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O dia do voto

Editorial do O POVO deste domingo (7) atenta que “ao digitar o número na urna, não se deve estar apenas escolhendo um candidato, mas o tipo de sociedade que se quer para viver”. Confira:

Ainda não se sabe qual será o resultado das urnas no dia de hoje. De qualquer modo, e infelizmente, havendo ou não segundo turno, o Brasil chegará ao fim destas eleições profundamente dividido, independentemente de quem for eleito para presidir o País.

Portanto, só resta augurar que se crie um mínimo de boa vontade para que o edifício institucional se mantenha de pé, sob o abrigo da coberta dos direitos humanos, que lastreiam nossa ordem jurídica democrática de 1988, e que são o “sal da terra” em qualquer parte do mundo civilizado.

Assim, será preciso manter a calma e a prudência, pois o resultado da eleição representará a vontade soberana dos eleitores brasileiros. A alternância de poder é própria das sociedades contemporâneas democráticas.

Em qualquer caso, mais do que nunca, temos de nos agarrar à Carta Maior, que estabelece em seu artigo 5º: “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade…”, estabelecendo a igualdade entre homens e mulheres, proibindo a tortura e o tratamento desumano ou degradante, e garantindo a liberdade de pensamento entre outros direitos fundamentais.

Frente a isso, cada um deve empunhar o voto como o pedreiro empunha sua colher instrumental para erguer edificações. E, ainda, corrigir prumos com vistas a manter de pé os esteios da casa comum do Brasil e ampliar cada vez mais seu teto, para que ninguém fique ao relento por causa da diversidade de ideias, de condição social, cor da pele, crença religiosa ou filosófica e condição de gênero.

Ao digitar o número na urna, não se deve estar apenas escolhendo um candidato, mas o tipo de sociedade que se quer para viver: justa ou injusta; socialmente equilibrada ou desigual; inclusiva ou exclusivista; solidária ou egoísta; tolerante ou preconceituosa; democrática ou autoritária; pacífica ou violenta; humana ou desumana; civilizada ou bárbara.

Examine, precavidamente, se seu candidato tem o perfil adequado para lhe proporcionar o tipo de sociedade que você almeja. Boa sorte.

Confira o que você precisa saber para votar neste domingo

Mais de 147 milhões de brasileiros estão aptos a votar neste domingo (7). Os eleitores irão escolher presidente da República, os governadores de 26 estados e do Distrito Federal, 54 senadores, 513 deputados federais, 1.035 deputados estaduais e 24 deputados distritais.

Qual é o horário da votação?
As eleições ocorrem neste domingo, das 8h às 17h. É importante lembrar que vale o horário local e não o de Brasília. O Brasil tem quatro fusos horários. Por isso, a divulgação das pesquisas de boca urna e da apuração parcial para presidente da República só acontece após as 19h, quando se encerra a votação no Acre.

Quais documentos preciso levar para votar?
Título de eleitor e documento oficial com foto – carteira de identidade, passaporte válido, carteira de habilitação válida ou carteira de trabalho. Neste ano, o Tribunal Superior Eleitoral lançou o aplicativo e-Título. O eleitor que fez biometria pode votar levando somente o e-Título. Onde não há biometria, além do e-Título, é necessário um documento de identificação oficial e com foto.

Onde posso saber qual é meu local de votação?
No site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o eleitor pode fazer a consulta. A opção está na página principal. Basta inserir o número do título de eleitor. Para quem esqueceu o registro do documento, uma alternativa é preencher nome, nome da mãe e data de nascimento. O sistema apresenta número do título, seção, zona, endereço e município. Para quem quiser usar as redes sociais, também há opções. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) está usando robôs para auxiliar os eleitores a obter essas informações. Os assistentes virtuais funcionam por meio das contas do Tribunal no Twitter(@TSEjusbr) e no Facebook Messenger (@TSEJus).

Posso levar celular ou tablet no dia da votação?
Sim, mas não pode entrar na cabine de votação com qualquer equipamento eletrônico. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositá-lo em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário. Não é permitida selfie no local de votação.

O eleitor pode levar os números dos candidatos anotados?
Sim. A cola eleitoral (imprima aqui) é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral. Porém, a cola deve ser em papel, não pode ser no celular.

Qual é a ordem da votação na urna eletrônica?
O primeiro voto é para deputado federal, cujo número tem quatro dígitos. Em segundo lugar vem o voto para deputado estadual ou distrital, com cinco dígitos. Depois, o eleitor terá de votar em dois senadores diferentes. O número de senador tem três dígitos. O quinto voto é para governador, que tem dois dígitos. Por último, vota-se para presidente, cujo número tem dois dígitos.

O eleitor pode votar duas vezes no mesmo candidato a senador?
Não. Se votar duas vezes no mesmo candidato ao Senado, o eleitor vai anular um dos votos.

Se o eleitor não votar em candidatos para os seis cargos, o voto será anulado?
Não. O eleitor pode escolher menos candidatos, mas terá de passar por todos os cargos, votando em branco ou anulando, para finalizar o processo de votação.

O eleitor pode usar camiseta do candidato no dia da votação?
Sim. Por unanimidade, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu na sexta-feira liberar o uso de camisetas de candidatos pelos eleitores nos locais de votação neste domingo (7), primeiro turno das eleições. O eleitor poderá usar camiseta com nome de seu candidato preferido, mas como forma de manifestação individual, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele.

E o que caracteriza propaganda de boca de urna?
A propaganda de boca de urna é proibida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

O que acontece com o eleitor que estiver fora de casa no dia da votação?
O eleitor que estiver fora do seu domicílio eleitoral precisa justificar a ausência, comparecendo a uma seção eleitoral. Nos portais dos Tribunais Regionais Eleitorais, é possível imprimir o formulário de justificativa eleitoral. O preenchimento pode ser feito antes, mas o eleitor tem de assinar o formulário na presença do mesário.

Só é possível justificar o voto no dia da eleição?
Não. O eleitor tem prazo de 60 dias após cada turno para justificar o voto. Neste caso, ele terá de preencher um requerimento de justificativa, também disponível nos portais dos Tribunais Regionais Eleitorais, juntar os comprovantes da ausência do domicílio e apresentar no cartório eleitoral. O requerimento será analisado pelo juiz eleitoral.

O que acontece com quem não vota nem justifica?
Para regularizar sua situação eleitoral, o cidadão terá de pagar uma multa R$ 3,61 por votação não comparecida. É importante lembrar que o eleitor em situação irregular não pode assumir cargo público, tirar passaporte e se inscrever em universidade pública.

O eleitor pode votar fora de seu domicílio?
Sim, desde que tenha se cadastrado na Justiça Eleitoral para votar em trânsito. Se a viagem aconteceu de última hora, o eleitor terá de justificar o voto.

O eleitor que mora no exterior pode votar?
Sim, desde que tenha se cadastrado na Justiça Eleitoral para votar no exterior. Caso contrário, o eleitor terá de justificar o voto. Neste ano, 500.727 brasileiros se registraram para votar no exterior. As seções serão instaladas nas embaixadas e nos consulados brasileiros no exterior e, em algumas cidades, em outras instituições como universidades.

É verdade que a eleição é anulada se mais da metade dos votos forem nulos ou em branco?
Não. Apenas os votos válidos são considerados na apuração dos candidatos eleitos. Ou seja, votos nulos e em branco são descartados. Mesmo que mais de 50% dos votos sejam nulos e brancos, a eleição é válida.

(Agência Brasil)

Em pronunciamento, Rosa Weber defende tolerância e segurança da urna

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Rosa Weber, fez pronunciamento no rádio e na televisão em cadeia nacional sobre a votação em primeiro turno amanhã (7) das eleições 2018. Ela destacou a importância do pleito, ressaltou a necessidade de participação das pessoas, enalteceu o princípio da tolerância e reafirmou a segurança das urnas eletrônicas.

A presidente do tribunal manifestou o desejo de que “retornem ao dicionário da nossa vida cívica palavras como diálogo e tolerância”. E emendou: “É legítimo e saudável que todos exerçamos nossas escolhas observadas as regras do jogo democrático, mas o façamos de ver quem pensa diferente de nós como alguém que merece respeito, como nós merecemos respeito”. Ela classificou a democracia brasileira como uma “obra não inacabada”, uma “conquista diária em constante construção”.

Rosa Weber pontuou os riscos da abstenção na votação, lembrando que votos nulos e brancos não contam na decisão dos vencedores nos pleitos nacional e estaduais. “Não deixemos que os outros decidam por nós. O que define os eleitos é o conjunto dos votos válidos. Compareça amanhã à seção eleitoral e vote com consciência”, recomendou.

A presidente do TSE reafirmou a segurança das urnas eletrônicas usadas no pleito. A ministra lembrou que esses equipamentos têm sido utilizados nas disputas eleitorais há 22 anos no país, e destacou: “sem sequer um caso comprovado de fraude”.

Rosa Weber afirmou que os sistemas eletrônicos do tribunal vêm sendo aperfeiçoados ao longo deste período “a partir de testes públicos de modo a garantir processo íntegro, ágil e auditável”.

(Agência Brasil)

Somente Ciro Gomes vence Bolsonaro em um eventual segundo turno, dizem Ibope e Datafolha

Somente Ciro Gomes (PDT) seria capaz de vencer Jair Bolsonaro (PSL), segundo as pesquisas de intenções de voto Ibope e Datafolha, divulgadas na noite deste sábado (6), no Jornal Nacional. De acordo com o Ibope, Ciro teria 45% contra 41% de Bolsonaro. Já o Datafolha aponta 47% a 43% a favor de Ciro.

No primeiro turno, no entanto, as duas pesquisas apontam um segundo turno entre Bolsonaro e Fernando Haddad (PT), com vitória de Bolsonaro no segundo turno (45% x 41% pelo Ibope e 45% x 43% pelo Datafolha).

Pelos números do Ibope, no primeiro turno, Bolsonaro aparece com 36%, seguido por Haddad (22%), Ciro Gomes (11%), Alckmin (7%) e Marina Silva (3%).

Pelos números do Datafolha, no primeiro turno, Bolsonaro aparece com 36%, seguido por Haddad (22%), Ciro Gomes (13%), Alckmin (7%) e Marina Silva (3%).

(Foto: Arquivo)

Camilo, Cid e Eunício devem ser eleitos neste domingo, diz Ibope

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O governador Camilo Santana (PT) deverá ser reeleito neste domingo (7), segundo a pesquisa Ibope, divulgada na noite deste sábado (5), pela Verdes Mares. Camilo, de acordo com a pesquisa de intenções de voto, teria 75% dos votos totais (86% dos válidos), contra 8% (9% válidos) do principal concorrente ao Palácio da Abolição, General Theophilo, do PSDB. Hélio Gois, do PSL, teria 2%, seguido por Aílton Lopes (Psol) e Francisco Gonzaga (PSTU), com 1%, cada. Brancos e nulos somariam 9%, além de 4% dos eleitores que não sabem em quem votar ou não responderam.

Para o Senado, a pesquisa apontou a eleição de Cid Gomes (PDT), com 70% dos votos totais, além da reeleição de Eunício Oliveira (MDB), com 40%. Eduardo Girão (Pros) ficaria com 16%, enquanto Dra. Mayra (PSDB) teria 11%.

A pesquisa ouviu 1.204 eleitores de quinta-feira (4) e este sábado, com margem de erro de três pontos percentuais. A confiabilidade seria de 95%.

(Foto: Arquivo)

Eleições, e aí?

Em artigo sobre o atual período eleitoral, o industrial Fernando Ximenes questiona se o eleitor está preparado para a atual “revolução democrática”. Confira:

No Brasil, faltando um dia para eleições/2018, depois de tantas delações e escândalos, eu volto a perguntar: E ai? Em quem o povo vai votar?

Em meio de uma anarquia generalizada, a força ou não força ganhou espaço nailegalidade. A mídia não parou, equipamentos e jornalistas escreveram, denunciaram e cobraram perplexos, enquanto na ultima gestão brasileira a corrupção continuou. Condenados atrás das grades participam da política, mandam ordem dos presídios, subornos e corrupções continuam. São gangues ou partidos? Nada mais é certo e natural, não sabendo distinguir a diferença entre eles, tornam o resultado das eleições imprevisível diante da matemática certa, na lógica incerta, expondo que política e voto não são matemáticos, lógicos e nem mesmo ideológicos, vale o poder. Vivemos o certo do indefinido massacrando a população brasileira. Empresas quebradas e milhões de desempregados são fatos. É, meu leitor, estamos vivendo a revolução democrática de uma nova era nacional e internacional, houve Impeachment Dilma, Lula foi preso e Trump eleito. No cenário, pergunto: E ai, O Brasil será recuperado pós opções votar?

Viramos território de cínicos, baderneiros institucionalizados, caminhando para o comunismo. Bandidos assumiram o poder e dão ordem, a grita poder e interesses, munidos ordenam corrupções e manobras e o povo engole como se tudo fossenatural. Diante históricos, nada vale mais nada, “dita e não dita”. Acusações, replicas e treplicas, mera a rebelião de colarinhos e gravatas, nada de concreto flora, mesmo com provas, poucos dão importância e julgamento, tudo na deriva do Brasil. Mas nas urnas cabe tomar posição: E ai, ouviram? Participem, tomem posição!

Legitimados pelo povo nas urnas passadas, poderosos assumiram espaços impetrando leis e regimes de interesses dos conchaves com gestão “insocial”. E mais uma vez disputam o voto, podem ser novamente “autoridades”, no leito dos melhores mares legítimos poderão legitimar a corrupção, impetrando gestão “marginal”, não “placidus”. Assim, pergunto: E ai, você novamente votará neles? Que seu voto brilhe no céu da pátria neste instante. Comunismo não!

Diante anarquia, as urnas são o desafio do povo antes do peito e da própria morte, conquistar a razão e o voto democrático com mão forte, há um povo heroico brado retumbante na frequência plácida, eco harmônico longo estabelecerá a ordem e o desenvolvimento, o sonho intenso deixará de ser sonho e o raio vívido será o sol da liberdade com raios fúlgidos que fundirão a união do povo belo e forte da terra adorada, que deste solo mãe gentil os filhos não podem brigar, têm que se unir eternamente neste berço esplêndido com mais flores, vida e amores, do símbolo realidade entre a justiça Iluminado ao sol do Novo Mundo! Ó Pátria amada Brasil!

Fernando Ximenes

Cientista industrial e presidente Gram-Eollic

Elas não são candidatas, mas conquistam muitos votos

Quem viu a dentista Jamile Salmito caminhar pelas ruas do Pirambu, João XXIII e Jardim América, por certo poderia confundi-la com alguma candidata nestas eleições. Além das caminhadas em busca de votos, a dentista também argumentou com eleitores desacreditados com a política e com políticos da importância do voto para os rumos do País, em questões como saúde, educação, segurança pública e políticas sociais.

Ela é esposa do candidato a deputado estadual Salmito (PDT), presidente do Legislativo de Fortaleza. Divido entre a campanha e o exercício do mandato na Câmara Municipal, que não derrubou nenhuma sessão durante este período eleitoral, Salmito não conseguiu acompanhar algumas atividades de campanha.

Foi então que Jamile ocupou o espaço com a militância do candidato a deputado estadual.

A prática de Jamile Salmito não é novidade para as esposas do Camilo Santana (Onélia Santana), do ex-governador Cid Gomes (Maria Célia) e do prefeito Roberto Cláudio (Carol Bezerra), acostumadas a pedir votos para os maridos em diversas campanhas,

Além de Jamile, a esposa do senador Eunício Oliveira, Mônica Paes de Andrade, também se mostrou mais participativa nestas eleições.

(Fotos: Divulgação)

Bolsonaro cresce sete pontos em votos válidos e vai a 42,6% na pesquisa CNT/MDA

O candidato a presidente Jair Bolsonaro (PSL) atingiu 42,6% dos votos válidos, conforme pesquisa CNT/MDA divulgada neste sábado. Ele cresceu sete pontos percentuais em intenções de votos válidos desde a última pesquisa do instituto. Para vencer no primeiro turno, um candidato precisa de 50% dos votos válidos mais um. Os votos válidos são a forma oficial de contabilizar os resultados.

Fernando Haddad (PT) tem 27,8% e aparece na segunda colocação. Ele caiu em relação á última pesquisa, quando tinha 31,5% dos votos válidos. Pela pesquisa, o candidato do PT faria o segundo turno contra Bolsonaro.

Na terceira colocação está Ciro Gomes (PDT), com 11,5%.

Confira os resultados:

Bolsonaro – 42,6%

Haddad – 27,8%

Ciro – 11,5%

Alckmin – 6,7%

Amoêdo – 2,7%

Marina – 2,6%

Álvaro Dias – 2%

Meirelles – 1,9%

Cabo Daciolo – 1,5%

Nas intenções de voto totais, Bolsonaro tem 36,7%, Haddad conta com 24% e Ciro tem 9,9%. Antes, no dia 30 de setembro, o candidato do PSL tinha 28,2%; e o do PT, 25,2%. Ciro tinha 9,4%.

A pesquisa divulgada neste sábado (6) foi realizada entre os dias 4 e 5 de outubro de 2018. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões do País. O levantamento está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), sob o número BR-04819/2018 e tem 95% de nível de confiança.

(O POVO Online)

Bicicleta – Eunício vira atração em Limoeiro do Norte

O presidente do Congresso Nacional, Eunício Oliveira (MDB), candidato à reeleição ao Senado, virou atração em Limoeiro do Norte, neste sábado (6), ao utilizar uma bicicleta, o meio de transporte mais comum no município do Baixo Jaguaribe, a 198 quilômetros de Fortaleza, Eunício foi filmado por moradores, com o vídeo indo parar nas redes sociais.

PF combate crime eleitoral no Ceará

A Polícia Federal, com o apoio do Ministério Público Eleitoral, cumpriu neste sábado (6), seis mandados de busca e apreensão, sendo dois em Fortaleza e quatro em Juazeiro do Norte, expedidos pelo Juiz Eleitoral da 119ª Zona Eleitoral do Ceará, com o objetivo de combater crimes eleitorais.

Dois mandados foram cumpridos em uma mesma empresa, sendo um na matriz, localizada em Fortaleza, e o outro na filial, em Juazeiro do Norte. Os demais foram cumpridos em desfavor de candidatos a deputados federal e estadual do Ceará e de um gestor público municipal de Juazeiro do Norte.

Os mandados foram expedidos após representação em Inquérito Policial que apura os crimes de uso de recursos públicos para o pleito eleitoral 2018 e o de grave ameaça para coagir alguém a votar, ou não votar, em determinado candidato ou partido.

Não houve prisões. Foram apreendidos celulares e documentos.

(Polícia Federal)

Eleitores em trânsito poderão justificar ausência em nove aeroportos

Os eleitores que estiverem em trânsito amanhã (7) e não puderem participar do primeiro turno das eleições terão como justificar a ausência na votação em nove aeroportos do país. O horário para a justificativa é o mesmo da votação: de 8h as 17h.

As unidades dos tribunais regionais eleitorais serão instaladas nos aeroportos de Aracaju, Belém, Cuiabá, Goiânia, Maceió, Recife, Teresina, Vitória e Uberlândia, em Minas Gerais.

Para justificar a ausência, o eleitor deve levar um documento oficial com foto, o título de eleitor ou o número do documento, e o requerimento de justificativa eleitoral preenchido – que está disponível no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e nos postos de justificativa.

No período eleitoral, a Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) informou que irá reforçar o monitoramento dos seus aeroportos nos horários de maior fluxo de passageiros e de vôos.

(Agência Brasil)

Dia de reflexão

Editorial do O POVO deste sábado (6) aponta para o papel do eleitor em saber escolher os próximos representantes do destino do País. Confira:

O dia anterior a uma grande decisão – como é o caso desta véspera de eleição – deve servir de pausa para a reflexão ponderada, quando se quer ter maior segurança sobre o que se vai fazer e estimar as consequências que podem advir dessa decisão, não só para a pessoa em particular, mas, para o conjunto da sociedade. A democracia é o melhor regime para se consertar eventuais erros de percurso e avançar com mais segurança, pois possibilita a crítica aberta. Um regime autoritário – à direita ou à esquerda -, ao contrário, considera-se dono da verdade, estando sempre pronto a retaliar quem aponta alternativas que se choca com a visão oficial. A democracia apoia-se na metodologia da tentativa e erro, que é o próprio método usado pela vida.

Assim, é bom fazer um perfil do candidato para ver como ele se enquadra nessa perspectiva em defesa das liberdades.

Outra qualidade da democracia é agregar gente para tirar da pluralidade de percepções a radiografia das várias facetas da realidade e assim ter uma visão mais completa do real – que quase sempre é complexo. Já a perspectiva autoritária é linear, exclusiva e tende a absolutizar uma faceta do real, a partir da qual tira o restante do quadro, simplificando-o, a ponto de desconfiar de quem tenta mostrar angulações diferentes.

O líder democrático busca convencer pelo argumento, o autoritário pela força, fazendo da imposição o principal instrumento de “persuasão”. Um dirigente desse naipe, quando erra, arrasta multidões ao erro, por considerar ser portador da visão “certa”, não ouvindo ninguém. Já quem age democraticamente, ensejando o debate prévio, auscultando a sociedade, tem mais oportunidade de ser advertido de eventual erro. O outro tipo de liderança tende a fazer tudo curvar-se à sua visão e a lançar mão de instrumentos autoritários para fazer valer sua vontade.

Trabalhar dentro das regras constitucionais e sujeito aos controles institucionais é algo de difícil assimilação para o autoritário, por isso, diante de uma contrariedade, pode colocar tudo a perder. Essas características servem não apenas para identificar a personalidade, mas, igualmente o grupo, facção ideológica ou corporativa que age segundo um modelo ou outro de gestão do poder.

Os regimes democráticos também têm seus problemas, mas abusos de suas lideranças e de seu entorno podem ser controlados pelos meios institucionais consagrados, como está acontecendo no Brasil, desde a Constituição de 1988. No entanto, ao contrário disso, um regime autoritário sempre busca submeter todas as instituições ao seu controle, destruindo as bases da convivência democrática. Boa reflexão.

Corrupção não é uma nota de pé de página da história, diz Barroso

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, disse que a corrupção não é uma nota de pé de página da história. “Ela [a corrupção] desvia recursos que não vão para serviços públicos, que não vão para serem redistribuídos. Ela cria uma relação pervertida entre cidadania e o Estado. Cria um ambiente generalizado de desconfiança em que todo mundo pensa que pode passar o outro para trás. Estão errados os progressistas que pensam assim”, comentou.

Segundo Barroso, há dois tipos de corruptos: os que não querem ser punidos e os que são os que não querem ficar honestos, apesar dos escândalos já divulgados no país. Este segundo tipo, na opinião do ministro, são os piores. “Acaba sendo uma batalha muito difícil, quando não muito solitária, quando se precisa enfrentar os progressistas, a elite e os corruptos. Mesmo assim, acho que esse trem já saiu da estação e doravante, cada vez menos, a sociedade vai aceitar este modo desonesto com que se faz política e negócios no Brasil”, disse.

O ministro também destacou os altos índices de violência no Brasil. “Nos tornamos o país mais violento do mundo, com 63 mil homicídios por ano. É mais do que morre na guerra da Síria. É um número quase invisível, porque são pessoas pobres, de baixa escolaridade, negras. O país não pode conviver com estes índices de violência, portanto, precisamos ter isso na agenda brasileira e diagnosticar a causa dessas mortes e o que precisamos fazer para superar estes números que nos envergonham tanto quanto a corrupção”.

Para o ministro, uma das causas da violência pode ser a falta de investimentos efetivos na educação básica, que, apesar de ter registrado avanços, não foram suficientes para as necessidades da população.

“A educação é tratada com descuido no Brasil. Na economia todo mundo quer saber quais são os nomes e quais são os projetos pelo mundo para sair da recessão. Na educação ninguém debateu, ninguém pensou quais são os melhores nomes”, disse. “Acho que em um país polarizado nós devemos buscar denominadores comuns e acho que um projeto suprapartidário patriótico de curto, médio e longo prazo para a educação básica é capaz de unificar o país”.

De acordo com Barroso, um projeto como esse seria capaz de unir setores da esquerda à direita com o objetivo de elevar o nível educacional brasileiro e preparar a nova geração para um país melhor.

(Agência Brasil)

Chamado à razão

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Em artigo sobre o atual período eleitoral, o jornalista e sociólogo Demétrio Andrade avalia o desempenho de Bolsonato. Confira:

Há pouco mais de um mês, dando aula para meus alunos do MBA da Unifor, afirmei que Bolsonaro não iria ao 2º turno. Não tinha tempo de TV, recursos financeiros, capilaridade política e nem gente pra fazer campanha. A lógica dos pleitos que participei fazia-me crer, a priori, que candidatos do PT e do PSDB iriam novamente pro embate final. Pelo visto, errei pela metade. Afinal, política não é uma ciência exata.

Mas a questão central é: como e por que um candidato sem as condições listadas acima, com discurso medíocre e de um partido nanico chegou onde chegou? Acho que devia alguma explicação aos alunos e, principalmente, para mim mesmo sobre o fato. A história deverá debruçar-se sobre este episódio com mais clareza daqui a alguns anos, mas o presente nos oferece algumas pistas.

Em primeiro lugar: a campanha de 45 dias. O “tiro curto” – trocadilho infame, mas verdadeiro – favoreceu o candidato do PSL tão aferrado às armas. Primeiro, porque, num primeiro momento, com Lula adiante e podendo vencer no 1º turno, o PT era o alvo. Ele não foi levado a sério e cresceu livre e solto. Quando os demais candidatos viraram a artilharia contra ele, sua liderança já estava num percentual elevado e, o que é mais importante, sem tempo para queda (o que poderá ocorrer num 2º turno). Arrisco-me a dizer que, caso a campanha fosse mais longa, a tendência seria a de desidratação.

O tempo também foi cruel com Alckmin, que se viu rapidamente rifado por várias lideranças tucanas e aliadas ao não esboçar crescimento nas pesquisas. Para continuar falando de armamentos, o episódio da facada – condenável, sob todos os aspectos – teve importância menos pela comoção e mais para servir de desculpa perfeita para que entrevistas e debates fossem descartados. Afinal, as intervenções públicas do atual líder variam entre a nulidade e o desastre.

Além disso, a cada dia fica mais claro para mim que o voto do militar não é dele, ou seja, não lhe é dado por suas pretensas qualidades ou propostas, mas pela necessidade de negação de parte do eleitorado ao PT. E aqui cabe um parêntese: mesmo sob pancadaria há anos – com justiça ou não – o partido é, novamente, o eixo central decisivo de uma eleição presidencial, dividindo o Brasil entre quem o admira ou odeia, mostrando uma impressionante vitalidade.

Finalmente, tenho que registrar que, infelizmente, caiu por terra o mito da cordialidade brasileira. Um terço da população tirou do armário – provavelmente sem se dar conta – seu apego à violência, à arbitrariedade, à homofobia, ao racismo, ao machismo, à misoginia. Ao mesmo tempo, mostra-se sem paciência para a democracia e despreparada para aceitar a busca da igualdade social, econômica e política. O candidato que teve o despudor – outros talvez pensem igual mas têm vergonha de admitir publicamente – de gritar a favor de tais impropérios saiu na dianteira.

Aproveito para deixar claro que, como cidadão, não posso apoiar quem não possui o mínimo preparo para administrar a coisa pública e ainda se vangloria da própria burrice. Como democrata, rejeito quem usa a violência como método para resolver problemas. Como ser humano, abomino quem discrimina homossexuais, negros ou mulheres. Como cristão, repudio a tortura, a perseguição e a morte de quem quer que seja. Principalmente, usando o nome de Deus para justificar tal atrocidade. Como brasileiro, não quero isso para o meu país, para meus filhos e nem para quem possa considerar inimigo. #EleNão.

Demétrio Andrade

Jornalista e sociólogo

Tirar selfie? Cola eleitoral? O que pode e não pode no dia da votação

Neste domingo (7), eleitores irão às urnas em todo o país para escolher os futuros governantes. Pela Lei Eleitoral, os eleitores precisam respeitar algumas regras nos locais e no dia da votação.

Uso de bandeiras e camisetas do candidato

O eleitor pode demonstrar a preferência por um candidato, desde que seja de maneira individual e silenciosa. São permitidas bandeiras sem mastro, broches ou adesivos no local de votação. Uso de camisetas foi liberado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O eleitor poderá usar a camiseta com nome de seu candidato preferido, sem fazer propaganda eleitoral a favor dele. A camiseta não pode ser distribuída pelo candidato.

Cola eleitoral

O eleitor pode levar, em papel, os números dos candidatos anotados. A cola eleitoral (imprima aqui) é permitida e recomendada pela Justiça Eleitoral, pois o eleitor irá votar para cinco cargos (deputado federal, deputado estadual ou distrital, dois senadores, governador e presidente). Não é permitida a “cola” em celular na hora de votar.

Uso de celular e tirar selfie

Na cabine de votação, celulares, máquina fotográficas, filmadoras ou outro dispositivo eletrônico não são permitidos. Os equipamentos podem corromper o sigilo do voto, ou seja, não pode tirar selfie na hora da votação ou tirar foto do voto. O eleitor que baixou o e-Título vai apresentá-lo ao mesário e depositará o celular em uma mesa enquanto estiver na cabine de votação. Ao final, o aparelho será devolvido pelo mesário.

Acompanhante

O eleitor com deficiência ou mobilidade reduzida poderá contar com o auxílio de pessoa de sua confiança na hora de votar, mesmo que não tenha feito o pedido antecipadamente ao juiz eleitoral.

Alto-falante e carreatas

Uso de alto-falantes, caixas de som, comícios e carreatas são proibidos.

Saiba quem pode e quem não pode votar

Boca de urna

Tentar convencer um eleitor a votar ou não em um candidato é proibido. A propaganda de boca de urna também não é permitida. São consideradas boca de urna, por exemplo, a distribuição de panfletos e santinhos de candidatos, a aglomeração de pessoas usando roupas uniformizadas ou manifestações nas proximidades das zonas eleitorais.

Bebida alcoólica

A legislação eleitoral proíbe a venda de bebida alcoólica das 6h até as 18h no dia da eleição. No entanto, cabe a juízes e às Secretarias de Segurança Pública de cada unidade da Federação decidirem sobre a proibição da venda e do consumo nos estados ou até em cidades.

(Agência Brasil)

Valentim diz que é hora de maranguapense eleger político local para defender interesses do município

Emprego e renda foram os dois temas aprofundados na reunião do candidato do PCdoB à Assembleia Legislativa, George Valentim, com moradores da localidade de Penedo, em Maranguape, na Região Metropolitana de Fortaleza.

Valentim assegurou que, sendo eleito, buscará alternativas para diminuir o desemprego em Maranguape e região, que já foi a 9ª economia do Estado. Também considerou que a cidade não pode deixar de eleger um representante na Assembleia Legislativa.

“Faz mais de 30 anos que não elegemos um deputado estadual, filho de Maranguape. Isso faz toda diferença na negociação de qualquer pleito da cidade”, disse o Valentim, que pediu ainda o voto dos maranguapenses para o advogado Dênis Bezerra, candidato a deputado federal.

Bezerra criticou a reforma trabalhista que, segundo o candidato, aumentou os índices do desemprego no País, quando atualmente atinge quase 14 milhões de brasileiros.

Valentim destacou ainda a importância da reeleição do governador Camilo Santana, neste primeiro turno e, assim, trabalhar em parceria com o Executivo. O candidato recordou que, quando assumiu a suplência de deputado, requereu a implantação de uma Faculdade Pública e gratuita em Maranguape.

“Sonho com o governador inaugurando uma universidade pública para o nosso povo, e ele tem conhecimento da minha vontade”, declarou.

Valentim anunciou que trabalhará em parceria com Dênis Bezerra, em Brasília, por um polo da Universidade da Integração Internacional da Lusofonia Afro-Brasileira (Unilab), que já tem uma sede na cidade de Redenção.

(Foto: Ermilson Silva / Divulgação)