partido, por estar no poder, tem a prioridade para apontar o candidato à sucessão do seu irmão, o governador Cid Gomes (Pros). “Prefiro candidato do PROS, mas digo, ao mesmo tempo, que vamos humildemente discutir com os outros partidos da base, sobre liderança do governador Cid Gomes”, acentuou o ex-ministro, quando entrevistado durante solenidade em que a Assembleia Legislativa lançou, no prédio-anexo da Casa, a campanha “Ceará contra Drogas”.

A campanha foi lançada pelo presidente do legislativo estadual, Zezinho Albuquerque, cujo nome integra a lista dos governamentáveis do Pros. Zezinho, no entanto, jura que a campanha nada tem a ver com eleições.

Ciro tornou a destacar a lista apontada pelo grupo de Cid como principais candidatos à sucessão: o vice-governador Domingos Filho, o ex-ministro, Leônidas Cristino, o deputado estadual Mauro Filho, o presidente da Assembleia, Zezinho Albuquerque e a secretária da Educação, Izolda Cela. “Estou citando cinco, mas podem ser dez”, completou.

“O Cid será o magistrado da sucessão dele próprio”, ressaltou Ciro, afirmando que o irmão encabeçará a definição de quem apoiará. O secretário disse ainda que o grupo respeitará todas as correntes e partidos que tenham pretensões de disputar o governo, independente de serem aliadas ou não. Ele afirmou ainda que não deixaram que “brigas, futricas, calúnia, birras, apetites e ambições pessoais” atrapalhem o processo de sucessão.

(Com POVO Online/Foto – Paulo MOska))

Na reforma ministerial, o PT conserva a mão na máquina

Eis artigo da jornalista Eliane Cantanhêde, da Folha de São Paulo. Ela aborda o cenário da reforma ministerial, onde o PT mantém firme a mão na máquina. Confira:

Enquanto os aliados ou se esgoelam ou dissimulam, Dilma cuida primeiro da família: os candidatos petistas deixam o governo, mas os ministérios do PT ficam. Eles são, claro, o coração do governo. Sai Gleisi para disputar no Paraná, entra Mercadante na Casa Civil, que já abrigou Dirceu, Palocci e a própria Dilma. Sai Alexandre Padilha para a eleição em São Paulo, entra Arthur Chioro na Saúde. Ao subir para o Planalto, Mercadante iça Henrique Paim do segundo para o primeiro posto na Educação.

Já os coadjuvantes vão disputar as laterais do palco: o PTB e o PSD estão de olho na Secretaria de Portos, por exemplo, e o Turismo está dando sopa. Só falta a Pesca.

No meio, entre os protagonistas e os coadjuvantes, há o PMDB, poderoso, guloso e muitas vezes ameaçador, e o novo Pros, que tem duas estrelas, os tonitruantes irmãos Gomes, Cid e Ciro. E entre as vagas que importam e as outras que nem tanto, há duas vistosas: Desenvolvimento e Integração Nacional.

A Integração é o sonho de dez entre dez políticos nordestinos porque tem gordos recursos para secas, enchentes e uma lista dessas coisas que aparecem muito e são faca de dois gumes: tiram voto quando ocorrem, mas dão voto aos montes quando atraem verbas –e, atrás delas, poderosos, discursos, inaugurações.

E vejamos o valor de face do Desenvolvimento, que tem baixo orçamento, mas muita influência: canal entre o Planalto e o mundo empresarial (que financia campanhas), é/era ocupado pelo petista Fernando Pimentel, amigão da presidente e candidato ao estratégico governo de Minas Gerais –que fica no “triângulo das Bermudas” eleitoral e é a base do presidenciável Aécio Neves. Logo, não é pouca coisa.

Com o PMDB botando a faca no pescoço de Dilma, é até possível que ela tire o Desenvolvimento do PT e dê para o partido do seu vice, Temer. Mas não dói. Vai-se esse anel, ficam os dedos que mais contam.

Acrísio já admite candidatura de Eunício, mas torce pela manutenção da aliança

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O vereador Acrísio Sena (PT) continua apostando na manutenção da aliança do seu partido com o Pros e PMDB nas eleições deste ano. Para ele, o fundamental é a reeleição da presidente Dilma Rousseff.

Nas entrelinhas, no entanto, Acrísio até admite que o senador Eunício Oliveira acabe disputando o Governo.

O medo nosso de todos os dias

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Com o título “Pedrinhas no meio do caminho…”, eis artigo do jornalista e sociólogo Demétrio Andrade. Ele aborda o medo que predomina entre todos diante da escalada da violência em Fortaleza. Confira:

Nesta semana, o filho de um casal amigo foi assaltado na alça do viaduto da Via Expressa com Antonio Sales. Minha mãe, de quase 70 anos, teve dois carros roubados nos últimos três anos. Graças a Deus, nada mais sério. Rapidamente, ao se espalhar a notícia, uma rede de solidariedade se forma entre os amigos. E, além do desejo unânime de paz, aparecem relatos de vários outros casos. Olhamos uns para os outros e indagamos com medo sobre quando será a nossa vez. E o que é pior: o que podemos fazer?

Nada é mais dolorido do que o sentimento de impotência diante do problema da segurança, que se mostra gigantesco e com ramificações extensas. Não vou aqui fazer a crítica fácil de responsabilização do Estado sobre a política de segurança pública. Votei no atual governador por duas vezes, acho que há, obviamente, uma imensa responsabilidade em suas costas, mas fico a pensar no que poderia ser feito. Não sou um especialista na área e, nestes momentos delicados e agudos, corre-se o rico de falar besteira ou apontar soluções que à primeira vista parecem fáceis, mas que podem vir a ser refutadas pelo mundo real.

O momento atual do Brasil é complexo neste quesito. Durante anos, o Estado deixou o crime organizado correr frouxo. Em alguns locais, notadamente em grandes capitais, o tráfico passou a fazer as vezes do poder público, em muitas ocasiões com as bênçãos da população. A malandragem ganhou admiração e respeito e foi cantada em verso e prosa, de Noel Rosa a Bezerra da Silva. O braço do Estado nas favelas e morros sempre foi curto, dando margem à criação de instituições paralelas, que passaram a oferecer – em alguns casos – saúde, educação, lazer e, pasmem, segurança.

Além disso, o fio da violência não tem tamanho definido e não faz distinção de classe social. Ele percorre ruas, casas, instituições com uma eficácia bem maior que a rede elétrica. A boa audiência dos programas policiais evidencia também o quanto é sedutor o apelo para testemunhar a desgraça alheia ou a nossa própria, ao buscarmos na tela os surrados 15 minutos de fama.

O escândalo do presídio de Pedrinhas, no Maranhão, mostra outro dado que faz pensar: por que não se privatizam os cárceres brasileiros? As polícias hoje sofrem com a falta de estrutura, baixos salários e uma justiça que “manda soltar”, quando em vez no mesmo dia, de forma desmoralizante, o bandido que acabou de ser preso. Não duvido que vários deles não são trancafiados por pura falta de espaço. Os empresários poderiam contar com uma mão-de-obra barata – devidamente fiscalizada em suas condições de trabalho pelo Estado – com a população carcerária efetivamente gastando seu tempo com uma ocupação e sendo remunerados por isso.

No mais, é intensificar o cuidado e as orações. Mas quero compartilhar meu medo com todos, das autoridades aos meus vizinhos, assim como a esperança deste quadro vir a se modificar.

Fortaleza, principalmente, vive um momento que não condiz com sua beleza e suas inúmeras opções de lazer e cultura. Tenho medo de sair de casa. Tenho medo pelos meus filhos. E, principalmente, tenho medo que este medo torne-se um sentimento maior, entranhado na sociedade, ampliando consequências nefastas, belicosas e autoritárias, retirando nossa liberdade, autonomia e alegria de viver.

* Demétrio Andrade,
Jornalista e Sociólogo.