Blog do Eliomar

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Lula grava para programa do PT

“Mesmo em tratamento quimioterápico para combater um câncer de laringe, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva gravou na sexta-feira passada uma participação no programa de TV do PT, que tem exibição marcada para o dia 8 de dezembro. O depoimento, da campanha do marqueteiro João Santana, foi gravado no apartamento do ex-presidente, em São Bernardo do Campo, no ABC paulista.

Diagnosticado com um tumor no dia 29 de outubro, Lula se recupera em casa do tratamento quimioterápico, iniciado dois dias depois.

O diagnóstico foi feito em exame realizado no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo. Lula reclamava de rouquidão há algumas semanas. Na mesma semana, ele havia comemorado 66 anos.

Desde que descobriu a doença, o ex-presidente tem recebido visitas e inúmeras mensagens de apoio na sua batalha. A presidente Dilma Rousseff o visitou pela segunda vez na noite de quinta-feira.”

(Com Agências)

Ministério do Trabalho e um festival de apadrinhados

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“Um trem da alegria está sendo conduzido pelo PDT no Ministério do Trabalho. Com o aval do ministro Carlos Lupi, presidente licenciado da legenda, o comando das Superintendências Regionais do Trabalho no País tem sido entregue a filiados. Levantamento do jornal O Globo identificou que em pelo menos 13 estados as chefias estão nas mãos de dirigentes partidários ou candidatos derrotados na eleição de 2010. De janeiro a outubro, Lupi nomeou dez novos superintendentes (Rio, Amazonas, Ceará, Pará, Paraná, Rondônia, Santa Catarina, Tocantins, Paraíba e Mato Grosso do Sul). Sete são filiados ao PDT e os outros têm algum tipo de relação com políticos da legenda.

Quando o assunto é gestão, essas unidades estão longe de ser exemplares. No Tribunal de Contas da União, na Controladoria Geral da União e no Ministério Público Federal elas são alvo de processos por irregularidades que vão de contratações sem licitação ao uso de funcionários ligados a sindicatos ou empresas em atividades-fim, o que é vedado por lei. São 27 as superintendências. Também conhecidas como Delegacias Regionais do Trabalho, representam o ministério nos Estados e têm a função mediar sobre negociação trabalhista coletiva, supervisionar regionalmente as ações do ministério e emitir carteiras de trabalho.

Essas regionais custaram este ano R$ 10,1 milhões aos cofres federais. Mas não é o orçamento que desperta tanta cobiça pelo órgão. Segundo representantes de sindicatos, a tarefa de fiscalizar o setor produtivo sobre o cumprimento da legislação trabalhista é o maior atrativo por causa do alto potencial arrecadatório de propina. Essas estruturas também acabam sendo usadas como trampolim político para superintendentes. Os representantes nomeados por Lupi nos Estados têm dois perfis. Ou são pedetistas derrotados na eleição de 2010 ou dirigentes do partido.

O fim da nomeação política para os superintendentes do Trabalho é uma discussão antiga. Em 2007, lei aprovada pelo Congresso estipulou prazo de um ano para que o Executivo encaminhasse à Câmara projeto de lei para definir competências e atribuições das auditorias fiscais das pastas do Trabalho e da Fazenda. Até hoje, nem a minuta do projeto de lei foi elaborada. “Hoje apenas sete superintendentes são auditores de carreira. Tivemos que correr atrás de apoio de muito parlamentar para impedir que os postos fossem ocupados por políticos”, disse a presidente do Sindicato Nacional do Auditores do Trabalho, Rosângela Rassy.”

(Globo Online)

Eleições 2012 – PSC aposta em candidato próprio de olho na Câmara Municipal

O pastor Neto Nunes, pré-candidato do PSC à Prefeitura de Fortaleza, estará nesta terça-feira em São Paulo. Ali, vai se engajar à festa dos 100 anos da Assembleia de deus no Brasil. Com ele, os pastores Jorge Luís, Maurino e Carlito.

Sobre o projeto político, considera importante para fomentar o crescimento do PSC na Capital. O partido trabalha, segundo o presidente regional Gideon Queiroz, com a perspectiva de eleger três vereadores.

Conforme Gideon e o pastor Neto Nunes, há mais de 200 evangélicos hoje em Fortaleza, o que dará para garantir a participação do PSC na Câmara Municipal.

Eleições 2012 – Por uma pauta realista de propostas

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Com o título “Eleições municipais”, eis artigo do advogado Irapuan Diniz de Aguiar. Ele cobra o debate sobre propostas e questões do interesse dos cidadãos. Quer o eleitor atento às promessas principalmente para não se arrepender depois. Confira:

Neste ano que antecede às eleições muito se tem especulado sobre candidaturas e coligações partidárias. Antes dos nomes deve a população ficar atenta as propostas apresentadas pelos candidatos a prefeito das cidades. Em regra eles costumam direcionar seus discursos para temas que, na verdade, não são da competência do município, como desemprego e segurança pública por serem tais problemas os que mais afligem a população.  Buscam, assim, os votos do eleitorado com propostas e compromissos os quais, sabidamente, não têm como honrar.

A eleição municipal tem natureza diversa das eleições nacional e estadual. Questões, como desemprego, inflação, crescimento econômico e segurança pública devem sair de cena para dar lugar a itens como buracos nas ruas, conservação de praças, áreas de lazer, educação, saúde e transporte coletivo, numa discussão que envolva a direta participação comunidade para, aí sim, apresentar programas consistentes para seus equacionamentos.

Na área do desemprego há pouco que um prefeito possa fazer para diminuí-lo. Quem gera desemprego ou emprego é política econômica, atribuição esta do governo federal. Um candidato que proponha, portanto, resolver tal problema, desconfie-se. Onde mais um prefeito pode empregar é na própria prefeitura, mas isto não é criação de emprego – é empreguismo.

 Quanto à segurança pública, cabe aos Estados e, nos casos de contrabando e tráfico de entorpecentes, à União conforme prevê a CF. Um prefeito pode, quando muito, contribuir para a segurança, através da iluminação pública ou cuidando do bom estado das ruas, praças e edifícios públicos. Se um candidato apregoar ser capaz de assumir combate direto à criminalidade, desconfie-se. Será, muito provavelmente, um demagogo. Dizer que vai mobilizar a guarda municipal para a repressão ao crime, à demagogia se soma a confusão.

* Irapuan Diniz de Aguiar

Advogado e professor.

Bancadas dos Estados produtores vão decidir sobre ação no STF contra partilha dos royalties

Parlamentares do Rio de Janeiro e do Espírito Santo no Congresso vão se reunir nesta quarta-feira para decidir se entram ou não com um mandado de segurança no Supremo Tribunal Federal (STF) para garantir a manutenção da partilha dos royalties. De acordo com a deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ), há aparato técnico para justificar uma ação de inconstitucionalidade contra o projeto, que tramita na Câmara dos Deputados. 

Consenso

Os parlamentares também querem que o próximo passo da bancada tenha apoio total. Alguns deputados já se mostraram favoráveis à ação no STF, mas a reunião de quarta-feira deve servir para sacramentar a decisão de levar o problema à Justiça.” 

(JB Online)

Fagner: "Lula foi cafajeste e Ciro, otário"

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“Arredio a entrevistas, principalmente políticas, o cantor Raimundo Fagner rompeu o silêncio e numa entrevista exclusiva ao Blog de Magno Martins, da Folha de Pernambuco, fez revelações bombásticas. Amigo do ex-ministro Ciro Gomes, a quem já emprestou o seu talento em companhas políticas, Fagner acha que ele (Ciro) caiu numa armadilha do ex-presidente Lula, quando este o influenciou a transferir o domicílio eleitoral para disputar o Governo de São Paulo e em seguida o abandonou. “Naquele episódo, o Lula agiu como cafageste e Ciro como otário”, desabafou.

Fagner revela que, embora não conheça bem o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), nutre por ele admiração e até aposta nele numa disputa presidencial, mas faz uma advertência. Julga o socialista tímido e acha, por isso mesmo, que deveria divulgar mais para o País as suas ideias. “O Brasil não sabe ainda o que o Eduardo pensa”, diz. Confira abaixo a entrevista, concedida sábado passado, à sombra de um pé de cajueiro na Pousada de Brotas, em Afogados da Ingazeira, a 386 km do Recife, minutos antes de fazer um show na festa em homenagem ao compositor José Dantas, em Carnaíba, cidade vizinha.

Blog – Como vê hoje o cenário da política nacional com a demissão de tantos ministros por corrupção?

Raimundo Fagner – Isso é o retrato da política no Brasil, que vem empurrando tudo com a barriga. O loteamento de cargos, as coligações que se fazem para chegar ao poder, tudo isso representa uma prática que a gente vem tendo aqui no Brasil muito forte e que impede que pessoas que mais credenciadas possam assumir determinados cargos. Não se escolhem pessoas competentes, porque a prioridade é política. Só uma reforma política talvez fosse capaz de corrigirv esse erro, que é muito grave. No Brasil, os partidos vão tomando conta dos cargos e termina acontecendo o que está acontecendo aí (as demissões dos ministros), o que, convenhamos, da forma que observamos e constatamos, é uma grande vergonha.

B- Trata-se de uma herança maldita de Lula?

RF – Com certeza! É uma herança do Lula, não só isso, mas tantas outras coisas. Agora, esse momento da Copa, é também uma herança do Lula. Talvez ele, por estar no final de mandato, tenha deixado de negociar com a Fifa. Do jeito que a Fifa, impondo. E ele mesmo não mais aí para defender os pontos que são necessários. Até porque, nós somos o Paísdo futebol e temos que ter certa prioridade. A Fifa não é dona de tudo. Essa estória está muito muito mal contada. A Fifa atropela em todo canto, com exceção de alguns países. Aqui, no Brasil, é muito difícil, porque já está muito em cima e talvez o Lula tenha aberto essa porteira. A Dilma vai ter dificuldade para botar a casa em ordem e dar os direitos que o povo brasileiro tem para assistir uma Copa do Mundo. Corremos o risco de termos no Brasil a copa do estrangeiro.

B – Falando em Copa do Mundo, Fortaleza, a capital do seu Estado, ganhou o direito de sediar os jogos da seleção brasileira. O que pesou mais nisso?

RF – Eu acho que, primeiro, a influência política.

B – Tem tudo a ver com a amizade do Ciro Gomes com Ricardo Teixeira?

RF – Olha, o Teixeira é amigo, primeiro lá atrás, do Tasso (Jereissati), de colégio no Rio. Meu irmão, o Fares, que foi presidente de Federação Cearense de Futebol durante muito anos, sempre teve um relacionamento muito estreito e de muito respeito com Ricardo. Teixeira sempre privilegiou as gestões de Fares no Ceará. O Cid também tem feito um papel extraordinário em conduzir aquilo que a Fifa determina que é necessário. Portanto, nós estamos adiantados no estádio e num Estado em grande desenvolvimento e visibilidade turística, além da proximidade com a Europa. Tem também a relação política e futebol que o Ricardo sempre teve com o Estado do Ceará. Isso vem não é de agora, vem do Tasso, vem da gestão do Fares, meu irmão, e do que Cid está fazendo, tanto que o nosso estádio é o mais adiantado e isso é muito bom para o Nordeste. O privilégio sempre foi de São Paulo e Rio, Rio Grande do Sul, Minas Gerais. E a gente daqui não tem que ficar com picuinha tipo por que o Ceará? Enfim, temos que ficar felizes por ser uma cidade do Nordeste.

B – O senhor acha que Lula tratou bem o Nordeste? E a Dilma vem dando o mesmo tratamento?

RF – Eu não sei, porque não estou acompanhando o Governo Dilma. Lula deu muita prioridade ao Nordeste, principalmente aqui para Pernambuco. O governador Eduardo Campos ganhou muito com isso eu acho que ele poderia ser um pouco menos tímido. Talvez seja ainda as asas do Lula que abrandam nas suas costas, mas acho que ele deveria ser um pouco mais aguerrido.

B – Eduardo seria um bom candidato a presidente?

RF – É um menino extraordinário, mas para isso não deve ficar muito quieto. Ele tem que mostrar um pouco as opiniões dele, que ninguém conhece ainda no Brasil. Nós sabemos que ele é um bom gestor, que Pernambuco está num momento muito bom também. Isso, provavelmente favorecido pelo carinho que Lula tem com ele e com a sua terra natal. Acho que falta um pouco mais para ele se apresentar para o jogo do ‘buscar a bola’ e não ficar só recebendo. Jogo é jogo, você não pode só ficar recebendo bola boa, tem que sair a campo né? Não tão como Ciro, que é um cara mais despojado, tem a opinião solta, a língua solta. Mas ele pode também se deslocar, porque no futebol é aquele negócio, quem pede tem a preferência.

B – Quando o senhor diz que o Ciro tem a língua solta é uma crítica ao seu estilo de falar demais e na hora errada?

RF – O Ciro fala coisas necessárias, só que a mediocridade da nossa política não permite isso. A gente vive ao lado de um bando de corruptos que não diz nada e quando alguém diz reclama. O Ciro é um cara muito autêntico, um cara de personalidade, tem uma história política extraordinária, muitos cargos, ministro, governador, prefeito e ele tem essa condição de falar a hora que quer. Eu acho que se fosse mais esperto, se fosse mais malandro ( mas ele é puro e sincero), não cairia nessa armadilha do Lula de levá-lo para trocar o seu domicílio eleitoral para São Paulo. Lula fez um mal horrível ao Ciro. Eu acho que o Lula foi terrível com o Ciro, não correspondeu ao que o Ciro fez com ele. Na hora em que o Lula precisou do Ciro, num primeiro momento, o Ciro foi e priorizou o Lula para poder contribuir com o País, mudou de lado no seu projeto p olítico e levou um belo drible do Lula. O Lula nessa situação foi um cafajeste e o Ciro otário.

B – Em relação ao PSB, o senhor elogiou o governador Eduardo Campos, mas o Ciro é um grande concorrente de Eduardo para presidente da república dentro do seu partido, no caso o PSB…

RF – Com certeza! Mas, para isso o Eduardo precisa se mostrar mais ao País. O povo já conhece o Ciro no que ele sabe fazer de bom e também aonde ele se perde e o Eduardo as pessoas precisam conhecer mais para ele chegar lá. É aquela velha estória de esperar o cavalo passar selado e montar na hora certa. Ele tem uma ligação com Aécio, o Ciro também tem. O fato é que o quadro político no Brasil ainda está muito confuso.

B – Como artista, o senhor se sente frustrado com tratamento que o governo tem dado a classe. Esperava mais do governo?

RF – O bom cabrito não berra. Eu não dependo muito do governo. Na minha profissão sempre fui muito autônomo. Eu nunca pedi incentivo fiscal e nunca fiz nada buscando o governo, porque eu sempre tive grande público que sempre me prestigiou, que enche meus shows. Eu acho que quem precisa mais do governo são os artistas que têm mais dificuldades, que estão começando a carreira, aqueles dos estados mais pobres do Brasil, onde a cultura precisa ser mais incentivada e que precisam ter mais investimentos. Eu sempre me senti assim. Acho até horrível ver um artista de nome pegando dois, três milhões do governo para seus projetos, isso é ridículo, porque esses já conquistaram seu público e têm condições de ganhar dinheiro. Então, eu nunca corri atrás de dinheiro de governo e por conta disso não fico sabendo muito quais são os avanços. Eu sei qu e na minha área tem um avanço que a gente busca através da PEC 098, que diminui a carga tributária para que se possa trabalhar com mais condição e possa se enfrentar a pirataria que é nefasta. Mas ela existe para todos os tipos de produtos no Brasil. É uma questão de Polícia federal no contexto da sociedade. Essa PEC poderá facilitar muito a busca de produções, a diminuição dos impostos que são muitos para todas as categorias. Agora, eu não acho que seja correto um artista pedir muita grana pra fazer seus projetos, principalmente aqueles que já tem o sucesso garantido e por isso as condições de ganhar dinheiro.

B- O senhor não faz campanha para políticos?

RF – Faço e já fiz muitas, principalmente no Ceará, onde sou muito amigo do Ciro e do Tasso Jereissati. Já cantei também em Minas para o Aécio Neves, que fez uma parceria comigo numa ONG que abri no Ceará. Isso não significa, entretanto, envolvimento direto com a política nem compromisso direto com político A ou B. Eu sou um artista crítico em relação à postura dos políticos brasileiros, que deixam muito a desejar. O tempo passa e não vemos mudanças para melhor no País. Temos agora uma safra de bons políticos, como o próprio Aécio, o Ciro e o Eduardo, este ainda bastante desconhecido e que precisa dizer ao País o que pensa sobre o Brasil, saindo de Pernambuco, onde acompanho a boa avaliação do seu governo.

B – O senhor é feliz?

RF – Sim, pelo que faço. O homem tem que fazer o que gosta. Meu trabalho tem uma identidade muito forte com o povo brasileiro, daí o sucesso pelo País inteiro. Sou feliz e resolvido. Quando subo num palanque e vejo o povo emocionado acompanhar as minhas canções românticas me sinto plenamente realizado.

B – E sua relação com a fama e o público?

RF – Natural. Sou daqueles artistas que compreendo perfeitamente o sentimento e alma das pessoas. Dou autógrafos, abraços, converso com o povo, ou seja, não tenho distanciamento dos fãs, que são a razão e o objetivo do trabalho de todo e qualquer artista.

B – Pensa em um dia largar a música e disputar um mandato eletivo?

RF – Não, a política brasileira está num nível execrável. Com raras exceções, os políticos brasileiros não sabem honrar o voto do povo. Não tenho vocação para político. Sou um artista que canta o que o povo quer ouvir, que emociono corações. Não vejo que contribuição poderia dar ao País num momento em que a política se deteriorou tanto.

B – Muitos sonhos ainda ou o projeto de se recolher na casa que o senhor tem na beira do Orós, no Ceará?

RF – Não tenho projeto para me isolar no campo, indo para um refúgio como a minha casa em Orós, minha cidade, que adoro. Quero continuar soltando a minha voz e tenho projetos pela frente, como participar de competições internacionais de corrida. Adoro correr e jogar bola, praticar esportes. Não quero chegar ao final da minha jornada sem participar de uma grande maratona mundial de corrida.”

Base aliada tenta driblar feriado por 2º turno da DRU

“Em semana esvaziada por causa do feriado de 15 de novembro, dia da Proclamação da República, o Congresso Nacional dedicará os dias de trabalho a preparar o terreno para importantes votações. Na Câmara dos Deputados, só haverá sessões de votação no Plenário na quarta (16) e na quinta (17). A pauta está trancada por cinco medidas provisórias (MPs). No entanto, as duas sessões já contam para cumprir o prazo estipulado para a votação, em segundo turno, da prorrogação da Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 2015. A PEC 61/11 foi aprovada em primeiro turno na madrugada da última quarta-feira (9).

Aliados da base governista queriam suprimir o prazo de cinco sessões de um turno para o outro, mas o intervalo foi mantido. Agora, a prorrogação da DRU volta a ser votada no dia 22. Mas a oposição já declarou que pretende obstruir as próximas sessões na tentativa de protelar o envio da proposta para análise dos senadores.

O governo estabeleceu uma cota de presença entre os partidos da base para conseguir o quorum regimental de 51 deputados em cinco das próximas sete sessões. O número é necessário por conta do interstício previsto no regimento interno da Câmara para que a votação do segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 61/11, que prorroga a Desvinculação das Receitas da União (DRU) até 31 de dezembro de 2015, aconteça. Para poder valer no ano que vem, a PEC precisa ser votada ainda este ano.

Código Florestal

No Senado, o projeto do novo Código Florestal segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA), que já realizou algumas audiências públicas para debater o tema. Ainda não há data definida para a apresentação do relatório do senador Jorge Viana (PT-AC), mas os senadores já começam a discutir possíveis alterações ao substitutivo do PLC 30/11 em análise na Casa. Na quarta-feira (16), a comissão inicia a votação de emendas ao projeto. Na semana passada, o secretário de Biodiversidade e Florestas do Ministério do Meio Ambiente, Bráulio Ferreira Dias, participou de audiência pública no colegiado.”

* Do Congresso em Foco.

Dilma promete reduzir superlotação em pronto-socorros e falta de leitos nos hospitais

“A presidenta Dilma Rousseff disse hoje (14) que os programas SOS Emergência e Saúde em Casa terão como meta enfrentar dois dos principais problemas da saúde pública: a superlotação nos prontos-socorros e a falta de leitos nos hospitais.

“Estamos, com eles, dando mais um passo para melhorar a qualidade da saúde pública e aumentar a eficiência do atendimento no Sistema Único de Saúde”, disse durante entrevista no programa semanal Café com a Presidenta, ao abordar as iniciativas lançadas no último dia 8.

O Melhor em Casa tem o objetivo de ampliar o atendimento domiciliar do SUS. A finalidade é que, até 2014, o programa tenha mil equipes de atenção domiciliar e 400 de apoio atuando em todo o país. O Ministério da Saúde vai investir R$ 1 bilhão para custear esse atendimento.

“Decidimos oferecer o tratamento domiciliar para humanizar o serviço público de saúde. Vamos atender, em suas próprias casas, os doentes crônicos, os pacientes que estão em recuperação de cirurgias e as pessoas em processo de reabilitação motora”, explicou Dilma.

O SOS Emergência começa com a participação de 11 hospitais, e a finalidade é melhorar a gestão e qualificar o atendimento nos prontos-socorros. Até 2014, a ação deve chegar às 40 maiores unidades do país. Dilma informou que haverá parceria com hospitais privados de excelência para o treinamento das equipes e a otimização da gestão das unidades selecionadas para integrar o SOS Emergência.

A presidenta destacou o desafio do SUS de garantir atendimento público gratuito. “É uma tarefa enorme, mas vamos enfrentar esse desafio porque os brasileiros e as brasileiras merecem uma saúde de qualidade.”

(Agência Brasil)

Movimento social quer maior participação de negros no Governo de Dilma Rousseff

Nesta segunda-feira (14), véspera do aniversário da Proclamação da República, a União de Negros pela Igualdade (Unegro) vai protocolar no Palácio do Planalto carta a Dilma Rousseff defendendo a maior participação de negros no governo. A informação é de Edson França, presidente da entidade que encerrou hoje seu Quarto congresso nacional, em Brasília, com a participação de 700 delegados (de 23 estados).

Segundo o ativista, o movimento quer que haja mais ministros negros no governo Dilma e se opõe a eventual mudança na Esplanada dos Ministérios que concentre pastas ligadas às minorias (negros, mulheres, jovens, indígenas e direitos humanos) em um único ministério. “Para nós é um rebaixamento”.

“Achamos isso um atraso e vai tirar o nosso protagonismo na articulação das políticas”, ponderou ao defender o papel da Secretaria Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir) na “transversalidade das políticas” voltadas para os negros em várias áreas como saúde, educação e desenvolvimento social.

Edson França queixa-se dos efeitos do contingenciamento (reprogramação orçamentária de R$ 50 bilhões para todas as pastas) na Seppir e do valor previsto para a pasta no Orçamento de 2012. “O valor que apresentam é irrisório”.

Conforme proposta do governo encaminhada ao Congresso Nacional, serão alocados para Seppir R$ 31,31 bilhões (incluindo despesas fiscais e encargos com seguridade social). O Programa de Enfrentamento ao Racismo e Promoção da Igualdade Racial terá R$ 75 milhões.

Além do Executivo, o movimento tem queixa contra o Poder Legislativo, em especial, a proposta de reforma política e eleitoral em discussão no Congresso, que segundo o presidente da Unegro não assegura mecanismos para aumentar a participação de negros no parlamento.

Levantamento feito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) contabiliza 43 deputados federais autodeclarados negros (8,5% na atual legislatura) e apenas dois senadores – Paulo Paim (PT-RS) e Magno Malta (PR-ES). Para Edson França, a subrepresentação se repete nas assembleias legislativas estaduais e nas câmaras de vereadores das capitais.”

(Agência Brasil)

Governo apura sociedade de filho de FHC na rádio Disney

“O Ministério das Comunicações investiga se o grupo americano Disney ABC – um dos maiores conglomerados de entretenimento do mundo – controla ilegalmente a rádio Itapema FM, de São Paulo, que usa o nome fantasia de “Rádio Disney”.

A emissora pertence a Paulo Henrique Cardoso, filho do ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso, em sociedade com a Disney. Oficialmente, Paulo tem 71% da emissora, e a Disney estaria dentro do limite de 30% de participação estrangeira permitido pela Constituição.

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, disse que o envolvimento do filho do ex-presidente não influenciou na investigação.

Procurado pela Folha, Paulo Henrique não quis dar entrevista, e delegou à Disney esclarecer sobre a gestão. O grupo disse que o comando da emissora é nacional.”

(Folha)

Programa Rede Cegonha com licitação sob suspeita

“O programa Rede Cegonha –uma das principais promessas de campanha da presidente Dilma Rousseff para a saúde– teve licitação considerada suspeita pela Justiça Federal, que decidiu suspender a assinatura do contrato com a empresa escolhida. A informação está na reportagem de Breno Costa publicada na Folha desta segunda.

Empresas derrotadas apontaram indícios de conluio entre a vencedora e a segunda colocada no pregão eletrônico feito pelo Ministério da Saúde para adquirir 1 milhão de kits com trocador de fraldas e bolsa para carregar utensílios de bebês.

O ministério e a empresa vencedora negam irregularidades.”

(Folha)

Cid terá audiência com Dilma na 5ª feira – Pauta de projetos e política

 

Na audiência que terá com a presidente Dilma Rousseff, quinta-feira, em Brasília, o governador Cid Gomes (PSB) não tratará somente de projetos que digam respeito à Copa 2014 e outros empreendimentos como a refinaria.

Assuntos como a sucessão em Fortaleza devem ser abordados, até porque Cid estaria tendo certa dificuldade de tratar do assunto com a prefeita Luizianne Lins, a presidente do PT cearense.

Por causa da Copa, Fortaleza virou peça estratégica para o governo federal. Cid já cogitou até que Lula e Dilma poderiam mediar, no que Luizianne reagiu dizendo que a presidente teria outras preocupações bem maiores. Nesse script político, uma certeza: Cid anda prestigiado em Brasília e Dilma não tem feito segredo sobre isso.

(Coluna Vertical, do O POVO)

Ex-prefeita de Fortalza e militante do Crítica Radical embarcam para ato político no Wall Street

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Militantes Maria Luiza e Célia Zanetti.

“Na bagagem, um manifesto e, na mente, o desejo de luta. Hoje, duas representantes do Movimento Crítica Radical, a ex-prefeita Maria Luiza Fontenele, e Célia Zanetti, que também é da União das Mulheres Cearenses, embarcam para Wall Street, coração do capitalismo financeiro, em Nova York. Elas querem se unir e levar solidariedade ao movimento “Ocupe Wall Street” e, ao mesmo tempo, criar movimento transnacional pela emancipação humana, que pressupõe a superação do sistema capitalista.

Wall Street foi ocupada no dia 17 de setembro em protesto contra o controle da política pelo dinheiro. Manifestantes acampam no Zuccotti Park, nas imediações do distrito financeiro. A ideia é colaborar, levando a teoria formulada pelo Crítica Radical, e aprender com eles. Como o Movimento tem assembleias diárias, Maria Luiza conta que elas tentarão ler o manifesto e abrir o debate.

Para Maria Luiza, Wall Street simboliza o sistema que fez do dinheiro o deus que submete todas as relações humanas. “Queremos fazer a denúncia de que esse tipo de sociedade não traz alternativa de felicidade humana, nem de atender minimamente as necessidades humanas. Esse modelo de sociedade, que é a civilização moderna, está em colapso”, critica.”

(O POVO)

Presidente nacional do PT diz não ver razão para trocar Lupi

Quem tem medo de Dilma Rousseff? A julgar pelos relatos do dia a dia na Esplanada dos Ministérios, a resposta é simples: todo mundo.

A Folha ouviu ministros, assessores e parlamentares sobre as famosas broncas da presidente. A conclusão é que ninguém está imune a elas –nem os “queridinhos” de Dilma, como Gilberto Carvalho (Secretaria Geral) e Guido Mantega (Fazenda).

A lista de fatores que provocam a ira da presidente vai do desconhecimento dos assuntos de governo a tentativas de enrolá-la ou dar palpites sobre áreas dos colegas.

Desde que voltou da reunião do G20, Dilma Rousseff tem disparado críticas pontuais na direção de Angela Merkel, a chanceler alemã. Segundo a presidente, Merkel “não ouve ninguém”.

Ambas são conhecidas pelo temperamento difícil e estão listadas como as mulheres mais poderosas do mundo, segundo a revista americana “Forbes”. Dilma, a única brasileira na lista, está na 22ª colocação, enquanto a premiê da Alemanha está em 4º lugar.

(Folha)

CUT/CE divulga nota de apoio à luta dos professores estaduais

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A Central Única dos Trabalhadores, regional do Ceará, e entidades filiadas divulgam nota de apoio aos professores estaduais e destaca a postura firme do Sindicato Apeoc na mobilização da categoria. Confira nota na íntegra.

NOTA DA CUT-CE

EM DEFESA DOS AVANÇOS REAIS PARA OS PROFISSIONAIS DO ENSINO PÚBLICO ESTADUAL

A CUT-CE vem a público reafirmar a importância da luta dos professores e professoras cearenses por melhores condições de trabalho e por uma Educação pública de qualidade. Durante todo o processo de mobilização dos docentes da rede estadual de ensino, é destaque a postura firme do Sindicato Apeoc na mobilização da categoria, na garantia de diálogo e na conquista de avanços reais e sistemáticos para os profissionais.

Como possibilidade de ampliar as conquistas para os trabalhadores e trabalhadoras, a CUT-CE defende a proposta construída pela categoria após intenso período de discussão, realizada especialmente nos últimos meses. Dessa forma, é fundamental que a categoria aprofunde o debate dos pontos apresentados, compreendendo todas as dimensões e identificando os seus ganhos efetivos no decorrer dos próximos anos.

A unidade da luta dos professores e professoras cearenses, a autonomia do movimento sindical, o fortalecimento da base para a ampliação de direitos são questões defendidas pela CUT-CE ao longo de toda a sua trajetória. Defendemos, de forma coletiva, que a atuação qualificada do Sindicato Apeoc merece mais do que o reconhecimento, a solidariedade e o apoio de toda sociedade cearense.

CUT-CE e entidades filiadas.

PT retoma a Prefeitura de Icapuí

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A apuração da Justiça Eleitoral aponta a vitória em Icapuí (Litoral Leste) do petista Jerônimo Reis para a Prefeitura desse município. Ele obteve 6.200 votos contra 3.883 do segundo colocado, no caso Irmão Betinho, do PSDB. Já o  candidato Marcos, do PTN, obteve 910 votos.

Esses dados foram divulgados pelo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Acrísio Sena (PT), em seu facebook, agora há pouco. Ele, inclusive, comemora a volta do seu partido ao poder nesse município que tinha como prefeito Irmão Edilson (PSDB), que foi afastado pela Justiça Eleitoral.