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Governador afirma ter efetivo suficiente. Será?

Com o título “Comando da PM sonega informações sobre real efetivo”, eis o destaque desta segunda-feira da coluna do jornalista Thiago Paiva. Chega num momento em que o governador Camilo Santana (PT) não quer pedir tropas federais, como solicita o TRE, para as eleições. Confira:

“Formamos mais 1.305 policiais militares para ampliar a segurança em todo o Estado. O reforço faz parte da segunda turma da PM, aprovada no concurso lançado em 2016. A primeira turma, com 1.350 concludentes, já está atuando nas ruas, e a terceira turma segue em graduação. Esses profissionais serão integrados ao efetivo da segurança estadual. Com isso, o Governo do Ceará aumenta em 25,7% o efetivo total da corporação”.

A declaração do governador Camilo Santana (PT), em 29 de dezembro último, fazia referência à formatura dos novos soldados, cuja cerimônia havia ocorrido naquele mesmo dia, no Centro de Eventos. Uma manhã de festa. De fato, na área da Segurança Pública, em um cenário de violência urbana crescente, investir em pessoal é uma medida plausível. Difícil é saber, contudo, se a mencionada convocação representou, de fato, um acréscimo de 25,7% no efetivo da PM.

Para verificar a afirmação, e também analisar a dinâmica da evolução do efetivo das Polícias no Ceará, O POVO solicitou à Secretaria da Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS), no início do ano, dados relacionados ao tema. A demanda, porém, não foi respondida.

Na ocasião, por meio da assessoria de imprensa, a SSPDS informou que já dispunha dos dados da Polícia Civil e aguardava somente um retorno da PM, que estaria enfrentando “problemas” no sistema de recursos humanos. Foi o último retorno dado sobre a pauta.

Diante do silêncio, em 8 de março, O POVO solicitou ao Governo do Estado, com base na Lei de Acesso à Informação, detalhes sobre a evolução da tropa da PM, bem como dos agentes da Polícia Civil, entre 2006 e 2018. Pedido protocolado no portal da Controladoria e Ouvidoria Geral do Estado (CGE), rebatizado de “Ceará Transparente”.

Qual a evolução do efetivo das Polícias por ano, função e patente? Quantos policiais foram convocados? Quantos foram para a reserva ou aposentadoria? Quantos pediram desligamento? Quantos foram expulsos? Quantos foram afastados? Quantos estão de licença?

A demanda foi recebida em 13 de março pela SSPDS e encaminhada ao Comando-Geral da PM e à Superintendência da Polícia Civil. Entretanto, no dia 27 do mesmo mês, um parecer foi emitido no portal da CGE. O Comitê Setorial de Acesso à Informação da Polícia Militar negou acesso aos dados, classificando as informações como “sigilosas”.

A certidão negativa, de 21 de março, é assinada pelo comandante-geral adjunto, coronel Adriano de Moura, pelo assessor de desenvolvimento institucional, tenente-coronel Jano Emanuel Marinho, pela ouvidora da PM, tenente-coronel Magnólia de Lacerda Carvalho, e pelo assessor de comunicação social, coronel Andrade Mendonça.

Na mesma data, O POVO interpôs recurso, alegando que os dados solicitados não poderiam ser classificados como sigilosos. Por diversas vezes, o próprio governador recorreu aos supostos números, quando da convocação de novos servidores, para anunciar aumento no efetivo das corporações.

“Já chamei quase 1.300 homens, durante o meu Governo, entre delegados, inspetores e escrivães. Já fizemos um aumento de quase 42% no efetivo da Polícia Civil, nesses três anos e meio”, disse Camilo, há duas semanas, ao anunciar concurso para 1.496 novos agentes. O assunto também foi amplamente discutido no Estado quando da implantação da Lei de Promoções.

O processo foi remetido ao Comitê Gestor de Acesso à Informação (CGAI), que realizou duas reuniões com representantes da cúpula da PM, uma na sede da SSPDS, em 4 de abril, e outra na sede do Comando-Geral da PM, dois dias depois. Neles, os militares apresentaram os motivos pelos quais classificaram os dados como sigilosos.

Os argumentos, entretanto, não convenceram os membros do CGAI, que deferiram o recurso, no dia 10 de maio. Foi deliberado que as informações solicitadas não eram “sigilosas” e determinado que os dados, “na sua integralidade”, fossem fornecidos.

A PM deveria preparar as informações, na forma como foram solicitadas. O mesmo deveria ser feito pela Controladoria Geral de Disciplina (CGD), com relação aos servidores afastados ou expulsos. A Secretaria do Planejamento e Gestão (Seplag) forneceria o número de policiais licenciados ou aposentados e a Academia Estadual de Segurança Pública (Aesp), os policiais convocados.

Todo o levantamento deveria ser consolidado pela SSPDS e disponibilizado ao O POVO. Conforme o auditor e orientador da Célula de Informação da CGE, Antônio Paulo, o prazo legal para a resposta, após o deferimento do recurso, era de cinco dias. “A PM está desrespeitando uma decisão do Estado. O órgão que determina se a informação é ou não sigilosa é o CGAI. E ele deliberou, há muito tempo, que essa informação fosse fornecida”, destacou.

Até hoje, contudo, 110 dias se passaram e a demanda não foi respondida. Já foi demonstrado que as informações solicitadas não são sigilosas ou sensíveis. Não queremos saber a alocação ou distribuição das tropas. Buscamos informação pública. Dados que apontem a real situação dos quadros das Polícias no Estado. E enquanto a determinação não for atendida, todos os órgão envolvidos estarão em situação de flagrante desrespeito à legislação e ao próprio Estado.

Experiência própria – General diz que Camilo está equivocado em não aceitar força federal

Autor do planejamento da força federal no Rio de Janeiro, o General Theophilo lamentou neste domingo (26) a decisão do governador Camilo Santana em não acatar o pedido da Justiça Eleitoral para a convocação de força federal para as eleições deste ano no Ceará.

“É uma avaliação totalmente descabida. Eu trabalho nisso há mais de 45 anos. Existem dois tipos de operações em que o Exército Brasileiro é especialista: Garantia da Lei de Ordem (GDO) e Garantia da Votação e Apuração (GVA). Todo o Nordeste e Norte sempre pediram porque as facções criminosas estão colocando a
população sob o temor do crime organizado”, afirmou o General.

“É um reforço na segurança pública com a Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Federal, inteligência, fiscalização e tecnologia. Com isso, o eleitor poderá ir tranquilo às seções eleitorais, às urnas, sem ter medo de que seja ameaçado por uma facção criminosa”, completou.

General Theophilo esteve hoje no Mercado São Sebastião, no Centro, onde apresentou aos permissionários e frequentadores do local suas propostas para o Governo do Ceará. Ao encabeçar a chapa da coligação Tá na Hora de Mudar (PSDB/PROS), o General disse, caso eleito governador do Estado, que saberá como conter a violência e também a ação de criminosos no interior dos presídios.

“Eu fiz uma inspeção em Manaus, dentro do Complexo Penitenciário Anisío Jobim, que possui toda a liderança da Família do Norte, do PCC e do Comando Vermelho. Prendemos, inclusive, um líder da facção morando dentro de uma espécie de suíte presidencial. Aqui (no Ceará), nunca foi feito e nunca foi pedido isso”, disse o General.

“Eu trabalhei em países em guerra, como a Nicarágua, Haiti, Angola e Moçambique. E o que eu vi da guerra lá é que não se mata tanto como se matou nesse final de semana (no Ceará)”, lamentou.

(Foto: Divulgação)

Candidato visita 30 unidades prisionais na Região Norte

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O agente penitenciário e candidato a deputado estadual Valdemiro Barbosa, o Barbosinha, iniciou neste fim de semana uma caravana na Região Norte do Estado, onde visita 30 cadeias públicas e grandes unidades prisionais.

Presidente licenciado do Sindicato dos Agentes e Servidores do Sistema Penitenciário do Estado do Ceará (Sindasp/CE), ele aponta que a aproximação com a categoria sempre existiu e, por isso, caso eleito, assegura que o mandato será dos agentes penitenciários, que atualmente lutam pelo Plano de Cargos e Carreiras e Salários (PCCs) e pela aprovação da Polícia Penal, em Brasília.

(Foto: Divulgação)

Ciro ganha adesivaço na Praia do Futuro neste domingo

O prefeito Roberto Cláudio mobilizou neste domingo (26) a militância do PDT para promover um adesivaço na Praia do Futuro em prol da candidatura Ciro Gomes à Presidência da República. O ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado, e o presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, Salmito Filho, candidato a deputado estadual, participaram da ação. Outros candidatos a deputado também estiveram presentes.

“Temos confiança nas propostas de nossos candidatos Ciro para presidente, Cid para o Senado e Camilo para governador, porque o projeto que hoje promove o Ceará tem trazido ganhos efetivos para a qualidade de vida da nossa população, em todos os aspectos”, afirmou Roberto Cláudio.

Pelas redes sociais, Salmito se disse feliz por ter conseguido adesivar 50 veículos com “Ciro 12”.

(Fotos: Divulgação)

Camilo, Cid e Roberto Cláudio apontam Salmito como liderança consolidada no Estado

“Acredito que, no futuro, Salmito possa exercer o papel do Roberto Cláudio (prefeito de Fortaleza) e do Camilo (governador). Quero estar ao seu lado nos seus projetos políticos”.

A declaração é do ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, na noite desse sábado (25), na Aldeota, durante inauguração do comitê de Salmito a deputado estadual.

Ao lado de Cid, também estavam no palanque o governador Camilo Santana, o prefeito Roberto Cláudio, além de vereadores, lideranças políticas e o vice-prefeito Moroni Torgan.

“Aqui temos um talento na política. Salmito vai ajudar muito o nosso próximo governo”, afirmou Camilo. “Eu tenho muita convicção que Salmito dará orgulho ao nosso grupo político na Assembleia Legislativa”, completou Roberto Cláudio.

Já Salmito disse que vê a disputa à Assembleia Legislativa como um desafio em sua trajetória política em defesa da cidadania e da melhoria da qualidade de vida das pessoas.

(Fotos: Paulo MOska e divulgação)

Documentarista brasileira é presa durante protesto na Nicarágua

Pelo menos 16 universitários e três documentaristas, entre eles uma brasileira, foram detidos de “forma arbitrária” nesse sábado (25) pela polícia da Nicarágua. Ele foram presos quando se dirigiam à cidade colonial de Granada para participar de uma passeata contra o governo.

As 19 pessoas foram detidas na estrada de San Marcos, no departamento de Carazo, quando viajavam para Granada, onde está sendo realizada uma marcha antigovernamental, informou a Coordenadoria Universitária pela Democracia e a Justiça (CUDJ), que faz parte da opositora Aliança Cívica pela Justiça e a Democracia, a contraparte do governo no diálogo para solucionar a crise nacional.

A fonte indicou que, entre os detidos, se encontra a documentarista de origem brasileira Emilia Mello e seus colegas nicaraguenses Arielka Juárez e Ronny Cajina.

A Polícia Nacional da Nicarágua ainda não se manifestou em relação a essa denúncia. A CUDJ publicou em sua página do Facebook o momento em que foram retidos e tiveram seus pertences revistados por agentes policiais enquanto solicitam ajuda.

“Condenamos a detenção ilegal e exigimos sua libertação imediata”, afirmaram representantes do grupo.

Desde o último mês de abril, milhares de nicaraguenses saem às ruas para protestar contra o presidente Daniel Ortega, no marco de uma crise que deixou entre 322 e 448 mortos, conforme organismos humanitários internacionais e locais, enquanto o governo reconhece 198 falecidos e denuncia uma tentativa de golpe de Estado.

As manifestações contra Ortega e sua mulher, a vice-presidente Rosario Murillo, começaram devido a fracassadas reformas da seguridade social e se transformaram em um movimento que exige a renúncia do presidente, depois de 11 anos no poder, em meio a acusações de abuso e corrupção.

(Agência Brasil com a EFE)

A política de acolhimento

Editorial do O POVO deste domingo (26) aponta que a situação dos migrantes do Brasil fica cada vez mais difícil de controlar. Confira:

O drama dos venezuelanos, que fogem da violenta crise econômica que atinge o País – e para a qual não se vê solução a curto prazo – agrava-se cada vez mais. Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) 2,3 milhões de pessoas deixaram a Venezuela em dois anos. É um número significativo, ainda mais quando comparado a 1,8 milhão de migrantes que entraram em toda a União Europeia em quatro anos.

O Brasil recebeu, em 18 meses, 128 mil migrantes, a maioria deles em Roraima. A situação fica cada vez mais difícil de controlar, tanto pelos ataques violentos que os brasileiros vêm promovendo contra os venezuelanos – como aconteceu em Pacaraima -, quanto pelo desacordo entre os governos federal e o estadual de Roraima.

Em visita à cidade, onde ocorreram os conflitos, o ministro da Segurança Pública, Raul Jungmann, disse que não disponibilizaria mais recursos para Roraima, porque a governadora Suely Campos – que reivindica ressarcimento de R$ 184 milhões de gastos extraordinários que teriam sido feitos pelo Estado – ainda teria um saldo de R$ 70 milhões de repasses do governo federal.Como a maior parte dos venezuelanos permanece em Roraima, uma das propostas do governo é a “interiorização” dos migrantes, isto é, a transferência de uma parte deles para outros estados.

Mas o ministro Jungmann diz não ser uma solução simples, pois não pode obrigar os governadores a aceitarem os refugiados.O drama se torna ainda mais intenso pois vem mudando o perfil do migrante. Se antes chegavam pessoas com nível superior e com um pouco dinheiro, que tinham menos dificuldade em arranjar emprego e integrar-se à comunidade.

Agora, os migrantes se mostram em situação cada vez mais precária, sem dinheiro e com baixa qualificação.O fato é que, mesmo com os contratempos, todos os esforços têm de ser feitos para ajudar esses irmãos latino-americanos.

Não se pode abandoná-los à própria sorte, como se o destino deles não importasse. E, até agora, o governo brasileiro – mesmo com dificuldade – vem demonstrando que está comprometido com essa política de acolhimento.

Eunício manda elaborar adesivos como “O senador do Lula”

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Indiferente à candidatura do correligionário Henrique Meirelles, ao Palácio do Planalto, o presidente do Congresso Nacional e senador Eunício Oliveira, candidato à reeleição pelo Ceará, mandou elaborar adesivos com a mensagem “O senador do Lula”.

Antes mesmo do período da pré-campanha, Eunício sempre revelou ser eleitor de Lula. O MDB nacional ainda não se manifestou sobre a preferência de um dos maiores nomes da sigla no País.

(Foto: Arquivo)

Brasil vai optar pela ilegalidade?

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(Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

Da Coluna Valdemar Menezes, no O POVO deste domingo (26):

A semana terminou com o Congresso Nacional reafirmando, através de nota pública, assinada por seu presidente Eunício Oliveira (que também preside Senado Federal), que está em pleno vigor no Brasil o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos e de seus Protocolos Facultativos, assinados na ONU em 16 de dezembro de 1966 e reiterado pelo Decreto Legislativo nº 311, de 2009, que o tornou lei brasileira. Só resta agora ao Judiciário cumprir o acordo.

Passada uma semana da comunicação feita ao Brasil pelo Comitê de Direitos Humanos da ONU (órgão encarregado de fiscalizar a aplicação do tratado) de que concedeu ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva liminar para que ele possa concorrer às eleições presidenciais como candidato do PT, a determinação ainda não foi cumprida pela Justiça. Aumenta a pressão internacional para que o faça. Afinal, a liminar está fundada no art. 25 do Pacto firmado soberanamente pelo País.

A legislação permite ao Comitê ouvir denúncias individuais de quem se sentir eventualmente prejudicado em seus direitos pelo Estado brasileiro, depois de ter esgotado os meios internos para corrigir a suposta injustiça, e apresente indícios convincentes das irregularidades alegadas.

Aceito, o caso passa, então, a ser examinado pelo Comitê. No fim, a sentença é comunicada ao Estado brasileiro, e este é obrigado a acatá-la.Art. 5º. § 3º CF: “Os tratados e convenções internacionais sobre direitos humanos que forem aprovados, em cada Casa do Congresso Nacional, em dois turnos, por três quintos dos votos dos respectivos membros, serão equivalentes às emendas constitucionais”. Mais: têm o status de leis supralegais, isto é, estão acima das leis infraconstitucionais (ordinárias) vigentes. No caso concreto, está acima da Lei da Ficha Limpa.

Quando Lula foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 9 anos e 6 meses de prisão, por “fato indeterminado” (o apartamento alegado não era dele, a própria OAS o leiloou, recentemente, para pagar dívidas com terceiros), a sentença foi examinada e rechaçada por mais de uma centena de juristas. Mesmo assim, foi reiterada pela 2ª instância (TFR-4) e aumentada para 12 anos e 1 mês, depois de o processo passar na frente de uma fila enorme, e todos os prazos terem sido encurtados, numa seletividade escandalosa. Antes, os advogados da defesa denunciaram ao TRF-4 um amontoado de ilegalidades de Moro: vazamentos de documentos e de delações premiadas, condução coercitiva e escutas telefônicas ilegais; falta de isenção do juiz, que assumiu o lado da acusação (chegando a ir a lançamento de livros e até a uma estreia de um filme com a versão da acusação e outras irregularidades. A resposta dada pelo TRF-4 foi a de que, diante de fatos extraordinários, os meios tinham de ser extraordinários – naturalizando a exceção.

Constatando manobras escancaradas, até no STF, a defesa recorreu ao Pacto de Direitos Civis e Políticos da ONU, alegando perseguição (lawfare) por parte da Justiça e do Estado brasileiros. Diante de indícios consistentes, o Comitê acolheu o caso e iniciou o exame de todo o processo. A última denúncia foi a recusa de se cumprir um mandado judicial de um desembargador a favor do sentenciado.Em maio passado, diante da iminência da prisão de Lula, a defesa pediu uma cautelar para evitar a detenção.

O Comitê negou-a, alegando que naquele momento não havia ameaça de “dano irreparável”. E continuou o exame do processo. Os adversários do apenado comemoraram a decisão e ninguém insultou o órgão chamando-o de “comitezinho”, ou “sub do sub”, como o fez o ministro Alexandre de Moraes, agora.Em julho passado, diante de novo pedido da defesa para que o ex-presidente fosse solto para participar das eleições como candidato (já que seus direitos políticos estão intactos), o Comitê recusou o pedido de soltura (alegando não ter ainda concluído o estudo do processo), mas concedeu liminar para os outros dois pedidos: 1) concorrer às eleições, mesmo preso, fazendo campanha, em pé de igualdade, com os demais candidatos; 2) ter contato permanente com membros de seu partido. A justificativa é a de que ele sofreria “dano irreparável” se não exercesse o seu direito de concorrer e, passadas as eleições, fosse inocentado no processo em exame. A decisão foi comunicada ao Estado brasileiro para que fosse implementada, pois tem caráter vinculante (obrigatório).

O Protocolo é bem claro quanto a isso, não havendo razão em se falar de ingerência da ONU em assunto interno do País: a lei já está internalizada.

Duas décadas depois, o uso da urna eletrônica continua dividindo opiniões

Há mais de 20 anos o Brasil adotou a urna eletrônica nas eleições substituindo os votos em papel, mas a segurança do equipamento não é unanimidade entre especialistas. “As urnas não são auditáveis”, critica o professor de ciência da computação da Universidade de Brasília (UnB) Jorge Henrique Cabral Fernandes. A solução, segundo ele, seria a impressão do voto. “Contabilizar esse voto em papel e comparar isso com o resultado da urna”, sugere.

Estabelecida em 2015 pela minirreforma eleitoral (Lei 13.165/15) aprovada pelo Congresso, a impressão dos votos foi derrubada liminarmente pelo Supremo Tribunal Federal (STF) em junho.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) afirma que já são 22 anos sem nenhum registro de fraude comprovada e que todas as suspeições são analisadas por órgãos competentes como o Ministério Público e a Polícia Federal. “Estamos trazendo com voto impresso, as mesas apuradoras do passado, onde o homem manipula a informação e verifica se o computador contou certo. Não existe coerência nesse processo”, critica o secretário de Tecnologia do TSE, Giuseppe Janino.

(Agência Câmara Notícias)

Ciro Gomes abre série de entrevistas do Jornal Nacional

O candidato do PDT à Presidência da República, Ciro Gomes, abre na noite da segunda-feira (27) a série de entrevistas do Jornal Nacional com os candidatos à Presidência da República.

Por meio do Twitter, o prórpio candidato convida o eleitorado a acompanhar a entrevista e a conhecer mais propostas para mudar o País, principalmente no resgate do emprego.

(Foto: Twitter de Ciro Gomes)

Haddad cumpre agenda em Fortaleza na sexta-feira

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O vice na chapa de Lula, o ex-prefeito de São Paulo e professor da USP, Fernando Haddad, estará na sexta-feira (31) em Fortaleza, onde cumprirá agenda do Partido dos Trabalhadores diante das disputas à Presidência da República.

De acordo com o coordenador da campanha Lula/Haddad no Ceará, deputado federal José Guimarães, a programação da ageda de Haddad será definida no início da semana.

Haddad poderá ser o candidato do PT ao Palácio do Planalto, caso a candidatura de Lula seja impugnada. Nesse caso, a deputada estadual gaúcha Manuela d’Ávila (PCdoB) seria a vice.

(Foto: Arquivo)

Candidaturas individuais podem receber pedido de impugnação até hoje

Termina hoje (25) o prazo para que candidatos, partidos e o Ministério Público peçam a impugnação de pedidos de registro individual de candidaturas. O prazo vale somente para contestações na Justiça Eleitoral de políticos que queiram disputar as eleições este ano mas, por algum motivo, não tiveram o pedido de registro feito por seus partidos políticos ou coligações.

A data final para tentativas de impugnação das candidaturas apresentadas de forma coletiva se encerrou na última quinta-feira (23). Na corrida para ocupar o Palácio do Planalto, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recebeu nos últimos dias apenas dois pedidos individuais: José Natan Emídio Neto e Matuzalém Rocha disseram ser candidatos a presidente e vice, respectivamente, pelo PMN.

Durante convenção nacional, porém, a legenda decidiu não escolher nome para as candidaturas majoritárias e por esse motivo o partido já apresentou uma ação para impugnar a chapa. “O requerente preencheu apenas a ficha de inscrição de candidato do requerido e, note-se, ao cargo de deputado federal, sem apresentar os documentos necessários que acompanhariam a citada ficha de inscrição. Além disso, não compareceu às convenções do partido, quando, então, poderia se pronunciar e requisitar os votos de apoiamento à sua candidatura”, argumentou o PMN.

Fora da esfera nacional, é possível que outros candidatos individuais a cargos como deputado estadual e distrital tenham pedido de impugnação protocolado até o fim do dia de hoje. Para todos os casos, o TSE tem até o dia 17 de setembro, de acordo com a legislação eleitoral, para julgar os pedidos de registros e o resultado das possíveis impugnações.

No caso da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o tribunal recebeu 16 questionamentos. Uma das contestações foi feita pela Procuradora-Geral Eleitoral, Raquel Dodge. No pedido, ela afirma que Lula – que figura como líder de intenções de voto nas pesquisas eleitorais – está enquadrado na Lei da Ficha Limpa, por ter sido condenado na segunda instância da Justiça Federal por corrupção passiva e lavagem de dinheiro, razão pela qual não está apto a disputar a eleição.

Além de Lula, Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Henrique Meirelles (MDB) foram alvo de pedidos de impugnações ou notícias de inelegibilidade junto ao TSE.

(Agência Brasil)

Eunício e Camilo destacam união em defesa do Ceará

A Transposição do São Francisco, os hospitais regionais e ainda a linha leste do Metrofor foram algumas ações destacadas pelo governador Camilo Santana (PT), candidato à reeleição, e pelo senador Eunício Oliveira (MDB), também candidato à reeleição, na manhã deste sábado (25), em Messejana, como resultado da união política em defesa do Ceará, que inclui ainda a candidatura Cid Gomes (PDT) ao Senado.

“Essa junção de forças ultrapassou questões pessoais com uma única intenção, fazer um Ceará que seja de todos os cearenses”, ressaltou Eunício.

“Em um cenário de crise econômica e de seca, procurei e encontrei em Eunício as portas abertas para fazer as parcerias necessárias. Se Deus quiser, o povo cearense vai renovar seu mandato e ter novamente um senador capaz de ajudar o Ceará”, apontou Camilo.

Os discursos ocorreram durante a inauguração do comitê de campanha de Dr. Hugo, candidato à reeleição à Assembleia Legislativa. “É preciso reforçar a confiança nesse projeto que atua pelo bem do Ceará”, disse Dr. Hugo.

(Foto: Divulgação)

Uma crônica sobre política no transporte público

Em artigo no O POVO deste sábado (25), a jornalista Letícia Alves relata conversas no interior dos ônibus sobre eleições deste ano. Confira:

Todos os dias, a caminho do trabalho, escuto – entre uma música e outra – as conversas nascidas nesse ambiente tão rico de realidade e humanidade que é o transporte público. Às vezes, o papo está tão bom que nem desenrolo o fone de ouvido e prefiro anotar no meu post it mental os causos que renderiam boas crônicas. De uns tempos para cá, até mesmo as desgraças compartilhadas arrefeceram para dar lugar ao debate político.

Não minto: é Bolsonaro cá, Lula lá, Ciro ali e aqui e acolá Alckmin e Marina. Ainda não presenciei discussões acaloradas, com agressões de todo tipo. Em geral, o assunto é tratado com bom humor, mas a impressão que tenho é de que isso é para atenuar a desesperança e o desassossego de um povo que, já cansamos de saber, não acredita mais nos políticos.

Semana passada, duas moças sentadas atrás de mim conversavam sobre o desempenho dos candidatos à Presidência em um debate:

– Mulher, eu assisti só pra achar graça. Ninguém ali sabe de nada, não.

A conversa foi entrecortada pelo ruído do trânsito e não consegui mais ouvir quase nada. Fiquei pensando, porém, sob qual perspectiva elas atribuíam a ignorância dos presidenciáveis. Certamente não pelos números que despejam na protocolar discussão ensaiada meia dúzia de vezes durante a campanha.

O que falta aos candidatos é um tanto de realidade. A realidade nua e crua que o povo experimenta diariamente. E não basta visitá-la de quatro em quatro anos ou forjá-la com vitimismo. Não adianta ir ao centro da cidade e apertar a mão do pobre se, na testa, estiver escrito em letras garrafais: “Não sou daqui”.

Não quero dizer que é necessário ao político ser pobre. Ser “de origem pobre” ou ser “novo na política” são categorias sempre ressaltadas por candidatos nas eleições, mas que são meros fetiches linguísticos – por si mesmas não significam coisa alguma se a compreensão deles sobre a realidade não for profunda.

Ao político é imprescindível um misto de conhecimento prático e reflexivo, técnico e comum. É preciso balancear sabedoria científica com popular, cujo maior detentor é o povo que o elege – e o povo sabe muito.

Também é vital o respeito à moral, à fé, à cultura e às tradições do povo. Enfim, é preciso ter sinceridade: o andar lado a lado com a verdade de ser, falar, agir e defender. Atrás de mim, as duas amigas concluíram a conversa assim: “Eles só falam mentira”. Ninguém acredita mais.

Letícia Alves,

jornalista do O POVO

Sogro – Cid participa de inauguração do comitê no Crato

“Eu não estou aqui pedindo pelo meu sogro, não estou pedindo pela pai da minha mulher, Maria Célia. Estou pedindo porque sei que o Dr. Leitão vai elevar a representação do Cariri na Assembleia”. O pedido é do ex-governador Cid Gomes, candidato ao Senado pelo PDT, na manhã deste sábado (25), em discurso realizado sobre um carro de som, durante inauguração de comitê no Crato, no Cariri.

O candidato a deputado estadual é o promotor de Justiça e sogro do ex-governador, Dr. Leitão, que pela primeira vez disputa um cargo eletivo.

“Ele é um vocacionado para a vida pública. Como promotor, não se preocupou apenas em acusar as pessoas, defendeu o direito delas, sobretudo dos consumidores e dos deficientes”, completou Cid.

O ex-governador e candidato ao Senado aproveitou o evento para também pedir votos para Ciro, candidato à Presidência da República pelo PDT. “Ele (Ciro) é indignado com a corrupção, é indignado com o que está acontecendo no Brasil e está preparado para ser presidente”.

(Foto: Divulgação)

A sociedade atingida

Editorial do O POVO deste sábado (25) aponta que o assassinato de três policiais não atinge apenas a força policial, mas toda a sociedade, que se vê atônita, em meio a uma guerra de facções criminosas. Confira:

A ousadia do crime, que devasta Fortaleza, atingiu níveis inauditos com a chacina de três policiais militares, fuzilados sem a menor chance de defesa, em um ato que deve ter sido minuciosamente planejado. O que aconteceu é inaceitável e precisa de uma resposta vigorosa, nos estritos termos da lei. O assassinato não atinge apenas a força policial, mas toda a sociedade, que se vê atônita, em meio a uma guerra de facções criminosas, que se alastra ameaçadoramente, atingindo principalmente as periferias da cidade, mas disseminando-se por todo o interior do Estado.

A responsabilidade que cabe ao governador Camilo Santana não deve ser afastada, pois a obrigação de zelar pela segurança pública é um dever intransferível. E é justamente nessa área que, lamentavelmente, não se verificaram avanços significativos. A pequena queda no número de homicídios, que vinha se observando, fica indelevelmente manchada por esse infausto acontecimento.

Porém, é lamentável que adversários de Camilo Santana, candidato à reeleição, se utilizem dessas mortes para lançarem reptos descabidos ao governador, acusando-o de “falta de coragem” e afirmando que lhe faltaria “autoridade” para enfrentar o crime. O problema da segurança pública não será resolvida com socos na mesa e bravatas. Esse caminho tentou o atual secretário da Segurança Pública, André Costa, gabando-se de ser um agente “operacional” e ocupando-se com pueris desafios a criminosos.

Quando O POVO começou a informar que as facções estavam agindo no Ceará, as notícias foram desqualificadas pela Secretaria da Segurança, que dizia tratar-se de ações de “pirangueiros”, criminoso sem importância, na linguagem do submundo da delinquência, termo também usado pelos policiais.

Como anota Ricardo Moura, pesquisador da segurança pública e colunista deste jornal (24/8/2018), as razões de a criminalidade ter se espalhado de tal maneira, tem origem nas questões sociais, na falta de políticas para crianças e adolescentes. Ele traça uma espécie de “roteiro” que leva muitos jovens ao crime: a falta de oportunidade, a criminalização, o racismo institucional, o abandono escolar, a internação em centros educacionais, este muitas vezes precários, sem oferecer perspectiva de ressocialização. O potencial que o Estado despreza nesses jovens é aproveitado pelo crime, que lhe garante, por via tortuosa, destaque na comunidade.

Por óbvio, isso não pode ser desculpa para o cometimento de infrações, muito menos para crimes graves, como foi o brutal assassinato dos policiais. No entanto, sem cuidar dessas questões de base como prioridade, não será mais violência que resolverá a situação. Isso apenas levará a uma guerra em que não haverá vencedores.

Salmito inaugura comitê de campanha na tarde deste sábado

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Com as presenças do governador Camilo Santana, do ex-governador Cid Gomes e do prefeito Roberto Cláudio, o candidato a deputado estadual Salmito Filho (PDT) inaugura na tarde deste sábado (25), na Aldeota, a partir das 17 horas, o comitê central de campanha.

SERVIÇO

Inauguração do comitê de Salmito

Avenida Santos Dumont, 3860, Aldeota (antiga unidade do Detran-CE)

Horário: 17 horas