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O brado por renovação ressoou no Senado Federal

Em artigo no O POVO, a jornalista Letícia Alves aponta que “o resultado das eleições deixa claro o desejo da população de expulsar do Congresso Nacional as velhas práticas políticas”. Confira:

O tal grito por renovação, que os sociólogos e cientistas políticos repetem há anos como um clamor proveniente do povo chegou ao Senado Federal – ao menos quantitativamente. Segundo dados da própria Casa Legislativa, três em cada quatro senadores que buscaram a reeleição foram derrotados. Isso significa que, dentre as 54 vagas que estavam em disputa, 46 serão ocupadas por novos nomes.

Os números mostram uma taxa de renovação recorde, que pode ser ainda maior a depender das disputas aos governos estaduais: no total, poderão acontecer 50 trocas de senadores em 2019. Todo esse cenário tornaram a eleição deste ano a mais surpreendente do Senado desde a redemocratização do Brasil.

Para não falar de renovação somente através de números, vamos dar nomes aos bois: vários estados registraram a queda de políticos tradicionais, a começar pelo Ceará, que deixou de fora o presidente do Senado Eunício Oliveira (MDB). A derrota dele estava longe de ser vista como provável até a abertura das urnas, que registrou, desde o início da apuração, o emedebista em terceiro lugar.

Uma chance, mesmo mínima, de vitória do Eduardo Girão (Pros), eleito com pouco menos de 12 mil votos de diferença, sequer foi registrada na pesquisa Ibope divulgada no dia anterior. O instituto dava a Eunício uma vantagem de 15% de votos válidos. Um resultado inesperado também foi registrado no Maranhão: a família Sarney não elegeu nenhum senador nem governador no estado após décadas de poder.

Em São Paulo e em Minas Gerais, dois figurões que despontavam em primeiro lugar nas pesquisas não conseguiram a vaga: foram Eduardo Suplicy (PT) e Dilma Rousseff (PT), respectivamente. Também ficaram de fora Romero Jucá (MDB-RR), Magno Malta (PR-ES), Cristovam Buarque (PPS-DF), Roberto Requião (MDB-PR) e Lindbergh Farias (PT-RJ), dentre tantos outros políticos tradicionais que buscavam a reeleição.

Uma parte desses números é reflexo da “onda Bolsonaro”, que ficou mais evidente na Câmara dos Deputados com o crescimento impressionante do PSL, partido do presidenciável. De forma geral, porém, o resultado deixa claro o desejo da população de todo o País de expulsar do Congresso Nacional as velhas práticas políticas. A esperança é de que haja uma mudança real e não somente uma substituição dos discursos já empoeirados dos políticos de sempre.

Letícia Alves

Jornalista do O POVO

Antes que a noite se estenda

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (14):

Enquanto o contraditório não for considerado crime de lesa-pátria, é preciso aproveitar os últimos raios de luz da democracia para deixar o testemunho às futuras gerações sobre os prenúncios dos tempos bárbaros que se aproximam. Caso se confirmem, elas já estarão, certamente, experimentando seu amargor.

Em primeiro lugar, deixar claro que o resultado destas eleições foi pré-fabricado, como entende grande parte dos analistas. Ele seria outro, com todas as probabilidades, se a candidatura Lula não tivesse sido indeferida ilegalmente (à custa de uma farsa jurídica, segundo a denúncia de mais de uma centena de juristas nacionais e estrangeiros) e o entendimento da própria ONU. O ex-presidente era líder inconteste das pesquisas eleitorais, até enquanto elas não foram impedidas, arbitrariamente, de mencioná-lo. Lula, assim, terá todo o direito – assim como seu partido – de reivindicar, perante a História, a vitória já no 1º turno, que lhe foi sonegada quando os donos tradicionais do poder não aceitaram a possibilidade da 5ª derrota consecutiva nas urnas. Não é inédito: a democracia sempre foi tratada pela Casa Grande como uma “moradora de favor” (aquela sujeita a ser despejada à menor explosão de mau humor do proprietário).

O PT, por seu turno, elegeu a maior bancada da Câmara dos Deputados, confirmando que, onde não funcionou a máquina de fake news, as mentes ficaram livres para decidir. Se a eleição tivesse sido democrática, provavelmente os petistas teriam formado uma bancada ainda maior, no rastro da recondução incontornável de seu líder ao Palácio do Planalto. O fato é que a democracia foi jogada no lixo pela parte majoritária da classe dominante brasileira (banqueiros, empresários, ruralistas, e setores da grande mídia) e pelo sistema de justiça (juízes, procuradores, polícia federal) – não todos, evidentemente – segundo a constatação corrente no meio jurídico democrático. Esse pessoal que apostou todas suas fichas no fascismo (cuja ascensão foi fabricada pelo direito de exceção e pela rede difamatória de fake news), deverá ser cobrado, historicamente, por tudo o que acontecer de trágico no Brasil, de agora em diante.

Outra forma de reagir a esses fatos foi o apoio “crítico” do PDT ao Haddad. Cada um sabe onde lhe aperta o calo. Os pedetistas preferem esperar pela candidatura de Ciro Gomes, em 2022. Direito seu. Apenas gostaria de lembrar que JK (Juscelino Kubistchek) também confiou, depois do golpe de 64, que seria candidato em 1965. Foi devorado, junto com a democracia.

Bolsonaro terá comitê inaugurado em Fortaleza neste segundo turno

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Apoiadores em Fortaleza do candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, inauguram na terça-feira (16), a partir das 19 horas, no bairro Joaquim Távora, o comitê central de campanha neste segundo turno no Ceará.

O deputado federal eleito Heitor Freire (PSL) estará à frente das atividades de campanha de Bolsonaro no Estado, quando promete mostrar ao cearense um perfil de mudança que o país pediu nas urnas nesse primeiro turno.

O desafio será buscar o eleitorado de Ciro Gomes, que no Ceará somou 1,99 milhão de votos, diante de 1,61 milhão de Haddad e 1,06 milhão de Bolsonaro.

SERVIÇO

Inauguração do Comitê de Bolsonaro no Ceará
Terça-feira, 16
Local: Avenida Antonio Sales, 855 – Joaquim Távora
Horário: 19 horas

Globo x Globo – José de Abreu critica apoio de Regina Duarte a Bolsonaro

O ator global José de Abreu, 72, entrou para os trending topics no Twitter após usar seu perfil para disparar críticas contra a colega de emissora, Regina Duarte, 71, por apoiar e fazer campanha para o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL). Ela visitou o capitão da reserva do Exército na sexta-feira, 12, e através das redes sociais, além de pedir votos para o presidenciável, a atriz tem feito críticas contra o Partido dos Trabalhadores (PT).

Em seu perfil do Twitter, José de Abreu, que atualmente está no ar na novela Segundo Sol, postou uma série de críticas sobre o posicionamento da atriz a favor de Bolsonaro. “Nossos colegas, @reginaduarte, sejam artistas, técnicos, gays, lésbicas ou heteros, estamos APAVORADOS com o advento do fascismo. Ninguém mais trabalha sossegado com essa ameaça das trevas sobre nossas almas sensíveis. Não é admissível um colega de tantos anos não respeitar isso”, disparou o ator.

Em outra mensagem, Abreu acusou a colega de espalhar notícias falsas e ainda aproveitou para dar uma alfinetada. “Oi, colega @reginaduarte. Bolsa-presidiário existe desde 1991. Sei que você é meio
esquecida, não consegue decorar texto há muitos anos (inaugurou o uso de ponto eletrônico para atores na Globo), mas “dar um Google” evitaria de você passar fake news do fascista que você apoia.”

Após a repercussão das mensagens, o ator fez questão de explicar o porquê das críticas. “Respeitei a posição de Regina Duarte enquanto ela apoiava a direita democrática com Serra, Alckmin, FHC, Doria. Quando apoiou o impeachment. Mas não respeito artista que apoia fascista. O fascismo odeia nossa profissão e nossa classe. Elimina quem discorda e quem é ‘diferente’”, postou em seu perfil do Twitter.

O apoio da atriz Regina Duarte a candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) continua rendendo comentários nas redes sociais. Humorista e apresentador do Greg News, Gregório Duvivier usou suas redes para criticar o posicionamento político da atriz e ainda a classificou como “namoradinha da ditadura”. Duvivier postou em seu perfil no Instagram uma imagem em que Regina Duarte aparece ao lado do cubano Fidel Castro.

“Não tem a ver com direita e esquerda. Tem a ver com tesão por qualquer governo autoritário que viole direitos humanos. Assim como Bolsonaro tinha tesão pelo Chávez. Onde há democracia, são contra. Bando de namoradinhos da ditadura”, escreveu o humorista na legenda.

(O POVO Online)

Bolsonaro diz que seu plano de privatizações agrada ao mercado

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse nesse sábado (13) que o plano de privatizações previsto por sua campanha, caso seja eleito, será de inteiro agrado do mercado e que, em princípio, as primeiras estatais que serão alvo de análise para privatização serão as criadas pelos governos do Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, as privatizações serão realizadas com responsabilidade.

“Em um primeiro momento, aquelas quase 50 estatais criadas pelo PT e ainda sobram 100. Essas outras têm que ter um modelo para privatizar com responsabilidade, logicamente que as estratégicas não privatizaremos, como Banco do Brasil, Caixa Econômica e Furnas, entre outras. Mas, como um todo, tenho certeza que o mercado vai gostar do nosso plano de privatização porque é uma maneira a mais de combater a corrupção e o Estado tem que estar com aquilo que é essencial nas suas mãos, que são as estratégicas”, avaliou.

Bolsonaro também voltou a falar sobre o aumento da violência motivada por disputas políticas. Ele citou a facada sofrida por ele, em Juiz de Fora, no dia 6 de setembro, e disse que lamenta esse tipo de agressão, que classificou de “bastante violenta”.

“Gostaria que elas parassem. Me acusam de intolerante, mas quem levou a facada fui eu. Se eu tivesse poder de apenas falar para evitar tudo isso, eu exerceria esse poder. Apelo a todos do Brasil que deixem as paixões de lado. Não estamos disputando uma partida de Fla-Flu”, afirmou o candidato.

Bolsonaro não confirmou se participará dos dois debates que estão marcados para segundo turno. Ele disse que, mesmo se for liberado pelos médicos na avaliação que fará quinta-feira (18), pode não comparecer, “como estratégia de campanha”. No entanto, afirmou que, se Haddad quiser debater com ele na rua, na frente de jornalistas, aceitará o debate.

O presidenciável disse ainda que, se eleito, investirá mais nas Forças Armadas, que, segundo ele, ficaram esquecidas nos últimos anos. “Investir no Exército é benéfico para a própria economia. Vamos tratar com respeito e consideração.”

Para o candidato, isso não ocorreu ao longo dos últimos 30 anos.

(Agência Brasil)

Twitter teve 2,7 milhões de postagens sobre divergências políticas

Entre as 19h de domingo (7) e as 15h de quinta-feira (11), usuários do Twitter movimentaram a rede com 2,7 milhões de postagens relacionadas a ataques motivados por divergências político-ideológicas, no contexto das eleições, e relatos de pessoas que temem se tornar alvo desse tipo de agressão. De acordo com a Diretoria de Análise de Políticas Públicas (Dapp), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que produziu o mapeamento, a parcela populacional que mais manifestou apreensão diante das ocorrências foram pessoas LGBTI+, negros e mulheres.

O pico de publicações veiculadas com esse teor foi identificado já na primeira hora de análise, período em que se registrou uma média de 3,2 mil tweets – como são chamadas as micropostagens do Twitter – por minuto. Nesse momento, informou o Dapp, houve predominância de tweets de usuários que faziam menção ao medo diante dos resultados do primeiro turno.

No dia seguinte, o assunto mais comentado no Twitter foi a morte do capoeirista Mestre Moa, citado em 112 mil postagens. Um grande volume de denúncias sobre outros casos e compartilhamentos de conteúdos que noticiavam agressões a jornalistas e eleitores do Partido dos Trabalhadores (PT) também foi identificado, segundo a Dapp.

Na data, postagens repercutindo incidentes de violência psicológica e moral, como ofensas virtuais e ameaças também se multiplicaram na rede, evidenciando que as vítimas têm sido agredidas nas ruas e nos mais diversos locais, incluindo o transporte público e seu próprio local de trabalho. Ao mesmo tempo, usuários da rede divulgaram campanhas e iniciativas como forma de encorajá-las a denunciar formalmente os agressores.

Violência

Ainda conforme levantamento da Dapp, na quarta-feira (10), os posicionamentos oficiais do candidato Jair Bolsonaro (PSL) e seu adversário, Fernando Haddad (PT) mobilizaram significativamente o debate em torno das violências cometidas após o primeiro turno do pleito. Os candidatos assinavam dois dos cinco tweets de maior impacto no período.

Junto às declarações de ambos os candidatos, informaram os pesquisadores da Dapp, prevaleceram as menções ao caso da jovem agredida e marcada com uma suástica, no Rio Grande Sul. Ao todo, foram identificadas 329 mil referências ao fato.

“Tanto perfis contrários a Bolsonaro quanto favoráveis discutiram sobre o ataque, com críticas à volta de situações violentas associadas ao nazismo, à quantidade de ataques a minorias (em especial homossexuais) e à falta de posicionamento das autoridades. Perfis pró-Bolsonaro, com base em entrevistas com a equipe que investiga o crime, questionaram se foi, de fato, um crime de ódio, e argumentaram que nem todos os ataques são de apoiadores do deputado federal, mas sim de opositores que desejam prejudicá-lo na eleição”, destacou a Dapp em seu relatório.

Histórico

Números da Dapp mostram ainda que, no mês que antecedeu o debate eleitoral, a cada dia uma média de 35,9 mil tweets fazia menção a agressões e casos de violência associados ao contexto político das eleições, excluídas as referências ao ataque a Bolsonaro, em Juiz de Fora (MG). Nessa fase, esse tipo de conteúdo foi veiculado tanto pelo eleitorado de Bolsonaro como o de Haddad e dos demais candidatos à Presidência da República. De 7 de setembro a 7 de outubro, foram publicados 1,1 milhão de tweets sobre agressões.

(Agência Brasil)

Bolsonaro aceita realizar debate com Haddad, com condições

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O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse neste sábado, 13, que concorda em ir a debates “sem interferência externa”, referindo-se à suposta influência do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha de Fernando Haddad (PT). Ele afirmou ainda que num governo Haddad quem escolheria os ministros seria Lula.

“Se for debate só eu e ele (Haddad), sem interferência externa (de Lula), eu topo comparecer. Estou pronto para debater; tem de ser sem participação de terceiros”, disse, em meio a uma gravação de programas eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, no Jardim botânico, bairro da zona sul do Rio.

“(Se Haddad vencer), quem vai escalar time de ministros será o Lula. Não adianta (ele) ter boas propostas se vai ter indicação política”, continuou. “O mais importante é ter independência para escalar um time de ministros componentes.”

Ao ser questionado sobre projetos para a saúde, Bolsonaro declarou que o mais importante para que a população tenha saúde é que tenha, antes de tudo, emprego. Disse ainda que é preciso “combater a corrupção para aplicar os recursos” e que o ministro da pasta tem que ter “amor” pela área.

Perguntado sobre sua maior preocupação neste segundo turno, afirmou serem as supostas “falhas” ocorridas no primeiro turno no processo eleitoral. “Teve uma enxurrada de reclamações. O Tribunal Superior Eleitoral tem que tomar providências”.

(Agência Estado)

Bolsonaro diz que quer fazer uma transformação cultural no país

O candidato do PSL à Presidência da República, Jair Bolsonaro, disse hoje (13) nas redes sociais que, se for eleito, vai promover uma grande transformação cultural no país, “onde a impunidade, a corrupção e o crime não serão maios associados à nossa identidade nacional”.

“A lei e a constituição serão nossos instrumentos. A Justiça será independente e deverá acelerar as punições aos culpados! Esse é o Brasil que juntos poderemos construir. Um país que respeita seus cidadãos e que é respeitado por eles e pelo mundo todo”, disse o candidato.

Na noite de ontem (12), o candidato fez uma transmissão ao vivo ao lado de Luiz Phillipe de Orleans e Bragança, deputado federal eleito por São Paulo. Bolsonaro disse que aconteceu um “fenômeno” no primeiro turno das eleições, quando o PSL fez 52 deputados federais.

O candidato comentou ainda a questão da urna eletrônica. “Se eu for presidente, podem ter certeza, nós vamos ter já na eleição de 2020 uma forma segura de se votar, onde se possa fazer uma auditoria. A pessoa que for votar terá a certeza de que votou realmente naquela pessoa”.

Bolsonaro conclamou ainda os eleitores para se mantenham mobilizadas no segundo turno. “Se houver um problema urna de votação que peça ao mesário que troque a urna ou passe para o voto de papel, apesar de nós termos uma diferença de 17 milhões de votos a mais em relação ao Haddad [adversário do PT],a gente não pode bobear”, avaliou o candidato.

Ao chegar para gravar o programa de propaganda eleitoral na casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, Bolsonaro disse que não vai apoiar nenhum candidato ao governo do estado do Rio de Janeiro. O candidato Eduardo Paes (DEM) disputa o segundo turno com o candidato Wilson Witzel (PSC).

Bolsonaro disse também que não desmarcou encontro ontem (12) com o candidato ao governo do estado de São Paulo, João Dória (PSDB), que esteve no Rio para conversar com ele. “Eu não havia combinado esse encontro e não sei quem marcou isso. Eu encontro com ele sem problema. Bato papo com ele sem problema algum. Eu sei que ele é oposição ao PT, somos oposição ao PT. Eu sei que o outro lado o [Marcio] França (PSB) tem o apoio velado do PT. Então, no momento, eu desejo boa sorte ao Dória”, disse.

(Agência Brasil)

O que o povo desfez, Camilo poderá refazer

Após 24 anos como deputado federal pelo Ceará, o carioca e cirurgião-dentista Aníbal Ferreira Gomes, 65, acabou derrotado nestas eleições, ao somar apenas pouco mais que 45% da sua última votação à Câmara Federal. Bem longe dos 173.736 votos recebidos em 2014, os 78.930 votos deste ano, no entanto, garantiram ao candidato do Democratas a primeira suplência na coligação que elegeu seis candidatos do PDT, um do PTB e outro do PSB, no grupo encabeçado por Mauro Filho (157.510 votos), que possui ainda os deputado eleitos Idilvan Alencar, Robério Monteiro, Pedro Bezerra (PTB), Denis Bezerra (PSB), André Figueiredo, Leônidas Cristino e Eduardo Bismarck.

E é justamente por meio do campeão de votos da coligação que Aníbal Gomes deverá voltar a Brasília, diante do provável retorno de Maurinho à Secretaria da Fazenda do Ceará (Sefaz), de onde se ausentou para disputar as eleições. A titularidade de Mauro Filho a uma das secretarias mais importantes de qualquer governo, é um desejo conhecido do governador reeleito Camilo Santana (PT).

Aníbal é um dos políticos “cassados” pelo voto popular, após se envolver com denúncias da Lava Jato, mas rejeitada posteriormente pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), por falta de provas. Ele havia sido citado pelo delator Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras, que apontou o deputado como o político que representava o senador alagoano Renan Calheiros na negociação de propinas para o PMDB, atual MDB.

Em suas últimas votações, Aníbal foi favorável à PEC do Teto dos Gastos Públicos e à Reforma Trabalhista. Também votou contra o pedido da abertura de investigação contra o presidente Michel Temer.

(Foto: Arquivo)

Bancada sindical perde representação na Câmara

A bancada sindical na próxima legislatura, que começa no dia 1º de fevereiro de 2019, será menor do que na atual. Foram eleitos somente 33 representantes de sindicatos na última eleição para a Câmara Federal, contra os 51 que atualmente exercem mandato.

O levantamento foi feito pelo Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), com base nos dados oficial da Justiça Eleitoral. A partir do próximo ano serão 18 deputados a menos no debate dos interesses dos trabalhadores, como direitos previdenciários e trabalhistas.

A queda segue uma tendência que já vinha se verificando desde as eleições de 2014, quando a bancada sindical caiu de 83 para 51 membros. Segundo o analista político Antônio Augusto de Queiroz, diretor do Diap, um conjunto de fatores levou à redução da bancada sindical, que já foi uma das mais atuantes e representativas na Câmara.

Primeiro, as reformas trabalhista e sindical enfraqueceram as entidades que perderam poder para investir nas campanhas eleitorais. “Além disso, houve um erro de estratégia do movimento sindical, lançando muitas candidaturas, o que pulverizou os esforços”, afirmou.

Queiroz prevê momentos de dificuldades na atuação da bancada. “Com um ambiente hostil, de desregulamentação de direitos trabalhistas, e uma bancada menor, as dificuldades serão enormes”, disse.

Dos 33 deputados da bancada sindical, 29 foram reeleitos e quatro são novos. Com 18 eleitos, o PT é o partido com maior número de deputados sindicalistas, seguido do PCdoB (quatro), do PSB (três) e do PRB (dois). PDT, Pode, PR, PSL, PSol e SD elegeram um integrante cada. (Agência Brasil)

DETALHE – O Congresso Nacional também perde dirigentes de associações, como o cearense Cabo Sabino (Avante), que presidiu a Associação de Cabos e Soldados e defendia em Brasília os interesses de policiais e vigilantes.

Líder da extrema direita na França diz que Bolsonaro tem posições “extremamente desagradáveis”

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Marine Le Pen criticou as manifestações de Jair Bolsonaro (PSL), disse que as posições são “extremamente desagradáveis” e não seriam aceitas na França. Disse ser uma cultura diferente.

Le Pen é ícone da extrema-direita europeia. Suas posições assustam muita gente. Mas, para ela, Bolsonaro é demais. Bolsonaro também tem posições mais extremas que de Donald Trump, por exemplo. Nem ela nem ele defendem regime ditatorial e fazem apologia de torturador.

O Brasil caminha para eleger o presidente mais conservador entre as democracias relevantes do mundo.

Cid Gomes utiliza o Blog para agradecer votação ao Senado

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O senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) agradeceu neste sábado (13), por meio do Blog, aos mais de 3,2 milhões de votos recebidos nestas eleições.

Cid Gomes teve a maior votação na história das eleições no Ceará, para o cargo de senador, com 3.228.533 votos. A votação também foi na terceira maior que o eleitorado cearense proporcionou a um candidato. Cid foi superado somente por Dilma Rousseff, nas duas vezes que a petista disputou a Presidência da República, ambas no segundo turno.

Em 2010, Dilma somou 2,7 milhões de votos no Ceará, no primeiro turno, e 3.288.570 votos no segundo turno. Já em 2014, a votação de Dilma subiu no segundo turno, com 3,5 milhões de votos.

Na contramão da História

Em artigo no O POVO deste sábado (13), a jornalista Regina Ribeiro aponta que os “discursos em torno do que temos chamado de direita brasileira mais parece uma epidemia de cegueira histórica e social que quer impor pela violência que seja, ou por quaisquer outros métodos um modelo de família, de povo, de País”. Confira:

Dia desses, li um artigo da atriz e escritora Fernanda Torres no qual ela narrava a luta pessoal que trava há anos com a filosofia. No texto, abordava a dificuldade de encarar algumas leituras que parecem prescindir de outras e como as larga, para depois retomá-las. Senti-me em plena identificação. Há anos que luto para ler Espinosa. Comecei com Ética e abandonei a leitura até o lançamento de A nervura do real, de Marilena Chauí, que eu dei início na esperança de retornar ao próprio filósofo. Não avancei muito. Isso até semana passada, quando li A tirania do amor, de Cristóvão Tezza.

Foi o novo livro de Tezza que me abriu uma nova vontade de retornar Espinosa, desta vez com determinação. O personagem central de A tirania do amor é um economista, Otávio Espinhosa que, no pior de sua vida, decide abandonar por completo a vida sexual. Criado apenas pelo pai, Espinhosa é um gênio da matemática. Consegue fazer de cabeça qualquer operação complexa do tipo a raiz quadrada de qualquer número absurdo. Quando jovem, escrevera um livro de autoajuda, A Matemática da Vida, assumindo um pseudônimo de Kelvin Oliva. Numa só tacada, o autor aborda o imbróglio político em vigor no Brasil e os dilemas das elites interesseiras que nos regem, tudo isso sem perder o bom humor e ainda com um toque filosófico.

Esse Espinhosa de ficção me fez querer voltar a Espinosa de verdade, o filósofo escorraçado da própria comunidade judaica, em 1656, aos 23 anos, por ousar ter pensamentos próprios sobre Deus e religião. Isso aconteceu bem antes dele escrever Ética e o Tratado Teológico-Político, esse último, sim, foi o que motivou um escarcéu em nível ainda maior, mesmo que tenha sido publicado anonimamente. Se a excomunhão tinha feito dele um homem que devia ser evitado e combatido por suas ideias nefastas para o povo, após o Tratado, que contém o que hoje chamamos de era secular, tornou-se a bem dizer um verdadeiro inimigo da reunião dos Países Baixos.

Desde o último fim de semana, estou às voltas, portanto, com Um livro forjado no inferno, do filósofo Steven Nadler, que se propõe a contar a história da obra que mudou a forma de concebermos e defende a não participação de eclesiásticos nos negócios do Estado e que apresenta uma nova leitura para a Bíblia e o Espinosa chamava de uma verdadeira religião. Era o século XVII, mas enquanto leio sobre o ambiente em que Espinosa viveu, não há como não pensar nos religiosos contemporâneos que insistem em defender um Evangelho que esteja de acordo com o barbarismo em torno da campanha de Bolsonaro.

Espinhosa estava frente a frente com os dilemas do seu século: o que fazer com o conservadorismo religioso diante do liberalismo econômico da época. No Brasil de hoje o que temos é uma tentativa de empurrar um falso liberalismo que não respeita as liberdades em nome de um conservadorismo perigoso. O que isso produziu até o momento foi uma violência, um ódio que alguns sequer tentam dissimular, e agressões que não mais se conformam com a retórica beligerante das mídias sociais e que estão extravasando em corpos reais. Espinosa lutou pela liberdade de filosofar. No Brasil, se instalou uma luta surda e cega para que não tenhamos mais tal liberdade, conquistada a duras penas há séculos de construção social e política.

Aliás, os discursos em torno do que temos chamado de direita brasileira mais parece uma epidemia de cegueira histórica e social que quer impor pela violência que seja, ou por quaisquer outros métodos um modelo de família, de povo, de País. Estamos visivelmente na contramão da História.

Regina Ribeiro

Jornalista do O POVO

Campanha de Haddad tem atividades intensas neste sábado no Ceará

Minicarreatas, caminhadas, roda de conversa e panfletagens marcam a agenda da candidatura de Haddad, neste sábado (13), no Ceará. As atividades tiveram início desde as 8h30min, em Fortaleza e no Crato, e serão encerradas por volta das 20h30min, em Guaiúba e Sobral.

A agenda também se estende aos municípios de Pacatuba, Maranguape, Caucaia e Juazeiro do Norte.

Doria vai ao Rio encontrar Bolsonaro, mas presidenciável não aparece

O candidato ao governo de São Paulo pelo PSDB, João Doria, chegou a confirmar nessa sexta-feira, 12, que se encontraria à tarde com o presidenciável mais votado no primeiro turno, Jair Bolsonaro (PSL), a quem o tucano declarou apoio no segundo turno. Mas o presidente do PSL, Gustavo Bebianno, disse que desconhecia a informação.

“Da nossa parte, não foi agendado absolutamente nada com o Jair”, afirmou, em frente à casa do empresário Paulo Marinho, na zona sul do Rio, onde, do lado de dentro o ex-prefeito de São Paulo o aguardava, já no fim do dia.

“Não haverá esse encontro”, disse Bebianno, reiterando o que Bolsonaro havia recomendado aos partidários em encontro num hotel da zona oeste do Rio na quinta-feira: que mantenham neutralidade nas disputas eleitorais nos estados. Segundo o presidente do PSL, a aproximação com o seu partido parte do candidato ao governo paulista e tem uma única via.

“Existe uma conversa institucional, no sentido do PSL agradecer o apoio que gentilmente está sendo oferecido pelo candidato João Doria em São Paulo à candidatura de Jair Bolsonaro”, afirmou.

(Veja)

Apoiadores de Bolsonaro – TSE determina retirada de vídeo com ataque ao STF

O ministro Carlos Horbach, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou a retirada do ar, até este sábado (13), de um vídeo suposgtamente produzido por apoiadores do candidato do PSL à Presidência, Jair Bolsonaro, que inclui ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) como alvos de crítica.

A retirada foi solicitada pela própria direção da campanha de Bolsonaro, que alegou que “o vídeo em questão prejudica a imagem do candidato representante, na medida em que o coloca em linha de colisão com a atuação do Poder Judiciário brasileiro”.

No vídeo, com o refrão da música “Meus pais”, de Zezé di Camargo e Luciano, ao fundo, aparecem os ministros do STF Dias Toffoli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Marco Aurélio Mello, Celso de Mello e Alexandre de Moraes. “Feito um mal que não tem cura, estão levando à loucura o Brasil que a gente ama”, diz a canção, enquanto se sucedem as imagens, nas quais aparecem também políticos do PT e do MDB.

Os advogados de Bolsonaro alegaram ao TSE que o vídeo deveria ser retirado do ar por induzir ao internauta que, caso eleito, o candidato não respeitaria as decisões emanadas do Poder Judiciário, “o que não é verdade”, afirmaram na representação. A defesa destacou que, apesar de trazer a identidade visual da candidatura, o material audiovisual não foi produzido pela campanha.

Ao acolher os argumentos e ordenar a retirada do vídeo hospedado no YouTube, o ministro Carlos Horbach escreveu que o material “tem evidente potencial lesivo para os representantes, que involuntariamente são vinculados a ideias que não corroboram, cuja repercussão negativa no eleitorado lhes prejudica”.

(Agência Brasil)