Blog do Eliomar

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Paulo César Norões assume a presidência da Acert

A nova diretoria da Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) tomará posse nesta sexta-feira, às 19 horas, durante solenidade no auditório da Federação das Indústrias do Ceará (Fiec).

Assumirá o comando da entidade o jornalista Paulo César Norões, também colunista do Diário do Nordeste.

DETALHE – Paulo assume uma posição que foi ocupada, por vários mandatos, por seu pai, o falecido jornalista Edilmar Norões.

(Foto – Divulgação)

Morre, aos 93 anos, a atriz Eloísa Mafalda

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A0s 93 anos, morreu, nessa noite de quarta-feira, em Petrópolis (RJ), a atriz global Eloísa Mafalda. O filho da artista, Marcos Teixeira, confirmou que a mãe faleceu por volta das 20h30m, em casa. O enterro de Eloísa ocorrerá em Jundiaí, no interior de São Paulo. A família ainda não sabe a causa da morte e organiza o sepultamento para quinta ou sexta-feira. A informação é do O Globo.

Eloísa Mafalda trabalhou como costureira e auxiliar de escritório nas Emissores Associadas, na qual teve os primeiros contatos com a arte e a interpretação. Começou sua carreira no rádio. Seu irmão Oliveira Neto a convenceu a fazer um teste. Ela foi aprovada e começou a fazer radionovelas da Rádio Nacional. em seguida a atriz fez sua estreia na TV Paulista, onde ficou até a emissora acabar e ser vendida para a TV Globo.

Na Globo, Eloísa viveu papéis marcantes em mais de 40 trabalhos, entre novelas, séries e especiais. Caso de Dona Nenê, na primeira versão de “A grande família”, e a inesquecível Dona Pombinha Abelha, de “Roque Santeiro”. A carreira conta ainda com outros personagens que caíram no gosto do público, como Maria Machadão, de “Gabriela”, Dona Mariana, de “Paraíso”, Gioconda Pontes, de “Pedra sobre pedra” e Manuela, de “Mulheres de areia”.

A atriz fez seu primeiro papel no cinema em 1950, no filme “Somos dois”. Já no teatro, a estreia aconteceu em 1965, numa adaptação de “O morro dos ventos uivantes”. Eloísa estava fora do ar desde a novela “O Beijo do Vampiro”, de 2002. Os convites para voltar foram muitos, mas a artista não pode aceitá-los. Na época da última novela, já não conseguia decorar os textos e decidiu sair de cena diante da perda de memória. Ela vivia com a filha Mirian, em Petrópolis.

Dono da TV União quer disputar o Senado apostando na ética

O empresário Alberto Bardawil, dono da TV União, está em Brasília, onde vai conversar com o senador Álvaro Dias, presidente e presidenciável do Podemos. Ele quer agendar a vinda do senador para lançar sua pré-candidatura ao Senado.

Bardawil diz que entra como o novo num cenário onde os políticos tradicionais estão desgastados. Coloca-se como um nome para os que querem apostar em ética no próximo pleito.

Os 60 anos de Eugênio Stone

Deu no Blog Gente de Mídia, do jornalista Nonato Albuquerque:

Para quem o conheceu radiante, belo, sempre expressando uma energia que a todos contagiava, vê-lo na imagem celebrando os 60 anos pode surpreender. Ele está alheio a tudo em volta, como se estivesse longe dali. Mas é o Stone, profissional muito querido de todos nós. Atuamos com ele na AM DO POVO (hoje POVO/CBN), onde ele produzia um dos quadros mais importantes do nosso programa: “Eu, gênio”.

Stone convive com problemas de Alzheimer, mas tem em torno de si a querência de sua esposa Silvana, a amizade dos amigos e, claro, as vibrações de todos nós que, também, rogamos ao misericordioso Deus que o proteja sempre nessa provação que ele atravessa.

Paz e bem, Stone.

VAMOS NÓS – Paz e bem, Stone!

(Foto – Facebook)

TV Ceará – “Roda de Mulheres” é o novo programa da emissora

Estreia nesta quarta-feira, a partir das 20 horas, na TV Ceará, o programa “Roda de Mulheres”. Na apresentação, as jornalistas Lana Soraya e Camila Lima.

A atração, segundo a assessoria de imprensa da emissora, será feita por mulheres e para mulheres, mas com assuntos voltados para todos os públicos. O primeiro tema é Feminismo.

DETALHE – Será um programa dividido em temporadas. Nesta primeira, serão oito edições.

(Foto – Divulgação)

Ator Fábio Assunção é detido após acidente de trânsito

O ator Fábio Assunção foi preso na manhã desta quinta-feira (3) após bater em dois carros na Alameda Franca, nos Jardins, na Zona Oeste de São Paulo. Ele foi levado para o 78º Distrito Policial, na Rua Estados Unidos. Ninguém ficou ferido. A informação é do Portal G1.

Ele deve ser autuado por embriaguez ao volante, pagar fiança e responder em liberdade. O advogado está ao lado dele. O G1 não conseguiu falar com ele.

Segundo a Polícia Militar, Fábio bateu nos outros veículos, a PM foi acionada e quando chegou ao local, ele se recusou a fazer o teste do bafômetro, mas apresentava sinais de embriaguez. O ator também se recusou a ir ao Instituto Médico Legal para fazer exame clínico.

Em junho de 2017, o ator foi preso em uma festa de São João em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco. Segundo a Polícia Militar, o ator agrediu pessoas e desacatou policiais. Ele também teria quebrado um dos vidros da viatura em que foi levado. Após ser ouvido em uma audiência de custódia, ele pagou fiança e foi liberado.

(Foto – O Globo)

Barco usado por Ana Maria Braga é autuado por invadir área de plataforma

Um barco pesqueiro usado por Ana Maria Braga invadiu a área de segurança no entorno da Plataforma de Mexilhão, na Baía de Santos, no último domingo (29) e foi autuado pela Marinha. Por lei, é preciso manter uma distância mínima de 500 metros da plataforma. A informação é da Coluna Radar, da Veja nline.

Segundo documentação encaminhada pela Petrobras às autoridades, ao entrar no perímetro da plataforma, o barco onde estava a apresentadora recebeu ordens por megafone para se afastar. A Petrobras afirma que o comando foi desobedecido.

Nesta segunda-feira, além de receber o auto de infração, o comandante responsável pelo pesqueiro foi levado para prestar esclarecimentos na delegacia de Caraguatatuba.

“Eu não fiz nada escondido. Estava pescando, um esporte que adoro. Não entendo nada de lei marítima e não sabia que o comandante havia ultrapassado o limite. Mas me sinto triste porque havia ao menos 20 barcos ali, e ninguém mais foi punido”, disse Ana, que publicou fotos do passeio no Instagram.

A apresentadora afirma que vai arcar com todos os custos de autuação. Já a Marinha não informou se outras embarcações forma autuadas.

Rádio Cidade AM estreia o “Conexão Verdade”

Lima Júnior entrevista Odécio e o Pastor Jecer Goes.

Estreou, nesta segunda-feira, o Programa Conexão Verdade. Mais uma atração da Rádio Cidade AM 860, sob o comando do jornalista e radialista Amando Lima Júnior.

Os convidados deste primeiro programa foram o vereador Odécio Carneiro e o pastor Jecer Goes. O programa será levado ao ar de segunda a sexta, sempre das 14 às 15 horas.

Boa sorte ao querido Lima Júnor!

(Foto – Divulgação)

Dilma usa Instagram para parabenizar Gleici, a vencedora do BBB 18

A ex-presidente Dilma Rousseff usou seu perfil no Instagram e parabenizou Gleici Damasceno, a campeão do BBB 18.

“Parabéns a querida Gleici, jovem negra, periférica, militante do movimento negro, atuante nas lutas da juventude por um futuro melhor, feminista, filiada ao partido dos trabalhadores. Gleici, a menina acreana que é a cara do nosso povo e sempre esteve do lado certo da luta e da história, encantou e conquistou o Brasil”.

Gleici, fora da casa, chegou a bradar “Lula livre!”

(Selfie do Instagram de Dilma)

Sindicato dos Jornalistas se solidariza com profissional vítima de insultos de Carlos Vereza

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Ceará divulgou, em seu site, nota de solidariedade ao jornalista Renato Abê, do O POVO. Ele foi vítima de insultos proferidos pelo ator Carlos Vereza durante entrevista que fez, no fim de semana, com o artista. Confira:

Nota de Solidariedade

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado do Ceará (Sindjorce) solidariza-se com o jornalista Renato Abê, do Jornal O Povo, que foi vítima de insultos proferidos pelo ator Carlos Vereza durante entrevista realizada na última sexta-feira, 13 de abril.

O veterano ator estava em Fortaleza para apresentar o monólogo “Iscariotes: A Outra Face”. Segundo relato do repórter do Caderno Vida & Arte, descontente com a condução da conversa e afirmando-se médium, Carlos Vereza interrompeu a entrevista algumas vezes para bradar ao jornalista: “Você tem aura petista”.

Renato afirma que tentou seguir o trabalho, mas sem sucesso. Como o profissional d’O Povo não entrou na linha de tensão do ator, Vereza chegou a pedir desculpas, antes de partir para a ofensa, cunhando a vulgar expressão: “Vá se fuder, porra”. Não restando outra alternativa, o jornalista se retirou do local da pauta.

Não satisfeito, o artista foi manifestar a sua raiva na rede social Facebook, referindo-se a Abê como “calhorda, patife e escroto provocador”.

As ações de Carlos Vereza podem ser encaradas como um ataque à atividade profissional do jornalista, vilipendiado enquanto exercia seu ofício. O ator não era obrigado a conceder a entrevista e nem a responder às perguntas do repórter, sendo assim, simplesmente poderia ter encerrado a conversa.

O Sindjorce denuncia ainda que a situação foi um claro ataque à liberdade de expressão e também um ataque à atividade jornalística, que é balizada pela ação investigativa, crítica e ética da realidade.

Ao atribuir ofensas pessoais à vítima no intuito de desmoralizá-la, desqualificá-la e intimidá-la, Vereza pode ter incorrido nos crimes de calúnia e difamação.

Desde já, o Sindicato dos Jornalistas disponibiliza a sua assessoria jurídica para acompanhar e prestar auxílio ao jornalista Renato Abê, ao mesmo tempo em que repudia e denuncia a ignorância e a truculência do ator, que mancha, definitivamente, a sua já arranhada reputação.

Por fim, o Sindjorce reafirma o seu papel na defesa da categoria dos jornalistas no cumprimento do exercício da profissão. Mais que um desvio moral, a ação de Carlos Vereza precisa ser repudiada pela comunidade artística brasileira, assim como por toda a sociedade.

*Confira a entrevista que virou protesto por parte de Vereza aqui.

Ator Carlos Vereza: “Marielle é um cadáver fabricado!”

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Afirmando-se médium, o ator Carlos Vereza interrompeu a entrevista a seguir algumas vezes para bradar ao repórter: “Você tem aura petista”. A conversa aconteceu no Cineteatro São Luiz, onde o artista carioca apresenta o espetáculo Iscariotes: A Outra Face neste domingo, às 18 horas. No monólogo, o ator conta outra versão sobre o apóstolo Judas, associado historicamente à traição. Ex-membro do Partido Comunista, Vereza se posiciona à direita e é ferrenho apoiador do presidente Michel Temer (PMDB).

O POVO – Traçando uma analogia com o contexto político do País, o senhor identifica algum Judas?

Carlos Vereza – Não, sabe por quê? Porque o Judas não foi um traidor. Ele errou estrategicamente, ele era um guerrilheiro, quando viu aquela multidão seguindo Jesus, ele imaginou que, se ele entregasse o mestre, o povo se levantaria com aquela lealdade e tiraria o mestre da prisão. Mas não foi isso, porque um povo, em geral, é uma massa amorfa. Sem liderança, sem perspectiva, ele pode ser levado para qualquer lugar. Ele não era traidor e, nesse contexto atual do Brasil, são muitos os traidores. Traidores do destino do povo, a partir de um discurso demagógico, populista. Não tem nada a ver com meu Judas.

OP – O Governo Temer chegou a extinguir o Ministério da cultura (Minc), depois voltando atrás. Como o senhor avalia atual situação do Minc? Ele é importante para os artistas como o senhor?

Vereza – Ele é importante. Esse rapaz que é ministro da Cultura (Sérgio Sá Leitão) é um técnico. Ele não é ligado a nenhum tipo de corrente ideológica. Eu conheço ele pessoalmente, ele é muito honesto. Com todo o respeito, mas é um fato histórico: o Ministério da Cultura esteva ideologicamente aparelhado. Certas correntes alinhadas com essa ideologia mandavam projetos para lá e nem precisava de análise, era aprovado imediatamente. Ao contrário de outros, que não estavam alinhados. Com Sérgio, não. Ele é técnico. Agora há um excesso de ministérios, sempre houve um excesso, nessa política de coalizão que a gente é obrigado a coexistir. Você é obrigado a fazer concessão para aprovar os projetos, com essa infinidade de partidos, eles estão mais interessados no fundo partidário do que fazer uma aliança que seja a favor da história. Infelizmente as instituições do Brasil nos últimos anos foram ficando aparelhadas. Foram ficando desgastadas. “Dando que se recebe” passou a ser a palavra de ordem. Enquanto a gente não mudar esse tipo de forma de governar, você vai ter que cortejar apoio para poder governar. Eu particularmente sou favorável ao parlamentarismo, que o cara errou, você tira o primeiro ministro e troca por outro. Agora você não pode, no meio de uma administração, você a cada quatro anos fazer o impedimento de um presidente. A história do País está sempre começando. Eu, particularmente, sou favorável a um plebiscito para votar o parlamentarismo. Você não ficaria dependendo tanto dessa aliança, que nem sempre são as mais honestas.

OP: O senhor costuma criticar publicamente a permanência dos gritos de “Fora, Temer”, por quê?

Vereza – “Fora, Temer” é de uma pobreza ideológica. Eu não votei nele, por isso eu estou muito tranquilo de falar. O “Fora, Temer” é ausência de um discurso que seja uma alternativa. Eu estudo filosofia e trabalho muito com fatos… Isso é fato como essa cadeira é uma cadeira, você é um homem, ela é uma moça e está tirando fotos de mim. O Temer tirou o Brasil do abismo, ele está recuperando a economia do País, a inflação está lá embaixo, batendo recordes históricos. Isso é o cara que fez. Não é o Vereza que está dizendo. São organismos nacionais e internacionais que comprovam isso. A Petrobrás está se recuperando: de 14 milhões, ele conseguiu recuperar 1 milhão de vagas, isso é o IBGE, a Fundação Getúlio Vargas, o Valor Econômico que diz. “Fora, Temer” é criança zangada que tiraram a chupeta. Qualquer coisa é “Fora, Temer”, vai colocar quem: Rodrigo Maia? O Eunício Oliveira, que está aí com o maior escândalo em cima dele? Ao invés de “Fora, Temer”, diga assim: eu proponho que a reforma agrária seja feita definitivamente, que o Movimento Sem Terra deixe de ser um grupo terrorista e passe a ser um movimento que lute realmente por terra. Eu não sou esquerda nem de direita, mas isso são fatos. Eles não tiveram terra esse tempo todo e não reclamaram com o PT, por quê? Porque é uma organização paramilitar, terrorista… estão aí fechando estrada, queimando pneu. Estão lá em Curitiba fazendo necessidade na calçada das casas dos moradores, que não têm nada a ver. São fatos. Estão radicalizando a tal ponto como se quisessem fabricar mais um cadáver, além da Marielle… Marielle é um cadáver fabricado por eles…

OP: Eles quem?

Vereza – A ideologia radical sectária de esquerda. Eu tenho certeza, não tenho a menor dúvida, porque está havendo no Rio de Janeiro uma investigação (sobre a morte de Marielle) que já chegou a um ponto que, se eles mudarem a narrativa, vai ser uma decepção para muita gente. Por que a Marielle teve quarenta fotos na Maré se ela era uma líder comunitária? (A vereadora recebeu 1.688 votos, na verdade). Acho que a investigação tinha que começar pela Maré, ela teve votos no Leblon, no Jardim Botânico e na Gávea, só a classe média de Iphone 10. Essa menina ou foi assassinada pela milícia ou foi assassinada por pessoas que aparentemente compactuam com a ideologia dela. Eles não acreditam em Deus, eles acham que as pessoas todas não passam de massas de manobras adaptáveis ou não aos seus objetivos. O cara que acredita que a vida continua após a morte, se ele fizer uma besteira, ele sabe que tem a lei de causa e efeito, que, aliás, nem é nem religioso, é matemática. A lei de causa e efeito reordena o universo, se não a gente não estaria conversando aqui, o planeta não estaria dando voltas sob si mesmo. Deus é um matemático emocionado. A grande ciência é a matemática. Eles não acreditam nisso, eles acham que a gente é obra do acaso, que foi uma amebazinha que nasceu da lama e depois ela deu um pulinho pra terra. Aí virou mineral, animal, vegetal até virar ser humano. A gente sabe que há um plano construindo a nossa história, um plano divino. Eles não acreditam nisso. Então ele está do meu lado agora e depois não está mais.

OP – Mas falando de extrema direita, como o senhor avalia a postura do Bolsonaro?

Vereza – Eu avalio matematicamente. É uma lei física, a cada ação, uma reação. Como a esquerda radicalizou demais, surge uma reação que é o Bolsonaro, que eu não considero nem de extrema direita, considero de direita. Extrema direita mesmo é o que está acontecendo na Alemanha, que voltou a ter um antissemitismo, alegando, com alguma razão, que os imigrantes estão deturpando os valores nacionais e culturais. Bolsonaro é um cara da direita, não tem saída, é dialética, se você radicaliza de um lado, do outro ele vai desaparecer. É na política, na vida.

OP – Mas ele fala de pena de morte, ele tem um discurso de ódio…

Vereza – Essa ideologia é dele, é a plataforma dele. Eu não sou a favor. Agora ao mesmo tempo a esquerda também prega matar as pessoas, a esquerda está lá. No primeiro dia que o Lula foi preso, eles quebraram os portões da Polícia Federal. A Polícia Federal teve que reagir com bala de borracha e gás, eles inventaram que foram agredidos primeiro. Você é a favor do que eles fizeram em Curitiba? É a favor que as pessoas não podem sair de casa? Eles chegam com celular e obrigam os moradores a carregar o celular, estão fazendo necessidade na calçada. Isso é uma observação neutra, imparcial. E os moradores que pagam impostos naquela rua de Curitiba?

OP – Na ditadura militar, o senhor integrava o Partido Comunista e chegou a ser preso. Não teme que, caso um nome como Jair Bolsonaro seja eleito, isso volte a acontecer no País?

Vereza – Aí você está radicalizando, comparando o Bolsonaro a um nazista… Você está pressupondo que ele vá sequestrar as pessoas…

OP – Mas ele prega a censura à arte, a pena de morte…

Vereza – Sim, mas a Gleisi Hoffmann e o Lindbergh Farias estão incitando a massa a invadir a Polícia Federal e, obviamente se invadir a Polícia Federal, vai ter gente morta. Qualquer extremo não dá certo.

OP: Recentemente o senhor se envolveu em polêmica ao publicar no Facebook que uma escola supostamente estaria obrigando os alunos homens a usarem batom…

Vereza- Supostamente não. Foi o colégio Pinheiro Guimarães (no Rio). Eu afirmei: o colégio disse que se o aluno vier de saia e de batom, ele vai ter a nota aumentada. Eu reafirmei e estou esperando o processo até agora. Cadê o processo? Eu que não votei no Temer, fui ao Temer pedir para ele tirar a ideologia de gênero do Plano Nacional de Educação e ele tirou. É um absurdo você dizer que sexo é uma construção cultural. Então você começa a atacar biologia, começa a atacar os códigos genéticos, que é XX e XY, agora estão inventando T, W,Z, A, E, I, O, U. Ou você é homem é ou é mulher. As pessoas têm suas opções sexuais respeitáveis, daí a você dizer que nasceu homem porque isso é uma construção cultural, isso é de um ridículo. Isso é um plano cara, um plano sofisticadíssimo, porque quando você traumatiza uma criança, você vai ter lá frente um adulto manipulado politicamente. Até sete anos a criança é mais espírito do que matéria, ela não pode ser traumatizada.

OP – Mas e se uma pessoa adulta não se identifica com o gênero que nasceu?

Vereza – Sabe qual é a estatística de trans? Um em 100 mil. Agora todo mundo é trans, só que eles não estão divulgando as pessoas que estão arrependidas, que estão querendo recuperar e não conseguem, porque não tem mais jeito. Não tem como recuperar. Todo mundo é trans, isso é uma novidade. Na minha época, você tinha um trans a cada 15 anos, agora a cada dia da semana todo mundo virou trans e vai para o Paraguai operar, aí depois se arrepende porque o DNA não muda, o DNA do trans é do gênero que ele nasceu. (Vira-se agressivo para o repórter) Eu sei que eu não estou te agradando, você é petista, porque eu sou médium e eu estou vendo no teu perispírito que você é petista.

OP – Eu não sou petista.

Vereza – Você é de esquerda eu estou vendo na sua aura. Cada coisa que eu falo sua aura fica assim piscando.
(Silêncio).

Vereza – Um em 100 mil é uma coisa, agora de segunda a sexta, todo mundo é trans e outras coisas. O que é isso? Eu era amigo do Clodovil e ele não tinha essa palhaçada. Há, inclusive, uma suspeita de que ele tenha sido assassinado, a cama dele era baixa, como ele fraturou a cabeça caindo da cama, cara? Eu conheci a Rogéria, ela cantava em cinco idiomas, era uma puta de uma cantora, uma puta de uma atriz, mas não faziam essa palhaçada, esse lobby. Eu amo o homossexual e odeio o lobby gay. Eu amo o pecador e odeio o pecado.

OP – O senhor disse em entrevista ao Bial, que toda vez que uma comunidade se acha em crise, ela necessita de um bode expiatório, para muitos brasileiros, o Lula…

Vereza – Você está dizendo que o petismo seria o bode expiatório? Ele ficou 14 anos no poder, meu filho, o Temer está há só dois. Bode expiatório sou eu, que há 12 anos eu avisei o que seria o PT e as portas de trabalho se fecharam para mim. Eu fui ao Jô Soares e disse e cantei tudo o que ia acontecer com o PT…

OP – Inclusive a Rede Globo fechou as portas para o senhor?

Vereza – Sim, 90% dos autores e diretores da Gloso são petistas. Agora eles não me mandam embora, porque provavelmente deve ter algum tipo de respeito por mim. Exatamente porque eu vou ao contrário dos meus colegas e boto minha cara a tapa. Eu sou formado em filosofia. Isso aqui para mim é uma cadeira e não um helicóptero. Eles falam que é um helicóptero. (silêncio). Você deu uma bandeira da sua pergunta agora, porque bode expiatório é o povo. Eu jogo com dados, eu não adjetivo nada, porque eu estudo.

OP – Ok. Obrigado, Carlos.

Vereza – Me desculpa se eu estou dizendo o que o você não quer ouvir…

OP – Desculpo.
(Entrevistado se levanta).

Vereza – Vá se fuder, porra.
(Entrevistado se retira).

(O POVO – Repórter Renato Abê)

Decreto presidencial atualiza regulamentação da profissão de radialista

O presidente Michel Temer assinou, nesta quarta-feira (4), o decreto que atualiza a regulamentação da profissão de radialista. A assinatura aconteceu na mesma solenidade de sanção da flexibilização do horário do programa A Voz do Brasil. A informação é divulgada pela assessoria de imprensa da Associação Brasileira das Emissoras de Rádio e Televisão (Abert).

O decreto veio após ampla discussão sobre a necessidade de adequação das normas aplicadas aos profissionais da área. A legislação que regulamenta a profissão de radialista, de 1979, é considerada antiquada. Apesar da evolução tecnológica das últimas décadas, as atividades desenvolvidas pelos radialistas não foram atualizadas.

O novo texto reduziu o quadro de funções de radialista, de acordo com a Lei 13424/2017. Para a revisão do decreto foram considerados dois critérios: (i) as novas tecnologias, equipamentos e meios de informação e comunicação; (ii) as funções técnicas ou especializadas próprias das atividades de empresas de radiodifusão.

Para o diretor geral da ABERT, Cristiano Lobato Flores, “além de corrigir distorções, a atualização das funções traz mais segurança jurídica aos contratos de trabalho entre as empresas de radiodifusão e os profissionais radialistas”.

Assim que o decreto for publicado no Diário Oficial da União, a ABERT informará os seus associados sobre as novas funções e os desdobramentos para o setor.

Lula diz que vai processar a Netflix por série sobre a Lava Jato

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Em discurso em Curitiba, no ato de encerramento de sua caravana na noite desta quarta-feira 28, o ex-presidente Lula disse que irá processar a Netflix depois da exibição da série O Mecanismo, de José Padilha, inspirada na Lava Jato e que distorce diversos fatos da realidade, especialmente contra o PT.

Segundo Lula, a série foi “mais uma mentira” que fizeram contra ele e o PT. “Há anos eu já ouvia dizer que a Globo estava fazendo um documentário para passar na Netflix, para não aparecer a cara da Globo”, disse. “Nós vamos processar a Netflix”, anunciou. “Nós não temos que aceitar isso, e eu não vou aceitar”, declarou.

Na produção, Padilha coloca na boca do personagem que interpreta Lula a frase “precisamos estancar a sangria”, dita na realidade por Romero Jucá (PMDB-RR), em referência a uma estratégia para acabar com a Lava Jato, que incluía a deposição de Dilma Rousseff do poder.

Entre outros fatos distorcidos, a série mostra o doleiro Alberto Youssef circulando com intimidade pelo comitê de campanha de Dilma Rousseff à reeleição, em 2014, e mostra o caso Banestado acontecendo em 2003, durante o governo Lula, e não nos anos 90, durante o governo FHC.

(Portal Click Política)

Acert inaugura sala com nome do jornalista Edilmar Norões

A Associação Cearense de Emissoras de Rádio e Televisão (Acert) inaugurou, nesta manhã de quarta-feira, a Sala de Reuniões Jornalista Edilmar Norões. Edilmar foi presidente da entidade em vários mandatos. O descerramento da foto do homenageado foi feito pela viúva, Lucila Norés, e pelo filho dele, o jornalista Paulo César Norões, que estava com sua mulher, a também jornalista Simone Morais.

Durante o ato, falaram a ex-presidente e atual vice-presidente Carmen Lúcia Dummar Azulai e o assessor jurídico Afro Lourenço. Eles destacaram a importância “do merecido reconhecimento”, numa forma de agradecimento por tudo que o homenageado realizou em prol da radiodifusão do Ceará durante os seis mandatos presidindo a diretoria da entidade.

Agradecendo a homenagem, Paulo César destacou os esforços e a dedicação desenvolvidos pelo seu saudoso pai no sentido de tornar a ACERT cada vez mais forte e atuante na defesa dos interesses do rádio e da televisão do Ceará.

(Foto – Divulgação)

Cantor Falcão está de volta à TV Ceará

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O cantor e bregastar Falcão estará de volta à telinha da TV Ceará, a partir de maio próximo, com seu programa Leruaite. Agora em abril, ele já entra nos estúdios para gravar os primeiros programas.

Falcão, que iniciou o projeto na TVC, passando depois para a TV Diário, segundo sua produção, estará retornando assim ao seu antigo aconchego.

(Foto -Divulgação)

 

Humorista Bolachinha é uma das atrações do Cine Holliúdy 2

O humorista Bolachinha está todo prosa. Feliz com o sucesso obtido quando atuou no filme Cine Holliúdy, de Halder Gomes, já conta os dias para a estréia de mais uma aventura nessa película.

O Cine Holliúdy 2 deverá estrear em maio próximo, nos telões nacionais, no qual o artista virá de novo na pele de um vereador interiorano.

Enquanto a estreia não chega, Bolachinha gravará, nesta semana, participação no programa MultiTom, de Tom Cavalcante, na Multishow.

Em julho, avisou o humorista, é a vez de entrar na grade de programação da Rede Globo a minissérie Cine Holliúdy onde Bolachinha diz que fará o papel de ET.

(Foto – Paulo MOska)

Câmara aprova flexibilização da Voz do Brasil; proposta vai à sanção de Temer

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nessa terça-feira (13), o Projeto de Lei (PL) 595/03, que flexibiliza o horário de veiculação do programa de rádio A Voz do Brasil. Pelo texto aprovado, a transmissão integral do programa deverá ocorrer dentro do intervalo das 19 horas às 22 horas de segunda-feira a sexta-feira. Nos sábados, domingos e feriados, o horário continua a ser às 19 horas. A matéria segue para a sanção presidencial.

Em discussão no Congresso desde 2003, o PL aprovado mantém o atual horário de transmissão para todas as emissoras educativas. Pelo texto, ficam estabelecidos 60 minutos ininterruptos de programa, distribuídos da seguinte forma: 25 minutos para o Poder Executivo, 5 minutos para o Poder Judiciário, 10 minutos para o Senado Federal e 20 minutos para a Câmara dos Deputados.

O texto prevê ainda que Poder Executivo regulamente casos excepcionais de flexibilização e dispensa de retransmissão do programa.

Para o líder do PRB, deputado Celso Russomano (SP), a aprovação do PL vai assegurar que o programa seja transmitido em todo país, já que rádios têm buscado liminar na Justiça para alterar o horário de transmissão de A Voz do Brasil.

“Estamos aqui corrigindo uma deficiência que existe hoje. Há uma estimativa de que, no Brasil, nós tenhamos 3 mil liminares autorizando as rádios de todo o Brasil a transmitir [o programa] A Voz do Brasil em horário diverso das 19h às 20h. Há gente transmitindo das 23h à meia- noite, tem gente transmitindo depois da meia-noite e isso significa que [o programa] A Voz do Brasil não tem o eco que deveria ter, amparado na lei”, afirmou.

Sem sucesso, deputados da oposição tentaram adiar a votação e barrar a análise do projeto. Contrário à flexibilização, o líder do PSOL, deputado Ivan Valente (RJ), criticou a aprovação da medida. Para ele, a proposta só interessa às empresas de rádio e televisão privadas, já que as educativas continuam sendo obrigadas a transmitir o programa estatal às 19 horas. “Flexibilização é liquidar de vez com A Voz do Brasil”, afirmou.

O programa A Voz do Brasil foi criado há mais de 80 anos, em 1935. Em 1938, passou a ser transmitido obrigatoriamente entre as 19h e as 20h, exceto aos sábados, domingos e feriados, somente com a divulgação dos atos do Poder Executivo. Atualmente, A Voz do Brasil, além do Executivo, transmite informações do Poder Judiciário, do Senado e da Câmara dos Deputados. A produção do programa é da Empresa Brasil de Comunicação.

(Agência Brasil)

Equipe da TV espanhola circula pelo Ceará

Confira uma das edições da atração.

Já em Fortaleza uma equipe do Canal 4, da TV da Espanha. Calma, calma. Nada de reportagens sobre a onda de violência que atinge o Ceará. Veio fazer matérias sobre o turismo que, claro, exige muita, muita segurança.

É a turma do Programa de Monique, que faz coberturas sobre turismo no mundo. Aqui, permanecerá até o fim da semana.

Você pagaria por uma boa TV pública?

Com o título “Você pagaria por uma boa TV pública?”, eis artigo do jornalista Plínio Bortolloti, que pode ser conferido no O POVO desta quinta-feira. Com a onda conservadora que assola o mundo, partidos dessa estirpe vêm questionando, em vários países europeus, o financiamento público dessas emissoras”, diz o texto. Confira:

Diferentemente do Brasil, que copiou o modelo americano, países da Europa costumam manter importantes redes de radiodifusão (rádio e TV) públicas. Essa foi a forma encontrada para democratizar a produção do conteúdo e o acesso às informações, corrigindo distorções do mercado. Entenda-se por emissoras públicas aquelas que, mesmo recebendo recursos diretos ou por meio de impostos cobrados pelo governo, não se subordinam a ele, mantendo, porém, mecanismo de participação da sociedade.

Com a onda conservadora que assola o mundo, partidos dessa estirpe vêm questionando, em vários países europeus, o financiamento público dessas emissoras. Uma das iniciativas tomou corpo na Suíça, cujo governo levou o assunto à consulta popular, no domingo passado.

Partidos liberais e populistas de direita propunham o fim da taxa com a campanha “No Billag” (o nome da empresa responsável pela cobrança do imposto). O valor recolhido pelos suíços equivale, aproximadamente, a R$ 1.500 por ano por residência. Os eleitores decidiram manter a taxa, com 71,6% votando pela continuidade da cobrança e 28,4% pela sua supressão.

A britânica BBC, modelo mundial de emissora pública, também sofre ataques de conservadores, como na década 1980, quando a então primeira-ministra, Margareth Tatchter, propôs que a rede fosse mantida exclusivamente por publicidade, sem conseguir levar adiante a sua ideia.

Mais recentemente, durante as discussões sobre o novo estatuto, que entrou em vigor em 2017, o governo conservador conseguiu impor algumas restrições, mas foi mantida a forma de financiamento. Cada britânico, proprietário de um aparelho de rádio ou televisão, paga valor equivalente a R$ 800 por ano. Com o novo estatuto, quem acessar a emissora via internet, também terá de recolher o imposto.

A mídia pública é um importante instrumento da democracia e sua manutenção é essencial para arejar e diversificar o ambiente das notícias. Mas, no Brasil, qualquer iniciativa nesse sentido é violentamente atacada pelas emissoras comerciais e pelos amantes do “mercado”, que impõem ao público uma programação cada vez menos diversificada.

PS. Com informações da rede pública suíça: https://www.swissinfo.ch (em português).

*Plínio Bortolotti

plinio@opovo.com.br

Jornalista do O POVO.