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Dilma diz que não admite tratamento discriminatório por questões ideológicas

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A presidente Dilma Rousseff disse nessa segunda-feira (28) para prefeitos de todo o país que seu governo não admite tratamento discriminatório por questões ideológicas. “Precisamos trabalhar mais e cada vez mais juntos. Queremos a cooperação de todos e vamos atrás dela”. Dilma também assumiu o compromisso de manter parceria fraterna com todos os executivos municipais para superar todas as dificuldades, de modo a gerar melhor qualidade de vida para os brasileiros, em especial aqueles que ainda vivem em extrema pobreza.

Em pronunciamento que durou mais de uma hora, ela fez um balanço das ações nos dois primeiros anos de seu governo e destacou que as condições de vida do país estão melhores, atualmente, mas “ainda há muito por fazer” e para isso conta com a contribuição dos prefeitos, pois “os desafios do Brasil estão em cada município”. Dilma prometeu que não faltarão recursos financeiros, principalmente para educação, saneamento e infraestrutura urbana.

No último item, Dilma anunciou a disponibilização de R$ 66,8 bilhões para investimento das prefeituras neste ano, dos quais R$ 35,5 bilhões já contratados, que serão liberados a partir do final de fevereiro, e R$ 31,3 bilhões de recursos novos para projetos a serem selecionados, que podem ser apresentados a partir de hoje.

No Programa Minha Casa, Minha Vida, Dilma disse que foram contratadas 1,3 milhão de novas moradias e estão previstas mais 1 milhão em esforço conjunto com as prefeituras, que devem entrar com o terreno e a infraestrutura. Segundo ela, o programa avançará bem mais rápido se os prefeitos ajudarem, como devem ajudar também na instalação de creches e pré-escolas, que “são fundamentais para o desenvolvimento das crianças”, pois “a raiz da desigualdade está na mais tenra infância”.

(Agência Brasil)

Em pé de guerra

Da coluna Vertical, no O POVO desta terça-feira (29):

Vem aí muita polêmica entre professores da rede municipal de ensino e o secretário da pasta Ivo Gomes. Uma portaria (04/2013), divulgada na última semana no site da secretaria da Educação (SME), determinou a convocação de docentes “ocupantes de cargos de vice-diretor, lotados nas bibliotecas escolares, nos laboratórios de Informática Educativa (LIE), nos distritos de Educação e em estágio probatório”.

Segundo o texto publicado, se faz necessária a chamada para mapear e reposicionar os professores em escolas carentes de pessoal. Alguns professores reclamam que a medida poderá fechar ou precarizar, por exemplo, os laboratórios de informática e bibliotecas. Estes equipamentos, considerados salas de aula pela Lei 9699/2010, são coordenados por docentes.

Cid Gomes recebe Inês Arruda para costurar vaga para Ilário Marques

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O governador Cid Gomes recebeu na tarde desta segunda-feira (28), no Palácio da Abolição, a deputada estadual Inês Arruda (PMDB). A reunião girou em torno da vaga de deputado federal de Domingos Neto (PSB), que deixou a Câmara dos Deputados para assumir a secretaria da Copa no governo Roberto Cláudio.

O governador trabalha para que os suplentes do PMDB não assumam a vaga do correligionário, para beneficiar o petista Ilário Marques. A ideia seria promover uma aproximação com a ala petista mais alinhada à ex-prefeita Luizianne Lins, além de desmobilizar o sonho do PMDB ao Governo do Estado, em 2014.

Petistas e peemedebistas trabalham nos bastidores uma candidatura do PMDB à sucessão de Cid Gomes. O principal nome, até o momento, seria do senador Eunício Oliveira. O ex-secretário de Luizianne Lins, Waldemir Catanho, é o primeiro suplente do senador.

Alexandre Pereira é empossado à frente do Cede

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Alexandre foi vice de Heitor, ano passado

O administrador Alexandre Pereira foi empossado oficialmente à frente do Conselho Estadual de Desenvolvimento Econômico (Cede), na noite desta segunda-feira (28), em solenidade na Fiec. O governador Cid Gomes deu posse ao novo presidente, em evento que contou com a presença de políticos e empresários.

Dois dos presentes chamaram a atenção na solenidade. O primeiro foi o presidente do PPS (partido de Alexandre Pereira), o deputado federal Roberto Freire. O outro foi o chefe da Casa Civil do Governo do Estado, secretário Arialdo Pinho, que raramente comparece a eventos.

A presença de Arialdo Pinho mostrou a prestígio de Alexandre Pereira à frente do Cede. O novo presidente possui pós-graduação em gestão pública e privada, além de já ter presidido entidades classistas no Ceará e no Brasil. Na política, Alexandre Pereira foi vice de Heitor Férrer (PDT), na eleição à Prefeitura de Fortaleza, no ano passado.

Caso Ivete – Justiça Federal diz que MPF não tem competência para processar Cid Gomes

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A Justiça Federal do Ceará, através da juíza federal Elise Avesque Frota, respondendo pela 8ª Vara, decidiu não acatar ação civil pública interposta pelo Ministério Público Federal que  pediu o ressarcimento, por parte do governador Cid Gomes, de R$ 650 mil de cache pagos à cantora Ivete Sangala. Ela foi a atração após a festa de entrega do Hospital Regional do Norte, situado em Sobral. De acordo com o  processo de nº 001115-73.2013.4.05.8100, ela entendeu que há incompetência, por parte do MPF cearense para tratar do assunto. Confira o teor da decisão:

Trata-se de pretensão deduzida em juízo pelo Ministério Público Federal, colimando a obtenção de provimento jurisdicional liminar que determine ao Excelentíssimo Governador do Estado do Ceará, CID FERREIRA GOMES, a abster-se de efetivar qualquer pagamento à consecução de eventos festivos com recursos públicos vinculados, direta ou indiretamente, à saúde.

No mérito, pretende o MPF a condenação do promovido CID FERREIRA GOMES na restituição aos cofres do Fundo Municipal de Saúde da quantia despendida na contratação da cantora Ivete Sangalo, quando da inauguração do Hospital Regional Norte, na cidade de Sobral/CE, no último dia 18. Após estudo dos fatos narrados na inicial e debruçando-se sobre os pedidos nela ao final veiculados, convenci-me de que falece a esta Justiça Comum Federal competência para o processo e julgamento desta ação.

Isso porque não há qualquer elemento nos autos que indique que o pagamento da mencionada cantora foi realizado com verba de natureza federal; o que, em tese, justificaria o interesse da União Federal nesta ação.

Na verdade, insurge-se o digno órgão ministerial contra tal dispêndio quando há carência generalizada de recursos financeiros à promoção da saúde neste Estado; assertiva que é robustecida quando esclarece o MPF o seu entendimento de que os recursos públicos gastos com showmícios deveriam ter verbi gratia o Fundo Municipal de Saúde Pública de Fortaleza como destinatário (mais precisamente o Instituto Doutor José Frota), na rubrica do Programa SOS Emergências no âmbito da Rede de atenção às Urgências e Emergências (fl. 04).

Assim, não havendo justificativa jurídica para a presença no pólo passivo desta ação da União Federal, e sendo as obrigações pretendidas neste feito (de não fazer e de pagar) direcionadas unicamente à pessoa do Governador deste Estado, impõe-se a declinação da competência para o seu processo e julgamento em favor da Justiça Estadual.

De conseguinte, com supedâneo na Súmula 150 do STJ1, reconheço a ilegitimidade passiva da União Federal; no mesmo passo em que declino da competência para o processo e julgamento deste ação para uma das Varas da Justiça Estadual da Comarca de Fortaleza, determinando, ainda, o imediato encaminhamento dos autos à Diretoria do Fórum Clóvis Beviláqua para os procedimentos de estilo.

Providencie a Secretaria a baixa no setor de distribuição desta seccional deste processo, com a devida atualização no sistema de dados informatizado desta Seccional (TEBAS).

Intime-se. Cumpra-se, com urgência.

Fortaleza, 25 de janeiro de 2013.
Elise Avesque Frota
Juíza Federal Substituta da 8ª Vara/CE,
respondendo por sua titularidade.

Castelão recebe elogios da FIFA e é exemplo a ser seguido

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A bola rolou oficialmente pela primeira vez nesse domingo (27), na nova Arena Castelão, pela Copa do Nordeste. O Fortaleza enfrentou o Sport (PE), às 16 horas, e o Ceará jogou contra o Bahia, ambos pela Copa do Nordeste. Mais cedo, o governador Cid Gomes, acompanhado do ministro do Esporte, Aldo Rebelo; do secretário-geral da FIFA, Jérôme Valcke; do secretário especial da Copa do Estado, Ferruccio Feitosa; do prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio; do presidente da CBF, José Maria Marin; e dos integrantes do Comitê Organizador Local (COL) e ex-jogadores Ronaldo Fenômeno e Bebeto, fez a entrega simbólica de ingressos para a Copa do Mundo a cinco operários do Castelão. “Serão 50 mil ingressos entregues pela FIFA aos trabalhadores do Estádio”, afirmou o governador Cid Gomes.

O Castelão é a primeira arena que sediará jogos da Copa das Confederações e da Copa do Mundo a ser concluída. Para o ex-jogador da Seleção Brasileira, Ronaldo, o Castelão “é um estádio maravilhoso, tem um gramado perfeito”. “Dá vontade de ir lá e jogar. Toda a estrutura está funcionando, é um legado e tanto da Copa do Mundo para o país”.

Nesta segunda-feira (28), faltarão exatamente 500 dias para o início da Copa do Mundo no Brasil. Segundo Jérôme Valcke, é tempo suficiente para que os outros estádios sejam entregues. “Fortaleza deu o exemplo a ser seguido pelas outras cidades, tendo o primeiro estádio inaugurado. Continuaremos agora com os trabalhos de mobilidade, principalmente em torno dos estádios, para estarmos preparados para quando a Copa começar”, completou o secretário-geral da FIFA.

Durante a entrevista coletiva, Cid Gomes, Aldo Rebelo, Ronaldo e Jerome Valcke lamentaram a tragédia ocorrida neste domingo em Santa Maria (RS) e se solidarizaram com os parentes e amigos das vítimas.

(Governo do Ceará)

Tragédia em Santa Maria cancela festa dos 500 dias para a Copa

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A tragédia que resultou na morte de 233 pessoas em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, resultou no cancelamento da agenda que marcaria a contagem regressiva de 500 dias para a Copa de 2014. A medida foi divulgada no site do Governo do Distrito Federal, um dos responsáveis por organizar a festa.

“Em pesar pela tragédia ocorrida em Santa Maria, o governador do Distrito Federal, Agnelo Queiroz, consternado, determinou o cancelamento do evento, do qual seria o anfitrião e que se realizaria nesta segunda-feira (28), no Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha”, registra o site do governo.

O evento era uma parceria entre o governo local, o Ministério do Esporte, a Federação Internacional de Futebol (Fifa) e o Comitê Organizador Local. A festa para 50 operários da obra teria a presença de representantes das entidades organizadoras – entre eles os ex-jogadores Ronaldo e Bebeto – e do grupo de percussão Patubatê. Também estava programado o lançamento do poster oficial da Copa do Mundo 2014.

Apesar do cancelamento da festa, uma vistoria no estádio foi mantida para as 11 hpras. Com 87% da execução finalizada, o Mané Garrincha sediará o jogo inaugural da Copa das Confederações, em 15 de junho, além de sete jogos do Mundial de 2014.

(Agência Brasil)

PT não deve dormir sobre os louros da preferência do eleitorado

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Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (27), pelo jornalista Valdemar Menezes:

Há quem não tenha gostado da pesquisa do Ibope, que aferiu ser o PT o partido mais aprovado pelo eleitor brasileiro. Está na preferência de 23% dos consultados, ficando os demais a uma distância humilhante: o PMDB, com 6% e o PSDB com 5%, para só falar dos mais destacados. Todo o desgaste sofrido pelo partido pelos erros de alguns de seus quadros e pela exploração destes pelos adversários (muitas vezes através de acréscimos e interpretações caluniosas, segundo seus apoiadores) não conseguiu desfazer o crédito gozado pela agremiação junto a ponderáveis setores da sociedade que continuam a vê-la como o partido que mais tem feito pelas classes desfavorecidas e pela defesa do interesse nacional.

O PT não deveria dormir sobre os louros dessa avaliação. Ela não é um cheque em branco e pode mudar, se o partido não reconhecer os erros cometidos, ao ter fugido do caminho original e se aproximado de um modelo partidário convencional e viciado.

O grito de alerta é do governador Tarso Genro, que está abrindo um debate pertinente sobre a necessidade de o PT fazer autocrítica do caminho enveredado quando deixou de lado uma atuação que o distinguia dos partidos convencionais. Antes, a militância tinha papel decisivo nas decisões partidárias, sem aceitar caciques.

O fato de alguém ser parlamentar ou ser governante não o colocava acima das instâncias partidárias. Tinha de se submeter à base, como qualquer militante. O código de ética partidário não era tolerante com quem tentava fazer do partido um espaço para uma carreira política individual. Práticas corriqueiras nos outros partidos – como a do caixa 2, por exemplo – eram uma heresia.

Projeto obriga farmácia popular a atender paciente de médico privado

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A Câmara analisa o Projeto de Lei 4723/12, do ex-deputado Audifax, que obriga os estabelecimentos credenciados no Programa Farmácia Popular, do Governo Federal, a aceitarem receitas emitidas por médicos da rede privada.

Atualmente, o programa só oferece medicamentos às pessoas que apresentam pedidos elaborados por profissionais do Sistema Único de Saúde (SUS).

O autor da proposta argumenta que muitos trabalhadores de baixa renda usufruem de planos de saúde disponibilizados pelas empresas em que trabalham e não têm condições de comprar remédios.

Conforme Audifax, nesses casos, o paciente procura um médico do SUS só para obter a receita, o que sobrecarrega o atendimento na rede pública de saúde. “Por isso, a abertura da farmácia popular a toda população seria uma medida extremamente benéfica”, concluiu.

(Agência Câmara de Notícias)

Comércio de livros usados na Praça dos Leões perde sentido com manobra de editoras

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Apesar do movimento, Feira do Livro tem perdido interesse dos pais

A mudança de uma simples capa ou a alteração de quatro ou cinco páginas em livros didáticos, de um ano para o outro, tem sido a manobra encontrada pelas editoras para evitar que alunos aproveitem os livros de irmãos ou que os mesmos sejam trocados ou vendidos em feiras que ocorrem todo início de ano nas principais cidades brasileiras.

A dura realidade já é sentida por pais de alunos e comerciantes na chamada Feira do Livro da Praça dos Leões. Em anos anteriores, a economia com os livros usados chegava até 80%, segundo os comerciantes locais. Hoje, os pais conseguem, no máximo, um desconto de 20% em relação ao preço cobrado nas livrarias.

“Antigamente, eu trabalhava com livros seminovos e o lucro era bom. Hoje, eu sou obrigado a comprar livros novos para revender aos pais de alunos por um desconto de 10% em relação ao preço das livrarias. Mesmo com um material novo, meu lucro foi reduzido. A continuar assim, o livro passará a ser um produto descartável, de um ano para o outro. Quem lucra são as editoras e as livrarias de grande porte. Mas acho que esse é o jogo que interessa às editoras”, comentou para o Blog do Eliomar um comerciante na Praça dos Leões, na manhã desse sábado (26), que não quis ser identificado.

“Crescente inadequação”

Um projeto de lei (PLS 311/06) de autoria da então senadora cearense Patrícia Saboya (PDT), que ainda aguarda apreciação em caráter terminativo na Comissão de Educação, Cultura e Esporte do Senado, prevê a regulamentação da adoção de livros didáticos.

Segundo a proposta de Patrícia Saboya, a intenção é limitar a substituição aleatória dos livros de um ano para o outro, assim como a supremacia de autores do Sul e do Sudeste. Em sua justificativa, a então senadora cearense disse que “há uma crescente inadequação entre o caráter geral dos conteúdos dos livros distribuídos em massa e a preocupação com a autonomia de cada escola para adaptar o ensino à sua proposta pedagógica específica”.

O Conselho Nacional de Educação (CNE) seria o responsável por sugerir livros para as escolas e delimitar prazos para a adoção dos títulos, tanto para o uso dos estudantes como para os acervos das bibliotecas.

O governador Cid e o contraditório

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Da coluna Menu Político, no O POVO deste domingo (27), pelo jornalista Luiz Henrique Campos:

O governador Cid Gomes tem inegáveis qualidades como gestor e político. É proativo, não demora a tomar decisões e é pródigo em encontrar soluções viáveis para problemas complexos. No âmbito político possui o mérito de juntar em torno de si forças que em outras ocasiões jamais se aliariam. Foi assim quando prefeito de Sobral, e está sendo como governador do Ceará. Esse perfil lhe tem permitido vitórias sucessivas que marcam a sua carreira política e o colocam atualmente diante da possibilidade de alçar voos nacionais no futuro. Assim, já esteve ao lado de Tasso Jereissati e da ex-prefeita Luizianne Lins quando os dois estavam em alta. Hoje, ambos estão em baixa, mas Cid trata-se de figurinha carimbada no álbum de pessoas próximas a presidente Dilma Rousseff e ao ex-presidente Lula.

A história mostra, todavia, que a política não pode ser medida apenas pelo momento. Se Cid conviveu com lideranças que já não mais representam tanto politicamente, e ele está bem, não significa que isso se perpetuará. O legado de um político, muitas vezes, não é marcado somente pelo que realiza em termos administrativos. O futuro, geralmente, costuma ser até mais cruel com quem comete pequenos deslizes que, acumulados, desgastam e estigmatizam uma imagem para sempre. Nesse aspecto, o governador tem o exemplo do irmão Ciro, que se notabilizou por verbalizar pensamentos que, saídos da boca de um político, são fatais. Prova dessa assertiva deu-se com a infeliz declaração sobre a ex-mulher Patrícia Pilar na campanha à presidência de 2002. Para muitos, ele perdeu a eleição ali.

Em termos comparativos, Cid até que não se assemelha tanto ao irmão no sentido de utilizar-se de palavras ou expressões grosseiras. Aqui, acolá, é bem verdade, cede a tentação, como ao falar sobre o procurador do Ministério de Contas, Gleydison Alexandre. Mas isso é raro. Se não mancha sua imagem com essas ações, o governador, por outro lado, tem cometido erros que lhe trazem sérios problemas, criando a pecha de ser arrogante. Além do caso envolvendo o cachê da cantora Ivete Sangalo, podemos citar a viagem da sogra, a circulação indevida sobre a pista de pouso de um aeroporto para se encontrar com a presidente Dilma, entre outras. Sem falar de atos administrativos que simplesmente são ignorados pelo governador, como se não merecessem uma satisfação à população, vide caso dos consignados envolvendo um genro do secretário Arialdo Pinho.

O que se depreende disso tudo é que o governador não parece saber dimensionar bem em alguns momentos o papel de gestor público do indivíduo comum. Dessa forma, vale mais a sua vontade do que propriamente o zelo com a coisa pública. Situação típica de quem não ouve ou não tem quem lhe fale sobre a possibilidade de estar cometendo deslizes. Esse é talvez o grande prejuízo de não se ter uma oposição, seja no parlamento, ou fora dele, nas instâncias partidárias. O poder, sem o contraditório, é o mais perigoso dos brinquedos que se dá ao homem. Sem esse contraponto necessário, as pessoas se acostumam com uma realidade que nem sempre é a mais fiel aos fatos, esquecendo que a diferença entre essa realidade e a ficção é o prazo de validade da gestão em vigor.

Servidora “exonerada” da Prefeitura ainda passou quase 5 anos no cargo

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Da coluna Bric-à-Brac, no O POVO deste domingo (27), pela jornalista Inês Aparecida:

Um caso exposto nas redes sociais mostra bem o nível de desorganização da Prefeitura de Fortaleza na antiga gestão. Uma pessoa foi contratada com cargo comissionado DAS-1 e efetivamente trabalhou de janeiro de 2005 a março de 2008. Por motivos pessoais, achou por bem pedir exoneração. Ocupou-se com outros trabalhos e grande foi sua surpresa quando, em janeiro de 2010, soube que ainda estava “contratada”.

Mais uma vez protocolou pedido de exoneração na Secretaria de Administração. Nunca recebeu resposta, mas acreditava estar definitivamente desligada do executivo municipal, tendo em vista que não recebia o salário relativo à função gratificada que ocupara. Mas, mesmo sem saber, constou da folha de pagamento da Prefeitura até dia 9 de janeiro deste ano quando, finalmente, foi exonerada, segundo viu no Diário Oficial.

O caso da moça (embora ela tenha feito a denúncia em seu perfil do Facebook, me reservo o direito de omitir seu nome) suscita, pelo menos, duas indagações: se ela constava como ainda ocupante da função e não recebia, para onde ia o rico dinheirinho? Quem controlava (ou descontrolava) as nomeações e exonerações na Secretaria de Administração? A propósito: é bom que a denunciante procure saber se tem débito junto à Receita Federal, relativo ao dinheiro que consta como por ela recebido.

Enquanto isso, o chororô está grande entre os vereadores (e eram quase todos) que mantinham seus apadrinhados em cargos comissionados ou em regime de terceirização, na Prefeitura da Capital. Uns não se controlam e se queixam abertamente, até pelas redes sociais. Outro, segundo me contou fonte da Câmara, está dando “chilique” (existe essa palavra?) porque mantinha os “cabos eleitorais” desde os tempos do então prefeito Juraci Magalhães. Os atuais gestores afirmam ter sido necessária a limpeza para começar um novo período administrativo.

Acredito que o prefeito Roberto Cláudio e sua equipe sabiam que a situação era difícil, mas não com a amplitude que estão enfrentando. O que fazer: trabalhar dobrado.

Rastilho de pólvora

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Da coluna Alan Neto, no O POVO deste domingo (27):

Alguém por acaso sabe quem é o primeiro suplente do senador Eunício Oliveira? Ponta da língua: petista Catanho. Unha e carne de Luizianne. Liguem os fios. Se possível em 2014.

Quantos cargos detinham na administração passada os vereadores aliados? Pronta resposta. Tudo com local de trabalho e salários está no laptop de Waldemir Catanho, que não revela nem sob tortura numa masmorra medieval. Pelo menos por enquanto, bem entendido…

Tempo em sala de aula

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Em artigo no O POVO deste domingo (27), o sociólogo André Haguette destaca a falta de tempo letivo como o principal problema da escola pública. Confira:

Finalmente um dirigente da Educação inicia seu trabalho com um diagnóstico acertado. Segundo matéria do O POVO, o novo secretário de Educação do Município de Fortaleza, Ivo Gomes, apontou a falta de tempo letivo como o principal problema da escola pública de Fortaleza.

Na realidade, essa falta ou falha é nacional e foi detectada por muitas pesquisas. Assim, na revista Veja de 2 de janeiro deste ano, Gustavo Ioschpe escreveu: “O que importa é aquilo que acontece quando professores e alunos se encontram dentro da sala de aula. A primeira tarefa é fazer com que esse encontro ocorra: zerar as faltas de professores e alunos. A segunda é que o tempo seja bem aproveitado: nada de atrasos, perda de tempo com avisos e bate-papos ou consumo da aula colocando matéria no quadro-negro para a molecada copiar. Aula boa é aquela que começa e termina no horário e é ocupada na sua integridade por discussões relacionadas à matéria…”.

Valorizar ao máximo o tempo de ensino, eis a chave principal da aprendizagem. As escolas particulares de ponta sabem muito bem disso e certas escolas públicas também. O assunto é tão pertinente que mereceu uma ótima discussão de Érico Firmo na sua coluna do dia 17 e uma resposta do professor Francisco Djacyr Silva de Souza que, na edição de 21 de janeiro do mesmo jornal, elencou uma série de dificuldades da escola pública: baixos salários, pobres condições de trabalho, carga horária excessiva, violência na escola, famílias que não auxiliam a construção do saber… Souza tem razão e sabe-se que é árdua a tarefa do professor de escola pública por essas e outras razões. Mas não seria possível professores, diretores, dirigentes, pais e sindicatos reconhecerem a correção do diagnóstico e trabalhar conjuntamente para retirar os empecilhos a um uso integral do tempo de aula?

Não se trata de acusar os professores e os dirigentes disso ou naquilo, mas de encontrar soluções para chegar a um ensino de qualidade. Ter um diagnóstico certeiro é um passo necessário; o segundo passo é haver um consenso sobre o diagnóstico e o terceiro é, conjuntamente, encontrar soluções para eliminar, um por um, os obstáculos. De nada adianta cada parte queixar-se das outras e fincar nas suas posições.

O meio escolar público não está fadado à cultura do atraso, da falta e da estagnação. Bom desempenho de escolas públicas no Enem prova isso. Há ambientes escolares que permitem um aproveitamento integral do tempo de aula; é possível desenhar este ambiente e reproduzi-lo? Nisso os sindicatos de trabalhadores da educação têm um papel importante. A melhor maneira de defender os profissionais da educação é promover uma escola de qualidade.

Um técnico da Secretaria de Educação do Estado disse, certa vez, em alto e bom som: “Ter quatro horas diárias de aula durante 200 dias seria uma revolução”! O que impede aos profissionais da educação de Fortaleza de fazer esta revolução? Juntos podem encontrar as soluções para eliminar os obstáculos.

Humanizar Fortaleza

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Da coluna Concidadania, no O POVO deste domingo (27), pelo jornalista Valdemar Menezes:

Como se esperava, a especulação imobiliária tem-se revelado afoita nos primeiros testes com a nova administração municipal de Fortaleza. O primeiro round deu-se em torno das dunas do Cocó. A sociedade, vigilante, levantou-se contra a manobra. Os novos gestores saíram-se bem, acompanhando a opinião pública contra a investida.

Vêm pela frente novas batalhas, nas quais estarão envolvidos os patrimônios ambiental, histórico e cultural. A prática do fato consumado (demolição de prédios históricos pela madrugada, desmatamentos de bosques etc. podem voltar com toda a força). Se os novos gestores municipais ficarem ao lado da comunidade, nesses momentos (como já o fizeram em relação à investida contra as dunas do Cocó), poderão ganhar a confiança da outra metade da Cidade, que não votou neles.

Salmito diz que encontrou secretaria sem dados

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Qual o perfil do turista que chega a Fortaleza? Quando tempo o turista passa em média na cidade? Fortaleza é ainda apenas porta de entrada para o Ceará?

Questionamentos importantes para estratégias políticas em qualquer setor do turismo em Fortaleza estão sem dados e pesquisas, desde a gestão Luizianne Lins. É o que lamenta o secretário de Turismo de Fortaleza, Salmito Filho, em entrevista que será apresentada no programa Viva Domingo, na TV O POVO, a partir das 20h30min deste domingo (27), pelos canais 48 (TV Aberta), 23 (NET) e 11 (TV Show). A apresentação é da jornalista Cinthia Medeiros, com participação da jornalista do O POVO, Gabriela Menezes.

O secretário também lamentou que muitos projetos da área nunca saíram do papel, na gestão anterior, inclusive com perda de recursos pela falta de projetos.

Segundo Salmito Filho, na gestão Roberto Cláudio o turismo será trabalhado o ano inteiro, não somente na Alta Estação.

O programa Viva Domingo será reapresentado na segunda-feira (28), a partir das 18h30min, e na terça-feira (29), a partir das 23h30min.

Fortaleza do futuro

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Em artigo no O POVO deste sábado (26), o prefeito Roberto Cláudio comenta alguns projetos de sua administração. Confira:

Fui eleito pelo sentimento de renovação que domina a alma do povo de Fortaleza e sei da enorme responsabilidade de todos que são eleitos pela força deste signo. É hora de fazer nascer uma nova Fortaleza, que seja capaz, não apenas na autocrítica, mas de se reconstruir.

O primeiro passo que quero dar é fazer com que a Prefeitura recupere seu papel de liderar as forças criativas, produtivas e sociais, sendo um prefeito que ande pela cidade, ouça e compartilhe decisões. Fortaleza precisa firmar parcerias vigorosas, na esfera pública, com os governos Federal e Estadual, e na esfera privada, com o que existe de mais avançado em pensamento e tecnologia no mundo.

Chegou o tempo de crescer e florescer. Vou governar para todos. Se for preciso acabar com privilégios de poucos para fazer justiça à imensa maioria dos fortalezenses, que ninguém duvide: estarei ao lado da maioria. Temos a pretensão de transformar Fortaleza na cidade da inovação e das oportunidades, em que áreas como turismo, cultura e tecnologia da informação possam ter serviços de alta performance, aproveitando o potencial que temos em cada um desses setores, investindo na capacitação do nosso povo para que possamos aproveitar as oportunidades que serão oferecidas com os eventos esportivos que teremos nos próximos anos como a Copa das Confederações e a Copa do Mundo de 2014.

Precisamos olhar com carinho para as três áreas que considero as maiores prioridades da gestão: saúde, educação e mobilidade urbana. Vamos melhorar o atendimento primário, através do Programa Saúde da Família nos postos de saúde e fazer com que cada bairro de Fortaleza possua um posto funcionando efetivamente, com profissionais e medicamentos. Além disso, haverá a implantação das Unidades de Pronto Atendimento (UPAs 24 horas), para urgências e emergências de menor gravidade, e de policlínicas para a realização de exames especializados. Com isso, o atendimento terciário realizado nos hospitais também vai melhorar.

Na educação, nossa prioridade é garantir excelência no modelo pedagógico e melhoria da qualidade dos indicadores. Vamos também começar a implantação das escolas em tempo integral em bairros com menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e trazer as 80 creches financiadas pelo Governo Federal que não foram construídas.

Quanto à mobilidade urbana, nosso primeiro grande desafio será a melhoria do transporte urbano e a implantação do Bilhete Único, já no primeiro semestre. Além disso, já montamos uma força-tarefa para conclusão das obras de mobilidade para a Copa do Mundo que, na verdade, serão grandes legados para a população de Fortaleza.

Em suma: vamos combater a miséria, a forma mais trágica de atraso e, ao mesmo tempo, avançar investindo fortemente nas áreas mais modernas e sofisticadas da inovação tecnológica, da criação intelectual e da produção artística e cultural. Vamos trabalhar para que justiça social com participação popular, austeridade, conhecimento, invenção e criatividade sejam, mais do que nunca, conceitos vivos no dia a dia da nossa cidade.

Governantes "midiáticos"

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Em artigo no O POVO deste sábado (26), o professor do Instituto de Cultura e Arte da UFC, Jamil Marques, comenta do acirramento dos políticos na busca pela atenção da audiência. Confira:

Não há dúvidas de que o acesso a diversas fontes de informação tem se tornado mais fácil a cada ano. A maioria dos jornais e revistas – antes vendidos exclusivamente em bancas ou endereçados a assinantes – agora oferece seus conteúdos gratuitamente por meio da internet. Mesmo quando o acesso online é pago, é possível encontrar as publicações em blogs e sites pessoais criados por usuários dispostos a compartilhar a leitura dos textos.

Uma consequência imediata do menor custo para se adquirir informação é o acirramento da busca pela atenção da audiência. A necessidade de atrair visibilidade em um cenário caracterizado pelo dilúvio de dados estimula organizações e personalidades a tentarem se diferenciar a partir de duas atitudes: receber treinamento a fim de sofisticar a interação com os agentes que controlam a esfera de visibilidade pública (os jornalistas) ou contratar (como assessor) um profissional especializado na área de Comunicação.

Especificamente no mundo político, ambas as providências têm sido tomadas já há alguns anos. Sem haver maiores distinções partidárias ou ideológicas, o senso de oportunidade prevalece no relacionamento de nossos representantes com a mídia: “o que é bom a gente fatura, o que é ruim a gente esconde”, disse um ex-ministro de Estado, sem saber que estava sendo gravado.

Nunca as autoridades públicas contrataram tantos assessores de imprensa – e nunca essas assessorias informaram tanto que nada têm a declarar acerca de eventuais escândalos. Outros exemplos do uso instrumental da comunicação são o crescimento da propaganda oficial quando se aproximam as eleições, os acordos milionários firmados entre governos e agências de publicidade e a contratação de institutos de pesquisa especializados em diagnosticar a percepção que os cidadãos têm sobre os eleitos.

Ao mesmo tempo, percebe-se que a realização de entrevistas coletivas – ocasião em que os jornalistas indagam os representantes, retirando-os do conforto dos gabinetes – é cada vez mais escassa.

Em uma época na qual boa parte dos governantes se dedica mais a administrar sua imagem pública do que a gerir os recursos de forma responsável, a constatação evidente é a de que ter mais acesso à informação não significa, necessariamente, conhecer aquilo que é, de fato, relevante.