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Movimento Crítica Radical lança no O POVO primeira edição da revista "De Saída"

A revista “De Saída”, do Movimento Crítica Radical, será lançada nesta terça-feira, às 18h30min, no Espaço O POVO de Cultura e Artes. A publicação, em sua primeira edição, bate duro no Capitalismo e apregoa a emancipação humana.

O lançamento contará com as presenças de Jorge Paiva, Rosa da Fonseca e Maria Luíza Fontenele, os coordenadores do Movimento Crítica Radical que ficou conhecido por suas ações de questionamento principalmente no plano da política.

Plebiscito para reforma política. Você apoia?

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Com o título “Constituinte exclusiva por meio de aprovação do povo”, eis Editoral do O POVO desta terça-feira. Aborda a proposta da presidente de convocar plebiscito para tratar de uma Assembleai Constituinte que trate sobre reforma política. Confira:

A presidente Dilma Rousseff propôs em reunião com governadores e prefeitos de capitais a adoção de cinco pactos nacionais envolvendo responsabilidade fiscal, reforma política, saúde, transporte e educação. A decisão mais importante foi a proposição de um plebiscito para a convocação de uma Constituinte Exclusiva destinada a realizar a reforma política que o Congresso Nacional não consegue emplacar. Antes, ela havia se reunido com os representantes do Movimento Passe Livre.

A proposta de consultar o povo sobre a convocação de uma Constituinte Exclusiva foi realmente a mais impactante. Ela atende à necessidade de adequar o sistema político ao cidadão, já que ficou constatada a defasagem existente entre representados e representantes. Para Dilma, essa é a forma correta de resolver o impasse que impede a aprovação da reforma política pelo Congresso.

Com a proposta do plebiscito, a presidente sana a principal objeção de ordem doutrinária apresentada por especialistas do Direito contrários à modificação das regras de emenda à Constituição pelo Congresso Nacional, em virtude de este ser um poder derivado, e as regras terem sido estabelecidas pelo poder constituinte originário. Ou seja, é inconstitucional o Congresso mudar isso. 

A questão muda de figura se quem vai legitimar a Constituinte Exclusiva é a própria fonte originária do poder – o povo – por meio de plebiscito. Aí, então, essa objeção não tem mais razão de ser.

Com a Constituinte legitimada pelo povo, haverá o passo seguinte: a escolha dos representantes que serão eleitos exclusivamente para fazer a reforma política (pensa-se, inclusive, em permitir, também, que pessoas sem partidos possam candidatar-se). Por segurança, quem tiver essa responsabilidade não poderá aspirar a cargos eletivos, nos oito anos seguintes ao término dos trabalhos constituintes.

Dessa forma, além de defender a regulamentação da democracia participativa, o cidadão poderá – por meio de seu candidato – apresentar outras propostas para o aperfeiçoamento da representação política. Não há como deixar de louvar a iniciativa clara e enfática da presidente Dilma de atender à voz das ruas e, assim, fortalecer as instituições democráticas.

Presidente do Sindiônibus gostou do pacote de Dilma

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A Associação Nacional de Transporte Urbano (ANTU) fará encontro em Brasília, nesta terça-feira. Hora de avaliar os impactos do pacote anunciada pela presidente Dilma Rousseff na área do transporte coletivo que, entre algumas medidas, aponta para redução da alíquota do PIS/Cofins.

O presidente do Sindiônibus, Dimas Barreira, gostou das medidas, mas adianta que uma pauta completa a ser encaminhada para o governo ainda será acertada pela ANTU .

Presidente da CUFA nacional participa de reunião de Dilma com movimentos sociais

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A presidente Dilma Rousseff vai se reunir, nesta terça-feira, em Brasília, com representantes dos movimentos sociais. No grupo, estará o presidente nacional da Central Única das Favelas (CUFA), o cearense Preto Zezé.

Ele adianta que a CUFA quer primeiro ouvir a presidente para, em seguida, acertar uma pauta de reivindicações que possam diminuir o abismo social registrado no País.

Diretor da Abratt vê pacote de Dilma na área do transporte como "conjunto de expectativas"

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O pacote lançado por Dilma Rousseff no plano do transporte e que traz redução de alíquota do PIS/Cofins. O diretor da Associação Brasileira de Transportes Terrestres (ABRATT), Paulo Porto, avaliou, ensta terça-feira, o pacote e disse que o setor tem tentando, com projetos no Congresso, baratear o custo no transporte rodoviário interestadual.

Paulo Porto adianta, inclusive, que o setor de transporte rodoviário chega a ser mais caro do que o transporte aéreo. “Há um conjunto de expectativas, diz o diretor das Abratt.

Reforma Política – Dilma tem reunião com STF, OAB e Senado para discutir plebiscito

“Pelo segundo dia consecutivo, a presidenta Dilma Rousseff tem uma série de reuniões hoje (25) com o objetivo de discutir soluções para encerrar a onda de manifestações no país. Dilma marcou conversas ao longo do dia com os presidentes da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Marcus Vinicius Furtado Coelho, do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, e do Senado, Renan Calheiros (PMDB). Em debate, a proposta de convocação de um plebiscito para instalar uma Assembleia Constituinte exclusiva para discutir a reforma política.

A presidenta também tem reuniões marcadas com representantes de movimentos urbanos, no Palácio do Planalto. Paralelamente, várias manifestações estão programadas em todo o país. Nas redes sociais, os líderes dos movimentos organizam assembleias para a definição de mais protestos. Na Universidade de Brasília (UnB) há reunião hoje à tarde.

Ontem (24), durante a reunião com 27 governadores e 26 prefeitos, Dilma detalhou sua proposta para a convocação de um plebiscito que autorize uma Constituinte para fazer a reforma política. “O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado”, disse a presidenta.”

(Agência Brasil)

Bancada federal do PT e cúpula nacional avaliarão Governo Dilma e manifestações

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A bancada federal do PT vai ter reunião, nesta tarde de terça-feira, em Brasília, com o presidente nacional da legenda, ui Falcão. Hora de avaliar o cenário político das manifestações que se registram no País e que questionam o governo petista.

O deputado federal Eudes Xavier, que viajou nesta madrugada de terça-feira para Brasília, falou sobre o encontro, deu sua opinião acerca do pacote lançado por Dilma e aproveitou para se posicionar contra a PEC 37, aquela que limita o poder de investigação do Ministério Público. Sobre o pacote, Eudes Xavier disse que o PT teve a sensibilidade de ouvir as ruas.

Dentro da missão de sempre questionar o governo Cid Gomes (PSB), Eudes Xavier lamentou o investimento de R$ 200 milhões que vem sendo aplicado na construção do Acquario do Ceará.

Fortaleza terá novo protesto na 5ª feira

“Os movimentos cearenses que pedem mudanças no Brasil agendaram para quinta-feira, dia 27, um novo protesto em Fortaleza. A manifestação parte da avenida Dedé Brasil em direção à Arena Castelão no dia em que Espanha e Itália se enfrentam em uma das semifinais da Copa das Confederações. O primeiro ato dos grupos aconteceu na quarta-feira passada, 19 – dia em que Brasil e México se enfrentaram – e terminou em confronto com a Polícia.

s detalhes da nova manifestação foram definidos, na noite de ontem, em encontro inicialmente denominado “Assembleia Geral Anticapitalismo” que reuniu cerca de 300 pessoas na Praça da Gentilândia, no Benfica. Marcada a princípio para a unificação das pautas pelas quais o grupo pretende lutar, em pouco mais de 3 horas o que se acordou foram as reivindicações que estarão em cartazes e vozes no próximo protesto. As dezenas de propostas de luta foram apresentadas, mas não discutidas.

Os manifestantes pretendem pedir na quinta-feira, entre outros pontos, 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a saúde pública e mais 10% para a educação pública, redução da passagem de ônibus da Região Metropolitana de Fortaleza para R$ 2 e o fim das remoções para obras da Copa em Fortaleza.

Outra manifestação do grupo está agendada para amanhã, às 18 horas, também na Gentilândia, e será contra o pastor Marco Feliciano, deputado federal pelo PSC e presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.

As propostas apresentadas ontem pela presidente Dilma Rousseff foram vistas como algo ainda pequeno por manifestantes ouvidos pelo O POVO. “Isso é bonito no papel. A nossa luta é contra o sistema capitalista”, definiu um estudante, que não quis dizer o nome. “Ela apontou questões fundamentais, mas muitas coisas mais concretas deviam ser abordadas”, opina o estudante de Direito Gerson Menezes.

“A Dilma fez o de sempre: sistematizou as propostas governamentais. Mas não respondeu o que as massas pedem”, indicou o estudante de História Marcelo Ramos.”

(O POVO)

Propostas de Dilma dividem governo e oposição na Câmara

Governo e oposição divergiram sobre as propostas anunciadas nesta segunda-feira (24) pela presidenta Dilma Rousseff como resposta à onda de manifestações que ocorrem no país há mais de uma semana e que teve origem na reivindicação do Movimento Passe Livre pela redução da tarifa de ônibus em São Paulo. Para os governistas, as propostas são viáveis e ajudam a Câmara a construir uma agenda de matérias a serem votadas. A oposição considerou o discurso “vazio” e sem propostas concretas.

Para o líder do PT, deputado José Guimarães (CE), a Câmara precisa votar as reformas política e tributária. “Podemos avançar nos temas postos [pela presidenta] aqui na Casa. Precisamos construir uma agenda ampla: 100% dos royalties para educação, votação da Emenda 29 para financiar a saúde, desoneração do transporte coletivo e temos que avançar na reforma tributária. A pauta mudou, não podemos votar nenhuma outra matéria que vá na contramão daquilo que está acontecendo no país. A Câmara não pode se omitir em nada”, disse.

O líder do PPS, deputado Rubens Bueno (PR), considerou que a presidenta em vez de dar respostas às reivindicações “diversificou” não ofereceu soluções. “Ela veio com uma tese diversionista e quer colocar uma constituinte exclusiva para a reforma política. Não deu nenhuma resposta a isto [violência, saúde e educação e gastos com a Copa]”, declarou. “Como é que o pronunciamento vai acalmar as ruas? Ela não respondeu as questões cruciais. É muito discurso, muito marketing e pouca ação”, completou.

Hoje, na abertura da reunião com governadores e prefeitos, a presidenta Dilma Rousseff propôs um pacto com cinco diretrizes para acalmar as manifestações. A presidenta elencou como prioridade a responsabilidade fiscal nos três níveis de governo, reforma política, incluindo um plebiscito sobre o assunto e a inclusão da corrupção como crime hediondo, a contratação de médicos estrangeiros para trabalhar nas regiões onde há carência desses profissionais.

Dilma ainda defendeu um pacto para melhorar o transporte público, com um “salto de qualidade no transporte nas grandes cidades” e melhoria na educação pública, com a aprovação do projeto que destina 100% dos recursos dos royalties do petróleo a o setor.

(Agência Brasil)

Propostas no Senado tratam corrupção como crime hediondo

Defendida nesta segunda-feira (24) pela presidente Dilma Rousseff, a classificação da corrupção como crime hediondo já foi proposta por pelo menos quatro senadores desde 2010, sem que os projetos chegassem a ser votados. Com algumas diferenças, os projetos dos senadores Paulo Paim (PT-RS), Lobão Filho (PMDB-MA), Pedro Taques (PDT-MT) e Wellington Dias (PT-PI) agravam o tratamento penal a crimes como corrupção passiva e ativa, peculato e concussão. Sendo hediondos, esses crimes passariam a ser inafiançáveis e sem anistia.

O projeto de Paim (PLS 363/2012) cuida apenas dos delitos cometidos contra a Previdência Social. Já a proposta de Lobão Filho (PLS 672/2011) torna hediondos os crimes de corrupção já previstos na Lei de Licitações (Lei 8.666/93), quando a prática estiver relacionada a licitações, contratos, programas e ações nas áreas da saúde ou educação públicas.

O projeto de Taques (PLS 204/2011) é mais abrangente e considera hediondos os crimes de corrupção independentemente da destinação dos recursos. As três propostas foram encaminhadas para análise na Comissão Temporária da Reforma do Código Penal.

Há ainda projeto (PLS 660/2011) de Wellington Dias, que além de considerar a corrupção crime hediondo, pune com mais rigor quando o agente for integrante de um dos três Poderes. A pena de reclusão, que hoje varia de dois a 12 anos, passaria a ser de quatro a 16 anos. Se o crime for cometido por autoridade, a reclusão será de oito a 16 anos e multa.

(Agência Senado)

Movimento Passe Livre diz que governo não apresentou propostas concretas

Integrantes do Movimento Passe Livre (MPL), que foram recebidos na tarde desta segunda-feira (24) pela presidenta Dilma Rousseff, não saíram satisfeitos do encontro, apesar de reconhecer a abertura do diálogo.

“Eles [governo] não mostraram nenhuma pauta concreta de fato para modificar a situação do transporte no país, que é de fato muito precária, como podemos ver pelas mobilizações que seguem firmes neste sentido. Não vimos nenhuma pauta concreta saindo desta reunião”, disse o estudante Marcelo Caio Nussenzweig Hotimsky, ao sair da reunião com a presidenta.

Hotimsky disse que ficou satisfeito por ver que Dilma compreende o transporte público como um direito, e não como um serviço. Segundo o estudante, ela também se comprometeu a trabalhar pelo controle social dos gastos com os transportes, para que a população possa ajudar na fiscalização do dinheiro público investido no setor. O MPL foi um dos grupos organizadores das manifestações em São Paulo contra o aumento da tarifa do transporte público.

Os estudantes voltaram a defender sua principal demanda, que é a tarifa zero no transporte público. Segundo eles, tem de ser uma decisão política do governo. “O transporte, assim como a saúde, a educação, é um direito e, portanto, não deveria ter tarifa, não deveria ser cobrado. E dissemos à presidenta justamente que existem diversas formas de subsidiar isso”, disse Hotimsky.

Mayara Vivian, também integrante do Movimento Passe Livre, destacou igualmente que a reunião não trouxe medidas concretas. “Existe o convite de um próximo diálogo – o movimento é aberto, mas sinalizamos que a luta não para, a luta por tarifa zero continua, sim, e o diálogo não anula este processo.” Ela também considera política a decisão para implantação da tarifa zero é política. “Se tem dinheiro para construir estádio, se tem dinheiro para a Copa do Mundo, tem dinheiro, sim, para tarifa zero. É uma urgência, uma medida emergencial.”

A presidenta Dilma recebeu os integrantes do movimento antes de iniciar uma reunião com os governadores e prefeitos de capitais para debater propostas para atender às principais reivindicações apresentadas nos protestos que vêm ocorrendo em todo o Brasil.

(Agência Brasil)

Secretário Salmito tem fiscalizado obras na Beira Mar

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foto eliomar salmito obras beira mar

O secretário de Turismo de Fortaleza, Salmito Filho, tem sido visto constantemente na avenida Beira Mar, onde acompanha obras da sua pasta, como o Novo Mercado dos Peixes e o espigão da Praia do Náutico. Salmito também tem ocupado seu tempo na captação de recursos em Brasília, para obras da Praia de Iracema, Praia do Futuro e Morro Santa Terezinha, além do planejamento para a retomada do fluxo turístico da cidade.

Na madrugada desta terça-feira (25), o secretário seguirá para Brasília, onde irá peregrinar por ministérios para mais recursos para Fortaleza.

DETALHE – Na foto, Salmito acompanhou nesta segunda-feira (24) as obras do Novo Mercado dos Peixes, no fim do calçadão da Beira Mar. A nova estrutura, segundo o secretário, deverá ficar pronta até o primeiro semestre de 2014, antes do início da Copa. Antes disso, o espigão da Praia do Náutico já deverá ter sido inaugurado pelo prefeito Roberto Cláudio e pelo próprio secretário. Enquanto o Novo Mercado dos Peixes continua em obras, o Mercado Provisório funciona nas proximidades da estátua de Iracema, no Mucuripe. De acordo com os permissionários, o movimento está acima da média, quando a antiga estrutura abrigava os boxes.

Dilma propõe plebiscito para reforma política e anuncia cinco pactos para serviços públicos

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Em discurso de abertura da reunião com governadores e prefeitos de todo o Brasil, a presidente Dilma Rousseff (PT) anunciou nesta segunda-feira (24) que irá pedir plebiscito para debater a reforma política no País. Entre outros pontos, a medida propõe que o crime de corrupção seja considerado hediondo. A presidente anunciou ainda uma série de novas ações, incluindo a criação de cinco pactos pela melhoria dos serviços públicos brasileiros.

Ao todo, foram anunciados três pactos para as áreas de saúde, educação e transporte público. Os outros dois priorizam a reforma política e a responsabilidade fiscal nos governos federal, estaduais e municipais.

A presidente defendeu ainda  combate “contundente” à corrupção, endurecendo a legislação sobre o tema e propondo “penas severas” para políticos corruptos. Dilma destacou ainda que deseja propor “ampla e profunda” reforma política, dando ênfase para mecanismos de participação popular.

“O Brasil está maduro para avançar e já deixou claro que não quer ficar parado onde está”, disse, durante abertura de encontro com os 27 governadores de Estados e os prefeitos das capitais. O anúncio ocorre em resposta às manifestações ocorridas por todo o País nas últimas semanas.

Serviços públicos

Entre os cinco conjuntos de ações anunciados por Dilma, o pacto pela saúde busca “importar” médicos estrangeiros para áreas interioranas do País. Além disso, a presidente anunciou a criação de novas vagas de graduação em cursos de medicina e de vagas de residência médica.

Na área do ensino público, Dilma Rousseff reafirmou a destinação de 100% dos recursos do petróleo para a educação. “Confio que os congressistas aprovarão a medida, pois acredito que todos sabemos do poder que a educação tem em transformar a nação”, disse.

A presidente anunciou ainda a criação do Plano Nacional do Transporte Público, buscando dar “salto de qualidade” na questão da mobilidade urbana. Outro pacto será pela responsabilidade fiscal, envolvendo medidas de controle da inflação e da estabilidade da economia brasileira.

(O POVO Online)

Onda de protestos traz tudo de bom e de ruim da democracia, diz ministro do STJ

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O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), o cearense Raul Araújo, afirmou, nesta segunda-feira, em Fortaleza, que a onda de protestos que se irrompeu no País é algo democrático.

Dentro desse pressuposto, Raul Araújo considera que tais mobilizações também traz o que há de bom na democracia e o que não é bom, no caso o vandalismo e a depredação do patrimônio público.

Onda de protestos – A ausência de bandeiras claramente definidas

Com o título “Uma juventude sem liderança”, eis artigo da professora Ana Luiza Couto, da Faculdade Mackenzie, do Rio. Para ela, a a grande lição que se pode tirar do cenário das manifestações é uma crescente postura conservadora da juventude na medida que a ordem começa a restringir os atos. Confira:

A Constituição da República Brasileira é clara e estabelece em seu artigo 5º, inciso XVI, o direito fundamental de reunião. Fato esse que torna legal e plausível qualquer tipo de manifestação pacífica em qualquer parte do território brasileiro, independente da pauta ou do momento político, econômico e social que o país está enfrentando. Pela amplitude e grandeza dos fatos, as manifestações que vêm acontecendo em todo o Brasil, na última semana, já podem ser consideradas um marco na história do País.

O que vimos é que as correntes manifestações realizadas, que tiveram início com o Movimento Passe Livre (MPL) e que tinha como objetivo principal a redução das tarifas nos transportes urbanos, deflagrou uma onda de protesto por todo Brasil, que se estendeu por diversas capitais e atingiu até mesmo a sede do governo federal, no Distrito Federal. Apesar de obter êxito com a redução das tarifas em algumas cidades, que era o objetivo primário do movimento, os atos revelaram para toda sociedade uma série de questões subjacentes que precisam ser levadas em consideração pelos nossos governantes.

Podemos elencar, entre elas, o repúdio às instituições democráticas e a intolerância com o sistema de representação partidária, o que podem ser consideradas as reivindicações mais importantes de todo esse processo. Além disso, entrou na pauta de discussão ainda a questão da exigência de investimentos focalizados nas áreas de saúde, educação, segurança, transporte, entre outros.

Outro fato que nos chama a atenção, principalmente de quem acompanhou de perto os movimentos, é a ausência de bandeiras claramente definidas e identificação partidária durante as manifestações. Essa falta de convergência ideológica amplifica interesses diversos e conflitantes dos atores políticos envolvidos tornando ainda mais difícil o processamento das demandas oriundas das ruas.

Vivemos em um Estado Democrático de Direito onde temos que ouvir a voz do povo. Mas a grande lição que tiramos de toda essa história está relacionada a uma crescente postura conservadora da juventude na medida que a ordem começa a restringir os atos. Tudo isso nos remete, imediatamente, a um passado de repressão tradicional. Fica, neste caso, um alerta para toda sociedade.

* Ana Luiza de Souza,

Professora de Direito Constitucional da Faculdade Mackenzie Rio.

Presidente do CIC: Hora de canalizar energias para uma nova agenda

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nicolebarbosa

Da presidente do Centro Industrial do Ceará (CIC), Nicole Barbosa, sobre as manifestações que se irromperam no País:

”Esse fenômeno merece toda a atenção dos governantes e da sociedade para entendê-lo e canalizar essa energia para a construção de uma nova agenda político-institucional, que o atual momento histórico do Brasil está a exigir.”

O CIC é o braço político do empresariado cearense.

Henrique Alves – Estádios caros e falta de mobilidade urbana geram os protestos

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“Enquanto a maior parte da classe política ainda tenta compreender o berro das ruas, um pequeno grupo parece começar a identificar as primeiras pistas sobre o que eles significam.

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB/RN), por exemplo, chegou a uma conclusão óbvia, mas que vários de seus colegas, se perceberam, não admitem de jeito nenhum.

Diz Henrique Alves sobre a ligação entre os protestos e as promessas que surgiram quando o Brasil conquistou o direito de sediar Copa do Mundo e Copa das Confederações:

– A população está vendo que estádios caríssimos ficaram prontos, mas as obras de mobilidade e infraestrutura, de responsabilidade do poder público, não ocorreram ou ainda estão muito lentas. Então é lógico que isso gera uma enorme insatisfação.”

(Coluna Radar – Veja Online)

Onda de protestos – Os governos petistas deram respostas pífias à sociedade

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ueslei marcelino

Com o título “O poder não muda o poder”, eis artigo do publicitário e poeta Ricardo Alcântara sobre a onda de manifestações que se irrompeu em todo o País. Ele avalia que, mesmo sob tanta pressão, o governo federal não deverá apostar na reforma política, um dos anseios da sociedade. “Não o fará porque isto quebraria a espinha dorsal da carcaça que sustenta seu governo”, diz o articulista. Confira:

Era 1958 e o Brasil enfrentaria a URSS pela Copa do Mundo. Ao receber do técnico da seleção precisas instruções táticas, o genial Mané Garrincha reagiu com devastadora ironia: perguntou a Vicente Feola se ele havia “combinado tudo aquilo com os russos”. Lembrei o episódio, muito conhecido, quando vi aquela massa de jovens queimando as bandeiras do PT que alguns militantes ousaram levar às ruas, mesmo contra a evidente disposição dos manifestantes de se manterem distantes dos partidos políticos.

As ruas foram o berço do PT e nos braços das ruas ele chegou ao poder, mas, uma vez lá, as abandonou. Pragmatismo extremado, se uniu ao que de pior houvera combatido para dar trânsito a um programa de governo moderado: na melhor versão, um social liberalismo. Entidades sociais com ele identificadas, e antes diferenciadas pela combatividade, submergiram, em troca de ganhos sociais notórios, ao silencio, solidários à continuidade de uma política econômica de pretensões reformistas modestas, para dizer o mínimo.

A conciliação com o status quo tinha como pressuposto – agora desautorizado por completo – que a sociedade não haveria como se mobilizar sem o apoio de sua extensa rede de articulação civil. Mas como os “russos” não foram consultados, ocuparam as ruas. No início, tudo parecia o melhor dos mundos: como os tucanos já haviam feito o serviço pesado, o governo popular daria respostas mais efetivas aos miseráveis. A popularidade do presidente explodiu e o partido fora substituído em sua autonomia pelo “lulismo”.

Agora, quando um excedente de massa podre subiu à cabeça do presidente do PT, Rui Falcão, ele expôs sua militância à rejeição dos manifestantes porque tardiamente percebeu a obviedade que a prepotência os impedira de admitir: o tempo não para, companheiro! A mesma sociedade que garante bons índices de aprovação ao governo necessariamente não o faz concordando com a segunda parte do discurso governista, que tenta convencê-la de que atua no limite máximo de todas as possibilidades. Não é assim que funciona.

Os governos petistas apostaram todas as suas fichas em Renda – bolsa-família, ampliação do crédito, maior oferta de emprego – e deram respostas pífias quando ganhos relevantes com Educação, Saúde, Segurança e Transparência foram reclamados. Havia uma tese embutida no acordão com o fisiologismo: sem suas ordens, ninguém reuniria dez garotos numa esquina. Certo? Errado, pelo que se vê: as bandeiras vermelhas que flamularam os melhores sonhos servem agora como estopas para incinerar viaturas.

Mas a leveza mágica que fez brotar do chão uma penca de modernos estádios despertou na população a percepção de que coisas maravilhosas acontecem quando recursos e interesses se encontram. Logo, por que não hospitais, também? Para eles, simples assim. Mais que revolta – é rara sua combinação com um ambiente de tão motivado pacifismo – o que se mostra é o mal estar de uma sociedade que se crê capaz de realizar-se em patamar de civilidade acima do que projeta um sistema representativo que não a representa.

Enquanto a Coca-Cola, principal patrocinadora da Copa, cobria com tapumes as vitrines de sua loja para não ser apedrejada – emblema acabado do fracasso que as ruas impuseram à esperteza mercadológica – a presidente parece finalmente ter encontrado a própria língua. Falando em cadeia nacional, Dilma Rousseff foi protocolar demais para o calor das horas – uma chuva fina que, ao meio dia de um verão tropical, evaporou antes mesmo de ter tocado o chão. Poucas vezes assisti a um tão incomodado espetáculo de incompetência.

Dilma foi desonesta na definição dos fatos. As arenas serão, sim, pagas com recursos públicos: o BNDES as financiou a juros subsidiados para serem honradas – se é que serão – pelos governos estaduais. No lápis? Só em Brasília, cada adulto vai pagar três mil reais! Ela não deu, porque se der seu mundo desaba, a única explicação que tardiamente passou a interessar à população: por que a Copa no Brasil custará o mesmo valor gasto pela Alemanha, Japão e Coreia e África do Sul nas três últimas competições – juntos! Por que?

Mas disse a uma nação que, farta de mentiras, já quase cerca seu palácio, ser o seu governo zeloso com transparência, como se isto fosse possível alcançar cobrindo de alegrias a mercadores da governabilidade como José Sarney, Renan Calheiros e Romero Jucá.

Ao projetar um desfecho para o impasse, não foi menos infeliz: se reunirá com os “outros poderes” (igualmente inundados pelo lodo patrimonialista) e entidades sociais (cooptadas pelo governismo e alheias aos atos públicos) pelas “soluções que a sociedade reclama”. Sabe como escutam àquela fala os que ocupam as ruas? Assim: “Sei que vocês odeiam os políticos e não confiam na pelegada da CUT, mas é com esses caras que eu vou sentar para ver como é que a gente faz para mandar vocês de volta até a casa dos seus pais”. Pfiu!

A presidente sabe muito bem o que lhe faria tocar o sentimento das ruas: colocar nas mãos dessa rapaziada um projeto de iniciativa popular para colher dez milhões de assinaturas por uma ampla e efetiva reforma política e aprová-la no congresso com o povo na praça. Uma reforma que distribua melhor as oportunidades de exposição às forças políticas, imponha aos partidos procedimentos democráticos, dê real poder ao voto unitário de cada cidadão e torne a atividade política desinteressante como anseio profissional. No mínimo.

Não o fará porque isto quebraria a espinha dorsal da carcaça que sustenta seu governo, contrariando aqueles que lhe poderiam expor as vísceras em questão de horas. Não o fará porque o poder não muda o poder. Nunca mudou. Não mudará. Logo, não se dispersem!

* Ricardo Alcântara,

Publicitário e poeta. 

(Foto – Ueslei Marcelino – Reuters)