Blog do Eliomar

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Aposentado vai receber metade do 13º a partir do próximo dia 25, anuncia ministro

O ministro José Pimentel anunciou, nesta terça-feira, em Fortaleza, que a Previdência Social vai pagar, no período de 25 deste mês ao quinto dia útil de setembro, a metade do 13º salário dos aposentados. Segundo disse, a folha do desembolso hoje é de R$ 17 bilhões e a pasta pagará R$ 8 bilhões a mais, devendo atender a 26.640 beneficiados.

José Pimentel adiantou que essa será a terceira vez que o governo federal antecipa 50% do desembolso, com restante marcado para dezembro próximo. Em termos de Ceará, informou que de uma folha e R$ 560 milhões, vai libera R$ 270 milhões para cerca de 1.100 aposentados cearenses.

“O objetivo dessa antecipação é aquecer a economia brasileira. Se nos colocamos mais R$ 8 bilhões, isso tem um efeito muito forte no comércio e no setor da indústria. Hoje 63% dos municípios do Brasil recebem mais recursos da Previdência Social do que do Fundo de Participação dos Muncípios (FPM)”, afirmou Pimentel.

Sobre reajuste para aposentados que percebem acima do salário mínimo, o ministro anunciou que em janeiro de 2010 haverá “ganho real” para esse segmento. Ele disse que o percentual ainda passará por estudos. Neste ano, houve reajuste de 5,92%, no que há perspectivas de um índice maior do que este que foi concedido.

“O índice do mínimo está definido: é 8,9%. A inflação dos últimos 12 meses se´ra 3,64%, segundo se prevê (INPC). Estamos discutindo ganho real acima de 3,64%. São 7,8 milhõies aposentados e pensionistas que vão ter esse ganho real  em janeiro de 2010”, complementou o ministro José Pimentel.

Bolsa Família – Filas na madrugada para garantir recadastramento

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Filas formadas desde o começo da noite de segunda-feira na SER- 3

A Secretaria Municipal de Assistência Social prorrogou, até 22 deste mês, o prazo para atualização cadastral do Programa Bolsa Família. O atendimento será feito nas Unidades de Atendimento do Cadastro Único, CadÚnico, que operam em 13 Unidades localizadas em 11 Cras (Centro de Referência da Assistência Social) e nos Centros de Cidadania da Vila União e do Conjunto Palmeiras. Há também Núcleos Regionais do CadÚnico, localizados nas sedes das seis secretarias executivas regionais.

Mesmo assim, muita gente está dormindo nas calçadas em busca do atendimento. Nesta foto, gente que guardou vaga em fila a partir das 19 horas dessa segunda-feira na porta da Secretaria Regional Executiva III, no bairro Parquelândia. 

Nas unidades, que funcionam de 8 às 12h e de 13 às 17h, é possível fazer o cadastramento, atulização cadastral ou recadastramento para o Programa Bolsa Família. Ainda nos postos de atendimento, qualquer pessoa pode receber informações sobre o Bolsa Família, como também fazer sua inscrição na Tarifa Social de Energia Elétrica do Governo Federal, caso esteja dentro do perfil do Programa.

(Foto – Cláudio Barata)

Cid diz que postulação de Marina da Silva causaria “baque” na candidatura de Dilma

O governador Cid Gomes afirmou, nesta segunda-feira, que seria um “baque” para a candidatura da ministra Dlma Rousseff (Casa Civil) à presidência da República uma possível entrada de Marina da Silva na disputa de 2010. A ex-ministra do Meio Ambiente está sendo cortejada pelo PartidoVerde. Nesta segunda-feira,  irmão do governador, Ciro Gomes, disse que essa postulação desmontaria o desejo de Dilma.

“Eu acho que é, sem dúvida, um baque. A Marina é uma pessoa que é um qudro histórico do PT, de muitos anos e, certamente, em saindo do PT, vai levar pra onde for alguns simpatizantes. Mas não sei se seria ao ponto de demolir a candidatura da ministra Dilma”, afirmou Cid, que conferiu a festa de lançamento do Anuário 2009-2010, no La Maison  Dunas, encerrada no começo da madrugada desta terça-feira.

Sobre a possibilidade de a prefeita Luizianne Lins assumir a presidência do PT do Ceará, o governador evitou, a todo custo, comentar o assunto. Luizianne teve nome lançado na última semana por seu líder na Câmara Municipal, Acrísio Sena.

“Eu não posso falar sobre o PT. Não é o meu partido e eu não vou me meter nas coisas de outro partido”, desconversou de imediato o governador que, no fim deste mês, estará assumindo a presidência regional do PSB.

Prefeita vai ouvir grupo político para decidir se topa presidir o PT estadual

A prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins, pegou gosto na idéia de presidir o PT do Ceará. Indagada sobre essa possibilidade, ela anunciou, em clima de festa de lançamento do Anuário 2009-2001, no La Maison Dunas, encerrada agora há pouco, que deverá reunir seu grupo político nesta terça-feira para avaliar a situação.

Luizianne disse que iria estudar bem o quadro, mas admitiu aceitar a missão. Ela ainda adiantou que, nessa segunda-feira, havia conversado sobre o assunto com o atual presidente regional Ilário Marques, que busca reeleição. Luizianne não adiantou o resultado da conversa, mas não dispensou largos sorrisos no papo mantido com este Blog.

Na semana passada, a prefeita ouviu do vice-governador Francisco Pinheiro (PT) apelo no sentido de assumir essa postulação. Foi após evento da TV Diário, no Restaurante O Faustino, sob olhares do líder dela na Câmara Municipal, Acrísio Sena, que na mesma semana, fazia o lançamento do nome dela para o cargo.

Fernando Collor diz estar “obrando” na cabeça de jornalista da Veja

“O senador Fernando Collor de Melo (PTB-AL), disse em discurso em plenário nesta segunda-feira, estar “obrando” na cabeça do jornalista Roberto Pompeu de Toledo, da revista Veja.

O anúncio de Collor foi uma tréplica na discussão que se iniciou entre ele e o colunista de Veja, na semana passada. Collor acusou Roberto Pompeu de Toledo de, em 1992, propor ao então ministro Ilmar Galvão, do Superior Tribunal Federal, declararar Collor culpado no processo que corria contra ele – Ilmar Galvão era o encarregado pelo processo. Feita a condenação, Toledo faria uma grande entrevista com o ministro e o colocaria na capa de Veja. Ainda na versão de Collor, o ministro Ilmar Galvão teria ficado indignado com a proposta e teria expulsado o jornalista de sua sala.

A resposta de Roberto Pompeu de Toledo não tardou. No último exemplar de Veja, que foi publicado neste último sábado, o jornalista afirmou que não detinha tal poder e nunca fez nenhuma proposta do gênero.

Segundo Toledo, ele sequer tinha o poder de definir qual seria a capa da revista. O colunista de Veja também afirmou que a história de ter sido expulso do gabinete do então ministro do STF, também não ocorreu. No mesmo parágrafo em que se defendeu das acusações do senador Fernando Collor, o jornalista disse sete vezes ser mentira a história relatada pelo parlamentar. E terminou provocando: “Ao contrário de Sarney, não tenho Collor como defensor. Tenho como acusador. É uma honra.”

Collor saiu para sua tréplica nesta segunda-feira. “Eu tenho obrado em sua cabeça (Roberto Pompeu de Toledo) nesses últimos dias, venho obrando, obrando, obrando em sua cabeça. Para que alguma graxa possa melhorar seus neurônios. Para ele cair em si e trazer a verdade. Ele é mentiroso e salafrário, alguém que não merece título de jornalista”, disse o senador do PTB em discurso no plenário nesta segunda-feira.

Segundo o dicionário Aurélio, além dos sentidos tradicionais de “construir” e “fabricar”, obrar é um termo que em algumas regiões do Brasil pode significar “defecar”. A assessoria de Collor não confirmou que o uso do termo pelo senador com tal sentido, dizendo apenas que Collor quis dizer “obrar”.

Caso o senador Fernando Collor tenha dito “obrar” com o intuito de ofender o jornalista de Veja, esta é a segunda vez em menos de uma semana que a Câmara dos Senadores é palco de xingamentos. Na última quinta-feira, Renan Calheiros (PMDB-AL) chamou Tasso Jereissati, fora do microfone, mas audível para quem estava perto, de “merda”.

 

(Com Agências)

Tasso: Lula presta desserviço ao País ao endossar o que acontece no Senado

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O senador tucano (1º da esquerda) atento às falas de apoio.

Um encontro no escritório político do senador Tasso Jereissati (PSDB), em Fortaleza, reuniu, no fim da tarde desta segunda-feria, lideranças empresariais e um grupo de 22 prefeitos liderados pela presidente da Aprece, e prefeita de  General Sampaio, Eliene Brasileiro(PRB). Diante do grupo, o senador recebeu apoio à sua atuação parlamentar e solidariedade diante dos últimos fatos no Senado. Tasso bateu boca com Renan Calheiros (PMDB-AL) semana passada, no plenário do Senado.

Além de prefeitos do PSDB, participaram do encontro prefeitos do DEM e do PRB. Tasso concedeu entrevista coletiva. Confira:

Pergunta – O senhor disse que teve de tomar uma atitude. Por que?

Tasso Jereissati – Porque nós estávamos vivendo num ambiente de intimidação e, realmente, não é a melhor maneira, nem a que eu gostaria de reagir. Mas, diante das circunstâncias, às vezes você tem que reagir e fazer um papel que eu não gostaria de fazer. Não era possível continua vivendo sob ameaça de intimidação da chamada Tropa de Choque, e nem deveria existir no Senado Federal esse tipo de tropa.

Pergunta – Qual a avaliação que o senhor faz do comportamento do senador Renan Calheiros?

Tasso Jereissati – Eu acho que o Brasil já avaliou por mim. Recentemente ele esteve na presidência do Senador e teve que se afastar. E a avaliação está nos fatos que ocorreram

Pergunta – E como o senhor classifica a atual situação do Senado Federal?

Tasso Jereissati – Triste. Dramática, até, em função disso, da existência dessa tropa de choque, e o nível de discussão ter descambado, não havendo mais grandes discussões dentro do Senado, mas uma tropa de choque predominando em todos os setores, desde o Plenário até o Conselho de Ética.

Pergunta – Existe alguma decisão acerca de uma representação contra Renan Calheiros?

Tasso Jereissati – Isso nós vamos deixar a cargo do partido, que esta semana deve resolver qual o rumo vai tomar.

Pergunta – O senhor acha que a permanência de Sarney na presidência aumenta, ainda mais, essa tensão no Senado?

Tasso Jereissati – Eu acho que essas duas últimas sessões demonstraram que a Casa está sem comando, e a Casa mais do que nunca está precisando de uma liderança.

Pergunta – Ninguém mais quer falar, abertamente, que defende o Sarney. O Presidente Lula decidiu que não era bom negócio, outras pessoas defendem, mas não falam isso abertamente. Tá faltando mostrar a cara e dizer que, realmente, dá sustentação?

Tasso Jereissati – Tá faltando coragem e o Presidente Lula está prestando um grande deserviço ao País, ao praticamente endossar o que está acontecendo no Senado e endossar o papel dessas lideranças.

Pergunta – O senhor falou num clima de “pistoleiros verbais”, há um clima de medo entre os senadores?

Tasso Jereissati – Há, sim. Há um clima de intimidação constante. Essa tropa de choque foi feita, montada para isso especificamente. Para intimidar, e isso foi feito nos últimos 15 dias dentro do Senado.

Pergunta – Que tipo de intimidação?

Tasso Jereissati – Intimidação desde o tipo moral, pelo grito, pela agressão pessoal, verbal. Todo tipo de coisa está acontecendo dentro do Senado.

Pergunta – Aqui no Ceará, como está a movimentação política do PSDB ?

Tasso Jereissati –  Independente do que está acontecendo, o PSDB do Ceará é um partido que tem uma História de trabalho e de ética. E isso é importante para que a gente sirva como referência nesse Estado.

Pergunta – O governador Cid Gomes está asumindo a presidência do PSDB, isso facilita um entendimento com o PSDB?

Tasso Jereissati – Isso é um problema do PSB, quem vai assumir a presidência. Mas eu acho que nós aqui sempre tivemos e continuamos querendo manter um diálogo não só com o PSB, mas com todos os outros partidos. E nós não estamos discutindo aliança. O diálogo com o governador Cid sempre nós tivemos e não será por causa do partido que vai ter.

(Foto – Cláudio Barata)

Serra: Executivo interferiu na crise do Senado

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“Em visita à Salvador, o governador de São Paulo, José Serra, disse nesta segunda-feira (10) que o Executivo federal interferiu na crise do Senado, mas não citou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Fui senador e sei como aquela Casa funciona. Na condição de governador, tenho que manter uma relação institucional com o Senado. No entanto, houve realmente interferência do Executivo.”
Trata-se da primeira visita de Serra à Bahia desde que o DEM e o PSDB estaduais resolveram caminhar juntos após mais de duas décadas de turbulências no estado. No encontro com o governador da Bahia, Serra chamou Jaques Wagner (PT) de “amigo”. “Meu amigo Jaques Wagner, nós não estamos em campos antagônicos, mas sim não-coincidentes”, disse o tucano.
Wagner, que defende a candidatura da ministra Dilma Rousseff à presidência, também foi gentil. “Meu amigo José Serra, se tudo continuar nesta tendência, teremos dois candidatos de muita qualidade em 2010. E o Brasil só tem a ganhar com isso.”

Pela manhã, antes de encontrar com Jaques Wagner e com o prefeito João Henrique Carneiro (PMDB), Serra concedeu entrevistas para emissoras de rádio e televisão. O governador teve ainda uma reunião reservada com o senador Antonio Carlos Magalhães Junior (DEM-BA), o deputado federal Antonio Carlos Magalhães Neto (DEM) e com o presidente estadual do PSDB, Antonio Imbassahy.

Ao ser indagado por um jornalista se pretendia levar sua “experiência” a frente do governo de São Paulo para todo o Brasil, o governador confirmou que pretende mesmo disputar a sucessão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no ano que vem. “Por que não?”, afirmou. De acordo com o governador, a campanha presidencial “começou muito antecipadamente”. “A gente tem que se debruçar no trabalho, a população precisa de tanta coisa, ela não quer campanha agora.”

Serra disse que o PSDB vai decidir “no começo do ano que vem” sua posição em relação à sucessão presidencial. “Vamos decidir de maneira muito tranqüila, de maneira muito unida, o PSDB está unido.”

(Portal Uol)

Senador cearense inspecionará missão brasileira no Haiti

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O senador Flávio Torres (PDT) vai acompanhar o trabalho da tropa brasileira no Haiti. Ele embarca na próxima quinta-feira engajado a um grupo de senadores da Comissão de Relações Exteriores do Senado. 

O objetivo é observar a atuação da tropa brasileira junto à missão das Nações Unidas para a a estabilização política e de segurança desse País.

Atualmente, o Brasil conta com 1.044 soldados integrando a missão de paz da ONU no Haiti. A viagem se estenderá até 15 próximo.

DETALHE – Flávio Torres segue para Brasília nesta terça-feira, onde retoma atividade legislativa e se engaja à missão.

Projeto de João Alfredo que Luizianne não sancionou é promulgado

O projeto de lei que institui a Semana de Direitos Humanos Frei Tito de Alencar, de autoria do vereador João Alfredo (PSOL), foi promulgado, nesta segunda-feira, pelo presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vereador Salmito Filho (PT). Aprovado em março, a matéria acabou não sendo sancionada pela prefeita Luizianne Lins e, como o prazo para que fosse rejeitado ou sancionado expirou, coube a Salmito promulgá-lo.

A Semana dos Direitos Humanos Frei Tito de Alencar atende ao que recomenda a Lei de Diretrizes e Bases da Educação, em seu art. 27, I, que estabelece como diretriz dos conteúdos curriculares da educação básica a difusão dos direitos e deveres do cidadão. De acordo com o projeto, a Semana dos Direitos Humanos no Sistema Municipal de Educação se somaria ao esforço que o Estado deve fazer por força da Lei Estadual nº 12.299/1994, que determina a existência de uma Semana de Direitos Humanos nas Escolas Estaduais.

Após o ato, foi  exibido na Câmara Municipal o filme “Batismo de Sangue”, de Helvécio Ratton, que relata a participação dos dominicanos na resistência à ditadura militar e o martírio de Frei Tito.

PF indicia ex-diretor do Senado

“A Polícia Federal em Brasília confirmou que indiciou nesta segunda-feira (10) o ex-diretor de Recursos Humanos do Senado João Carlos Zoghbi. Segundo informações preliminares, ele foi acusado pelos crimes de concussão, inserção de dados falsos em sistema de informação e formação de quadrilha no caso que investiga os contratos de crédito consignado do Senado. Ele é a primeira pessoa indiciada pela PF no caso.

O Ministério Público Federal pediu em maio à PF a abertura de inquérito para investigar as operações de crédito consignado do Senado. No final de julho, a PF confirmou que entrou com pedido de quebra do sigilo bancário de Zoghbi e também do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia – que não possuem foro privilegiado.

O filho do ex-diretor de Recursos Humanos, Marcelo Zoghbi, seria sócio de empresas que intermediavam as operações de crédito consignado dos funcionários do Senado. João Carlos Zoghbi também é investigado por ter repassado para o filho um apartamento funcional que tinha direito. As investigações sobre o esquema começaram pela Polícia Legislativa, que indiciou Zoghbi em abril deste ano por formação de quadrilha e falsidade ideológica.

No começo de julho, o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), oficializou a abertura de processo administrativo contra Zoghbi o ex-diretor-geral Agaciel Maia. Ambos são investigados também pela edição dos atos secretos, que serviram para nomear afilhados e parentes, além de aumentar salários e benefícios, por exemplo.”

(Portal Uol) 

Conselho de Ética: Sarney escapa, mas governista quer pegar líder tucano

“Depois de arquivar todos os pedidos de abertura de processo contra o presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), o presidente do Conselho de Ética, senador Paulo Duque (PMDB-RJ), sinalizou a aliados que vai instaurar esta semana processo contra o senador Arthur Virgílio (PSDB-AM) –que pode resultar na cassação de seu mandato. Duque argumenta que as denúncias contra Sarney foram baseadas em reportagens de jornal, enquanto Virgílio confessou ter admitido manter um funcionário fantasma em seu gabinete.

O PMDB protocolou representação contra Virgílio por supostamente ter quebrado o decoro parlamentar ao receber empréstimo do ex-diretor-geral do Senado Agaciel Maia para pagar despesas em Paris. Agaciel teria depositado na conta de Virgílio US$ 10 mil quando o senador teve problemas com o cartão de crédito numa viagem particular, em 2003. No texto, assinado pelo senador Renan Calheiros (PMDB-AL), o PMDB também afirma que o tucano empregou em seu gabinete um funcionário que morava no exterior. Renan ainda afirma, na representação, que o Senado teria pago R$ 723 mil pelo tratamento de saúde da mãe dele, quando o regimento permite gasto anual de R$ 30 mil.

O líder do PMDB admitiu que a acusação contra Virgílio é uma espécie de “represália” aos pedidos de investigação encaminhados pelo PSDB contra Sarney. O tucano também pediu, individualmente, a abertura de investigações contra o presidente do Senado ao Conselho de Ética. Da tribuna do Senado, Virgílio admitiu ter permitido que Carlos Alberto de Andrade Nina Neto, lotado em seu gabinete, realizasse curso na Espanha, mas prometeu devolver aos cofres da Casa os vencimentos pagos ao servidor no período em que esteve no exterior.

A Folha Online apurou que a “confissão” de Virgílio vai ser usada por Duque como principal justificativa para permitir a abertura de processo contra o tucano. O prazo para o presidente do conselho se manifestar sobre a representação termina na quarta-feira. Mesmo ciente de que sua decisão pode provocar uma nova ofensiva da oposição contra Sarney, Duque disse a aliados que não está disposto a recuar.”

(Folha Online)

Ciro Gomes: “Marina implode candidatura Dilma”

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O deputado federal Ciro Gomes (PSB-CE) considera hoje o risco de derrota do governo nas eleições presidenciais de 2010 “muito maior” do que a possibilidade de vitória. Como sinal da fragilidade da estratégia do Palácio do Planalto, cita o potencial de estrago de uma possível candidatura da senadora Marina Silva (PT-AC) à Presidência da República. Se aceitar o convite do PV e entrar na disputa, Marina, na opinião de Ciro, “implode” a candidatura da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil).

Ciro ainda não decidiu se vai concorrer a presidente ou a governador de São Paulo. Acha que a decisão só deve ser tomada em abril de 2010, após análise da evolução do processo eleitoral. A prioridade, diz ele, continua sendo a Presidência da República. Não descarta a disputa ao governo de São Paulo, desde que isso faça parte de uma estratégia nacional para dar continuidade ao projeto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Mas, se decidir concorrer ao governo de São Paulo, Ciro avisa que não vai cumprir a “tarefa mesquinha de atacar” José Serra, a quem avalia como “um grande governador”, embora mantenha as críticas à sua participação no governo Fernando Henrique Cardoso.

Em entrevista ao Jornal Valor, Ciro diz que as pesquisas mostram a limitação da transferência de voto de Lula a Dilma. Prevê que, na campanha, ela terá dificuldades de defender os avanços necessários ao país. Sobre a crise do Senado, situa o senador José Sarney (PMDB-AP) apenas como “parte” do problema. “O problema é a hegemonia moral e intelectual frouxa que preside hoje o Congresso brasileiro. Não é só o Senado não”, diz. 

Na quarta-feira da semana passada, depois de conversar com Lula, o presidente do PSB, governador Eduardo Campos (PE), reuniu-se com Ciro, o secretário-geral do PSB, senador Renato Casagrande (ES), e o primeiro vice-presidente, Roberto Amaral. Avaliaram que o processo sucessório está incerto e a evolução da candidatura Dilma é uma incógnita. Por isso, o partido ainda não deve abrir mão, a mais de um ano da eleição, da possibilidade de Ciro ser lançado candidato a presidente. Parte do PSB acha que Lula não deve colocar todas as fichas num candidato só.

Essa avaliação deverá ser levada para Lula no encontro de quarta-feira, do qual o PT também participará. Segundo Ciro, não há chance de a questão da disputa ao governo de São Paulo ser decidida na reunião. A seguir, a entrevista.

Valor: As articulações em torno da possibilidade de sua candidatura ao governo paulista cresceram. Sua opção hoje é a Presidência da República ou São Paulo?

Ciro Gomes: A Presidência. Claramente. Sem qualquer tipo de dubiedade e vacilação. Agora nós compreendemos que está em jogo o futuro do Brasil. E o futuro do Brasil exige que todas as pretensões pessoais e partidárias, legítimas que sejam, sejam postas em segundo plano. Nossa avaliação unânime no PSB é que, da forma como as coisas estão postas, hoje a tendência é que esse projeto que defendemos está ameaçado de perder as eleições.

Valor: De que coisas o senhor fala?

Ciro: A se dar crédito à notícia média dominante de que o presidente Lula resolveu escolher a Dilma candidata, compor a chapa com o PMDB e convocar os correligionários, parceiros e aliados para um plebiscito contra o candidato do PSDB, que hoje seria o governador José Serra, achamos que o risco de perder a eleição hoje é muito maior do que a possibilidade de ganhar.

Valor: Por que?

Ciro: Há um conjunto de fatores. Primeiro, fadiga de material. Segundo, as contradições, que não são pequenas, desta coalizão PT-PMDB. Essa crise do Senado é só uma caricatura disso. Só quem suporta isso é o Lula, porque tem um capital político único. O risco de perder a eleição é real nessas bases, como de ingovernabilidade para qualquer um de nós, sem o capital político e a interação que o presidente Lula tem com a população. Isso guarda coerência com a história do Brasil. Juscelino não fez o Lott [marechal Henrique Lott, ministro da Guerra no governo Juscelino Kubitschek e candidato a presidente derrotado, em 1960, por Jânio Quadros, candidato da oposição]. Não fez o sucessor, tendo sido o presidente mais popular do país. E as pesquisas são eloquentes na indicação do que estou querendo dizer.

Valor: Mostrando dificuldades da candidatura da ministra?

Ciro: Claramente, porque há um limite para essa coisa da transferência de voto. A eficiência da transferência dos 70% de apoio ao Lula a ela está pela metade. Então, ela pode ir a 35%. Tudo bem, é muita coisa. A Dilma tem grandes virtudes, vai agregar outros atributos além do apoio do Lula. Não tem nenhuma crítica a Dilma. Pelo contrário. Ela é uma pessoa maravilhosa, perfeitamente votável para qualquer tarefa. A questão é que o Brasil mudou. É uma questão delicada, porque somos parceiros. Mas queremos que o presidente nos ouça e pense no que vamos dizer para ele. Eu, especialmente, falarei com a maior clareza e franqueza, porque acho que é um momento crítico para o Brasil. Está marcada uma grave crise política em 2010.

Valor: O senhor pode explicar?

Ciro: É uma maioria amorfa a que temos na base aliada do Congresso e na coalizão partidária, cujo cimento é fisiologia, clientelismo e, infelizmente, muita corrupção. Isto é compensado pela exuberância do Lula, da liderança legítima que ele tem. Qualquer outro vai viver essa crise, se começar em cima de uma estrutura esclerosada como essa, sem renovação, sem nova utopia, sem novos projetos, sem uma nova agenda. O PMDB tem cinco ministros, tem o presidente da Câmara e do Senado e está com Lula. Se o Serra ganhar, no dia seguinte essa gente vai aderir a ele contra seis ministérios, presidência do Senado, da Câmara, do Supremo, da CNBB [Conferência Nacional dos Bispos do Brasil]. A governabilidade será garantida, mas mediante a manutenção desta hegemonia moral e intelectual fisiológica e clientelista.

Valor: Como é que a crise do Senado, que atinge o senador José Sarney (PMDB-AP) e divide a base, pode ser interpretada nesse contexto?

Ciro: Revela com grande força caricatural o que estou tentando dizer. Este segundo semestre será tumultuado para nós. Hoje tem essa novela em cima do Senado e do Sarney. Acabando essa novela, tendo acumulado um desgaste, vem a novela da Petrobras, que será muito quente. Depois virão outros. Vai estourar em 2010. O Lula já precificou isso e aguenta. Está provado. Ele defende o Sarney e aguenta. Defende o Renan e aguenta. Confraterniza com Collor e aguenta. Quero saber se eu aguento, se o Serra aguenta, se a Dilma aguenta. Ninguém mais aguenta.

Valor: O PSB liberou seus senadores para tomar a posição que considerar conveniente na crise do Senado. O senhor acha que o senador Sarney deve ser defendido?

Ciro: Não me sinto obrigado a isso. Apenas lembro que Sarney não é o problema. Pode ser parte dele. O problema é a hegemonia moral e intelectual frouxa que preside hoje o Congresso brasileiro. Não é só o Senado não.

Valor: Essa avaliação sobre os problemas da coalizão será feita ao presidente na reunião desta semana, da qual o PT vai participar?

Ciro: Algumas coisas direi a ele só pessoalmente. Essa questão é a pragmática. Mas tem uma outra, não menos grave, ou mais grave ainda, que deriva de uma constatação que eu tenho de que a presença do Lula no governo brasileiro melhorou o Brasil em todos os aspectos, sem exceção de nenhum. Porém, essa é uma constatação que se faz olhando para o retrovisor. Ou seja, comparado com o que era, tudo melhorou. Porém, o que vai estar em discussão em 2010 não é o Lula, não é a avaliação do Lula, é o futuro do país. E aí você tem graves problemas. Primeiro, o presidente conciliou, na minha opinião de forma muito frouxa, o segundo mandato, para esconjurar essa escalada golpista que o ameaçou no primeiro mandato, e não conseguiu institucionalizar nenhum dos grandes avanços que promoveu.

Valor: Quais foram?

Ciro: Só para citar os mais importantes para a vida do povo: a política de salário mínimo, a estratégia da Petrobras, as políticas compensatórias, a política de crédito (saiu de 13% para 43% a proporção de crédito no PIB brasileiro). Mas era o Lula contra o governo. Nada disso é institucional. A segunda questão é o avanço. É natural um governante, tanto mais do principal partido da esquerda brasileira que está no governo há oito anos, perder um pouco a energia de propor reformas e mudanças. É quase uma contradição em termos. Como é que a Dilma vai falar em mudança, se ela é a continuação? E a questão é: o Brasil pode parar? A educação pública está boa? A saúde pública está boa? A segurança do povo está boa? A mobilidade urbana nas cidades está boa? As essencialidades da vida do povo estão boas? A proporção de manufaturados na plataforma de exportação, a velocidade com que o Brasil supera seu hiato tecnológico-científico está correta? São essencialidades. E aí você pode correr o risco – provavelmente estamos já correndo o risco – de a turma que quer voltar ao passado, a turma do Fernando Henrique, assumir esse discurso. Mais do que o pós-Lula: a reforma, a ética, a eficiência do serviço público, as mudanças que o país precisa… Não é uma mudança para negar nada do Lula. É uma mudança que só se viabilizará porque o Lula avançou extraordinariamente.

Valor: O senhor acha que a ministra Dilma não teria condições de conduzir esses avanços?

Ciro: A Dilma pode. Qualquer um de nós pode. A questão é que tipo de coalizão política, que tipo de debate será feito. Nossa preocupação no PSB é que ela terá grandes dificuldades. Veja como seria, de forma caricata, esse debate: a Dilma, que tem todos os dotes para isso, pode dizer que o Brasil precisa manter o que está bom e avançar em tais e tais mudanças. O Serra, de lá, diz: ´vocês tiveram oito anos, por que não fizeram?´ Aí ela responde de cá: ´e porque vocês em oito anos não fizeram?´.

Valor: O senhor acha, então, que o presidente está errando na estratégia da sucessão?

Ciro: Vou refletir sobre a notícia média. Acho que ele está fazendo de forma genial certo. Por que? Ponto número 1: na contramão da tradição de todo governante, que quer postergar sua sucessão, o Lula antecipou ineditamente. Porque ele, mais do que ninguém, conhece o PT. Se ele não põe a mão numa pessoa que pode dispor politicamente como aliada, para ficar ou para sair, para compor ou descompor, para brigar ou para conciliar, uma hora dessa os diversos grupos em que se reparte o PT estariam tentando, com dossiês e caneladas por baixo da mesa, impor ao Lula nomes. Segundo: naquela data, quando ele fez isso, havia uma cogitação de terceiro mandato. Ele nunca quis, nunca pediu, mas imaginou a possibilidade. Ele era obrigado a imaginar isso. Tinha que ter uma candidatura que poderia, amanhã, dizer que houve uma mudança constitucional e que tenho dever com o país de continuar.

Valor: Com o senhor sendo vice da ministra, mudando o perfil da chapa, seria mais fácil assumir o discurso da mudança?

Ciro: Eu acho temerário. Não há razão, do meu ponto de vista, para que se ponha o país no risco de um mano a mano para deslindar essas coisas no primeiro turno.

Valor: Qual seria o efeito da entrada da senadora Marina Silva (PT-AC) na disputa?

Ciro: Esta variável nova mostra as dificuldades (da candidatura governista) com precocidade. Está na mão da Marina. Se ela aceitar a convocação do PV, ela implode a candidatura da Dilma. Implode. Então, tem muitas variáveis por acontecer. O Serra recua ou não recua? A Marina é candidata ou não?

Valor: É por isso que o senhor diz que a decisão do PSB sobre a candidatura presidencial ou o governo do Estado não deve ser tomada agora?

Ciro: Essa é a posição do PSB. Nós nos reunimos ontem à noite (quarta-feira), fizemos uma avaliação e há uma convergência de percepção do momento. Todos nós achamos que o tempo é essencial para que a gente deslinde essa vontade que nós temos de convergir com o Lula nesta ou naquela direção. Há um ano eu disse que a tendência era a gente perder a eleição. E essa tendência está se consolidando. Há um passo que está na mão do PSDB, que é o Serra resolver ser candidato à reeleição em São Paulo e apoiar o Aécio. Nesse caso, a eleição está perdida, na minha opinião. É simples entender. Não é profecia. O Serra apoiar o Aécio significa que recuou voluntariamente. Dá vitória para Aécio em São Paulo. O Aécio sai com 80% em Minas – que o Serra não tira nem com apoio do Aécio – e entra mais fácil no Rio de Janeiro, no Norte e no Nordeste. E no Sul os níveis de aprovação do governo Lula estão bem mais baixo.

Valor: Em que condições o senhor disputaria o governo de São Paulo?

Ciro: Eu estou com a vida ganha. Não preciso ser candidato a nada. Posso ser candidato a presidente ou cumprir uma tarefa como candidato a governador do Rio ou São Paulo – mas desde que seja dentro de uma estratégia que consulte o melhor interesse do povo brasileiro. Senão eu não topo. A prioridade do partido é a Presidência. Eu não sou candidato a governador de São Paulo. Nunca pretendi. Considero extremamente honroso a lembrança do meu nome, um desafio que não sei sequer se estou à altura, e cumpro tarefas.

Valor: Como, por exemplo, disputar em São Paulo para minar a candidatura de Serra a presidente?

Ciro: Quero dizer isso formalmente: se engana redondamente quem imagina que eu, eventualmente aceitando o desafio de ser candidato a governador de São Paulo, vou cumprir uma tarefa mesquinha de atacar o Serra. Ao contrário: acho ele um grande governador. Já estou adiantando aqui: acho ele um grande governador. E acho que deveria continuar governador. Acho que seria um péssimo presidente da República, não porque tenho animosidade pessoal, mas porque foi ministro do Planejamento por quatro anos do governo FHC, data na qual o país quebrou, a divida pública quase dobrou, a carga tributária explodiu. Depois foi ministro da Saúde e não fez rigorosamente nenhuma transformação institucional, como, a rigor, nós também não fizemos.

Valor: O senhor tem até o fim de setembro para trocar o domicílio eleitoral do Ceará para São Paulo, se quiser disputar a eleição lá. Pode disputar governo, Presidência ou qualquer outro mandato. O senhor admite como opção candidatar-se novamente a deputado federal para puxar uma grande bancada?

Ciro: Não serei. E ponto final.

Valor: Qual a chance de sua candidatura a governador do São Paulo ser definida na reunião desta semana?

 Ciro: Nenhuma chance. Pode botar isso com exclamação. E a remota chance de eu ser candidato a governador de São Paulo exige que eu entenda de que grande projeto nós estamos falando.

DETALHE – Ciro já havia adiantado para este Blog e para O POVO na sdmana passada que disputar o Governo de São Paulo não faz parte dos seus planos. Quer disputar a presidência da República em 2010.

O primeiro Cuca da prefeita

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Vista aérea do Cuca da Barra do Ceará.

Eis o primeiro Centro Urbano de Cultura e Arte (Cuca), que a prefeita Luizianne Lins (PT) vai entregar no próximo dia 21, em clima festivo. O equipamento oferecerá cursos, praticas esportivas e culturais e promete ser opção para amenizar o quadro de ócio em que se encontra a juventude da periferia de Fortaleza. 

Esse Cuca é a primeira grande obra física da atual gestão. Promessa da primeira administração.

(Foto – Divulgação)

Tasso ganha ato de solidariedade em Fortaleza

O senador Tasso Jereissati (PSDB) ganhará, nesta segunda-feira, solidariedade de um grupo de prefeitos e empresários que o visitarão, às 16 horas, em seu escritório político, em Fortaleza.

Segundo a assessoria de imprensa do PSDB, Tasso receberá apoio por sua atuação parlamentar e por se posicionar contra a onda de escândalos que atinge o Senado no momento.

Na semana passada,  Tasso bateu boca com o senador Renan Calheiros (PMDB-AL), ocasião em que houve troca de acusações.

NOTA

A Juventuder do PSDB também divulgou, nesta segunda-feira, nota de apoio ao tucano Tasso Jereissati. Confira:

Em razão dos acontecimentos recentes, manifestamos total e pleno apoio ao Senador Tasso Jereissati.

Estamos todos perplexos com os eventos havidos no Senado Federal. Tantos escândalos e tamanha desfaçatez fazem a juventude deixar de acreditar em grande parte dos políticos e em toda a politica.

Mas é a garra e a coragem de homens públicos como Tasso Jeiressati que faz manter a chama política no peito de muitos jovens idealistas de um país melhor.

Podemos afirmar sem vacilação que o Senador Tasso Jeiressati é um homem público de retidão e princípios. Símbolo e orgulho para todos os jovens tucanos.

Bruno Covas,

Deputado estadual e Presidente Nacional da Juventude do PSDB.

Kamyla Castro

Ex-presidente nacional da juventude do PSDB e atual membro do Diretório Nacional e Executiva Ceará.

Eleições no PT – Com ou sem Luizianne, Zé Airton diz que vai para a disputa

O deputado federal José Airton avisa: continua na disputa pela presidência regional do PT, mesmo com a possibilidade de a prefeita Luizianne Lins entrar no páreo. A prefeita teve nome lançado na semana passada por seu líder na Câmara Municipal, o vereador Acrísio Sena.

“É uma questão de estratégia, pois temos Geraldo Magela disputando o comando nacional”, explica o parlamentar.

José Airton considerou natural que o nome de Luizianne entre no páreo, assim como dise também ter condições de dirigir o PT. Lembrou ter a experiência de quem já passou por esse cargo.

Aposentados que ganham acima do mínimo terão 7% de reajuste a partir de janeiro

“Os cerca de oito milhões de aposentados e pensionistas do INSS que recebem benefícios acima do salário mínimo deverão ter um reajuste de 7% a partir de janeiro de 2010, ano de eleições presidenciais.

Considerando a estimativa de inflação para este ano, significa que esses aposentados terão um aumento real de mais de 3%, se o governo fechar um acordo com as centrais sindicais.

De acordo com reportagem de Geralda Doca na edição desta segunda-feira do jornal O Globo, quem ganha o piso nacional, que é o salário mínimo, hoje em R$ 465, terá um aumento de 8,9% e passará a receber em janeiro R$ 507.

O governo vinha discutindo há alguns meses um aumento real para os aposentados e pensionistas que ganham acima do mínima, como antecipou O GLOBO em 8 de julho.”

(O Globo)

MST acampa nesta 2ª feira em Brasília

“A partir desta segunda-feira, mais de 3 mil integrantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) estarão em Brasília para participar de uma mobilização que integra a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária. O objetivo é discutir temas como o assentamento das 90 mil famílias acampadas pelo país e das mais de 45 mil que esperam por investimentos em habitação, infraestrutura e produção.

Os acampados exigem também a atualização imediata dos índices de produtividade, usados como referência para classificar como improdutivo um imóvel rural que deve ser destinado à reforma agrária. O movimento também quer o descontingenciamento, por parte do Ministério do Planejamento, de R$ 800 milhões do orçamento do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) para este ano e a aplicação na desapropriação e obtenção de terras, além de investimentos no passivo dos assentamentos. Além disso, o MST exige a ampliação dos recursos previstos destinados à reforma agrária.

Durante os dias de acampamento, estão previstos estudos sobre a conjuntura agrária e debates sobre temas importantes para a construção de projeto popular de desenvolvimento do país, como clima e meio ambiente, energia e petróleo, previdência, juventude, comunicação, gênero e raça – além de marchas, protestos e atividades culturais.”

(Agência Brasil)

Ciro agora pode ser vice de Dilma Rousseff

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Nesta segunda-feira, a coluna Painel, da Folha especula que o destino de Ciro Gomes (PSB) pode ser a vice na chapa de Dilma Rousseff e 2010. Ciro, pelo visto,virou curinga pra tudo em se tratando de eleição. Confira:

Termômetro. No sobe-desce das especulações sobre o papel a ser desempenhado por Ciro Gomes (PSB) em 2010, voltou a ganhar pontos a hipótese vice na chapa de Dilma Rousseff (PT). O movimento começou depois de recente encontro entre Lula e o governador Eduardo Campos (PE), presidente do PSB.

Tudo é relativo. Integrantes do círculo próximo de Dilma defendem a dobradinha com Ciro. Argumentam que, além de ser um nome nacional, ele suaviza, por comparação, a fama de brava da ministra da Casa Civil.

Senado banca viagem de filha do presidente do PSDB a Nova York

“A filha do presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra (PE), viajou para Nova York com as despesas pagas pelo Senado. A advogada Helena Olympia de Almeida Brennand Guerra foi para os Estados Unidos em fevereiro de 2007 e gastou R$ 4.580,40 em diárias pagas com dinheiro público.

A Folha teve acesso a um relatório da Secretaria de Controle Interno do Senado que pediu a devolução dos recursos. O documento foi entregue em fevereiro de 2008 e consta no relatório da Tomada de Contas do Senado já entregue ao TCU (Tribunal de Contas da União). O relatório do controle interno do Senado é embasado, sobretudo, na lei 8.112/1990. “O pagamento é devido exclusivamente a servidor público designado para missão oficial ou para colaborador eventual no exercício de missão oficial”, diz o documento.

“Portanto, o pagamento de diárias a Helena Olympia de Almeida Brennand, que não é servidora do Senado nem colaboradora eventual, infringiu as referidas normas”, dizem os técnicos do Controle Interno.

Segundo o relatório, o senador viajou para Nova York em 5 de fevereiro de 2007 para realizar uma série de exames. Helena foi um dia depois. Ambos voltaram no dia 11.
A viagem foi autorizada pelo então presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), que administrou a Casa entre fevereiro de 2005 e dezembro de 2007. Os dados constam no processo 011800-70.

Sérgio Guerra discorda de ter cometido irregularidade e afirma que, se tivesse sido cobrado, teria devolvido o dinheiro gasto com as diárias da filha. O relatório foi encaminhado ao então diretor da Secretaria de Controle Interno, Shalom Granado. Ele discordou da recomendação dos técnicos, mas não deixou claro em seu despacho em que instrumento legal baseou a decisão de não cobrar a devolução do dinheiro.
Os técnicos do Controle Interno não abordaram o pagamento das passagens de Helena Guerra. Isso porque até abril deste ano os congressistas podiam gastar como quisessem suas cotas de passagens aéreas. Hoje, um bilhete para Nova York custa cerca de R$ 2.000.

Após a revelação de que deputados e senadores davam passagens para parentes, amigos e assessores, o Senado e a Câmara resolveram estabelecer regras mais rígidas para o uso da cota. A medida foi tomada também por determinação do Ministério Público Federal.
Além do caso do tucano, outros nove processos foram analisados. A lista inclui mais quatro senadores: Romeu Tuma (PTB-SP), Magno Malta (PR-ES), Edison Lobão (PMDB-MA) e Renato Casagrande (PSB-ES). Os técnicos relataram que os dois últimos não apresentaram os cartões de embarque, o que impede a verificação exata do número de diárias concedidas. A análise foi feita por amostragem.

O relatório diz que, em 2007, o Senado gastou R$ 843.532,60 com pagamento de diárias. No Brasil, foram gastos R$ 361.700,50. Já no exterior, o Senado pagou R$ 418.832,10.”

(Folha de São Paulo)