Blog do Eliomar

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Dilma quer dos governadores do Nordeste apoio pró-CPMF

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“A presidente Dilma Rousseff terá hoje seu primeiro encontro em bloco com governadores. Ela se reunirá em Sergipe com os representantes do Nordeste, região onde teve sua maior vitória proporcional em 2010, com 70% dos votos válidos. A votação expressiva e o fato de que a maioria dos Estados é comandada por aliados da presidente explicam a “colher de chá” que os anfitriões pretendem dar a Dilma no 11º Fórum dos Governadores do Nordeste. A pauta é composta por temas genéricos e não há a expectativa de nenhuma cobrança mais incisiva sobre o governo federal.

Os governadores manifestam uma preocupação com os cortes de R$ 50 bilhões no Orçamento, falam em obter mais recursos federais, mas preparam uma recepção festiva para Dilma. “Nesse primeiro encontro cada um trará uma agenda mais genérica. O objetivo é alinhavar temas para o mandato todo”, diz o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), que sediará a reunião. O petista admite que existe uma “ansiedade” dos governadores com os cortes anunciados. Dilma será cobrada sobre investimentos já contratados com a região, como a transposição do rio São Francisco e as obras do PAC.

Uma das principais cobranças sobre Dilma será sobre investimentos relacionados à Copa de 2014. Estados que serão sedes do evento, como BA, CE e RN, e os que pretendem ser escolhidos como subsedes cobrarão investimentos do PAC da Mobilidade Urbana e de obras de infraestrutura. Temas relacionados à área energética, como o pagamento de royalties de mineração e obras de energia eólica, também estão na pauta. Mais do que os temas pontuais, no entanto, interessa aos governadores estabelecer pontes políticas com Dilma. Será a estreia dela num fórum de governadores, e há uma curiosidade sobre qual será seu estilo de negociação.”

(Folha.com)

Um debate sobre Jornalismo, Política e Poder

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O curso de Jornalismo da Unifor promove nesta terça-feira, a partir das 19 horas, no Teatro Celina Queiroz, um debate sobre o tema “Jornalismo, Política e Poder”. O encontro vai contar com a presença dos jornalistas Fernando César Mesquita e Frota Neto.

Cearenses, Fernando César Mesquita responde pela Agência Senado e Frota Neto sempre atuou na área política de Brasília. Há expectativas de muitos bastidores imporantes do cenário nacional.

Serra diz que Dilma pegou "herança maldita"

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O ex-governador de São Paulo, José Serra, que perdeu a eleição presidencial para Dilma Rousseff, é entrevistado do jornal O Globo desta segunda-feira. O tucano bate duro na administração federal, diz que houve muita barganha no preenchimento de cargos e fala em herança maldita deixada pelo ex-presidente Lula. Confira alguns trechos:

Qual a sua avaliação sobre a postura do governo Dilma nesse primeiro teste da presidente no Congresso?

Lamentável. Está à vista de todos: oferece cargos, loteia o governo, promove a troca de favores não republicanos em troca da submissão de parlamentares. O valor do mínimo está sendo usado para o governo evidenciar ao mercado um rigor fiscal que ele absolutamente não tem. O falso rigor esconde a falta de rigor. Por que não começam pelos cortes de cargos comissionados ou dos subsídios, como os que são entregues ao BNDES?

São uns 3% do PIB, R$ 110 bilhões. O governo está inflando despesas de maneira enganosa ou vai falir o país em um ano. Dou um exemplo: as despesas de custeio foram de R$ 282 bilhões em 2010. O orçamento deste ano diz que o governo vai gastar R$ 404 bilhões: um aumento de 43%. Os restos a pagar do governo Lula se elevam só neste ano a R$ 129 bilhões. Quer apostar como vão cancelar muitos dos projetos, depois de servirem como instrumento para atrair votos na campanha?

O senhor tem usado bastante o Twitter para criticar e cobrar ações do governo Dilma. O que destacaria deste início de governo?

O destaque é o estelionato eleitoral. Há quatro meses falavam em investir num monte de coisas, milhões de casas, milhões de creches, de quadras esportivas, de estradas, de ferrovias. A realidade é que está tudo parado, a herança maldita deixada por Lula é gigantesca em razão do descontrole dos gastos, dos maiores juros do mundo, da desindustrialização.

A montagem do governo foi um festival de barganhas e, antes de terminar o segundo mês, ainda tivemos o bloqueio a um salário mínimo melhor, o escândalo de Furnas e a não apuração dos escândalos da Casa Civil. Não é à toa que a presidente fala pouco e nunca de improviso. O atual governo optou por fingir que nada disso é com ele.

As suas recentes aparições em público têm sido interpretadas como uma demonstração de interesse pela presidência nacional do PSDB. O senhor está disposto a disputar o cargo?

Depois da eleição, eu me recolhi, tive e tenho um período de maior reflexão. Eu estou voltando aos poucos. Não tenho me movimentado nem aparecido tanto assim. Mas vou voltar a trabalhar e ao ativismo político. Não é emprego, não é cargo. Meu objetivo é debater o Brasil. Eu já fui presidente do PSDB entre 2003 e 2004. Em nenhum momento, a ninguém, expressei o desejo de voltar à presidência do partido. Não acho que seja uma questão tão importante agora. Há muita fofoca, diz-que-diz-que, presunções. Em todo caso, dentro do partido são muito poucos os que desejariam trazer 2014 para 2011. Além de surrealista, isso nos tiraria o foco, enfraqueceria a oposição.

Um de seus principais aliados, o senador Aloysio Nunes Ferreira já disse publicamente que “Serra deve estar presente na direção do partido”. Isso não é um sinal de que há uma tentativa de viabilizá-lo?

Posso garantir que não há nenhum movimento. A afirmação do Aloysio deve ter sido feita em resposta a alguma pergunta específica e tirada de contexto. Mas me parece óbvia: por que o PSDB iria excluir de seu quadro dirigente uma pessoa que teve o voto de 44 milhões de brasileiros? Por que excluiria um de seus fundadores? Por que excluiria um quadro que já foi deputado, líder, senador, ministro duas vezes, prefeito da maior cidade e governador do estado mais populoso?

O senhor cogita criar um novo partido?

Isso é uma calúnia anônima, sem pé nem cabeça.

Em 2010, o senhor foi considerado o candidato natural do partido à Presidência da República. O senador Aécio Neves é o candidato natural do PSDB para 2014?

Não sei como aferir se uma candidatura é natural ou não. Quando só há um candidato, a candidatura não é natural, é única, como aconteceu com o Covas (Mário Covas) em 1989 e com o Fernando Henrique em 1994 e 1998. Em 2002, muita gente achava que eu era o candidato natural. No entanto, quando a eleição se aproximou, pelo menos dois qualificados companheiros também se apresentaram. O que eu acho é que 2014 ainda está muito longe, e há muitas variáveis ainda imprevisíveis. Seria perda de tempo ficar especulando sobre o assunto.

Marta Suplicy: Mínimo no Senado passa fácil

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“A senadora Marta Suplicy (PT-SP) disse que o governo não terá qualquer dificuldade para aprovar no Senado nesta semana o projeto de lei que fixa o novo valor do salário mínimo. Segundo a senadora, o projeto será aprovado “com mais facilidade do que passou na Câmara”.

Na Câmara, a proposta do governo de fixar o mínimo em R$ 545 foi aprovada por votação simbólica e as emendas que previam aumento maior foram rejeitadas depois de negociações de cargos entre os partidos. Tanto que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) afirmou, durante a semana, que seu partido vai tentar reverter a posição de alguns senadores e, se isso não acontecer, garantiu que a Justiça será acionada, via STF.

Marta não quis comentar as negociações de cargos entre o governo Dilma e o PMDB para o apoio total do partido na votação. “Eles (o PMDB) são base do governo e são parceiros. Não têm a receber nada a mais ou a menos”, disse Marta.”

(Época)

Líbia está à beira da guerra civil, diz filho de Gaddafi

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“Saif al Islam Gaddafi, filho do líder líbio Muammar Gaddafi , disse em entrevista à televisão, esta segunda-feira, que a Líbia está à beira da guerra civil e que a violência é resultado de um “complô estrangeiro”. À noite, por volta das 20h45 de Brasília (23H45 GMT), foram ouvidos intensos disparos em vários bairros da capital, Trípoli, constataram um correspondente da AFP e testemunhas consultadas.

Foto 20.fev.2011 – Saif el-Islam Gaddafi, filho do ditador líbio Muammar Gaddafi, concede entrevista. Ele declarou, à TV líbia na madrugada de domingo para segunda (hora local), que a Líbia está à beira da guerra civil e é alvo de um complô estrangeiro AFP/Televisão Estatal Líbia

Saif al Islam Gaddafi reconheceu que várias cidades do país, entre elas Benghazi e Al Baida, no leste, enfrentam violentos combates e que os responsáveis pelos distúrbios tomaram posse de armas milirares.

É em Benghazi que trabalham os 123 funcionários brasileiros da construtora Queiroz Galvão, que tanto a empresa quando a chancelaria do Brasil tentam retirar do país em um avião fretado, informou à AFP uma fonte oficial.

“Neste momento, os tanques se deslocam em Benghazi dirigidos por civis. Em Al Baida, as pessoas levam fuzis e muitos depósitos de munições foram saqueados. Temos Armas, o exército tem armas, as forças que querem destruir a Líbia têm armas”, disse Saif al Islam Gaddafi, segundo quem milhares de pessoas se dirigem para Trípoli.

“Se todos estão armados, é guerra civil”, afirmou.

De acordo com o filho de Gaddafi, cujas declarações foram transmitidas pela televisão líbia, os confrontos são provocados por elementos que têm como objetivo destruir a unidade do país e instaurar uma república islâmica.

“Destruiremos os elementos da sedição”, disse, prometendo uma Constituição e novas leis liberais.

“O exército terá agora um papel essencial para impor a segurança porque é a unidade e a estabilidade da Líbia” que estão em jogo, declarou o filho do líder líbio, afirmando que o exército lívio “não é o exército tunisiano, não é o exército egípcio”.

“A Líbia está em uma encruzilhada. Ou entramos em acordo hoje sobre as reformas, ou não choraremos 84 mortos, mas milhares e mais e haverá rios de sangue em toda a Líbia”, acrescentou Saif al Islam, segundo quem é exagerado o número de vítimas divulgado pela imprensa estrangeira.

De acordo com a ONG humanitária Human Rights Watch, 173 pessoas morreram na repressão aos protestos antirregime iniciados em 15 de fevereiro.

Segundo um balanço da AFP, feito com base em várias fontes líbias, morreram 77 pessoas, a maioria em Benghazi, nas manifestações contra o regime do coronel Kadhafi, no poder há 42 anos.

“Tomaremos as armas… Lutaremos até a última bala”, disse. “Muammar Gaddafi comanda a batalha de Trípoli e venceremos”, disse.

“A Líbia não é o Egito, não é a Tunísia. Não há partidos políticos na Líbia”, acrescentou. “Muammar Gaddafi não é Zine el Abidine Ben Ali. Não é Mubarak”, desafiou.

Muamar Gaddafi, que dirige o país desde 1969, não fez qualquer declaração pública desde que começaram os atos de violência.

“Não vamos abandonar a Líbia”, declarou Saif Al Islam, e afirmou: “viveremos na Líbia, morreremos na Líbia”.

Segundo informações ainda não confirmadas, Muammar Gaddafi, nascido em 1942, teria deixado a Líbia no domingo à noite.”

(AFP-Uol)

Mínimo traz rombo de R$ 2,5 bi às cidades

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“Com o novo salário mínimo de R$ 545 praticamente aprovado, mais de 5.500 prefeitos, pelo Brasil afora, já estão refazendo as contas. Todos querem saber quanto vão pesar esses R$ 35 a mais por servidor – o valor era de R$ 510 – na máquina municipal, de março em diante. E, principalmente, como vão garantir as obras para se reeleger, ou eleger um aliado, no ano que vem.

“Essa conta, que alguns calcularam em R$ 1,3 bilhão para todo o Brasil, na verdade deve chegar perto dos R$ 2,5 bilhões”, avalia o economista François Bremaeker, da ONG Transparência Municipal, no Rio de Janeiro. Na média, o novo valor fará a folha salarial pesar 42,7% no orçamento.

“Mas isso é só uma parte”, prossegue ele. Isoladamente, os aposentados, pensionistas e a locação de mão de obra, contratos e prestadores de serviço engolem mais 7% do orçamento.

Juntando esses custos com mais 18,9% de serviços de terceiros pessoa jurídica, obras e instalações e itens menores, chega-se ao total de 73,4% do orçamento. “E não incluímos ainda a luz, a água e o telefone”, adverte o economista.

Para investir e mostrar serviço ao eleitor, há duas saídas – e ambas estão em Brasília. A primeira, o aumento “prometido” pelo Tesouro Nacional nos repasses do Fundo de Participação dos Municípios. Se a arrecadação aumentar como se espera, a cota de cada um será, ao longo do ano, 29,4% maior que no ano passado.

A segunda saída é puramente política: batalhar por obras do Plano de Aceleração do Crescimento, o PAC, principalmente o programa Minha Casa, Minha Vida. Ou seja, vem por aí um ano de muitas negociações e marchas de prefeitos a Brasília.”

(Estadão)

Mais um correligionário de Cid em cargo federal

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“Durante o XII Encontro de Governadores do Nordeste que ocorrerá hoje no município de Barra dos Coqueiros (SE), a presidente Dilma Rousseff apresentará seus planos para a região. Será a primeira visita dela depois de eleita. No evento, Cid Gomes e o governador de Sergipe, Marcelo Déda (PT), farão a apresentação “Um novo projeto para financiar o Desenvolvimento Econômico e Social do Nordeste”.

Além disso, os chefes de Estado abordarão o tema “O Governo Dilma Rousseff e o Nordeste”. O governador de Minas, Antônio Anastasia, participará como convidado.

Mas Dilma anunciará um mimo para Cid Gomes: assinará decreto criando a Secretaria Especial de Irrigação, que terá como titular o cearense Ramon Rodrigues, correligionário dos Ferreira Gomes.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Cid não paga indenizações a ex-presos políticos há mais de um ano

“Responsável por conceder indenizações a vítimas cearenses de perseguição política no período da Ditadura Militar no Brasil (1964-1985), a Comissão Especial de Anistia Wanda Rita Othon Sidou está há mais de um ano sem receber os repasses do Governo do Estado para a concessão dos benefícios. Ao todo, são R$ 640 mil devidos a 41 ex-combatentes da repressão.

O presidente da Comissão, Mário Albuquerque, suspeita de que a negligência por parte do Governo pode estar motivada por denúncia ocorrida em 2009 contra o atual corregedor-geral dos órgãos de Segurança Pública e Defesa Social, José Armando da Costa. “É uma hipótese geral entre nós. Nós não encontramos outra justificativa a não ser essa”, disse.

A Comissão, junto com entidades ligadas aos direitos humanos, enviou, em setembro daquele ano, carta ao governador Cid Gomes (PSB), pedindo o afastamento de Costa, que foi delegado da Polícia Federal no período ditatorial. Ele é acusado de práticas de tortura, listado no projeto “Brasil Nunca Mais”, da Arquidiocese de São Paulo.

Os integrantes de movimentos de direitos humanos entendem que é incompatível sua permanência em cargo público, diante o restabelecimento da democracia no País. Nem houve afastamento de Costa, nem os repasses aos beneficiados foram cumpridos, desde então.

“É uma prática dos governos democráticos desde que foi estabelecido pelo (então presidente da República, José) Sarney (PMDB), que essas pessoas não podem assumir funções públicas”, argumentou Albuquerque.

Segundo ele, o Governo do Estado não explica o motivo da suspensão dos pagamentos. “Nós tentamos, por todas as vias, saber o motivo de não ter sido pago. O governador não deu a menor resposta. Foi um mistério”, afirma o presidente da Comissão. “O Ceará sempre se orgulhou de ser o único Estado no Brasil que pagava rápido as indenizações. De repente, nós perdemos isso. Passamos a não pagar. O governo se fechou”, lamenta.

Reunião com Cid

A Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado do Ceará (Sejus), à qual a Comissão é vinculada, é a responsável direta por mediar os repasses com o governador.

Contudo, segundo a assessoria de comunicação do órgão, a secretária Mariana Lobo, que assumiu em janeiro deste ano, só soube da falta de repasses em reunião ocorrida no último dia 10 de fevereiro e assegura que está tomando providências.

Afirmou, ainda, que haverá reunião entre a Secretaria e Cid, levando a questão para discussão ainda nesta semana. Sobre a denúncia contra o corregedor José Armando Costa, a assessoria de comunicação disse que Mariana Lobo não saberia responder.”

(O POVO)

Adauto Bezerra fará palestra na Associação Comercial do Ceará

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O ex-governador do Ceará e empresário Adauto Bezerra é o convidado desta terça-feira, às 7g45min, do projeto Coletiva Empresarial – Casos de Sucesso. O evento é organizado pela Associação Comercial do Ceará que, em sua sede, recebe uma personalidade para dividir sua experiência com associados.

“Sempre é possível aprender com a experiência daqueles que se destacaram em sua área”, explica o presidente da entidade, João Potto Guimarães, adiantando que o coronel Adauto Bezerra é o segundo convidado do projeto. O presidente do TCU, ministro Ubiratan Aguiar, foi o primeiro a expor sua experiência.

Adauto Bezerra foi recentemente homenageado pela ACC com a Medalha José Gentil Alves de Carvalho. O ato ocorreu no último dia 8. Adauto Bezerra discursará na Sala Jaime Machado da Ponte e responderá às perguntas dos presentes, fazendo conhecer um pouco mais de sua trajetória de vida e experiência como empreendedor.

SERVIÇO 

Para informações sobre vagas para participar – Associação Comercial do Ceará (Rua Dr. João Moreira, 207, Centro)

Telefone – (85) 3211.5050.

Associação Comercial

Por coerência na política

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Eudes veste a camisa pea aprovação da PEC-300, em favor dos PMs.

Eis artigo do professor e antropólogo Antonio Mourão Cavalcante, que pode ser lido em seu Blog (POVO Online). Intitulado “Eles fazem a diferença”, elogia a postura do deputado federal petista Eudes Xavier que se posicionou contra o mínimo de R$ 545,00 alegando manter coerência com a história do PT e sua história de sindicalista. Também elogia Heitor Férrer (PDT), que pediu informações sobre a viagem de Cid Gomes, em ritmo de férias, num jatinho da Grendene. Confira:

Criticar a conduta de parlamentares tem sido o exercício mais frequente da imprensa nacional. Motivos não faltam. Mas esta semana fiquei orgulhoso com a postura de dois parlamentares cearenses. Um no plano estadual, Heitor Férrer (PDT), e outro, no plano federal, Eudes Xavier (PT).

Primeiro, Heitor Férrer. Com ele, o jogo não passa batido. É um fiscal atento. Agora, instigado pela imprensa, ele solicita explicações ao governador Cid Gomes sobre uma suposta viagem em jato privado. Do mesmo empresário que ajudou Cid financeiramente em suas campanhas e que tem negócios com o Estado.

Sem ser leviano, Heitor Férrer preferiu pedir explicações. O governador, em rompantes de imperador, disse que não tem satisfações a dar sobre sua vida privada… (Nem Berlusconi, na Itália). Mas será que, de férias, ele deixa de ser governador? Não deve explicações institucionais?

Heitor, mesmo isolado – foram 40 votos contra um -, cumpre a tarefa de representante intransigente dos que, simplesmente, querem saber. A cara zangada do governador não deve intimidar o bravo parlamentar.

O segundo motivo de satisfação foi a posição assumida pelo deputado federal Eudes Ximenes. Votou a favor de um melhor salário mínimo para os trabalhadores. Não atendeu ao caviloso apelo dos que aderem com facilidade ou por “facilidades” ao Governo. Merece aplausos, nem tanto por “desobedecer” uma recomendação partidária, mas por mostrar coerência com a sua história. Apenas lembrando: Eudes foi presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e líder dos trabalhadores em portas de fábricas, greves e piquetes.

Com coragem, ele preferiu ficar quite com sua consciência e com seu passado de lutas. Será que os desejosos de puni-lo têm moral suficiente para fazê-lo?

Cada vez mais, assistimos à traição de princípios. Ontem, verdadeiros líderes de massas que hoje se acovardam em conchavos imorais e subserviência hipócrita. A postura desses dois parlamentares cearenses honra o povo e alimenta a esperança de que mesmo sendo tão poucos eles fazem a diferença!

Antonio Mourão Cavalcante – Médico, antropólogo e professor universitário

a_mourao@hotmail.com

(Foto – Paulo MOska)

Líder do PT vai cobrar explicações de Eudes Xavier

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“Os deputados petistas Eudes Xavier (CE) e Francisco Praciano (AM), que votaram na sessão de quarta-feira (16) contra a proposta de salário mínimo do Executivo, serão chamados para se explicar diante da bancada, informou o líder do PT, Paulo Teixeira (SP).

“Esses dois deputados ficaram à margem da bancada e essa postura terá repercussões no partido. Eu prefiro não antecipar essas repercussões porque não é uma decisão do líder, mas uma atitude coletiva da bancada”, disse Teixeira.

Para o líder do governo, Cândido Vaccarezza (PT-SP), os dois parlamentares “cometeram um equívoco grave” – votaram no reajuste para R$ 560, proposto pelo DEM, em vez de defender os R$ 545 propostos pelo Executivo. “Eu acho que esses deputados já devem estar com a consciência pesada, mas o que vai ser feito sobre isso é discussão de partido e não do governo”, ressaltou o líder.

Segundo Teixeira, os petistas que faltaram à sessão também serão chamados para explicações. Ele adiantou que alguns deputados estavam em missão oficial e outro teve de passar por uma cirurgia e, por isso, terão a falta justificada.

Base – As dissidências de partidos da base, por outro lado, foram minimizadas pelo líder do governo, especialmente em relação ao PDT. O deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP) chegou a apresentar emenda contrária ao texto do governo. Estima-se que cerca de 16 deputados da base votaram contra a orientação do governo, que obteve no mínimo 350 votos favoráveis nas três votações nominais que enfrentou na noite de quarta-feira.

“As dissidências foram residuais e serão tratadas como uma questão secundária. O PDT, anunciado como problema da votação foi, na verdade, parte das soluções, já que o governo obteve a maioria do partido”, disse Vaccarezza.

PMDB 

Os dois líderes elogiaram o desempenho do PMDB, que mobilizou todos os seus 77 deputados a favor do governo. “O PMDB percebeu que não é mais apenas aliados, mas parte do mesmo barco que o governo”, avaliou o líder do PT. Vaccarezza, por sua vez, disse que não houve surpresas no resultado peemedebista. “Há quase um mês eu já tinha dito que o PMDB iria votar com o governo. Isso não foi uma decisão fortuita, foi uma política construída ao longo do tempo”, afirmou.

O líder do governo informou que vai se reunir na próxima terça-feira (22) com os líderes dos partidos aliados para definir uma pauta de prioridades comum. Ele adiantou que a votação das medidas provisórias e de tratados internacionais deverá ser discutida no encontro.”

(Jornal da Câmara)

Ciro liberou emenda individual de maior valor

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“Mesmo tendo ficado de fora do governo de Dilma Rousseff por desavenças com a cúpula do seu partido, o ex-deputado Ciro Gomes (PSB-CE) continua com muito prestígio junto ao Palácio do Planalto. Levantamento feito no Sistema Integrado de Administração Financeira (Siafi) sobre o pagamento de emendas parlamentares em 2011, entre os chamados restos a pagar (despesas de anos anteriores quitadas no exercício), mostra que Ciro conseguiu liberar a maior emenda individual entre todos os partidos, no valor de R$ 9,975 milhões.

O PMDB, que esta semana deu uma forte demonstração de unidade e apoio a Dilma, na votação do mínimo, teve liberados este ano R$ 12,7 milhões de emendas individuais de 2008 a 2010, sendo a maior emenda da deputada Solange Almeida (RJ), no valor de R$ 3,5 milhões. O PT aparece em terceiro lugar no ranking dos partidos mais beneficiados. Foram R$ 5,9 milhões, também relativos a emendas empenhadas entre 2008 a 2010.

A seguir vem o PDT, que teve R$ 3,2 milhões em emendas parlamentares individuais pagas. A maior, de R$ 2 milhões, é do deputado Paulo Pereira da Silva (SP), da Força Sindical, liberada em janeiro. Paulinho liderou o movimento pelo mínimo de R$ 560, mas foi derrotado. E o partido ficou em situação delicada junto ao governo.

Os partidos de oposição, como de praxe, tiveram valores menores liberados. O PSDB, que tem a terceira bancada na Câmara, recebeu R$ 2,6 milhões. O DEM foi contemplado com R$ 2,5 milhões, considerando em todos os casos as emendas individuais. Com a emenda de 2010 do ex-parlamentar, paga este mês, o PSB ficou entre os partidos que mais receberam recursos de emendas individuais este ano, R$ 11,7 milhões no total. Procurado para comentar a liberação de sua emenda, o ex-deputado Ciro Gomes não retornou a ligação.”

(Globo Online)

Cid lança Ciro para o Senado e o PT de Luizianne fica de orelhas em pé

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O lançamento de Ciro Gomes (PSB) para o Senado em 2014 feito nesta semana pelo governador Cid Gomes (PSB) assanhou a prefeita Luizianne Lins (T) que trabalhou para derrotar o senador tucano Tasso Jereissati e garantiu a vitória do petista José Pimentel. Segundo alguns, ela estaria se propondo a derrotar Ciro Gomes que a chamou de “coronel de saia” na campanha de 2008.

Há quem queira ver o assunto sendo discutido com a direção estadual, mas também nacional do PT. Setores petistas até admitem que a própria prefeita poderia ser candidata ao Senado em 2014, o que deixaria o governador Cid Gomes (PSB) de saia justa. Ou melhor, de calça justa.

A política é, realmente, dinâmica e dela tudo se pode esperar.

Dilma manda suspender compra de caças

“O Planalto suspendeu a compra de 36 caças para integrar a Força Aérea Brasileira (FAB) enquanto estiver em vigor o período de austeridade fiscal. Após anunciar um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento da União para 2011, a presidente Dilma Rousseff avaliou que não há “clima” para se pensar em uma despesa militar da ordem de R$ 12 bilhões.

O governo decidiu não estipular prazo para a suspensão do debate, mas, na prática, qualquer decisão importante só deverá ocorrer a partir de 2012. O consenso na área econômica é que o ciclo de ajuste – contingenciamento orçamentário e subida dos juros – deve se estender por todo o ano de 2011. A compra dos caças é bombardeada especialmente pela equipe econômica.

Segundo integrantes do governo, Dilma avalia que o assunto pode ficar para depois. Para a presidente, a compra dos caças, no atual momento, poderia ser vista como uma “incoerência” do governo. Ministros relataram que a presidente vai aproveitar a suspensão da compra para analisar com mais rigor pontos do acordo de compra dos caças.

Em um almoço realizado no Palácio do Planalto, ela disse ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, que tem “muitas dúvidas técnicas” sobre o processo de aquisição. A presidente não quer, porém, que a decisão de suspender a compra seja vista como um desprestígio do ministro da Defesa. De acordo com um ministro, o próprio Jobim “sabe que não é adequado comprar caças agora”.

A discussão sobre a renovação da frota da FAB se arrastou durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e foi herdada por Dilma. Três empresas estão no páreo para fazer negócio com o Brasil: a francesa Dassault, a sueca Saab e a americana Boeing.”

(R7.com)

Ha,ha,ha,ha, mas eu tô rindo à toa…

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O secretário estadual Gony Arruda (Esportes) ri à toa. Ameaçado de infidelidade, sempre disse que está no cargo por ter recebido apoio da “maioria esmagadora” da bancada.

Na Assembleia, a tucanada ajudou a derrubar requerimento pedindo informações sobre viagem de Cid Gomes num jatinho da Grendene.

O requerimento era de autoria do deputado Heitor Férrer (PDT). Já o governador Cid Gomes (PSB) avisou que não tem que dar informação sobre sua vida privada “pra deputado nenhum”.

O Ministério Público Estadual, sobre o assunto, permanece calado, lamenta a oposição.

Novo Mínimo – Oposição prevê derrota no Senado

“O projeto de reajuste do mínimo para R$ 545, aprovado na madrugada de quinta-feira pela Câmara dos Deputados, deverá ser votado na próxima quarta-feira no Senado. Uma nova vitória do governo Dilma Rousseff é dada como certa até mesmo por lideranças do maior partido oposicionista, o PSDB. Para o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), a derrota da oposição é só uma questão de tempo. “A lógica é que vamos ser derrotados. Não geramos falsas expectativas”, disse ao iG.

O senador atribui a solidez da vitória do governo ao início do mandato da presidenta Dilma. “As chances (de vitória da oposição) são praticamente nulas porque no início de gestão a base ainda está muito sólida”, afirmou. O governo contou com o apoio de todos os deputados do PMDB, partido do vice-presidente, Michel Temer. Em troca, o partido aliado já começou a cobrar a fatura do governo. Agora, no Senado, o PMDB promete apoio de 80% da bancada.

Na votação do mínimo no Senado, o PSDB apresentará duas emendas ao projeto do mínimo. Uma prevê a elevação do valor para R$ 600, promessa de campanha do presidenciável derrotado José Serra (PSDB-SP). “Cumprir um compromisso de campanha é dever. Imagina se não cumpríssemos nem na oposição, que dirá no governo. Não há risco de nenhum senador não apoiar os R$ 600”, disse Alvaro Dias. Após encontro com representantes de centrais sindicais na última terça-feira, no entanto, o senador Aécio Neves (PSDB-MG) chegou a dizer que apoiaria a proposta de R$ 560.

A outra emenda que será apresentada pelo PSDB pede uma mudança no texto do projeto. “Vamos apresentar uma emenda suprimindo o artigo 3º por considerarmos absolutamente inconstitucional”, disse Dias. Segundo o partido, o trecho dá à presidenta da República o direito de definir o valor do salário mínimo por decreto, sem que a discussão passe pelo Congresso. Nesta questão, Dias e Aécio estão de acordo. O senador mineiro classificou a manobra como “escapismo” e “tentativa de subjugar o Congresso Nacional”.

A pedido do deputado Roberto Freire (PPS-SP), a questão sobre o artigo 3º do projeto também foi analisada – e derrotada – na Câmara. Caso a emenda de alteração do texto não seja aprovada novamente, como é muito provável que aconteça, o PSDB promete ir ao Supremo Tribunal Federal (STF). “O próximo passo é entrar com uma Ação Direta de Insconstitucionalidade (Adin) no Supremo”, adiantou Dias.”

(iG)

José Airton: Bancada cearense tem produção "pífia"

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O deputado federal José Airton (PT) andou afirmando que a produção da bancada cearense em Brasília foi “pífia” no item luta por verbas e que o Estado só ganhou alguma coisa por conta do prestígio do governador Cid Gomes (PSB).

Há quem interprete isso como crítica ao então coordenador da bancada, José Guimarães (PT).

José Airton havia feito esse desabafo recentemente para alguns amigos, mas o fato veio à tona nesta semana, quando ele deu entrevista sobre a atuação da bancada, ano passado, para a TV Diário.

Tiririca supera Lula como preferido para máscaras de Carnaval

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“O palhaço Tiririca, eleito deputado federal nas eleições de 2010, conseguiu superar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como principal rosto das máscaras que serão usadas no Carnaval do Rio de Janeiro.

A imagem de Tiririca disputará preferência com a da presidente Dilma Rousseff e a do jogador Ronaldinho Gaúcho. 

A produção das máscaras, que inclui personagens internacionais como o primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, e o presidente venezuelano, Hugo Chávez, é feita pela fábrica Condal, fundada há 53 anos na região metropolitana do Rio de Janeiro pelo espanhol Armando Vallés, e que agora é dirigida por sua mulher, Olga Gibert.

Esta catalã estabelecida no Rio de Janeiro atribui o sucesso do rosto de Tiririca a sua “mistura explosiva”, que combina humor com política e que o transforma em figura ideal para o Carnaval, que começa oficialmente no dia 4 de março.”

(Folha.com)

Incompetência X Cinismo

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“O presidente regional do PDT, deputado federal André Figueiredo, bateu duro na administração de Luizianne Lins (PT). Ao falar, nesta Vertical, sobre a declaração da prefeita culpando a Cagece pela buraqueira na cidade, ele assim se expressou: “Isso é mais um factoide criado pela prefeita para desviar atenções dessa gestão incompetente”.

A resposta veio. Não, não de assessores políticos ou de imprensa, mas por meio do secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, José de Freitas Uchoa. Numa mensagem simples e direta, Uchoa assim devolveu:

“É, no mínimo, cínica a postura do deputado André Figueiredo criticando a prefeita. Afinal, como classificar sua passagem pelo Ministério do Trabalho, combinação ímpar de inépcia administrativa com equívocos técnicos?” Pois é, o pleito 2012 já está nas ruas.”

(Coluna Vertical, do O POVO)

Dilma confirma presença no Fórum dos Governadores do Nordeste

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A presidente Dilma Rousseff participará nesta segunda-feira, a partir das 11h30min, do XII Fórum dos Governadores do Nordeste. O evento – o primeiro após as eleições de 2010 – é organizado pelo governo de Sergipe e será realizado no município de Barra dos Coqueiros. Será a primeira vez que Dilma virá à região após conquistar o mandato.

O Fórum dos Governadores do Nordeste representa uma ação essencial à promoção do desenvolvimento integrado do Nordeste brasileiro e busca discutir iniciativas e estratégias políticas que facilitem a articulação regional. Neste ano, chega em sua 12ª edição consagrado como um espaço de discussão, reflexão e atuação sobre os caminhos para o futuro da região, garantem os governadores.

O evento terá como principais temas: “O Governo Dilma Rousseff e o Nordeste” – sendo esta a primeira grande oportunidade para a Presidenta expor seus planos de continuidade do desenvolvimento da região; e “Um novo projeto para financiar o desenvolvimento econômico e social do Nordeste”. Além desses, outros temas conjunturais serão apresentados pelos governadores participantes.

Com a consolidação do encontro, os governadores passaram a elaborar uma proposta de agenda comum, que passou também a ser negociada com o governo federal.