Blog do Eliomar

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TRF-4 revisará processo acusado de ter pervertido o Direito Penal

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Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (14):

Três magistrados do TRF-4 revisarão um processo acusado de ter pervertido o Direito Penal. O alvo: o mais popular (e prestigiado internacionalmente) presidente que o País já teve (e líder disparado das pesquisas pré-eleitorais), enquanto seus adversários, com provas robustas e flagrantes, continuam flanantes e impunes.

Se não forem apresentadas provas concretas, será arriscado prever o que se seguirá. A denúncia das irregularidades do processo é feita por renomados juristas nacionais e estrangeiros – e é apresentada a tribunais internacionais.

A decisão de apenas três pessoas poderá cassar o direito soberano de mais de uma centena de milhão de eleitores de escolher a seu talante quem deve dirigir a Nação.

Irã qualifica novas sanções dos EUA de “ilegais” e ameaça com resposta

O Ministério de Assuntos Exteriores do Irã condenou nesse sábado (13) as novas sanções impostas pelos Estados Unidos, qualificando-as de “ilegais e hostis”, e advertiu que receberão uma “séria reação” por parte da República Islâmica. Segundo o comunicado do ministério, o anúncio de novas sanções cruza “todas as linhas vermelhas de comportamento na comunidade internacional e viola as normas de princípios da lei internacional”.

O Tesouro americano anunciou na véspera sanções a 14 pessoas e entidades iranianas, entre elas o chefe do Poder Judiciário, aiatolá Sadeq Larijani, por abusos aos direitos humanos e apoio ao Programa de Mísseis Balísticos do Irã.

“O senhor Trump continua com suas medidas hostis contra o povo do Irã e menciona ameaças que já várias vezes foi incapaz de aplicar (…), diz a nota.

O departamento iraniano também reagiu às ameaças feitas ontem (12) pelo presidente americano contra o acordo nuclear, assinado em 2015 entre Irã e seis grandes potências.

O Ministério de Assuntos Exteriores insistiu em que não adotará “nenhuma medida além dos compromissos que contraiu com o JCPOA”, sigla em inglês pela qual se conhece formalmente o pacto nuclear. Tampouco permitirá que se estabeleça conexão entre este acordo e outros temas, nem aceitará “nenhuma mudança, nem agora, nem no futuro” do tratado.

Trump decidiu manter ativo um mecanismo que suspende temporalmente as sanções ao Irã por causa de seu programa nuclear, algo sobre o qual deve se pronunciar a cada 120 dias por força da lei, mas deu um ultimato à Europa para modificá-lo. A ideia de Trump é preparar um “acordo suplementar” com seus parceiros europeus para impor novas sanções multilaterais se o Irã desenvolver ou testar mísseis balísticos, e impedir as inspeções das suas instalações nucleares, entre outros.

(Agência Brasil)

Reforma da Previdência – Mesmo no recesso, base aliada tenta conquistar votos

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As articulações em torno da reforma da Previdência devem se intensificar nos próximos dias à medida que alguns líderes partidários estão voltando do período de férias e se aproxima a data da votação da matéria no plenário da Câmara. A notícia do rebaixamento da nota de investimento do Brasil reacendeu o debate e deve reforçar os argumentos da equipe favorável à reforma.

Com o recesso do Congresso Nacional até fevereiro, quando está previsto o início do debate da reforma no plenário da Câmara, muitos parlamentares estão se movimentando em seus estados para angariar os votos necessários para aprovar a proposta. A estratégia envolve encontro com governadores, prefeitos e outras autoridades locais com o objetivo de aproximar o debate da reforma das bases eleitorais dos deputados.

Em Brasília, o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, tem se reunido desde o início do ano com vários parlamentares para definir as próximas estratégias de articulação em busca dos votos para aprovar a reforma. Responsável pela articulação política do governo, Marun disse à Agência Brasil que a reforma da Previdência “está em todos os diálogos” da agenda da equipe de governo e o clima em torno da reforma tem melhorado e se tornado mais “favorável”.

Por se tratar de uma emenda constitucional, são necessários pelo menos 308 votos favoráveis entre os 513 deputados para ser aprovada, em dois turnos. Desde o fim do ano passado, os principais articuladores da base governista tem evitado comentar o número atual de votos já conquistados em prol das mudanças na Previdência. Segundo líderes governistas, a contabilidade dos votos deve ser fechada com mais precisão no início de fevereiro, quando as lideranças já estarão em contato mais direto com as bancadas.

Grau de investimento

Na visão dos líderes governistas, a redução da nota de crédito do Brasil por uma agência internacional de classificação de risco gerou um “impacto preliminar” na motivação dos parlamentares. “Isso melhora na narrativa para nós que defendemos [a aprovação da reforma”, disse o líder da maioria na Câmara, Lelo Coimbra (PMDB-ES), que completa: “agora é torcer pra gente reunir a tropa, né? Não é tropa de choque, é tropa de convencimento”.

O presidente Rodrigo Maia também acredita que a avaliação negativa do país pode contribuir para convencer os parlamentares. Já para o ministro Marun, a notícia do rebaixamento do grau de investimento do Brasil ajuda na conscientização da sociedade e consequentemente dos parlamentares, mas “a notícia em si não vai trazer votos”.

“A consciência de que nós temos que reformar a Previdência já é consolidada. Claro que eu vejo a notícia do rebaixamento como ruim, porque não deixa de corroborar o que nós estamos afirmando: que o Brasil precisa reformar sua Previdência pra ter a perspectiva de um futuro de menos incerteza e de mínima prosperidade”, disse Marun.

O ministro disse que esta semana ainda não deve ter nenhuma grande reunião em Brasília sobre o assunto, pois ele e outros articuladores, como o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), estarão fora da capital.

Marun foi convidado pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para participar de um evento na terça-feira (16), na capital paulista, para falar sobre a situação macroeconômica do Brasil. O evento é organizado por um grupo de profissionais favoráveis às mudanças na legislação previdenciária e deve contar com a participação de vários líderes governistas.

Rodrigo Maia embarcou neste sábado (13) para os Estados Unidos, onde tem extensa agenda marcada com o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), António Guterrez, empresários e parlamentares norte-americanos. Maia viajou com outros quatro deputados e voltará para o Brasil na sexta-feira (19).

(Agência Brasil)

A quase ministra, o governo e o Judiciário

Editorial do O POVO deste sábado (14) aponta que se a Justiça continuar interferindo, ficará difícil para qualquer governante nomear um auxiliar. Confira:

A nomeação da deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) como ministra do Trabalho foi um constrangimento que o presidente Michel Temer poderia ter evitado, caso raciocinasse mais um pouco na hora de indicar seus auxiliares. Uma pesquisa superficial sobre a vida da parlamentar teria indicado a inadequação de pôr à frente da pasta uma pessoa que respondia a processos na Justiça Trabalhista, tendo sido condenada em um deles.

Porém, talvez não fosse possível ao presidente ser muito seletivo, pois o critério de nomeações para ministros têm a ver com a contabilidade em relação aos votos para reforma da Previdência, que precisam advir de cada convite. E o PTB, com 16 deputados federais, é controlado por Roberto Jefferson, presidente do partido, e pai de Cristiane.

Portanto, é grande o problema que Michel Temer tem pela frente, pois Jefferson não dá mostras que vá recuar da insistência em ter a filha como titular do Ministério do Trabalho. Quando ela foi indicada, Jefferson – condenado e preso devido ao processo do “mensalão” – chegou a dizer que a escolha de sua filha para ocupar o cargo era um “resgate da família”.

Assim, talvez Temer tenha de sustentar a sua indicação até que o Supremo Tribunal Federal (STF) dê a palavra final sobre o assunto, onde o caso deverá desaguar, depois que o cancelamento da posse foi mantida pelo Tribunal Regional Federal da 2ª Região.

De qualquer forma há uma questão que precisa ser debatida: não estaria o Judiciário estaria interferindo demasiadamente nas decisões administrativas de outro poder? O princípio da “moralidade administrativa” – utilizado pelo juiz para suspender a posse – é subjetivo o suficiente para comportar interpretações as mais diversas. Esse tipo procedimento – o Judiciário interferir em nomeações do Executivo – foi inaugurado pelo ministro Gilmar Mendes, quando impediu a posse do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como chefe da Casa Civil da então presidente Dilma Rousseff.

Depois disso, tornou-se difícil para o Judiciário recuar para uma posição mais adequado à separação dos poderes, inscrita na Carta de 1988, preservando a harmonia entre eles. Porém, se a situação continuar assim, ficará difícil para qualquer governante nomear um auxiliar, sem antes passar pelo crivo do Judiciário.

Será difícil aprovar a reforma da Previdência em ano eleitoral, diz S&P

As condições gerais de crédito soberano do Brasil estão mais fracas e apontam que a trajetória das contas públicas é a principal fraqueza do País, o que vai requerer vários governos para alterá-la, afirmou Lisa Schineller, diretora executiva da agência Standard & Poor’s (S&P).

Segundo ela, a redução da nota soberana do País, anunciada na quinta-feira (11), não foi provocada exclusivamente pela não aprovação da reforma da Previdência Social pelo Congresso, mas mais pelo padrão adotado sobretudo pela classe política de não se unir para combater problemas estruturais vitais na área fiscal.

“A mensagem de que as condições gerais de crédito do País estão mais fracas, que justificam a nota BB-, e apontam que a trajetória fiscal é a fraqueza principal do Brasil e que requer ações de vários governos para alterá-la”.

“Em um ano eleitoral é difícil passar uma legislação controvertida, o que vale para todos os países que analisamos rating soberano e também deve ser o caso do Brasil, com o início da corrida presidencial”, completou.

(Estadão)

Bolsonaro 2018, Ciro 2002

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (13), pelo jornalista Érico Firmo:

Jair Bolsonaro (PSC-RJ) fez daqueles atos capazes de destruir uma candidatura. Pelo menos foi assim no passado. O Brasil se acostumou a ouvir absurdos. Até há pouco tempo, candidatos tinham discurso e imagem medidos, calculado por publicitários. Como esquecer da construção do “Lulinha paz e amor” por Duda Mendonça, da Carta ao Povo Brasileiro? Bolsonaro, por outro lado, cresceu com disparates. Acostumou seu eleitor a absurdos e assim ganhou projeção. Conteúdo bizarro costuma ter plateia em alguns ambientes online.

A questão é se Bolsonaro poderá seguir falando o que bem entender ou se há um limite de tolerância. Questionado sobre os gastos com auxílio-moradia, apesar de possuir residência própria em Brasília, o deputado que quer ser presidente respondeu à repórter de forma grosseira, agressiva. De maneira que pretendeu ofender. “Como eu estava solteiro naquela época, esse dinheiro de auxílio-moradia eu usava pra comer gente, tá satisfeita agora ou não? Você tá satisfeita agora?”. Ele respondeu assim a uma mulher. Não sei se falaria desse modo caso o entrevistador fosse um homem.

Por menos que isso, candidato com chances reais de vitória já despencou miseravelmente. Estou a pensar em Ciro Gomes em 2002. Ele chegou a ganhar ares de quase favorito em determinado momento. Foi destruído por uma fala grosseira, machista, agressiva. Ao lado de sua então esposa, Patrícia Pillar, ele foi questionado por jornalista sobre qual o papel dela na campanha. Pergunta fácil, feita para o candidato deitar e rolar. Podia falar do grande trabalho dela, do papel cultural, da inteligência. Saiu-se com esta: “A minha companheira tem um dos papéis mais importantes, que é dormir comigo. Dormir comigo é um papel fundamental”.

Ciro não é burro e logo percebeu o clima de constrangimento, diante de algumas dezenas de jornalistas. Tentou remendar: “Evidentemente eu estou brincando. Essa minha companheira tem uma longa tradição de manejar assuntos sociais, tem muita inteligência, muita sensibilidade”. O desastre estava feito. Isso somado a uma briga ao vivo com ouvinte de rádio minou sua candidatura. Criou imagem de desequilíbrio, tudo que não se quer de um presidente.

Bolsonaro foi pior ainda. Se não consegue responder com tranquilidade a questionamento simples sobre suas verbas parlamentares, como não reagirá às cobranças muito mais contundentes e rotineiras a que se submete um presidente?

Em outros tempos, Bolsonaro já seria praticamente um ex-candidato. Esse tipo de postura deu o apoio que tem, mas freia seu crescimento. A evolução patrimonial põe em questão a imagem de integridade que tenta alardear. Além do que, candidatos com ideias extremas costumam não ter sucesso eleitoral.

Nos últimos 16 anos, porém, o Brasil mudou demais. Talvez tenha perdido um pouco da noção do que é absurdo, do que é bizarro.

UE diz que “toma nota” do ultimato de Trump ao acordo nuclear com Irã

A União Europeia (UE) afirmou neste sábado (13) que “toma nota” do ultimato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, aos países europeus pelo acordo nuclear de 2015 com o Irã, que ameaçou abandonar se não for modificado.

O bloco europeu disse que, “como primeiro passo, Reino Unido, França e Alemanha coordenarão com outros países da UE uma avaliação conjunta” do anúncio e “de suas implicações”, informou um comunicado do porta-voz da chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini.

Ao mesmo tempo, a UE reiterou seu “compromisso a continuar com uma efetiva e total aplicação do acordo nuclear”.

Nessa sexta-feira (12), Trump estendeu pela “última” vez a suspensão de sanções ao Irã com base no acordo nuclear de 2015 e deu um ultimato a seus aliados na Europa para que negociem com ele e corrijam o que considera “defeitos” desse pacto, sob a pena de os Estados Unidos se retirarem do acordo.

A advertência de Trump coincidiu com o anúncio de novas sanções que não estão relacionadas com o acordo nuclear, mas com “graves” abusos aos direitos humanos e com a proliferação de armas, e que afetam 14 indivíduos e entidades do Irã, entre eles o chefe do Poder Judiciário, o aiatolá Sadeq Larijani.

Trump decidiu manter ativo um mecanismo que suspende temporariamente as sanções ao Irã por seu programa nuclear, algo sobre o que o presidente dos Estados Unidos deve pronunciar-se a cada 120 dias por imperativo legal. No entanto, o presidente fez isso com o aviso de que, se a Europa não negociar com ele para modificar o acordo nos próximos quatro meses, ordenará a volta da imposição das sanções nucleares quando terminar o novo prazo de 120 dias, que caduca no próximo dia 12 de maio.

(Agência Brasil)

Pré-carnaval de Fortaleza – Vem pra rua!

Da Coluna Vertical, no O POVO deste sábado (13):

O Pré-Carnaval de Fortaleza, consolidado nas ruas, tem motivado a iniciativa privada a fazer outro movimento com a folia. Este ano, pelo menos 14 festas cobram ingresso. Uns com valores simbólicos e outros com preços para quem não quer se misturar nas esquinas com a choldra.

Para isso, há opções e atrações que chegam a custar até R$ 520 o pacote para quatro sábados em estacionamentos fechados (Guia do Pré-Carnaval do O POVO, http://bit.ly/precarnavalprogramacao).

É do jogo da indústria do entretenimento. Paga quem tem. Mas o discurso de que se divertir na rua é inseguro pode acabar levando, mais e mais, a eventos segregadores.

Não se pode achar normal se desejar pré-carnavais da exclusão. Cabe à Prefeitura de Fortaleza e ao Governo do Estado garantirem, com qualidade e parcerias privadas, a festa coletiva nas praças, centros culturais e outros equipamentos públicos.

A população ocupando as ruas é o melhor remédio contra a violência urbana.

Governo muda regras para empréstimo a agricultores familiares

O governo federal editou, nesta semana, decreto mudando as regras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF). As alterações ampliaram os limites de renda e patrimônio exigidos para acesso às linhas de financiamento.

Para agricultores inscritos no Cadastro Único dos programas sociais, a exigência de renda máxima saiu de R$ 9 mil para R$ 20 mil, enquanto a de patrimônio foi de R$ 30 mil para R$ 40 mil.

Na faixa intermediária, os ganhos máximos permitidos passaram de R$ 30 mil para R$ 40 mil. Para esses produtores, o patrimônio deixou de ser R$ 60 mil e passou para R$ 80 mil. Foi criada uma nova linha para famílias com renda de até R$ 216 mil e patrimônio de até R$ 500 mil. Para todos os casos, o valor máximo a ser financiado é R$ 140 mil. O produtor deve comprovar experiência de pelo menos cinco anos no campo para ter acesso ao financiamento.

Segundo a subsecretária de Reordenamento Agrário da Secretaria Especial de Agricultura e Familiar e do Desenvolvimento Agrário (Sead), Raquel Santori, a atualização foi motivada pela defasagem dos tetos, uma vez que estes haviam sido reajustados pela última vez há cinco anos.

Como não houve recomposição, os financiamentos do programa se tornaram insuficientes para a aquisição de imóveis. Em razão disso, o PNCF beneficiou apenas 985 famílias em 2016, segundo dados da Sead. No ano passado, o número foi mais reduzido: 289. Essa baixa deveu-se ao encerramento dos acordos com bancos que oferecem os empréstimos. Com as novas regras, a secretaria espera chegar em 2018 a 2 mil famílias.

O Programa Nacional de Crédito Fundiário envolve a gestão de empréstimos com recursos do Fundo de Terras e da Reforma Agrária. As verbas podem ser utilizadas para a compra de imóveis rurais ou de infraestrutura voltada à produção agrícola. As taxas de juros variam de 0,5% a 2% ao ano.

Ao longo da existência do PNCF, foram beneficiadas agricultores de 2.300 municípios de 21 estados. Já foram disponibilizados R$ 3,4 bilhões para aquisição de terras e R$ 600 milhões para investimentos. O saldo disponível do Fundo está em R$ 730 milhões.

Para a Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag), as novas regras representam um avanço por ampliar o escopo do financiamento, mas ainda há problemas. Um deles é o fato de o valor máximo do empréstimo ainda ser baixo para algumas regiões, como Sul e Sudeste.

(Agência Brasil)

Ceará fechou 2017 com número recorde de homícidios

 

André Costa comanda a Segurança Pública.

O Ceará registrou em 2017 números recordes de violência. Foram 5.134 homicídios, média de 14 assassinatos/dia, números maiores desde 2013, quando a Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) mudou a metodologia de contagem dos crimes. Os dados foram divulgados em coletiva de imprensa na tarde desta sexta-feira, 12, na sede da Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social.

Na Região Metropolitana de Fortaleza, o aumento foi de 61,3% entre os últimos dois anos, com 491 assassinatos a mais (Foto: Banco de Dados/O POVO)
Entre maio e novembro de 2017 houve a sequência de meses com os maiores índices de mortes violentas no Estado. Já em outubro, o Ceará teve o mês mais violento já registrado, com 516 homicídios em 31 dias – média de 16,6 assassinatos por dia.

Foram registrados no Estado 50,7% mais homicídios do que em 2016, quando houve 3.407 mortes do tipo. O maior crescimento ocorreu na Capital, com 96,4% mais mortes entre os dois últimos anos, ou seja, 1.978 assassinatos em 2017 e 1.007 em 2016.

Na Região Metropolitana de Fortaleza, o aumento foi de 61,3% entre os últimos dois anos, com 491 assassinatos a mais.

A Região Sul do Estado foi a que teve menor variação (5,2%), com 942 homicídios em 2016 e 991 em 2017. Na região também foi registrada diminuição de crimes do tipo no último mês de dezembro (-17%).

Titular da SSPDS, André Costa disse que o aumento está relacionado às regiões com maior interferência de grupos criminosos. “Precisamos que o Governo Federal cumpra seu papel de financiar a segurança pública do Estado. Até agora, o investimento é feito todo praticamente com recursos próprios (locais)”, frisou.

(Com O POVO Online)

“Não faço da política um instrumento de ganhar dinheiro”, diz Cid Gomes sobre caso da JBS

“Eu, Cid Ferreira Gomes, pessoa física, nunca recebi nenhum centavo da JBS”. A garantia é do ex-governador Cid Gomes, nesta sexta-feira (12), durante entrevista ao programa Izaías Nicolau, na rádio Tupinambá de Sobral, Região Norte do Ceará.

“Eu sou sério. Eu não faço da política um instrumento de ganhar dinheiro. (…) Nas duas vezes em que fui candidato a governador, a empresa JBS fez contribuição oficial para a minha campanha. E isso é legítimo! Até a eleição de 2014, empresas poderiam fazer doações, sem limite”, ressaltou Cid, ao lembrar que, em sua primeira eleição ao Governo do Estado, sua candidatura era de oposição. O ex-governador lembra, ainda, que não há processos contra a sua pessoa nesse caso da JBS.

Cid Gomes afirmou que não sabe se será candidato nas eleições de outubro, pois sua prioridade é a eleição de Ciro Gomes à Presidência da República e a reeleição de Camilo Santana ao Governo do Estado. “Se para isso, em nome desses dois projetos, for recomendado que eu seja candidato, eu serei. Se, para ajudar esses dois projetos, for recomendado que eu não seja candidato, eu não serei”.

O ex-governador denunciou pedidos de práticas corruptas em seu governo, que envolviam o Porto do Pecém, a reforma do Castelão e o projeto de mobilidade urbana do governo Dilma, que envolvia a linha leste do metrô de Fortaleza.

Cid Gomes destacou o perfil de Ciro Gomes como “o mais preparado” ao Palácio do Planalto.

(Foto: Reprodução)

PT vai puxar bloco pró-Lula no Pré-Carnaval de Fortaleza

O Partido dos Trabalhadores, sindicalistas e movimentos sociais vão botar um bloco em defesa do ex-presidente Lula, a partir das 9 horas deste sábado.

O bloco, de Pré-Carnaval, sairá da Praça da Igreja do Carmo (Centro), e percorrerá várias ruas da cidade, entoando músicas em defesa de Lula que, dia 24 próximo, será julgado pelo TRF-4, em Porto Alegre.

Lula é réu em processo da Lava Jato, sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. A ordem, no bloco, pró-Lula, é mobilizar a militância e puxar a nandeira “Em Defesa da Democracia”, naquela de que “Eleição sem Lula é Fraude”.

Projeto reduz custos para licenciamento de veículos

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 8152/17, que altera o Código de Trânsito Brasileiro (CTB- Lei 9503/97 ) para estabelecer que o veículo poderá ser licenciado apenas com a quitação de débitos relativos à taxa de licenciamento.

Atualmente, a legislação exige que sejam quitados todos os tributos, encargos e multas, de trânsito e ambientais, vinculados ao veículo, independentemente da responsabilidade pelas infrações cometidas.

O autor, deputado Fábio Sousa (PSDB-GO), argumenta que a redação do CTB permite as chamadas “Blitz do IPVA”, “que em verdade representam verdadeiro confisco do veículo dos contribuintes como forma de forçar o pagamento de imposto”.

Ele observa que o Superior Tribunal de Justiça (STJ), por meio da Súmula 127, já decidiu ser ilegal condicionar a renovação da licença de veículo ao pagamento de multa, da qual o infrator não foi notificado.

O projeto insere novo artigo no CTB para determinar que o licenciamento do veículo deve se processar com o pagamento da taxa de licenciamento e não pode ser condicionado ao pagamento de outra obrigação tributária, como do imposto sobre veículos automotores (IPVA) ou ao pagamento de multas.

A proposta será analisada de forma conclusiva pelas comissões de Viação e Transportes; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

(Agência Câmara Notícias)

Torres de observação – Roberto Cláudio viaja para os EUA na próxima semana

O prefeito Roberto Cláudio viaja para os Estados Unidos, na próxima semana, para tratar da implantação das torres de observação nos bairros Jangurussu, Goiabeiras, Vila Velha, Canindezinho e Dendê.

Durante toda a semana, a administração de Fortaleza ficará por conta do vice-prefeito Moroni Torgan (DEM).

(Foto: Arquivo)

Jair Bolsonaro elogia Capitão Wagner e bate no “coronelismo “de Tasso e de Ciro Gomes

No Ceará, ele tem apoio aberto do deputado federal Cabo Sabino.

“É o coronelismo de Tasso”, afirmou Jair Bolsonaro (PSC) ao O POVO Online ao explicar como entende o veto do senador Tasso Jereissati (PSDB) à sua presença no palanque de Capitão Wagner (PR) – caso se concretize candidatura ao Governo do Estado. Para o presidenciável carioca, “é patente” a alternância de poder entre PT e PSDB, sustentada, no Ceará, pelos Ferreira Gomes e Tasso.

“Coronelismo de Ciro Gomes (PDT) e Tasso também. São dois coronéis da política. É patente ver PT e PSDB na política nacional, jogando ping-pong o tempo todo”, disse Bolsonaro.

O presidenciável ainda negou ter “algum problema” com Tasso Jeressati, mas afirma também não ter pretensão de se aproximar do senador. “Não me interessa ter contato político com uma pessoa que vive de coronelismo, baseado em esquemas, e até mesmo envolvimento com pessoas com histórico de corrupção.”

De acordo com Bolsonaro, a “população vai querer o diferente” a partir de 2018 e “o coronelismo localizado vai deixar de existir”.

Geraldo Alckmin e Capitão Wagner 

Jair Bolsonaro ainda vê como “um tiro no pé” a intenção de Tasso de apoiar nome de Geraldo Alckmin (PSDB) para a candidatura à Presidência da República, por possibilidade de denúncias contra o governador de São Paulo na Operação Lava Jato e envolvimento em escândalos de corrupção.

Ele elogiou o deputado estadual Capitão Wagner e avalia que é pelo medo de denúncias contra Alckmin que o cearense “não o quer goela abaixo”.

“A questão da honestidade vai falar muito alto nas eleições. A eleições esse ano vão ter pressão enorme das mídias sociais. A melhor alternativa sou eu, ninguém nega isso: não tenho políticos grandes comigo, mas estou com o povo, com um percentual bastante elevado nas pesquisas. Mas me coloco no lugar do Capitão Wagner”, destaca o deputado federal, recentemente alvo de denúncias envolvendo aumento no patrimônio pessoal que não seria condizente com sua renda.

Bolsonaro admite, contudo, ter “pouco contato com Wagner”, mas exalta a “vida pregressa” do deputado estadual. Ao agradecer a “aceitação positiva” do seu nome, diz que “está junto” de Wagner. “O que o capitão daí decidir, o capitão daqui vai aceitar.” 

O POVO Online entrou em contato com a assessoria de Tasso Jereissati, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem. A assessoria de Ciro Gomes não quis comentar a acusação.

(O POVO Online – Repórter Daniel Duarte)

Elevação da nota de risco do Brasil é questão de tempo, diz Meirelles

A elevação da nota de risco do Brasil é uma questão de tempo, disse na tarde desta sexta-feira (12) o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles. Em entrevista coletiva para comentar o rebaixamento da classificação da dívida pública brasileira pela agência Standard & Poor’s (S&P), Meirelles manifestou confiança na aprovação da reforma da Previdência e das medidas de ajuste fiscal nos próximos meses.

“O Congresso tem mostrado que tem aprovado as reformas fundamentais no país. Aprovou o teto de gastos, a reforma trabalhaista, a Lei das Estatais e a TLP [Taxa de Longo Prazo]. Outras medidas, como o cadastro positivo e a duplicata eletrônica estão em aprovação. Existe um histórico de aprovação. Essas reformas vão continuar ocorrendo, e a perspectiva de aumento do rating é questão de tempo. Isso foi levado em conta na melhora da perspectiva [da nota do Brasil pela S&P] de negativa para estável”, destacou o ministro.

Meirelles comentou que, no dia seguinte à redução da nota do Brasil para três níveis abaixo do grau de investimento, o mercado financeiro está tendo uma reação calma. Segundo o ministro, isso ocorre porque o país continua crescendo com baixa inflação e porque o rebaixamento já estava “precificado”, incorporado aos indicadores financeiros.

“Um ponto importante, que parece ser digno de ênfase neste momento, é a reação da economia no curto prazo, dos indicadores de mercado que reagem na mudança do rating no Brasil. Hoje, o dólar caiu um pouquinho, os juros de longo prazo caíram um pouquinho, e a bolsa continua estável”, acrescentou.

De acordo com Meirelles, a economia brasileira está num momento positivo, com previsão de crescer até 3% este ano e criar 2 milhões de empregos, depois de incorporar pelo menos 1 milhão de pessoas ao mercado de trabalho em 2017. Para ele, as previsões da S&P são conservadoras, comportamento que considerou normal nas agências de classificação de risco.

(Agência Brasil)