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Jungmann rebate críticas de delegados do Rio sobre caso Marielle

O ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann rebateu as críticas de entidades de delegados do Rio de Janeiro contra a abertura de investigação paralela da Polícia Federal (PF) sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL). O ministro afirmou em nota que “em nenhum momento identificou os agentes públicos que poderiam estar envolvidos com uma possível rede de proteção a criminosos”.

Jungmann disse ter informado os termos da determinação da Procuradoria-Geral da República para que a Polícia Federal investigasse essa possibilidade, “a partir de denúncias graves obtidas pelo Ministério Público Federal”. Ele esclareceu que a medida não configura a federalização das investigações dos assassinatos da vereadora e do motorista Anderson Gomes, que continuam a cargo das autoridades policiais estaduais.

Jungmann havia informado que o Ministério Público Federal obteve dois depoimentos com denúncias de que uma organização criminosa teria atuado para desviar as investigações e dificultar a identificação dos autores e dos mandantes do assassinato. Ele esclareceu que a Polícia Federal vai entrar no caso a pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

Em nota divulgada nessa sexta-feira (2), o Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindelpol-RJ) e a Associação dos Delegados de Polícia (Adepol-RJ) lamentaram as declarações de Jungmann e afirmaram que o ministro tentou “capitalizar dividendos políticos em cima da investigação dos homicídios”. Marielle e Anderson foram assassinados em março deste ano.

Para os delegados do Rio de Janeiro, Jungmann está “dando maior credibilidade à palavra do referido criminoso em detrimento de agentes do Poder Público de notória história de combate à criminalidade”. Pela nota das duas entidades, a denúncia que chegou ao Ministério Público Federal foi feita “por um miliciano homicida desacompanhada de qualquer outro elemento de prova que pudesse ratificar suas declarações”.

O Sindelpol e a Adepol afirmam que a decisão de Jungmann “tenta induzir um descrédito da sociedade na polícia investigativa”. Isso, segundo as duas entidades, “interessa aos marginais e representa uma total inversão de valores, dissociada do anseio da população”.

(Agência Brasil)

Maduro diz que sanções dos EUA são “dementes” e encurralam empresários

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, chamou nessa sexta-feira (2) como “dementes, loucas e esquizofrênicas” as sanções dos Estados Unidos (EUA) contra o seu país e afirmou que elas prejudicam o setor privado e “encurralam” os empresários.

“Se alguém está sendo prejudicado pelas sanções criminosas e loucas que, de vez em quando, o governo dos Estados Unidos toma contra a Venezuela, é o setor privados, são os empresários”, disse Maduro em rede obrigatória de rádio e televisão.

O presidente venezuelano acrescentou que essas decisões do governo americano afetam o povo da Venezuela, porque quando o Estado vai pagar os remédios e alimentos de que o país necessita, não pode fazê-lo por essa perseguição “criminosa”.

“Temos que inventar mil atalhos para pagar e trazer o remédio, mas às vezes demora mais que o normal e temos que comprá-lo mais caro, pois, se um remédio te custa US$ 1, com esses atalhos, acaba pagando US$ 5”, afirmou.

Além disso, ele voltou a responsabilizar o deputado opositor Julio Borges, exilado na Colômbia, e os “vende-pátria”” pelas decisões que os EUA tomam contra a Venezuela.

O presidente venezuelano comentou, além disso, que talvez o governo de Donald Trump “torne a situação um pouquinho mais difícil”, mas garantiu que a Venezuela não vai se render.

O pronunciamento de Maduro ocorre um dia depois que o governo Trump anunciou sanções sobre as transações “ilícitas” do governo da Venezuela, relacionadas com o setor do ouro.

Trump estabeleceu sanções ainda à principal empresa estatal, Petróleos da Venezuela (PDVSA) e a vários altos funcionários do governo de Maduro.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Notícias falsas influenciaram eleições deste ano, dizem pesquisadores

Pesquisadores e analistas destacaram a relevância e a influência, nas eleições deste ano, da disseminação de notícias falsas (ou fake news, no termo em inglês popularizado no Brasil) pelas redes sociais.

Segundo o consultor em direitos digitais que atuou no Conselho Consultivo do TSE sobre Internet e Eleições, Danilo Doneda, as redes sociais e a disseminação de notícias falsas tiveram maior relevância do que se esperava. “Alguns indicativos são o volume de material que pode ser classificado como desinformação, que foi extremamente relevante”, avalia.

Para o pesquisador Marco Konopacki, do Instituto de Tecnologia e Sociedade do Rio de Janeiro (ITS), entidade que elaborou relatórios sobre a desinformação nas eleições, um ponto importante no Brasil foi a migração do uso das redes sociais de plataformas públicas ou semi-públicas, como Facebook e Twitter, para serviços de mensagem, em especial o WhatsApp. Essa movimentação não ocorreu em outros países, como os Estados Unidos.

O WhatsApp é usado por mais de 120 milhões de brasileiros – quase a totalidade dos usuários de internet no país. Segundo o Relatório de Notícias Digitais do Instituto Reuters, um dos mais notórios do mundo, o Brasil é um dos países onde o aplicativo é mais popular, atrás apenas da Malásia.

A três dias do 2º turno das eleições, o Instituto Datafolha divulgou pesquisa destacando que metade das pessoas entrevistadas disse acreditar nas mensagens recebidas. Outra metade relatou desconfiança. Levantamento anterior apontou que 46% dos eleitores disseram se informar pelo WhatsApp.

Para a pesquisadora do instituto Internetlab Mariana Valente, o Whatsapp foi o “grande diferencial” dessas eleições e teve um papel proeminente, especialmente na reta final. No caso da candidatura do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), ela destaca que houve uma articulação de redes multi-plataformas construída desde 2013, envolvendo também redes sociais como Facebook e YouTube, mas que teve grande atuação dentro do Whatsapp.

A campanha do candidato do PSL, conforme levantamento do instituto, não gastou nada com impulsionamento de conteúdos em plataformas como Facebook e Google, recurso permitido pela primeira vez nessas eleições. De acordo com a pesquisadora, no entanto, é difícil saber o alcance do WhatsApp dado o caráter privado do aplicativo.

Danilo Doneda destaca que essa natureza da plataforma, originalmente de comunicação interpessoal, foi subvertida para outros usos nessas eleições. Campanhas aproveitaram redes orgânicas, formadas anteriormente, mas utilizaram também permissões do aplicativo, como a possibilidade de 9.999 grupos por uma mesma conta, listas de transmissão com até 256 destinos por conta e a funcionalidade de enviar mensagens a quaisquer números, não apenas aqueles salvos na agenda do telefone.

Segundo o consultor, esse conjunto de recursos abriu espaço para envios em massa, muito além da comunicação somente entre pessoas e pequenos círculos. “O Whatsapp parece ferramenta insuspeita de ser um grande veículo de difusão de informação. Mas ao mesmo tempo tem esse vetor de grandes grupos que não são compatíveis de uso para mensagem interpessoal”, pontua.

O ITS acompanhou centenas de grupos públicos do WhatsApp nessas eleições e identificou tanto uma articulação para envios em massa como a presença de contas automatizadas, os chamados robôs (ou bots, no termo popularizado em inglês). Segundo Marco Konopacki, um dos autores do estudo, foram identificados dois elementos.

O primeiro é o fato de perfis inscritos em vários grupos com função de difusão das notícias. Eles enviaram 25 vezes mais mensagens do que a média dos demais integrantes do grupo. “Existia distribuição estratégia desses usuários. Um deles com perfil de envio massivo em cada grupo analisado”, relata.

Mariana Valente afirma que será preciso muita pesquisa para compreender o fenômeno das notícias falsas mais profundamente. Pesquisas como as realizadas por instituto de pesquisa sobre consumo e influência de conteúdos enganosos devem ser vistas com cuidado. “O entrevistado não quer dizer que foi influenciado, pois você nunca acha que foi influenciado. Estamos falando de comportamento eleitoral, que é complexo”, comenta.

No meio do 2º turno das eleições deste ano, em 17 de outubro, a agência de checagem de informações Lupa realizou levantamento em conjunto com os professores Pablo Ortellado (USP) e Fabrício Benvenuto (UFMG) em que mapeou as imagens mais compartilhadas em um uma amostra de 347 grupos e descobriu que 8% apenas eram verdadeiras.

No dia 26, às vésperas da votação do 2º turno, pesquisa do instituto Atlas Político divulgada pelo jornal Valor Econômico apontou que duas notícias desmentidas por agências de checagem teriam alcançado cerca de 1/3 do eleitorado: a de que o candidato Fernando Haddad (PT) teria criado um “kit gay” e a de que o jornal Folha de São Paulo teria sido “comprada pelo PT”.

Após o resultado do pleito, a agência de checagem Aos Fatos divulgou balanço segundo o qual 113 notícias falsas verificadas por ela chegaram a 3,84 milhões de pessoas no Facebook e no Twitter. Apenas no fim de semana do 2º turno, 19 conteúdos enganosos desmentidos pelo site tiveram 290 mil compartilhamentos. O projeto do Grupo Globo Fato ou Fake relatou ter checado mais de 200 boatos ao longo das eleições.

O fenômeno de disseminação de fake news já preocupava entidades da sociedade civil, autoridades e partidos antes do início da campanha e foi apontado pela missão internacional que acompanhou a disputa no Brasil como um fenômeno “sem precedentes”.

O tema entrou no centro da disputa com a denúncia pelo jornal Folha de S.Paulo de que empresas teriam financiado serviços de disparo em massa no pleito, o que foi objeto de ações judiciais junto ao Tribunal Superior Eleitoral e de investigação da Polícia Federal a pedido da Procuradoria-Geral da República.

(Agência Brasil)

PSDB vai decidir na próxima semana seu rumo na Era Bolsonaro

Na próxima semana, a executiva nacional do PSDB avaliará as eleições e seu futuro. Hora de juntar cacos do ninho e decidir por uma reestruturação defendida, há tempos, pelo senador Tasso Jereissati.

Isso, com um bode na sala: João Doria, governador eleito de São Paulo, que quer os tucanos apoiando o governo de Jair Bolsonaro. No ninho tucano, Tasso se posicionou, desde a campanha, contra aproximações com o então candidato a presidente pelo PSL.

(Foto – Agência Brasil)

Câmara Federal promove audiência pública sobre educação midiática

A Comissão de Educação da Câmara vai promover na terça-feira (6) uma audiência pública para tratar de educação midiática. Entre os convidados, estão representantes do governo, da UNESCO e professores.

Política pública já adotada na Europa e nos Estados Unidos, a educação midiática é o ensino de competências que permitam às pessoas interagirem em uma sociedade marcada pela diversidade de informações e de plataformas de mídia. É também adquirir posicionamento crítico em meio à enorme quantidade de conteúdo e a uma sociedade em constante mudança.

A deputada que solicitou a audiência, Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), ressaltou que vivemos em um momento muito preocupante, com a disseminação em massa das chamadas fake news. Por isso, ela considera essencial que os cursos de licenciatura sejam capazes de preparar o professor para lidar com esse cenário.

“É saber distinguir qual informação é correta e qual não é, como o professor consegue lidar com essa diversidade, saber abordar e enfrentar o tema e aproveitar essa riqueza, essa produção de conteúdo diversa, que está disponível ao aluno e ao professor.”

Segundo a deputada Dorinha Seabra, o encontro na Comissão de Educação tem o objetivo de debater a adequação curricular no que se refere à utilização da mídia e da tecnologia a serviço da educação, que é um dos maiores desafios da atualidade.

(Agência Câmara Notícias)

Ivo firma parceria de combate à extrema pobreza

O prefeito de Sobral, Ivo Gomes (PDT), firmou parceria com o Banco do Nordeste, nessa quinta-feira (1º), para parcerias de desenvolvimento de projetos de combate à extrema pobreza no município da Região Norte do Estado, a 222 quilômetros de Fortaleza.

Entre as políticas firmadas estão a implementação de programa de transferência de renda e de nano crédito (pequenas linhas de crédito), além de investimentos em ações de desenvolvimento econômico na área rural e implantação de fontes de energia renováveis, em especial, a solar.

(Foto: Divulgação)

Sergio Moro na Justiça é certeza de combate ao crime organizado, diz cúpula do PSL do Ceará

Para o secretário-geral estadual do PSL, Aldairton Júnior, o ingresso do juiz federal Sergio Moro na futura equipe de Jair Bolsonaro foi decisão acertada.

“Ele vem com total autonomia para agir, principalmente nos crimes financeiros e combate à corrupção. Não haverá tolerância para roubos.”

Da mesma opinião comunga o presidente estadual do partido, o deputado federal eleito Heitor Freire. Ele diz que Moro é a garantia de que a promessa de Bolsonaro – combate ao crime organizado, vai sair do papel de fato.

(Foto – Divulgação)

Como será contada a história de Moro, Bolsonaro e Lula?

Da Coluna Política, no O POVO desta sexta-feira (2), pelo jornalista Érico Firmo:

A história do Brasil nesta década é a história da operação Lava Jato. E esse enredo está em curso. Estão em disputa as narrativas sobre esse processo. Querer dizer que o veredicto da história “é este e pronto” é pretensioso e inútil. Não faz muito tempo, era dada por encerrado o debate sobre a ditadura militar. Agora, há quem queira reescrever essa narrativa. Pode-se não gostar – há revisionismos espúrios e esse é um deles – mas não se pode proibi-los. A história não tem fim. Mesmo o passado não termina de ser revisto.

Mas, falava da Lava Jato. Falo de Sérgio Moro. Como juntar as peças dessa história? A investigação começou com esquema de lavagem de dinheiro e chegou a grandes empreiteiros. Daí aos mais altos escalões da política nacional. O motivo oficial não foi esse, mas, sem a Lava Jato e o ambiente de suspeição e instabilidade criado por ele, não haveria impeachment de Dilma Rousseff (PT), não haveria governo Michel Temer (MDB), não haveria a derrocada de Aécio Neves, levando junto o PSDB todo. A candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não seria barrada. Logo, seria pouco provável que Jair Bolsonaro (PSL) fosse hoje presidente.

Como encaixar essa sequência de fatos? Como contar essa história? Como Sérgio Moro será visto no futuro?

A narrativa tem capítulo crucial que só começa a ser escrito: o desempenho de Moro no Poder Executivo. O desafio do novo Ministério da Justiça e Segurança Pública é gigantesco. Terá de combater crime organizado, fiscalizar orçamento federal, monitorar movimentações financeiras suspeitas, coibir financiamento de atividades criminosas e terroristas, além de cuidar de direitos dos povos indígenas, direito do consumidor, tratar de assuntos relacionados a migrações, política sobre drogas. Administra a Polícia Federal, a Polícia Rodoviária Federal e o sistema penitenciário nacional. Também auxilia o presidente da República em quaisquer questões que não sejam da responsabilidade de outros ministérios. Coisa demais. Um balaio de desgastes em potencial. A chance de dar errado possivelmente seja maior que a de dar certo.

Moro joga alto. O simples fato de aceitar o convite fornece mais argumentos do que jamais tiveram os que o acusam de politizar julgamentos e perseguir adversários ideológicos. Ele se vincula a um partido e um governo. Ganha esse carimbo e isso será sempre arguido contra ele. A entrada de Moro num cargo político introduz novos tópicos na história da Lava Jato. Movimento do presente que interfere no olhar sobre o passado.

O juiz é ícone e ídolo nacional. Empresta reputação, admiração e respaldo ao governo Bolsonaro. O presidente tem demais a ganhar. Moro tem mais a perder. É difícil pensar que possa sair mais popular. Caso consiga, terá tamanho para ser o que quiser. A aposta é alta e o potencial ganho, também. A possível perda, também.

Moro arrisca, inclusive, o legado da Lava Jato. Já há os questionamentos, a politização que muitos apontam, a alegação de seletividade. Tudo isso ganha mais contundência agora. Caso Moro saia chamuscado do governo, o arranhão na imagem, a depender da dimensão que tenha, não irá poupar a Lava Jato.

A Lava Jato ainda merecerá avaliação mais serena, longe do calor dos acontecimentos. Quando as personagens não estiverem tão enfronhadas na política. Houve excessos e isso já é reconhecido por quem chegou a ser entusiasta, vide Gilmar Mendes. Mas, há, também, tarefa importante e monumental.

A Lava Jato fez algo ainda mais improvável que prender um ex-presidente da República e colocar na cadeia um ex-presidente da Câmara. Prendeu grandes empreiteiros, gigantes do empresariado nacional. Gente detentora do verdadeiro poder, que não se submetia a alternâncias. Mantinha-se governo após outro. A operação revelou engrenagem da promiscuidade entre público e privado e isso foi crucial.

Trajetória que estaria mais bem preservada se o maior responsável por ela não acabasse ministro no governo que veio a seguir.

Corpo dissolvido – Príncipe saudita disse a Trump que Khashoggi era islamita perigoso

O príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, afirmou ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que o jornalista Jamal Khashoggi era um “islamita perigoso”, dias depois do seu desaparecimento.

No telefonema entre Trump e o príncipe também participaram o assessor de segurança nacional dos Estados Unidos, John Bolton, e o genro de Trump, Jared Kushner, segundo informou ontem “The Washington Post”.

De acordo com o jornal, que cita fontes que sabiam da ligação, esta aconteceu depois do desaparecimento do jornalista no dia 2 de outubro e antes que a Arábia Saudita reconhecesse seu assassinato no dia 20.

Nela, o príncipe Mohammed tenta justificar a seus interlocutores que Khashoggi pertencia aos Irmãos Muçulmanos e pediu a Kushner e a Bolton que Washington mantivesse sua forte aliança com Riad.

Um funcionário saudita negou a “The Washington Post” que o príncipe saudita tenha feito estes comentários.

A família do jornalista, por sua vez, os rejeitou em comunicado: “Jamal Khashoggi não pertencia aos Irmãos Muçulmanos. Ele negou estas acusações repetidamente ao longo dos últimos anos”.

“Jamal Khashoggi não era de nenhuma maneira uma pessoa perigosa. Afirmar o contrário seria ridículo”, acrescentou o comunicado da família.

O corpo do jornalista foi esquartejado e dissolvido em uma substância química, afirmou Yasin Aktay, assessor da Presidência da Turquia, ao jornal Hürriyet.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Imprensa internacional destaca perfil anticorrupção de Sergio Moro

A indicação do juiz federal Sergio Moro, que comanda as investigações da Operação Lava Jato, para o cargo de ministro da Justiça repercutiu na imprensa internacional, desde antes mesmo de Moro, aceitar o cargo, o que ocorreu ontem (1º). Jornais estrangeiros apontam que a indicação é uma sinalização de que o Brasil vai intensificar a luta contra a corrupção. Veículos também fazem críticas à conduta do juiz na Lava Jato, dizendo que as investigações teriam dado mais peso às acusações ao PT.

Moro assumirá o superministério da Justiça, que deverá englobar as áreas de Segurança Pública, Controladoria-Geral da União e Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf).

A indicação ganhou destaque em veículos como os americanos The New York Times e The Wall Street Journal, o inglês The Times, o espanhol El País, o francês Le Monde, a agência de notícias britânica Reuters, a empresa pública BBC e a agência americana Associated Press.

Em artigo intitulado “O juiz brasileiro que condenou Lula aceita cargo na equipe de Bolsonaro”, The New York Times mostra que o juiz é visto como agente importante de combate à corrupção, mas ressalta que na reta final das eleições, ações de Moro beneficiaram o então candidato Jair Bolsonaro (PSL). A Reuters também destaca que o juiz foi responsável pela prisão de Lula, rival do presidente eleito.

No artigo “O novo líder do Brasil escolhe juiz anticorrupção como ministro da Justiça”, The Wall Streeet Jornal afirma que “Moro estará em posição de ajudar a impulsionar as reformas estruturais. Mudanças que ele argumenta há muito são necessárias para combater as causas da corrupção”.

O inglês The Times destacou o fato de Bolsonaro oferecer um emprego no novo governo “para o juiz anticorrupção, cuja investigação levou à prisão de seu rival político”.

Para o El País, a entrada de Moro no Executivo brasileiro marca “um antes e depois nas investigações da Lava Jato”, que afeta “praticamente toda a classe política do Brasil”.

A Associated Press destaca que a decisão “será aclamada por brasileiros ansiosos por uma repressão ao suborno, mas também [será marcada] por uma profunda polarização após uma campanha presidencial contundente”.

Para a emissora britânica BBC, a nomeação de Moro deve impulsionar as alegações de que a Operação Lava Jato teve “motivações políticas”. A reportagem destaca a fala de Bolsonaro de que Moro é “uma peça muito importante para o governo dele”. A BBC informa ainda que o presidente eleito está reduzindo o tamanho do governo por meio da criação de superministérios, juntando algumas pastas.

Já o jornal francês Le Monde faz um compilado de toda a equipe já anunciada por Bolsonaro no artigo “Brasil: militar, juiz anticorrupção, astronauta…Os futuros ministros do governo Bolsonaro”.

Além de Moro, já estão confirmados no novo governo os ministros da Defesa (general Augusto Heleno), da Ciência e Tecnologia (o astronauta Marcos Pontes), o da Economia (Paulo Guedes) e o da Casa Civil (Onyx Lorenzoni).

(Agência Brasil)

De quais reformas precisamos?

Em artigo no O POVO desta sexta-feira, a conselheira Soraia Victor, do TCE, ressalta que o Brasil somente retomará o caminho do crescimento se o governo adotar medidas de reequilíbrio das contas públicas. Confira:

Passado o período de eleições, o novo Presidente da República iniciará sua gestão com uma pauta complexa de desafios a serem vencidos: o ajuste fiscal e as antipáticas, contudo, necessárias, reformas previdenciária, trabalhista
e tributária.

É consenso entre os economistas que o Brasil somente retomará o caminho do crescimento se o governo adotar medidas de reequilíbrio das contas públicas.

Contudo, as ditas “medidas de austeridade”, como enxugamento da máquina pública, congelamento de salário dos servidores públicos, privatizações e aumento de tributos são polêmicas e soam negativamente, principalmente, para o funcionalismo público.

Muitos servidores reclamam que os gastos com pessoal são elevados, mas são os primeiros que não querem pagar uma maior alíquota contributiva e abominam qualquer impacto negativo em seu regime previdenciário. Muito se reclama que o valor da aposentadoria é baixo, mas não consideram “baixo” o tempo de contribuição ou mesmo a pouca idade para se aposentar, por compreender que são pequenas filigranas jurídicas, frente a tudo que já serviu.

Nesse cenário, muitos não querem ser prejudicados, a nível individual. E, assim, não abrem mão do que consideram seu “direito fundamental inalienável” ou sua “prerrogativa como garantia da ordem pública”. Por outro lado, todos defendem ser a favor da pátria e de uma Nação unida, sem, entretanto, perder a oportunidade de estender a mão para receber mais benefícios.

Talvez mais alienado esteja quando não se consegue ceder em função da evolução coletiva, por considerar que isso prejudicaria seus próprios direitos individuais.

Indaga-se: qual classe de servidores está disposta a alterar o regime previdenciário? Quais dos juízes, conselheiros e membros do Ministério Público aceitam perder benefícios? Quem da iniciativa privada concorda em pagar mais impostos?

Na busca de sempre ter razão, falta razão ao implemento das reformas.

Em tempos de reformas, a maior reforma, é a de consciência.

Soraia Victor, conselheira do Tribunal de Contas do Estado

Presidente eleito não reconhece e desautoriza informações de “equipe de Bolsonaro”

O presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) disse nesta sexta-feira (2), pelo Twitter, que desautoriza informações divulgadas por “equipe de Bolsonaro”. Segundo ele, tratam-se de especulações sobre os mais variados assuntos.

“Desautorizo informações prestadas junto à mídia por qualquer grupo intitulado Equipe de Bolsonaro, especulando sobre os mais variados assuntos, tais como CPMF [Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira], Previdência, etc”.

O posicionamento ocorre após diversas notícias terem sido veiculadas na imprensa com informações atribuídas à equipe de Bolsonaro. Hoje, o jornal O Globo publicou que a CPMF pode ser recriada para financiar a Previdência. A notícia foi atribuída à “equipe econômica do presidente eleito”

Nessa quinta-feiram (1º), Bolsonaro concedeu a primeira entrevista coletiva após a eleição. Ao contrário do que é usual, apenas as TVs (exceto a TV Brasil) e algumas rádios e sites foram convocados para a entrevista, organizada pela assessoria do vereador Carlos Bolsonaro, filho do presidente eleito.

Os jornais impressos (e seus portais online), agências de notícias nacionais e internacionais – inclusive a Agência Brasil – tiveram seus pedidos de credenciamento ignorados. O presidente eleito disse que não pediu para excluir ninguém e que desconhecia quem tinha organizado a coletiva.

(Agência Brasil)

Exército poderá abrir fogo se for apedrejado por migrantes, diz Trump

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que as tropas enviadas à fronteira poderão abrir fogo caso sejam atacadas com pedras por integrantes da caravana procedente de Honduras.

“Se alguém lançar pedras ou rochas, como fizeram no México , poderá ser alvo de disparos, porque se te dão com uma pedra na cara…”, ameaçou Trump, durante coletiva na Casa Branca.

O presidente americano voltou a insistir que, ao entrar no México, os integrantes da caravana “passaram por cima” da polícia desse país e inclusive feriram militares que estavam na fronteira para impedir a entrada dos migrantes.

(Agência Brasil com Agência EFE)

Editorial do O POVO – “Um juiz na política”

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Com o título “Um juiz na política”, eis o Editorial do O POVO. Confira:

O presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL) confirmou a nomeação do juiz da Lava Jato, Sergio Moro, para o “superministério” da Justiça e Segurança Pública. Além dessas atribuições, a pasta vai absorver as atividades do Ministério da Transparência, Fiscalização e Controle e parte das atividades do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), hoje subordinado ao Ministério da Fazenda. Segundo Bolsonaro, isso permitirá que Moro tenha informações em tempo real para facilitar o combate à corrupção e ao crime organizado.

As indicações de que Moro não descartava algum tipo de participação na política ficaram subentendidas na resposta que ele deu ao ser questionado porque não desautorizava o então candidato Alvaro Dias (Podemos) que o apresentava como potencial ministro em caso de vitória. Na ocasião, Moro escreveu uma nota dúbia afirmando que a “recusa ou aceitação” eram inviáveis “no momento”, pois poderiam ser interpretadas como indicação de preferências políticas partidárias, o que era “vedado para juízes”. Ou seja, a nota arrefecia as suas declarações de dois anos atrás, quando negou, enfaticamente, em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo (5/11/2016), qualquer possibilidade de entrar na política, afirmando que “jamais” faria isso.

O fato é que a decisão de Moro em aceitar a indicação causou surpresa em uma parcela da sociedade brasileira e também na imprensa internacional, que reagiu negativamente. O editor da revista britânica The Economist, Michael Reid, afirmou que o fato de Moro ter aceitado o convite foi “um grande erro”, pois, agora “a prisão de Lula parece um ato político”. O Financial Time titulou: “Bolsonaro nomeia juiz que mandou prender Lula”.

Durante o período que conduziu os processos da Lava Jato, Moro construiu uma sólida reputação de integridade; de um juiz intransigente contra a corrupção e que aplicou a lei com rigor, mandando para a cadeia empresários endinheirados e políticos poderosos, algo antes nunca visto no País. No entanto – mesmo não se pondo em dúvida a sua honorabilidade -, os questionamentos são legítimos e vão ajudar a sustentar o discurso de seus opositores de que ele vinha tendo uma atuação premeditada no Judiciário para alçar voos políticos.

De qualquer modo, o discurso contra a corrupção que permeou a campanha do presidente eleito vai ganhar uma cara em seu governo – a de Moro -, que tem o respeito de uma ampla parcela da sociedade brasileira, e de quem se espera muito. Nesse aspecto, a nomeação foi um gol de Jair Bolsonaro. Agora, é preciso acompanhar os acontecimentos para verificar se as expectativas despertadas vão se confirmar.

(Editorial do O POVO)

Cid Gomes articula bloco de oposição a Bolsonaro no Senado

Randolfe e Cid Gomes.

O senador eleito Cid Gomes (PDT) e o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) estão costurando um bloco de oposição ao governo de Jairo Bolsonaro. Os dois já se reuniram na última quarta-feira para tratar do assunto. De acordo com Cid, esse bloco reuniria também PSB e PPS e teria entre 13 e 14 senadores na próxima legislatura.

“Nós pretendemos construir um bloco que tenha Rede, PDT, PPS e PSB”, disse Randolfe. O bloco atuaria no Senado independentemente do PT e, segundo Randolfe, não se classificará como “de esquerda”.

No próximo dia 21, haverá um jantar com todos os senadores eleitos ou com mandato pelas quatro legendas com o objetivo de fechar a estratégia.

(Foto – Reprodução do Instagram)

PF vai apurar interferências na investigação do caso Marielle Franco

A Polícia Federal vai apurar interferências na investigação do assassinato da vereadora do Rio de Janeiro Marielle Franco (Psol) e do motorista Anderson Gomes, ocorrido em março deste ano. O Ministério Público e a polícia civil estaduais seguem na apuração do homicídio em si que, depois de quase oito meses, ainda não tem nenhum responsável identificado.

O anúncio da atuação da PF foi feito pelo ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, nessa quinta-feira (1º), em Brasília. Segundo ele, o Ministério Público Federal obteve dois depoimentos com denúncias de que uma organização criminosa teria atuado para desviar as investigações e dificultar a identificação dos autores e mandantes do assassinato. A PF entra no caso, depois de um pedido da Procuradora-Geral da República, Raquel Dodge.

De acordo com as informações obtidas, que o ministro classificou como “gravíssima denúncia”, a organização criminosa envolveria a atuação de criminosos, contraventores, milícias e agentes públicos de diversos órgãos, inclusive relacionados ao caso. Perguntado se as testemunhas teriam apresentado provas, Jungmann disse que os indícios de práticas de corrupção, ocultamento e compra de agentes públicos para impedir a descoberta dos mandantes do crime foram relevantes.

O ministro, contudo, não quis revelar mais detalhes quanto a quais agentes de que órgãos estariam envolvidos nesse grupo. Jungmann também não informou o que acondeceu com os denunciantes, apenas comentou que um dos depoimentos teria sido tomado no Rio de Janeiro e outro fora. As oitivas teriam ocorrido no último mês.

Segundo o titular da Segurança Pública, o inquérito da Polícia Federal correrá paralelamente às investigações conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil do Rio de Janeiro e não configura federalização do caso.

Contudo, Jungmann afirmou que as duas investigações podem cooperar e trocar informações. “Se o caso Marielle ajudar a desvendar quem está obstruindo e se, inversamente, a busca da investigação de quem está promovendo isso, segundo a testemunha, ajudar o caso Marielle, ótimo. Embora as responsabilidades sejam distintas, sem sombra de dúvida a cooperação deve ajudar mutuamente a elucidação tanto de um caso quanto de outro”.

Polícia Civil rebate

O chefe de Polícia Civil do Rio, delegado Rivaldo Barbosa, rebateu as acusações feitas pelo miliciano Orlando de Oliveira Araújo, o Orlando Curicica, que está preso na Penitenciária Federal de Mossoró (RN), em entrevista ao jornal O Globo, em que acusa a Polícia Civil do Rio de não ter interesse em elucidar o caso Marielle.

Além de rebater as acusações do miliciano, o delegado-chefe também prometeu resolver o duplo homicídio de Marielle Franco e Anderson Gomes em pouco tempo: “Dentro desse propósito, o chefe de Polícia Civil garante: o caso Marielle e Anderson está muito próximo de sua elucidação”.

(Agência Brasil)

Jornais são barrados na primeira coletiva de Bolsonaro

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Os jornais impressos foram barrados da primeira coletiva do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), na tarde dessa quinta-feira, 1º, em sua casa na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. Em uma lista regulada por uma policial federal na porta do condomínio, Bolsonaro só permitiu que emissoras de TV (menos a TV Brasil), algumas rádios e dois sites entrassem. O Estado, a Folha de S. Paulo, O Globo e as agências internacionais não puderam passar da guarita do condomínio.
O credenciamento foi feito pelo assessor Tercio Arnaud Tomaz, funcionário da campanha de Bolsonaro, mas lotado no gabinete do vereador Carlos Bolsonaro (PSC), na Câmara do Rio, com o salário de R$ 3.641. Carlos está licenciado do parlamento desde agosto deste ano. Por mensagens pelo Whatsapp, Tercio respondeu aos jornalistas dos veículos barrados que eles não poderiam entrar “por questões de espaço”. Pelo menos 20 repórteres e suas equipes entraram no local. Bolsonaro tem usado sua casa para receber grupos de parlamentares e apoiadores.

Quando jornalistas que participaram da coletiva lhe perguntaram por que alguns veículos tinham sido barrados, Bolsonaro respondeu que “não sei quem marcou isso (coletiva)” e que não mandou restringir ninguém. Desde o episódio da facada, Bolsonaro não tem concedido entrevistas a jornais impressos e privilegiado meios eletrônicos, como emissoras de televisão e rádio.

(Agência Estado)

Forças Armadas vão fazer parte de um superministério, promete Bolsonaro

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, incluiu hoje (1º), pela primeira vez o Ministério da Defesa entre os três superministérios de seu futuro governo – os dois outros dois são o da Justiça e o da Economia. “A Defesa é um outro superministério. As Forças Armadas vão sim fazer parte da política nacional. Não vão ser relegadas como nos governos de Fernando Henrqiue e do PT”, anunciou, em entrevista coletiva para emissoras de televisão.

Bolsonaro também deu outros detalhes sobre a estrutura de seu futuro governo. Disse que o ministérios da Agricultura e Meio Ambiente deverão mesmo ficar separados, mas avisou que ele escolherá os dois ministros. “Não vão ser as ONGs”, afirmou, referindo-se à pasta do Meio Ambiente. Ele se disse “pronto para voltar atrás” neste caso porque, primeiramente, relatou, o setor rural defendeu de forma unânime a união dos dois ministérios, mas depois se dividiu, por entender que a fusão prejudicaria o agronegócio no Exterior – onde é exigido dos exportadores o cumprimento de normas ambientais.

O presidente eleito também anunciou que o ensino superior sairá do âmbito do Ministério da Educação e passará a ser administrado pelo Ministério da Ciência e Tecnologia. “Não temos nenhuma das nossas universidades entre as melhores do mundo e o nosso Marcos Pontes vai dar um gás especial para essa questão aí”, afirmou.

Perguntado se investiria mais nas universidades, disse que não. “Pelo contrário, nós queremos investir mais no ensino básico e médio”. Provavelmente, relatou, o seu governo deverá ter até 17 ministérios – hoje são 29.

Economia e reforma

Jair Bolsonaro também voltou a dizer que o futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, terá “carta branca” para escolher nomes e para administrar a pasta que reunirá a Fazenda, o Planejamento e a Indústria e o Comércio. Sem citar nomes, disse que há “gente boa” no governo Temer que poderia ser aproveitada por Guedes. Bolsonaro reafirmou os compromissos da sua equipe econômica com as metas de inflação, juros, câmbio e com a reforma da Previdência.

Sobre votar ou não a proposta de reforma agora, ele disse que isso depende de saber se haverá quórum, já que o Congresso está esvaziado após a eleição. Ele considerou aproveitar “alguma coisa” do que está aprovado na Comissão especial da Câmara, mas voltou a defender especificidades para aposentadoria de diversas categoria – inclusive os militares. Mas disse ser necessária e urgente a reforma da Previdência. “Se ficarmos sentados olhando para o céu, vamos correr o risco de virar uma Grécia”, comparou.

Bolsonaro defendeu também a desburocratização do Estado para favorecer empreendedores e uma fiscalização que seja amigável. Também defendeu que a Petrobras faça parcerias para investir mais. Anunciou, por fim, que ira avalizar o acordo Boeing-Embraer.

Exterior

Ele se disse ainda aberto a conversar, inclusive já na próxima semana, quando vira a Brasília, com representantes da China e de outros países que querem negociar com o Brasil. “Vamos fazer negócios sem viés ideológico”, avisou. Bolsonaro afirmou não ver “clima pesado ou problemas” em mudar a embaixada do Brasil de Tel Aviv para Jerusalém. “Não é problema de vida ou morte, respeito os judeus e o povo árabe”. Ele disse que esses assuntos tratados pelo futuro ministro das Relações Exteriores.

(Agência Brasil)