Blog do Eliomar

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Entre nós

Em artigo no O POVO deste sábado (15), a jornalista Regina Ribeiro avalia o discurso da furura ministra Damares Alves, como o “Bolsa Estupro”. Confira:

Prezada Damares, passo adiante pela formalidade do “senhora” ou “vossa excelência”. Vou chamá-la de você e começo explicando que o título deste artigo é o mesmo de um livro de Philip Roth, escritor norte-americano.

Durante quase duas décadas, Roth entrevistou amigos a fim de conversar sobre a literatura deles, seus personagens, a construção narrativa, as escolhas, a vida de escritor, enfim. Roth partia do pressuposto que embora tivesse ali uma investigação literária, o diálogo seria entre pessoas que compartilhavam os mesmos dilemas do trabalho em torno da escrita. No caso aqui, acredito que duas mulheres se entendem, mesmo que haja tantas diferenças de pensamento entre elas.

Confesso a você, Damares, que ainda não consegui entender direito o que será o Ministério da Família, Mulher e Direitos Humanos. Ouço e leio coisas contraditórias o tempo inteiro. Às vezes, acho sua postura bem adequada quando, por exemplo, diz que “nenhuma mulher ganhará menos do que os homens”. Ou quando defende os direitos civis nos processos de união entre pessoas do mesmo sexo. Ou quando fala que respeitará as áreas indígenas (sinceramente, coitados deles!). Outras vezes, acho insano quando você propõe – espero que tateando – uma bolsa para uma mulher que for estuprada, desistir do aborto. Aliás, eu tive de checar para saber se você havia dito tal coisa, pela insensibilidade extrema da ideia.

Mesmo sem saber o que será desse ministério, quero te dizer: se você pretende, de verdade, fortalecer a família, foque nas mulheres, Damares. E isso quer dizer “conheça” a situação das mulheres do Brasil. Se você der uma olhada nos indicadores da última pesquisa do IBGE, verá que uma quantidade imensa de brasileiras está em situação de severa desvantagem social. As negras e pardas são as que mais abandonam a escola e as que ganham menos. Se você quiser fazer algo pela família, Damares, foque nas creches.

Milhões de mulheres nas periferias das cidades não têm onde deixar os filhos com segurança para que possam estudar ou trabalhar. Quer ajudar as famílias, Damares? Seja eficiente em fazer o novo governo priorizar a saúde da criança e da mulher. Milhões de mulheres, Damares, não conseguem realizar exames de rotina por falta de hospitais ou médicos.

Esqueça essa história de transformar o aborto em crime hediondo. Isso é ridículo. As mulheres que têm melhores condições financeiras, Damares, vão continuar a fazer seus abortos em boas clínicas e muito bem assistidas. As pobres e miseráveis, descritas aí em cima, é que se transformarão em criminosas, odiadas pelo novo sistema, como se fossem inimigas da família ou do Estado.

Por último Damares, abra os olhos do novo governo sobre as semelhanças entre o Brasil e os Estados Unidos. Somos bem diferentes. Só para você ter uma ideia, o valor da hora média mínima trabalhada por lá é de US$ 7,20. No Brasil, levando em conta o salário mínimo vigente, a hora de trabalho não chega a US$ 4, já com todos os encargos e as ditas “jabuticabas”. Ainda assim, o novo governo quer relações trabalhistas beirando a “informalidade”.

Cá muito entre nós, Damares, sua meta deveria ser “Nenhuma menina fora da escola”. Porque você sabe, a educação transforma, dá autonomia, faz com que uma mulher caminhe por sua própria conta. E só mais uma coisinha: Pelo amor de Deus, deixe os índios em paz.

Regina Ribeiro

Jornalista do O POVO

Em sintonia com reformas na Economia do próximo governo, Tasso está pronto para a disputa pelo Senado

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“Meu nome está colocado, sim! Sou pré-candidato (à Presidência do Senado)”. O anúncio é do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), em entrevista à Revista Crusoé, que em janeiro próximo irá oficializar a candidatura como presidente do Senado, em provável disputa com o alagoano Renan Calheiros, do MDB, partido que está à frente da Mesa Diretora há quase duas décadas, incluindo três mandatos de Renan, um dos quais encerrado com renúncia, diante de denúncias de corrupção.

Tasso pretende encampar a agenda de reformas na Economia, proposta pelo futuro ministro da Fazenda, o economista Paulo Guedes.

O senador cearense afirmou que a decisão pela disputa foi motivada pelo sentimento de mudança, apontado recentemente pelas urnas.

Segundo Tasso, esse mesmo sentimento é percebido entre os próprios senadores, incluindo os novatos, diante de conversas preliminares.

DETALHE – Neste sábado, Tasso completa 70 anos de idade.

(Foto: Divulgação)

Bolsonaro: história é enrolada e explicação não convence

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Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (15), pelo jornalista Érico Firmo:

A família presidencial está às voltas com o tipo de situação que costuma ser comum na segunda metade do mandato. Não me recordo de alguém já chegar à Presidência com tanta história mal explicada. A cada dia surgem conversas de fluxos de dinheiro não declarados e incompatíveis com os rendimentos. O principal envolvido, Fabrício Queiroz, mantém o silêncio daqueles que não têm resposta cabal a dar. Enquanto isso, faz sangrar um presidente que nem tomou posse.

As respostas sinuosas da família Bolsonaro são mais complicadas porque a questão moral é pilar fundamental para a sustentação do futuro governo.

Existe enfrentamento ideológico ao PT, mas o fundamento do discurso é ético.

Não fosse a corrupção, a Lava Jato, Bolsonaro não seria eleito presidente. Ele é produto da, legítima, indignação.

O símbolo de tudo isso, Sergio Moro também sofre abalo. Foi mudando o discurso no decorrer dos dias. Aos primeiros questionamentos, deu as costas na esperança de esquecerem o assunto. Neófito na política, parece não ter entendido ainda que não funciona desse jeito. (Em vários momentos, foi o PT que tentou a tática avestruz em relação ao cerco de Moro. Não deu certo).

O futuro ministro acrescentou que também não deve interferir em caso concreto. Ao anunciá-lo, Bolsonaro afirmou que Moro pegaria corruptos não mais com vara de pescar, mas com rede de arrastão. Essa pescaria parece que será em tese, não em casos concretos.

Depois, disse que assunto deve ser esclarecido, mas não é seu papel tratar disso. As movimentações financeiras da família presidencial foram apontadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), que estará subordinado a Moro.

PT quer Camilo mais PT e menos Ferreira Gomes

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Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (15):

O Partido dos Trabalhadores terá mais espaço no novo governo de Camilo Santana? Para o presidente da legenda em Fortaleza, ex-vereador Deodato Ramalho, a questão não é só ocupar cargos, mas, na prática, ter na futura gestão uma presença maior do programa petista.

“Acho que é natural, quando de um governa de coalizão, que se tenha certa flexibilidade, como vimos no atual governo, com vários partidos ocupando espaço. Mas, no segundo mandato, especialmente com a eleição que teve, com quase 80% de aprovação, Camilo fica mais livre para tocar o Abolição e garantir avanços sociais como o PT defende”, diz.

Na prática, Deodato apregoa um novo governo camilista mais PT, com uma agenda progressista, e menos preso aos Ferreira Gomes, como acontece hoje.

Detalhe: nesse caminho, há uma pedra chamada maioria cidista no Legislativo Estadual.

Comissão do Esporte rejeita proibição de perseguição de animal seguida de laçada em rodeio

A Comissão do Esporte rejeitou proposta do deputado Ricardo Trípoli (PP-SP) que proíbe perseguições seguidas de laçadas e derrubadas de animais em rodeios ou eventos parecidos (PL 2086/11). O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania.

A proposta define punições que poderiam chegar a multa de R$ 30 mil para quem não cumprir a determinação. Pelo texto, seria considerado infrator o proprietário do local onde forem executadas as práticas contra os animais.

Também deveria sofrer a pena o servidor ou a autoridade que conceder alvará ou licença para a realização do evento. A multa poderia atingir o valor de R$ 30 mil.

Afonso Hamm (PP-RS), que relatou o projeto também na comissão de Agricultura, se manifestou novamente contra o projeto.

“Em junho de 2017, foi promulgada a Emenda Constitucional 96, que liberou práticas como vaquejadas e rodeios em todo o território brasileiro. Pela Emenda, não se consideram cruéis as práticas desportivas que utilizem animais, desde que sejam manifestações culturais, conforme o parágrafo 1º do artigo 215 da Constituição, registradas como bem de natureza imaterial integrante do patrimônio cultural brasileiro”, explicou Hamm.

(Agência Câmara Notícias)

Temer assina extradição de Cesare Battisti

O presidente Michel Temer assinou nessa sexta-feira (14) a extradição do italiano Cesare Battisti, condenado à prisão perpétua em seu país. A medida foi confirmada pelo Palácio do Planalto. Quinta-feira (13), o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux já havia determinado a prisão do italiano.

Em 1988, Battisti foi condenado na Itália por quatro homicídios cometidos quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo. Ele chegou ao Brasil em 2004, onde foi preso três anos depois.

Battisti foi solto da Penitenciária da Papuda, em Brasília, em 9 de junho 2011. Ele voltou a ser preso em outubro do ano passado na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele tentou sair do país ilegalmente com cerca de R$ 25 mil em moeda estrangeira. Após a prisão, Battisti teve a detenção substituída por medidas cautelares.

Com a decisão de Temer, a Itália consegue algo que vinha pedindo ao governo brasileiro há oito anos. O governo italiano pediu a extradição de Battisti, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti poderia ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo Supremo.

(Agência Brasil)

Lula vira réu em caso de Guiné Equatorial

A Justiça Federal recebeu hoje (14) denúncia do Ministério Público Federal (MPF) contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na qual se tornou réu por lavagem de dinheiro porque teria recebido R$ 1 milhão do grupo brasileiro ARG. Os valores teriam sido dissimulados na forma de doação ao Instituto Lula.

De acordo com o MPF, o pagamento teria sido feito depois que o ex-presidente influiu em decisões do presidente da Guiné Equatorial, Teodoro Obiang, as quais resultaram na ampliação dos negócios da empresa no país africano. A denúncia foi apresentada em novembro pela Força-Tarefa da Operação Lava Jato em São Paulo.

“A abertura de uma nova ação penal contra Lula com base em acusação frívola e desprovida de suporte probatório mínimo é mais um passo da perseguição que vem sendo praticada contra o ex-presidente com o objetivo de impedir sua atuação política por meio da má utilização das leis e dos procedimentos jurídicos (lawfare)”, disse, em nota, o advogado de Lula, Cristiano Zanin Martins.

Também responderá ao processo o controlador do grupo ARG, Rodolfo Giannetti Geo, que foi denunciado por lavagem de dinheiro e tráfico de influência em transação comercial internacional. Os fatos, segundo a denúncia, ocorreram entre setembro de 2011 e junho de 2012. Como Lula tem mais de 70 anos, o crime de tráfico de influência prescreveu em relação a ele, mas não para o empresário.

Denúncia

O MPF se baseou em e-mails encontrados após busca e apreensão realizada no Instituto Lula em março de 2016 durante a Operação Aletheia, 24ª fase da Operação Lava Jato de Curitiba. Segundo o MPF, o ex-ministro do Desenvolvimento do governo Lula Miguel Jorge comunicou à Clara Ant, diretora do Instituto Lula, que o ex-presidente havia dito a ele que gostaria de falar com Geo sobre o trabalho da ARG na Guiné Equatorial. Segundo o ex-ministro informava no e-mail, a empresa estava disposta a fazer uma contribuição financeira ao Instituto Lula.

Em maio de 2012, Geo encaminhou para Clara Ant, por e-mail, uma carta digitalizada de Teodoro Obiang para Lula e pediu que fosse agendada uma data para encontrar o ex-presidente e lhe entregar a original. Geo disse também que voltaria à Guiné Equatorial em 20 de maio e que gostaria de levar a resposta de Lula a Obiang.

O ex-presidente escreveu uma carta a Obiang, datada de 21 de maio de 2012, em que mencionava um telefonema entre ambos e sua crença no fato de que a Guiné Equatorial poderia ingressar, futuramente, na Comunidade dos Países de Língua Portuguesa. No mesmo documento, Lula informava que Rodolfo Geo dirigia a ARG, “empresa que já desde 2007 se familiarizou com a Guiné Equatorial, destacando-se na construção de estradas”. A carta foi entregue em mãos a Obiang pelo empresário.

“A denúncia não aponta qualquer ato concreto praticado por Lula que pudesse configurar a prática de lavagem de dinheiro ou tráfico de influência”, disse a defesa de Lula.

O MPF juntou à denúncia o registro da transferência bancária de R$ 1 milhão da ARG ao Instituto Lula em 18 de junho de 2012. Recibo emitido pela instituição na mesma data e também apreendido na entidade registra a doação do valor. No entanto, o MPF avalia que foi um pagamento de vantagem a Lula por influência ao presidente de outro país. A doação seria uma dissimulação da origem do dinheiro ilícito, segundo a denúncia, o que configuraria crime de lavagem de dinheiro.

A defesa de Lula nega a acusação. “A doação questionada foi dirigida ao Instituto Lula, que não se confunde com a pessoa do ex-presidente. Além disso, trata-se de doação lícita, contabilizada e declarada às autoridades, feita por mera liberalidade pelo doador”, diz o advogado de Lula.

(Agência Brasil)

Indicação de General Theophilo para a Segurança Nacional provoca queixas da “Bancada da Bala”

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Frustrada por não ter sido contemplada na formação do novo governo, a chamada “bancada da bala” indicou o deputado eleito Capitão Augusto (PR-SP), que assumirá a liderança do grupo em fevereiro, para expor sua insatisfação ao presidente eleito Jair Bolsonaro. A informação é da Folha de S.Paulo.

Integrantes da bancada ficaram especialmente contrariados com a decisão do ex-juiz federal Sergio Moro de nomear um general para a Secretaria Nacional de Segurança Pública do futuro Ministério da Justiça, e não um policial.

O nomeado para om cargo foi o General Theophilo, cearense que disputou o Governo contra Camilo Santana (PT).

(Foto – Jarbas Oliveira)

Assédio sexual à mulher: um ponto de inflexão

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Com o título “Assédio sexual à mulher: um ponto de inflexão”, eis artigo de João Arruda, sociólogo e professor da UFC, que destaca programa na área lançado pelo prefeito de Fortaleza, Roberto Cláudio (PDT). Confira:

Nas últimas décadas, temos acompanhado, na academia, na grande mídia e nas redes sociais, uma intensa discussão sobre a importância da redefinição do papel da mulher na sociedade contemporânea. Mesmo reconhecendo os inegáveis avanços civilizatórios alcançados no conjunto dessas relações, eles não foram suficientes para libertar a mulher de um universo de práticas consagradas que a inferioriza no conjunto das relações sociais cotidianas. Ela continua sendo vítima das mais variadas formas de abuso, agressões e constrangimentos machistas.

Vergonhosamente, chegamos ao século XXI com um número inaceitável dessas práticas sociais medievais. É lamentável observar que uma parte significativa dos homens, agindo como macho alfa, motivados por impulsos de autoafirmação masculina, periodicamente resgata os seus instintos mais primitivos e, compulsivamente, submete a mulher a todas as formas de constrangimentos.

Não há nada mais incivilizado e abjeto do que essas práticas ancestrais. Infelizmente, é chocante constatar que a inferiorização estrutural da mulher é uma realidade universal, consagrada e legitimada pelas diferentes tradições culturais. Segundo a Organização Mundial de Saúde, no mundo, uma em cada três mulheres já sofreu algum tipo de abuso físico ou sexual. No Brasil, estamos tristemente posicionados, alcançando níveis escandalosos: uma mulher é assassinada a cada duas horas, estuprada a cada 11 minutos e agredida fisicamente a cada 7 segundos.

O transporte público vem sendo o locus preferido para a realização do assédio sexual. Segundo o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, 5,2 milhões de mulheres foram abusadas sexualmente nesses meios de transporte em 2016. Refletindo essa realidade, a ONG Actionaid apurou que 68% das mulheres afirmam ser no transporte coletivo o local onde elas se sentem mais vulneráveis.

Preocupado com essa triste realidade e com a firme determinação política de reverter esse quadro de agressão, que inferniza a vida das nossas mulheres, a administração Roberto Cláudio, através da Secretaria Municipal de Conservação e Serviços Públicos, rompendo com a secular indiferença do poder público frente a essas agressões e assumindo uma posição de vanguarda em nosso país, lançou, no dia 29 de novembro, o Programa de Combate ao Assédio Sexual no Transporte Público.

O Programa visa coibir o assédio através do incentivo à denuncia, garantindo provas irrefutáveis da ocorrência da prática criminosa. O processo é bem simples e de fácil manuseio: o aplicativo Meu Ônibus Fortaleza passará a contar com o botão “Nina”. No momento do assédio, a vítima ou testemunha acionará o botão que, automaticamente, ativará as câmeras dentro do ônibus que, por sua vez, acionará a polícia. Facilitando o processo, quando a vítima ou testemunha for denunciar o caso à Delegacia da Mulher ou à Delegacia da Criança e do Adolescente, já contará com a prova do ocorrido, facilitando o processo e a condenação do assediador.

A entrada em operação desse aplicativo marcará um ponto de inflexão dessa prática em nossos transportes coletivos, desestimulando o assédio e garantindo a integridade física e emocional da mulher. Como cidadão, me congratulo com o secretário João Pupo e sua brilhante equipe, pela grandeza e oportunidade desse programa e pela grande contribuição à construção da cidadania da mulher em nosso município.

Que esse exemplo seja replicado em cada um dos municípios do nosso País.

*João Arruda

Sociólogo e professor da Universidade Federal do Ceará.

Conselho Penitenciário do Estado sob nova direção

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Cláudio Justa está deixando a presidência do Copen/CE. Após bom trabalho.

O Conselho Penitenciário do Estado do Ceará está sob novo comando. Após eleição entre seus membros que cumprirão mandato de 2019 a 2020, eis a nova diretoria:

Presidente – Ruth Leite Vieira, criminologista;

Vice-Presidência – Yasmin Ximenes, delegada da Polícia Civil.

*A posse dos novos dirigentes do Copen ocorrerá no dia 11 de janeiro próximo.

(Foto – Divulgação)

Advogado de Cesare Battisti vai recorrer de prisão

O advogado do ex-ativista italiano Cesare Battisti, Igor Tomasaukas, disse hoje (14) que vai recorrer da decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luiz Fux que mandou prender o italiano. Battisti foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios, cometidos quando integrava o grupo Proletariados Armados pelo Comunismo.

O governo italiano pediu a extradição de Battisti, aceita pelo STF. Contudo, no último dia de seu mandato, em dezembro de 2010, o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu que Battisti deveria ficar no Brasil, e o ato foi confirmado pelo STF.

Permanência consolidada

De acordo com a defesa, a permanência do italiano no país “se consolidou com o tempo”. “Recebemos com surpresa a decisão diretamente pela mídia. Recorreremos para resguardar a segurança jurídica. Certa ou errada, a decisão de 2010 que autorizou a permanência de Battisti se consolidou pelo tempo”, diz a nota divulgada por Tomasaukas.

O advogado disse ainda que a decisão sobre se entregar ou não às autoridades será tomada por Battisti.

Extradição

Recentemente, a extradição de Battisti voltou a ser cogitada. Em outubro do ano passado, o italiano foi preso na cidade de Corumbá, em Mato Grosso do Sul, perto da fronteira do Brasil com a Bolívia. Segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF), ele tentou sair do país com cerca de R$ 25 mil em moeda estrangeira. Valores superiores a R$ 10 mil têm que ser declarados às autoridades competentes, sob pena de enquadramento em crime de evasão de divisas. Após a prisão, Battisti teve a detenção substituída por medidas cautelares.

Fugas

Cesare Battisti, de 63 anos, condenado na Itália por homicídios, vive em São Paulo. Ex-membro do grupo Proletários Armados pelo Comunismo, um braço das Brigadas Vermelhas, ele foi condenado à prisão perpétua na Itália por quatro homicídios na década de 1970, dos quais se declara inocente.

Ele passou 30 anos como fugitivo entre o México e a França e, em 2004, veio para o Brasil, onde permaneceu escondido durante três anos, até ser detido em 2007.

Em 2009, o STF autorizou a extradição em uma decisão não vinculativa que dava a palavra final ao então presidente Lula, que a rejeitou em 2010, no último dia do segundo mandato. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, sinalizou que pretende extraditar o italiano.

(Agência Brasil/Foto – Nacho Doce)

Era Bolsonaro – Um governo que já nasce velho

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Com o título “O governo que já nasce velho”, eis artigo do jornalista Ítalo Coriolano, do O POVO. Ele volta a apresentar contradições do futuro presidente Jair Bolsonaro. Confira:

Daqui a duas semanas, o Brasil terá, de fato, Jair Bolsonaro como presidente. O momento é cercado de expectativas, tanto positivas como negativas. A eleição do militar representa, para muitos, o rompimento com a era petista, marcada por escândalos de corrupção e derrocada da economia. Para outros, é o início de um período de incertezas, com direitos humanos e programas sociais comprometidos. O fato é que os primeiros movimentos de Bolsonaro trazem forte cheiro de coisa mofada, uma sensação de déjà vu nada agradável.

A começar pela indicação de alguns de ministros. Se escolha de Sergio Moro para o Ministério da Justiça foi considerada um gol de placa, a ida de Onyx Lorenzoni – acusado de receber caixa 2 por duas vezes – para a Casa Civil é uma bomba-relógio. Uma das pastas mais importantes do Executivo jamais poderia ser ocupada por alguém que tem tanto a explicar. Aliás, o que vem sobrando para o novo ministro é muita cara de pau. Questionado sobre as investigações que pesam contra ele, respondeu: “O mais importante é me resolver com Deus”.

Já o futuro ministro do Meio Ambiente, Ricardo de Aquino, é réu em ação ambiental e de improbidade administrativa. Aqui não se trata nem de avaliar a competência técnica desses e dos demais gestores, mas de destacar que a principal bandeira do capitão reformado fica comprometida com decisões equivocadas como essas. Por tudo que disse durante a campanha, se apresentando como o rei da honestidade, Bolsonaro precisava ser mais do que criterioso na hora de formar sua equipe.

Para completar, a família do presidente eleito está atolada até o pescoço na operação que investiga desvios de recursos da Assembleia do Rio. Um ex-motorista do deputado Flávio Bolsonaro recebendo em sua conta depósitos de funcionários do gabinete do próprio parlamentar. Trata-se de Fabrício Queiroz, o mesmo que depositou R$ 24 mil na conta da futura primeira-dama. Segundo Jair, apenas pagamento de um empréstimo que não foi para sua conta porque ele não tem tempo de ir ao banco. Acredite quem quiser. Ministros investigados, presidente envolto em suspeitas de corrupção. Parece que já passamos por momentos como esse. É a história se repetindo como tragédia.

*Ítalo Coriolano

coriolano@opovo.com.br

jornalista do O POVO

MPF denuncia Cabral e 10 deputados por esquema de propina na Alerj

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou hoje (14) o ex-governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, dez deputados estaduais e mais 17 pessoas por um esquema de propinas na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). Entre os demais denunciados estão secretários e ex-secretários estaduais, deputados e assessores parlamentares.

De acordo com a denúncia apresentada hoje ao Tribunal Regional Federal na 2ª Região (TRF2), o esquema envolvia nomeações viciadas e pagamentos de propinas a deputados em troca de apoio aos governos de Cabral e de seu sucessor (que também está preso por outra investigação), Luiz Fernando Pezão.

Além de Cabral, foram denunciados os ex-presidentes da Alerj Jorge Picianni e Paulo Melo (ambos do MDB) e os parlamentares André Correa (DEM), Edson Albertassi (MDB), Chiquinho da Mangueira (PSC), Coronel Jairo (SD), Luiz Martins (PDT), Marcelo Simão (PP), Marcos Abrahão (Avante) e Marcus Vinicius “Neskau” (PTB).

Os dez deputados foram presos na Operação Furna da Onça, desencadeada no início de novembro, e que serviu de base para a denúncia apresentada hoje. Picciani, Melo e Albertassi já estavam presos desde a Operação Cadeia Velha, no final de 2017. O MPF acusa os denunciados pelos crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

(Agência Brasil/Reprodução de Youtube)

Aprovado projeto que garante tarifa zero para guardas municipais de Regiões Metropolitanas

O plenário da Assembleia Legislativa aprovou um projeto de indicação de autoria da deputada Fernanda Pessoa (PSDB).

O projeto dispõe sobre a gratuidade da tarifa do transporte coletivo intermunicipal e metroferroviário para os guardas municipais dos municípios compreendidos nas Regiões Metropolitanas do Ceará.

A matéria, para ser efetivado, precisa da sanção do governador Camilo Santana (PT).

“Esperamos que o governador se sensibilize e faça valer nosso projeto que vai ajudar inúmeros profissionais que precisam se deslocar, para trabalhar, entre os municípios da região metropolitana do nosso Estado.” diz confiante a deputada Fernanda Pessoa.

(Foto – ALCE)

Grupo Parlamentar Brasil/Itália quer Temer extraditando Cesare Battisti

O presidente do Grupo Parlamentar Brasil/Itália, deputado federal Rubens Bueno (PPS-PR), pediu hoje (14) ao presidente Michel Temer que revise a decisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e determine a extradição imediata do país de Cesare Battisti. A prisão do italiano foi determinada pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF).

“É preciso que o presidente determine a imediata extradição desse assassino, condenado pela Justiça e pelo povo italiano de todas as cores. O Brasil não pode acolher esse tipo de estrangeiro. Não há mais nenhum obstáculo para que essa decisão seja tomada.”

Em seguida, o próprio parlamentar acrescentou que o “próprio Supremo já autorizou a extradição e agora o ministro Luiz Fux reforça essa possibilidade ressaltando que a decisão final é soberana do presidente da República”.

Desde 2007, Bueno trabalha em parceria com autoridades brasileiras e italianas para viabilizar o envio do criminoso de volta para a Itália, onde foi condenado por quatro homicídios na década de 1970.

O deputado lembrou que a Itália extraditou o ex-diretor do Banco do Brasil Henrique Pizzolato, acusado pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de dinheiro. Segundo Bueno, os crimes de Battisti provocam na Itália comoção até hoje.

(Agência Brasil/Foto – Nacho Doce)

Tasso já fala como candidato a presidente do Senado

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O senador Tasso Jereissati (PSDB) completa, neste sábado, 70 anos de vida, mas, pelo que falou à revista digital semanal Crusoé, quer um presentão já para 2019: presidir o Senado. O adversário dele é o ex-presidente da Casa, Renan Calheiros (MDB/AL), que chegou a afirmar que ganharia fácil se o tucano entrasse no páreo.

“Essa troca de poder entre os mesmos já vem há mais de 20, 30 anos aqui. É sempre o mesmo grupo e o mesmo subgrupo. Então a ideia é a de que é a hora de fazer uma mudança, mesmo porque as urnas disseram que é a hora de mudança”, disse o tucano à revista.

Tasso tem articulado com apoio do senador eleito Cid Gomes (PDT) e afirma sempre que não buscará fazer uma oposição raivosa, mas do dialogo e ser submisso ao futuro governo. Ele diz que se chegar a comandar o Senado vai buscar uma agenda de reformas na economia idealizadas pelo futuro ministro da área, Paulo Guedes. Tudo para impulsionar o crescimento econômico do país.

“Não quero ser o anti-Renan. Não quero ser contra ninguém. Eu quero ter uma proposta positiva e é essa a mensagem que estou levando”, diz Tasso na entrevista, acrescentando que o Senado deve ser “um grande protagonista nas reformas, na conciliação e no diálogo não só entre as diversas correntes políticas, mas entre as instituições”.

(Foto – Agência Senado)