Blog do Eliomar

Categorias para Política

Secretário diz que indicação de Luís Mauro motivou ataques, mas que Estado não vai recuar

596 7

O secretário da Segurança Pública e Defesa Social do Ceará, André Costa, disse, nesta segunda-feira, em entrevista ao CE TV – 1ª Edição, que a indicação de Luis Mauro Albuquerque para ocupar a recém-criada pasta da Administração Penitenciária, foi, de fato, o principal motivo para a onda de ataque criminosos que se registra no Estado desde a noite de quarta-feira.

“Só o fato da indicação dele (Luís Mauro) já motivou essa reação, mas nós não vamos recuar”, disse André Costa, acrescentando que o trabalho realizado pelo secretário nos presídios, que gerou incômodos e mexeu com as facções no Rio Grande do Norte, onde ele atuou como titular da Secretaria da Justiça, vai continuar.

Disse mais: é tolerância zero contra a criminalidade e contra qualquer um independente de facção.

Eis uma pichação que apareceu na fachada deste posto de saúde de Fortaleza, nesta manhã de segunda-feira. Cita o secretário Mauro Albuquerque.

(Fotos – Divulgação e WhatsApp)

Ataques terroristas e Estado de Direito

Em artigo no O POVO desta segunda-feira (7), o juiz federal Danilo Fontenelle aponta a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo. Confira:

É difícil para qualquer pessoa entender por que atos de vandalismo, incêndio e explosões praticados por membros de facções criminosas não são entendidos legalmente como atos terroristas. A razão é que nossa lei de terrorismo (Lei nº 13.260/16) exige que tais atos tenham por motivação razões de xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião (dolo específico), ou seja, mesmo que alguém seja preso usando ou ameaçando usar, transportando, guardando, portando ou trazendo consigo explosivos, gases tóxicos, venenos, conteúdos biológicos, químicos, nucleares ou outros meios capazes de causar danos ou promover destruição em massa, com clara motivação de provocar pânico social generalizado, a Polícia e o Ministério Público só podem responsabilizar os autores por outros crimes menores justamente porque a motivação é outra, diversa da prevista na atual lei.

O bom senso indica a necessidade urgente de reformulação do crime de terrorismo, com a retirada da limitação das razões específicas, ou mesmo criação de uma agravante genérica, aplicável às diversas modalidades de crime, como “uso de meios terroristas”, ou seja, o ministério público não teria que provar que o indivíduo faz parte de alguma organização criminosa ou terrorista, mas tão somente que utilizou meios terroristas para a prática dos crimes de danos, incêndio, atentado contra a segurança de serviço ou transporte público, arremesso de projétil, ou mesmo apologia de crime pela divulgação de filmagens de atos criminosos, o que facilitaria muito as condenações em penas mais justas.

Enquanto tais mudanças não ocorrerem, o incêndio de uma frota de ônibus, por exemplo, terá pena de 6 meses a 3 anos (dano qualificado) e não de 12 a 30 anos, como seria se fosse enquadrada como terrorismo.

Os crimes envolvendo terrorismo, ou uso de meios terroristas, devem ter suas investigações realizadas pela Polícia Federal, cabendo à Justiça Federal o seu processamento e julgamento.

Danilo Fontenelle Sampaio

Juiz federal, Doutor em Direito pela PUC-SP e professor de Ética Profissional no Centro Universitário 7 de Setembro – Uni7

Fortaleza recebe dois candidatos à presidência da Câmara dos Deputados

O líder do PP na Câmara, Arthur Lira (PP-AL), não está assistindo à movimentação de Rodrigo Maia (DEM) parado. Ele desembarca nesta segunda-feira (7) em Fortaleza para uma conversa com o PDT. A informação é da Folha de S.Paulo, adiantando que a conversa será na casa do senador eleito Cid Gomes (PDT-CE).

Lira também trabalha para atrair o PT, maior bancada da Câmara. Os petistas estão chamando uma reunião com siglas de esquerda no dia 14 para debater o que vão fazer. Apesar do acerto com o PSL, Maia não fechou as portas para o partido de Lula, mas a sigla diz que agora vê nele “a cara de Bolsonaro”.

Rodrigo Maia, presidente da Câmara, é aguardado em Fortaleza nesta terça-feira. Cid Gomes, o anfitrião de ambos, atua como bombeiro. Quer levar o PP de volta ao bloco do democrata.

No Ceará, o PP é comandado pelo deputado federal eleito AJ Albuquerque, ligado historicamente Cid Gomes, e filho do presidente da Assembleia Legislativa, Zezinho Albuquerque.

(Fotos – Agência Câmara)

Camilo anuncia a prisão de 148 envolvidos nos ataques criminosos

O governador Camilo Santana (PT) usou, nesta segunda-feira, o quinto dia de ataques criminosos no Ceará, sua página no Facebook para dar informações acerca da transferência de chefes de facções para presídios de segurança máxima. De acordo com ele, 148 pessoas já foram presas. Confira:

“Informo aos cearenses que 148 pessoas já foram presas, até esta manhã, por envolvimento em atos criminosos, sendo 38 prisões nas últimas horas.

Ainda ontem começou o processo de transferência de alguns presos do Sistema Penitenciário cearense para presídios federais, conforme entendimento com o ministro da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro.

Enalteço aqui todo o esforço e comprometimento dos nossos profissionais de segurança, bem como das tropas federais, nesse enfrentamento ao crime.

Estamos todos unidos para garantir a segurança dos irmãos e irmãs cearenses, bem como garantir o estabelecimento da ordem.”

Camilo pode ter assessoria para mediar relações com governo Bolsonaro

Da Coluna Política, no O POVO desta segunda-feira (7), pelo jornalista Carlos Mazza:

Na posse deste ano, o secretário Élcio Batista (Casa Civil) revelou a jornalistas interesse do novo governo Camilo Santana (PT) em criar uma assessoria específica para mediar relações entre o Palácio da Abolição e o governo Jair Bolsonaro (PSL). Na vaga, alguém mais próximo politicamente do presidente, mas que ainda tivesse interlocução com o governo local.

Questionado durante a posse, no entanto, Camilo afirmou que faria o diálogo ele mesmo, procurando pessoalmente o Planalto, “como já acontecia com Michel Temer”.

A esperança do governador era, de certo, de que as questões políticas ficassem em segundo plano diante das necessidades da população. A prática, no entanto, se mostrou diferente.

Logo no primeiro “diálogo”, Bolsonaro e o vice, general Mourão, aproveitaram toda oportunidade que tiveram para atacar Camilo e seu partido, o PT. E ambos mostraram, pelo andar da carruagem, pouca intenção de mudar a estratégia para encontros futuros.

Talvez seja melhor voltar o plano do assessor de relacionamento.

Ciro diz que Bolsonaro “não pode escolher o campo de batalha”

Em entrevista ao El País, Ciro Gomes avalia as primeiras ações do governo Bolsonaro e cobra esclarecimento das denúncias envolvendo Fabrício Queiroz, ex-assessor. Confira:

Pergunta. No discurso de posse, Bolsonaro falou em libertar o povo do socialismo. O que ele quis dizer com isso?

Resposta. O inquietante é que ele falou isso no discurso de posse, que costuma ser projetado para a história. Não era para ser um arroubo de palanque, mas o que ele repete é um arroubo de palanque que parte da premissa da ignorância do povo. Ele supõe que o povo é burro, incapaz de saber o que é socialismo. E, ao afirmar isso, esconjura na palavra socialismo todo o ranço conservador, que tem dois planos: conservadorismo de costumes e conservadorismo econômico. É uma tragédia, porque significa que o camarada, ao iniciar o Governo, anuncia que vai permanecer no palanque. Fica dizendo bobagens superficiais e se afirma num antipetismo também superficial.

P. Bolsonaro disse que não vai aceitar corrupção. Mas antes da posse, sua família já estava envolvida em suposto escândalo de corrupção. Agora que é presidente não seria bom que este caso fosse bem esclarecido?

R. É imperativo, especialmente para quem assentou na sua identidade o moralismo e que tem a presença simbólica do (Sérgio) Moro, um juiz exibicionista, chibata moral da nação. E tem coisas práticas: Bolsonaro, como deputado, já malversou verba do seu gabinete. O caso do Queiroz, agora, trata-se de uma notícia crime em potencial. É uma questão de moral e de decência esclarecer isso. Até porque esta foi a pedra angular da campanha que deu ao Bolsonaro o mandato como presidente. Se Bolsonaro emprestou dinheiro ao tal Queiroz, cadê o cheque? Que dia foi? Essa foi uma nova operação Uruguai como a do Collor? Foi antes ou depois do escândalo, para tentar cobrir o episódio? Se foi um empréstimo, de onde saiu o dinheiro do Bolsonaro para emprestar? São coisas concretas relativas ao presidente. Sérgio Moro está obrigado a esclarecer isso à nação brasileira. Eu quero dar um tempo. Não quero ser um trombeteiro que nem um petista raivoso, que é o tipo mais parecido com um bolsominion. Deixa o Bolsonaro tomar pé das coisas. Mas daqui a uns 100 dias, tenho toda uma plataforma por onde vou começar a cobrar. Porque foi este o papel que a nação deu a mim. O papel da oposição é estimular Bolsonaro ao jogo democrático, obrigá-lo a seguir a institucionalidade democrática.

P. O senhor acha que Bolsonaro construirá um pacto de governabilidade para aprovar as reformas no Congresso?

R. Ele tem essa força. A coincidência da mudança de ano com a mudança de governo predispõe a sociedade brasileira a ajudar. O Parlamento fica vulnerável a este expediente da rua que diz: “Ajuda o homem! O homem foi eleito, ajuda ele, não atrapalha”. E nós temos que ter essa sensibilidade. Não em respeito ao Bolsonaro, mas em respeito ao milhões de brasileiros que deram a ele a maioria. Mas não sei se ele conseguirá fazer um pacto de governabilidade. Eu, Ciro Gomes, não conheço uma única proposta do Governo Bolsonaro.

P. A não ser a legalização das armas.

R. A retórica da legalização das armas está aí, mas eu duvido da legalidade disso por Medida Provisória. O Supremo tenderá a dizer que é inconstitucional. Bolsonaro trabalha com duas agendas. Uma ele vai reinar mais facilmente, que é a agenda de costumes: redução da maioridade penal, facilitar o acesso à arma, agravar a legislação de execução penal. Porque a sociedade está cansada da violência e predisposta a experimentar inovações. São equívocos simplificadores, grosseiros, mas ele vai tentar e, com isso, demonstrará que está tentando cumprir a promessa e manterá o capital político dele com uma certa sobrevida. A outra agenda, que é para a qual devemos chamá-lo, é a do emprego, palavra que ele não citou uma vez sequer, nem no discurso oficial. Devemos chamá-lo para a questão dos juros, da inadimplência de 63 milhões de brasileiros que estão com o nome sujo no SPC. Para discutir a questão da aposentadoria. Precisamos discutir aqueles assuntos que ele vai fugir deles. Aqui tem dois problemas: o primeiro é que são questões muito graves. O segundo é que ele não entende o problema, a equipe dele não entende o problema e, quando entende, interpreta de forma equivocada. Portanto, o remédio que vão propor será o remédio errado, que tenderá muito mais a agravar a doença socioeconômica do Brasil do que mitigá-la. Seria um grave erro a gente aceitar a provocação do Bolsonaro de discutir identitarismos. A esmagadora maioria do povo brasileiro, que é pobre, está desempregada, assustada com a violência, maltratada na rede de saúde… Essa gente tende a entender nossas razões se estas razões forem discutidas. Mas se a gente for discutir “kit gay”… não que o assunto não mereça discussão. Estou só dizendo que o Bolsonaro não pode escolher o campo de batalha.

P. O senhor tem se colocado como nova liderança da oposição. Aceitaria o PT numa frente de oposição ao novo Governo?

R. Acho que sim. Nosso inimigo não é o PT. Agora, nós precisamos não nos comprometer. Estou falando sob o ponto de vista histórico. Precisamos dar ao jovem brasileiro uma plataforma em que ele não precise de um salvador da pátria, de um guru, de um líder carismático que, preso, de dentro da cadeia, fica mandando recado. Isso é o fundo do poço. Não quer dizer que a gente abandone o Lula. A questão central do país não pode ser identitarista ou o salve Lula. Enquanto a agenda for esta, estamos fazendo exatamente o que o Bolsonaro quer que a gente faça. Ele não ganharia em hipótese nenhuma no Brasil que eu conheço se não fosse o antipetismo que o petismo cevou. O Palocci é réu confesso. E não é um petista periférico. Foi o homem que Lula escolheu para comandar a economia do Brasil por 8 anos e a Dilma escolheu para comandar o governo. O Levy foi escolhido pela Dilma. O Michel Temer foi escolhido pelo Lula. Se a gente ficar alisando essas coisas pela dor que tem do Lula estar onde está, não vamos pensar na questão brasileira. Cabe a oposição vigiar, cobrar. O que faz a burocracia do PT? Se retira da posse. Ora, quando o Aécio Neves nega o reconhecimento do sucesso eleitoral da Dilma, começa a plataforma do golpe. E o PT soube denunciar isso. Como é que se explica agora para o povo brasileiro que um adversário nosso, por mais deplorável que seja, não é reconhecido como vitorioso?

P. O senhor fez parte dos Governos Lula e Dilma. Por que só agora descobriu estes problemas do PT?

R. Eu fiz parte do primeiro mandato do governo Lula. Quando eles começaram a errar eu não aceitei mais ser ministro. Eu votei na Dilma contra todas as contradições, porque o outro lado era o PSDB e o Aécio, que eu sabia quem era. O que fiz desta vez? Disse: campanha pra eles eu não faço mais. Votei no Haddad como cidadão, mas não voto mais nesta burocracia do PT. Não faço campanha com eles nunca mais. De lá pra cá eles se corromperam. Essa é a triste, dura e sofrida realidade. Apodreceram. Tomaram gosto pelas benesses do poder.

P. Por que você, que já esteve tantas vezes junto com o PT, não apoiou o Haddad?

R. Por que já tinha feito isso com a Dilma. Lá atrás, a Dilma era uma pessoa sem nenhum treinamento, sem nenhuma vivência, nunca disputou uma eleição. E o Lula, aproveitando a justa popularidade que tinha, resolveu impor a Dilma contra todos nós. Estávamos eu, com predileção nas pesquisas, Eduardo Campos… E o PT não tinha nenhum quadro. E ele escolheu uma pessoa que nem tradicionalmente do PT era. Por que? Pra mandar. Todas as pedras do caminho sabiam que Lula não podia ser candidato pela lei da ficha limpa. E eles impõem a candidatura do Lula, mentem para a população brasileira explorando a boa fé do nosso povo mais pobre para comovê-lo até o limite da eleição e botar uma pessoa sem autoridade.

P. Lula é preso político ou comum?

R. Preso comum. Se Lula fosse um preso político, não tinha que recorrer aos tribunais. Lula não é condenado pelo Sérgio Moro, que eu sempre critiquei. É condenado por unanimidade pelo Tribunal Regional Federal. Tentou diversos recursos no STJ e STF. Portanto, por definição, é um preso comum. Mas se ele entende que é um preso político, não podia estar recorrendo às instâncias formais. Eu acho a sentença que o condenou frágil. Mas isso não o transforma num preso político, porque ele aceitou a dinâmica. Eu, por exemplo, fui violentamente criticado – e isso o PT esquece – quando propus, quando ele sofreu uma prisão coercitiva injusta, ilegal, que se a gente achasse que ele era um preso político, deveríamos subtraí-lo desta arbitrariedade, colocá-lo numa embaixada e pedir asilo político.

P. O que o senhor imagina para o seu futuro?

R. A minha missão hoje é ajudar o jovem brasileiro a entender o nosso país e a formular um caminho. Estou fazendo palestras e vou lançar um livro que é uma plataforma que compreende o Brasil, chamando o debate para a inteligência e não para estas mistificações superficiais. Porque o bicho mais parecido com o bolsominion (nome pejorativo para os seguidores de Bolsonaro) é o petista fanático. Tanto para o bolsominion como para o fanático do PT pode acontecer o diabo que eles relativizam o diabo. Quando o Aécio nega a legitimidade do mandato da Dilma, é golpe. Quando Renan Calheiros, liderando o Senado, faz o golpe…é golpe. Depois o Haddad se apresenta aliado do Calheiros. Aqui, no Ceará, Eunício de Oliveira, meu adversário, e com quem eu briguei por causa do PT, porque votou no impeachment, era golpe. Agora, o Lula impediu a Dilma de ser candidata aqui no Ceará, para qual ela tinha sido convidada e tinha aceito, para impô-la em Minas Gerais onde ela desmontou a aliança do Fernando Pimentel, para apoiar o Eunício Oliveira. A quem o Lula e o PT deram 1 bilhão de reais em contratos sem licitação na Petrobras. Vai pro diabo a burocracia do PT. Tudo picaretagem da pura. O Sergio Machado metia a mão na Transpetro, eu cansei de dizer isso ao Lula. Então, PT, vai devagar comigo, porque eu não gostaria de transformar o PT em meu adversário.

P. Mas você está transformando…

R. Não estou, não. Mas cada vez que eles vierem com uma dessas, e agora veio da sua pergunta, não porque você interpreta, mas porque eles estão dizendo, eu vou dizer porque eu não pude mais apoiar o PT. Eu engoli tudo o que eu podia engolir. E regozijei.

P. Você não acha que na disputa entre Haddad e Bolsonaro não era importante dar apoio ao Haddad para evitar o retrocesso no Brasil?

R. Não estava na minha mão. Quando eles se impuseram, da forma como se impuseram, todas as pesquisas indicavam com muita clareza que esta era uma eleição perdida. Todo mundo estava vendo isso. Haddad teve 70% dos votos no segundo turno aqui no Ceará. Portanto eu apoiei o Haddad. O que eu não faço mais é campanha com esta quadrilha. É bem diferente. Se eu achasse que ia fazer diferença, eu engolia de novo, como engoli lá atrás. Agora, me obrigar, por uma solidariedade ao campo progressista… o Haddad é progressista, sem dúvida. Mas o PT é uma força corrupta. Estou falando da cúpula do PT, não da sua base.

P. E como é que fica a união de forças de oposição no Congresso?

R. É uma agenda prática. Eles resolveram se omitir na posse. Nós ficamos. Quer dizer que nós temos algum compromisso com o Bolsonaro? Não. Temos o compromisso com a democracia, com os ritos, com os valores.

P. Mas isso não fragiliza o campo progressista?

R. Depende. Por que o PT não se comporta? Porque que não abre a conversa com os outros? Quer tudo na imposição de uma hegemonia podre. Já foi. Agora eles encontraram alguém que tem coragem de encará-los. Eu sou pós PT.

P. Você acha que é muito cobrado por isso?

R. Eu sou, mas estou disposto a explicar para todo mundo. E nisso é que eu quero criar uma corrente de opinião, que livre o Brasil desta burocracia corrompida do PT.

P. Você chegou a conversar com o Lula antes do primeiro turno para ser o vice dele?

R. Não. Ele me chamou para esta farsa. Ora, se eu estou denunciando uma farsa, uma fraude, e ele me chama para aperfeiçoar esta fraude, que tipo de homem eu sou, que tipo de líder eu seria no Brasil se eu, por qualquer tipo de ambição pessoal, fosse cumprir este papel imundo? Mandei dizer pra ele que me sentia insultado.

P. Você pretende ser candidato à presidência novamente?

R. Quem conhece o Brasil, que tem a experiência que eu tenho, afirmar que é candidato, é pura temeridade. O que vai acontecer no país nos próximos quatro anos é uma verdadeira montanha russa. Eu aceito que o meu partido cogite a minha candidatura, não vou excluir isso, mas acho que eu tenho um papel a cumprir fora de processo eleitoral. Escrever, falar, organizar o movimento. Dar referência para a juventude brasileira. Só existe o Bolsonaro porque existe este tipo de petismo. Você acha que o Bolsonaro achou o que desta atitude infantil, antidemocrática, burra, de o PT se omitir do ato solene de posse do presidente eleito? Você acha que o Bolsonaro achou ruim isso? Bolsonaro amou. Ele está dizendo: “O Governo não pode fracassar porque se não o PT volta”. E eles se amam, na prática. E eu vou quebrar esta brincadeira, se não o Brasil não aguenta.

P. Você acredita que pode ser a terceira via?

R. Não a terceira via. Nós precisamos construir a via. Sim, porque o PT imitou, no bom e no mau, o PSDB. Quem formulou, no Brasil, foi o Fernando Henrique. E formulou em linha com a onda internacional, neoliberal, pseudo modernizante, do Estado mínimo, de câmbio flutuante, de superávit primário… e qual foi a política econômica do PT? Rigorosamente a mesma. Quer dizer que não foi um Governo bom? Foi, tanto que eu ajudei. O salário mínimo melhorou, o crédito melhorou, a assistência social, com as políticas sociais compensatórias, melhorou muito. Expandiu o ensino público universitário. Tudo isso são coisas boas, mas foram feitas no marco de uma economia política conservadora que encheu o rabo da banqueirada de ganhar dinheiro. É nas mãos do PT/PSDB que o Brasil faz a mais grave concentração bancária do mundo capitalista. Enquanto a América do Norte, epicentro do capitalismo, tem 5 mil bancos disputando o cliente com juros mais baratos, com preço de tarifa mais barata, essa gente entregou o Brasil a três bancos particulares, que tem lucro 78% maior do que qualquer banco na história da humanidade. Isso é o que importa. Porque num regime não inflacionário, o dinheiro que falta no bolso do povo, essa inadimplência que humilha tanto as pessoas, esse é o dinheiro que está sendo levado todo pra mão dos banqueiros. Durante o governo do PT/PSDB, nós criamos o seguinte fenômeno: seis brasileiros tem a renda equivalente a fortuna que somam 100 milhões de brasileiros. Aí estes 100 milhões de brasileiros estão obrigados a se conformar com o Bolsa Família. Isso é irrelevante? Não, é muito importante. Mas o país que eu sonho vai emancipar seu povo pelo trabalho decentemente remunerado e pela educação emancipadora.

(Foto: Reprodução)

Ceará: Leviatã enfraquecido, Beemote fortalecido

Em artigo publicado em abril do ano passado, o professor universitário Filomeno Moraes, Doutor em Direito e Mestre em Ciência Política, diz ao Blog que “reproduzo agora o artigo, com muito desprazer, no momento em que o Ceará regrediu ao ‘estado de natureza’, com a vida ‘solitária, sórdida, embrutecida e curta'”. Confira:

Uma das primeiras tentativas modernas de explicar a complexa relação entre indivíduo, sociedade e Estado advém de Thomas Hobbes, principalmente no “Leviatã, ou matéria, forma e poder de uma república eclesiástica e civil” e no “Beemote, ou o longo Parlamento”. As duas obras foram batizadas com metáforas oriundas da Bíblia, dois personagens-monstros, a saber, um dragão ou serpente marinha, o Leviatã, a designar o poder soberano do Estado, que promove a paz; o outro, o Beemote, figurado como um hipopótamo gigante, provocando a divisão e o enfraquecimento do Estado, atiça e promove o conflito que leva à guerra civil.

Para este pensador político inglês do século XVII, os indivíduos (competitivos, desconfiados e vaidosos), antes de constituída a sociedade e o Estado, viviam num “estado de natureza”, estabelecendo verdadeira “guerra que é de todos os homens contra todos” e partilhando “nenhum prazer na companhia dos outros”. No entanto, por meio de um contrato social, em que se destacam, em primeiro lugar, a associação entre os indivíduos e, em segundo, a sujeição consentida de todos ao poder do Estado, os indivíduos evitaram, no limite, o fim da própria espécie humana e afastaram o “constante medo e perigo da morte violenta”

A ideia hobbesiana de que, em última instância, a segurança é dever fundamental do Estado não perdeu a força e transcendeu o tempo em que foi formulada, estando consignado na Constituição Federal brasileira, inclusive, que se garantirá aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à segurança. De fato, os tempos modernos estão indelevelmente marcados pelo consenso de que o poder político é aquele que está em condições de recorrer, em última instância, à força ou coerção física, ou, como ressalta Max Weber, no ensaio “A política como vocação”, o Estado contemporâneo é uma comunidade humana, que, dentro dos limites de determinado território, reivindica “o monopólio do uso legítimo da violência física”.

No Brasil atual, o poder do Estado, tomado este numa acepção mais ampla, passa por severo relativismo na capacidade de formular, decidir e implementar a política de segurança pública, observando-se, em unidades federativas subnacionais, situação extremamente mais grave ou mesmo desesperadora. Com certeza, o Estado do Ceará é uma delas, e, em Fortaleza, é onde mais se materializam os índices de dissolução do poder estadual. A capital do Estado e a sua região metropolitana têm-se destacado, a crer nos meios de comunicação, ora como campeã de mortes violentas ora como refúgio tranquilo de “capi” de organizações nacionais e multinacionais. E, renitentemente, vítima do “constante medo e perigo da morte violenta”.

Aqui, o Leviatã foi cercado perigosamente pelo Beemote, o monstro da guerra e da desintegração social. Capitalistas selvagens de diversos jaezes de negócios criminosos, cujos exércitos de operadores são em grande medida arregimentados nos bolsões de pobreza, abandono e preconceito, desestabilizam o cotidiano urbano, relativizam as instituições estatais e fazem a sociedade retornar ao estado de natureza. Em tal guerra, como em outras, a primeira vítima é a verdade. Consequentemente, meias-verdades, pós-verdades, inverdades campeiam, oriundas do poder político oficial: aqui é o chefe do governo a afirmar que está tudo sob controle, ou numa formulação canhestra da lei newtoniana da Física a proclamar que a cada ação haverá uma reação, ali é o secretário da segurança a produzir um atacadão de afirmações patéticas e de diatribes ao Estado de Direito, acolá outra autoridade a proclamar que nos cárceres desta terra reina uma paz… de cemitério. Acima de tudo, espraia-se pela sociedade e, pior, pelos fautores do crime e da desordem, a desconfiança de que as forças da ordem não têm força, que o poder político está atarantado e que a delinquência, contra o Estado ou entremeada no Estado, progride.

Para a reflexão, lembre-se que Hobbes, no “Leviatã”, no capítulo denominado “da condição natural da humanidade relativamente à sua felicidade e miséria”, diz que, sem o Estado, “a vida do homem é solitária, sórdida, embrutecida e curta”. No Estado do Ceará, ter-se-á o engenho e arte necessários para, suplantando a situação a que se chegou, reverter o caminho da barbárie e retomar o caminho da civilização? Ou se caminhará na marcha batida de volta ao estado de natureza, de vida solitária, sórdida, embrutecida e curta?

Filomeno Moraes

Cientista Político. Professor da Unifor e da UECE. Doutor em Direito na USP, Mestre IUPERJ e livre-docente em Ciência Política UECE

Secitece realiza transmissão de cargo de secretário nesta segunda-feira

380 1

A Secretaria da Ciência, Tecnologia e Educação Superior do Estado do Ceará (Secitece) realiza nesta segunda-feira (7), a partir das 9 horas, a cerimônia de transmissão de cargo de secretário a Inácio Arruda. A solenidade, que será realizada no auditório da Secitece e contará com a participação da ex-titular da pasta, Nagyla Drumond, dirigentes e colaboradores das instituições vinculadas à Secitece e do Sistema Estadual de Ciência e Tecnologia.

Inácio Arruda iniciou sua vida pública nos anos 80. Foi vereador, deputado estadual, deputado federal e senador. Participou da administração do Governo do Estado do Ceará, na primeira gestão do governador Camilo Santana, como secretário da Ciência, Tecnologia e Educação Superior, de janeiro de 2015 a abril de 2018.

(Foto: Arquivo)

MEC tem agora secretarias para alfabetização e escolas militares

Com a posse do presidente Jair Bolsonaro e do ministro Ricardo Vélez Rodríguez foram feitas, esta semana, mudanças na estrutura do Ministério da Educação (MEC). A pasta passa a contar agora com a Secretaria de Alfabetização, a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação, além de uma Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares.

As novas secretarias e subsecretaria são voltadas principalmente para a educação básica, etapa que compreende desde as creches ao ensino médio e que, segundo Vélez Rodríguez, será prioridade do governo. Para implementar as mudanças nas escolas, o MEC precisará do apoio de estados e municípios, que detêm a maior parte das matrículas.

Escolas cívico-militares

Baseado no alto desempenho de colégios militares em avaliações nacionais, o governo quer expandir o modelo. Segundo o decreto que detalha as atribuições do MEC, haverá uma subsecretaria para desenhar uma modelagem de gestão escolar que envolve militares e civis e garantir a aplicação desse modelo nos estados e municípios.

É a chamada Subsecretaria de Fomento às Escolas Cívico-Militares. Pelo decreto, a adesão de estados e municípios ao modelo será voluntária. Em nota, o MEC explica que a presença de militares na gestão administrativa “terá como meta a resolução de pequenos conflitos que serão prontamente gerenciados, a utilização destes como tutores educacionais, para a garantia da proteção individual e coletiva, dentre outras visando a disciplina geral da escola. Os militares contribuirão com sua visão organizacional e sua intrínseca disciplina; os civis com seus conhecimentos pedagógicos, todos juntos farão parte desta proposta de estrutura educacional”.

Ainda segundo o MEC, o Brasil apresenta altos índices de criminalidade.“Neste contexto o Ministério da Educação buscará uma alternativa para formação cultural das futuras gerações, pautando a formação no civismo, na hierarquia, no respeito mútuo sem qualquer tipo de ideologia tornando-os desta forma cidadãos conhecedores da realidade e críticos de fatos reais”. Esse modelo será implementado preferencialmente em escolas em situação de vulnerabilidade social e para as famílias que concordam com essa proposta educacional.

Novas secretarias

As duas novas secretarias do MEC foram criadas a partir da extinção da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (Secadi): a Secretaria de Modalidades Especializadas de Educação e Secretaria de Alfabetização. Dentro da primeira, haverá, entre outras, uma diretoria voltada apenas para pessoas surdas, a Diretoria de Políticas de Educação Bilíngue de Surdos, além de uma estrutura voltada para apoio a pessoas com deficiência.

A pauta ganhou destaque no governo com a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, que é intérprete de Língua de Sinais Brasileira (Libras). Na posse presidencial, ela quebrou o protocolo e discursou em Libras. A secretaria de Alfabetização, segundo o MEC, cuidará da alfabetização não apenas em português e matemática, mas também em novas tecnologias. Segundo o decreto, a secretaria se ocupará ainda da formação dos professores por meio da Diretoria de Desenvolvimento Curricular e Formação de Professores Alfabetizadores.

Estados e municípios

Para que essas medidas cheguem às salas de aula, será necessária a participação de estados e municípios. As entidades que representam os secretários municipais e estaduais de Educação ainda não se reuniram com a atual gestão do MEC. O Conselho Nacional de Secretários de Educação (Consed), que representa os estados, tem reunião agendada para o final deste mês.

A presidente do Consed, Maria Cecília da Motta, secretária de Educação do Mato Grosso do Sul, disse que a entidade ainda não tem um posicionamento sobre as mudanças, uma vez que muitos secretários assumiram nesta semana. Segundo ela, independentemente do modelo escolar, cívico, militar ou cívico-militar, a prioridade dos estados, que são responsáveis pela maior parte das matrículas do ensino médio, é a implementação do novo currículo.

No ano passado, o MEC aprovou a Base Nacional Comum Curricular (BNCC) para essa etapa de ensino, que define o mínimo que deve ser ensinado em todas as escolas em todo o país. O prazo para a implementação é o ano letivo de 2021, quando começa a valer o novo ensino médio. “O nosso trabalho este ano todo é escrever o novo currículo, com a flexibilização. Ainda não sabemos o que vem de orientação, mas estamos organizando nosso movimento de formação em cima da BNCC”, disse Cecília.

Metodologia

O presidente da União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação (Undime), Alessio Costa Lima, disse esperar o detalhamento das escolas cívico-militares. Em relação à alfabetização, Lima destaca que os métodos aplicados no país são variados e devem ser considerados nas ações.

“A diversidade que existe no nosso país, metodológica, de práticas pedagógicas, de cultura, precisa ser respeitada. Nesse sentido, a nova secretaria tem que ter a sensibilidade para compreender todas essas nuances, para compreender os métodos aplicados”, afirmou, acrescentando que a melhor prática “é aquela que o aluno aprende”.

(Agência Brasil

Pelo Twitter, Trump anuncia morte de líder da Al Qaeda

O presidente norte-americano Donald Trump anunciou neste domingo (6) que as forças de segurança dos Estados Unidos mataram um dos líderes da rede Al Qaeda Yamal al Badawi, suspeito de planejar um ataque contra um navio da marinha americana na costa do Yemen, em 2000. No ataque, 17 soldados norte-americanos morreram.

“Acabamos de matar o líder deste ataque, Yamal al Badawi. Nosso trabalho contra Al Qaeda continua. Nunca nos deteremos em nossa luta contra o terrorismo radical islâmico”, disse Trump em sua conta no Twitter.

Al Badawi estava na lista do FBI “dos terroristas mais procurados” e foi condenado por um juri federal em 2003, por vários crimes de terrorismo incluindo o assassinato de cidadãos e militares norte-americanos. Além disso, foi apontado pelo Pentágono como o idealizador do ataque contra o navia da Marinha norte-americana, na costa da cidade de Aeden, no Yemen, um dos atentados da Al Qaeda contra os EUA que marcou a escalada de ataques anteriores ao das Torres Gêmeas e ao Pentágono, em setembro de 2001.

Trump não deu detalhes sobre como morreu Al Badawi. A rede CNN, no entanto, informou que ele foi morto em primeiro de janeiro, em um ataque aéreo dos Estados Unidos, quando dirigia seu carro no Yemen.

(Agência Brasil)

No combate a facções, ninguém é de oposição

262 1

O deputado estadual eleito Soldado Noelio (PROS) está visitando os quarteis da Polícia Militar, tanto da Capital como do Interior do Ceará. Ele oferece apoio aos profissionais que estão atuando na operação de combate ao crime organizado.

O parlamentar já atuou diretamente no combate ao crime no Ceará como policial e diz saber “como este momento é delicado”. Segundo ele, um momento que requer “união dos governantes e também total apoio aos profissionais da segurança pública para que eles possam desenvolver seu papel.”

Ele segue a cartilha do deputado federal eleito e presidente do PROS do Estado, Capitão Wagner: nada de críticas, mas apoio neste momento de dificuldades a todos. “Reconhecemos que as decisões tomadas pelo governador, nos últimos dias, são de extrema importância e necessárias para que o crime organizado se enfraqueça. É preciso moralizar o Estado”, diz Noelio.

DETALHE – O vereador Julierme Sena (PROS) trabalhou, com policial civil, até o fim da manhã deste domingo nas ações de combate às facções. Circulou, inclusive, com equipe por bairros como a Bela Vista e nossa Parquelândia.

(Foto – Divulgação)

Theresa May alerta sobre riscos se Brexit for recusado

A primeira-ministra britânica, a conservadora Theresa May, advertiu hoje (6) que o Reino Unido entrará num “território desconhecido” se o parlamento recusar este mês o acordo do Brexit a que chegou com a União Europeia (UE). A saída do Reino Unido da UE é apelidada de Brexit, palavra originada na língua inglesa resultante da junção de Britain e exit.

Ela confirmou numa entrevista à BBC que tenciona submeter o acordo a uma votação durante a terceira semana de janeiro. Em dezembro, a votação tinha sido adiada por conta da falta de maioria parlamentar que o apoie.

“Se o acordo não for aprovado vamos entrar num território desconhecido. Não acredito que alguém possa dizer exatamente o que ocorreria em termos da reação que veríamos no parlamento”, disse.

May insistiu que espera nos próximos dias obter novas garantias da UE que outorguem “confiança” aos críticos do pacto de que o mecanismo de salvaguarda para evitar uma fronteira da Irlanda do Norte não se converta em permanente.

Oposição ao acordo
A preocupação em torno deste assunto é o principal ponto que levou o setor mais eurocético dos conservadores e os sócios do Partido Democrático Unionista (DUP) da Irlanda do Norte a se oporem ao acordo.

A primeira-ministra britânica insistiu que é contrária à convocatória de um segundo referendo sobre o Brexit, defendendo que seria uma “falta de respeito” face ao resultado da consulta de junho de 2016, na qual 51,9% dos votantes optaram pela saída da UE.

May também sublinhou que não há tempo para organizar um referendo antes de 29 de março, a data combinada para a ruptura, e que, por isso, essa opção obrigaria a adiar o Brexit.

À espera de novas concessões por parte de Bruxelas, que sedia a União Europeia, que facilitem a aprovação do acordo na Câmara dos Comuns, a mandatária conservadora antecipou que, nos próximos dias, anunciará novas medidas para tentar convencer os céticos.

Em primeiro lugar, prevê anunciar “medidas referentes à Irlanda do Norte”, e, em segundo lugar, deverá anunciar um plano para outorgar “um maior papel ao parlamento” nas futuras negociações sobre a relação comercial que estabelecerão Londres e Bruxelas depois da saída britânica do bloco comunitário.

(Agência Brasil)

André Fernandes diz admirar Camilo, mas governo passou a mão na cabeça do crime organizado

599 1

O deputado estadual André Fernandes (PSL), em suas redes sociais, diz que admira o governador Camilo Santana (PT) por ter nomeado o secretário Luís Mauro, para a Administração Penitenciária. Também por ele ter solicitar as forças de segurança nacional.

Mas o parlamentar não dispensou um a crítica: Para ele o Governo passou a mão na cabeça da criminalidade.

O Caminho que levou Zezinho ao secretariado

346 1

Da Coluna Gualter George, no O POVO deste domingo (6):

A intenção do governador Camilo Santana foi clara, embora os resultados do seu movimento político ainda não pareçam assim tão cristalinos. Incomodava o Palácio da Abolição a perspectiva de o comando do Poder Legislativo permanecer com Zezinho Albuquerque, do PDT, pelo quarto mandato consecutivo, coisa inédita na nossa história política. Um aliado, do qual não se tem queixas a fazer pelo comportamento adotado à frente da Assembleia, a maior parte do tempo com o petista já no cargo, mas, convenhamos, há momentos em que a mudança se torna quase que uma imposição. O sentimento é de que a coisa chegou ao seu limite, na perspectiva de todos.

Os sinais de incômodo foram chegando até Zezinho, por caminhos diversos, e acabaram captadas por ele, um político de larga experiência. Coincidência ou não, por essa época começou a tomar corpo uma resistência mais forte à ideia de entregar ao MDB a secretaria das Cidades, objeto de cobiça de muitos partidos e aliados pelo expressivo volume de recursos que deverá administrar pelos próximos anos. O que se avalia é que, no caso dos projetos vinculados à pasta, existe um maior grau de certeza quanto à execução nos próximos anos do que estava programado, independente das dúvidas naturais advindas da chegada de um novo grupo ao comando do poder federal após o histórico resultado de 2018 na disputa pela Presidência da República.

Houve, no clima da transição, em determinado momento, uma forte simpatia à ideia de oferecer ao neoaliado Eunício Oliveira, derrotado em seu projeto de reeleição ao Senado, a possibilidade de indicar alguém para uma pasta grande, expressiva, capaz de satisfazer o seu tamanho político.

Correspondente, por exemplo, a quem atualmente ocupa a presidência de uma casa do Congresso, o que não é pouca coisa. Neste ponto da conversa é que começou a surgir a opção da secretaria das Cidades, bem aceita por interlocutores quando colocada no campo da conjectura.

O cenário começou a ser redesenhado quando anunciou-se um acerto entre parlamentares das bancadas de PDT e PP para que coubesse a esta última sigla indicar o nome que iniciaria o segundo mandato de Camilo à frente da pasta. Ninguém poderá dizer que, publicamente, percebeu uma ação de Zezinho Albuquerque no sentido de alimentar este movimento, mas, podem acreditar, aconteceu. Ainda mais, lembre-se, porque o PP do Ceará é presidido pelo deputado federal eleito AJ Albuquerque, que, o sobrenome trai, é da família do presidente da Assembleia. Filho dele, para ser mais preciso.

O final da história, sabemos, é que Zezinho Albuquerque ocupa a Secretaria das Cidades (ela mesmo), enquanto o MDB de Eunício, no primeiro escalão, ficou com a Controladoria (Aluisio Carvalho) e a Sesporte (Rogério Pinheiro).

Claro que a novela terá novos capítulos, um dos quais, já com data marcada, se desenrolará no dia 1º de fevereiro com a escolha do novo presidente da Assembleia. A preço de hoje, estão colocadas pra valer as opções Tin Gomes (preferido dos deputados) e Evandro Leitão (com a simpatia de Camilo e familiares de peso), mas ninguém ficará surpreso se, ao final, um outro nome surgir, a história do tercius, como solução pacificadora da base. E, para surpresa de ninguém, todo o processo estará conduzido pelo próprio Zezinho, a pedido do governador. É aquela velha história política de que, ao final, eles acabam se entendendo.

O inimigo com rosto e a onda de atentados no Ceará

413 3

Com o título “Inimigo com rosto”, eis artigo do radialista Cláudio Teran. Ele aborda a onda de ataques criminosos no Ceará e suas possíveis origens e omissões. Confira:

O bandido conhecido como Marcola, fundador do PCC, foi preso em 2002 em solo cearense: Fortaleza. Não estava a passeio. Naquele tempo já tratava de organizar e descentralizar a atuação do crime.

Levado para SP onde foi condenado e cumpre pena, continuou agindo. O PCC virou franquia, se espalhou pelo país, e ele manda e desmanda. De onde? De dentro da cadeia! O governo sabe, o Congresso sabe, o Judiciário. E nada acontece!

O que foi feito de lá para cá visando impedir que o crime se sindicalizasse no país até chegar a esse ponto em que nos encontramos hoje?

Da costela do PCC surgiram outras facções as quais os governos estaduais e o federal até
bem pouco negavam sua existência, enquanto eles avançavam na desordem, violencia e na intimidação.

Os comandados do crime são jovens demais. Em média têm entre 15 e 25 anos. Como foi a infância deles e o que os levou ao crime?

Tenho visto e acumulado muitas opiniões de todos os lados: situação, oposição, governos, candidatos, bancada da bala, polícia, pitaqueiros…Mas podem observar, ninguém sabe o que fazer!

Com a Força nacional nas ruas daqui, e aquela intervenção do Exército no RJ o crime continuou com sua organização, tentáculos, e bilhões, uma montanha infindável de bilhões que circulam na rede bancária formal. Sim!

Que providências o país tomou ou vai tomar para enfraquecer os caras tomando-lhes o dinheiro que move a indústria da criminalidade?

Quando é que oposição e situação finalmente se unirão para mexer nas leis garantindo o mais draconiano confinamento dos que têm a empáfia de comandar o crime de dentro da cadeia, e com a proteção legal do Estado?

Vai aparecer opiniões propondo que se mate todo mundo. Ah que ótimo! Mataremos dez e surgirão 50, 100, empoderados e encorajados pela certeza de que o crime compensa.

Falta ao Brasil enxergar que a tragédia é social e não policial. Falta compreender que a reação e a repressão têm de funcionar como complementos de uma estratégia que privilegie a prevenção, a investigação e as ações perenes que impeçam o florescimento da criminalidade.

Quando será?

*(Por Cláudio Teran, radialista).

Motoristas profissionais poderão fazer curso de reciclagem para limpar histórico de infrações

O Projeto de Lei 10551/18 permite a motoristas profissionais habilitados nas categorias A (motos) e B (carros) que acumularem 14 pontos na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) a participação em curso preventivo de reciclagem para limpar o histórico de infrações cometidas no trânsito.

A medida concede ao condutor que utiliza veículo para exercer atividade remunerada a chance de evitar punições mais severas, como a suspensão ou a perda do direito de dirigir, em razão da quantidade de pontos acumulados na CNH.

Atualmente o Código de Trânsito Brasileiro (Lei 9.503/97) já prevê a possibilidade de participação em cursos preventivos de reciclagem para motoristas profissionais habilitados nas categorias C, D e E (ônibus e caminhões).
Autor da proposta, o deputado Hugo Leal (PSD-RJ) argumenta que o objetivo é estender a o direito ao curso preventivo também a motoristas profissionais das categorias A ou B.

“São mototaxistas, motofretistas, taxistas e motoristas de aplicativos que, considerando o maior tempo ao volante, estão mais sujeitos a autuações de trânsito”, diz Leal. “Para esses condutores, o documento de habilitação é o seu mais importante instrumento de trabalho, sem o qual eles não podem trabalhar”, disse.

O projeto será discutido e votado de forma conclusiva nas comissões de Viação e Transportes; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

MP do Ceará divulga nota pública sobre atentatos no Estado

O Ministério Público do Ceará divulgou, neste sábado, uma nota pública acerca dos ataques criminosos, informando sobre o Gabinete de Crise já instalado. Confira:

Sobre os graves eventos criminosos atentatórios à paz e harmonia do povo do estado do Ceará, o Ministério Público do Estado do Ceará comunica que desde a manhã do dia 03/01 promove reuniões regulares com a coordenação do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO), do Núcleo de Investigação Criminal (NUINC) e promotores da Corregedoria dos Presídios a fim de acompanhar as ações que vêm sendo desenvolvidas no Ceará para controlar e combater de forma efetiva a onda de criminalidade que assolou inicialmente a capital de nosso estado e em seguida algumas cidades do interior.

O MPCE também participa ativamente do Gabinete de Situação formado no Estado, onde, além das forças de segurança e inteligência locais, participam a Polícia Federal, Agência Brasileira de Inteligência, Polícia Rodoviária Federal, Tribunal de Justiça do Ceará e Secretaria Municipal de Segurança Cidadã da PMF.

Um Gabinete de Crise institucional foi criado no âmbito do MPCE para que a instituição tenha controle em tempo real de ameaças e ações criminosas que possam ser encetadas contra a própria instituição e os trabalhos que vem desenvolvendo no combate às organizações criminosas no estado.

O MPCE acompanha todo o desenrolar da crise que acomete o Estado, cônscio do dever maior da instituição de adotar todas as providências para tentar cessar os atos criminosos que atentem contra a paz e a segurança da sociedade cearense.

*Procuradoria Geral de Justiça do Ceará.

Ataques foram confirmados em pelo menos 22 municípios do Ceará

Os atentados contra veículos de transporte coletivo, viadutos, órgãos públicos, agência bancária e equipamentos de segurança que começaram nesta quarta-feira, 2, e se estendem até este sábado, 5, já ocorreram em pelo menos 22 municípios da Região Metropolitana e Interior do Estado, além da Capital.

De acordo com a Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), os municípios onde houve ataques contra prédios públicos e veículos foram:

– Acaraú
– Aracoiaba
– Jaguaruana
– Jijoca de Jericoacoara
– Massapê
– Morada Nova
– Morrinhos
– Pacoti
– Pentecoste
– Piquet Carneiro
– Sobral
– Tianguá

Além disso, um indivíduo foi preso planejando crimes contra a administração pública em Baturité, a 93,2 quilômetros de Fortaleza. Ele foi capturado com coquetéis molotovs.

Na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF), a SSPDS informou que ocorrências foram registradas em:

– Guaiúba
– Pindoretama
– Horizonte
– Pacatuba

O POVO Online noticiou também episódios em:

– Maracanaú
– Maranguape
– Caucaia
– Canindé
– Iguatu

Confira detalhes sobre os ataques:

Jaguaruana

Na quinta-feira, 3, dois homens encapuzados atearam fogo em um ônibus da Prefeitura de de Jaguaruana, a 188,4 quilômetros de Fortaleza. Segundo informações da Delegacia da Cidade, os indivíduos chegaram em uma moto de cor escura e incendiaram o veículo.

Piquet Carneiro

Dois caminhões e um ônibus foram incendiados na madrugada desta sexta-feira, 4, próximo ao Hospital Municipal de Piquet Carneiro. As informações foram confirmadas pela delegacia de Senador Pompeu.

Iguatu e Canindé

A Enel distribuição Ceará informou que cinco veículos foram incendiados na tarde desta sexta-feira, 4, em Iguatu, Canindé e Fortaleza sem detalhar quantos ataques aconteceram em cada cidade.

Pacatuba

Por volta das 23 horas dessa quinta-feria, 3, o Corpo de Bombeiros Militar do Ceará (CBMCE) foi acionado para atender ocorrência de um incêndio no 24º distrito Policial de Pacatuba, localizado na avenida XV, bairro Jereissati II.

Ainda no Município, a Delegacia de Defesa da Mulher, no Conjunto Jereissati III, e o 24º Distrito Policial foram atacados por um grupo. Os indivíduos lançaram garrafas com líquido inflamável e atearam fogo na parte externa do local.

Maranguape

Moradores do Município de Maranguape registraram incêndio na empresa de ônibus Expresso Novo Maranguape, na noite desta quinta-feira, 3.

Caucaia

Criminosos detonaram explosivos nas colunas que sustentam viaduto próximo a posto da Polícia Rodoviária Federal em Caucaia, na BR-020. Pilastras foram danificadas na explosão, na madrugada desta quinta-feira, 3. O estrondo foi ouvido por moradores nas redondezas.

Horizonte

Incêndio destruiu seis veículos no pátio do Departamento Municipal de Trânsito (Demutran) de Horizonte, na Região Metropolitana de Fortaleza (RMF). A assessoria de imprensa do Município informou que um dos carros era do próprio departamento enquanto os outros cinco estavam no trâmite na Justiça.

Maracanaú

Quatro ataques foram registrados em Maracanaú, na sexta-feira, 3. Entre as ocorrências estão o incêndio da Caixa Econômica Federal, o Demutran da Pajuçara e a subprefeitura no Novo Maracanaú, além de atentados contra veículos.

Na Pajuçara, criminosos atearam fogo em um carro e, em seguida, lançaram o veículo contra uma agência da Caixa Econômica.

Um ônibus foi incendiado na tarde desta sexta-feira, 4. O veículo da empresa Viametro, foi atacado na avenida Edson Queiroz, no bairro Jardim Bandeirantes.

Jijoca de Jericoacoara

Um veículo foi incendiado em uma creche na madrugada deste sábado, 5, em Jijoca de Jericoacoara, a 283,4 quilômetros de Fortaleza. A informação foi confirmada pelo 2° Batalhão do Policiamento Turístico (BPTur) do Município.

Sobral

Uma topic foi incendiada no bairro Paraíso das Flores, em Sobral, Região Norte do Ceará. O ataque ocorreu por volta das 13h30min deste sábado, 5, próximo ao campus da Universidade Estadual do Vale do Acaraú (UVA). Polícia Militar e Corpo de Bombeiros foram chamados e as chamas contidas.

Segundo o sargento Gomes Nascimento, da Polícia Militar de Sobral, na Cidade houve um ataque ao prédio da Guarda Municipal e ao Centro de Referência de Assistência Social (Cras) do bairro Vila União.

Pentecoste

A sede da Guarda Municipal de Pentecoste (a 95 quilômetros de Fortaleza) sofreu ataque na madrugada deste sábado, 5. Dois homens passaram em uma motocicleta pelo local e atearam fogo. Na sequência, foram em direção ao Fórum do Município para, também, atear fogo.

(O POVO Online/Foto – WhatsApp)

PSB se solidariza com Camilo Santana na luta contra o crime organizado

458 2

Odorico Monteiro preside a legenda no Estado.

O PSB do Ceará, parceiro do governador Camilo Santana (PT) nas últimas eleições, divulga nota de apoio ao Governo e repudia ação criminosa que se registra no Estado. Confira:

A situação da violência e do sistema penitenciário no Ceará e no Brasil é uma questão que envolve o pacto federativo entre governos e sociedade em geral, buscando aprimorar políticas de prevenção, políticas de inteligência e políticas de combate ao crime organizado.

Vivemos no Ceará um momento delicado e parabenizamos nosso Governador Camilo Santana pela célere decisão em solicitar o apoio do governo federal, agindo como um grande estadista. Reconhecemos que nos últimos 4 anos o governo do Ceará investiu de forma decisiva na área de segurança pública, aumentando o efetivo de profissionais, a interiorização do Raio e sistemas de monitoramento e inteligência, a melhoria dos equipamentos de suporte as operações policiais, bem como a valorização profissional dos integrantes do sistema. Como bem apontou o governador em sua posse a questão da educação e da segurança
pública deve ser uma prioridade estratégica nestes próximos anos. Entendemos que no momento não há espaço para oportunismos, disputas político-partidárias, e divergências ideológicas. O período eleitoral já passou e a vida do nosso povo está em primeiro lugar.

Por fim, enfatizamos que o Ceará Pacífico, que foi posto em prática no primeiro governo Camilo Santana, liderado pela Vice-Governadora Izolda Cela, articulou ações de forma intersetoriais no âmbito de todo governo, e certamente, neste segundo mandato, será ampliado, dinamizado e alcançará mais e melhores resultados. O PSB reafirma seu compromisso histórico com a paz, a justiça social e o respeito aos direitos humanos, que são valores inseparáveis de uma sociedade mais democrática e digna.

A firmeza e serenidade do governador, demonstradas em seu mais recente pronunciamento, sinaliza à todos nós cearenses sua capacidade de gestor público, sua seriedade com a vida das pessoas e seu
assertivo posicionamento em momentos de crises. Estamos juntos pela vida e pela paz!

*Odorico Monteiro,
Deputado Federal e
Presidente Estadual do PSB.