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Quatro estados pedem ajuda das Forças Armadas para combate a incêndios

O governo confirmou hoje (24) que os estados de Roraima, Rondônia, Tocantins e Pará pediram ajuda do Executivo federal para combater incêndios florestais. Segundo o Ministério da Defesa, cerca 44 mil militares das Forças Armadas estão continuamente na Região Amazônica e poderão ser empregados nas operações.

A confirmação foi feita pelo ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, durante entrevista à imprensa. Salles participou de uma reunião na manhã deste sábado com o ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva.

Ontem (23), o presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.

Segundo o ministro da Defesa, a adesão dos governos locais é importante para que o trabalho de combate a crimes ambientais e a incêndios não se limitem às áreas federais.

“É importante a adesão dos governos senão nós vamos ficar limitados às áreas federais, que são as unidades de conservação e as terras indígenas. Já é alguma coisa, mas não é o suficiente. Tem que ser uma união de todos. Todo mundo ajudando é melhor”, disse o ministro.

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse que os estados terão apoio do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), órgãos que pertencem à pasta, para o combate aos incêndios.

“Não é possível desenvolver atividades de fiscalização sem o apoio estadual. Com a GLO Ambiental tenho certeza que, com envolvimento do Ministério da Defesa, das Forças Armadas, teremos muita efetividade naquilo que já vínhamos tentando fazer com muita força desde o início do ano”, afirmou.

Segundo o Estado-Maior das Forças Armadas, que coordena as operações, as primeiras medidas foram tomadas neste sábado. Um helicóptero do Ibama e dois aviões de combate a incêndios serão enviados para Porto Velho.

(Agência Brasil)

“Crise ambiental” é tentativa de “recolonizar” o Brasil, diz ministro

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Em comentário nas redes sociais sobre a situação da Amazônia, o ministro das Relações Exteriores e diplomata Ernesto Henrique Fraga Araújo avalia que “crise ambiental” é fabricada em uma tentativa de desestabilizar o governo Bolsonaro. Confira:

Por que o Brasil está sendo alvo de uma campanha internacional tão feroz e injusta no tema ambiental? Simples. Porque o governo do presidente Bolsonaro está reerguendo o Brasil. A “crise ambiental” parece ser a última arma que resta no arsenal de mentiras da esquerda para abafar esse fato.

Incapaz de convencer aos brasileiros do contrário, a esquerda foro-de-são-paulina recorre a seus aliados na mídia internacional e à caixa de ressonância dos ambientalistas radicais (manipulados por décadas de propaganda) para atacar o seu próprio país e questionar sua soberania.

O governo Bolsonaro está abrindo a economia, reformando radicalmente o Estado, expulsando a corrupção, combatendo o crime, libertando as energias da nação, concluindo acordos e formando novas parcerias e alianças com países-chave ao redor do mundo.

Está fazendo o Brasil atuar como país grande, colocando seu peso em favor da liberdade e dignidade humana, contra a ideologia de gênero e outros mecanismos de controle psicossocial, defendendo integração aberta e democracia na América do Sul, tirando o Foro de S. Paulo da toca.

Está introduzindo racionalidade nos debates sobre o meio ambiente e sobre o clima, protegendo o ambiente com soberania e sem histeria. Está governando o Brasil para os brasileiros, sem pedir permissão às ONGs ou aos controladores do discurso politicamente correto.

Esses avanços incomodam gente que quer o Brasil de volta ao seu curral, que tem saudade do Brasil fechado no círculo vicioso do clientelismo e estagnação, do Brasil insignificante no mundo. Sim, muitas forças nacionais e internacionais querem recolonizar o Brasil. Não conseguirão.

Ernesto Araújo

Diplomata e ministro das Relações Exteriores

Câmara Federal pode votar projeto que amplia permissão para porte de armas

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar, a partir da terça-feira (27), o projeto de lei que aumenta os casos permitidos de porte de armas e disciplina o registro de atiradores esportivos e caçadores (PL 3723/19, do Poder Executivo).

O substitutivo do deputado Alexandre Leite (DEM-SP) também permite a regularização da posse de armas de fogo sem comprovação de capacidade técnica, laudo psicológico ou negativa de antecedentes criminais.

Essa regularização do registro da arma poderá ser feita em dois anos a partir da publicação da futura lei. O interessado deverá apenas apresentar documento de identidade, comprovante de residência fixa e prova de origem lícita da arma, dispensados ainda o pagamento de taxas, comprovante de ocupação lícita e ausência de inquérito policial ou processo criminal contra si.

O texto também diminui de 25 para 21 anos a idade mínima para a compra de armas; permite o porte de armas para os maiores de 25 anos que comprovem estar sob ameaça; e aumenta as penas para alguns crimes com armas.

(Agência Câmara Notícias)

Governo quer lançar universidades digitais

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O ministro da Educação, Abraham Weintraub, anunciou nessa sexta-feira (23) que a intenção do governo é lançar um programa de universidades e institutos federais de educação digitais. De acordo com o ministro, a ideia é que boa parte da formação nessas instituições seja realizada por meio de educação à distância. A ideia ainda está em estudos no Ministério da Educação (MEC).

“O nosso projeto é sim EaD [Ensino à Distância] e a gente está preparando uma universidade federal digital e um instituto federal digital. É pra lá que a gente vai caminhar”, disse o ministro durante cerimônia para anunciar repasse para o programa Inovação Educação Conectada, voltado para levar internet banda larga a escolas das zonas rurais do país.

O ministro não deu mais detalhes de como funcionariam as instituições, mas disse que a intenção é levar o debate ao Congresso Nacional. A ideia é alterar partes do Plano Nacional de Educação (PNE). “O Congresso é soberano e hoje eu tenho o PNE e no PNE você tem métricas e metas que preveem isso, a construção de mais campi universitários. Vou fazer o convite para aos parlamentares para a gente rediscutir o PNE. Em vez de colocar metas que não representem o bem estar para toda a sociedade, talvez a gente poderia colocar uma meta de universalizar a internet para todas as escolas do país”, disse o ministro.

De acordo com Weintraub, a ideia é que os estudantes façam módulos de ensino e que escolham durante esse percurso a área de formação. “Isso cai muito o custo com refeitórios, e outras coisas”, disse. “O aluno pode ir eventualmente a simpósios, seminários, aí junta todo mundo para períodos mais curtos e isso barateia o custo”, acrescentou.

(Agência Brasil)

Meio Ambiente – Walter Cavalcante debate consumo consciente do plástico

Ações para diminuir o uso de materiais plásticos por meio de programas educacionais de consumo consciente e sustentável. Esse foi o tema da reunião entre o deputado estadual Walter Cavalcante (MDB), esta semana, com o presidente do Sindiverde, Marcos Augusto Nogueira; com o diretor de Inovação do Sindiquímica, Alexandre Pinheiro Mota e com o deputado Marcos Sobreira, além de representantes da Fiec.

A reunião discutiu o desenvolvimento de novas tecnologias que possam impactar, de forma positiva, nos sistemas de coleta, triagem, reciclagem e recuperação de produtos plásticos.

Dirigentes do Sindiverde e do Sindiquímica apresentaram um panorama da reciclagem no Ceará e no Brasil. De acordo com os dados apresentados, são produzidas 78,4 milhões de toneladas de lixo por ano no país, das quais 6,9 milhões possuem destinação imprópria. Segundo dados do CEMPRE, apenas 13% dos resíduos sólidos urbanos do país vão para reciclagem.

Já no Ceará, são coletados 3,8 milhões de toneladas de lixo por ano, representando 18,6% do total gerado no Nordeste. Atualmente, existem 195 empresas de reciclagem no Estado, sendo 74,9 microempresas, responsáveis por 5.231 empregos formais em 2018. Dos 184 municípios cearenses, apenas 102 apresentam algum serviço de coleta de resíduo sólido urbano.

(Foto: Divulgação)

Bolsonaro diz que incêndios não podem gerar sanções ao Brasil

O presidente Jair Bolsonaro disse na noite dessa sexta-feira (23), em pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, que autorizou a atuação das Forças Armadas no combate aos incêndios e ao desmatamento na Amazônia., caso seja solicitada pelos governadores. Ele argumentou que incêndios florestais ocorrem em outras partes do mundo e não podem gerar sanções internacionais ao Brasil.

“Incêndios florestais existem em todo o mundo. Isso não pode ser pretexto para possíveis sanções internacionais. O Brasil continuará sendo, como foi até hoje, um país amigo de todos e responsável pela proteção de sua Floresta Amazônica”, afirmou.

Bolsonaro disse que as queimadas das últimas semanas estão na média dos últimos 15 anos, mas que o governo não está satisfeito e vai atuar para conter os focos de incêndio. “Estamos em uma estação tradicionalmente quente, seca e de ventos fortes, e que todos os anos, infelizmente, ocorrem queimadas na região amazônica. Nos anos mais chuvosos, as queimadas são menos intensas. Em anos mais quentes, como neste, 2019, elas ocorrem com maior frequência. De todo modo, mesmo que as queimadas deste ano não estejam fora da média dos últimos 15 anos, não estamos satisfeitos com o que estamos assistindo. Vamos atuar fortemente para controlar os incêndios na Amazônia”, disse o presidente. O pronunciamento durou pouco mais de 4 minutos.

Bolsonaro disse que seu governo tem compromisso no combate à criminalidade, inclusive na área ambiental, e destacou o apoio oferecido aos estados da Amazônia Legal. “Somos um governo com tolerância zero contra a criminalidade, e na área ambiental não será diferente. Por essa razão, oferecemos ajuda a todos os estados da Amazônia Legal. Com relação àqueles que a aceitarem, autorizarei operação de garantia da lei e da ordem, uma verdadeira GLO [Garantia de Lei e da Ordem] ambiental. O emprego extensivo de pessoal e equipamentos das Forças Armadas, auxiliares e outras agências, permitirá não apenas combater as atividades ilegais, como também conter o avanço de queimadas na região”.

O decreto de GLO, que autoriza o uso das Forças Armadas, vale para regiões de fronteira, terras indígenas, unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal. Os governadores de Roraima e Rondônia foram os primeiros a solicitar ação dos militares federais em seus territórios.

Preservação

No pronunciamento, Bolsonaro disse ainda que o problema precisa ser tratado com “serenidade” e voltou a criticar manifestações dentro e fora do Brasil que, segundo ele, espalharam informações infundadas. “Espalhar dados e mensagens infundadas, dentro e fora do Brasil, não contribui para resolver o problema e se prestam apenas ao uso político e à desinformação”.

“O Brasil é exemplo de sustentabilidade. Conserva mais de 60% de sua vegetação nativa, possui uma lei ambiental moderna, um Código Florestal que deveria servir de modelo para o mundo. Temos uma matriz energética limpa, renovável e com ela estamos dando grande contribuição ao planeta. Diversos países desenvolvidos, por outro lado, ainda não conseguiram avançar com seus compromissos no âmbito do Acordo de Paris”, acrescentou o presidente.

Bolsonaro concluiu sua fala dizendo-se aberto ao diálogo, “com base no respeito, na verdade, e cientes da nossa soberania”. Ele disse ainda que outros países ofereceram ajuda ao Brasil para combater as queimadas e que vão reforçar a posição brasileira na reunião do G7, marcada para este final de semana, na França, e que deve discutir os incêndios florestais na Amazônia, entre outros temas. O G7 é formado por EUA, Reino Unido, França, Alemanha, Itália, Canadá e Japão.

(Agência Brasil)

Prefeito lança projeto Integração Idiomas na próxima segunda-feira

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) vai lançar, às 9 horas da próxima segunda-feira, no auditório do Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh), o projeto Integração Idiomas. A iniciativa, da Secretaria da Educação (SME) e do Imparh, objetiva promover a prática de línguas estrangeiras a alunos da Rede Municipal de Ensino no contraturno escolar. Também quer fortalecer a aprendizagem dos alunos.

O Projeto Integração Idiomas, segundo a assessoria de imprensa da pasta da educação, contemplará 400 estudantes do 8º ano, que irão cursar quatro semestres letivos das línguas estrangeiras de Inglês e Espanhol, distribuídos em quatro módulos, incluindo, ainda, a oportunidade de fortalecer os conhecimentos em Língua Portuguesa e Matemática. O projeto tem duração de dois anos para cada turma, ou seja, os alunos participarão durante o 8º e 9º anos.

Os estudantes terão acesso, durante as aulas, a atividades pedagógicas que articularão conteúdos da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) com cursos de Línguas Estrangeiras, ministradas por professores do Instituto Municipal de Desenvolvimento de Recursos Humanos (Imparh). As ações pedagógicas serão acompanhadas pelo Núcleo Gestor Escolar, pelos coordenadores de Polo, pelos Distritos de Educação, sob orientação da Coordenadoria de Ensino Fundamental da SME.

(Foto – Divulgação)

Queimadas da Amazônia – Donald Trump oferece ajuda a Bolsonaro

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta sexta-feira (23), por meio de sua conta oficial no Twitter, que ofereceu ajuda ao presidente Jair Bolsonaro no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. Além disso, o líder norte-americano destacou que relação entre os dois países está “mais forte do que nunca” e afirmou que as perspectivas futuras de comércio entre os dois países são “empolgantes”.

“Acabei de falar com o presidente @JairBolsonaro do Brasil. As perspectivas futuras do nosso comércio são muito empolgantes e nosso relacionamento é forte, talvez mais forte do que nunca. Eu disse a ele que os Estados Unidos podem ajudar com os incêndios na Floresta Amazônica, estamos prontos para apoiar!”, tuitou Trump.

Planalto

@planalto
O presidente dos Estados Unidos @realDonaldTrump disse que conversou com o presidente @jairbolsonaro e falou que as relações entre os países estão mais fortes que nunca. E ofereceu para ajudar no combate às queimadas na Amazônia. https://twitter.com/realDonaldTrump/status/1165022004392681472 …

Donald J. Trump

@realDonaldTrump
Just spoke with President @JairBolsonaro of Brazil. Our future Trade prospects are very exciting and our relationship is strong, perhaps stronger than ever before. I told him if the United States can help with the Amazon Rainforest fires, we stand ready to assist!

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19:32 – 23 de ago de 2019
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Bolsonaro replicou o tuíte de Trump em sua página oficial. Na tarde desta sexta-feira, o presidente brasileiro assinou decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.

Acordo comercial

Jair Bolsonaro também anunciou hoje a conclusão das negociações do acordo de livre comércio entre o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) e o Efta, bloco de países europeus formado por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein, que tem Produto Interno Bruto (PIB, soma de bens e serviços produzidos) de US$ 1,1 trilhão. O governo brasileiro trabalha ainda para fechar acordos semelhantes com Canadá, Coreia do Sul, além dos EUA.

(Com Agência Brasil)

Cândido Albuquerque assume como reitor em ato simples e na Faculdade de Direito

Cândido assume sob olhares de Glauco Lobo e Henry Campos.

Em ato simples na Faculdade de Direito da UFC, o professor Cândido Albuquerque assumiu, na tarde desta sexta-feira (23), o cargo de reitor da Universidade Federal do Ceará. O novo reitor exercerá mandato de quatro anos.

Como primeiro ato na condição de reitor, ele nomeou seu vice, Glauco Lobo Filho, professor da Faculdade de Medicina. A informação saiu no site da Instituição.

“Agora, nós temos um único objetivo: engrandecer o nome da nossa UFC. Torná-lo cada vez maior, uma universidade que é uma referência no Brasil exatamente pela qualidade do seu corpo docente, do corpo discente e do corpo de servidores técnico-administrativos”, afirmou o novo reitor.

Henry Campos, ex-reitor, por sua vez, desejou uma administração de sucesso ao novo reitor. Ressaltou os principais avanços da UFC ao longo de sua gestão, reconhecidos nos rankings nacionais e internacionais que avaliam a qualidade dos cursos de graduação e de pós-graduação, além dos resultados reconhecidos na área de governança.

“Eu diria que esse compromisso social é muito presente hoje na Universidade. As parcerias com o Governo do Estado, com a Prefeitura, a confiança depositada ao nos entregar o Ceará 2050, que vai continuar em sua gestão, o Fortaleza 2040, do qual nós somos fiéis depositários, e um sem número de coisas… O processo de internacionalização avançou muito, o parque tecnológico, enfim, tem muitas perspectivas boas, e eu tenho certeza de que, sob o comando de vocês, a Universidade vai continuar neste ritmo de ascensão”, afirmou Henry Campos.

(Foto – UFC)

Bolsonaro autoriza uso das Forças Armadas para combater queimadas na Amazônia

O presidente Jair Bolsonaro assinou, na tarde desta sexta-feira (23), decreto que autoriza o emprego das Forças Armadas para ajudar no combate aos incêndios na Floresta Amazônica. O decreto de Garantia da Lei e da Ordem (GLO) vale para áreas de fronteira, terras indígenas, em unidades federais de conservação ambiental e outras áreas da Amazônia Legal.

Segundo o texto, que já foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União, o emprego dos militares será autorizado apenas mediante requerimento do governador de cada estado da região. A Amazônia Legal é um território que abrange a totalidade dos estados do Acre, Amapá, Amazonas, Pará, de Rondônia, Roraima e parte dos estados de Mato Grosso, do Tocantins e do Maranhão.

De acordo com o decreto, o período de emprego das Forças Armadas no combate aos incêndios vai deste sábado (24) a 24 de setembro. Estão previstas ações preventivas e repressivas contra delitos ambientais e levantamento e combate de focos de incêndio. Conforme o texto, as operações deverão ocorrer em articulação com os órgãos de segurança pública e órgãos e entidades de proteção ambiental.

O governador de Roraima, Antonio Denarium, que chegou a participar da reunião ministerial que definiu o uso das Forças Armadas, disse a jornalistas, no Palácio do Planalto, que já assinou o pedido para que militares combatam incêndios no estado.

Denarium afirmou que, hoje, os estados da região não têm condições de combater sozinhos os incêndios florestais. “Por isso, estamos solicitando ajuda do governo federal, para que, em parceria com o estado, com o Corpo de Bombeiros Militar e o Corpo de Bombeiros Civil, fazer o combate aos incêndios que estão em toda a Região Norte.” Ele disse que outros governadores da região também deverão solicitar o apoio. Uma reunião entre governadores da região e o presidente da República está prevista para a próxima terça-feira (27), em Brasília, informou Denarium.

O governo não informou o número de militares que poderão ser empregados nas ações de combate aos incêndios. Pelo decreto, caberá ao ministro da Defesa, Fernando Azevedo, definir a “alocação dos meios disponíveis e os comandos que serão responsáveis pela operação”.

Pronunciamento

O presidente Jair Bolsonaro convocou para esta noite rede nacional de rádio e televisão para anunciar medidas do governo federal para conter incêndios na Floresta Amazônica.

A decisão sobre o pronunciamento, que vai ao ar às 20h30, foi confirmada pela Secretaria Especial de Comunicação da Presidência (Secom), após reunião ministerial coordenada pelo próprio presidente, durante a tarde, no Palácio do Planalto.

(Agência Brasil)

BNB e Embrapa fecham acordo e criam a Plataforma de Inteligência do Semiárido

O Banco do Nordeste firmou convênio com a Embrapa Territorial, nesta sexta-feira, em Brasília (DF). A iniciativa visa estruturar o Sistema de Inteligência, Gestão e Monitoramento Territorial Estratégico (SITE) para a Região, com foco no desenvolvimento sustentável da agropecuária, informa a assessoria de imprensa da Instituição.

O BNB financiará os estudos com aplicação de R$ 1,5 milhão, por meio do Fundo de Desenvolvimento Econômico, Científico, Tecnológico e de Inovação (Fundeci). Os recursos apoiarão pesquisas e estudos, com vistas à melhoria da produtividade dos setores econômicos, de modo a potencializar negócios. O projeto será realizado ao longo de 12 meses.

“É parte de nossa missão empresarial promover o desenvolvimento regional e fazer isso refletir na competitividade das empresas e no bem-estar das famílias de nossa área de atuação. Sendo assim, um projeto como este carrega em si o DNA do que nos move como o banco de desenvolvimento do Nordeste. Portanto, acreditamos que este investimento trará grande retorno social e econômico. É um orgulho, unirmo-nos à Embrapa para potencializar os resultados do agronegócio de todos os portes no Semiárido nordestino”, afirma Romildo Rolim, presidente do BNB.

SITE

O SITE estará disponível a acesso público. A ferramenta apoiará ações das secretarias do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e demais instituições públicas e privadas. A plataforma digital organizará, com base no conhecimento científico, informações georreferenciadas e analíticas dos quadros natural, agrícola, agrário, de infraestrutura e socioeconômico, identificadas por meio de métodos de inteligência territorial. Para cada uma das oito microrregiões prioritárias, serão indicadas soluções tecnológicas e não tecnológicas disponíveis para os principais desafios de inovação, em colaboração e compartilhamento com as unidades da Embrapa da Região.

Conforme afirma o chefe-geral da Embrapa Territorial, Evaristo de Miranda, apesar do acervo de informações disponíveis sobre o Semiárido nordestino ser um dos maiores do País, os dados são temáticos e setoriais. Com a estruturação do SITE, ele reforça, será possível integrar e analisar todas as informações em uma única base de dados. “Vamos tratar de todas as informações de forma integrada e na perspectiva de análise territorial. Será um sistema inédito, com análises importantes para o desenvolvimento da agricultura de sequeiro no Semiárido, entre outras possibilidades”, afirma.

Para Miranda, o desenvolvimento da agricultura de sequeiro no Semiárido nordestino ainda é um grande desafio para o País. Os dados do Censo Agropecuário de 2006 e 2017 revelam um declínio de 30% na atividade agropecuária na Região. “É preciso viabilizar soluções de pesquisa, desenvolvimento e inovação em inteligência para a sustentabilidade da agropecuária no bioma Caatinga”, declara Miranda.

Entre as entregas do sistema está também caracterizar a repartição territorial da concentração e da densidade de 74 produtos agropecuários em 120 microrregiões, além de quantificar, caracterizar e espacializar os níveis de renda bruta dos estabelecimentos agropecuários situados na área delimitada.

(Foto – BNB)

VetMóvel leva serviços para o Parque Del Sol

Os serviços do VetMóvel, projeto da Coordenadoria Especial de Proteção e Bem-estar Animal de Fortaleza, vão estar, a partir da próxima segunda-feira, no bairro Parque Iracema, mais precisamente na praça do Parque Del Sol (Rua Leda Porto Freire). O equipamento permanecerá ali lado das quadras e do restaurante existente no local até o dia 6 de setembro, sempre atendendo das 8 às 12 horas e das 13 às 17 horas.

O VetMóvel ali estará atendendo a uma solicitação da associação de moradores do lugar, além dos animais de protetores previamente agendados. Também haverá mutirão especial de castração com o apoio dos grupos e ONGs de protetores de animais da área.

Castrações

As castrações são destinadas aos animais oriundos de ONGs, abrigos de animais, protetores independentes e tutores de baixa renda. É obrigatória a apresentação do Número de Identificação Social (NIS), RG, CPF e comprovante de endereço. Para realização da esterilização, os tutores que agendaram o atendimento pela manhã devem chegar até às 8 horas e do período da tarde devem comparecer até às 12h ao VetMóvel, com tolerância de uma hora em cada turno, e os animais devem estar banhados e sem carrapatos.

O VetMóvel também oferece todos os dias, até às 15 horas, vacinação antirrábica e testes para diagnósticos de Calazar. As consultas são realizadas das 8 às 17 horas, destinadas aos animais cujos tutores resgatarem as 40 fichas de atendimento, que são entregues a partir das 7 horas.

O equipamento também oferece, gratuitamente, registro geral animal e distribuição de material educativo com informações sobre bem-estar animal e guarda responsável.

(Foto – Divulgação)

Heitor Férrer cobra concurso público para o Plano de Modernização da Saúde

O deputado estadual Heitor Férrer (SD) afirmou, nesta sexta-feira, da tribuna da Assembleia Legislativa, estar preocupado com a informação divulgada nos últimos dias sobre a realização de seleção pública de 7 mil profissionais para integrar as ações do Plano de Modernização da Secretaria de Saúde do Estado.

O Plano visa a integração, no âmbito do Sistema Único de Saúde (SUS), das ações e serviços de saúde em regiões do Ceará.

“Uma seleção pública é uma contratação temporária. Não existe segurança. Temos o desejo que tudo dê certo, mas não podemos começar na contramão. O certo é fazer concurso público para os profissionais da saúde.”, cobrou o parlamentar. Foi mais além: “Precisamos cobrar o reconhecimento da categoria médica e cobrar ainda concursos e segurança no trabalho”.

Heitor se disse otimista quanto à aprovação do projeto de lei que trata da matéria e confiante no trabalho a ser realizado pelo secretário Dr. Cabeto, observando que buscará abrir diálogo com as categorias de saúde e a secretaria sobre a questão.

Aproveitou para lançar um convite: “Esperamos a ida do secretário à Assembleia Legislativa para explicar os planos para melhoria da saúde, pela proposta do Governo. Estamos todos torcendo por melhorias e confiando no Dr. Cabeto, que é um excelente profissional”, concluiu o parlamentar.

(Foto – Edson Júnior Pio – ALCE)

Artigo – A Polícia do Rio não soube distinguir “um perigoso marginal de um pobre doente mental”

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O governador do Rio, Wilson Witzel, chegou comemorando o fim do sequestro.

Com o título “Dito e feito”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, médico, antropólogo e professor universitário. Ele lamenta que, no caso do sequestrador assassinado no episódio do ônibus na ponte Rio-Niterói, no Rio, o aparato policial não tenha conseguido distinguir um “perigoso marginal” de um pobre doente mental. Confira:

Essa semana, dentre os muitos episódios bizarros que passaram a acontecer no Brasil de agora, um precisa ser melhor analisado. Um jovem de 20 anos, com um revólver de brinquedo, uma faca e algumas garrafas de plástico com gasolina fez a polícia fluminense montar um circo, tendo o Governador do Estado, ex-fuzileiro naval, como palhaço mór do escabroso espetáculo.

O morto tem como pai um pedreiro da construção civil e como mãe uma cuidadora de idosos. Gente pobre e de periferia. Negros. O dito jovem jamais teve qualquer registro ou passagem pela polícia. Pareceu, por repetidas atitudes, em plena crise psicótica, provavelmente uma esquizofrenia incipiente. Segundo a família, passava a maior parte do tempo trancado no quarto, isolado. Sem contatos sociais. Esquisito. Tinha deixado de ajudar ao pai. Comportamento bizarro.

A decantada polícia militar – BOPE -, não teve expertise suficiente para avaliar o quadro psíquico do sequestrador, apesar de ter havido tempo bastante para isso. Quatro horas de negociações. Os reféns, de dentro do ônibus, usavam celulares, sem problema. Mantinham suas famílias informadas, etc. Lamentavelmente, nesses tempos de agora, é mais fácil, prático e eficaz, caracterizá-lo como “perigoso bandido”. Era negro, pobre, de periferia… Se a polícia não fosse militar, mas social – um pouco de sensibilidade, teria logo percebido que não se tratava de um perigoso bandido, tipo “bandido bom é bandido morto!”. Mas, um doente em pleno surto psicótico. Não podia, nem devia ser condenado à morte, como sumariamente determinou o comando militar a seus atiradores de “elite”, bem entendido, armas potentíssimas para um alvo a menos de 80 metros de distância.

A principal tragédia não está no fato, em si, dele ter assumido postura arriscada, um comportamento estranho, uma exposição demasiadamente perigosa. Mas o aparato policial não ter conseguido distinguir um “perigoso marginal” de um pobre doente mental. Claro que o doente mental também pratica violência, mas quem é chamado a agir, tem uma margem significativamente diferente para atuar nessas circunstâncias. Precisa competência. Precisa de uma assessoria técnica qualificada nesses momentos.

O aparato usado esteve longe de parecer o mais adequado para estas circunstâncias. Esta situação era para ter sido morte zero. Chega a ser arrogante dizer que quem morreu foi o bandido! Pronto. Na cabeça do Governador e de seus ordenados, tem o lado do bem e o lado do mal. Eliminamos o mal. Todos os dias, em todos os cantos do Rio de Janeiro, essa máxima prevalece: a polícia pode estabelecer o imediato julgamento e ela mesma executa a eliminação dos “maus”… Acreditam estar acima da lei. Podem avaliar e julgar com os próprios elementos que possuem e motivados pelos valores que os movem. Tudo em nome da força do bem.

Ora, foi desmantelada toda assistência social e psiquiátrica. Resta a hospitalização e o eletro-choque. Os doentes mentais foram entregues à própria sorte. Estão soltos pelas ruas e praças das cidades. Viram ameaça e, com doenças, maus tratos e abandono, vão sendo eliminados. São párias. Sujos. Nus. Lixo. Fazem parte, dos injeitados da sociedade. Não há acompanhamento. Tratamento. Melhor que levem um tiro de misericórdia, de preferência, na cabeça!

O resto, como insinuou o Governador e o atirador de elite, é partir para o abraço. Missão cumprida com perfeição. “Tá lá o corpo estendido no chão!”…

*Antonio Mourão Cavalcante,

Médico, antropólogo e professor universitário.

(Foto – Reprodução de TV)

Bolsonaro vai ocupar rede nacional de TV para anunciar medidas contra queimadas na Amazônia

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Nesta sexta-feira, o presidente Jair Bolsonaro vai ocupar rede nacional de televisão para apresentar medidas do governo a fim de conter as queimadas na Amazônia. A informação é da jornalista Cristiana Lôbo,  do Portal G1.

Uma dessas medidas é a assinatura de um decreto instituindo a Garantia da Lei e da Ordem Ambiental (GLOA) para ajudar os Estados da região nas ações de combate ao fogo na floresta.

A mudança de tom do presidente se dá depois de a questão ambiental se transformar numa crise internacional.

(Foto – PR)

Boulos diz que Bolsonaro vai de mal a pior em termos de popularidade: “Basta ver o Databoteco!”

Guilherme Boulos, que foi candidato a presidente pelo PSOL, afirmou para o Blog, nesta sexta-feira, que não pensa nas eleições 2022.

“Tô de olho é em 2019, pra tentar trabalhar contra esse processo de destruição nacional do nosso Pais”, afirmou, referindo-se ao governo de Jair Bolsonaro.

Por conta de tantos desmandos e retrocessos, Boulos garante que o atual governo está de mal a pior em matéria de popularidade, o que não precisa ser constatado em pesquisas.

“Basta o Databoteco. Não precisa nem do Datafolha!”, acentuou Boulos, que cumpre agenda no Ceará desde quinta, quando veio participar da I Semana de Direitos Humanos Dandara dos Santos, evento que foi barrado nos auditórios do IFCE pelo MEC.

Artigo – “Moro, uma pedra de gelo ao sol”

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Com o título “Moro, uma pedra de gelo ao sol”, eis artigo de Ricardo Alcântara, escritor e publicitário que, de admirador do agora ministro da Justiça e Segurança, vê o personagem desidratado. Confira:

Quando Sérgio Moro aceitou convite do presidente recém-eleito para assumir a pasta da Justiça, este Blog publicou artigo de um admirador dele – no caso, eu – que criticava a decisão do juiz, alertando sobre tempestades já visíveis no horizonte. Dissera, na ocasião: “um magistrado que mandara prender – feito inédito – um ex-presidente da República deveria viver o resto de seus dias como um monge”.

Com a metáfora, quis dizer que ficasse longe da arena política, onde coerência é virtude efêmera. Um sujeito afoito da comunidade opiniática, certamente devoto de São Nunca, acusou-me ali de agir como um “anarquista” – logo a mim, que ganhei a vida no octógono pragmático do marketing político.

Bem, passados alguns meses, eis aí Sérgio Moro exposto a contradições terríveis, maiores até do que as prenunciadas:

1) Segurou calado o laranjal miliciano cultivado dentro do gabinete de um filho do agora chefe;

2) Comeu a bronca de um projeto de posse de armas que confrontava suas teses públicas;

3) Engoliu a seco a retirada do Coaf de sua alçada (ao contrário do que lhe assegurou o presidente) para, em seguida, ver demitido de lá seu homem de confiança;

4) Presenciou, impotente, o chefe usar elementos relevantes do seu projeto de Lei anticrime como moeda de troca na Reforma da Previdência;

5) Vê agora Bolsonaro vacilante diante da aprovação no congresso de uma Lei de Abuso de Autoridade que crava um punhal no modus operandi de sua estimada Lava Jato;

6) E, eis o pior: assiste, em visível desalento, o presidente, eleito sob a bandeira da moralidade, castrar a autonomia de órgãos de investigação com o evidente intento de livrar a cara de um filho seu comprometido com milícias, setor do crime organizado cujas atividades são exercidas por traficantes de armas e matadores de aluguel.

Fosse pouco, Sérgio Moro viu-se, em breves meses, desidratado pelos vazamentos de The Intercept, reveladores sobre a licenciosidade de seus métodos: o juiz do processo atuava como coordenador de fato da equipe de acusação, suprimindo do magistrado a base substantiva de sua autoridade: a isenção diante das partes.

Hoje, Sérgio Moro é, no palco movediço da institucionalidade, um personagem que perdeu muitas falas. Já não suscita solidariedade da mídia que o promovera à condição de herói. Se ficar no governo, não virá de dentro uma oportunidade ímpar de recuperação porque rivalizaria com Bolsonaro numa perspectiva sucessória. Se sair, já não encontrará nas ruas a blindagem sólida de outrora. Não terá sequer um “posto de combate”, pois não é mais juiz e ainda não é ministro de Supremo Tribunal, sonho cada vez mais incerto.

Bem, eu avisei.

*Ricardo Alcântara,

Escritor e publicitário.