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MST reage em defesa de Lula

Aliados do ex-presidente Lula já começam a propagar “teses mirabolantes” para defender o ex-presidente, informa o colunista Lauro Jardim, do O Globo.

João Pedro Stédile, o chefão do MST, vai lançar, nesta quinta-feira, o “Plano Popular de Emergência”.

A estratégia é reunir apoio para convocar “uma Assembleia Nacional Constituinte, destinada a refundar o Estado de direito e estabelecer reformas estruturais democráticas”.

Ciro Gomes: Não há nenhuma chance de Lula ser condenado e ficar fora da eleição de 2018

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O ex-ministro Ciro Gomes (PDT), pré-candidato à presidência da República em 2018, avalia que não há tempo hábil para que o ex-presidente Lula seja condenado em segunda instância a tempo de se tornar inelegível. “Nenhuma chance”, diz Ciro, acrescentando: “E nem seria justo que acontecesse”, acrescenta, em entrevista à BBC Brasil.

Ciro explica: “Pelos tempos processuais brasileiros. Em primeira instância, o Lula está acusado em cinco processos e nenhum deles ele foi julgado em primeira instância ainda, então não é provável”.

“Ainda, por exemplo, nesse processo que ele depôs recentemente, ele tem 86 testemunhas para serem ouvidas…”, lembra.

Sobre o depoimento de Lula ao juiz Sergio Moro, Ciro comentou: “Lula é o campeão da psicologia popular e o Moro é um garoto”. Em seguida, fez duras críticas ao juiz: “Não duvido que tenha boa fé, boa intenção. Mas esse negócio de aplauso demais e juventude acabam deformando demais as pessoas. Eu sei bem o que estou falando”.

Para Ciro, Lula trouxe Moro para a política, seu campo. “O Lula trouxe o Moro para o campo dele, onde ele reina. O Moro seria um rei se fosse um juiz, um juiz severo, restrito aos autos, às leis, aos códigos. Aí ele seria absolutamente imbatível, mas não… Ele preferiu trocar ideias com o Lula, aceitar ser visualizado em capas de revista como antagônico. Onde o juiz é antagônico, ele já perdeu. O juiz só merece respeito e acatamento se ele for um magistrado, se ele for a terceira parte, isenta, obediente à lei, severo na presunção da inocência dos acusados, garantidor da ampla defesa, do contraditório, e justo na hora de afirmar a sentença. Ele arrastou o Moro para a política”.

Condenação de Lula repercute na mídia internacional

A condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a nove anos e seis meses de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro ganhou espaços na imprensa internacional.

O italiano “La Repubblica” publicou a condenação em sua posição mais importante da capa, informando aos seus leitores que Lula foi “condenado na investigação Lava Jato, a operação Mãos Limpas do país sul-americano”.

O portal britânico “BBC” fez um “breaking news” sobre o caso e falou sobre a decisão do juiz Sergio Moro. O site ainda lembrou que o ex-presidente sempre afirmou ser “inocente” e que o julgamento era “motivado politicamente”.

O site francês “Le Figaro” também colocou em destaque a informação da condenação e seus motivos e destacou que o ex-mandatário “ícone da esquerda” poderá “fazer a apelação em liberdade”.

Quem também deu destaque quase imediato à decisão judicial foi o espanhol “El Pais”, que informou sobre a decisão de Moro e ressaltou que essa “é a primeira das cinco sentenças que tem pendentes perante o juiz Moro”.

O britânico “The Independent” divulgou um “breaking news” com a notícia e destacou que Lula “foi presidente entre os anos de 2003 e 2010 e permanecerá livre enquanto apela da sentença”.

O assunto também repercutiu muito nas redes sociais, tendo a condenação de Lula assumido rapidamente o primeiro lugar entre os temas mais falados do Twitter.

Geddel Vieira vai para o regime de prisão domiciliar

Geddel Vieira Lima, que foi secretario de Governo de Temer, teve pena de prisão preventiva alternada para a prisão domiciliar nesta quarta-feira, 12. A mudança no regime foi determinado pelo desembargador Ney Bello, do Tribunal Regional Federal de Brasília. Ele estava preso desde 3 de julho.

Com a decisão, o ex-ministro deve deixar o presídio da Papuda, na capital federal, ainda nesta quinta-feira, 13. Na decisão, o magistrado atacou a tese de que Geddel deveria permanecer preso durante o julgamento da ação. “Ofende a língua portuguesa decretar prisão “preventiva” por atos de 2012 a 2015″, disse.

“O fato do processo penal não poder se prestar à ineficácia e à morosidade não autoriza a Justiça a trabalhar por ficção”, diz a sentença. O mérito da ação, no entanto, ainda será julgado pelo desembargador.

Geddel foi preso em desdobramento da Operação Cui Bono, que apura práticas criminosas na liberação de créditos e investimentos por parte de duas vice-presidências da Caixa Econômica Federal.

(Com Agências)

Os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente serão lembrados em Fortaleza

O Fórum de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente (FDCA) vai comemorar, nesta quinta-feira, os 27 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.

Será durante ato cultural, a partir das 15 horas, na Praça da Juventude, na comunidade São Miguel, no bairro José de Alencar.

Na programação, apresentações de música, teatro e cortejo pela comunidade.

SERVIÇO

*Praça da Juventude – Rua Manoel Teixeira 462, bairro José de Alencar – antigo Alagadiço Novo.

Fortaleza ganhará seu Dia Municipal do Rock

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A vereadora Larissa Gaspar (PPL) teve, no fim dos trabalhos da Câmara Municipal de Fortaleza, mais um projeto aprovado. É o projeto de lei nº 160/2017, que cria o Dia Municipal do Rock, a ser celebrado a cada dia 13 de julho, data do Dia Mundial do Rock.

O projeto inclui o Dia Municipal do Rock no calendário oficial de eventos da cidade, o que segundo Larissa, poderá propiciar a realização de eventos por parte do poder público para celebrar a data.

“Trata-se de um reconhecimento a todos que fazem a cena rock da cidade acontecer. Temos grandes festivais, muitas bandas e uma série de profissionais nessa cadeia produtiva cultural que é uma das responsáveis pela economia da cidade, merecedora de mais visibilidade e apoio do poder público”, explica Larissa Gaspar. O projeto aguarda sanção do prefeito Roberto Cláudio (PDT).

MPT não descarta entrar com ação contra a Reforma Trabalhista

O Ministério Público do Trabalho (MPT) encaminhou ao presidente Michel Temer, nesta quarta-feira (12), uma Nota Técnica em que pede o veto total à reforma trabalhista (PLC 38/2017), aprovada no plenário do Senado, na noite de ontem (11). O documento destaca 14 pontos que violam a Constituição Federal e Convenções Internacionais ratificadas pelo Brasil. Segundo o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury, caso haja a sanção presidencial, o MP poderá ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) ou questionar na Justiça, caso a caso, os pontos considerados inconstitucionais. A informação é do site do MPT.

“O papel do Ministério Público do Trabalho é aguardar eventual sanção, apresentar as inconstitucionalidades que fundamentariam os vetos e adotar as medidas adequadas, seja por meio de Ação Direta de Inconstitucionalidade, seja por meio de arguição de inconstitucionalidade em ações civis públicas”, informou o procurador-geral do Trabalho, Ronaldo Fleury.

Em relação à declaração do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de que não teria havido acordo sobre eventuais vetos e edição de Medida Provisória, Fleury cobrou coerência ao parlamentar. “Causa-nos surpresa porque o senador Romero Jucá apresentou inclusive um documento assinado pelo presidente Michel Temer no sentido de que haveria esses vetos e edição de Medidas Provisórias, regulamentando as matérias ali especificadas. Eu quero crer que o deputado Rodrigo Maia vá honrar esse compromisso e, principalmente, os parlamentares da base do governo”, finalizou.

A Nota Técnica detalha violações que incluem: inconstitucionalidade decorrente da ausência de amplo debate com a sociedade e da promoção do diálogo social; inconstitucionalidade em face da violação de Tratados Internacionais de Direitos Humanos do Trabalho; desvirtuamento inconstitucional do regime de emprego e a negação de incidência de direitos fundamentais; inconstitucionalidade na terceirização de atividades finalísticas das empresas; flexibilização inconstitucional da jornada de trabalho; violação de direito fundamental à jornada compatível com as capacidades físicas e mentais do trabalhador; e violação de direito fundamental ao salário mínimo, à remuneração pelo trabalho e a salário equitativo, além do desvirtuamento inconstitucional de verbas salariais.

O documento aponta ainda inconstitucionalidade da prevalência do negociado sobre o legislado para reduzir proteção social do trabalhador; inconstitucional derrogação de proteção jurídica trabalhista aos empregados com maior remuneração e com diploma de formação superior; fragilização do direito à representação de trabalhadores por local de trabalho; inconstitucionalidade quanto à exclusão ou redução de responsabilidade do empregador; tarifação do dano extrapatrimonial e a consequente restrição ao direito fundamental à reparação integral de danos morais; restrições inconstitucionais de acesso à Justiça do Trabalho, o que viola direito constitucional de acesso à Justiça; e a afronta à autonomia funcional do poder Judiciário trabalhista.

Sobral terá projeto “Pôr do Sol Musical”

A partir das 17 horas desta quarta-feira, a Prefeitura de Sobral (Zona Norte), por meio da Secretaria da Cultura, Juventude, Esporte e Lazer e da Escola de Cultura Comunicação, Ofícios e Artes (ECOA), realizará a primeira edição do projeto “Pôr do Sol Musical”. Vai acontecer no Terminal Rodoviária.

O projeto, segundo o secretário da Cultura, Igor Bezerra, propõe a ocupação dos espaços públicos com música, além de ser dispositivo de escoamento da produção instrumental da cidade.

Para abrir o projeto, a Banda de Música Maestro José Pedro de Alcântara, composta por 28 músicos, apresentará um repertório que variará do baião ao jazz, atravessando por clássicos da MPB.

Acquario do Ceará – Heitor Férrer alerta que Camilo quer investir R$ 40 milhões nesse projeto

O deputado estadual Heitor Férrer (PSB) visitou o canteiro de obras do futuro Acquario do Ceará, na Praia de Iracema. Ali, diz, em vídeo que postou em suas redes sociais, que o projeto está sendo engolido por ferrugem.

Heitor lamenta que o governo Cid Gomes tenha “enterrado” nesse projeto cerca de R$ 144 milhões e aproveita para lamentar mais ainda que o governador Camilo Santana (PT) queira aplicar ali mais R$ 40 milhões a titulo de finalização da parte física.

O parlamentar informa que há uma mensagem do governador tramitando na Assembleia Legislativa nesse sentido e que ele e o deputado estadual Roberto Mesquita (PP) questionam, desse o início, o Acquario do Ceará.

Servidor federal em viagem terá bagagem paga pelo governo

Os servidores federais que pagarem por bagagem despachada em viagem a trabalho terão o valor pago ressarcido pelo governo. A medida está prevista em instrução do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, publicada hoje (12), no Diário Oficial da União (DOU).

Cada servidor terá direito a ter ressarcido o valor de apenas uma bagagem despachada e somente quando a viagem durar mais de dois dias. Para ter o valor ressarcido é necessário apresentar o comprovante de pagamento.

As novas regras de cobrança de bagagem estão valendo desde o mês passado. Após a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) aprovar a cobrança, a questão chegou a ser levada para a Justiça, foi suspensa, mas, posteriormente, recebeu parecer favorável. As empresas aéreas começaram a cobrar por bagagens despachadas e, com isso, a oferecer tarifas com desconto para quem não utilizar o serviço.

Segundo a instrução normativa, caso a companhia não cobre por mala despachada, mas por faixa de peso, o funcionário receberá o equivalente ao menor preço praticado pela companhia aérea, independentemente de quanto tenha pagado. Além disso, caso a bagagem de mão não siga as normas e tenha que ser despachada, esse valor também não será ressarcido.

Caso o funcionário tenha que despachar mais de uma mala por conta de equipamentos ou outros objetos de trabalho, o valor será ressarcido de acordo com o regulamento do órgão ou entidade ao qual esteja vinculado.

As regras valem para os órgãos, autarquias, fundações e demais entidades ligadas à administração federal direta.

(Agência Brasil)

Lula é condenado a 9 anos e seis meses de prisão

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Aos 71 anos de idade, Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

A condenação do juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal, em Curitiba, é a primeira do ex-presidente na Operação Lava Jato.

“Entre os crimes de corrupção e de lavagem, há concurso material, motivo pelo qual as penas somadas chegam a nove anos e seis meses de reclusão, que reputo definitivas para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, condenou Moro.

Lula, no entanto, pode recorrer da decisão do TRF-4ª Região, pois a condenação ocorre em primeira instância.

(Com Estadão)

 

PGR planeja incluir delação de Cunha nas próximas denúncias contra Michel Temer

A contar pelo cardápio que o advogado de Eduardo Cunha vem expondo na Procuradoria-Geral da República, a cúpula da PGR considera que, uma vez homologada a colaboração, será possível incluir nas duas próximas denúncias contra o presidente Michel Temer informações que corroborem as acusações de obstrução de Justiça e de organização criminosa.

A informação é do jornalista Lauro Jardim, colunista do O Globo.

Raquel Dodge promete continuar luta contra a corrupção

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado começou há pouco a sabatinar a subprocuradora Raquel Dodge. Em sua exposição inicial de 10 minutos, ela ressaltou que sua gestão no comando do Ministério Público Federal será pautada pelo diálogo e respeito às instituições e pela firmeza e serenidade no exercício das atribuições constitucionais, inclusive no enfrentamento da corrupção.

“A democracia precisa de instituições fortes, que exerçam suas atribuições com segurança, com base na lei, em poderes que atuem em harmonia na direção da Justiça. A proteção do interesse público e o enfrentamento da corrupção continuarão a ser prioridade do Ministério Público Federal e terão todo o apoio necessário”, destacou.

Raquel Dogde disse ainda que buscará agir “sempre em busca do cumprimento da Constituição de e da lei, com imparcialidade”.

Indicada pelo presidente Michel Temer para procuradora-geral da República, se aprovada no Senado, ela será a primeira mulher nessa função e tomará posse em 17 de setembro quando termina o mandato de Rodrigo Janot.

Cada senador terá dez minutos para fazer perguntas e ela terá o mesmo tempo para responder. Há ainda a possibilidade de réplica e tréplica. Se a tradição do Senado for mantida a expectativa, segundo o presidente da comissão, senador Edson Lobão (PMDB-PI) é de que a sabatina dure entre sete e 10 horas.

Caso seja aprovada na CCJ, a intenção do presidente do Senado é levar a indicação ainda nesta quarta-feira para o plenário. Tudo vai depender do quórum da sessão. São necessários pelo menos 41 senadores para que a votação ocorra. Tanto na CCJ quanto no plenário, a indicação precisa de maioria simples, metade mais um dos presentes, para ser aprovada.

Corpo a corpo

Desde que foi indicada para o cargo de procuradora-geral da República, Raquel Dodge visitou gabinetes de vários senadores. Esses encontros são uma tradição para indicados a esse posto e, segundo Raquel Dodge, servem para demonstrar respeito à instituição.

(Agência Brasil)

Justiça Federal bloqueia bens de acusados de fraudes contra o Banco do Nordeste

A Justiça Federal na Bahia, por meio de medida cautelar, determinou o bloqueio de bens de seis pessoas acusadas de fraude contra o Banco do Nordeste (BNB) em mais de R$ 5 milhões, para a construção de barcos de pesca, em Itacaré, no sul da Bahia.

A decisão foi tomada a partir de denúncia do Ministério Público Federal na Bahia (MPF) e o bloqueio equivale a valor semelhante ao obtido em financiamento pela entidade financeira lesada. Além dos acusados, uma cooperativa e um estaleiro também tiveram bens bloqueados.

Segundo o MPF, um dos denunciados era o então presidente da Cooperativa Mista de Pesca de Itacaré (Coompi) que solicitou ao BNB um financiamento superior a R$ 5 milhões, que seria destinado à construção de dois barcos de pesca. Para conseguir o financiamento, o presidente uniu-se ao administrador do Estaleiro do Brasil Ltda (Estalbrás), empresa que construiria as embarcações e entraria com a verba própria da cooperativa, complementar à do financiamento.

Inicialmente, o MPF apurou que o pedido foi negado na agência do BNB em Ilhéus, porque uma vistoria técnica confirmou que a cooperativa estava inativa. No entanto, o pedido foi aprovado em uma agência de Salvador, por dois gerentes do banco, também acusados pelo MPF. Além disso, os bancários dispensaram, de forma irregular, a cooperativa de pagar o seguro necessário para a transação.

Com a verba do financiamento em mãos, o presidente da Coompi empregou os recursos em outras finalidades. Foi detectado que apenas uma embarcação foi construída e, mesmo assim, além do prazo estipulado no projeto apresentado ao banco e com notas fiscais forjadas.

Além do bloqueio dos bens, um dos bancários da agência de Salvador foi afastado de suas atividades.

A reportagem não conseguiu contato com a Coompi e a Estalbrás, para comentar a denúncia.

(Agência Brasil)

Brasil – Um País sem líderes e sem um coordenador do futuro

Com o título “Paradoxos”, eis artigo do professor José Flávio Sombra Saraiva, PhD pela Universidade de Birmingham, Inglaterra, e professor titular da UnB. Ele avalia um Brasil sem líderes e suas perspectivas. Confira:

A forja nacional está marcada por tensões criadas pelas próprias elites de hoje. Uma pena essa nova quadra de declínio do gigante que dorme, exatamente no momento da preparação dos 200 anos de independência do Brasil.

Essa coisa triste foi urgida por gentes que não enxergam o Brasil, mas apenas os seus interesses espúrios e egoístas. Já tivemos alguns poucos grandes governantes, como Pedro II, e alguns poucos no século XX, mas estamos rarefeitos deles nesses dias do imenso País que precisa ainda avançar no mundo complexo que temos.

Nem se saberá hoje com alguma ciência o nome presidencial de quem governará o grande território do Brasil nos próximos meses. Um país à solta e sem lastro? Sim, até mesmo sem autonomia decisória. Na reunião do G20, o clube do poder global, o Brasil viveu paradoxos. Uma enorme economia, um povo esperançoso, mas solitário e sem projetos, sem líderes, e sem mesmo um coordenador do futuro. É essa a irresponsabilidade na gestão do Estado que já pagamos todos nós, os brasileiros do bem.

A administração de um país como o Brasil é complexa pelo seu peso natural, pelo peso do PIB, pela desigualdade social, da gente trabalhadora. Mas ainda temos um país cheio de analfabetos e passivos graves na segurança humana mesmo sem crise política interna.

Lamentável caminhar para as comemorações dos próximos anos, aos 200 anos de independência, no ano de 2022, com essa gente sem amor ao País, no coração do poder nacional, a trair seus votos de proteger o Brasil.

Nem sabemos o óbvio. Segue a administração Temer? Difícil que esse sujeito segure a bandeira do Brasil nos próximos meses. Não tem mais legitimidade e condições de governo. Embarca o menino Rodrigo Maia no Planalto? Voltam-se os tucanos ao centro do poder, com Jereissati? E ainda sugerem Lula? É dessa lenga-lenga das últimas semanas que se envolve o mesmo dos mesmos. As bandeiras dos canalhas, sem olharem para o povo nosso, sem saber que temos uma bandeira que exige ordem e progresso, faltam com olhar inteligente e visão de largo prazo que a história dos brasileiros que exigem líderes. Não dá para importar líderes. É preciso escola e amor ao Brasil.

Os brasileiros conspiram a favor do caos enquanto o dinheiro global não para de entrar no País. O ambiente internacional econômico provê, a cada dia, “new money” à economia nacional. Os gringos estão mais animados com o Brasil que nós mesmos. O olhar nosso é diferente entre da banca financeira mundial, em momento de liquidez na economia global. Com quem ficaremos entre esses paradoxos?

*José Flávio Sombra Saraiva

jfsombrasaraiva@gmail.com

PhD pela Universidade de Birmingham, Inglaterra, e professor titular da UnB

PMDB vai punir quem apoiar relatório de Zveiter contra Temer

A Executiva Nacional do PMDB decidiu punir os parlamentares que votarem a favor do relatório do deputado Sérgio Zveiter na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania e no plenário da Câmara. A informação é da Coluna Radar, da Veja Online.

Haverá o afastamento das funções partidárias. Na Câmara, o deputado Baleia Rossi, líder do PMDB, fica autorizado a suspender os parlamentares pelo período que durar o processo na Comissão de Ética do PMDB, até decisão final em participar das comissões.

Parlamentares disputam holofotes nos debates sobre a denúncia contra Michel Temer

Muita calma nessa hora

Parlamentares da base aliada ao governo e da oposição fazem fila, desde o início da manhã desta quarta-feira (12), para garantir lugar na fila de inscrição e ter direito à fala na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara. Os membros da CCJ começaram há pouco a primeira reunião para debater a denúncia, por corrupção passiva, apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer.

Apesar de a reunião ter sido marcada para começar as 11 horas, às 7 horas já havia fila de parlamentares na porta do plenário da CCJ. Por volta de 9h20min, cerca de 40 deputados, a maioria da oposição, já se posicionavam no local para garantir os primeiros lugares na ordem de inscrição. A expectativa é de que mais de 100 parlamentares discursem por mais de 40 horas e a sessão pode se estender pela madrugada.

A disputa pelos primeiros lugares levou a uma breve confusão entre parlamentares da base aliada e da oposição. Com provocações de ambos os lados, o clima pela é um sinal de como devem ser as próximas horas de debate. A fase de discussão antecede a votação do parecer pela admissibilidade da denúncia, elaborado pelo deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ), na comissão.

(Agência Brasil)

CNI – Reforma Trabalhista vai harmonizar as relações do mercado

Em seu site, a Confederação Nacional da Indústria comemora a aprovação, pelo Senado, da proposta de reforma trabalhista. Eis o que diz matéria que, entre vários pontos, diz que essa reforma contribuirá para harmonizar as relações do trabalho no Brasil. Confira:

Após anos em debate, a modernização das leis trabalhistas é avanço significativo para assegurar reconhecimento de instrumentos coletivos e reduzir o quadro de conflito judicial no mundo do trabalho

A aprovação da proposta que atualiza as leis trabalhistas brasileiras, pelo Congresso Nacional, representa o almejado avanço na construção de relações do trabalho modernas e alinhadas com a economia do século 21. Na visão da Confederação Nacional da Indústria (CNI), o projeto tem como grande mérito valorizar e trazer segurança para a negociação coletiva, prestigiando o diálogo entre empresas e trabalhadores, representados por seus sindicatos, para encontrar soluções mutuamente benéficas para o seu dia a dia.

O presidente do Conselho de Relações do Trabalho da CNI, Alexandre Furlan, ressalta que a chamada “força de lei” que a proposta atribui aos instrumentos coletivos negociados de forma legítima é fundamental para harmonizar as relações do trabalho, reduzindo significativa fonte de conflito judicial. Além disso, lembra que tal prestígio à negociação coletiva é o que preconizam a Constituição Federal, convenções da Organização Internacional do Trabalho (OIT) ratificadas pelo Brasil e a jurisprudência do Supremo Tribunal Federal (STF).

“A valorização do papel da negociação coletiva, assegurado seu reconhecimento pelo Estado, dá força aos personagens principais do mundo do trabalho – empresas e trabalhadores – para que pactuem rotinas e condições de trabalho específicos à realidade em que estão inseridos”, diz Furlan. “Não se trata, de forma alguma, de perda ou redução dos direitos assegurados e alçados ao patamar constitucional”, destaca

O Brasil já negocia

A negociação coletiva é uma realidade no Brasil, mas a anulação sistemática de acordos e convenções legitimamente negociados havia instaurado um quadro de grande insegurança jurídica no país. Com a aprovação do PLS 38/2017, a indústria avalia que empresas e trabalhadores terão mais tranquilidade para ampliar um diálogo que já existe. Para se ter ideia, mais de 42 mil instrumentos coletivos e mais de 967 mil cláusulas foram depositadas no Ministério do Trabalho, em 2015 (número mais atual disponível).

A CNI lembra que a necessidade de modernizar as leis do trabalho no Brasil está em debate há, pelo menos duas décadas. Já em 2004, o Fórum Nacional do Trabalho deixava claro o entendimento entre trabalhadores, empregadores e governo do prestígio ao diálogo e a valorização da negociação coletiva. Conheça, abaixo, as principais referências legais sobre a negociação coletiva na legislação brasileira:

1. A Constituição Federal

Sobre os direitos dos trabalhadores, que visem à melhoria de sua condição social:
Art. 7º, inciso XXVI: reconhecimento das convenções e acordos coletivos de trabalho.
Sobre o papel dos sindicatos nas negociações:
Art. 8º, inciso III: ao sindicato cabe a defesa dos direitos dos interesses coletivos ou individuais da categoria;Art. 8º, inciso VI: é obrigatória a participação dos sindicatos nas negociações coletivas de trabalho.

2. A Convenção nº 98 da OIT (ratificada pelo Brasil em 1952)
Sobre os direitos de sindicalização e de negociação coletiva:
Art. 4º: Deverão ser tomadas, se necessário for, medidas apropriadas às condições nacionais, para fomentar e promover o pleno desenvolvimento e utilização dos meios de negociação voluntária entre empregadores ou organizações de empregadores e organizações de trabalhadores com o objetivo de regular, por meio de convenções, os termos e condições de emprego.

3. A Convenção 154 da OIT (ratificada pelo Brasil em 1992)
Sobre o fomento à negociação coletiva:
Art. 5º – 1: Deverão ser adotadas medidas adequadas às condições nacionais no estímulo à negociação coletiva;Art. 8º: As medidas previstas com o fito de estimular a negociação coletiva não deverão ser concebidas ou aplica- das de modo a obstruir a liberdade de negociação coletiva.

4. A jurisprudência do STF (15 de abril de 2015)
Voto no Recurso Extraordinário (RE) 590415/SC
“Enquanto tal patamar civilizatório mínimo (de direitos trabalhistas) deveria ser preservado pela legislação heterônoma, os direitos que excedem sujeitar-se-iam à negociação coletiva, que, justamente por isso, constituiria um valioso mecanismo de adequação das normas trabalhistas aos diferentes setores da economia e a diferenciadas conjunturas econômicas.”; “O reiterado descumprimento de acordos provoca seu descrédito como instrumento de solução de conflitos coletivos e faz com que a perspectiva do descumprimento seja incluída na avaliação dos custos e dos benefícios de se optar por essa forma de solução de conflito, podendo conduzir à sua não utilização ou à sua oneração, em prejuízo dos próprios trabalhadores.”

MP deve pedir o arquivamento de mais um caso de obstrução envolvendo Lula

A Procuradoria da República do Distrito Federal está emitindo a narrativa de que “estaria 99% convencida” de que o processo aberto para investigar se Lula atuou para comprar o silêncio de Nestor Cerveró deve ser arquivado. As informações são do Radar Online.

Vale lembrar que a mesma Procuradoria pediu ontem para encerrar outra suspeita de obstrução de Justiça contra o petista.

Tratava-se da apuração instaurada a partir da delação de Delcídio do Amaral, que acusou Lula de articular com a bancada do PMDB do Senado a criação de uma comissão para companhar os andamentos da Operação Lava Jato.

CCJ da Câmara iniciará fase de debates sobre denúncia contra Temer

A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) da Câmara começa hoje (12) a fase de debate sobre a denúncia contra o presidente Michel Temer. A análise da acusação pelo crime de corrupção passiva apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Temer pelos membros da CCJ é uma das etapas do processo antes de seguir para votação no plenário da Câmara.

Na última segunda-feira (10), o deputado Sérgio Zveiter (PMDB-RJ) apresentou seu parecer com mérito favorável à admissibilidade da denúncia. Como os deputados fizeram pedido de vista, que é o tempo extra de análise de determinada matéria, o início da discussão foi adiado para hoje, depois de cumprido o prazo de realização de duas sessões do plenário.

A reunião está marcada para começar às 11h e deve se estender ao longo do dia. Em acordo firmado com lideranças da oposição e da base aliada ao governo, o presidente da CCJ, Rodrigo Pacheco (PMDB-RJ, ampliou o tempo de debate da denúncia.

Todos os 66 membros e seus respectivos suplentes poderão falar por até 15 minutos. Outros 40 deputados não membros da comissão (20 favoráveis à denúncia e 20 contrários) também terão direito à fala, por até 10 minutos.

Os oradores interessados devem fazer inscrição meia hora antes da reunião. A expectativa é que se forma uma longa fila de parlamentares na entrada do plenário da comissão e a discussão leve mais de 40 horas. Por volta de 8h, já havia cinco deputados da oposição e uma assessora parlamentar na fila para garantir o direito à fala.

Para evitar que a discussão se alongue muito, a base governista já sinalizou que pode pedir requerimento de encerramento de discussão, quando dez parlamentares já tiverem falado. O procedimento é previsto no Regimento Interno da Câmara, mas contraria o que foi acordado entre as lideranças da comissão

Encerrada a fase de debate, o parecer do relator poderá ser submetido à votação nominal dos deputados. O presidente da comissão espera que a deliberação ocorra até a sexta-feira (14).

Se o parecer de Zveiter for aprovado pela maioria simples do total de 66 deputados da comissão, seguirá para a apreciação do plenário. Se for rejeitado, o presidente da comissão designará outro relator que deve apresentar um parecer com mérito divergente do relatório vencido. Se o novo parecer for aprovado, é este que seguirá para votação no plenário da Câmara.

A autorização dos deputados para que a denúncia contra um presidente da República tenha prosseguimento no Supremo Tribunal Federal é determinada pela Constituição Federal.

Denúncia

No inquérito, Janot acusa Temer de ter se aproveitado da condição de chefe do Poder Executivo e recebido, por intermédio do seu ex-assessor Rodrigo Rocha Loures, “vantagem indevida” de R$ 500 mil. O valor teria sido ofertado pelo empresário Joesley Batista, dono do grupo JBS, investigado pela Operação Lava Jato.

A defesa do presidente Michel Temer argumenta que as provas contidas na denúncia não são concretas e que o presidente não cometeu nenhum ilício. Temer classificou a denúncia de “peça de ficção” e questionou a atuação de Janot.

(Agência Brasil)