Blog do Eliomar

Categorias para Psicologia

Estácio de Juazeiro do Norte oferecerá curso de Psicologia

O Ministério da Educação aprovou o curso de Psicologia da Estácio FMJ, com sede em Juazeiro do Norte (Região do cariri),  com nota máxima (5). Os avaliadores visitaram a faculdade acompanhados da direção e coordenação do curso, quando houve checagem da documentação e inspeção nas instalações.

O novo curso oferecerá 120 vagas anuais e é o sétimo da Estácio com aulas presenciais na região. A visita dos avaliadores fechou o quadro de critérios de excelência oferecidos, envolvendo estrutura física, quadro docente de mestres e doutores, além da organização didático-pedagógica.

Recentemente foram criados pela Estácio os cursos de Nutrição e Educação Física. A instituição conta ainda com os cursos de Medicina, Enfermagem, Fisioterapia e Farmácia, além de mais 85 cursos da Educação à Distância (EAD). A Estácio opera no Cariri há 18 anos.

(Foto – Divulgação)

Seminário debaterá habilidades socioemocionais na proposta da Base Nacional Curricular

Vem aí o Seminário Educação Emocional e Social – Como desenvolver as habilidades socioemocionais e na família. O evento, uma realização da Ludis Editora, acontece, a partir das 13h30min do próximo dia 28, no Hotel Iate Plaza, em Fortaleza. O público-alvo são diretores e professores de escolas, psicopedagogos, psicólogos e demais profissionais interessados no debate.

Entre os objetivos do encontro está sensibilizar a sociedade sobre a importância dos conhecimentos da área de habilidades sociais no enfrentamento dos problemas ligados à educação, qualidade de vida e aspectos da convivência humana. Hoje, as habilidades socioemocionais estão presentes na proposta da Base Nacional Comum Curricular, que indica 10 competências básicas a serem implementadas como disciplina ou projeto obrigatório na grade curricular das escolas públicas e particulares até 2019.

Lançamento

No evento, também haverá o lançamento do livro “Educação Transcomportamental – Gestão das Emoções para Comportamentos Inteligentes”, da diretora da Ludis Editora, Isa Magalhães. A obra possui 308 páginas e trata de como desenvolver comportamentos eficazes a partir da educação das emoções.

Também será lançado o curso de formação em Educação Emocional, que visa habilitar profissionais para ministrar programas de Educação Emocional e Social visando o desenvolvimento das habilidades socioemocionais, em espaços educacionais diversos: escola, família, organizações. O curso é totalmente online, com duração de 15 módulos divididos em três níveis.

Programação do seminário

13:15h • Credenciamento: recebimento do livro Educação Transcomportamental e certificado de participação.
14:15h às 16 h • Abertura do evento
• Palestra: As Emoções nos Espaços Educacionais: Projetos de Educação Emocional para a Escola, e a Família e Organizações.
16:00h às 16h45 • Coffeer break/ Networking
16:45h às 18 h Palestra: Habilidades Socioemocionais: como adequar a proposta pedagógica da BNCC à sua escola.
18:00h • Sessão de autógrafos do livro Educação Transcomportamental.

(Foto – Divulgação)

Associação Brasileira de Psiquiatria lança Prêmio de Jornalismo

Estão abertas as inscrições para o Prêmio ABP de Jornalismo, organizado pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP). Em sua 5ª edição, o prêmio é uma iniciativa de psico-educação da entidade, que visa reconhecer trabalhos jornalísticos que tiveram como objetivo desmistificar vários aspectos que envolvem os transtornos mentais, o estigma que pesa sobre a psiquiatria e todos os assuntos relacionados à especialidade e seus pacientes.

Podem concorrer produções jornalísticas nacionais nas categorias impresso, online, rádio e televisão, desde que veiculados em plataformas com sede no Brasil entre os dias 31 de julho de 2017 e 14 de junho de 2018. Os interessados podem se inscrever somente pela internet, no formulário disponível no site da ABP, até o dia 31 de julho de 2018.

Os trabalhos vencedores em cada categoria receberão o prêmio de 5 mil reais e participarão da Cerimônia de Abertura do XXXVI Congresso Brasileiro de Psiquiatria – CBP, que acontece no dia 17 de outubro, em Brasília. Os custos com passagem e hospedagem são de responsabilidade da organizadora do Prêmio.

SERVIÇO

*Edital e inscrições em www.abp.org.br/premio-abp-de-jornalismo

*Mais informações pelo e-mail comunicacao@abp.org.br

Violência doméstica tem cura

358 1

Com o título “Desbanalizar a violência”, eis artigo da atriz e terapeuta Karla Karenina. Ela aborda o tema violência doméstica, dos mais atuais e que exige constante reflexão da parte da sociedade. Confira:

Quando se fala em violência doméstica associamos logo a homens que batem em mulheres. Mas existem várias formas de violência dentro dos lares. Geralmente praticadas pelo mais forte contra o mais fraco. De homens contra mulheres e filhos(as), de mães contra filhos(as), irmãos mais velhos contra mais novos…

Graças a algumas leis, a violência doméstica não é mais só um problema familiar. Podemos e devemos denunciar estando fora da casa. A punição dos agressores é necessária e justa. Mas não só isso. É preciso dar fim ao ciclo de violência a partir do tratamento dos agressores e dos agredidos, que podem repetir inconscientemente a raiva reprimida do passado.

Em 9 anos de atuação como terapeuta de regressão vejo como os prejuízos são imensos! Alguns episódios traumáticos são tão dolorosos que acabam “esquecidos” por anos, trancafiados nos porões da alma. Mais à frente, através de sintomas físicos e/ou emocionais, essas memórias se manifestam como um grito de socorro.

Exemplos excelentes estão sendo mostrados na trama de Walcyr Carrasco, “O Outro Lado do Paraíso”, com a devida licença poética. A personagem Laura, que era abusada pelo padrasto, não lembrava dos abusos. Depois de uma sessão de regressão, os fatos vieram à consciência.

Outro exemplo é o do personagem Gael, que batia nas mulheres sem saber o porquê. Numa linda cena em que Mercedes (a curandeira do lugar) faz o que os xamãs chamam de “resgate de alma”, e nós terapeutas, de regressão, Gael acessa os episódios da infância em que era espancado e humilhado pela mãe.

Histórias que acontecem na vida real e são recorrentes no dia a dia do meu consultório.

É urgente contribuirmos para a desbanalização de todos os tipos de violência. Denunciando e olhando para as próprias histórias familiares.

Violência doméstica é um fenômeno transgeracional e tem cura! As futuras gerações não podem continuar achando que é natural praticar ou sofrer violência.

Natural é nascer num ambiente acolhedor e amoroso, crescer sendo protegido e orientado, e assim sucessiva e ininterruptamente ser humano.

*Karla Karenina

kareninakarla@gmail.com

Atriz e terapeuta.

Livro aborda o relacionamento entre pais e filhos na adolescência

 

Os psicólogos Fabiana Neiva, Júlia Susis e Padre Antonio Francileudo vão lançar nesta sexta-feira, às 18h30minm , no auditório da Faculdade Católica de Fortaleza, o livro “Relacionamento pais e filhos na adolescência: educar com limites por meio de valores para o sentido da vida” (Editora CRV).

Os autores levantam na obra uma série de questionamentos: será que o problema dos limites está relacionado apenas à opção educativa de pais e mães? Será que é fruto dos tempos hipermodernos? Têm influenciado na educação dos filhos as novas mídias, redes sociais e as tecnologias? A tríade de autores é de acordo que a “ausência de referenciais institucionais e valorativos afetam a estrutura de personalidade dos adolescentes e dificulta aos pais um processo educativo orientado pelos limites e internalização de valores.”

Perfil dos Autores

Fabiana Neiva Veloso Brasileiro – Pedagoga, Psicóloga clínica, Especialista em Psicologia da educação, Mestre e Doutora em Psicologia pela Universidade de Fortaleza. Professora do Curso de Psicologia da Universidade de Fortaleza onde também atua como supervisora clínica do Serviço de Psicologia Aplicada do NAMI (Núcleo de Assistência Médica Integrada) membro do Grupo de Pesquisa OTIUM/Estudos Multidisciplinares sobre Ócio e Tempo Livre, vice- coordenadora do Laboratório OTIUM (Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre) do Programa de Pós-graduação em Psicologia da UNIFOR e coordenadora do VERSARE, núcleo de estudos sobre educação e inovação. Membro da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia), atuando no GT (Grupo de Trabalho): Ócio, Tempo Livre e Trabalho.

Francisco Antônio Francileudo – Doutor em psicologia (2013) e Mestre em Psicologia (2009) pela Universidade de Fortaleza (UNIFOR). Pós-doutorado (2016-2017) realizado na Universidad Kennedy (Buenos Aires – Argentina) com projeto sobre A Função do Educador de Jovens na Hipermodernidade à luz da Antropologia de Viktor E. Frankl. Especialista em Neuropsicologia pelo Centro Universitário Christus. Professor da graduação e Pós-graduação da Faculdade Católica de Fortaleza (FCF). Membro dos Grupos de Pesquisa SOFRIMENTO PSÍQUICO: SUJEITO, SOCIEDADE E CULTURA, do Grupo de Pesquisa OTIUM/Estudos Multidisciplinares sobre Ócio e Tempo Livre e do Laboratório OTIUM (Laboratório de Estudos sobre Ócio, Trabalho e Tempo Livre) vinculados ao Programa de Pós-Graduação em Psicologia da UNIFOR (Universidade de Fortaleza-CE/Brasil). Membro da ANPEPP (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Psicologia), por meio do GT (Grupo de Trabalho): Ócio, Tempo Livre e Trabalho.

Júlia Sursis Nobre Ferro Bucher-Maluschke – Psicóloga, pela Universidade de Brasília, Mestre e Doutora pela Universidade Católica de Louvain, Bélgica; Fullbright Scholar na St. John´s University, New York, Pós-doutorado na Universidade de Tübingen-Alemanha; Professora Emérita da Universidade de Brasília, UNB; Professora da Pós-graduação em Psicologia da Universidade Católica de Brasília, UCB e Pesquisadora colaboradora Senior da Universidade de Brasília. Coordenadora do GT da ANPEPP: Família, Processos de Desenvolvimento e Promoção da Saúde.

SERVIÇO

*Faculdade Católica de Fortaleza (FCF) – Rua Tenente Benévolo, 201 – Centro.

*Mais Informações – (85) 3453.2150.

*Entrada franca.

Autorização para psicólogos aplicarem terapia de reorientação sexual é mantida

O juiz Waldemar Cláudio de Carvalho, da 14ª Vara Federal de Brasília, decidiu hoje (15) tornar definitiva a decisão liminar (provisória) que havia proferido em setembro deste ano, autorizando psicólogos a atenderem eventuais pacientes que busquem terapia para mudar sua orientação sexual. A decisão garante aos psicólogos a “plena liberdade científica de pesquisa” para realizar estudos sobre transtornos psicológicos e comportamentais ligados à orientação sexual.

A ação popular foi aberta por três psicólogos que alegaram estar sendo alvo de perseguição pelo Conselho Federal de Psicologia (CFP). Segundo eles, por meio de uma resolução editada em março 1999, o CFP estaria tentando perseguir psicólogos que ofereçam terapia de reorientação sexual.

O texto da resolução proíbe os psicólogos de exercer qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, bem como de colaborar com eventos ou serviços que proponham o tratamento e a cura da homossexualidade. A determinação, segundo o CFP, baseia-se no entendimento da Organização Mundial de Saúde (OMS) de que a homossexualidade não é uma doença, um distúrbio, nem uma perversão.

Para os autores da ação popular que questiona a resolução, a iniciativa do CFP impede os psicólogos de atender eventuais pacientes que procurem ajuda para tentar reverter sentimentos ou comportamentos que lhes provoquem desconforto ou transtornos devido à orientação sexual. Eles alegam que a norma deixa como única alternativa de tratamento obrigar os pacientes a aceitar uma homossexualidade indesejada.

O juiz concordou com os argumentos. Ele afirmou que sua decisão de reduzir o alcance da resolução do CFP serve para que os psicólogos possam “exercer sua profissão de forma mais livre e independente”.

A decisão não revoga a norma, mas determina ao CFP “que se abstenha de interpretar a Resolução nº 001/1999, de modo a impedir psicólogos, sempre e somente se forem a tanto solicitados, no exercício da profissão, de promoverem os debates acadêmicos, estudos (pesquisas) e atendimentos psicoterapêuticos que se fizerem necessários à plena investigação científica dos transtornos psicológicos e comportamentais associados à orientação sexual egodistônica”.

Ele reforçou, no entanto, que qualquer terapia de reorientação sexual deve ser aplicada somente a quem a procura de forma voluntária, não devendo ser objeto de propaganda ou de oferta fora dos consultórios. “É evidente que o atendimento psicoterapêutico a pessoas em conflito com sua própria orientação sexual deve ser realizado de forma reservada, sem propagação (qualquer forma de propaganda), conforme já consignado na liminar, respeitando sempre o sigilo profissional, a vontade do paciente e, sobretudo, a dignidade da pessoa assistida”, diz a decisão desta sexta-feira.

Apesar de restringir o alcance da resolução do CFP, o juiz Waldemar Cláudio de Carvalho determinou que os processos disciplinares que o órgão conduz sobre o assunto não sejam interrompidos, nem tampouco revertidas eventuais sanções já aplicadas.

(Agência Brasil)

Fortaleza será sede do XXVI Congresso Brasileiro de Psicanálise

A Federação Brasileira de Psicanálise (FEBRAPSI), com apoio da Sociedade Psicanalítica de
Fortaleza (SPFOR), promoverá, de 1º a 4 de novembro próximo, no Centro de Eventos, o XXVI Congresso Brasileiro de Psicanálise, com o tema “Morte e Vida: Novas Configurações”. O encontro, que marca os 50 anos da FEBRAPSI, ocorrerá a partir de três vertentes básicas: a Teoria, Clínica e a da Cultura, e contará com uma vasta programação dividida entre as seguintes atividades: Grupos de Trabalho, Cursos, Reflexões Psicanalíticas, Diálogos Psicanalíticos, Exercícios Clínicos, Mesas Redondas, Reuniões Especiais, Temas Livres e Casos Clínicos.

O Congresso discutirá também temas muitas vezes relegados a um segundo plano – como as migrações (internas e externas); a prática da violência contra a mulher, a criança e o idoso; o preconceito contra o diferente ou as minorias. Serão abordados ainda temas multidisciplinares como psicanálise, política e educação, psicanálise e direito, filosofia e artes plásticas. Paz, suicídio e a negação da morte também constam no roteiro do congresso.

SERVIÇO

*Para mais informações sobre as programação, basta acessar o link: www.congressofebrapsi2017.com/programacao

Site: www.congressofebrapsi2017.com.br

Setembro Amarelo – Instituto Mão Amiga promoverá palestra sobre valorização da vida

O Instituto Mão Amiga, entidade que há 15 anos atua na promoção da inclusão social de crianças com deficiência, vai bancar, nesta quinta-feira, a palestra “Promovendo a vida e o bem-estar”. A iniciativa faz parte da programação de atividades deste Setembro Amarelo, dedicado à conscientização e prevenção do suicídio.

A palestra será ministrada pela psicóloga Vanessa Nascimento, mestre em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará, e é voltada principalmente aos pais das crianças atendidas no Mão Amiga. Segundo a entidade, muitos pais têm dificuldade em aceitar e lidar com a deficiência de seus filhos, o que pode levar a depressão, um problema que, se não for tratado adequadamente, pode levar a pessoa a cometer um ato contra sua própria vida.

O suicídio é um mal silencioso que tem se tornado um problema de saúde pública devido as altas taxas do País. De acordo com o Centro de Valorização da Vida (CVV), 32 brasileiros são mortos diariamente por suicídio, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de câncer. Segundo a Organização Mundial da Saúde, nove em cada 10 casos poderiam ser prevenidos.

“A palestra pretende estimular as pessoas a conversarem sobre esse tema. Já tivemos relatos de pais de filhos com deficiência que cometeram suicídio. As pessoas com deficiência e as famílias precisam de amparo, apoio psicológico e acesso à informação”, alerta Elzivone Magalhães, coordenadora de projetos do Instituto Mão Amiga.

SERVIÇO

*Instituto Mão Amiga – Rua Padre Sá Leitão, 383 – Jóquei Clube.

Fortaleza é sede de congressos que discutirão repercussões da crise na saúde mental do brasileiro

A Sociedade Cearense de Psiquiatria promoverá, de quarta a sexta-feira desta semana, no Hotel Sonata, a XXXIX Jornada Cearense de Psiquiatria e o XVII Encontro Cearense de Residentes e ex-Residentes de Psiquiatria.

O tema desses eventos não poderia estar tão atualizado: “Brasil em Crise – Repercussões na Saúde Mental”.

Alguém tem dúvida de que o imbróglio da política, que mexe com a economia, está criando um estado de neura neste País?

A doença mental está jogada na rua

Com o título “A doença mental está jogada na rua”, eis artigo do médico, antropólogo e professor universitário Antonio Mourão Cavalcante. Ele aborda dois casos que chamaram a atenção da opinião pública na última semana. Confira:

Duas informações despertaram minha atenção na última semana. Primeira, uma família, em Fortaleza, que estaria sendo guardada em cárcere privado. O pai, com medo de violência contra os filhos, teria deixado de levá-los à escola e eles passavam o tempo todo reclusos no apartamento da família. Os filhos só saiam acompanhados.  Assisti o pai em uma entrevista à televisão. Estava totalmente desnorteado, confuso, referindo perseguições que não conseguia distinguir ou explicar. Tinha um olhar tenso, trêmulo, evasivo. As mãos em movimentos estereotipados. Sua mente parecia muito perturbada e as autoridades tratavam-no como perigoso marginal…

A segunda notícia veio de São Paulo, onde um jovem de 27 anos, em transporte coletivo, ao se masturbar, teria ejaculado, derramando esperma no braço de uma passageira. Essa não era a primeira vez que ele fazia isso, nem a última.  Ainda nesse final de semana, foi novamente detido por realizar idêntica proeza, com outra mulher, em transporte coletivo. Em todas as oportunidades – mais de 15 (quinze) vezes! – foi detido e em seguida liberado…

Estas situações descritas e tantas outras revelam o comportamento de pessoas que se encontram mentalmente enfermas. Atônitas, as autoridades não sabem o que fazer! Iriam simplesmente colocá-los em um presídio? Temos instituições públicas que acolhem pessoas com distúrbios psíquicos? O acompanhamento é feito de forma técnica, científica? E, por que a solução sempre passa por detenção, xadrez, violência: “está precisando é de uma surra boa!”

Simplesmente, não sabemos como lidar nessas circunstâncias. A tendência é usar a força, a repressão, a contenção física.

Por motivação profissional, tenho observado que grande parte dos chamados moradores de rua possui um perfil mental comprometido. E, nesses casos, ou foram abandonados por – família, trabalho, amigos – por manifestarem alguma dificuldade psíquica ou a vivência desse modo, muitas vezes reforçado pelo uso de drogas, acabam se tornado portadores de graves distúrbios mentais.

Esta situação, em resumo, vem mostrar que o poder público não está nem aí para esse problema, como não se interessa em aprofundar a responsabilidade em busca de alternativas mais dignas e humanas.

Melhor chamá-los de vagabundos ou perigosos marginais. Apela para polícia. Mete o cacete e fim de papo!…

*Antonio Mourão Cavalcante,

Médico e Antropólogo. Professor Universitário.

Grupo ProCria promove encontro sobre Saúde na Primeira Infância

Conscientizar sobre as ações de saúde a serem tomadas durante a primeira infância. Com este objetivo, o Grupo ProCria promoverá, neste sábado, a palestra “Saúde na Primeira Infância: Intervenção Precoce com Bebês e seus Cuidadores”, com a psicóloga e psicanalista Daniele de Brito Wanderley, de Salvador.

O evento ocorrerá das 8h30min às 12h30min, no Teatro Nadir Papy Saboya  (Colégio Farias Brito – Aldeota). A ordem é produzir conhecimento e o esclarecimento de dúvidas de profissionais e da sociedade em relação à saúde das crianças e intervenções precoces em bebês.

*ProCria  –  Trata-se de um grupo interdisciplinar que atende gestantes, bebês, crianças de 0 a 3 anos e seus cuidadores em situação de sofrimento psíquico.

SERVIÇO

*Mais Informações – 99984 0740/ 98884 7001.

Unifor abre inscrições para Mestrado e Doutorado em Psicologia

Estão abertas até 8 de maio próximo as inscrições para a seleção 2017 do Programa de Pós-graduação em Psicologia.  Ao todo, são ofertadas 40 vagas, das quais 30 para o Mestrado e 10 para o Doutorado. Na área de concentração de Estudos Psicanalíticos, a linha de pesquisa é “Sujeito, Sofrimento Psíquico e Contemporaneidade”; enquanto na área de Psicologia, Sociedade e Cultura, as linhas de pesquisa são “Produção e Expressão Sociocultural da Subjetividade” e “Ambiente, Trabalho e Cultura nas Organizações Sociais”.

O processo seletivo contempla quatro etapas. No Mestrado, os candidatos serão submetidos à prova escrita de conhecimento de língua estrangeira, prova escrita de conhecimento específico, arguição oral sobre o projeto de pesquisa e análise de currículo. No Doutorado, serão aplicados prova de artigos científicos de Psicologia em língua estrangeira, prova de conhecimentos específicos, apresentação oral sobre o projeto de pesquisa e análise do currículo.

SERVIÇO

*Os interessados podem se inscrever na secretaria do programa (sala 13, bloco N), de segunda a sexta-feira, das 7h30min às 18 horas.

*Todas as informações podem ser conferidas no Edital R. Nº 11/2017.

Homossexual para heterossexual – Projeto permite que psicólogo ofereça tratamento para mudar opção sexual

Tramita na Câmara dos Deputados projeto de lei que isenta de sanção por órgão de classe o profissional de saúde mental (como psicólogo e psiquiatra) que tratar paciente com transtorno de orientação sexual com o objetivo de auxiliá-lo na mudança da orientação, de homossexual para heterossexual.

A mudança de orientação somente poderá ser conduzida pelo profissional com o consentimento do paciente. A proposta (PL 4931/16) é de autoria do deputado Ezequiel Teixeira (PTN-RJ).

Segundo deputado, o objetivo do texto é “trazer segurança jurídica à relação entre indivíduos e terapeutas envolvidos no tratamento dos transtornos associados à orientação sexual”.

Atualmente, norma do Conselho Federal de Psicologia proíbe que os psicólogos colaborem “com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades”. Para o conselho, a homossexualidade não constitui doença, distúrbio ou perversão.

O deputado, no entanto, argumenta que o seu projeto baseia-se no princípio da dignidade humana previsto na Constituição federal. “Essa proposta justifica-se pelo fato de existirem indivíduos em profundo sofrimento psíquico em decorrência desses transtornos [sexuais], mas que enfrentam dificuldades instransponíveis para acessarem os dispositivos terapêuticos que poderiam assegurar-lhes uma melhoria na qualidade de vida”.

(Agência Câmara Notícias)

Escola de Psicoterapia de Fortaleza debaterá demências

A Escola de Psicoterapia Psicanalítica de Fortaleza promoverá às 17 horas da próxima sexta-feira, no auditório da Faculdade Farias Brito, o seu terceiro projeto Um Olhar a Mais. O objetivo é envolver alunos do estabelecimento e o público em geral num debate sobre os temas da atualidade, através de um viés psicanalítico. Os comentários do tema serão de Juliana Lemos Garcia Ferreira, neuropsicóloga e psicanalista.

A cada mês, um tema é escolhido e um psicanalista é convidado para tecer comentários, iniciando o debate entre os participantes. Neste mês de maio, o mote é “A integração dos processos cognitivos e emocionais nas demências”. A ordem é buscar uma reflexão sobre uma patologia muito frequente entre idosos – embora, atualmente, pessoas mais jovens entre 50 e 60 anos também tenham sido diagnosticadas: as síndromes demenciais.

A demência é uma doença neurodegenerativa com repercussão em várias áreas do indivíduo, entre elas: cognição, comportamento e aspectos emocionais. Desta forma, além da investigação neurológica clínica, realização de exames laboratoriais e de imagem cerebral, faz-se necessário buscar, de forma mais aprofundada, conhecer sobre as alterações cognitivas e emocionais existentes e da repercussão dessas alterações na vida da pessoa e de seus familiares.

 

Uma tal moda chamada autoajuda

Com o título “Sem ajuda para a autoajuda”, eis artigo do sociólogo e jornalista Demétrio Andrade. Ele fala sobre talentos e a hora de se reconhecer limitações, com críticas à moda da autoajuda. Confira:

Nélson Rodrigues, autor que muito prezo, costumava dizer quer “a genialidade está no óbvio ululante”. Ou seja, ela aparece quando aquela nesga de realidade que está à nossa frente e não conseguimos identificar é desenhada por alguém iluminado. Estes momentos nos circundam sem que, muitas vezes, consigamos perceber ou valorizar. Mais ainda: achamos, depois que estão à vista, que se tratam de coisas básicas, e que “qualquer pessoa poderia fazê-las”.

Desde o ovo de Colombo, passando pelos gols “na garapa” do Romário, ou por aquele anúncio simples e preciso, indo até aquela solução boba dada pelo seu irmão mais novo pra resolver aquele problema que lhe aporrinhava há dias, sempre tem alguém pra colocar papel celofane na sua lâmpada. Só há um cidadão no mundo capaz de identificar, a priori, se aquele momento foi diferenciado ou não: você. Cada um deveria reconhecer seus talentos e capacidades, bem como suas limitações.

Ocorre que nem sempre estamos preparados para fazer estas avaliações. Ou por complicações no trabalho, estresse, desentendimentos familiares, insegurança, ou por preguiça, ou simplesmente porque estamos num dia ruim. Meu avô costumava dizer que temos direito a sermos feitos de besta cinco minutos por dia. É justamente aí que entram os livros de autoajuda.

Admito, de antemão, que tenho preconceito contra este tipo de iniciativa. Mas tento compreender pessoas que recorrem a isso porque também creio, pelos motivos expostos acima, que alguns realmente precisem de algum tipo de orientação. Acho até que devam existir bons resultados, já que é um filão do mercado de livros – pra não falar das palestras, eventos etc. – que não para de crescer. Mas, pela baixa qualidade da argumentação, pela penúria textual e pelo festival de obviedades, só posso deduzir que há no mundo atual uma desmesurada pobreza de espírito.

Sabe aquele livro sobre a famosa dieta daquele ator de Hollywood? Pois é, se deu certo com ele, não significa que dará com você, já que se trata – pasmem! – de estruturas biológicas diferentes. Quer emagrecer? Feche a boca e faça exercícios. Não consegue? Bom, o livro com certeza também não vai lhe fazer conseguir.

O exemplo da dieta é minúsculo. Os livros de autoajuda prometem riqueza, organização, sucesso profissional, beleza e até felicidade. Estas “receitas prontas” caem como uma luva numa sociedade que acostumou-se a não se esforçar por nada e não pensar em nada. Nem em si e nem nos outros. Quer retirar felicidade ou sabedoria de uma estante? Vai ler Rosa, Machado, Leminski, Bukowski ou qualquer coisa que preste. Neste caso, o único resultado esperado é que você ficará um pouco menos burro.

* Demétrio Andrade,

Jornalista e sociólogo.

"Super Nanny" lança livro em Fortaleza

A apresentadora do programa “Super Nanny”, no SBT, Cris Poli, está em Fortaleza. Ela veio lançar, a partir das 19 horas, na Livraria Cultura (Shopping Iguatemi), o livro “Pais responsáveis educam juntos”. A publicação é da Editora Mundo Cristão.

Cris Poli, por sinal, pessoa das mais simpáticas, dará uma coletiva antes da sessão de autógrafos.