Blog do Eliomar

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Dilma anunciará durante reunão com governadores um pacote contra a seca

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“A presidente Dilma Rousseff reúne governadores do Nordeste amanhã, no Centro de Eventos, às 10 horas, para anunciar medidas de combate à estiagem prolongada na região e também articular como pôr em práticas essas ações. O Nordeste passa por uma das piores secas dos últimos 50 anos. Segundo o líder do PT na Câmara, deputado José Guimarães, ao menos cinco ações devem ser anunciadas pela presidente. Já está definido o aumento da oferta de crédito, embora valor ainda não esteja fechado. “O Governo Federal já liberou R$ 1,9 bilhão. Estamos sugerindo a ampliação para que o agricultor tenha mais crédito para sobreviver – além do Seguro Safra e do Bolsa Estiagem”.

Outro ponto ainda não está fechado, mas é articulado pelo líder petista com as bancadas federais dos estados nordestios. Trata-se da suspensão imediata de execuções ou cobranças judiciais das dúvidas de produtores rurais enquanto durar a estiagem. “Não é possível bancos públicos cobrarem de alguém que não produziu nada”, destaca. O objetivo é tirar os produtores do cadastro de inadimplência, para que tenham acesso às linhas de crédito rural. Guimarães crê que, pelas negociações, a medida também deve ser anunciada por Dilma.

O pacote inclui também as medidas sugeridas ao governo por parlamentares cearenses durante encontro, em Brasília, no último dia 20. Incluem fornecimento de mais milho pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para alimentar os animais, recursos para perfuração de poços profundos e convênios diretamente com municípios afetados para facilitar seu acesso e utilização. “Mas é preciso que os governadores anunciem medidas complementares também. Tem de haver parceria”, cobra Guimarães.

A reunião com os governadores ocorre dentro do Conselho Deliberativo da Sudene. O ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra, fará balanço das ações realizadas. Os conselheiros devem votar ainda autorização para o Banco do Nordeste investir R$ 500 milhões suplementares no Programa de Emergencial para a Seca.”

(O POVO)

A ‘Via Crucis’ dos delegados

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Com a promulgação da CF/88, o governo cearense, em cumprimento à disposição contida no art. 241, agrupou as carreiras jurídicas estaduais numa única tabela salarial, através da Lei 11.535, de 10/04/89, que conferiu aos Defensores Públicos, Procuradores do Estado e Delegados de Polícia Civil o mesmo tratamento remuneratório.

A EC 19/98, contudo, ao promover a Reforma Administrativa, equivocadamente, excluiu do texto da Carta Política brasileira o mencionado art. 241, a pretexto de acabar com a isonomia salarial entre as diversas carreiras existentes no serviço público. Não visou, portanto, alcançar a situação jurídica do Delegado de Polícia. Daí o equívoco…

A chamada PEC PARALELA DA PREVIDÊNCIA corrigiu o equívoco reinserindo os delegados de polícia nas carreiras jurídicas, por esmagadora maioria, quando de sua tramitação na Câmara Federal. Como o dispositivo, no entanto, contemplava, além dos Delegados, outras categorias funcionais, como a dos Auditores Fiscais e dos Advogados, com repercussão financeira na folha de pagamento dos servidores, o Senado, pressionado por alguns governadores, dentre os quais, à época, o do Ceará, vetou o artigo, inviabilizando, assim, o atendimento de um pleito justo e legal já que o delegado de polícia é um agente político, não só em razão de seu assento constitucional – art. 144, § 4º da CF – como, também, por sua independência no exercício das atribuições de polícia judiciária.

Como o veto nunca foi reapreciado pela Câmara, mercê da celebração de um acordo entre as duas Casas Legislativas para a promulgação da referida EC, os delegados de polícia cearenses, por sua entidade representativa, apresentaram à Assembléia Legislativa uma PEC, ao ensejo de sua revisão, recolocando a carreira no patamar que a CF/88 lhes conferiu, ao lado das dos Defensores Públicos e dos Procuradores, atribuindo-lhes, em decorrência, um mesmo teto de referência salarial, que é o do Poder Judiciário. No Ceará, a restauração deste direito cresce de significação pela política que, historicamente, já vinha sendo adotada.

É isto possível? Sobre o questionamento não cabe qualquer dúvida. Do ponto de vista jurídico vê-se que, em homenagem aos princípios federativos (que importa à autonomia legiferante dos Estados–membros e Municípios), da razoabilidade e da isonomia – não existir inconstitucionalidade na inclusão dos delegados no rol dos profissionais submetidos às mesmas regras das duas outras carreiras jurídicas. De outra parte é deferido ao Estado legislar sobre a matéria concorrentemente com a União na conformidade da autorização consignada nos arts. 24, XII da CF e 14 e 16, XII, § 1º, da CE.

Por fim dizer que a implementação da medida não ocasionará qualquer repercussão financeira ao erário, uma vez que a matéria não cuida de reajuste salarial porquanto este só acontece por exclusiva iniciativa do Poder Executivo. É, por conseguinte, questão de vontade política. Nesse sentido, torna-se urgente a recomposição das carreiras jurídicas estaduais, reconduzindo a classe dos Delegados de Polícia a sua posição justa e constitucional.

Irapuan Diniz de Aguiar – advogado

De pacote em pacote o sertanejo começa a desacreditar

Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (31), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

A presidente Dilma Rousseff está anunciando para os próximos dias mais um pacotão de medidas em apoio aos agricultores da região Nordeste, que estão sendo castigados pela estiagem. O anúncio, em forma de grande evento, deverá contar com a presença de vários governadores, ministros e, como de praxe, com muita mídia. No pacote, principalmente, a garantia de verba para a compra de água e ração animal e distribuição de milho nos estados, com o objetivo de garantir alimentação do rebanho da região. A iniciativa do Governo Federal surge após a intensificação das queixas de prefeitos e de setores atingidos diretamente pelo problema, em muitas cidades que já enfrentam até mesmo a falta de água nas sedes municipais.

O pacote a ser anunciado, porém, não será o primeiro desde o ano passado, quando a região começou a enfrentar uma seca braba. Do que foi anunciado até então, porém, quase nada se concretizou, haja vista a condição de dificuldade enfrentada pelo sertanejo nos últimos meses. Há duas semanas, por exemplo, o próprio líder do PT e vice-líder do Governo na Câmara dos Deputados, José Guimarães, veio a público criticar o foco de atuação do governo. O parlamentar cearense não poupou a burocracia que dificulta a chegada dos recursos na ponta, afirmando ainda ser hora de acabar com o discurso e partir para a ação. O interessante é que a grita de Guimarães, que tem bases políticas entre as regiões mais sofridas do Ceará, só apareceu depois dele ter visto pessoalmente o quadro de dificuldade pelo qual estão passando determinados municípios, durante visita recente ao Interior do Estado.

Ora, o Nordeste está há mais de um ano sendo castigado pela seca e as informações sobre o colapso de água e a mortandade de animais têm sido veiculadas com insistência. Se, mesmo assim, só agora o deputado cearense foi se convencer da dura realidade, imagine como não deve ser a visão de gestores do Governo Federal, que nem conhecem direito a região. Infelizmente, o que transparece, até agora, é que o governo Dilma não tem conseguido, seja por negligência ou desconhecimento, lidar com a questão na medida necessária. O próprio Guimarães reconhece que, até o momento, o Governo Federal tem sido ineficiente nas ações relativas à estiagem. O grave é que o anúncio de pacotes já se tornou tão comum, que o homem sofrido do campo começa a perder a crença nesses anúncios.

Financiamento público

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Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (31), pelo jornalista Valdemar Menezes:

A defesa do financiamento púbico de campanha eleitoral e da criminalização do financiamento privado nas eleições, feita pelo ex-presidente Lula, foi o ensejo para que velhos preconceitos contra ele recrudescessem, mas, sobretudo, ofereceu a ocasião para mais uma investida das forças conservadoras contra a proposta de financiamento público das eleições e do afastamento do poder econômico das campanhas eleitorais (fator histórico de corrupção e de distorção da livre manifestação popular).

Embora certas vozes contrárias aleguem zelo pelo dinheiro público, como justificativa para serem contrários ao financiamento público, na verdade, a real razão (embora encoberta) que as movem na rejeição da proposta é o temor de uma disputa na qual todos os candidatos disponham de igualdade de condições financeiras.

Com o financiamento privado, um partido mal visto aos olhos do poder econômico dificilmente recebe grandes doações, o que o deixa em desvantagem perante os partidos irrigados pelo grande capital. O financiamento público de campanha acabaria com essa desvantagem dos partidos de base popular e retiraria dos poderosos doadores o principal instrumento de pressão de que dispõem para submeter a seus interesses agremiações partidárias e candidatos financiados por eles. Seria o fechamento da brecha para a troca de favores (direcionamento de licitações, por exemplo) entre financiadores e financiados, à custa do contribuinte.

Cid quer reunião prévia com governadores antes do encontro com Dilma Rousseff

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cid gomess

O governador Cid Gomes (PSB) articula uma reunião com os governadores do Nordeste que participarão, na próxima terça-feira, no Centro de Eventos, de encontro com a presidente Dilma Rousseff. Ele quer elaborar propostas para serem apresentadas à petista, segundo a assessoria de imprensa. O encontro pode ocorrer na segunda-feira ou na própria terça-feira.
A reunião de Dilma com os governadores foi convocada para discutir medidas para melhorar a convivência com a seca. A estiagem é considerada pelo governo federal como a maior dos últimos 50 anos.

A presença do governador Eduardo Campos, que é presidente nacional do PSB, nesse encontro prévio apenas com os governadores ainda não foi confirmada pela assessoria de imprensa dele. Campos tem uma agenda marcada na segunda-feira, às 9 horas, em Jaqueira, na Zona da Mata Sul do Estado. Mas sua presença no evento com Dilma já foi confirmada pela assessoria de imprensa do Palácio do Campo das Princesas.

 

Presidente da Itália nega rumores de renúncia

O presidente da Itália, Giorgio Napolitano, declarou neste sábado (30) que não tem intenções de renunciar, após rumores de que deixaria o cargo. Napolitando disse que fica no cargo até o fim do mandato, que termina em maio.

O presidente, cujo cargo é cerimonial, ganhou importância nos últimos anos, ao ser o principal negociador político do país em meio às sucessivas crises políticas na Itália.

Ele mediou nos últimos dias, sem sucesso, as discussões para a formação de um novo governo, já que nenhum partido conseguiu maioria consistente nas últimas eleições italianas.

Analistas desconfiam que Napolitano possa novamente indicar a formação de um governo tecnocrata. Após a queda de Silvio Berlusconi, em 2011, ele indicou o economista Mario Monti para o cargo de primeiro-ministro.

(Agência Brasil)

Dilma recebe petistas, antes de tratar de seca m Fortaleza

Da coluna Vertical, no O POVO deste sábado (30):

A presidente Dilma Rousseff desembarcará nesta segunda-feira (1º) à noite, em Fortaleza, e ficará hospedada no Gran Marquise Hotel. Ali, deve receber a visita de petistas locais. Antes da agenda sobre seca com governadores.

Na comitiva da presidente Dilma estarão alguns ministros. Entre eles, Fernando Bezerra (Integração), Tereza Campelo (Promoção Social) e Pepe Vargas (Desenvolvimento Agrário).

Ser o xerife é melhor que ser o ladrão

Da coluna “O POVO Há 30 Anos”, no O POVO deste sábado (30):

“É melhor ser chamado de xerife do que de ladrão”, disse o governador Gonzaga Mota ao ser indagado sobre o que achava das críticas feitas por setores da oposição à sua participação numa “blitz” policial. Declarou também: “É melhor ser qualificado de imaturo do que de charlatão”.

Manifestou-se disposto a tomar parte noutra “blitz”, quando necessário. “Quero ver de perto como trabalham os homens da nossa Polícia Militar. Quem me chamou de xerife, é porque decerto estava acostumado com a ditadura”.

Se o bom é assim, dou por visto o ruim

Da coluna Política, no O POVO deste sábado (30), pelo jornalista Érico Firmo:

O superintendente da Agência Nacional de Águas (ANA) disse que o Ceará “tem boa gestão e ótimas condições” para lidar com a seca. A parte é preocupante é que, comparado com a maioria dos vizinhos, o Estado tem mesmo a política hídrica mais estruturada. E, ainda assim, o cenário é desolador.

Os sucessivos governos cearenses fizeram investimentos que chegaram muito perto de resolver o problema de armazenamento, tendo como eixo central o Castanhão. O problema é a distribuição. Ela não só é precária: a prioridade está do avesso, por causa do projeto de Estado.

Na última segunda-feira (25), O POVO expôs um escândalo: enquanto açude construído pelo governo garante o abastecimento do complexo industrial e portuário do Pecém, a população depende de carros-pipa. A indústria é importante para o Estado como todo, sim. Movimenta a economia, gera empregos, com desdobramentos benéficos para todos.

O problema não é o que foi feito, mas o que não foi. E, sobretudo, a escala de prioridades. Todo esse invejável modelo hídrico que o Ceará construiu, que tem como pilares o Castanhão e o Eixão das Águas, visa garantir o abastecimento do Porto do Pecém. Nada contra, se não tivessem esquecido de levar água não só para as indústrias. Sintomático que as regiões mais desassistidas em relação à distribuição hídrica sejam, também, as mais secas.

E aí, justiça se faça, o governador Cid Gomes foi o primeiro a conceber projeto com a dimensão necessária para levar água a esses lugares. Trata-se do Cinturão das Águas, que, contudo, só começou a ser executado e que talvez não fique pronto nem nesta década.

No atual cenário, não há o que justifique que a população não seja prioridade quando se trata de item de primeiríssima necessidade. A lógica é invertida e absurdamente cruel. Resulta de uma visão de Estado e poder público que deixa de contemplar quem deveria.

A volta

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mourão

Em artigo no O POVO deste sábado (30), o médico, antropólogo e professor universitário, Antônio Mourão Cavalcante, fala do seu retorno aos sábados e da experiência de uma campanha eleitoral. Confira:

Voltei. Aqui é meu lugar. Quase 30 anos de batente. Apenas duas vezes interrompido. Primeira, quando quase morri. Pontes de safena e transplante renal. Deu muita saudade e alívio quando voltei.

Segunda vez, agora. Um silêncio obsequioso ditado pela candidatura a vice-prefeito. Para depurar-me do embate eleitoral, fiquei ausente este tempo. E agora me perguntam: como foi essa experiência? Era uma dívida engasgada desde os anos de chumbo, na juventude. Sonhava passar pelo crivo eleitoral. Subir em palanques. Discursar para um grande público. Ampliar, com chances de exercitar, as ideias que sempre defendi. Literalmente, botar a mão na massa…

Confesso que foi um momento extraordinário. Reencontrei gente que pensava desaparecida. Antigos alunos. Pessoas comuns e ex-pacientes. Mesmo colegas de infância, colégio e adolescência. Familiares perdidos por estes bairros distantes. Líderes comunitários. Candidatos a vereador. Fortaleza é imensa. Vária. Múltipla. Humana.

A disputa pelo voto torna-nos iguais. Cada sufrágio tem o mesmo peso e assim é pensado. Descobri uma Fortaleza que desconhecia. Nada a ver com a cidade imaginada. Bairros inteiros em construção. Problemas graves. Miséria. Esgotos a céu aberto. A cara feia da pobreza. A cara banguela das crianças buscando esperança, no sorriso escancarado da alegria.

O avanço social e econômico é perceptível. Mas ainda somos uma sociedade muito desigual. Houve uma melhora geral. Mas ainda temos muito a avançar. O povo coloca em evidência mil e uma maneiras de sobreviver, progredir, ir em frente. E nem sempre os homens públicos entendem esses movimentos sociais. Há uma espera frustrada. As políticas públicas deixam muito a desejar. Há uma distância. Fosso. Passadas as eleições, “eles” vão embora. O conforto dos gabinetes ainda seduz os governantes.

Considerei o resultado muito bom. Quase uma vitória, dadas as circunstâncias, contexto e evolução do pleito. Volto cheio de otimismo e crença num mundo melhor. Nesse canto da Terra – Brasil, Fortaleza – estamos vivendo experiência única. Fazendo História.

O Golpe Militar comemora 49 anos no Dia da Mentira

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Com o título “Temos de ser intolerantes com a impunidade”, eis artigo do jornalista e radialista Messias Pontes. Ele aborda o Golpe Militar e as mentiras criadas, segundo diz, em torno dessa “grande tragédia” para o País. Confira:

Na próxima segunda-feira, 1º de abril, Dia da Mentira, completam 49 anos do início da terceira grande tragédia que se abateu sobre o Brasil: o golpe militar que derrubou o presidente João Goulart, democraticamente eleito. Oficialmente a ditadura foi enterrada no dia 15 de março de 1985 com a posse de José Sarney na Presidência da República. Foram 21 longos anos de trevas, o mais longo período de falta de liberdade, de violenta e insana repressão onde imperava a barbárie: prisões ilegais, sequestros, torturas, estupros, assassinatos, ocultação de cadáveres e até a criação da figura do desaparecido político. Milhares de pais e mães de família foram demitidos de seus empregos, ficando na rua da amargura. Tudo com o irrestrito apoio da velha mídia conservadora, venal e golpista – com raríssimas exceções como o jornal Última Hora, de Samuel Wainer -; com a conivência dos setores conservadores da Igreja Católica, tudo a serviço das elites econômicas, do latifúndio e principalmente do imperialismo norte-americano.

O embaixador dos Estados Unidos em Brasília, Lincoln Gordon, foi o grande articulador e coordenador do golpe de 1º de abril de 1964. As viúvas da ditadura militar tentam negar este fato, mas há provas incontestes, principalmente os documentos do Departamento de Estado daquele país que foram abertos ao público. O crime perpetrado pelos generais golpistas vende-pátria subverteu a ordem constitucional, a Constituição de 1946 foi por eles rasgada, e vários tratados internacionais dos quais o Brasil é signatários foram desrespeitados, como os que consideram a tortura crime contra a Humanidade, portanto inafiançável e imprescritível.

Mais de 50 mil brasileiros foram vítimas diretas (inclusive idosos, crianças e até bebês) e mais de 100 milhões vítimas indiretas. Contudo não foram só civis que amargaram o terror dos generais golpistas. Um número ainda incerto – há quem afirme ser de milhares – de militares democratas e patriotas foram perseguidos, demitidos, presos, torturados e até mortos. E não era só de baixa patente, não, generais também foram vítimas e o primeiro deles foi o general Eurípedes Zerbini, em São Paulo; o major da reserva Joaquim Pires Cerveira também foi perseguido, só que assassinado, como assassinado pelas costas foi o Capitão Carlos Lamarca.

Milhares de índios também foram assassinados pelos militares golpistas. Somente waimiri-atroari, no Norte do País, foram mais de dois mil, conforma informações do CIMI – Conselho Indigenista Missionário. Outro setor duramente perseguido foi da Igreja Católica progressista. Vários padres estrangeiros foram expulsos do País e muitos foram presos, torturados e até mortos, como o Padre Henrique, secretário de dom Hélder Câmara, este igualmente perseguido, tendo os militares do IV Exército metralhado a casa onde ele morava. Todos esses crimes continuam impunes e a Nação exige a apuração e punição de todos os culpados. Temos de ser intolerantes com a impunidade.

Messias Pontes,

Jornalista e radialista.

Diretor do Instituto Lula lança livro sobre evolção do País na Era Lulista

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Ministro Luiz Dulci

O ex-ministro Luiz Dulci lançará, na próxima terça-feira, em Brasília, o livro “Um salto para o futuro: Como o governo Lula colocou o Brasil na rota do Desenvolvimento”. A obra, lançada pela Fundação Perseu Abramo, aborda temas importantes da política nacional como estabilidade financeira, desenvolvimento regional e participação social.

Dulci, que é diretor do Instituto Lula responsável pela Iniciativa América Latina, contou que a ideia foi escrever um livro que não fosse dirigido somente ao público já versado em economia ou política. “A ideia foi mostrar como o governo Lula se afastou do modelo neoliberal e construiu uma nova política global”.

SERVIÇO

Teatro dos Bancários (314/315 sul), às 19h30min, com a apresentação musical do Grupo Reciclando Sons.

Venda – Site da Fundação Perseu Abramo, por R$ 25,00.

Deputado cearense apoia PEC que quer verba da indústria bélica para a sergurança

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Do deputado estadual Fernando Hugo, recebemos a seguinte nota

Caro Eliomar de Lima,

Já manifestei meu integral apoio ao sábio Projeto de Emenda Constitucional Nº. 24, de 2012, de autoria do senador João Capiberibe, que cria o Fundo de Desenvolvimento da Segurança Pública com o intuito de dar condições financeiras para melhoria da capacitação dos equipamentos, das instalações e da remuneração para as categorias de profissionais da Segurança Pública.

Friso que os recursos para esse fundo serão advindos de indústrias produtoras de armamentos e material bélico, bem como 3% sobre o lucro líquido dos bancos que atuam no Brasil, não tendo, portanto, nenhum ônus para nós contribuintes.

Espero que a Assembleia aprove esta súplica requerimental e que o Senado Federal aprove urgentemente a PEC 24, que no mínimo trará melhores salários, dignificando melhor a vida socioeconômica de nossos policiais.

Sem mais,

* Fernando Hugo,

Deputado estadual do PSDB.

Via-Sacra Política – Governo federal quer mesmo a sede do DNOCS em Brasília

“O Ministério da Integração Nacional disse, em nota, que as propostas apresentadas à Câmara dos Deputados sobre a reestruturação do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs) – entre elas, a de transferir a sede do órgão para Brasília – não representam “a última posição” da pasta. Entretanto, em entrevista ao O POVO, o secretário executivo do Ministério, Alexandre Navarro, afirmou que defenderá “até o fim” que o coração administrativo do Dnocs saia de Fortaleza.

Segundo Navarro, a ideia é tornar o Departamento um órgão nacional, com a gestão política em Brasília e a superintendência regional no Ceará. “Não é tirar nada de ninguém, é melhorar e fortalecer esse órgão. Hoje, o diretor do Dnocs passa mais tempo discutindo política em Brasília do que em Fortaleza – o que é correto”, argumentou. Conforme O POVO publicou ontem, o coordenador da bancada do Nordeste na Câmara, Pedro Eugênio (PT-PE) disse que não há nada contra manter a sede do Departamento em Fortaleza, mas ponderou que ainda é preciso analisar o modelo ideal, que priorize o crescimento do órgão.

Em resposta, o coordenador da bancada do Ceará na Casa evitou entrar no embate, mas lançou uma crítica: “Pergunte ao Pedro Eugênio o que ele pensa sobre a Sudene (Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste) sair de Pernambuco. O que ele vai achar?”, questionou. Balhmann disse que tentará emplacar no Congresso a ideia de que a reestruturação do órgão não está relacionada à transferência da sede. “Se a estratégia para dar mais agilidade é deslocar para Brasília, eu sugiro que se desloque todos os órgãos federais. Para mim, isso é uma coisa completamente irrelevante”.

(O POVO)

Presidente Dilma sanciona lei que cria a Secretaria da Micro e Pequena Empresa

A presidente Dilma Rousseff sancionou sem vetos, na noite desta quinta-feira (28), a lei que criou a Secretaria da Micro e Pequena Empresa. A secretaria será o 39º ministério do governo federal e terá estrutura já existente que será deslocada do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic).

Com isso, todas as atribuições que o Mdic tem atualmente referentes a esse assunto passarão para o novo ministério. Da mesma forma, os servidores e o patrimônio que constavam da secretaria, que antes era ligada à pasta do Desenvolvimento, agora servirão ao novo ministério.

O projeto que criou a secretaria foi aprovado no último dia 7 no Senado e provocou protestos de oposicionistas que questionaram a necessidade de mais um ministério e os custos dele. Já o governo considera importante a criação do órgão para o estímulo à geração de empregos e ao empreendedorismo no país.

O ministro que ocupará a pasta ainda não foi escolhido. A sanção será divulgada no Diário Oficial da União na próxima segunda-feira (1º) e não há previsão de quando sairá a nomeação do titular do novo ministério.

(Agência Brasil)

Jader e João Lyra, os mais ausentes do Congresso

Com patrimônio declarado de R$ 240 milhões, o deputado João Lyra (PTB-AL) começou a legislatura como o parlamentar mais rico do Congresso, segundo declaração apresentada à Justiça eleitoral. Mas o usineiro alagoano terminou o seu segundo ano de mandato como um homem de negócios à beira da falência e o deputado mais ausente da Casa. João Lyra compareceu a apenas 29 (32%) das 91 sessões destinadas a votação em 2012.

No Senado, ninguém faltou mais que Jader Barbalho (PMDB-PA). O senador que só tomou posse em dezembro de 2011, após ser beneficiado com o adiamento da vigência da Lei da Ficha Limpa para as eleições de 2012, registrou presença em somente 69 (55%) das 126 sessões destinadas a votação ao longo de todo o ano. Os dados são de levantamento da Revista Congresso em Foco.

Além das faltas, esses parlamentares têm, pelo menos, mais duas coisas em comum. Ambos justificaram a maioria de suas ausências e, por isso, evitaram cortes nos salários. Os dois têm um longo histórico de problemas com a Justiça que parece não ter fim.

O deputado petebista justificou todas as suas 62 faltas por motivos de saúde e obrigações partidárias. Segundo a assessoria de Lyra, um problema no ouvido o impediu várias vezes de voar para Brasília. Mas, de acordo com os registros da Câmara, ele faltou 36 vezes por questões de saúde e outras 26 para atender a compromissos políticos.

Jader teve abonadas 50 das suas 57 ausências por ter apresentado algum tipo de justificativa: foram 37 por atividades políticas, dez por motivos particulares e três por problemas de saúde. A assessoria do senador não retornou o contato da reportagem.

(Congresso em Foco)

Deputado quer mobilização para cobrar de Dilma mais investimentos contra a seca

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O deputado federal Danilo Forte (PMDB) considera importante a vinda da presidente Dilma Rousseff ao Ceará na próxima terça-feira. Ele, no entanto, aproveita para conclamar a classe política, o empresariado e vários outros setores da sociedade a um trabalho de pressão contra a estiagem.

Para Danilo Forte, é fundamental que os cearenses aproveitam essa visita da presidente par mostrar as dificuldades e cobrar ações concretas