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Roberto Cláudio visita obras do IJF2 e do Vila do Mar

O prefeito Roberto Cláudio visita, na manhã deste sábado (1º), as obras do Instituto Doutor José Frota (IJF2). A intervenção, fruto da parceria entre a Prefeitura de Fortaleza e o Governo do Estado, já está com 100% da parte de infraestrutura concluída. A atual etapa do cronograma inclui parte dos serviços de acabamento, aquisição de equipamentos, além da instalação da climatização e de elevadores.

O IJF2 complementará os serviços tradicionalmente prestados pela Instituto Doutor José Frota e ampliará a capacidade de internamento e de realização de cirurgias, principalmente de urgência e emergência. O novo prédio será interligado ao atual por meio de passarelas, conectando as duas áreas de enfermarias. 664 leitos, além de novas salas cirúrgicas e central de exames especializados reforçarão o atendimento municipal de saúde de nível terciário.

Ainda na manhã de sábado, Roberto Cláudio fiscalizará as intervenções do Vila do Mar, cuja entrega, de acordo com a Secretaria da Infraestrutura de Fortaleza (Seinf), está prevista para março de 2019.

(Foto: Arquivo)

TSE e Lula – Relator vota pela inelegibilidade

Os ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidem na noite desta sexta-feira (31) se Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá mesmo ser candidato nesta eleição. Primeiro a votar, ministro Marco Aurélio Barroso decidiu pela inelegibilidade do ex-presidente. “Não há qualquer razão para o TSE contribuir para a indefinição e para insegurança jurídica do país”, deixando claro sua posição.

Como o ex-presidente foi condenado em segunda instância por corrupção e lavagem de dinheiro, ele deve ser enquadrado na Lei da Ficha Limpa. Nesta quinta-feira, 30, no prazo limite, a defesa de Lula enviou manifestação ao TSE contra a impugnação do registro.

O ministro Luís Roberto Barroso, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), encerrou a leitura do relatório do processo do registro de Lula reconhecendo que os colegas tiveram pouco tempo para analisar o caso e frisou que não deu tratamento diferenciado ao petista. O relatório é uma espécie de resumo dos principais pontos do processo, sem juízos de valor.

“Gostaria de deixar claro que, desde o início do processo eleitoral, eu estabeleci como critério pessoal – e penso que os demais ministros, de uma maneira geral, também o fizeram – a definição dos registros de candidatura até a data de hoje, até o momento anterior ao início do horário eleitoral gratuito”, ressaltou Barroso.

Para o advogado de Lula neste caso, existe tentativa de “arrancar o presidente da disputa”. Se os ministros aceitarem pedido contra Lula estariam cometendo decisão “fora do script”. Advogado chegou a pedir prazo de mais 48 horas para o julgamento, o que foi negado pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber.

O relator, ministro Roberto Barroso, fundamentou voto pela inelegibilidade de Lula. “Eu jamais previ ou desejei e, se dependesse de mim, teria evitado que o destino nos trouxesse até aqui. O que o TSE procura é assegurar o direito do impugnado (Lula) e da sociedade brasileira tendo os candidatos à presidência definidos”

Durante a fala também criticou postura tomada pela defesa que, segundo o ministro, trata o julgamento de forma errônea. “A lei da ficha limpa não foi um golpe e não foi uma decisão de gabinete. A lei da ficha limpa foi em verdade fruto de uma grande mobilização popular em torno do aumento da moralidade e da probidade na política”, diz.

As recomendações do comitê de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), usadas pela defesa como um dos principais argumentos pró-Lula, para o relator não tem caráter decisório e que neste julgamento a decisão será técnica baseada nos fatos presentes nas denúncias. Não estamos aqui decidindo em nenhum grau sobre a culpabilidade ou não do ex-presidente da República. Muito menos seu legado político. Não cabe à Justiça Eleitoral isso”, concluiu.

(O POVO Online com a Agência Estado / Foto: Reprodução)

Governo vai editar MP para adiar reajuste dos servidores para 2020. O do Poder Judiciário pode

O governo vai publicar na próxima segunda-feira (3), no Diário Oficial da União, medida provisória (MP) para adiar o reajuste dos servidores públicos federais que estava prorgramado para o ano que vem. A decisão foi comunicada hoje (31) pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, durante a apresentação do Projeto de Lei Orçamentária (Ploa) de 2019.

O presidente Michel Temer foi novamente convencido a adiar o reajuste pela equipe econômica – na quinta-feira, ele havia informado que manteria o reajuste dos servidores do Executivo para o ano que vem.

“O orçamento [do ano que vem] foi elaborado como se esse reajuste tivesse sido autorizado. No entanto, por determinação do presidente da República, o ministro do Planejamento [Esteves Colnago] já encaminhou, na data de hoje, a MP propondo mais uma vez o adiamento por 12 meses do reajuste do servidor civil”, explicou Guardia.

De acordo com o ministro, a previsão do reajuste está mantida do Projeto de Lei Orçamentária, caso a MP que adia o aumento salarial não seja aprovada no Congresso Nacional. O adiamento do reajuste dará flexibilidade de R$ 4,7 bilhões para o próximo governo gastar com outras despesas, como investimentos federais (obras públicas e compra de equipamentos). Originalmente, o impacto seria de R$ 6,9 bilhões, mas Guardia explicou que um total de R$ 2,2 bilhões de reajustes previstos não foi regulamentado e perdeu a validade.

“Caso a MP não seja aprovada, nós já enfrentamos a questão de preparar um orçamento compatível com essa realidade. Se a MP for aprovada, ao longo da tramitação do Orçamento, o Poder Legislativo terá à disposição recursos adicionais que poderão ser alocados no aumento de investimentos públicos para o próximo ano”, justificou.

Ao justificar a decisão de adiar o reajuste, que deveria estar em vigor desde o ano passado, Guardia citou a necessidade de ajuste fiscal e disse que o atual momento do país não comporta o crescimento de gastos públicos obrigatórios, como é o caso dos salários do funcionalismo. “Nós estamos demonstrando de maneira muito clara o compromisso do presidente com o país. Sabemos do custo político de uma medida dessa natureza. Estamos adotando uma medida que irá beneficiar o próximo governo, seja ele qual for”, argumentou, acrescentando que o adiamento do reajuste vai dimunuir a “rigidez fiscal” no orçamento do futuro presidente, que será eleito em outubro.

Reajuste do STF

A proposta de Orçamento de 2019 reserva recursos para o reajuste de 16% no salário dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), aprovado pelos próprios magistrados. Eduardo Guardia explicou que o Executivo não tem competência para definir, ou não, reajuste salaria dos outros Poderes. “Precisamos conferir se a proposta orçamentária dos outros Poderes respeitam a Emenda Constitucional nº 95, ou seja, o teto de gastos. O Executivo não autorizou reajuste de outros Poderes porque não tem competência. É preciso deixar isso claro”, enfatizou.

O ministro afirmou, no entanto, que o presidente Michel Temer manteve conversas com integrantes da cúpula do Judiciário para que os eventuais reajustes salariais sejam compensados com o fim do auxílio-moradia.

(Agência Brasil)

Luizianne Lins – A “Malvada favorita” de Camilo

A deputada federal Luizianne Lins, que postula reeleição, não é tão mau assim com o seu colega de PT, o governador Camilo Santana.

A assessoria dela informa que a loira encaminhou R$ 2,48 milhões de emendas suas para a gestão estadual.

No petismo, ela integra a ala que sempre questiona posições políticas do Palácio da Abolição como, por exemplo, estar fincado aos Ferreira Gomes e apoiar, mesmo que informalmente, a reeleição do senador Eunício Oliveira (MDB), a quem qualifica de golpista.

Fernando Haddad acredita na candidatura de Lula e na vitória de Camilo logo no primeiro turno

O ex-prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, candidato a vice de Lula, mas opção para disputar o Planalto, o caso do ex-presidente tiver registro barrado, está em Fortaleza. Aqui, vem em ritmo de campanha.

Haddad, em visita ao Grupo de Comunicação O POVO, deu rápida coletiva, quando reiterou a confiança de que Lula vai ser candidato.

Sobre o governador Camilo Santana (PT) derramou-se em elogios e até vaticinou: Camilo vai ganhar no primeiro turno.

Caso do tríplex – Justiça determina que Lula pague R$ 31 milhões

A juíza Carolina Lebbos, da 12ª Vara Federal de Curitiba, determinou ontem (30) que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pague R$ 31.195.712,78 a título de multa, reparação de danos e custos processuais em decorrência do processo em que ele foi condenado no caso do tríplex do Guarujá (SP).

Em sua decisão, Lebbos deu 15 dias para que Lula faça uma proposta de parcelamento da quantia, caso deseje. A maior parte do valor se refere à reparação de danos (R$ 29.896.000,00), seguida pela multa imposta ao ex-presidente (R$ 1.299.613,46) e das custas processuais (R$ 99,32). “Rememoro que os referidos valores serão depositados em conta judicial vinculada a este Juízo e, após o trânsito em julgado, serão devidamente destinados”, escreveu a juíza.

Ela fez constar em sua decisão que o não pagamento resultará na inclusão do nome de Lula na dívida ativa da União, no caso da multa e das custas processuais, e no impedimento de progressão de regime de prisão, no caso da reparação de danos.

Gleisi Hoffman impedida de atuar como advogada

Na mesma decisão, a magistrada impediu a senadora e presidente do PT, Gleisi Hoffmann (PR), de atuar como advogada de Lula. Ela foi arrolada pela defesa como representante do ex-presidente na Justiça, mas o Ministério Público Federal (MPF) pediu que fosse afastada da função, por entender que isso tinha como objetivo burlar as regras da prisão.

A juíza citou trecho da lei que regula o estatuto da advocacia e impede que membros do Poder Legislativo advoguem, contra ou a favor, de “pessoas jurídicas de direito público, empresas públicas, sociedades de economia mista, fundações públicas, entidades paraestatais ou empresas concessionárias ou permissionárias de serviço público”.

Como a Petrobras, empresa estatal, figura como parte no processo, Lebbos entendeu que o impedimento se aplica a Gleisi Hoffmann.

Em relação a um pedido de Lula para que tenha garantido seu direito de votar nas próximas eleições, Lebbos disse ter encaminhado a solicitação para a Justiça Eleitoral, que deverá responder sobre a viabilidade do pleito.

A Agência Brasil aguarda comentário da defesa de Lula sobre a decisão.

(Agência Brasil)

PSOL e PSL têm o maior número de candidatos a deputado federal

Trinta e cinco partidos lançaram candidatos à Câmara dos Deputados para a eleição deste ano. A lista é liderada pelo Psol, com 532 candidatos, o equivalente a 6,3% do total; e pelo PSL, com 480 candidatos, ou 5,7% do total. Depois aparecem PT (398 candidatos), Patriotas (359), Avante (353) e MDB (338), cada um deles com cerca de 4% do total de 8.395 candidatos a deputado federal. Essa será a eleição com o maior número de candidatos na história da Câmara.

A divisão do número total de postulantes ao cargo pelas 513 vagas de deputado federal mostra uma relação de 16,1 candidato por vaga. Em 2002, por exemplo, essa relação era de apenas 8 candidatos por vaga.

Essa concorrência varia de acordo com a quantidade de candidatos registrados em cada estado e de cadeiras na Câmara a que esse estado tem direito – que pode variar de 8 a 70. Levando-se essas variáveis em conta, no Rio de Janeiro, por exemplo, há 23,8 candidatos a deputado federal por vaga. Já no Pará, essa proporção é de 8,35.

O aumento gradativo nessa disputa pode ser explicado pela ampliação no número de partidos, que passou de 30, em 2002, para os atuais 35.

Essas mesmas legendas também privilegiaram a candidatura a deputado federal por causa das novas regras da cláusula de desempenho, criadas por uma emenda constitucional (EC 97).

De acordo com o texto, apenas os partidos que receberem, no mínimo, 1,5% dos votos válidos para a Câmara dos Deputados na eleição deste ano poderão receber os recursos do Fundo Partidário e ter acesso ao horário gratuito de rádio e TV, a partir de 2019.

E não é só: os votos devem estar distribuídos em, pelo menos, nove estados diferentes, e com o mínimo de 1% dos votos em cada um deles. Ou seja, a garantia plena de recursos e de instrumentos de propaganda gratuita em 2019 vai depender do desempenho dos partidos nesta eleição para a Câmara, em 7 de outubro.

(Agência Câmara Notícias)

TSE pode julgar hoje o registro da candidatura de Lula

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) poderá julgar nesta sexta-feira (31) o pedido de registro de candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a presidência da República nas eleições de outubro. A análise pode ocorrer durante uma sessão extra, convocada pela presidente, ministra Rosa Weber, para às 14h30.

Apesar de o recurso não estar previsto na pauta de julgamentos, a possibilidade de análise do registro não está descartada. A liberação para julgamento depende do relator, ministro Luís Roberto Barroso, que deve receber ainda nesta noite a manifestação da defesa de Lula sobre as 16 impugnações contra a candidatura.

Lula está preso desde 7 de abril na sede da Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba, em função de sua condenação a 12 anos e um mês de prisão na ação penal do caso do tríplex em Guarujá (SP).

Em tese, o ex-presidente estaria enquadrado no artigo da Lei da Ficha Limpa que impede a candidatura de condenados por órgãos colegiados. No entanto, o pedido de registro e a possível inelegibilidade precisam ser analisados pelo TSE até 17 de setembro.

De acordo com a lei eleitoral, o TSE tem até o dia 17 de setembro para julgar todos os registros. Além de Lula, o tribunal ainda pode analisar os pedidos de registro dos candidatos Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Eymael (DC).

(Agência Brasil)

Impeachment de Dilma não foi golpe, diz Marina Silva

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A candidata da Rede à Presidência da República, Marina Silva, foi a quarta e última entrevistada pelo Jornal Nacional, na noite desta quinta-feira (30), na série com os candiatos ao Palácio do Planalto melhores colocados na última pesquisa Datafolha. Os jornalistas William Bonner e Renata Vasconcellos foram os entrevistadores. Nessa quarta-feira (29), o entrevistado foi Geraldo Alckmin (PSDB). Na terça-feira (28), Jair Bolsonaro. Na segunda-feira (27), Ciro Gomes (PDT) abriu a série.

Para Marina, o impeachment de Dilma Rousseff não foi golpe, teve legalidade, mas não alcançou a finalidade, diante do vice Michel Temer, eleito com as mesmas propostas e propósitos à sua antecessora.

Marina Silva promete, caso eleita, ser um governo de transição durante os quatro anos, “para que a gente possa combater a corrupção, fazer o país crescer e ser bom para todos”.

A candidata da Rede revelou que manterá, em caso de eleita, a diferença de idade entre homens e mulheres para a aposentadoria, diante da sobrecarga à mulher nas atividades domésticas.

Marina Silva disse que não mais apoiaria ou votaria em Aécio Neves e também não votaria em Dilma, se voltasse ao ano de 2014. Com relação a Eduardo Campos, quando Marina foi vice, no mesmo ano, a candidata afirmou que Campos não foi condenado e que não pode mais se defender (morreu em plena campanha de 2014).

Marina disse, ainda, caso eleita, governará com os bons de todos os partidos.

(Foto: Reprodução)

TSE nega pedido de resposta de Lula contra a Veja

Em um regime democrático, é incoerente impedir que um veículo de comunicação faça críticas às ações e às plataformas dos candidatos. Assim entendeu o Tribunal Superior Eleitoral, na terça-feira (28/8), ao negar o recurso do ex-presidente Lula contra a revista Veja.

O TSE manteve o entendimento do relator do caso, ministro Carlos Horbach, que afirmou em decisão monocrática que o exercício da liberdade de expressão não enseja a autorização para direito de resposta.

A revista apresentou, no início deste mês, uma capa com a seguinte manchete: “As artimanhas de Lula – Um almanaque das jogadas do petista para ter sua foto na urna eletrônica no dia da eleição”. A Veja foi representada pelos advogados Alexandre Fidalgo e Ana Paula Fuliaro, do Fidalgo Advogados.

Para a defesa do petista, o objetivo da veiculação da revista era desqualificar as ações jurídicas dele e do Partido dos Trabalhadores. O recurso, assinado pelo ex-ministro da Justiça Eugênio Aragão, sustentou que a revista apresentou uma série de ofensas, com uso de “palavras torpes para descrever a candidatura do PT à Presidência da República”.

Ao analisar o pedido, o ministro Carlos Horbach considerou que o direito de resposta previsto no artigo 58 da Lei das Eleições, além de pressupor a divulgação de uma afirmação ofensiva ou falsa, deve ser concedido de modo excepcional. “Por mais ácidas que possam parecer àquele que figura como seu alvo, as críticas de caráter político estão compreendidas, prima facie, no campo da liberdade de expressão”, afirmou o ministro.

(Site Consultor Jurídico/Foto – Agência Brasil)

Reajuste dos servidores e ministros do Supremo vai custar R$ 7,2 bilhões em 2019

O impacto nas contas públicas do governo federal com o reajuste nos salários dos servidores e dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) deve ultrapassar os R$ 7,15 bilhões no próximo ano. Os dados são do Ministério do Planejamento. A previsão desses valores já deve constar no Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) 2019, que será apresentado amanhã (31). Durante visita ao Rio de Janeiro, na manhã de hoje (30), o presidente Michel Temer confirmou que não pretende mais adiar o reajuste nos salários dos servidores civis do Executivo para 2020.

A suspensão do reajuste para 2020 havia sido sugerida pela equipe econômica e geraria uma economia extra de R$ 6,9 bilhões, segundo o governo. O aumento salarial escalonado foi aprovado em lei há mais de dois anos, ainda na gestão de Dilma Rousseff. Mais R$ 243,1 milhões virão do impacto que o reajuste nos vencimentos dos ministros do STF terá apenas sobre a folha do Poder Executivo.

O impacto na despesa de pessoal vai ocorrer porque o salário de ministro do Supremo, que está atualmente em R$ 33,7 mil, corresponde ao teto do funcionalismo público, o que faz com que nenhum servidor receba mais do que esse valor. Quando a remuneração do servidor ultrapassa, o governo aplica o chamado “abate teto”, que é o desconto em folha de pagamento sobre benefícios e gratificações que ultrapassam o limite máximo permitido para o salário.

Como o teto poderá aumentar, já que os magistrados do STF aprovaram um aumento de 16% nos próprios salários, há cerca de duas semanas, ocorrerá um efeito cascata beneficiando milhares de servidores que já ganham acima do teto, e que terão um desconto menor sobre a folha. Apenas no Poder Executivo, mais de 5,7 mil servidores estão nessa situação.

Se considerado o “efeito cascata” nos demais poderes e também nas unidades da Federação, as despesas totais com salários de servidores públicos de todo o país podem aumentar em até R$ 4 bilhões, segundo projeções de técnicos da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. No Poder Judiciário, o impacto do reajuste dos ministros poderá ser de R$ 717 milhões ao ano, segundo estimativas.

Teto de gastos
Como a Emenda Constitucional 95 impede o aumento de gastos públicos acima da inflação, o impacto dos reajustes salariais terá que ser absorvido por meio de cortes em outras áreas, como nos recursos de custeio, que servem para manter os serviços em funcionamento, como pagamento de água e luz, compra de insumos, viagens e manutenção dos órgãos públicos.

“O ajuste será feito de qualquer forma, porque o teto de gastos baliza as metas fiscais a longo prazo. Dentro desses espectros, as escolhas [de alocação de recursos] são feitas em um processo do regime democrático, em que existem vários atores fazendo suas escolhas”, disse ontem a secretária-executiva do Ministério da Fazenda, Ana Paula Vescovi. A secretária disse ainda que o governo terá mesmo de cortar verbas para bancar os reajustes e reiterou que a discussão se aplica apenas à destinação de recursos, sem alterar o volume total de gastos.

(Agência Brasil)

Pesquisadora da FGV dará palestra em Fortaleza sobre Mulheres e Política

O Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo Fortaleza vai promover, às 18 horas da próxima segunda-feira, no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec), uma palestra de Lígia Pinto, pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas e da Facamp.

Lígia Pinto, coordenadora do Centro de Pesquisas em Políticas, Gênero e Identidade da FGV, abordará, atendendo a um convite do Grupo Mulheres do Brasil – Núcleo de Fortaleza, o tema “Mulheres e Política”.

O evento é exclusivo para o público feminino.

SERVIÇO

*Federação das Indústrias do Estado do Ceará – Rua Barão de Studart, 1980.

(Foto – Divulgação)

Em busca da legitimidade perdida

Com o título “Em busca da legitimidade perdida”, eis artigo de Hélio Leitão, ex-secretário estadual da Justiça e Cidadania e ex-presidente da OAB do Ceará. “Há muito não se via uma tamanha apartação entre governo e povo…”, diz trecho do texto. Confira:,

As eleições que se avizinham talvez sejam as de maior importância para o País desde a retomada do processo democrático violentamente interrompido pelo golpe civil-militar desfechado em abril de 1964 contra o presidente João Goulart, conhecido popularmente como Jango.

Com a derrubada de Dilma Vana Rousseff, vítima de um outro golpe, agora mais sofisticado, de cunho midiático-parlamentar, com participação determinante de setores do Poder Judiciário (senão golpe, certamente um seu equivalente funcional, no dizer autorizado do constitucionalista pernambucano Marcelo Neves), a nação brasileira viu ascender ao poder um esquema político conservador que, carecendo de legitimidade democrática, cuja aprovação nunca chegou à casa dos dois dígitos, passou a voltar suas baterias contra os direitos e conquistas das extrações mais sacrificadas da sociedade.

A perversa reforma trabalhista, o fim da política pública de promoção de direitos humanos, a frustrada tentativa de reforma da previdência às custas do povo pobre e o início do processo de sucateamento do ensino e da saúde pública, além de uma política externa submissa aos ditames e à boçalidade da potência estadunidense, são a prova inequívoca da adoção pelo governo de turno do receituário neoliberal e a sua inteira dissociação dos interesses nacionais.

Há muito não se via uma tamanha apartação entre governo e povo, gerando, efeito colateral e inevitável, uma disseminada descrença em tudo quanto diga respeito à vida pública, num cenário em que bons políticos acabam por pagar pelos maus, lançados todos de roldão na vala comum da desesperança.

Num tal contexto, o processo eleitoral em andamento assume ainda maior relevância e significado, oportunidade única para que o povo brasileiro, no lídimo exercício de sua soberania, faça ouvir a sua voz nas urnas, e possamos, recuperada a legitimidade roubada, voltar a ter um governo “do povo, para o povo e pelo povo”, conforme a síntese feliz e sempre atual de Abraham Lincoln, no histórico discurso que proferiu em 19 de novembro de 1963, no campo santo de Gettysburg, poucos meses após a sangrenta vitória que seria decisiva para o fim da guerra da secessão.

*Hélio Leitão

helioleitao@hlpadvogados.com.br

Advogado, ex-secretário da Justiça e Cidadania e ex-presidente da OAB do Ceará.

Carta branca para atirar põe todos em risco

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Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta quinta-feira, eis o tópico “Carta branca para atirar põe todos em risco”. Confira:

Um dos motes da campanha de Jair Bolsonaro (PSL) e de outras candidaturas que tentam surfar na onda de medo é a defesa do direito dos policiais de atirarem primeiro e perguntarem depois. Creio que ninguém imagine que o profissional de segurança deva esperar o criminoso atirar e colocar a vida em risco antes de reagir. Se houver percepção do perigo, ele precisa se defender, sim, e jamais pode ser punido por isso. Ponto. Muito diferente disso é permitir que se atire em qualquer situação. Dizer que nenhuma morte provocada por profissional de segurança em serviço precisará ser investigada. Trata-se de servidor público, em área que lida com a vida. Como qualquer um nessa situação, deve ser avaliado, cobrado e prestar contas. Simples assim.

A ideia de aval para atirar é um perigo para qualquer pessoa. Na noite de terça-feira, 28, policiais mataram um colega, cabo da Polícia Militar, que foi pedir socorro após reagir a assalto. Ao verem o homem armado em direção à viatura, os policiais acharam se tratar de criminoso e atiraram contra ele. Foi quando descobriram ser um colega.

Não é o único caso. Em 11 de junho, a universitária Giselle Távora Araújo foi morta por policiais, na avenida Washington Soares. Ela estava com a filha no carro que, segundo a Polícia, teria sido confundido com veículo roubado. Os responsáveis pela abordagem afirmaram que a intenção seria atirar no pneu. Acertaram as costas da motorista.

No começo deste mês, o jogador de sinuca José Messias Guedes Oliveira, de 35 anos, foi morto em abordagem policial. Novamente, o carro seria suspeito e os agentes de segurança teriam disparado no pneu. Porém, acabaram acertando Oliveira. Foram feitas buscas no veículo, mas não foram achadas armas.

Será que o problema da segurança é mesmo falta de permissão para os policiais atirarem? Sério mesmo que teremos um País mais seguro?

Mauro Filho, o coordenador do plano econômico de Ciro, dará palestra em Fortaleza

Mauro Filho, coordenador do programa econômico do candidato a presidente da República elo PDT, Ciro Gomes, é o próximo convidado do Lide, grupo de lideranças empresariais que se reúne mensalmente para debater tema da atualidade com convidado especial.

A fala daquele que também foi ex-secretário da Fazenda do petista Camilo Santana está marcada para as 8h30min desta sexta-feira, 31, no Hotel Gran Marquise.

Recentemente, o Lide ouviu Paulo Guedes, o coordenador do plano econômico de Jair Bolsonaro.

(Foto – Fco Fontenele)

Camilo e Salmito fazem campanha no Dendê

Em ritmo de campanha pró-reeleição, o governador Camilo Santana (PT) abriu esta quinta-feira (30) caminhando pelas ruas da comunidade do Dendê, em Fortaleza. Com ele, o presidente da Câmara Municipal, Salmito Filho (PDT), que disputa vaga para o legislativo estadual.

“Estamos construindo Areninhas em todos os municípios, ampliando as bolsas atleta para apoiar os que mais precisam e avançando muito nas escolas de tempo integral. Já somos o segundo estado do país com mais escolas”, disse para um grupo de moradores da área, o governador, que posou para selfies ao lado de eleitores.

No grupo, estava também Preto Zezé, licenciado do comando da CUFA para disputar cadeira de deputado estadual pelo PCdoB. Ele, inclusive, inaugura seu comitê nesta quinta-feira.

(Foto – Divulgação)

Enviado do meu iPhone

Teatro São José já tem data de reinauguração

Da Coluna do Eliomar de Lima, no O POVO desta quinta-feira:

Definida a data da reinauguração do Teatro São José. De acordo com o prefeito Roberto Cláudio (PDT), será no dia 19 de setembro, a partir das 19 horas, com uma atração de peso nacional. O ato, segundo ele, não se resumirá a uma noite festiva, mas se estenderá por duas semanas, contando com programação gratuita e com grupos locais das área de teatro, dança e música.

“Queremos uma festa bem maior, até porque era grande a expectativa da classe artística por esse equipamento”, explica o prefeito. Sobre a atração nacional, nada adiantou, mas promete surpresa. A reforma do teatro, bom lembrar, começou ainda na gestão de Luizianne Lins, passou pela primeira gestão de Roberto Cláudio e, finalmente, terá seu último ato.

Espera-se que o equipamento, por sinal com recursos modernos em todos os sentidos, conte também com uma programação democrática e diversificada.

(Foto – Divulgação)

Governo desiste de adiar reajuste dos servidores do Executivo

Diante da decisão do Judiciário e do Legislativo de aumentarem os salários de seus funcionários em 2019, o presidente Michel Temer desistiu de enviar ao Congresso Nacional uma medida provisória (MP), dada como certa desde 10 de agosto, que adiaria para 2020 o reajuste dos servidores do poder Executivo.

O Palácio do Planalto avaliou que a MP que excluiria apenas o Executivo do benefício salarial não teria apoio dos parlamentares.

A decisão foi tomada após conversas do presidente com representantes do Judiciário e do Legislativo. Temer também negociou com o Supremo Tribunal Federal (STF) a promessa de troca do auxílio-moradia, que deixaria de existir no Poder Judiciário, pelo reajuste de 16,8% aprovado pela maioria do STF.

Os reajustes impactam em R$ 11 bilhões o orçamento de 2019, considerando todos os servidores, entre civis e militares. Se o reajuste fosse adiado, como previsto inicialmente, apenas para os civis, a economia seria de R$ 6,9 bilhões, segundo o Ministério do Planejamento. A previsão é que as despesas da União com pessoal em 2019, como salários e encargos, alcancem R$ 322 bilhões.

(Agência Brasil)

Prefeito de Santana do Acaraú é suspeito de homicídio

Após sr suspeito de ter assassinado a bala o ex-funcionário municipal Augusto César do Nascimento, encontra-se foragido o prefeito de Santana do Acaraú, Marcelo Arcanjo (MDB). Segundo informações da Polícia Militar, o crime ocorreu nesta quarta-feira.

Chefe do 3º Batalhão da Polícia Militar de Sobral, o tenente-coronel Assis, lotado nesse município, revelou que “procede que o prefeito matou o rapaz”. A vítima foi exonerada do cargo “há poucos meses”, de acordo com Assis, que cobre a região de Santana do Acaraú, que fica a aproximadamente 250 km de Fortaleza.

Questionado se há alguma possível motivação política no crime, o tenente descartou. “Creio que não. Talvez tenha sido algum problema pessoal, que foi resolvido da pior forma”, declarou, adiantando que o homicídio ocorreu por volta das 18h40min na casa da vítima.

O prefeito Marcelo Arcanjo está foragido e teria deixado a cidade em um veículo ainda não identificado.

(O POVO Online)