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A resposta política à violência

Da Coluna Política, no O POVO deste sábado (25), pelo jornalista Érico Firmo:

O mais preocupante em relação à crise de criminalidade é a falta de perspectivas. Favorito para se reeleger, Camilo não apresenta saídas propriamente novas. Algo que sinalize virada no novo mandato. Os adversários, tampouco.

Tudo que se discute parece bastante com o que foi feito nos últimos 12 anos. O pensamento político cearense não aponta perspectiva de melhora nos próximos quatro anos. Claro, a campanha está começando. Quem sabe, alguém guarda alguma ideia um pouco mais refinada, elaborada para atacar o problema.

A forma de criminalidade trazida pelas facções é nova. Estamos, todavia, presos às velhas fórmulas, que não foram propriamente um sucesso nem na realidade anterior.

PCdoB lança George Valentim a deputado estadual

O ex-prefeito de Maranguape, George Valentim (PCdoB), teve a candidatura lançada na noite dessa sexta-feira (24), com a presença de lideranças do município, vereadores da Região Metropolitana de Fortaleza e do Maciço de Baturité, além do advogado Dênis Bezerra, que faz dobradinha com Valentim, na condição de candidato a deputado federal. Na manhã deste sábado (25), haverá a inauguração do comitê do candidato em Maranguape.

“Na minha gestão como prefeito, éramos a oitava maior economia do Ceará, mas infelizmente hoje estamos na 51ª posição em renda per capita pela falta de oportunidade de emprego, circulação de renda e falta de dinheiro em nossa cidade”, disse Valentim, que promete, caso eleito, a voltar o mandato para o crescimento econômico do Ceará.

Valentim reforçou ainda a necessidade de ampliar as oportunidades no ensino superior em Maranguape, que está entre as 10 maiores cidades do Estado, mas é o único município da relação sem uma universidade pública e gratuita. Lembrou que há oito anos a obra do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Ceará (IFCE) se arrasta sem uma data precisa de término.

(Foto: Divulgação)

Uma turma da educação que vale ouro

Da Coluna Eliomar de Lima, no O POVO deste sábado (25):

A Assembleia Legislativa abrirá, na segunda-feira, 27, às 15 horas, para uma sessão solene que promete movimentar os colégios de Fortaleza. Por iniciativa do deputado Carlos Felipe (PCdoB), a Casa homenageará 101 medalhistas de ouro de Olimpíadas Brasileiras de Matemática, Física, Química e Biologia e suas instituições e professores.

Entre os destaques, a aluna Ivna Ferreira, primeira mulher brasileira a conquistar a medalha de ouro em Olimpíada Científica Internacional.

Bom destacar: o Ceará fechou 2017 como o campeão de medalhas de ouro nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática (OBM), Física (OBF), Ciência (ONC) e Química (OBQ).

Esse tipo de solenidade merece apoio, pois mostra que educação precisa e deve ser incentivada, pois é a melhor saída para afastar jovens e adolescentes de cenários de criminalidade. Em todos os sentidos.

(Foto: Reprodução)

Maracanaú – General participa de primeira carreata do PSDB neste sábado

A coligação Tá Na Hora de Mudar (PSDB/Pros), que possui à frente o tucano General Theophilo como candidato ao Governo do Ceará, promove neste sábado (25), a partir das 17 horas, em Maracanaú, na Região Metropolitana de Fortaleza, a primeira carreata de campanha. A concentração ocorre no Distrito Industrial.

Pela manhã, a partir das 8 horas, o candidato do PSDB estará em Iguatu, no Centro-Sul do Estado, em uma caminhada no Mercado Central.

TSE julga até 17 de setembro ações contra candidaturas à Presidência

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar até 17 de setembro se aceita ou não os registros de todos os candidatos à Presidência da República. Entre os fatores a serem analisados estão as contestações feitas por terceiros, que este ano foram apresentadas contra as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Geraldo Alckmin (PSDB), Jair Bolsonaro (PSL) e Henrique Meirelles (MDB).

Há dois tipos de contestação que podem pesar contra os candidatos: as impugnações, que podem ser interpostas por outros candidatos, partidos ou coligações e também pelo Ministério Público; e as chamadas “notícias de inelegibilidade”, que podem ser protocoladas por qualquer cidadão que deseje informar à Justiça Eleitoral algo que impeça alguém de concorrer.

Em ambas as situações, a contestação deve ser feita no prazo de cinco dias a partir da publicação pelo TSE de um edital com o pedido de registro. Cada candidatura tem um edital próprio.

Geraldo Alckmin

No caso de Alckmin, por exemplo, sua candidatura é alvo de uma impugnação, feita no prazo previsto pelo adversário Henrique Meirelles. Ele alega irregularidade na documentação de seis dos nove partidos que compõem a coligação do candidato do PSDB. São eles o PTB, PP, PR, DEM, PRB e Solidariedade.

Em suas atas de convenção nacional, essas legendas não teriam expressado adequadamente a concordância com a presença de outros partidos na coligação, argumenta Meirelles, por meio de seus advogados.

O candidato do MDB pede que o registro de Alckmin seja negado, ou, ao menos, que os partidos citados sejam excluídos da coligação adversária, o que resultaria em perda de tempo de TV e rádio na propaganda eleitoral gratuita.

Ao TSE, a defesa do candidato do PSDB negou qualquer irregularidade e alegou que a candidatura de Meirelles faz uma “mera tentativa de criar um fato político”.

O relator do caso é o ministro Tarcísio Vieira, que, antes de decidir, abriu no último dia 22 um prazo de cinco dias para as alegações finais, uma última oportunidade para ambas as partes se manifestarem.

Henrique Meirelles

Ontem (23), Meirelles teve sua candidatura contestada pelo advogado Enio da Silva Mariano, que o acusou de violar a legislação eleitoral por pedir votos em dois templos religiosos, o que não seria permitido, segundo o advogado. Ele cita dois templos visitados pelo candidato, um em São Paulo e outro em Brasília.

A contestação, entretanto, foi protocolada após o prazo previsto. Caberá ao relator do registro de Meirelles, ministro Jorge Mussi, decidir se a notícia de elegibilidade merece prosseguir. A Agência Brasil entrou em contato com representantes do candidato do MDB por telefone e email, mas não obteve retorno até o momento.

Jair Bolsonaro

O mesmo advogado que contestou a candidatura de Meirelles apresentou, também na noite de quinta-feira (23) e após o prazo previsto, contestação contra a candidatura de Jair Bolsonaro. Os argumentos usados foram iguais, de que de modo irregular o candidato pediu votos em um templo religioso, neste caso no Rio de Janeiro.

Bolsonaro é alvo ainda de uma notícia de inelegibilidade feita dentro do prazo previsto. Nela, o advogado Rogerio Phanardzis Ancora da Luz argumentou que o candidato não estaria apto a entrar na corrida presidencial por ser réu em duas ações penais em curso no Supremo Tribunal Federal (STF), nas quais ele é acusado de incitação ao estupro por declarações feitas à deputada Maria do Rosário (PT-RS).

No ano passado, o Supremo decidiu que réus não podem figurar na linha sucessória nem substituir o presidente, de acordo com a Constituição. Nesta semana, os ministros do STF Marco Aurélio Mello e Celso de Mello disseram que a Corte ainda precisa definir se réu pode ou não assumir a Presidência caso eleito. De modo reservado, no entanto, um outro ministro do STF avaliou ser improvável impedir a posse de alguém nesse caso, uma vez que a legislação eleitoral não impede réu de se candidatar.

O relator do registro de candidatura de Bolsonaro no TSE é o ministro Napoleão Nunes Maia. Até a publicação da reportagem, a Agência Brasil não havia conseguido contato com o candidato ou algum representante.

Lula

Candidato do PT, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é o que acumula o maior número de contestações, 16 no total. São sete impugnações, entre elas, a da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que é também procuradora-geral Eleitoral.

A PGR alegou que Lula não pode concorrer por causa de sua condenação por corrupção e lavagem de dinheiro no caso do tríplex no Guarujá (SP), confirmada na segunda instância da Justiça Federal. Isso enquadra o presidente nos critérios de inelegibilidade na Lei da Ficha Limpa, afirmou Raquel Dodge.

Todas as outras contestações à candidatura de Lula seguem a mesma argumentação. A defesa do ex-presidente sempre negou que ele tenha cometido qualquer crime e afirma não haver provas contra o petista e que julgamento teve motivações políticas.

Lula está preso desde 7 de abril na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Curitiba. Seus advogados tentam garantir-lhe o direito de recorrer em liberdade às instâncias superiores, suspendendo a execução da pena de 12 anos e um mês de prisão. Em paralelo, a defesa tenta também obter decisão da Justiça Eleitoral que assegure a participação do ex-presidente em atos de campanha.

O relator do registro de Lula é o ministro Luís Roberto Barroso, que ontem (23) mandou intimar a defesa do ex-presidente a se manifestar sobre as contestações a seu registro. O prazo se encerra em 30 de agosto.

(Agência Brasil)

Geraldo Alckmin cumprirá agenda no Ceará

Alckmin e General Theophilo.

Geraldo Alckmin, candidato a presidente da República pelo PSDB, fechou visita ao Ceará. Ele cumprirá agenda no dia 31 deste mês e no dia 1º de setembro, informa a assessoria de imprensa do partido no Estado.

Confira a programação:

 Dia 31/8

Às 18 horas – Palestra na sede da Fiec (Fortaleza), quando apresentará seu programa de governo;

Dia 01/09

Às 10 horas – Visita ao município de Horizonte (RMF).

Às 16 horas  – Carreata no município de Caucaia (RMF), terra de Emília Pessoa, candidata a vice do General Theophilo, postulante tucano ao Governo.

(Foto – Divulgação)

Candidatos “Meu Pai, Pai” predominam nas eleições do Ceará

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Com o título “Candidatos Meu Pai, Meu Pai”, eis artigo de Antonio Mourão Cavalcante, médico, antropólogo e professor universitário. Mourão Cavalcante. Ele aborda a filhada de muito político disputando mandato nestas eleições no Ceará. Confira:

O amor filial é uma coisa muito bonita. O carinho e atenção que o pai devota ao filho, para que ele cresça e construa um futuro feliz. Qual é o pai que não deseja isso para seus filhos?

Assim são os filhos dos médicos. Muitos. Verdadeiras hierarquias da blusa branca e estetoscópio. Muitas vezes na mesma especialidade, no mesmo consultório e mesma clínica. Podemos falar igualmente dos advogados.

Quantos não tiveram pais renomados? Herdeiros de insignes personagens do labor judiciário. Comércio é outra porta. Engenharia. Agronomia…. E, agora, na Política.

Conferindo a campanha atual, constatamos uma fornada enorme de filhos de políticos. São dezenas aqui no Ceará. Inclusive de esposas que também ensaiam passos nas urnas.

Será que essa grande avalanche de “novos” candidatos tem alguma coisa a ver com o discurso de renovação? Do novo!… Mas, o que é o novo? Será que estes filhos e mulheres estão trazendo algumas mudanças nas práticas eleitorais?

Ao contrário, o simples olhar corrido sobre as listas, leva-nos à conclusão que estes “novos” estão apenas maquilando o velho e sendo repetidores das mesmas práticas. Usam as mesmas ferramentas, máquinas e subterfúgios da geração parental. Nenhuma mudança. Nada de novo.

Por medo de traição, o “velho” político prefere dar oportunidade a alguém de casa, do que abrir possibilidades a outros, de fora. É o pragmatismo em seu paroxismo máximo. Mateus, primeiro os teus! Simplesmente querem levar vantagem em tudo.

Assim procedendo, deixam entender que a “coisa” pública é patrimônio de uma casta que se repete no poder. Com os mesmos privilégios, com as mesmas vantagens. E, o tal governo “do povo para o povo” torna-se uma mera abstração… Até quando?

*Antonio Mourão Cavalcante,

Médico, antropólogo e professor universitário.

Ciro perde um aliado e um palanque

De olho num palanque forte em Minas Gerais, o candidato a presidente da República pelo PDT, Ciro Gomes, comprou a quizumba de Marcio Lacerda, que abriu guerra contra o comando do PSB para tentar se manter na disputa pelo governo de Minas Gerais.

Ambos, no entanto, se deram mal, informa a Coluna Radar, da Veja Online, nesta sexta-feira.

Lacerda abandonou o páreo, se desfiliou do PSB e Ciro perdeu um aliado.

O presidente do PSB, Carlos Siqueira, que se mostrava para lá de disposto a trabalhar pelo candidato do PDT no plano nacional, agora não quer nem ouvir a voz de Ciro.

(Foto – Reprodução de TV)

Em parceria com Unimed Ceará, Prefeitura inaugura Arena Beira Mar

O prefeito Roberto Cláudio (PDT) inaugura, às 17 horas desta sexta-feira, a Arena Beira Mar. A iniciativa é uma parceria com a Unimed Ceará, que adotou a área poliesportiva que fica em frente ao Jardim Japonês e transformou o local em um espaço ideal para a prática de atividade física. O presidente da Unimed/CE, Darival Bringel, também participa do ato.

O local que tem aproximadamente 3 mil metros quadrados de área passou por uma reforma e ganhou uma nova estrutura para receber o público que normalmente frequenta o local. A reforma incluiu melhorias não só nas quadras já existentes. O espaço ganhou uma
paisagem mais moderna e ficou também mais acessível com a nova identidade visual, trabalho do artista urbano Leandro Alves do Projeto Filtro de Papel, que busca promover reflexões através da arte de rua.

Algumas novidades merecem destaque: novas arquibancadas com toldos que protegem contra sol, pista de livre acesso à praia, lixeiras de coleta seletiva e uma praça com bicicletário, além do espaço Pet e um totem de sinalização. Entre as práticas esportivas presentes no local estão: vôlei de praia, futebol de areia, beachtennis e futevôlei. Além de basquete, futsal, aulas de zumba, entre outras atividades.

(Fotos – Divulgação)

Maluf perde mandato sem direito a receber aposentadoria

Após a mesa diretora da Câmara dos Deputados declarar, na última quarta-feira (22), a perda do mandato de Paulo Maluf (PP-SP), eleito quatro vezes deputado federal,ele perdeu o mandato sem nenhum benefício a receber da Casa.

Na Câmara, o benefício é pago por adesão ao Plano de Seguridade Social dos Congressistas (PSSC), proporcional ao tempo de mandato. Para a concessão integraldo benefício, são exigidos 35 anos de contribuição e 60 anos de idade, sem distinção entre homens e mulheres. Maluf está fora do benefício porque, segundo a assessoria de imprensa da Casa, ele optou por contribuir para o INSS.

Pelo menos 10 deputados cassados por envolvimento em escândalos de corrupção recebem aposentadoria da Câmara, sendo que algumas chegam a R$ 23.344,70 por mês. É o caso do delator do Mensalão, Roberto Jefferson (PTB-RJ), conforme contracheque de julho de 2018.

Cassado em 2006 por envolvimento no escândalo do Mensalão, Pedro Corrêa (PP-PE), preso na Operação Lava Jato, também recebe o benefício. Ele recebe R$ 22.380,05.

Geddel Vieira Lima (MDB-BA), que está preso, é réu em ação penal pelos crimes de lavagem de dinheiro e associação criminosa no caso do bunker de R$ 51 milhões, encontrado em um apartamento em Salvador. Ele recebe mensalmente R$ 20.354,27.

Desde abril do ano passado, José Dirceu (PT-SP) passou a receber a aposentadoria parlamentar. Condenado a 30 anos e nove meses de prisão, por crimes de corrupção e lavagem de dinheiro em processo da Operação Lava Jato, o ex-deputado, preso, recebeu neste mês R$ 9.646,57. Os valores são bem maiores do que o teto pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) que é de R$ 5.645,81.

Contribuição 

Segundo orientação no site da Câmara, a adesão ao plano só é vantajosa para parlamentares que fiquem ao menos cinco anos no exercício do mandato. Com um salário de R$ 33.763, as contribuições dos deputados funcionam de acordo com regras semelhantes às das entidades de previdência privada. Os participantes pagam uma cota e a entidade patrocinadora contribui com cota equivalente. No caso, o valor atual da contribuição do deputado Paulo Maluf ao PSSC é de R$ 3.713,93 (11% da remuneração atual) e a Câmara entra com uma cota de igual valor, retirada do orçamento público.

Até 1997, deputados e senadores tinham um plano exclusivo de previdência com regras mais flexíveis que as atuais. Pelas normas do extinto Instituto de Previdência dos Congressistas (IPC), podiam solicitar o benefício os deputados com oito anos de mandato e idade mínima de 50 anos. O valor da aposentadoria era proporcional ao tempo de mandato. Os que tinham no mínimo oito anos, tinham direito a 26% da remuneração mensal de parlamentar.

Entre os beneficiados pelo IPC estão, por exemplo, alguns anões do orçamento, como ficaram conhecidos políticos que manipulavam emendas parlamentes com o objetivo de desviar o dinheiro através de entidades sociais fantasmas ou com a ajuda de empreiteiras. Genebaldo Correa, por exemplo, que em 1994 renunciou ao mandado de deputado federal para não ser cassado, recebe atualmente R$ 12.070,27.

(Agência Brasil)

Cid e Eunício, na disputa pelo Senado, ficam com as maiores fatias no horário gratuito

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O Tribunal Regional Eleitoral divulgou, agora há pouco, em sua sede, o tempo que os candidatos ao Senado terão na propaganda eleitoral gratuita, que começa a partir do próximo dia 31.

Cid Gomes (Por Um Ceará Cada Vez mais Forte) ficou com a maior fatia: 3 minutos 10 segundos. Já Eunício Oliveira (A Força do Povo) ficou com 2 minutos e 14 segundos.

Confira:

Cid Gomes  (PDT) – 3 minutos e 10 segundos

Eunício Oliveira (MDB) – 2 minutos e 14 segundos

Luis Eduardo Girão (PROS) – 58 segundos

Dra. Mayra – (PSDB) – 58 segundos

Jamieson Simões (PSOL-PCB) – 8 segundos

Anan Karina – (PSOL-PCB) – 8 segundos

João Saraiva – (Rede) – 6 segundos

Geraldo Magela (PSTU) – 4 segundos

Alexandre Barroso (PCO) – 4 segundos

Camilo terá 6 minutos e 18 segundos no horário gratuito. Mais tempo que todos os adversários juntos

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O Tribunal Regional Eleitoral divulgou, agora há pouco, o tempo dos candidatos ao Governo do Ceará. Camilo Santana (Por um Ceará Cada Vez Mais Forte) teve o maior espaço no horário gratuito, por ter maior número de partidos coligados. Ficou com 6 minutos 18 segundos.

A propaganda começa na próxima sexta-feira (31).

Confira:

Camilo Santana (PT-PDT) – 6 minutos 18 segundos

General Theophilo (PSDB) – 1 minuto 56 segundos

Aílton Lopes (PSOL-PCB) – 17 segundos

Hélio Gois (PSL) – 10 segundos

Mickaelton Carantino (PCO) – 9 segundos

Gonzaga (PSTU) – 9 segundos.

Execução de três policiais militares – Um crime premeditado

Com o título “Sementes de violência”, eis artigo de Ricardo Moura, pesquisador do laboratório conflitualidade e violência (COVIO), da UECE, e colunista do O POVO. Ele aborda o episódio do assassinato de três PMs em Fortaleza. Confira:

Desde junho de 2016 que a Polícia Militar não contabilizava tantas baixas de uma só vez. Na ocasião, o sargento Francisco Guanabara Filho, 50; o soldado Antônio Lopes Miranda Filho, 33; e o cabo Antônio Joel de Oliveira Pinto, 33, foram mortos em serviço durante confronto com criminosos na localidade de Juatama, em Quixadá, após uma abordagem policial que se transformou em um intenso tiroteio.

A matança de PMs ocorrida em um bar na Vila Manuel Sátiro, na tarde de ontem, foi um caso ainda mais grave. Não houve confronto, muito menos tiroteio. Tratou-se de um crime premeditado e friamente realizado.

Os assassinos dispunham da informação exata de onde estariam as vítimas, que foram barbaramente executadas em seu dia de folga num crime com claros indícios de atentado. A motivação por trás da ousadia necessária para que esse triplo assassinato seja cometido remonta a uma série de fatores.

A listagem que segue não é exaustiva, mas busca compreender as raízes da situação calamitosa que vivemos.

Tudo tem início na inexistência de políticas públicas para jovens e adolescentes. É uma carência crônica que remonta aos anos 1990 e que nunca foi realmente levada a sério pelos governantes. O bônus demográfico de se ter uma população jovem foi desperdiçado.

Sem oportunidades e sem expectativas, a nossa juventude periférica sofre há tempos com o peso da criminalização e do racismo institucional. O tráfico de drogas surge, nesse contexto, como uma oportunidade única de fazer dinheiro e ser reconhecido na comunidade, ainda que sob uma via torta. O abandono escolar é o passo seguinte, bem como a internação em centros educacionais e, posteriormente, a detenção nos superlotados centros provisórios de privação de liberdade.

Durante algum tempo, conseguimos lidar com essa realidade sem que ela nos causasse tantos danos. O tráfico atuava de forma fragmentada, em micro-escala. Os adolescentes matavam e morriam bem longe de nossas vistas. Foi nesse vazio de políticas sociais que as facções floresceram e ganharam musculatura. Não conseguimos enxergar as potencialidades dos nossos jovens, ao contrário dos grupos criminosos que recrutam meninos cada vez mais cedo para suas fileiras.

As primeiras manifestações públicas de poder das facções foram tratadas pelo governo como ações de “pirangueiros”, numa clara tentativa de minimizar o problema. Segundo a versão oficial, os homicídios não caíram bruscamente de um ano para o outro por causa de um acerto entre gangues rivais, mas graças a uma política de segurança que não se via na prática. O discurso governamental ruiu quando o acordo entre facções foi rompido em nível internacional. A panela de pressão finalmente estourou.

O que vimos desde então foi uma escalada inédita nos índices de violência. Corpos decepados se tornaram parte da paisagem das periferias. Batemos o recorde de pessoas mortas e de chacinas registradas em apenas um ano. Tudo isso não ocorre sem consequências.

O acirramento de um modelo de segurança baseado primordialmente na repressão leva a crimes mais graves. Dos disparos contra fachadas de prédios públicos, chegamos aos atentados contra agentes de segurança. O menino em situação de ato infracional deixado ao léu pelo Estado e pela sociedade corre o sério risco de disparar uma arma contra um grupo de policiais indefesos. Colhemos o que plantamos. E ao longo de todo esse tempo, nós só temos plantado uma coisa: sementes de violência.

*Ricardo Moura

Pesquisador do laboratório conflitualidade e violência (COVIO), da UECE, e colunista do O POVO

Fatos que esquentam uma campanha fria

Da Coluna Política, do jornalista Érico Firmo, no O POVO desta sexta-feira:

A execução de três policiais em um bar da periferia de Fortaleza, em plena luz do dia, dá medida do grau de ousadia, afronta ao qual chegou o crime. Foi um ataque direto, brutal, acintoso, intimidador aos profissionais de segurança. Ao Estado. O que ocorreu foi lastimável, uma terrível tragédia humana. Porém, há os desdobramentos políticos.

A coluna de ontem mencionou o quanto Camilo Santana (PT) dava sinais de empurrar a campanha com a barriga. Episódios como o de ontem são daqueles capazes de esquentar uma campanha. Não, não digo a ponto de abalar o favoritismo do governador para a reeleição. Uma coisa que os governantes tiram de bom dos seguidos anos de violência desmedida é que a população parece já anestesiada. Mesmo índices tão absurdos de criminalidade não parecem mais ter impacto político significativo. Porém, é inevitável que o governador fique pressionado.

O caso lembra a eleição de 2010, quando ocorreu o caso Bruce. Policial do Ronda do Quarteirão atirou na nuca de adolescente de 14 anos, numa ação desastrada e absurda. Não evitou que Cid Gomes fosse reeleito no primeiro turno, mas foi uma marca na campanha.

A execução a sangue frio registrada ontem ocorre em momento em que, depois de comer o pão que o diabo amassou, os índices de criminalidade começaram devagarinho a melhorar. O secretário André Costa, eficaz arma de Camilo para neutralizar Capitão Wagner (Pros) e reduzir a rejeição perante a tropa, não tinha se manifestado até o fechamento da coluna. Estava estranhamente calado. O próprio governador, tão assíduo nas redes sociais, foi tímido na manifestação. Limitou-se a falar do assunto em entrevista de campanha que já estava marcada na TVC. Em momentos de crise, o silêncio das autoridades não é bom sinal.

Não sei se esse episódio irá introduzir o mínimo de competitividade que a pesquisa não mostrou nessa campanha. É difícil que isso aconteça de forma significativa. A diferença é muito grande e o eleitor não escolhe com base em fatos isolados. Porém, é certo que o episódio de ontem estará no horário eleitoral que começa daqui a uma semana. Será assunto nos debates por vir, esteja presente o governador ou não.

Pode não ser decisivo, pode não mudar os rumos, mas a campanha no Ceará tem seu primeiro grande tema. Infelizmente, num assunto que tem sido tão recorrente.

(Foto – Gustavo Simão/O POVO)

Alunos de escola no Rodolfo Teófilo visitam o Legislativo de Fortaleza

Para o aluno Alan Almeida, 17, da Escola Manuelito Azevedo, do bairro Rodolfo Teófilo, o trabalho de políticos é bastante diferente do que se divulga nas redes sociais e em parte da mídia. “Quando a gente tem a oportunidade de ver pessoalmente o plenário, as salas de comissões e os departamentos de uma casa legislativa, é bem diferente do que se lê nas redes sociais e em parte de programas de televisão”, comentou o estudante que pretende cursar Engenharia Mecânica, ao visitar na companhia de colegas de escola, nessa quinta-feira (23), as dependências da Câmara Municipal de Fortaleza.

A visita foi recepcionada pelo próprio presidente do Legislativo de Fortaleza, Salmito Filho (PDT), que conduziu os estudantes a setores da Câmara Municipal, incluindo ainda os veículos de comunicação da Casa.

A iniciativa foi do vereador Michel Lins, dentro do projeto “Politizando”, por meio do seu mandato.

(Foto – Divulgação)

Jaques Wagner recusou candidatura a presidente por medo da Lava Jato

Preferido de Luís Inácio Lula da Silva, o ex-governador baiano Jaques Wagner recusou a candidatura a presidente, através de uma carta enviada ao líder petista. Na missiva, segundo informa a Coluna Radar, da Veja Online, ele alegou razões familiares.

Wagner tem nome citado na Operação Lava-Jato e, segundo a coluna, não queria enfrentar constrangimentos numa disputa nacional.

(Foto – Agência Brasil)

Acrísio e Rachel Marques lançam candidaturas na noite dessa quinta-feira

Candidatos a deputado estadual e a deputada federal, respectivamente, Acrísio Sena e Rachel Marques, ambos do PT, lançaram oficialmente suas campanhas, na noite dessa quinta-feira (23), na sede do partido na Avenida da Universidade, no bairro Benfica.

Ambos destacaram a crise econômica e política no País, após Michel Temer ter assumido a Presid~encia da República. Acrísio e Rachel ainda pediram votos para Camilo Santana, candidato à reeleição ao Governo do Ceará, Cid Gomes, candidato ao Senado, e também para o ex-presidente Lula.

“Sabemos como o Brasil mudou para pior após o golpe e temos a chance de restaurar os direitos dos trabalhadores”, disse Acrísio.

“Aqui temos um governo que é referência nacional na educação e responsabilidade fiscal e temos a obrigação de reeleger Camilo”, apontou Rachel.

(Foto: Divulgação)

PT pede que militantes parem a greve de fome por Lula

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A direção do PT e líderes de movimentos sociais fizeram um apelo para que os sete militantes que estão em greve de fome pela liberdade de Lula há 25 dias suspendam o protesto. Há expectativa de que o fim da greve seja anunciado no sábado (25).

Os petistas tentam convencer os manifestantes de que, mesmo que o STF não tenha atendido o pleito de julgar a revisão da prisão em segunda instância, eles desempenharam seu papel e conseguiram chamar a atenção dos ministros para a causa.

Hoje, o temor é o de que, com a saúde debilitada, o protesto acabe em tragédia.

(Foto – Lula Marques – Agência PT)

Temer discute reajuste salarial com ministros do Supremo

O presidente da República Michel Temer se reuniu, nessa noite de quinta-feira, no Palácio da Alvorada com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli e Luiz Fux para tratar dos “vencimentos do Judiciário”, segundo nota do Planalto. No começo do mês, o Supremo aprovou reajuste de 16% no salário dos ministros da Corte, para 2019. O salário atual é de R$ 33,7 mil e com o aumento passará para R$ 39,3 mil por mês.

A despesa não está prevista pela Lei de Diretrizes Orçamentárias, já aprovada pelo Congresso Nacional. Até o dia 31de agosto, o governo deverá encaminhar ao Legislativo proposta para o Orçamento da União do próximo ano. Conforme o Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, o eventual aumento terá impacto mensal de R$ 18,7 milhões (R$ 243,1 milhões em um ano).

Na reunião, ficou acertado que “técnicos do Executivo e do Judiciário se reunirão, a partir de amanhã, para discutir o assunto”.

Acompanharam Temer na reunião a ministra da AGU, Grace Mendonça, e o ministro dos Direitos Humanos e chefe da Secretaria de Assuntos Jurídicos da Casa Civil, Gustavo Rocha.

(Agência Brasil)