Blog do Eliomar

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“Japonês da Federal” assume presidência do PEN no Paraná

 

Famoso por escoltar presos ilustres da operação Lava Jato, o agente da Polícia Federal Newton Ishii, popularmente apelidado de “japonês da Federal”, assumirá a presidência do PEN-Patriota no Paraná. A informação foi confirmada pelo presidente nacional da legenda, Adilson Barroso. “Ele deve assumir o cargo ainda essa semana, depois que trâmites burocráticos forem cumpridos”, diz Barroso. Ishii substituirá na função o ex-deputado federal Wilson Picler, que trocou o PEN-Patriotas pelo PSL de Jair Bolsonaro.

Aposentado da PF desde fevereiro, o agente filiou-se ao PEN-Patriota em Curitiba no dia 4 deste mês. De acordo com Barroso, Ishii deve lançado candidato pelo partido, mas ainda não se sabe a que cargo. “Vamos decidir isso em junho, depois que avançar a defesa jurídica dele”, afirmou Barroso, referindo-se à condenação de Ishii por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. O agente chegou a ser preso em 2016.

De acordo com a coluna Radar, Ishii poderia ter pedido a aposentadoria desde julho de 2017, mas permaneceu no cargo a pedido do empresário Marcelo Odebrecht. O empreiteiro não queria ficar um dia na prisão sem o agente, que o tratava muito bem. Ishii deixou o trabalho no mesmo dia em que Odebrecht foi para casa.

(Veja Online)

PF pede remoção de Lula de sua “Sala do Estado Maior”

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A Polícia Federal pediu a remoção de Luiz Inácio Lula da Silva de suas dependências, em Curitiba (PR). O pedido foi encaminhado sexta-feira, 20, sob sigilo, à juíza Carolina Moura Lebbos, da 12.ª Vara Federal de Curitiba. Nessa segunda-feira, 23, a juíza responsável pela execução da pena de Lula determinou que o pedido seja analisado em um processo à parte. “Autue-se em apartado o expediente.”

A informação é do Estadão, que apurou: a PF não indicou para qual unidade prisional Lula deve ser removido.

Em sua terceira semana encarcerado na PF, para início de cumprimento da pena – após encerramento do processo em segunda instância -, a defesa do ex-presidente não pediu até aqui o pedido de remoção para uma unidade prisional próxima do domicílio, um direito previsto na Lei de Execução Penal.

 

CCJ analisa propostas de Tasso que impõem mais racionalidade a gastos públicos

Critérios de desempenho podem passar a orientar a remuneração de contratos firmados pela administração pública. É o que determina o PLS 319/2017, a ser analisado na reunião da Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) desta quarta-feira (25). O texto é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE)  prevê que, na contratação das obras e serviços, inclusive de engenharia, poderá ser estabelecida remuneração variável vinculada ao desempenho da empresa contratada, com base em metas, padrões de qualidade, critérios de sustentabilidade ambiental e prazo de entrega definidos no instrumento convocatório e no contrato. Esse rol de exigências para os contratos com remuneração variável deverá constar do edital da licitação. Para isso, é necessário alterar a Lei de Licitações e Contratos (Lei 8.666/1993).

“A Lei de Licitações não considera a possibilidade de a remuneração do contratado ser atrelada ao alcance de metas, traduzidas em parâmetros de desempenho. Do nosso ponto de vista, essa restrição não condiz com as necessidades de determinados serviços de engenharia” — diz Jereissati no texto. Ele também mencionou estudo do Banco Mundial de 2005, segundo o qual países que adotaram contratos baseados em performance reduziram entre 10% e 40% seus custos de manutenção de rodovias, em comparação com os contratos baseados em especificação de métodos de execução.

O relator, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), defendeu a aprovação da proposta, que poderá trazer melhores resultados nas contratações e redução de custos. O pagamento da remuneração máxima prevista no contrato passará a depender da satisfação dos padrões mínimos de qualidade estabelecidos pela administração pública.

“Privilegia-se, dessa forma, as contratadas que bem desempenham suas obrigações contratuais, permitindo-se que a remuneração das demais seja estabelecida em um patamar inferior. Cuida-se, assim, de um modelo remuneratório extremamente justo, do qual toda a sociedade se beneficiará”, acredita Anastasia.

Por ser terminativo, se não houver recurso para votação pelo Plenário do Senado, o PLS 319/2017 será enviado, caso aprovado, à Câmara dos Deputados.

Carros

Outra proposta em pauta que busca reduzir gastos públicos é o PLC 97/2017, que limita o uso de carros oficiais somente à representação oficial da Presidência e Vice-Presidência da República, da Presidência do Senado e à Presidência da Câmara dos Deputados. Também estende a permissão à Presidência do Supremo Tribunal Federal, aos ministros de Estado, aos comandantes das forças militares e ao chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.

Permite ainda o uso ao servidor que tenha necessidade imperiosa de afastar-se, repetidamente, em razão do cargo ou função, da sede do serviço respectivo, para fiscalizar, inspecionar, diligenciar, executar ou dirigir trabalhos que exijam o máximo de aproveitamento de tempo. Os automóveis atualmente utilizados para representação oficial deverão ser destinados ao uso nas áreas de segurança pública, educação e saúde, determina ainda o projeto.

Na prática, o projeto veda o uso de automóveis oficiais por titulares de cargo ou mandato eletivo, magistrados federais, membros do Ministério Público Federal, do Tribunal de Contas da União (TCU), da Advocacia da União e da Defensoria Pública da União. Segundo o autor, deputado Pedro Cunha Lima (PSDB-PB), essa restrição é uma forma de moralizar o serviço público e acabar com regalias.

Para o relator, senador Cássio Cunha Lima (PSDB-PB), não se pode mais permitir a continuidade do abuso dos carros de representação, “ainda mais quando vivemos quadra da vida nacional em que se requer e se impõe o rigor fiscal e a economia dos gastos públicos”.

Essa restrição dividiu opiniões. O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) apresentou voto em separado pela rejeição do PLC 97/2017. Apesar de destacar “o elevado mérito do projeto no que se refere ao princípio da moralidade que norteia a administração pública”, Petecão sustentou que a proposta é inconstitucional por invadir a competência privativa dos Poderes da União de regular o funcionamento interno de seus órgãos. Caso seja aprovado, o texto segue para análise em Plenário.

(Agência Senado)

Lula não deve exercer influência decisiva na escolha do candidato…

Com o título “Lula e os outros”, eis artigo do publicitário e escritor Ricardo Alcântara. Ele faz uma avaliação das pesquisas presidenciais e arrisca dizer que o ex-presidente, em razão de um cenário pulverizado, não influenciaria tanto na escolha do candidato. Confira:

Tão fecunda foi sua passagem pela presidência que, oito anos depois, Lula da Silva é ainda o centro de gravidade em 2018. Não será candidato e ele sabe: a Lei da Ficha Limpa é explícita no veto a condenados em segunda instância. Seu nome permanece no cenário de disputa por objetivo estratégico: preservar seu espólio eleitoral para transferi-lo para outro nome no momento certo. O mais é propaganda.

Candidatos progressistas, Ciro Gomes e Marina Silva comemoram: pesquisas eleitorais recentes os indicam como herdeiros da maior parte dos votos de Lula. Os índices ainda modestos dos candidatos mais alinhados com o ex-presidente (Fernando Haddad, Manuela D´ávila e Guilherme Boulos) reforçam a tese de que o voto lulista migraria na direção do centro.

Menos, gente. Há dois aspectos a considerar: qualquer nome indicado por Lula e apoiado pelos movimentos sociais terá, de saída, uns 15% de votos, e, numa campanha com uma penca de candidatos, é voto suficiente para gerar algum protagonismo, e por outro lado, a provável candidatura de Joaquim

Barbosa tende a dispersar ainda mais o eleitorado reformista.

Pulverizados, ninguém será beneficiado de modo decisivo pelos votos de Lula: são muitos os que, de algum modo, representam um ou outro aspecto mais relevante do seu projeto político. Significa dizer, por outros meios, algo que a esquerda não desejaria ouvir, mas que resulta de um cálculo: Lula da Silva não deverá exercer influência decisiva na escolha do candidato, embora exerça influência sobre o discurso de todos eles.

Claro, no segundo turno sua influencia será maior, mas, ainda assim, terá efeitos igualmente excludentes porque, tanto quanto sua liderança eleitoral, a rejeição a ele é também muito expressiva e alguns daqueles que buscarão representar sua bandeira de combate à pobreza recusarão de todo modo associar-se aos desvios de conduta que marcaram os treze anos em que seu partido dirigiu a nação. A ver.

*Ricardo Alcântara

opiniao@opovo.com.br

Escritor e publicitário.

Alvos da Lava Jato, Ciro Nogueira e Eduardo Fonte não estão em Brasília

Nem Eduardo da Fonte e nem o senador Ciro Nogueira estão em Brasília enquanto a Polícia Federal cumpre os mandados de busca e apreensão em seus gabinetes e apartamentos. A informação é da Veja Online.

O primeiro está em sua casa, no Recife (PE), enquanto o segundo está em Portugal com a família.

A suspeita da PF é que ambos agiram para obstruir a Lava-Jato.

(Foto – Agência Senado)

Aliados de Aécio Neves em Minas não querem que ele dispute a reeleição

Apoiadores da candidatura do senador Antonio Anastasia (PSDB) ao governo de Minas querem que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) anuncie rapidamente a desistência de concorrer ao Senado. É o que informa a Coluna Painel, da Folha de S.Paulo desta terça-feira.

O motivo? Eles dizem que a medida evitaria desgastes adicionais e destravaria negociações de alianças pró-Anastasia.

(Foto – Pedro Ladeira, da Folhapress)

Funasa faz balanço das ações com prefeituras do Cariri

A Funasa está promovendo, nesta terça-feira, no auditório da Universidade Regional do Cariri (Urca), no Campus Crajubar, o II Encontro Regional com Municípios do Ceará.

Na coordenação dos trabalhos, o superintendente estadual do órgão, Ricardo Silveira.

No Cariri, o órgão possui 20 convênios e investe mais de R$ 84 milhões em abastecimento de água, esgotamento sanitário, limpeza urbana e drenagem, segundo Silveira. O objetivo é avaliar o que já foi feito e preparar novas ações naquela banda do Estado.

(Foto – Revista Ceará)

 

Dnocs conclui trabalho de manutenção da barragem do Castanhão

O diretor-geral do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Ângelo Guerra, informa ter concluído o projeto de recuperação da barragem do açude Castanhão.

Até as válvulas dispersoras passaram por manutenção, adiantou o dirigente da autarquia.

Agora, é torcer por muita chuva.

(Foto – Paulo MOska)

Ibope – Só 19% dos brasileiros pretendem ter filhos nos próximos dois anos

Nos próximos dois anos, apenas 19% dos brasileiros pretendem ter filhos, 17% por gravidez e 2% por adoção. É o que mostra uma pesquisa sobre natalidade, divulgada pelo Ibope. Do total de entrevistados, 79% não pretendem ter filhos até 2020, e 2% não sabem. A pesquisa do Ibope foi realizada entre os dias 15 e 18 de março com 1.491 pessoas com mais de 16 anos, em 143 municípios de todas as regiões do país.

O Nordeste é a região onde as pessoas estão mais abertas à maternidade/paternidade, 19% pretendem ter filhos biológicos e 3% querem adotar uma criança. Lá, 76% não pretendem ter filhos. Na Região Sul, apenas 11% pretendem ter filhos biológicos, e 87% não pretendem nos próximos dois anos.

No Sudeste, 18% querem filhos biológicos e 2% querem adotar; 77% não pretendem ter filhos. No período de dois anos, nas regiões Norte e Centro-Oeste, 16% dos entrevistados pretendem ter filhos, por meio de uma gravidez e 1% por adoção; 82% não querem filhos.

Parto natural ou cesária

Entre os que pretendem ter filhos, 76% querem o parto normal em uma maternidade ou hospital, e 3% querem o parto em casa. Mesmo no caso de uma gravidez sem complicações, ou seja, quando não há risco nem para a mãe e nem para o bebê, 20% pretendem fazer uma cesariana.

(Agência Brasil)

Eleições 2018 – O general de Tasso Jereissati

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Da Coluna Política, do O POVO desta terça-feira, assinada pelo jornalista Érico Firmo, uma análise sobre o desejo do PSDB, via senador Tasso Jereissati, de querer apostar num general para a disputa governamental. Confira:

A oposição no Ceará não tem nome para ser candidato. Então, escolheu um perfil. A estratégia faz sentido. Se não tem alguém competitivo, busca-se perfil mais à feição do que se acredita que deseje o eleitor. Fosse definir por nome, haveria dois competitivos: Tasso Jereissati (PSDB) ou Capitão Wagner (Pros). Um não quer de jeito nenhum. Outro poderia se viabilizar. Mas, fez movimentos que desagradaram o bloco. E oscilou entre as declarações de que seria candidato e de que não seria. Publicamente falou mal dos possíveis aliados. Não ficou clima para Wagner ter apoio real dos demais.

Sem o capitão, o bloco caminha para escolher o general. O motivo e o mote são claros: segurança. Essa será a tecla na qual o candidato de oposição a Camilo Santana (PT) irá bater. Quando Tasso estava no segundo mandato de governador e explodiu a crise na Polícia, ele recorreu a um general para ser secretário. De lá para cá, outros dois passaram pelo cargo. Agora, pelas mãos de Tasso, um general pode concorrer ao governo.

Não deixa de ser irônico que o homem responsável por derrotar os antigos coronéis venha a lançar um general a governador. A carga embutida é repleta de simbolismos. A imagem de militares na política agrega componentes que agradam muita gente: ideia de eficácia na segurança, de força, ordem. Por outro lado, é uma imagem pesada, carregada, associada a autoritarismo – dado o histórico das Forças Armadas no poder. É uma imagem conservadora.

Não é necessariamente ruim, mas é algo que a oposição estadual nunca se assumiu. Para não ir longe, em 2014, Eunício Oliveira (MDB) disputou com Camilo o posto de candidato de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Estado. O Capitão Wagner que flertou, ou flerta, com Jair Bolsonaro (PSL) já quis se filiar ao Psol.

Há militares de esquerda, obviamente. Generais inclusive. E capitães – vide Luís Carlos Prestes e Carlos Lamarca. Não parece o caso de Guilherme Theophilo, herdeiro de uma tradicionalíssima, sesquicentenária, família de militares. De todo modo, o fato de a oposição assumir uma candidatura conservadora sem disfarces ajuda a deixar as coisas claras para o eleitor.

A chance de a empreitada ser vitoriosa me parece remota. Não me parece que o general imagine que vai estrear na política, num estado que não é o seu, e se veja eleito governador de cara. Também a oposição não se move como quem espere a vitória. Para o grupo de partidos, um resultado honroso já estará de bom tamanho. Assim como, para Theophilo, desempenho capaz de projetá-lo para eleições futuras será bastante proveitoso. O que vier além disso será muito lucro.

Secretária da Saúde de Fortaleza diz que mais de 80 mil pessoas já se vacinaram contra a gripe

A secretária da Saúde de Fortaleza, Joana Maciel, fez, nesta terça-feira, um balanço positivo da campanha de vacinação contra a gripe. Ela disse mais de 80 mil pessoas já receberam a vacina, com atendimento que acontece desde a última sexta-feira.

Joana Maciel garante que há vacina suficiente para atender a todos.

A secretária municipal da Saúde deu essa informação antes de embarcar para Brasília onde, durante todo o dia, participará do Seminário Internacional sobre Unidades de Saúde.

*Mais sobre o assunto no O POVO aqui.

Meirelles escolhe jornalista para equipe da pré-campanha

Aos poucos, Henrique Meirelles começa a montar a equipe que coordenará sua jornada para disputar a Presidência da República – se conseguir, claro, que o MDB se entusiasme por ele.

Segundo o jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo, o também jornalista Mauro Zanatta, que já cuidou da assessoria do Ministério da Fazenda sob a batuta de Meirelles, acaba de ser escolhido para cuidar da comunicação durante a pré-campanha.

Eleições 2018 – Base do governador vê nome de general com surpresa

A base do governador Camilo Santana (PT) tem recebido as notícias do fortalecimento da pré-candidatura do general Guilherme Theóphilo (PSDB) ao governo estadual com “surpresa” e cautela ao mesmo tempo. Se, por um lado, o título de “general” pode atrair o eleitor crítico da política de segurança pública do petista, por outro o desconhecimento do nome tucano no Estado pode ser um fator que beneficia a atual gestão.

Os deputados que defendem o governador na Assembleia Legislativa admitem que o general não estava no radar do Palácio da Abolição como possível concorrente contra Camilo, mas que a mudança, em referência à provável desistência de Capitão Wagner (Pros), não muda a estratégia da pré-campanha.

O vice-líder do governador, deputado estadual Julio César (PPS), diz que “a patente não muda a estratégia” de Camilo e que a campanha do petista não vai fugir do debate da segurança pública — uma das áreas frágeis de Camilo com o avanço das facções criminosas. “Creio que independentemente se é general ou capitão, o governo tem que mostrar o que tem sido feito”, defende o parlamentar.

Sérgio Aguiar (PDT) fala em “surpresa” com a possível candidatura de Theóphilo pelo fato de um nome ligado às Forças Armadas não participar da eleição majoritária no Ceará desde o fim da Ditadura Militar, nos anos 1980. “Aqueles que fazem oposição estão querendo alguém com disciplina e hierarquia para gerir”, crê.

Para Aguiar, a inexperiência do tucano em eleições, aliada ao desconhecimento do eleitor, deve prejudicar a aposta da oposição. “Camilo é franco favorito”, afirma.

Dedé Teixeira (PT) acredita que a indicação do general é “falta de opção” da oposição, que ainda não se organizou. Segundo ele, há uma dificuldade “imensa” de o militar se fazer conhecer pelo grande público em menos de seis meses, que é o prazo para a eleição em outubro.

“Quem é general Theóphilo? Pensa o que sobre o Ceará? Conhece o quê? Muito prazer. É o que o povo do Ceará vai dizer”, ironizou o deputado estadual Elmano de Freitas (PT). Para ele, a provável postulação tucana “é um gesto marqueteiro” e que, ao avaliar preocupação do eleitor com a área da segurança pública, o grupo quer “apresentar alguém que pelo título de general saberia a solução dos problemas”.

Elmano defende que a pouca organização do grupo opositor pode comprometer a trajetória da provável candidatura. Sobre o general, ele acrescentou: “O nome de alguém que eu tenho dúvida se sabe chegar em Quixeré”.

Apesar de a candidatura de Theóphilo ter ganho solidez, ainda não há decisão do PSDB sobre a possibilidade de bancar o nome para a disputa majoritária de outubro próximo.

O POVO procurou o general Theóphilo para comentar as movimentações de bastidores, mas o telefone celular encontrava-se desligado na noite de ontem.

(O POVO/Repórter Wagner Mendes)

Ministro do STF diz que momento é de “refundação do País”

Contrariando argumentos de que a crise política vivenciada pelo Brasil seria também uma crise da democracia, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso afirmou ontem, na Câmara Municipal de Fortaleza, que o momento é de “refundação” do País.

“Essa onda negativa não me pegou”, afirmou Barroso durante palestra sobre os 30 anos da Constituição Brasileira na manhã de ontem na Câmara.“Nós nos demos conta de que temos ficado aquém do nosso destino e estamos conseguindo fazer os diagnósticos corretos, que são pressupostos das soluções corretas. Portanto, acho que estamos avançando”, completou.

Convidado para participar do Programa de Capacitação Continuada dos servidores do Legislativo, o ministro defendeu ampla reforma eleitoral como forma de combate à corrupção e apontou a “estabilidade institucional” como conquista.

Traçando paralelo com outros momentos da história brasileira, Barroso reconhece a crise política mas não entende que, no processo recente, tenha havido desrespeito à legalidade constitucional nem instabilidade das instituições.

O ministro afirma que a estabilidade é a primeira conquista da Constituição de 1988. “E não foram tempos ordinários. Foram tempos em que houve escândalo dos ‘anões no orçamento’, mensalão, petrolão, destituição por impeachment de dois presidentes da República. Não obstante isso, ninguém cogitou de uma solução que não fosse o respeito à legalidade constitucional.”

Diante do contexto em que a pauta política domina as discussões no STF, Barroso classificou como “devastador” o processo de corrupção atravessado pelo País.

(Com O POVO – Repórter Rômulo Costa)

PF faz operação no gabinete e na casa de deputado pernambucano

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A Polícia Federal (PF) cumpre, nesta manhã de terça-feira, mandado no gabinete e também na casa do deputado federal Eduardo da Fonte (PP-PE). O mandado foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Também é alvo o senador Ciro Nogueira (PP/PI), além do deputado Márcio Junqueira (RR)

A operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República. O caso corre em sigilo, mas a TV Globo apurou que há um mandado de prisão e buscas.

(Com TV Globo)

Ex-governador tucano tenta escapar da condenação

O Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG) julgará, nesta terça-feira, recurso do ex-governador do Estado Eduardo Azeredo (PSDB) contra condenação de 20 anos de prisão imposta por envolvimento no mensalão mineiro.

Em parecer, ontem, o Ministério Público de Minas reafirmou posicionamento pela manutenção da sentença e pela prisão imediata de Azeredo após esgotados todos os recursos no TJ.

Azeredo poderá ser o primeiro preso da versão tucana do mensalão.

(Com Agências/Foto – Uol)

Sobralense é o novo secretário da Educação do Ceará

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O novo secretário da Educação do Ceará já está definido: é o sobralense Rogers Mendes. Ele ocupava o cargo de secretário-adjunto de Idilvan Alencar, que deixou a pasta para disputar cadeira de deputado federal pelo PDT. O ato de nomeação, assinado pelo governador Camilo Santana (PT), saiu publicado no Diário Oficial do último dia 18 de abril.

Rogers Mendes é formado em Ciências Sociais/UVA, com Especialização em Educação Inclusiva e Mestrado em Gestão e Avaliação da Educação Pública na instituição de ensino Universidade Federal de Juiz de Fora (MG). Trabalhou também como Coordenador de Gestão Pedagógica na Coordenadoria de Desenvolvimento da Escola e da Aprendizagem da Secretaria da Educação do Ceará – SEDUC, onde também atuou como Coordenador de Avaliação e Acompanhamento da Educação.

Com essa nomeação, o governador não mexe no que está dando certo. Ou seja, mantém a política educacional que, de acordo com avaliações do MEC, tem obtido avanços.

(Foto – Divulgação)

Ciro espera atrair o eleitorado de Bolsonaro

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O presidenciável Ciro Gomes (PDT) reafirma: a corrida presidencial deste ano deve ser “muito parecida” com a de 1989, com múltiplas candidaturas e rompimento da lógica de polarização vista na última década. “Estamos claramente vivendo um fim de ciclo”. O pré-candidato à Presidência crê ainda que eleitores da direita o considerarão alternativa.

As declarações foram dadas em entrevista ao Diário Catarinense (DC), publicada nessa segunda-feira, 23. Dentre outros assuntos, Ciro expôs as diferenças exigidas pelo eleitor atualmente descrente da política. O “colapso” dos poderes e a relação com Lula e o PT complementaram o discurso sobre as manobras jurídicas e a prisão do ex-presidente.

Sobre a antipolítica e as intenções de voto que as pesquisas mostram voltar-se a Jair Bolsonaro (PSL), o ex-governador do Ceará reconheceu haver motivos para descrença, os quais abrangem o desemprego, corrupção, desassistência do governo e falta de segurança. Criticou ainda a relação de Bolsonaro com o ex-governador Sérgio Cabral (PMDB), o presidente da Assembleia Jorge Picciani (PMDB) e conselheiros do Tribunal de Contas afastados dos cargos.

“A maioria deles (eleitores de Bolsonaro) vai me achar, com certeza. Porque é uma turma que está preocupada com autoridade. Preocupada com uma fórmula para a segurança pública, à qual ele toscamente oferece arma. Violentando tudo que há de razoável na experiência humana e na literatura. Ou seja, vamos transformar o argumento da Justiça e da política em um velho faroeste, um bangue-bangue no Brasil?”, declarou Ciro ao DC.

Governo

Ciro mostrou ainda abertura a parcerias para o governo. Falou de Geraldo Alckmin e Marina Silva. “Quero levar essa campanha de maneira que a gente só extreme o argumento contra o absurdo do governismo e o absurdo do protofascismo que está aí. O resto, a gente precisa fazer um debate de uma maneira tal que no dia seguinte o Brasil possa se reconciliar”.

À economia, ele defendeu a taxação de heranças, de grande fortunas, mudanças no sistema tributário e as responsabilidades da Federação quanto a saúde e educação. E ainda o apoio aos estados “quebrados” e municípios em dificuldade, em “conserto do pacto federativo”.

Ex-presidente dos EUA é internado em UTI do Texas

O ex-presidente dos EUA, George Bush (1989-1993), foi internado na unidade de tratamento intensivo de um hospital de Houston, no Texas, por causa de uma sepse, segundo informou nesta segunda-feira seu portavoz.
A informação é da Agência EFE.

Bush deu entrada no Hospital Metodista de Houston no domingo, horas depois de comparecer no sábado ao enterro da sua esposa, a ex-primeira dama, Barbara Bush, que morreu na terça-feira passada. De acordo com seu porta-voz, Jim McGrath, Bush contraiu “uma infecção que se estendeu ao seu sangue”.

“Está respondendo aos tratamentos e parece estar se recuperando”, acrescentou o porta-voz.

Bush, de 93 anos, foi hospitalizado em diversas ocasiões durante os últimos anos por diferentes motivos.
No ano passado o ex-presidente esteve internado em janeiro e em abril por problemas respiratórios, pelos quais teve
que ser submetido a uma operação em uma dessas hospitalizações.

Além disso, em 2015 rompeu uma vértebra do pescoço em uma queda e em 2012 passou as férias natalinas nesse
mesmo centro hospitalar, afetado por uma bronquite e uma infecção virótica que o deixaram internado por um mês e
meio.

(Agência Brasil e EFE)