Blog do Eliomar

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Ciro se firma em segundo na pesquisa e venceria eleições no segundo turno em todos os cenários

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Pesquisa Datafolha, divulgada na noite desta segunda-feira (10), aponta o crescimento de Ciro Gomes, após o TSE rejeitar a candidatura Lula e Jair Bolsonaro sofrer atentado. Ciro Gomes se firma em segundo lugar e venceria as eleições no segundo turno em todos os cenários, incluindo a disputa com Bolsonaro. Contratada pela TV Globo e pela Folha de S.Paulo, a pesquisa foi realizada hoje em 197 municípios, com 2.804 entrevistados. A margem de erro é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, e o nível de confiabilidade é de 95%.

Na pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) aparece com 24% das intenções de voto, seguido por Ciro Gomes (PDT): 13%; Marina Silva (Rede): 11%; Geraldo Alckmin (PSDB): 10%; Fernando Haddad (PT): 9%; Alvaro Dias (Podemos): 3%; João Amoêdo (Novo): 3%; Henrique Meirelles (MDB): 3%; Guilherme Boulos (PSOL): 1%; Vera (PSTU): 1%; Cabo Daciolo (Patriota): 1%; João Goulart Filho (PPL): 0% e Eymael (DC): 0%. Branco/nulos somam 15%, Não sabe/não respondeu: 7%.

Ciro Gomes também aparece bem no critério rejeição, quando possui o menor percentual entre os candidatos melhores pontuados. Bolsonaro possui a maior rejeição, com 43%, seguido por Marina: 29%; Alckmin: 24%; Haddad: 22%; Ciro: 20%; Cabo Daciolo: 19%; Vera: 19%; Eymael: 18%; Boulos: 17%; Meirelles: 17%; João Goulart Filho: 15%; Amoêdo: 15% e Alvaro Dias: 14%.

O candidato do PDT venceria em todos os cenários, diante de um eventual segundo turno:

Ciro 39% x 35% Alckmin (branco/nulo: 23%; não sabe: 3%);

Ciro 45% x 35% Bolsonaro (branco/nulo: 17%; não sabe: 3%);

Ciro 41% x 35% Marina (branco/nulo: 22%; não sabe: 2%).

Bolsonaro também perderia a eleição em um evenuial segundo turno com Marina ou Alckmin, além de empate técnico com Haddad:

Marina 43% x 37% Bolsonaro (branco/nulo: 18%; não sabe: 2%);

Alckmin 43% x 34% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%);

Haddad 39% x 38% Bolsonaro (branco/nulo: 20%; não sabe: 3%).

(Com Agências / Foto: Arquivo)

Eletrobras reabre em outubro programa de demissão voluntária

A Eletrobras vai reabrir em outubro o Plano de Demissão Consensual (PDC). Segundo o presidente da empresa, Wilson Ferreira Júnior, o objetivo é desligar cerca de 2,4 mil funcionários que são um excedente de mão de obra no momento. “A tecnologia que é mais avançada, a padronização e a organização dos processos vão permitir ao grupo Eletrobras, como um todo, reduzir em torno de 2,4 mil empregados”, disse o presidente sobre as razões que tornam o quadro maior do que o necessário. Ferreira participou hoje (10) de um almoço com empresários na capital paulista.

Na primeira etapa do PDC, houve adesão de 736 empregados. Ferreira disse que espera terminar a gestão na empresa com um quadro de funcionários reduzido à metade do que quando assumiu o cargo. De acordo com ele, eram 24 mil empregados em junho de 2016. Com as privatizações e programas de demissão, Ferreira pretende entregar a companhia com 12 mil funcionários no início do ano que vem.

A empresa propôs o pagamento da multa do FGTS, somado ao aviso prévio correspondente a três salários do empregado, mais 50% relativos à soma dos valores da multa e do aviso prévio, além de cinco anos de plano de saúde para quem aderir ao plano de demissão.

Privatização

A próxima etapa no programa de privatizações da Eletrobras é a venda da Amazonas Distribuidora de Energia, prevista para o dia 26 de setembro. O negócio evitaria, segundo Ferreira, um processo de liquidação da empresa. “É o pior que pode acontecer”, disse sobre a medida que, de acordo com ele, prejudicaria funcionários e credores. Das seis distribuidoras que eram controladas pela estatal, quatro já foram leiloadas.

A Companhia Energética de Alagoas (Ceal), teve o leilão suspenso devido a uma decisão judicial do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), impedindo a venda da companhia, após ação movida pelo governo de Alagoas.

Ferreira defendeu, no entanto, que a Eletrobras deve vender parte de suas ações para se capitalizar e ter dinheiro para fazer os investimentos necessários no setor elétrico brasileiro. “É uma companhia que tem tamanho, representação, que deveria demandar investimentos na casa de R$ 10 bilhões a R$ 14 bilhões. E hoje ela tem capacidade, mesmo arrumada, de R$ 4 bilhões”, afirmou.

Para ele, as possibilidades da empresa como estatal se esgotaram. “Eu acho que a companhia avançou muito e pode avançar mais, mas não como estatal”, ressaltou.

(Agência Brasil)

Juiz determina oitiva de Palocci sobre Lula e caças suecos

O juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10ª Vara Federal de Brasília, determinou que o ex-ministro da Fazenda Antonio Palocci seja ouvido como testemunha no processo da Operação Zelotes, em que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é acusado de participar de um esquema para favorecer a empresa Saab na venda de 36 caças ao Brasil. A oitiva foi marcada para o dia 20 de novembro.

O magistrado atendeu a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), feito depois que Palocci disse, em uma outra investigação, ter conhecimento sobre atuação direta do ex-presidente Lula na compra dos caças.

Vallisney de Souza Oliveira determinou ainda que o ex-ministro seja ouvido novamente no caso. Ele já prestou depoimento em setembro do ano passado, quando disse que era o responsável direto pela decisão da aquisição dos caças, e que Lula não tinha envolvimento direto na transação. O magistrado afirmou ser necessário confrontar as versões contraditórias.

Em sua decisão, o juiz disse que “as declarações sucintas e diretas de Antonio Palocci, que já foi ministro da Fazenda e depois ministro da Casa Civil, precisam ser contrastadas em Juízo com as demais provas, em especial as provas contrárias produzidas, sob pena de que palavras soltas, sem os devidos esclarecimentos, possam gerar mais dúvidas com repercussão na verdade processual”.

Um dos filhos de Lula, Luís Cláudio Lula da Silva, também é réu na mesma ação penal. Palocci está preso desde setembro de 2016 no Paraná por ordem do juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Operação Lava Jato.

(Agência Brasil)/Reprodução de TV)

PF diz, baseada em áudios de delator, que Odebrecht deu dinheiro a amigo de Temer

A Polícia Federal avaliou que áudios entregues por Alvaro Novis, um dos delatores da Lava Jato, reforçam a tese de que a Odebrecht entregou dinheiro a um amigo do presidente Michel Temer como contrapartida a benefícios para a empresa. A conclusão é da Polícia Federal, que avaliou áudios entregues por Alvaro Novis, um dos delatores da Operação Lava Jato. Para a Corporação, esses áudios reforçam a tese de que a Odebrecht repassou dinheiro a um amigo do presidente Michel Temer em troca de benefícios para a construtora. A informação é do Portal G1.

No relatório já entregue ao Supremo Tribunal Federal na última passada, a PF disse ter encontrado indícios de que Temer cometeu os crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Diz ainda que Temer recebeu R$ 1,4 milhão dos R$ 10 milhões que teriam sido acertados. Caberá à Procuradoria Geral da República analisar o que a Polícia Federal informou e decidir se oferece denúncia.

Os áudios foram entregues no âmbito do inquérito que apura o suposto repasse de R$ 10 milhões da Odebrecht para o MDB a pedido de Temer. Segundo delatores da Odebrecht, o valor foi acertado em 2014, num jantar no Palácio do Jaburu.

*Confira a transcrição e áudios no G1 aqui.

(Foto – Agência Brasil)

Câmara dos Deputados vai gastar R$ 87 na compra de chá para os senhores parlamentares

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O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), decidiu repor as prateleiras da copa da Casa. Segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online ele pretende desembolsar até R$ 87.000 para comprar 25.470 caixas de chá, com dez saquinhos cada uma.

Já está pronto até o edital da licitação, que inclui na lista chás de frutas, preto, erva doce, capim cidreira, boldo, hortelã e, lógico, camomila para acalmar as excelência.

(Foto – Agência Câmara)

Serenidade em tempo de cólera

Com o título “Serenidade em tempo de cólera”, eis artigo de André Haguette, sociólogo e professor universitário, que aborda o atual cenário político do País Confira:

Em momento de tensão interior ou de fúria exterior, gosto de recorrer ao Eclesiastes para reencontrar um pouco de serenidade. “Vaidade das vaidades, vaidade das vaidades. Tudo é vaidade. Para tudo há um tempo, para cada coisa há um momento debaixo dos céus: tempo para nascer, e tempo para morrer… tempo para amar e tempo para odiar; tempo para a guerra, e tempo para a paz”.

Ocorre que estamos vivendo um tempo malsão de arrogância individual e de facções doutrinais, projetando-nos uns contra os outros; um tempo de grande impaciência e de perturbações coletivas numa sociedade fragmentada. Temos a sensação de viver em um mundo que se desfaz ou já se desfez, tendo a tarefa de reerguê-lo diferente. Daí um sentimento coletivo de perplexidade e de transtorno, de impotência mesmo, que nos leva a atitudes e condutas fundamentalistas, totalitárias, cada um ensimesmado em seu apequenado mundo, nas suas certezas individuais ou tribais a querer impor aos outros seus deuses e seus demônios, seus ídolos. Nossa inquietude e nosso nervosismo diante de várias crises convergentes que nos assolam (política: de representação, de partidos ocos; moral: machismo/feminismo, gêneros, aborto; de violência: física e corrupção; econômica: desigualdade, desempregos, previdência, leis trabalhistas) nos leva a defender extremismos xiitas em busca de certezas que não temos; em busca, mais uma vez, de um grande irmão, salvador de uma pátria arruinada, sem nos dar conta que esse irmão não existe e que há vida depois da crise. O velho mito do sebastianismo está a nos perseguir novamente e a produzir decepções e ódio, a criar ídolos com pés de barro.

Nesse tempo de cólera, há necessidade de serenidade para sentir, pensar e agir com tranquilidade, reflexão e discernimento. Não temos que buscar bezerros de ouro a idolatrar, mas temos que criar um consenso majoritário em torno de valores e metas, à procura de meios para alcançá-los, passo a passo, reforma após reforma. A democracia é processo; ela é evolucionária. Ela é meio e fim, não ódio, nem totalitarismo; não é soberba, nem arrogante; ela não aceita extremismos, mas procura a tolerância, o respeito do outro na divergência, no contraditório, na oposição do adversário, nunca transformado em inimigo. É na sua fraqueza que a democracia encontra uma força inexplicável.

Apelar para a serenidade não significa aclamar a passividade e a indiferença, mas propor uma ação coordenada, um diálogo permitido, uma escuta esclarecida, uma troca de argumentos crítica e fundamentada. Não significa anular as divergências, mas esclarecê-las com zelo e competência em respeito ao outro.

Vivemos um tempo de cólera porque vivemos um tempo de descrenças e de incertezas; um tempo de personalismo exagerado, exorbitado pelas redes sociais onde são expressos abertamente frustrações, medos, convicções, preconceitos, arrogância face a inimigos fantasiosos perseguidos e reduzidos a bestas.Tempo de personalismo extremado que impede manifestações de racionalidade em busca de um bem maior.

Tempo de cólera, porque vivemos um tempo de descrença dos outros e das instituições, tempo que deve dar lugar à construção de um tempo de direitos individuais e coletivos, de conflitos produtivos e respeitosos e de livre manifestação da vontade de todos.

*André Haguette,

Sociólogo e professor universitário.

Ex-presidente do TCU tem biografia lançada em Fortaleza

Ubiratan Aguiar, ex-presidente do Tribunal de Contas da União e ex-parlamentar, ganhou uma biografia. Assinada pela jornalista e escritora Luiza Helena Amorim, que já escreveu uma sobre Adísia Sá.

O lançamento do livro “Ubiratan Aguiar – Pelas sendas do tempo” ocorrerá nesta terça-feira, a partir da 19 horas, no Ideal Clube, como convida a própria autora em vídeo gravado em suas redes sociais.

Bolsonaro vai se submeter a nova cirurgia, diz hospital

Um boletim médico divulgado às 10h07min desta segunda-feira (10) aponta que “será necessária uma nova cirurgia de grande porte posteriormente, a fim de reconstruir o trânsito intestinal e retirar a bolsa de colostomia” do candidato a presidente da República pelo PSL, Jair Bolsonaro. A informação foi divulgada pelas agências de notícias

“O paciente permanece ainda com sonda gástrica aberta e em íleo paralítico (paralisia intestinal), que ocorre habitualmente depois de grandes cirurgias e traumas abdominais. Ontem, havia uma movimentação intestinal ainda incipiente e que persiste do mesmo modo hoje”, aponta o boletim médico.

Ainda de acordo com o hospital, Bolsonaro permanece sem sinais de infecção, recebendo o suporte clínico, cuidado de fisioterapia respiratória e motora, e alimentação por soro.

(Foto – Facebook)

Advogados de Lula vão ao STF para ampliar prazo de substituição de candidato à Presidência

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Um novo pedido a ser apresentado ao Supremo Tribunal Federal (STF) para ampliar o prazo de substituição de Lula na corrida à Presidência da República foi divulgado, nesta segunda-feira, pelos advogados de defesa do ex-presidente. A informação é do Portal G1, adiantando que o objetivo é adiar o prazo de substituição desta terça (11) para o próximo dia 17 de setembro, segunda-feira da próxima semana. O pedido será analisado pelo ministro Celso de Mello, responsável pelo caso no STF.

Os advogados haviam feito o mesmo pedido ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A presidente da Corte, Rosa Weber, negou prorrogar o prazo, mas enviou o recurso extraordinário, que discute a inelegibilidade do petista, para apreciação do STF.

“Não há como aguardar a análise do tema [recurso extraordinário] pelo plenário desta Corte. Não há tempo. Ou se tem uma decisão até o próximo dia 11 de setembro – deadline imposto pelo acórdão recorrido, em outra guinada jurisprudencial – ou a candidatura de Lula será enterrada viva”, afirmou a defesa.

A defesa também pediu que Celso de Mello leve ao plenário do STF um pedido para suspender, de forma provisória (liminar), a decisão do TSE que rejeitou sua candidatura, de modo a permitir Lula disputar as próximas eleições.

(Foto – Agência Brasil)

FPM – Primeiro repasse de setembro inicia com queda

O primeiro decêndio de setembro do Fundo de Participação dos Municípios será creditado, nesta segunda-feira, nas contas das prefeituras. O valor é de R$ 1.954.143.576,94, já descontada a retenção do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb). Em valores brutos, incluindo o Fundeb, o montante é de R$ 2.442.679.471,18.
A boa notícia é que, em relação ao acumulado do ano, o valor total do FPM apresenta crescimento positivo.

O total repassado aos Municípios brasileiros entre janeiro e o 1º decêndio deste mês aumentou 7,93% em termos nominais em relação ao mesmo período de 2017. Considerando a inflação, o Fundo acumulado de 2018 cresceu em 5,48%.

Como a Confederação Nacional de Municípios (CNM) alertou aos gestores, o FPM tende a ser menor neste segundo semestre, o que demanda cautela e planejamento. Após uma sequência de repasses com resultados positivos em comparação ao ano passado, as prefeituras brasileiras vão se deparar com um valor 8,19% abaixo do transferido no mesmo decêndio de 2017, em termos nominais – sem considerar os efeitos da inflação. Deflacionado, os dados da Secretária do Tesouro Nacional (STN) indicam uma queda de -3,11%.

STF decide nesta terça-feira se Bolsonaro vai virar réu em acusação de racismo

A Primeira Turma do Supremo vai retomar o julgamento da acusação de racismo contra Jair Bolsonaro (PSL) nesta terça-feira (11). A informação é da Coluna Painel, da Folha de S.Paulo.

O ministro Alexandre de Moraes, que interrompeu a discussão do caso no dia 28 de agosto com um pedido de vista, incluiu o processo na pauta do colegiado, presidido por ele. Será de Moraes o voto decisivo. Quando suspendeu o debate, havia um empate. O episódio que levou Bolsonaro ao STF é rumoroso e, não raro, mencionado por adversários da corrida eleitoral.

O voto de Moraes decidirá se Bolsonaro deve se tornar réu sob acusação de racismo. O presidenciável foi denunciado pela Procuradoria-Geral da República por ter, em uma palestra no Rio, se referido de maneira pejorativa a quilombolas. Na ocasião, ele disse que foi a uma aldeia e que o “afrodescendente mais leve lá pesava sete arrobas”.

O caso começou a ser discutido na Turma antes do atentado ao presidenciável, em Juiz de Fora, na quinta (6). Qualquer que seja a decisão do Supremo, ela terá implicação no debate eleitoral.

(Foto  Reprodução de TV)

Valentim lembra que há quase 40 anos Maranguape não elege um deputado estadual

O ex-prefeito de Maranguape, George Valentim, disse neste fim de semana, no município da Região Metropolitana de Fortaleza, que há quase quatro décadas não há maranguapense eleito à Assembleia Legislativa.

Ele esteve acompanhado do candidato a deputado federal Denis Bezerra, em caminhada pelas avenidas e ruas de Maranguape.

Valentim lembrou que questões importantes para a cidade, como turismo, geração de emprego e estradas, são prejudicadas pela falta da representatividade política de Maranguape.

(Foto: Divulgação)

General fala sobre eleições; PT reage

O comandante do Exército, general Eduardo Villas Boas, disse que o ataque a Jair Bolsonaro (PSL) pode provocar futuramente questionamentos à legitimidade do novo governo. “Por exemplo, em relação a Bolsonaro, em ele não sendo eleito, ele pode dizer que prejudicaram a campanha dele. E, sendo eleito, provavelmente será dito que ele foi beneficiado pelo atentado, porque gerou comoção”, afirmou. “Daí altera o ritmo geral das coisas e é muito preocupante”, completou.

As declarações do general foram dadas em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo. Villas Boas avaliou que a violência contra Bolsonaro “confirma que estamos construindo dificuldades para que o novo governo tenha estabilidade para sua governabilidade”. Segundo ele, o ataque confirma ainda “a intolerância generalizada e a falta de capacidade” de se colocar os interesses do país “acima das questões políticas, ideológicas e pessoais”.

O chefe do Exército negou que Jair Bolsonaro seja o candidato das Forças Armadas e que o seu eventual governo venha a ser “militar”. Ele destacou que as Forças Armadas são “apolíticas e apartidárias” e têm compromisso com a estabilidade, qualquer que seja o governo eleito pelo povo. “A instabilidade é que mobiliza nossa atuação”, disse, citando como exemplo a greve dos caminhoneiros.

O general Villas Boas defendeu ainda que os candidatos preguem a harmonia em seus discursos. Ele apelou para que controvérsias jurídicas não tirem a tranquilidade do processo eleitoral.

Villas Boas classificou como “invasão à soberania nacional” o parecer da Comissao de Direitos Humanos da ONU em favor da candidatura de Lula (PT), que teve seu registro negado pela Justiça Eleitoral. Afirmou, por fim, que a Constituição e a Lei da Ficha Limpa valem para todos.

Em nota divulgada nesse domingo (9), o PT repudiou a entrevista do general Villas Boas, classificando-a como “grave episódio de insubordinação de um comandante das Forças Armadas ao papel que lhe foi delimitado” pela Constituição.

Para o PT, a manifestação do general tem caráter político e visa “tutelar as instituições republicanas”, mais especificamente o Judiciário, “que ainda examina recursos processuais legítimos em relação ao ex-presidente Lula”. Na nota, o partido convoca “as forças democráticas do país” a condenar as declarações de Villas Boas.

(Agência Brasil)

Ministro do TSE proíbe PT de apresentar Lula como candidato

O ministro Luís Roberto Barroso, vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), reforçou, hoje (9), a proibição do uso do nome de Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao cargo de presidente da República.

Segundo o magistrado, se a coligação “O povo feliz de novo” – que reúne PT, PCdoB e Pros – insistir na veiculação de propagandas com o ex-presidente encabeçando a chapa pode ter o tempo no rádio e na televisão suspensos.

“Determino à Coligação “O Povo Feliz de Novo” e a Luiz Inácio Lula da Silva que se abstenham, em qualquer meio ou peça de propaganda eleitoral, de apresentar Luiz Inácio Lula da Silva como candidato ao cargo de Presidente da República e apoiá-lo na condição de candidato, sob pena de, em caso de novo descumprimento, ser suspensa a propaganda eleitoral da coligação no rádio e na televisão”, decidiu.

Segundo o ministro, a decisão pode ser implementada, a partir de agora, diretamente por juízes auxiliares.

A determinação de Barroso foi uma resposta ao Ministério Público Eleitoral que acusou o PT de descumprir a decisão proferida pelo TSE no último dia 31, quando a Corte negou o pedido de registro de candidatura de Lula.

Nos dias seguintes, ainda foram veiculadas propagandas com a formação original da chapa.

A área jurídica do PT, responsável pela campanha, negou que tenha sido uma afronta à Justiça eleitoral.

Na última quarta-feira (5), o advogado Eugênio Aragão explicou que as mídias foram refeitas, mas que não foi possível trocar em todas as emissoras em tempo hábil.

Segundo ele, a legenda foi notificada quanto ao problema, mas não recebeu qualquer multa.

O partido ainda não foi oficialmente informado sobre a decisão de Barroso e não se pronunciou.

(Agência Brasil)

Para Tasso, crise na saúde e na segurança aponta que a política no Ceará precisa mudar

O senador Tasso Jereissati (PSDB/CE) voltou a criticar a atuação do governo cearense no âmbito da saúde, segurança e da gestão. Após participar de uma carreata no município de Acaraú – ao lado do candidato a governador do Ceará, General Theophilo (PSDB), e da candidata ao Senado, Dra. Mayra (PSDB), neste sábado (8), o senador declarou que “o Ceará precisa mudar. Diante dessa situação de insegurança, de caos na segurança, da perca de controle, de incompetência – jogando dinheiro público fora através de obras imensas que não funcionam, com a saúde em descaso, é preciso mudar na política”.

Para Tasso, as candidaturas do General Theophilo ao Governo e Dra. Mayra ao Senado são demonstrações do compromisso com a renovação na política: “o General Theophilo tem autoridade, experiência e competência para mudar esse estado de coisas. É preciso de autoridade no Ceará neste momento. E a Dra. Mayra é nossa candidata para trazer mudança, juventude e idealismo para o Senado Federal”.

Ao lado de Tasso Jereissati e de lideranças regionais, o General Theophilo enfatizou suas críticas ao governador Camilo Santana na condução da segurança pública no Ceará e detalhou suas ideias para o setor: “Temos duas políticas: a de segurança pública e a dos presídios. Nesses, vamos colocar os bloqueadores de celulares que até hoje, depois do segundo prazo determinado pela Justiça, não foram colocados pelo governador. Na segurança pública vamos agir no tripé: fiscalização nos portos e aeroportos, inteligência coordenada por todos os estados que estão na rota do tráfico e tecnologia de ponta para mapear os delitos em todo o Estado”.

Agenda – Nesta segunda-feira (10) o General Theophilo apresentará seu Plano de Governo durante almoço-palestra na Federação das Câmaras dos Diretores Lojistas do Ceará – FCDL (Rua 25 de Março, 988 – Centro de Fortaleza), a partir do meio-dia.

(Foto: Divulgação)

Ciro ganha duas frentes de adesivaço neste domingo em Fortaleza

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, ganhou neste domingo (9), em Fortalezam duas frentes de adesivaço, uma na Praia do Futuro e outra no bairro Edson Queiroz. O adesivaço também pediu votos para Camilo Santana, candidato à reeleição ao governo do Ceará, e Cid Gomes, candidato ao Senado.

No cruzamento das avenidas Washington Soares e Oliveira Paiva, no bairro Edson Queiroz, as atividades tiveram à frente o prefeito Roberto Cláudio, que esteve acompanhado da primeira-dama Carol Bezerra.

“Temos absoluta certeza de que as propostas do Ciro são as melhores para o País. A sua trajetória de vida marca um compromisso absoluto com os mais relevantes interesses da nossa gente. O Ceará precisa dar uma forte demonstração de apoio a este que é, seguramente, o mais qualificado quadro da política nacional na atualidade”, afirmou Roberto Claudio.

Na Praia do Futuro, a primeira-dama do Estado, Onélia Santana, puxou o adesivaço. Ela esteve acompanhada de Mônica Paes de Andrade, esposa do senador Eunício Oliveira. Camilo Santana e Eunício Oliveira estiveram neste domingo em Crateús. As atividades na Praia do Futuro receberam o apoio dos colaboradores de Salmito (PDT), candidato à Assembleia Legislativa.

Todos os gostos

Também na Praia do Futuro, os petistas Acrísio Sena, candidato à Assembleia Legislativa, e Luizianne Lins, candidata à reeleição a deputada federal. Os dois realizaram manifestação em favor do ex-presidente Lula.

(Fotos: Divulgação)

Voto: exercício da cidadania

Em artigo sobre o período eleitoral, o advogado Irapuan Diniz de Aguiar destaca a importância do voto. Confira:

Neste período que antecede as eleições cumpre alertar para a importância e significação do voto porquanto, como o instrumento mais democrático posto à disposição do cidadão, necessita ser bem utilizado. Votar não é um ato qualquer. Não é só comparecer a uma secção eleitoral e se sentir desobrigado deste dever da cidadania. É grave a responsabilidade de escolher alguém com ideias e programas viáveis, com competência e coragem de implementá-los e dos quais, como decorrência, reduzam a miséria do nosso povo e as desigualdades sociais. É, por conseguinte, o tipo de escolha que vai afetar toda uma coletividade, que vai definir seu destino num mundo cada vez mais globalizado, mais exigente e mais competitivo por isso que uma escolha errada guiada pelo equívoco ou pela insensatez, em vez de soluções, trará mais problemas e dificuldades.

Nesse sentido, cabe ao eleitor bem avaliar os valores reais dos candidatos, suas verdades e/ou suas mentiras, suas propostas, a partir dos debates públicos travados, do contato pessoal, do conhecimento de suas histórias de vida e das razões que os animam à disputa eleitoral. Estas são apenas algumas referências para à formação de sua convicção e a definição propriamente dita do seu voto. Não se deixe seduzir pelas aparências. O cidadão responsável sabe que não há soluções fáceis para problemas complexos e nem mágica para mudanças. A despeito da vigente legislação eleitoral já ter melhor disciplinado a utilização da propaganda com a proibição da poluição visual na paisagem de nossas ruas e avenidas, ainda persiste o abuso de algumas práticas na mesma direção. O eleitor deve observar e identificar, pelo volume e ostentação, quais os candidatos que abusam do poder econômico nas campanhas eleitorais. Muitos deles colocam seus objetivos eleitoreiros acima da responsabilidade social. É, justamente aí, que os candidatos vão se desnudando e se mostrando ao eleitor como verdadeiramente são.

Quanto as suas propostas e planos de governo, procure o eleitor examinar se os temas abordados, especialmente em relação à segurança pública, a educação e a saúde, não são tratados superficialmente nos seus aspectos mais gerais e óbvios. Tem-se observado, nas campanhas passadas, que a discussão entre os candidatos não envolve itens relevantes e contemporâneos, como currículo escolar, a sedução das drogas e como lidar com elas, – e não, apenas, o redundante combate ao narcotráfico -, a situação do negro na sociedade, o avassalador apelo ao sexo nos programas de TV e tantos outros que interessam de perto à família.

Com o surgimento, nos últimos tempos, das ONGs, passa-se a falsa noção de que estes assuntos não mais integram a órbita de atuação do governo, inserindo-se na jurisdição destas entidades. Ou, ainda: que tais questões se circunscrevem ao foro íntimo de cada um ou, no máximo, ao âmbito familiar. O que se precisa, e com urgência, é a discussão sobre a infância (meninos na rua), mal criados, sem escola, sem teto e, o que é pior, sem perspectiva de futuro.

Irapuan Diniz de Aguiar, advogado

Polícia Federal investiga se há mais envolvidos em agressão a Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) está investigando se Adélio recebeu ajuda para praticar o ato. Mais duas pessoas, sendo que uma está internada após se envolver em uma briga durante a agressão, são suspeitas de participação no ataque ao candidato.

A investigação vai levantar se Adélio agiu sozinho e como se mantinha na cidade, onde estava hospedado em uma pensão. Ele pagou adiantado R$ 400 pelo maior quarto da hospedagem. A PF poderá rastrear a movimentação de Adélio a partir da quebra de seu sigilo telefônico, autorizada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.

A magistrada converteu a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado. O agressor foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), onde está em uma cela individual, para resguardar sua integridade física.

A defesa de Adélio descarta a participação de outras pessoas no ataque a Bolsonaro, inclusive de um mentor intelectual. Os advogados disseram que ele agiu sozinho e de rompante. A ideia de atacar o candidato, segundo a defesa, surgiu três dias antes, e Adélio foi estimulado pelo discurso de Bolsonaro sobre quilombolas.

Mas a familia de Jair Bolsonaro tem falado, sem apontar indícios, em “crime premeditado”.

(Agência Brasil)

Terceiro debate com presidenciáveis será neste domingo

O terceiro debate entre os presidenciáveis será promovido neste domingo (9) pela TV Gazeta, O Estado de S. Paulo, Rádio Jovem Pan e Twitter, a partir das 18 horas.

Bolsonaro não vai participar do debate. O ataque sofrido pelo candidato pode fazer com que o tom hostil que vinha norteando a campanha seja deixado de lado. Os rivais devem evitar ataques diretos ao presidenciável do PSL e serem cautelosos ao abordar o episódio do atentado.

Sem Bolsonaro, vão participar do debate Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (Psol).

Fernando Haddad (PT) não vai participar do evento porque, oficialmente, ele ainda é candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.

(Agência Estado)

Segue o mistério sobre contratação dos quatro advogados do agressor de Bolsonaro

Com a quebra do sigilo telefônico e de dados, a Polícia Federal vai aprofundar as investigações sobre Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado, na última quinta-feira (6), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG). Ainda não foi revelado quem está pagando os honorários dos quatro advogados que o defendem –.Fernando Magalhães, Zanone Oliveira Júnior, Marcelo da Costa e Pedro Possa.

Os advogados disseram que foram contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio. Em comunicado à imprensa, a igreja Testemunhas de Jeová no Brasil disse que não contratou os advogados e que nem Adélio nem sua família são seguidores da igreja. “Portanto, a declaração do advogado de que foi contratado por Testemunha de Jeová, conforme veiculada pela mídia, não é verídica”, diz a nota.

(Agência Brasil)