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Três senadores e três deputados federais são alvos de operação da Polícia Federal

A Polícia Federal e o Ministério Público cumprem hoje (11) 24 mandados de busca e apreensão, assim como 48 intimações para oitivas no Distrito Federal, em São Paulo, Minas Gerais, no Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte e na Bahia, além de Mato Grosso do Sul, do Tocantins e Amapá. São investigados os crimes de corrupção passiva, organização criminosa, lavagem de dinheiro e associação criminosa.

Informações preliminares indicam que os alvos são três senadores do PSDB e DEM, além do mesmo número de deputados do Solidariedade, PDT e PTB.

A PF no Distrito Federal confirmou a Operação Ross. No total, 200 homens trabalham na ação, que investiga o recebimento de vantagens indevidas por parte dos parlamentares no período de 2014 a 2017.

A Operação Ross é um desdobramento da Patmos, deflagrada pela PF em maio de 2017. Os valores investigados, que teriam sido utilizados também para a obtenção de apoio político, ultrapassam R$ 100 milhões.

Alvos

Os alvos são apartamentos de um senador e da irmã dele no Rio de Janeiro, assim como de uma parlamentar, também na capital fluminense. Em São Paulo, o imóvel de outro deputado está na mira, assim como apartamentos de senadores em Belo Horizonte.

Como há mandados expedidos para parlamentares no Rio Grande do Norte e na Bahia, há imóveis de um senador e um deputado também alvos da ação em Natal e Salvador.

Os mandados de busca e apreensão foram autorizados a partir do inquérito 4.519, relatado pelo ministro Marco Aurélio Mello, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Denúncias

A operação se baseia em informações de empresários, que teriam relatado a promotores a emissão de notas fiscais frias. Há denúncias, que estão sob investigação, sobre a suposta compra de apoio político do Solidariedade, e que empresários teriam ajudado com doações de campanha e caixa 2, por meio de notas frias.

Nome

O nome da Operação Ross é referência ao explorador britânico que dá nome à maior plataforma de gelo do mundo, na Antártida, fazendo alusão às notas fiscais frias que estão sendo investigadas.

(Agência Brasil)

Deputados articulam CPI para investigar filho de Bolsonaro

O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, terá, nos próximos dias, seu primeiro grande desafio. É o que revela a Veja Online nesta terça-feira.

Deputados do PT, PCdoB e PSOL articulam a criação de uma CPI para investigar as transações financeiras feitas por assessores de Flávio Bolsonaro (PSL).

As conversas ainda são embrionárias, mas devem aquecer na terça (11), quando a maioria dos parlamentares começa a voltar a Brasília.

Segundo relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf), órgão do Ministério da Fazenda, Fabrício de Queiroz, ex-assessor de Flávio Bolsonaro na Assembleia Legislativa do Rio, fez movimentações financeiras consideradas suspeitas em mais de R$ 1,2 milhão.

(Foto – Facebook)

Editorial do O POVO: “Faltam explicações”

Com o titulo “Faltam explicações”, eis o Editorial do O POVO desta terça-feira. Aborda o nebuloso caso envolvendo um ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro, filho de Jair Bolsonaro. Confira:

Jair Bolsonaro recebeu ontem, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o diploma de Presidente da República. A diplomação é uma cerimônia atestando que o candidato foi efetivamente eleito pelo povo e está apto a ser empossado no cargo, o que ocorrerá no dia 1º de janeiro de 2019. Com 57,7 milhões de votos, ele derrotou os adversários em uma campanha orientada pelo conservadorismo nos costumes e pelo combate à corrupção.

No entanto, uma sombra paira sobre o futuro presidente, desde que se viu envolvido em um caso até agora sem explicações convincentes. Como já é de conhecimento público, um relatório do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) encontrou movimentações “atípicas” na conta de Fabrício José Carlos de Queiroz, motorista e assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ), até outubro deste ano, quando foi afastado de suas funções.

Segundo o Coaf, em um ano, a conta do motorista movimentou R$ 1,2 milhão, o que seria incompatível com o seu salário de cerca de R$ 9 mil mensais. Um dos cheques oriundo da conta, de R$ 24 mil, foi emitido para Michele de Paula, mulher de Jair Bolsonaro. Outras transações apontadas no relatório são repasses de outros assessores de Flávio para a conta de Queiroz e também transferências bancárias entre contas do motorista e de sua filha, Nathalia Queiroz, lotada no gabinete de Bolsonaro, até o mês passado.

Ainda não se pode fazer ilação a respeito do ocorrido, pois nenhum dos citados nos parágrafos anteriores é alvo de investigações. No entanto, é forçoso dizer que as explicações oferecidas até agora são claramente insuficientes, sem contar o sumiço de Queiroz, que desapareceu desde que o assunto foi divulgado. Flávio Bolsonaro disse que seu ex-assessor tem “explicações plausíveis” sobre o caso, mas não adiantou quais seriam. O presidente eleito, Jair Bolsonaro, afirma que o cheque para a futura primeira-dama, seria o pagamento de um empréstimo, que ele teria feito a Queiroz, depositado na conta de sua mulher pelo fato de ele andar “atarefado” sem tempo de ir a bancos.

O assunto tem causado impacto nos auxiliares mais importantes de Bolsonaro. O futuro chefe da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, abandonou uma entrevista quando perguntado sobre o assunto. Sergio Moro, inicialmente, evitou dar declarações. Ontem disse ser “inapropriado”, como futuro ministro da Justiça, falar de casos concretos; considerou que Jair Bolsonaro “já deu algumas explicações”, afirmou que outras pessoas têm de prestar esclarecimentos e defendeu a apuração dos fatos.

É justamente isso que se exige: esclarecimentos dos envolvidos e investigação do caso, se as justificativas revelarem-se frágeis.

(Editorial do O POVO)

BNDES – Quem for indicado passará por avaliação de integridade

A integridade de assessores externos e membros de órgãos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será verificada previamente segundo norma aprovada no último dia 8 pelo Conselho de Administração da instituição.

A norma tem como foco os cargos de presidente, diretor, membro dos conselhos de Administração e Fiscal e dos Comitês de Auditoria, Remuneração e Riscos e assessores externos.

Segundo informou a assessoria de imprensa do BNDES, além da avaliação curricular do profissional, as pessoas indicadas a um dos cargos e posições mencionadas na norma passarão pelo background checking prévio, cuja análise deverá ser renovada a cada ano. Será feito o monitoramento de notícias sobre o indicado e apurada a relação prévia com o banco e suas subsidiárias.

“Com base nas informações coletadas, a Área de Integridade e Controle de Risco se manifestará sobre a existência de riscos ou impedimentos à nomeação ou à manutenção do profissional, podendo recomendar medidas como a não contratação, demissão, instauração de procedimentos de apuração e envio de informações ao Ministério Público, órgãos de controle ou entidades reguladoras”, informou a assessoria. O parecer final será enviado ao responsável pela nomeação.

O processo envolverá diferentes instâncias internas do banco, entre as quais os Departamentos de Compliance, de Risco de Crédito e Jurídico, superintendentes, diretor responsável pela Área Jurídica e presidente do banco.

De acordo com o BNDES, a intenção é garantir o alinhamento às melhores práticas corporativas de “integridade, controle e gestão de riscos”.

(Agência Brasil)

Ceará cresceu em 10 anos na Educação, mas patina na Segurança, diz estudo de consultoria

Na última década, o Ceará caiu duas posições em relação ao desempenho nos serviços prestados à população. A Segurança é a área onde houve maior recuo (queda de seis posições) no período. Por outro lado, boas práticas fizeram com que os indicadores educacionais alcançassem o terceiro melhor patamar do Brasil.

A conclusão é do estudo Desafios da Gestão Estadual (DGE), elaborado pela consultoria Macroplan, especializada em cenários futuros e gestão pública, que mostra que o Estado, dentre os governos, ocupa a 14ª posição no ranking das 27 unidades da federação.

Esta é a quarta edição do levantamento feito em parceria com o Movimento Brasil Competitivo. A primeira foi em 2014. Cruzando dados de 32 indicadores de dez áreas (Educação, Capital Humano, Saúde, Segurança, Infraestrutura, Desenvolvimento Econômico, Juventude, Desenvolvimento Social, Condições de Vida e Institucional), o estudo chega ao Índice dos Desafios da Gestão Estadual (IDGE). O resultado varia de 0 a 1, sendo que quanto mais próximo de 1 melhor o desempenho.

De acordo com o relatório de 2018, que usa dados de 2017 como referência, o IDGE do Ceará é de 0,468. Em 2007, era de 0,358 e o Estado ocupava a 12ª melhor colocação. Ou seja, apesar da melhora no nível de serviços prestados na última década, em outros estados a transformação foi ainda mais rápida. Hoje a média brasileira é de 0,535. “Em geral, o Brasil inteiro avançou, e o Ceará também, mas alguns estados os avanços foram mais significativos”, explica o coordenador da Macroplan, Gustavo Morelli.

Rondônia, por exemplo, subiu doze posições no ranking em dez anos e hoje está em 6º. Já o Amapá foi ultrapassado por 11 estados e está na lanterna. Pelo estudo, o Distrito Federal (DF) é considerado a unidade federativa que melhor entrega serviços para a população.

No caso do Ceará, chama atenção o avanço nos indicadores educacionais, tanto no trabalho das creches, Ensino Fundamental I e II, quanto no Ensino Médio. O que fez com que o Estado pulasse da 8ª para 3ª colocação. O estudo destaca articulação as prefeituras; monitoramento e avaliação das escolas, com definição de metas no curto, médio e longo prazo; gestão intensiva das secretarias de educação e das escolas; e incentivo financeiro aos municípios por meio da vinculação do repasse do ICMS aos resultados da educação.

Também houve ganho de seis posições no campo da Juventude e oito em Condições de Vida. Já na área de Segurança, Morelli pondera que a piora acompanhou o que aconteceu no restante do País, embora estados como o Espírito Santo tenham sido ponto fora da curva.

Ele explica que crise econômica dos últimos anos impôs muitas perdas na arrecadação pública e para muitos estados também retrocessos nos campos econômico e social. E o processo de recuperação tende a ser lento. “A população está mais impaciente. Então, esta safra de gestores tem o desafio de entregar mais serviços, com resultados melhores, mas com menos recursos”.

Resultado

Quando se trata de Capital Humano, o relatório indica que o Ceará ainda patina na 22ª posição, a mesma de dez anos atrás.

(O POVO – Repórte Irna Cavalcante)

Fortaleza é sede de encontro de procuradores-gerais dos Estados

O Colégio Nacional de Procuradores-Gerais dos Estados e do Distrito Federal (Conpeg) debateu equilíbrio fiscal e temas jurídicos em Fortaleza. Foi durante encontro realizado no Centro de Eventos, nessa segunda-feira. O cicerone foi o procurador-geral do Ceará, Juvêncio Vasconcelos.

Entre outros assuntos, foram discutidos ainda ações estratégicas das PGEs e atuações interfederativas. O encontro foi presidido pelo presidente do Conpeg, Francisco Wilkie Rebouças Chagas Júnior.

“Estamos vivendo um momento de preparação e transição. O nosso objetivo aqui é traçar estratégias de atuação, buscando caminhos para manter o equilíbrio fiscal dos estados”, disse, na ocasião, o procurador-geral do Ceará. Os participantes da reunião ainda foram recebidos em audiência pelo governador Camilo Santana. Na ocasião, trataram de alguns temas relativos e comuns aos Estados.

Além dos procuradores-gerais do Ceará e Rio Grande do Norte, também estiveram presentes representantes dos Estados do Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Pernambuco, Acre, Piauí, Paraíba, Maranhão, Bahia, Rondônia, Pará e Mato Grosso do Sul, além dos procuradores do Ceará João Régis Matias, Rafael Machado Moraes, Paulo Roberto Mourão Dourado, João Renato Cordeiro, Vicente Prata e Ludiana Rocha.

(Foto – Divulgação)

Prefeito de Beberibe é afastado do cargo em votação nesta noite

Por 11 votos a 2, o prefeito Padre Pedro foi afastado do cargo, na noite desta segunda-feira (10), em votação na Câmara Municipal de Beberibe. Uma nova votação ocorrerá em 90 dias, para a cassação ou não do mandato. O vice-prefeito Tharsio Facó, delegado da Polícia Civil, já foi empossado.

Padre Pedro responde por indícios de desmandos administrativos, atraso no pagamento de servidores e de não repasse dos recursos arrecadados para a previdência municipal.

(Foto: Leitor do Blog)

Lei que define limites dos municípios do Ceará deve ser votada nesta semana

Deverá ser votado nesta semana o projeto de lei da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa que estabelece os limites dos municípios do Ceará. A matéria começou a tramitar na última quinta-feira, informa a assessoria de imprensa do Poder Legislativo.

o projeto, de nº 271/18, que descreve os limites intermunicipais, é fruto do Projeto Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas, desenvolvido pela Assembleia Legislativa em parceria com o Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica do Ceará (Ipece) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios, Estudos de Limites e Divisas Territoriais da Assembleia Legislativa, Luiz Carlos Mourão, informa que o Ceará é o segundo estado da Federação a ter todos os limites definidos. O primeiro foi Santa Catarina. “Além dos limites definidos, todos os equipamentos públicos do Estado foram georreferenciados”, destaca.

Fim da briga

A definição dos limites também deverá colaborar para os próximos estudos econômicos e populacionais. Segundo o presidente da Comissão de Criação de Novos Municípios, em 2020, as pesquisas do Censo do IBGE já serão de acordo com essa nova divisão. “Isso ajuda o órgão a fazer estudo mais apurado sobre a população”, pontua Mourão.

Para o coordenador do Projeto Atlas de Divisas Municipais Georreferenciadas, deputado Julinho (PDT), esse trabalho contribui para solucionar problemas nas administrações municipais, garantindo a segurança jurídica necessária para as ações administrativas e o atendimento das populações das áreas de divisas.

Julinho explica também que a atualização dos limites foi feita de forma técnica e contando com a participação dos municípios. “Foram realizadas audiências públicas em todas as macrorregiões administrativas do Estado, e todos os municípios receberam, devidamente protocolados das mãos dos técnicos do IBGE, os mapas revisados, atualizados e georreferenciados”.

Já Luiz Carlos Mourão revelou que o único trecho do Estado que ainda está em disputa diz respeito a uma área de divisa localizada na Serra da Ibiapaba, requerida pelo Piauí. Porém, essa questão não depende do estado do Ceará e já está sendo analisada pelo Supremo Tribunal Federal.

Projeto de Audic Mota que estadualiza trecho de estrada em Icó é aprovado na Assembleia

A Assembleia Legislativa aprovou o projeto de indicação do primeiro-secretário da Casa, Audic Mota (PSB), que estadualiza a estrada municipal entre os distritos de Três Bodegas e Santa Cruz da Serra, no município de Icó.

O objetivo da proposta, segundo Audic, foi transferir a jurisdição relacionada à estrutura física e à operacionalidade da rodovia, visando fomentar o desenvolvimento econômico da região, a partir da inclusão do trecho respectivo na malha rodoviária estadual.

”A estadualização trará melhorias, com benefícios provenientes da atividade contínua do Poder Público Estadual na estruturação e da preservação da malha rodoviária”, justifica Audic Mota.

(Foto – Divulgação)

Rosa Weber defende, na diplomação de Bolsonaro, direitos humanos e o diálogo democrático

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, defendeu hoje (10) os direitos humanos durante cerimônia de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro, e do vice, general Hamilton Mourão.

A diplomação é o último passo formal para que a chapa vencedora das eleições presidenciais de outubro possa tomar posse no dia 1º de janeiro.

Rosa Weber discursou após Bolsonaro e lembrou que é comemorado nesta segunda-feira (10) 70 anos da aprovação da Declaração Universal dos Direitos Humanos pela Organização das Nações Unidas (ONU). Para a ministra, a declaração assegurou que todos devem ser tratados igualmente e que as minorias devem ser respeitadas.

“A democracia é também exercício constante de diálogo e de tolerância, de mútua compreensão das diferenças, sopesamento pacífico de ideias distintas, até mesmo antagônicas, sem que a vontade da maioria, cuja legitimidade não se contesta, busque suprimir ou abafar a opinião dos grupos minoritários, muito menos tolher ou comprometer os direitos constitucionalmente assegurados”, disse.

Eleições limpas

Sobre o resultado das eleições, a presidente disse que a entrega dos diplomas ao presidente eleito e seu vice representa a celebração de democracia e a consagração da vontade da maioria da população, que escolheu seu candidato por meio de eleições limpas.

“O TSE garantiu a certeza e a legitimidade do resultado das urnas e assegurou a vontade soberana do povo”, afirmou.

Jair Bolsonaro foi eleito presidente da República no segundo turno, com 55,13% dos votos válidos, o equivalente a 57,7 milhões de votos. O candidato do PT, Fernando Haddad, ficou em segundo lugar, e recebeu 44,87% dos votos, que equivalem a 47 milhões.

A diplomação dos candidatos eleitos pela Justiça Eleitoral confirma que os vencedores do pleito cumpriram todas as formalidades exigidas pela lei, como a aprovação das contas financeiras da campanha, e estão aptos para tomarem posse e exercerem os mandatos.

A diplomação para os cargos de governador, senador, deputados estaduais e federais é realizada pela Justiça Eleitoral nos estados.

(Agência Brasil)

NO CEARÁ, a diplomação dos eleitos ocorrerá no próximo da 19, no Centro de Eventos. Confirma a presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargadora Naílde Pinheiro Nogueira.

Bolsonaro promete governar para todos e avisa: “não mais manipulação ideológica”

No discurso de diplomação, o presidente eleito, Jair Bolsonaro, prometeu hoje (10) governar para todos, sem distinção de raça, cor, renda, religião e sexo. Bolsonaro pediu a confiança daqueles que não votaram nele. Também afirmou que o voto é um “compromisso inquebrantável”. Segundo ele, a construção de uma nação mais justa depende da “ruptura de práticas que retardaram o progresso no país”, como mentiras e manipulação.

“A partir de 1º de janeiro, serei o presidente dos 210 milhões de brasileiros. Governarei em benefício de todos sem distinção de origem social, raça, sexo, cor, idade ou religião”, afirmou o presidente eleito durante a cerimônia de diplomação no Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

Bolsonaro disse que a diplomação representa o reconhecimento da decisão do eleitorado brasileiro, em “eleições livres e justas”. Agradeceu o trabalho da Justiça Eleitoral, o apoio da família e os 57 milhões de votos. Em primeiro lugar, agradeceu a Deus por estar vivo, após ter sido esfaqueado no início da campanha eleitoral.

Afirmou que cumprirá sua determinação de transformar o país em um local de justiça social. “Eu me dedicarei dia e noite a um objetivo que nos une: a construção de um Brasil justo e que ocupe o lugar que lhe cabe no mundo.”

Democracia

O presidente eleito lembrou que o Brasil deu um exemplo de respeito à democracia nas eleições de outubro. “Em um momento de profundas incertezas, somos um exemplo de que a transformação pelo voto popular é possível. Este processo é possível. O nosso compromisso com o voto popular é inquebrantável. Os desejos de mudanças foram expressos nas eleições.”

Bolsonaro disse ainda que só com rupturas de algumas práticas haverá avanços. “A construção de uma nação mais justa e desenvolvida requer uma ruptura com práticas que retardaram o nosso progressos, não mais violência, não mais as mentiras, não mais manipulação ideológica, não mais submissão de nosso destino.”

Novas tecnologias

Para o presidente eleito, as novas tecnologias demonstraram sua força nas urnas. “As eleições de outubro revelaram uma realidade distinta das práticas do passado. O poder popular não precisa mais de intermediação. As novas tecnologias permitiram uma eleição direta entre o eleitor e seus representantes. Esse novo ambiente, a crença na liberdade, é a melhor garantia dos ideiais que balizam a nossa Constituição.”

Família

Bolsonaro agradeceu o apoio da família, citou a mulher Michelle, os cinco filhos e a mãe Olinda, de 91 anos. Ao mencionar o nome da caçula, Laura, 8 anos, acenou para a menina que estava sentada na plateia.

(Agência Brasil)

Grupo do Ceará

O deputado federal eleito Heitor Freire (PSL), era um dos 700 convidados para o ato de diplomação de Jair Bolsonaro. Ele cobriu o ato em suas redes sociais e fez até vídeo destacando o aspecto patriótico do presidente eleito.

Bolsonaro e Mourão são diplomados

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O presidente eleito Jair Bolsonaro foi diplomado, por volta das 16h30min de hoje (10), em solenidade no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), assim como o vice, Hamilton Mourão. A diplomação é o ato formal de confirmação de que os candidatos cumpriram todos os requisitos para exercer o mandato e poderão tomar posse.

Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber. No documento constam nome do candidato, o partido ou a coligação pela qual concorreu e o cargo para o qual foi eleito.

Bolsonaro e Mourão foram levados à sessão pelos ministros do TSE Luís Roberto Barroso e Tarcísio Vieira de Carvalho Neto. Foram saudados com aplausos pelos presentes. Em seguida, a Banda dos Fuzileiros Navais executou o Hino Nacional. Bolsonaro acompanhou o Hino com a mão no peito.

O TSE enviou cerca de 700 convites para a solenidade. Entre os presentes, o ministro Luiz Fux, representando o Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ) , o presidente do Senado, Eun[icio Oliveira (MDB-CE), a procuradora-geral eleitoral, Rachel Dodge, e o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil, Cláudio Lamachia.

(Agência Brasil)

Terror em Milagres – Julierme Sena lamenta alijamento da Polícia Civil do Ceará na operação

Com o título “O Alto preço da ossa política de segurança pública”, eis artigo do vereador Julierme Sena (PROS). Ele aborda a tragédia registrada na última sexta-feira, em Milagres (Região do Cariri), onde, num confronto entre bandidos e PMs, 14 pessoas morreram, sendo seis reféns. Confira:

A tragédia em Milagres expõe a fracassada política de Segurança Pública do Ceará. Vários equívocos são facilmente identificados. Primeiro, a ação foi organizada pela Coordenadoria de Inteligência (Coin), quando deveria ser iniciada pela Polícia Civil, que tem a função constitucional de investigar.

Segundo, porque uma ação que se diz “coordenada” não poderia ter excluído duas forças de segurança importantíssimas: a Polícia Civil e a Polícia Rodoviária Federal. Inclusive, as equipes da Polícia Civil de Sergipe, Alagoas e Bahia participaram da ação. Por que a Polícia Civil do Ceará só foi acionada após o ataque? Mais uma demonstração de total desrespeito e desvalorização da Polícia Judiciária cearense.

E em terceiro lugar, ironicamente, durante a inauguração do Centro de Inteligência, o governador do Estado comemorou que o assalto ao banco não foi realizado, sem pensar no alto preço que pagamos: as vidas de inocentes.

Diante dessa tragédia, é necessário uma reestruturação urgente na Segurança Pública do Estado, onde o órgão de inteligência, Coin, repasse a informação para a Polícia Judiciária e esta fique responsável pela operação com apoio das outras polícias preventivas e repressivas. Aí sim, com a integração entre as polícias e com uma linha de controle e comando, a operação teria alcançado o sucesso, que é a prisão de infratores e não a morte de inocentes que tiveram suas vidas tolhidas por uma ação desastrosa e mal planejada.

Às famílias que perderam seus entes queridos, registro aqui meu pesar. Que Deus conforte o coração de cada um de vocês.

*Julierme Sena

Policial Civil e Vereador de Fortaleza.

(Foto – CMFor)

Cúpula do PSL do Ceará entre convidados do ato de diplomação de Bolsonaro

O presidente regional do PSL, deputado federal eleito Heitor Freire, está à frente de grupo do partido no Ceará que, a partir das 16 horas, conferirá o ato de diplomação do presidente eleito, Jair Bolsonaro.

Bolsonaro será diplomado com vice, o general Hamilton Mourão, durante cerimônia no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os eleitos ao plenário. Foram distribuídos para a solenidade 700 convites.

Cúpula Conservadora

No fim de semana,Heitor Freire participou em Foz do Iguaçu (PR), de encontro da Cúpula Conservadora das Américas, com a presença de várias autoridades desse continente. O ex-presidente do Supremo venezuelano, (exilado nos EUA), senadores de direita da Colômbia, Paraguai, Chile e Argentina também conferiram o encontro.

O objetivo dessa reunião, conforme Heitor, foi fazer um contraponto ao Forum de São Paulo, criado por Lula, José Dirceu, Fidel e Chavez.

(Foto – PSL)

Terror em Milagres – Capitão Wagner lamenta o caso e evita culpar a Polícia

O deputado estadual Capitão Wagner, que foi eleito deputado federal pelo Pros, evitou críticas à operação policial registrada na última sexta-feira em Milagres (Região do Cariri) e que provocou, num tiroteio entre grupos armados e PMs, a morte de 14 pessoas. Entre elas, seis reféns.

“Lamentável. Infelizmente, seis pessoas inocentes envolvidas no tiroteio foram perdidas. A gente aguarda a investigação para verificar o que ocorreu de fato. Como homem público, cobramos a investigação e nos solidarizamos com as famílias”, afirmou o parlamentar.

Capitão Wagner revelou que manteve contato com amigos da Polícia sobre o caso e constatou que não houve passagem completa de informações em torno dessa operação, o que teria causado a tragédia.

“A intenção dos policiais, com certeza, foi evitar o mal, que foi o assalto aos bancos, mas, também, a preservação da vida das pessoas de Milagres. Foi um fato trágico e a gente espera que não se repita”, complementou o parlamentar.

Condenado a 11 anos e três meses de prisão, ex-vereador Leonelzinho Alencar terá novo julgamento

Da Coluna Política do O POVO, nesta segunda-feira, assinada pelo jornalista Carlos Mazza:

Condenado a 11 anos e três meses de prisão por supostos desvios mensais de até R$ 20 mil de verba da Câmara Municipal, o ex-vereador Leonel Alencar Júnior – o Leonelzinho Alencar – teve recurso admitido e terá novo julgamento na 2ª instância do Tribunal de Justiça do Ceará.

Na última semana, um oficial de Justiça procurou pelo ex-parlamentar em sua residência, na Messejana, mas foi informado de que Leonelzinho havia deixado a casa dois dias antes. Ninguém soube precisar a atual localização do ex-vereador.

(Foto – CMFor)

Chavismo ganha com folga eleições municipais na Venezuela

O chavismo obteve uma vitória com folga nas eleições municipais da Venezuela. Porém, o índice de abstenção foi elevado. Apenas 27,4% dos eleitores participaram, segundo as câmaras locais, de acordo com os dados preliminares divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE).

Segundo o CNE, a coalizão governista Gran Polo Patriótico – liderada pelo Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV), no poder -, ganhou 142 das 156 votações de “lista” lidas até o momento, fazendo o mesmo na categoria nominal, ao vencer em 449 das 467 até agora completadas.

Essa vitória era previsível devido à ausência nas eleições das principais forças opositoras, que não participaram delas por considerá-las uma farsa orquestrada pelo governo do presidente Nicolás Maduro.

“Aqui ganhamos todos, e especialmente ganha o povo da Venezuela com uma democracia que se fortalece a cada dia, em cada processo eleitoral”, disse ao apresentar os resultados preliminares a presidente do CNE, Tibisay Lucena.

No pleito desse domingo foram convocados a votar quase 21 milhões de venezuelanos, mas pouco mais de sete de cada dez habilitados não foram às urnas, quase o dobro de abstenção em comparação com a última eleição municipal.

(Agência Brasil com EFE/Foto – Arquivo)

Interlocutores de Bolsonaro querem explicação convincente sobre ex-assessor citado pelo Coaf

Integrantes do governo de transição, e interlocutores do presidente eleito Jair Bolsonaro, já não escondem mais a preocupação com os desdobramentos do caso da movimentação bancária atípica de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL-RJ).

O Blog apurou que esse desconforto é maior principalmente entre os interlocutores da área militar do futuro governo. Nesse grupo, a avaliação é de que é necessária uma explicação convincente encerrar o caso da movimentação de recursos do ex-assessor identificada em relatório do Coaf.

Há forte contrariedade com o silêncio prolongado de Fabrício Queiroz, que ainda não se pronunciou desde que o caso foi noticiado na quinta-feira (6). A percepção é que isso pode causar desgaste precoce na imagem do próprio Bolsonaro, que tem sido questionado constantemente pelo episódio.

“Uma coisa é a justificativa jurídica para o Ministério Público; outra coisa é uma resposta imediata para a sociedade. Caso contrário, haverá desgaste político”, disse ao Blog um integrante da equipe de transição.

De forma reservada, existe desconforto até mesmo com a resposta de Bolsonaro, que disse que os R$ 24 mil depositados por Fabrício na conta de sua esposa, Michele Bolsonaro, eram pagamento de uma dívida.

Segundo outro interlocutor, o presidente eleito deveria mostrar todos os registros bancários do dinheiro emprestado para Fabrício Queiroz ao longo dos anos. “Como tem o registro do Coaf do dinheiro de volta, é preciso mostrar o registro do dinheiro que foi para o ex-assessor”, ressaltou.

A avaliação dessa fonte é que quando a justificativa é simples, ela tem que ser imediata. “O tempo da política não permite demora para uma explicação que seja convincente”, reforçou esse interlocutor.

Outra preocupação na equipe de transição é com o racha na bancada do PSL, como mostrou recentemente o vazamento de conversas entre deputados eleitos pelo WhatsApp.

Isso porque já começa a dar um sinal externo de divisão, o que fragiliza muito a estratégia de governabilidade no Congresso da futura gestão. “É preciso que o próprio Bolsonaro assuma o comando”, resumiu.

(Blog do Gerson Camarotti)

Jair Bolsonaro será diplomado hoje em Brasília

O presidente eleito Jair Bolsonaro chega a Brasília hoje (10) para a cerimônia de diplomação com seu vice Hamilton Mourão, às 16h, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Para a solenidade, foram distribuídos 700 convites. Os diplomas são assinados pela presidente do TSE, ministra Rosa Weber, que abre a sessão solene e indica dois ministros para conduzirem os eleitos ao plenário.

A agenda do presidente eleito para esta semana é intensa e inclui reuniões com as bancadas do PSD, DEM, PSL, PP e PSB. Também há conversas com os governadores eleitos de Santa Catarina, Carlos Moisés da Silva (PSL), e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSDB).

As reuniões ocorrem no momento em que Bolsonaro já definiu toda a sua equipe ministerial. Os 22 ministros foram escolhidos. O último nome foi anunciado ontem (9), nas redes sociais, pelo próprio presidente eleito, o advogado e administrador Ricardo de Aquino Salles para o Ministério do Meio Ambiente.

(Agência Brasil)