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Ciro ganha duas frentes de adesivaço neste domingo em Fortaleza

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, ganhou neste domingo (9), em Fortalezam duas frentes de adesivaço, uma na Praia do Futuro e outra no bairro Edson Queiroz. O adesivaço também pediu votos para Camilo Santana, candidato à reeleição ao governo do Ceará, e Cid Gomes, candidato ao Senado.

No cruzamento das avenidas Washington Soares e Oliveira Paiva, no bairro Edson Queiroz, as atividades tiveram à frente o prefeito Roberto Cláudio, que esteve acompanhado da primeira-dama Carol Bezerra.

“Temos absoluta certeza de que as propostas do Ciro são as melhores para o País. A sua trajetória de vida marca um compromisso absoluto com os mais relevantes interesses da nossa gente. O Ceará precisa dar uma forte demonstração de apoio a este que é, seguramente, o mais qualificado quadro da política nacional na atualidade”, afirmou Roberto Claudio.

Na Praia do Futuro, a primeira-dama do Estado, Onélia Santana, puxou o adesivaço. Ela esteve acompanhada de Mônica Paes de Andrade, esposa do senador Eunício Oliveira. Camilo Santana e Eunício Oliveira estiveram neste domingo em Crateús. As atividades na Praia do Futuro receberam o apoio dos colaboradores de Salmito (PDT), candidato à Assembleia Legislativa.

Todos os gostos

Também na Praia do Futuro, os petistas Acrísio Sena, candidato à Assembleia Legislativa, e Luizianne Lins, candidata à reeleição a deputada federal. Os dois realizaram manifestação em favor do ex-presidente Lula.

(Fotos: Divulgação)

Voto: exercício da cidadania

Em artigo sobre o período eleitoral, o advogado Irapuan Diniz de Aguiar destaca a importância do voto. Confira:

Neste período que antecede as eleições cumpre alertar para a importância e significação do voto porquanto, como o instrumento mais democrático posto à disposição do cidadão, necessita ser bem utilizado. Votar não é um ato qualquer. Não é só comparecer a uma secção eleitoral e se sentir desobrigado deste dever da cidadania. É grave a responsabilidade de escolher alguém com ideias e programas viáveis, com competência e coragem de implementá-los e dos quais, como decorrência, reduzam a miséria do nosso povo e as desigualdades sociais. É, por conseguinte, o tipo de escolha que vai afetar toda uma coletividade, que vai definir seu destino num mundo cada vez mais globalizado, mais exigente e mais competitivo por isso que uma escolha errada guiada pelo equívoco ou pela insensatez, em vez de soluções, trará mais problemas e dificuldades.

Nesse sentido, cabe ao eleitor bem avaliar os valores reais dos candidatos, suas verdades e/ou suas mentiras, suas propostas, a partir dos debates públicos travados, do contato pessoal, do conhecimento de suas histórias de vida e das razões que os animam à disputa eleitoral. Estas são apenas algumas referências para à formação de sua convicção e a definição propriamente dita do seu voto. Não se deixe seduzir pelas aparências. O cidadão responsável sabe que não há soluções fáceis para problemas complexos e nem mágica para mudanças. A despeito da vigente legislação eleitoral já ter melhor disciplinado a utilização da propaganda com a proibição da poluição visual na paisagem de nossas ruas e avenidas, ainda persiste o abuso de algumas práticas na mesma direção. O eleitor deve observar e identificar, pelo volume e ostentação, quais os candidatos que abusam do poder econômico nas campanhas eleitorais. Muitos deles colocam seus objetivos eleitoreiros acima da responsabilidade social. É, justamente aí, que os candidatos vão se desnudando e se mostrando ao eleitor como verdadeiramente são.

Quanto as suas propostas e planos de governo, procure o eleitor examinar se os temas abordados, especialmente em relação à segurança pública, a educação e a saúde, não são tratados superficialmente nos seus aspectos mais gerais e óbvios. Tem-se observado, nas campanhas passadas, que a discussão entre os candidatos não envolve itens relevantes e contemporâneos, como currículo escolar, a sedução das drogas e como lidar com elas, – e não, apenas, o redundante combate ao narcotráfico -, a situação do negro na sociedade, o avassalador apelo ao sexo nos programas de TV e tantos outros que interessam de perto à família.

Com o surgimento, nos últimos tempos, das ONGs, passa-se a falsa noção de que estes assuntos não mais integram a órbita de atuação do governo, inserindo-se na jurisdição destas entidades. Ou, ainda: que tais questões se circunscrevem ao foro íntimo de cada um ou, no máximo, ao âmbito familiar. O que se precisa, e com urgência, é a discussão sobre a infância (meninos na rua), mal criados, sem escola, sem teto e, o que é pior, sem perspectiva de futuro.

Irapuan Diniz de Aguiar, advogado

Polícia Federal investiga se há mais envolvidos em agressão a Bolsonaro

A Polícia Federal (PF) está investigando se Adélio recebeu ajuda para praticar o ato. Mais duas pessoas, sendo que uma está internada após se envolver em uma briga durante a agressão, são suspeitas de participação no ataque ao candidato.

A investigação vai levantar se Adélio agiu sozinho e como se mantinha na cidade, onde estava hospedado em uma pensão. Ele pagou adiantado R$ 400 pelo maior quarto da hospedagem. A PF poderá rastrear a movimentação de Adélio a partir da quebra de seu sigilo telefônico, autorizada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora.

A magistrada converteu a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado. O agressor foi transferido para o presídio federal de segurança máxima de Campo Grande (MS), onde está em uma cela individual, para resguardar sua integridade física.

A defesa de Adélio descarta a participação de outras pessoas no ataque a Bolsonaro, inclusive de um mentor intelectual. Os advogados disseram que ele agiu sozinho e de rompante. A ideia de atacar o candidato, segundo a defesa, surgiu três dias antes, e Adélio foi estimulado pelo discurso de Bolsonaro sobre quilombolas.

Mas a familia de Jair Bolsonaro tem falado, sem apontar indícios, em “crime premeditado”.

(Agência Brasil)

Terceiro debate com presidenciáveis será neste domingo

O terceiro debate entre os presidenciáveis será promovido neste domingo (9) pela TV Gazeta, O Estado de S. Paulo, Rádio Jovem Pan e Twitter, a partir das 18 horas.

Bolsonaro não vai participar do debate. O ataque sofrido pelo candidato pode fazer com que o tom hostil que vinha norteando a campanha seja deixado de lado. Os rivais devem evitar ataques diretos ao presidenciável do PSL e serem cautelosos ao abordar o episódio do atentado.

Sem Bolsonaro, vão participar do debate Marina Silva (Rede), Ciro Gomes (PDT), Geraldo Alckmin (PSDB), Álvaro Dias (Podemos), Henrique Meirelles (MDB), Cabo Daciolo (Patriota) e Guilherme Boulos (Psol).

Fernando Haddad (PT) não vai participar do evento porque, oficialmente, ele ainda é candidato a vice-presidente na chapa de Luiz Inácio Lula da Silva.

(Agência Estado)

Segue o mistério sobre contratação dos quatro advogados do agressor de Bolsonaro

Com a quebra do sigilo telefônico e de dados, a Polícia Federal vai aprofundar as investigações sobre Adélio Bispo de Oliveira, que confessou ter esfaqueado, na última quinta-feira (6), o candidato à Presidência da República Jair Bolsonaro (PSL), em Juiz de Fora (MG). Ainda não foi revelado quem está pagando os honorários dos quatro advogados que o defendem –.Fernando Magalhães, Zanone Oliveira Júnior, Marcelo da Costa e Pedro Possa.

Os advogados disseram que foram contratados por um fiel da igreja Testemunhas de Jeová de Montes Claros, frequentada pela família de Adélio. Em comunicado à imprensa, a igreja Testemunhas de Jeová no Brasil disse que não contratou os advogados e que nem Adélio nem sua família são seguidores da igreja. “Portanto, a declaração do advogado de que foi contratado por Testemunha de Jeová, conforme veiculada pela mídia, não é verídica”, diz a nota.

(Agência Brasil)

Provações da democracia

Editorial do O POVO deste domingo (9) avalia a crise política norte-americana. Confira:

Se a situação política no Brasil é grave, não é muito diferente nos Estados Unidos, a mais poderosa nação da terra. Desde que Donald Trump tomou posse, os americanos – e o mundo – vivem uma espécie de suspense, sem saber o que pode acontecer, devido à instabilidade do presidente.A partir da suspeita de que a Rússia interferiu nas eleições, favorecendo-o, passando por denúncias de altos funcionários e livros expondo as entranhas da gestão Trump, chega-se agora à publicação, pelo New York Times, de um artigo anônimo de um integrante do círculo íntimo do poder, no qual faz graves revelações.

O jornal esclarece que deu um passo “incomum” ao divulgar um texto anônimo, identidade preservada para evitar retaliação, mas cujo autor é conhecido pelo jornal. O periódico americano explica que publicar o artigo foi o único modo encontrado para dar a conhecer aos leitores o que se passa nos bastidores da Casa Branca.

O alto funcionário escreve que “a raiz do problema é a amoralidade do presidente”, e que Trump “não está ancorado em nenhum princípio discernível que guie sua tomada de decisões”. Diz ainda não existir “nenhum tema” sobre o qual o presidente “não possa mudar de opinião de uma hora para outra”.

Mas o funcionário diz que “há adultos na sala” para conter o presidente, uma espécie de “grupo de resistência”, do qual ele faria parte.Em livro recentemente publicado, Bob Woodward (o repórter do caso Watergate, que levou à renúncia do presidente Richard Nixon) mostra o que acontece na cozinha da Casa Branca. Ele diz, por exemplo, que, em várias ocasiões, o ex-conselheiro econômico Gary Cohn e o ex-secretário da Casa Branca Rob Porter retiraram documentos da mesa do presidente para impedir que ele os assinasse, sem que Trump se desse conta. Faziam isso para evitar as decisões mais perigosas do presidente, segundo eles.Em vários países do mundo, como no Brasil, a política passa por um duro teste.

O que se espera é que esses problemas sejam superados com o fortalecimento da democracia.

Juíza determina quebra de sigilo telefônico de agressor de Bolsonaro

A Polícia Federal poderá rastrear ligações, mensagens e contatos feitos por Adélio Bispo de Oliveira antes de esfaquear o candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, durante campanha em Juiz de Fora na última quinta-feira (6)

A autorização da quebra do sigilo telefônico do agressor foi dada pela juíza Patrícia Alencar Teixeira de Carvalho, da 2ª Vara Federal de Juiz de Fora. A juíza já havia convertido a prisão em flagrante de Adélio em prisão preventiva, sem prazo determinado.

Adélio está preso em um presídio federal na cidade de Campo Grande, em Mato Grosso do Sul. Para a Patrícia de Carvalho, solto, ele representa risco à sociedade e à ordem pública.

(Agência Brasil)

Clima de instabilidade institucional é tudo o que o Brasil democrático não quer

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (9):

A semana que passou foi uma das mais desoladoras para a vida do País, do ponto de vista político, jurídico, institucional e cultural (incêndio do Museu Nacional) e terminou, de forma ainda mais preocupante, com a facada contra o candidato da extrema-direita, Jair Bolsonaro e a tentativa de se criar um clima de instabilidade institucional, que é tudo o que o Brasil democrático não quer.

Ainda bem que o non-sense ficou confirmado com a identificação do suposto agressor, detido na hora: Adélio Bispo de Oliveira, aparentemente portador de distúrbio mental. Resta investigar com rigor os fatos e repudiar qualquer tipo de violência. Esse pedido, aliás, vem sendo feito desde o começo do ano, quando ocorreram atentados às caravanas de Lula e ao acampamento Maria Letícia, em Curitiba, e o assassinato da vereadora Marielle Franco, no Rio de Janeiro.

A semana já começara mal, sob a égide de mais um julgamento polêmico da Justiça brasileira (Tribunal Superior Eleitoral – TSE e Supremo Tribunal Federal – STF) ao negar cautelares ao ex-presidente Lula para concorrer às eleições, sub judice, conforme concedera o Comitê de Direitos Humanos da ONU. O resultado colateral foi a cassação prática de 60 milhões de brasileiros, no que tange ao seu direito de escolher o candidato de sua preferência para dirigir a Nação, violando o art. 25 do Pacto de Direitos Humanos e Civis da ONU.O mesmo juiz Édson Fachin, que demonstrara em sentença primorosa que o Brasil não poderia deixar de cumprir um tratado internacional (citou a Convenção de Viena) e deveria conceder a liminar requerida pelo Comitê da ONU para que Lula pudesse concorrer às eleições (até que seu processo tenha sentença definitiva), desdisse, na mesma semana, tudo que o afirmara.

Decisão acompanhada pelo decano Celso de Mello, do STF, quando chegou sua vez de atender recurso semelhante, na Corte suprema. E isso apesar de existirem vídeos de ambos defendendo a superioridade hierárquica dos tratados internacionais sobre as leis ordinárias, como a da Ficha Limpa. Assim, os dois assumem, perante seus pósteros, a biografia que estes conhecerão quando estudarem este período obscuro em que a imagem da Justiça brasileira se junta às exibidas em 1937 (Estado Novo) e 1964 (ditadura civil-militar), quando validou os estados de exceção de então.A história brasileira demonstra que a violência e a ruptura institucionais sempre partiram dos segmentos sociais detentores do poder real, não das forças populares-democráticas.

Que o diga a geração que viveu o regime constitucional democrático de 1946 até seu naufrágio em 1964. Ela não conhecera a ditadura do Estado Novo e imaginara que a democracia recobrada em 1946 seria respeitada, após a decisão da vontade soberana do povo, traduzida em uma Assembleia Nacional Constituinte originária.

Ledo engano.

PGR se manifesta contra recurso em favor da candidatura de Lula

A Procuradoria-Geral da República se manifestou neste sábado (8) contrariamente ao recurso da defesa em favor da candidatura de Lula, protocolado na terça-feira (4) no Tribunal Superior Eleitoral. O documento com cerca de 180 páginas insiste na tese sobre decisão de um comitê da Organização das Nações Unidas (ONU) que permitiria o petista disputar as eleições.

Os advogados consideram que é o Supremo Tribunal Federal (STF) que deve decidir se a decisão da ONU é ou não vinculante. O recurso só vai à análise do Supremo se o plenário virtual da Corte Eleitoral, que analisa o recurso, entender que há questão constitucional a ser esclarecida.

Para o vice-procurador-geral Eleitoral, Humberto Jacques de Medeiros, “não há qualquer improbidade na decisão do Tribunal Superior Eleitoral” que barrou o registro da candidatura de Lula.

“Indubitavelmente, aquele que, com causa de inelegibilidade já reconhecida pela Justiça Eleitoral, aventura-se em tentar postergar o indeferimento do seu registro de candidatura, turbando o processo eleitoral, atua desprovido de boa-fé. Sua conduta é capaz de imprimir indesejável instabilidade às relações políticas, excedendo, portanto, os limites sociais ao exercício do direito. Por fim, ao assim proceder, dá causa ao dispêndio de recursos públicos a serem empregados a uma candidatura manifestamente infrutífera”, diz Medeiros

Em sua manifestação, o vice-procurador-geral diz ainda que “reconhecer a procedência do pedido almejado no recurso extraordinário significaria violar a Constituição brasileira”.

Na semana passada, ao decidir sobre o impedimento da candidatura de Lula, a Justiça eleitoral deu prazo para que até a próxima terça-feira (11) a coligação O Povo Feliz de Novo (PT, PCdoB e Pros) defina um novo nome para candidato à Presidência da República.

(Agência Brasil)

Democracia ferida a faca

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Em artigo no O POVO deste sábado (8), a jornalista Letícia Alves avalia a repercussão da agressão contra Bolsonaro. Confira:

Assisti à facada em Jair Bolsonaro por vários ângulos, em velocidades alta e baixa, com zoom na arma e zoom no rosto que recebeu a dor com surpresa e com medo. Foi a primeira vez que vi alguém ser esfaqueado de verdade. Nos filmes, jorra sangue pelo corte e pela boca. Perdoem a figura de linguagem pobre, mas na vida real, no Brasil onde um candidato à Presidência foi esfaqueado, foi verdadeiramente a democracia que sangrou.

Quase tão difícil como assistir àquela cena de violência cruenta, porém, foi acompanhar as mensagens nos meus grupos de WhatsApp e nas redes sociais. Vi pessoas acusando o capitão da reserva de ter forjado o ataque ou de ser vítima do seu próprio discurso “de ódio” — a culpa, em qualquer um dos casos, era dele mesmo. Alguns admitiam que ele era a vítima, mas faziam questão de dizer que nem sempre o fora. Havia ainda os que compartilhavam, sem hesitar, qualquer fake news absurda que chegava aos seus celulares. Resumidamente, um show de horror após o show de horror.

Não é preciso dizer que o uso político dessa situação é lastimável e que a minimização do ataque é desumana e maliciosa. O golpe que quase matou o presidenciável foi filmado, compartilhado, publicado e transmitido em televisões, computadores e celulares de milhões de pessoas. Bolsonaro agonizou sob os olhares do mundo inteiro. Negar essa realidade por afeição ideológica apenas corrobora com a análise óbvia de que, perdoem mais uma vez, quem agoniza junto com ele são as nossas esperanças de ter uma eleição pacífica e um país não mais dividido pelo ódio.

Não se sabe o que acontecerá daqui para frente. Os médicos estimaram o mínimo de “uma semana ou dez dias” antes do presidenciável receber alta. Ele dificilmente voltará a fazer campanha de rua. O quanto isso influenciará no resultado das eleições é impossível de mensurar. Inicialmente, fala-se em repercussão positiva para Bolsonaro. Passar o último mês de campanha impossibilitado de viajar pelos estados e de participar de atos públicos, no entanto, pode desequilibrar a balança para o lado contrário. Como saber? Afinal, quem podia imaginar que a chave das eleições 2018 seria uma faca?

Letícia Alves, jornalista do O POVO

Capitão Wagner e Vitor Valim encontram resistência na periferia por ação de criminosos

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Muitos eleitores da periferia de Fortaleza não escondem a simpatia pelos candidatos Vitor Valim e Capitão Wagner, que concorrem este ano à Assembleia Legislativa e à Câmara Federal , respectivamente, mas se dizem receosos em confirmar a vontade nas urnas, diante da ação de facções criminosas que estariam ameaçando os moradores dos bairros mais afastados.

É o que denunciam nas redes sociais os dois candidatos, que cobram ainda uma ação do poder público na interferência de criminosos na vontade do eleitorado.

(Foto: Arquivo)

Em plena recuperação, Bolsonaro simula “armas” com as mãos

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O candidato à Presidência da República pelo PSL, Jair Bolsonaro, já deixou a cama do hospital e iniciou neste sábado (8) as sessões de fisioterapia. No entanto, Bolsonaro, na primeira foto fora da cama, já gerou polêmica ao simular duas armas com as mãos.

O filho do candidato, Eduardo Bolsonaro, amenizou a apologia e disse que o gesto “é uma marca registrada” do pai, um posicionamento contrário ao desarmamento.

“Não vejo nada de prejudicial ou alguma coisa que possa gerar violência, nem nada disso”, afirmou.

(Com Agências)

Eunício diz que transforma em trabalho a confiança dada pelo cearense

“O Ceará tinha mais de 12 bilhões de reais em recursos parados em gavetas no Congresso Nacional. Dinheiro que não poderia deixar de assistir à nossa gente mais necessitada. Por meio da confiança a mim dada por vocês, cearenses, não poupei esforços para destravar esses recursos que hoje desenvolvem o nosso Estado”.

O discurso é do presidente do Congresso Nacional, senador Eunício Oliveira, que concorre à reeleição ao Senado pelo MDB do Ceará, durante carreata na noite dessa sexta-feira (7), em Viçosa do Ceará, na Ibiapaba, a 348 quilômetros de Fortaleza.

“Fico muito feliz com a receptividade em casa canto do Estados, o que me dá mais força para seguir nesta caminhada”, completou Eunício.

O prefeito de Viçosa do Ceará, Zé Firmino (MDB), ressaltou o empenho do senador Eunício, que destinou recursos para o custeio e manutenção de unidades de saúde do município e para o asfaltamento de todas as ruas de Viçosa do Ceará.

“Ele vem fazendo tudo por Viçosa nestes dois últimos anos. Hoje, a nossa Viçosa pode mostrar o que tem pelo trabalho incansável de Eunício. Quem ama Viçosa, vota Eunício senador”, afirmou.

No evento também estiveram presentes os candidatos a deputado federal Moses Rodrigues e a deputado estadual João Jaime.

(Foto: Divulgação)

Ciro, Camilo e Cid participam de carreata entre Juazeiro do Norte e Crato

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Após desembarcar na noite dessa sexta-feira (7) em Sobral, o candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes percorreu em carreata na manhã deste sábado (8) os municípios de Juazeiro do Norte e Crato, na Região do Cariri.

Ciro esteve na companhia do governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, e pelo irmão Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT.

Na noite deste sábado, Ciro estará em João Pessoa, capital paraibana.

(Foto: Divulgação)

Kátia Abreu e Carol Bezerra visitam Lar Amigos de Jesus

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A candidata a vice-presidente na chapa de Ciro Gomes, senadora Kátia Abreu, esteve nessa sexta-feira (7) na companhia da primeira-dama de Fortaleza, Carol Bezerra, na instituição Lar Amigos de Jesus, no bairro Joaquim Távora.

A instituição é coordenada pela Irmã Conceição Dias e pela Irmã Maria de Lourdes Rabelo, que há 31 anos realiza trabalho voluntário para crianças e adolescentes com câncer.

(Foto: Divulgação)

Foi funda a facada!

Em artigo no O POVO deste sábado (8), o juiz Eduardo Gibson Martins aponta que a violência contra Bolsonaro não foi um “atentado qualquer” e que “envolve a todos até a alma”. Confira:

É verdade que atentados ocorrem o tempo todo num País que se verga à marca inacreditável de mais de 60.000 homicídios por ano. Na “terra brasilis” atentados nem chegam a impressionar. Mesmo quando se dá o evento morte, os números superlativos tratam de banalizar a vida humana: será na estatística apenas uma a mais ceifada nesse turbilhão de violência que de há muito vem tornando refém um País que, paradoxalmente, ainda se jacta de se dizer pacífico.

Mas este não foi um atentado qualquer. Estamos falando de política, e não só da cidade, do Estado ou da Região; estamos falando da vida republicana, dos destinos do País e da democracia em que vivemos e viverão nossos filhos e netos. Isso nos envolve a todos até a alma, influi no macro e no micro, até nos mais recônditos rincões de norte a sul do País. É disso que se trata.

Uma democracia não vinga sem um mínimo de garantia para quem disputa eleições, notadamente as presidenciais, e também para os milhões de eleitores que querem escolher seus líderes mas não sabem sequer se estes chegarão vivos ao dia do sufrágio. A facada, assim, foi funda e atingiu a todos, sem exceção, eis que feriu um dos principais fundamentos da República: a cidadania.

O atentado contra a vida de Bolsonaro nos revela um golpe ainda mais profundo: o que atinge elementos vitais para a democracia, rasgando vasos de onde sangram valores éticos, morais e cívicos que formam o tecido mais nobre e republicano de uma autêntica democracia.

A gradativa degradação de princípios morais e a deseducação paulatina que foram impostas mormente aos nossos jovens que hoje já não reverenciam o hino ou a bandeira nacional; ou não conseguem avaliar o tamanho da perda de um Museu Nacional e o valor que tem para um País a preservação de sua memória (justamente para que erros do passado não voltem a se repetir), são o corolário lógico que só poderia mesmo desaguar na foz de toda essa violência e na infelicidade de termos comemorado o Dia da Pátria nessas circunstâncias.

Eduardo Gibson Martins

Juiz de Direito especializado em Política Estratégica pela UFRJ e pela ESG e mestre em Direito Constitucional Comparado pela Universidade de Samford (EUA)

Salmito e Odorico fazem dobradinha em Quixadá

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Cerca de 200 motoqueiros acompanharam na noite dessa sexta-feira (7), no distrito de Cipó dos Anjos, em Quixadá, no sertão cearense, a 167 quilômetros de Fortaleza, a visita de Salmito (PDT) e Odorico (PSB), candidatos à Assembleia Legislativa e Câmara Federal, respectivamente.

Os dois candidatos estiveram acompanhados do médico Ricardo Silveira, atualmente a maior liderança no município.

Neste sábado (8), Salmito e Odorico terão atividade na sede do município.

(Foto: Divulgação)

Mudou tudo para todo mundo

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (8), pelo jornalista Érico Firmo:

A campanha presidencial deste ano já era a mais curta de todos os tempos. A eleição será a menos de um mês e, a essa altura, dá-se daqueles acontecimentos que mudam tudo. De consequências imprevisíveis. O ritmo da campanha mudou. Atividades de candidaturas foram interrompidas. E estratégias são revistas. A campanha que irá prosseguir será radicalmente diferente.

A campanha era marcada até agora por três estratégias:

1) Jair Bolsonaro (PSL) apostava em sua imagem pessoal. Na exposição em redes sociais e atos de rua. Explorava posições polêmicas e o confronto, sobretudo com o PT, a esquerda e ideias progressistas.

2) Geraldo Alckmin (PSDB), Henrique Meirelles (MDB) e Guilherme Boulos (Psol), nessa ordem, tinham como aspecto central de sua estratégia a crítica, a desconstrução de Bolsonaro. Com menos ênfase, Ciro Gomes (PDT) também. A estratégia de Marina Silva (Rede) não é bater, mas o momento em que ela bateu foi quando fez isso em debate. Justo contra Bolsonaro. Os dois primeiros pelo embate direto por votos conservadores. O terceiro pela postura ideológica diametralmente oposta.

3) Fernando Haddad (PT) centra sua campanha na defesa do direito de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ser candidato, a denúncia do que consideram golpe, articulado por forças conservadoras, com intenção, conforme o PT denuncia, de adotar programa de retirada de direitos sociais e prejudicar os mais pobres.

Basicamente, essa era a configuração da campanha até aqui. Isso muda para todo mundo.

Novidades introduzidas no novo quadro eleitoral:

1) Bolsonaro sai de sua tradicional posição beligerante e se coloca como vítima. É condição diferente da que ele exerceu toda vida. Ele sempre foi a pessoa de bater. A mudança pode ter sua conveniência. Até então, ele havia chegado ao seu topo. Atingido um teto de eleitores que vinha sendo difícil de ultrapassar pelos métodos usados até então. É provável que a nova condição ajude a reduzir sua enorme rejeição. A tendência é que cresça nas próximas pesquisas. A dúvida é como seus próprios eleitores irão reagir a um Bolsonaro que, no lugar de conclamar seus seguidores a metralhar a petralhada” diz: “Nunca fiz mal a ninguém”. É um grande reposicionamento de imagem. Não é algo que tenha escolhido. Porém, é mudança muito grande faltando tão pouco tempo para a eleição. Além do mais, a campanha de rua e a intensidade das aparições em redes sociais irão diminuir. Também a gravação dos segundos no horário eleitoral fica comprometida. Em síntese, se tem fator psicológico e simbólico a seu favor, Bolsonaro perde a possibilidade de efetivamente fazer o que vinha sendo mais importante em sua estratégia.

2) Quem vinha batendo em Bolsonaro terá de calcular os próximos passos. Meirelles e Boulos não parecem ter muitos horizontes. Ciro corre em outra raia. Disputa eleitores de centro-esquerda, que não votam em Bolsonaro e são afrontados por ele. Alckmin, por sua vez, não tem opção. Se não tirar votos de Bolsonaro, sua candidatura está fadada ao fracasso. A forma é como fazer isso. Se bater, corre o risco de fortalecer justamente a condição de vítima do candidato do PSL. Tanto que sua candidatura já tirou do ar as propagandas com ataques. As mesmas que Bolsonaro tentou tirar do ar por via judicial.

3) O PT preparava grande ato para substituir oficialmente Lula por Haddad. Isso terá de ocorrer até terça-feira. Porém, o clima é outro, é pesado. Há certa delicadeza em confrontar as forças conservadoras, personificadas em Bolsonaro melhor que em qualquer outro. Discurso que tem sido ensaiado é o de que a postura beligerante do candidato do PSL conduz a reações desse tipo. A ideia de “olho por olho” é cruel, sobretudo nos instantes após o ataque. Vários petistas foram infelizes ao se referir nesses termos no calor da comoção. Porém, é discurso que pode, sim, pegar. Sobretudo, por dialogar com o cerne da lógica de Bolsonaro. Do uso de armas para se defender. De que quem comete ato de violência faz por merecer castigo na mesma moeda. Bolsonaro, além de sugerir metralhar petistas, tratou com ironia os disparos contra comitiva de Lula no Paraná e disse que o ataque teria sido forjado. A forma como ele tratava adversários e como se postou quando estiveram em situação similar poderá cobrar dele o preço agora.